Resenha iPod Touch
Escrito por Kid on Nov 30, 2007
Como todos devem saber, sou tarado por gadgets. E como tal, eu sou acostumado (aliás, acostumado não, DISPOSTO) a lidar com os probleminhas que a tecnologia de bolso costuma oferecer. Aliás, eu diria que o processo de modificar o aparelho (por necessidade ou simplesmente por vontade) pra que ele te sirva melhor é praticamente um padrão. Eu fiz isso com o palm, com o PSP, com meu DS. Tendo isso em mente, somando ao fato de que até uma semana atrás eu estava perdidamente apaixonado pelo iPod Touch e queria compra-lo de qualquer forma, ninguém poderá dizer que eu tive má vontade com o aparelho.
Ninguém poderá dizer também que eu apenas tive muita má sorte (como já sugeriram quando expliquei meu drama), já que todos os problemas reportados por mim já foram identificados por outros usuários, no próprio fórum da Apple. E eu experimentei problemas tanto no XP como no Vista, ou seja, Apple fanboys, não percam seu tempo dizendo que foi tudo culpa do Ruindows e que eu deveria comprar um Mac.
Então.

Não resisti.

Mas antes mesmo de chegar em casa, uma preocupação começou a bolinar minha paz, ali no cantinho da cabeça. É que eu já tava prevendo que teria muita complicação com o player.
Por motivos que ninguém seria capaz de explicar, o iTunes não gosta de brincar com o Vista caso uma placa NVidia esteja presente. Alguns poderiam até berrar logo “ahhh mas claro porra, você tá usando o Vista…”, mas já foi provado que o problema não é o SO da Microsoft, e sim o tosquíssimo QuickTime. Tentar rodar o iTunes significa que eu receberei uma Blue Screen of Death na cara e terei que reiniciar meu PC.Eu havia contornado esse problema, que foi descoberto quando eu ainda usava o iPod Video, instalando programas alternativos que cumprem o papel do iTunes. Ou seja, eu achava que eu poderia contornar esse problema.
Ao chegar em casa, recebo o primeiro chute nas bolas - nenhum tocador de mídia alternativo reconhece o Touch. E eu tentei tudo - Media Monkey, PodBox, aquele plugin do Winamp… Eu teria que usar o iTunes mesmo. Nem o Floola, que me ajudou com o iPod Video, poderia me ajudar. Acontece que o Floola exige ser instalado na root do iPod, e a Apple por motivos que ninguém poderia compreender bloqueou o acesso do “disco” do Touch. Você não pode usa-lo como thumb drive.
Rezei rapidamente e tentei sincronizar o aparelho com meu notebook usando o iTunes mesmo.
Tela azul no meio da cara. Memory dump, PC reiniciando. Uma leve frustração abate meu espírito mas eu não comecei a usar computadores ontem; tentativa e erro faz parte do processo nérdico.
Comecei a pesquisar furiosamente pra compreender qual seria o problema que causa o iTunes a matar meu computador. E descobri que apesar da Apple virar as costas pro problema, a NVidia havia lançado um update pros drivers da placa de vídeo que supostamente corrige o problema. Baixei os arquivos, instalei, reiniciei o computador, parti pra segunda tentativa.
Miraculosamente, o iTunes não enfiou meu computador no saco. Berrei de alegria e pus-me a criar minhas playlists e transferir meus vídeos pro aparelho.
No dia seguinte chego no trabalho todo serelepe, mostro o brinquedo novo pros companheiros nerds, e resolvo assistir um episódio de My Name is Earl. Estranhamente, o vídeo não rodou macio. Ao invés dos prometidos 30fps, a performance deveria estar bem abaixo da metade disso. E, sem mais nem essa, os vídeos começaram a travar o Touch e reseta-lo. Aqui está uma das diversas threads no fórum da Apple em que os usuários reclamam sobre esse problema.
O QuickTime, que é o responsável por adicionar os vídeos no Touch, simplesmente não foi feito pra funcionar no ambiente do Vista. Não querendo devolver o aparelho, apelei pro impensável - resolvi transferir toda a minha mídia (uns 10 ou 12 gb) pro meu desktop, que roda XP. Eu nem uso mais aquele computador e ele nem internet tem, já que depois que comprei meu notebook não me preocupei em comprar uma placa de rede wireless pra ele. Mas se ter que usar dois PCs pra gerenciar minha midia no meu Touch era o necessário, bola pra frente.
Duas horas depois, toda a minha mídia estava bonitinha no PC velho. Agora eu teria que formatar o Touch e resincroniza-lo no outro computador, já que um iPod não pode ser sincronizado em dois iTunes diferentes.
Tudo pronto. O iPod está agora no XP, o iTunes não dá problema nenhum, agora sim! Será um saco ter que transferir tudo que eu baixo pro PC velho, mas fazer o que.
No dia seguinte no trabalho, descubro revoltado que os vídeos CONTINUAM travando meu iPod. A essa altura eu já tinha parado de ver os problemas do Touch como “pequenos desafios” e sim como “uma fenomenal dor de cabeça”. Imaginei que o problema é que apesar de ter usado o XP pra transferir os vídeos pro Touch, eles haviam sido convertidos no Vista de qualquer jeito.

Mais um cliente satisfeito. Obrigado, Apple!
As oito horas de trabalho se arrastaram lentamente. Quando finalmente cheguei em casa, vi que a tarefa havia sido finalizada sem encheção de saco. Toda a minha mídia estava finalmente reconvertida via XP, e seria transferida pro meu Touch via XP, ou seja, não haveria mais motivos pra problemas.
Foi o que eu pensava.
Assim do nada, o iTunes parou de reconhecer o Touch, pondo a culpa num tal de Apple Mobile Device Manager. Pra variar, estão reclamando do problema lá no fórum da Apple. É nessa aí que os fanboys se lascam pra varrer o problema de incompatibilidade do Touch pra baixo do tapete, porque TODOS os usuários que reportaram esse problema no tópico usam XP.
Tentei desinstalar e instalar o iTunes, e nada. Tentei remover apenas o tal Apple Mobile Device Manager, e nada. Tentei ir nos Serviços e iniciar o troço, mas ele me dá uma mensagem que não pode ser reiniciado porque não está em uso (????). E enquanto eu pensava no próximo passo…
…encarei a verdade. Um aparelho comprado com intuito de entretenimento perde totalmente o propósito quando tudo que ele te causa é chateação. Três dias após comprar o troço eu ainda não conseguia usa-lo, e olha que não sou um usuário de PC amador, eu tentei diversas soluções diferentes antes de finalmente desistir.
Nas palavras do Paul, meu amigo Apple-hater, “o iPod Touch é um biscoito cercado por merda”. É um aparelho bonitinho, mas no fim das contas as frustrações me fizeram perder totalmente o tesão que eu tinha pelo bicho.
Resignado, coloquei o aparelho de volta na caixa e marchei pra Best Buy. Devolvi a parada e voltei pra área de video players, procurando algo cujas resenhas que li na internet eram unanimemente positivas.

Archos 605. Fabricado por uma pequena empresa francesa, o que o Archos não tem em marketing, ele compensa com conteúdo.Vantagens (em relação ao iPod Touch):
Desvantagens
Não é tão bonito quando o Touch.
E agora vem a parte engraçada - com todas essas funcionalidades mais interessantes, o Archos 605 custa um pouco mais que a metade do preço do Touch. Ou seja, se trata de mais um iPod que é um player inferior à concorrência, mas que goza do nome da marca e que por isso vende horrores.
Em pouco tempo de uso eu entendi outro ensinamento do meu amigo Paul - a Apple empurra sua iBullshit em cima da gente até que a gente se torne tão conformado que não consegue mais nem imaginar uma vida mais simples. O fato de não ter que usar um programa especial pra gerenciar o meu Archos e que eu também não preciso mais converter meus vídeos pro horrível .mp4 me faz pensar por que eu considerei comprar o Touch pra começo de conversa (além do motivo estético, obviamente).
Aí vão algumas imagens do aparelho, caso alguém tenha subitamente desistido de comprar um Touch e resolvido investir num Archos 605:
O Archos oferece uma porrada de funcionalidade interessante, é muito mais fácil de gerenciar e custa apenas metade do preço do Touch. Mas ei, não confie apenas na minha palavra. Um dos mais conceituados sites de reviews de gadgets elegeu o Archos 605 como o melhor tocador de vídeo de atualidade, seguido logo pelo Touch. Com uma resenha como “the Archos 605 WiFi portable video player is one of the best mobile distractions money can buy”, nem preciso mais dizer nada pra te convencer que não estou apenas com síndrome de fanboy com brinquedinho novo. O Archos é O melhor aparelho da sua categoria. Saca o navegador dele? Então, OPERA. Fizeram esse gadget pensando em mim, só pode.
Dizem que conhecimento é poder. Agora você tem o “poder” necessário pra não cometer o mesmo erro que eu. Não compre a grandíssima porcaria que o Touch se revelou ser. Eu tenho sorte que no Canadá é bem mais fácil devolver aparelhos cuja performance desaponta o freguês, alguém que cometesse o vacilo de gastar 1500+ reais nessa merda talvez tivesse uma surpresa muito desagradável quando voltasse pra loja com a caixa do Touch debaixo do braço.
Internets, SERIOUS BUSINESS
Escrito por Kid on Nov 28, 2007
Ahhh, a internet! Que outro lugar te causa aquela deliciosa impressão de que alguém, da noite pro dia, substituiu todos os seres pensantes do planeta por portadores de Síndrome de Down (ou pessoas com aquela doença que transforma seu cérebro em lama, acho que é aquela AIDS) e que em seguida os presentearam com computadores e uma conexão com a internet? Que outro meio de comunicação te expôe a tantos péssimos exemplos de seres humanos que te faz desejar que ela nem existisse, o que impediria esses indivíduos se organizar em grupos online e ejacular suas baboseiras sem sentido em cima do resto de nós? Qual é a única mídia que conseguiria convencer qualquer pessoa neste planeta que o fim da raça humana seria na verdade algo interessante?
Usar a internet às vezes é quase como ser bukkakezado por estupidez pura, e aqui está um fenomenal exemplo desse fenônemo em ação. Acompanhem-me!
Pra quem perdeu a ação nos últimos dias, é o seguinte. Sabe aquele post ali embaixo? Um post num blog que ninguém lê, que retrata nada além de uma opinião pessoal e que citava UMA pessoa apenas? Você não acreditaria se eu te dissesse que quinhentos nerds passaram a madrugada acordado discutindo por causa dele, mas é a pura verdade.
O palco foi o OuterSpace, um fórum interessante se você gosta de ler novidades sobre o mundo dos jogos ou de ler tópicos escritos or adolecentes frustrados porque não conseguem passar no vestibular ou se aproximar de uma pessoa do sexo oposto.

Eu não estava brincando
QUARENTA PÁGINAS de discussão, boa parte delas escritas após três da matina de uma terça feira, discutindo o que esse que vos fala postou num diarinho virtual.
Se eu estivesse lá debatendo junto eu entenderia a longevidade do tópico, mas nem foi o caso. Àquela altura eu já estava no meu terceiro sono, sem nem saber que do outro lado do mundo um monte de nerd berrava onlinemente contra mim. E berravam sozinho, porque nem respondendo eu estava.
O motivo da fúria é compreensível, afinal eu cometi o terrível crime de me expressar na internet. Eu tentei até explicar, como já fiz no passado, a futilidade que é tentar assustar alguém que mora no exterior usando o código penal brasileiro. Mas, como um usuário lá prestativamente informou, eu deveria estar empacotando meus pertences porque muito em breve eu estarei me mudando pra outra residência. Estando fora da jurisdição brasileira ou não, logo logo minha próxima casa seria uma com 3 metros quadrados e com barras.

Criticar alguém através da internet = ser preso pela Interpol.
Esquecendo, é claro, que falar sobre os caras em outro fórum apenas acrescentava à minha lista de terríveis crimes virtuais. Quem eu penso que sou, postar um link para um post em outro fórum?! Consigo quase ouvir o barulho da caneta do promotor riscando-me uma sentença mais alta nos seus documentos legais.

Foi aí que a turminha de revoltados REALMENTE brilhou. Quatrocentos comentários e subindo, um novo recorde no HBD 3.0. Curiosamente, só rolaram até agora duas montagens com fotos da minha namorada. Imagino que o Roberval Júnior esteja esperando o papai e a mamãe ir dormir pra que ele possa pescar uma foto lá do SYSTEM_FILES.zip pra fotoxopar a cara da minha mulher em cima sem precisar olhar por cima dos ombros sempre que ouve o que parece ser o ruído de uma porta abrindo.
É difícil escolher UM comentário que reflete melhor o tipo de postagem que garoto virgem de 13 anos escreveria pra atacar alguém que falou mal do seu querido fórum, até porque todos são exemplos excelentes. Eu escolhi esse (lembrando que todos são iguais no meu coração):

Vou te dizer, eu até gostava da OS. É legal pra se manter informado em relação a games, e tem até uma turminha gente boa, equilibrada, que parece ter algum resquício daquilo que podemos chamar de maturidade. Acontece que pra cada sujeito bacana, existem trinta e oito pré-adolescentes frustrados tentando passar pro vestibular ou perder a virgindade, e que se valem da beleza que é o anonimato pra postar na internet coisas que fariam as mamãezinhas os colocar de castigo caso ouvisse.Cadê a Tina numa hora dessa pra contatar os papais e mamães dessas crianças e coloca-los a par das estripulias que seus rebentos aprontam nessa grande internet?
Pilantragem aprovada por lei
Escrito por Kid on Nov 24, 2007
Frequentando um dos milhares de fóruns que eu leio diariamente por falta de algo melhor pra fazer nas 8 horas que eu passo em casa todo dia, eu tomo conhecimento de mais uma dessas histórias insólitas internéticas que realçam mais uma vez que a raça brasileira é um povinho desprezível.
Recentemente a ShopTime anunciou um PC até bem decente (Intel Duo Core, monitor LCD 19″ 1gb ram, 320 hd) pela bagatela de 800 reais. Agora, até eu que estou por fora das tabelas de preços brasileiros há quatro anos sei que esse preço é obviamente um equívoco do sistema, ou de um estagiário, ou de ambos. Um PC com as specs anunciadas pelo site custaria brincando duas ou três vezes o valor anunciado. Qualquer pessoa poderia identificar o preço imediatamente como um erro.
Independente disso (ou talvez por causa disso mesmo), o link da oferta se espalhou por fóruns como fogo em palha seca. E é bastante claro que todo mundo estava ciente de que o preço era senão um erro do site.

E não deu outra - a ShopTime cancelou as vendas, informou os compradores e, ao mesmo tempo que pediu desculpas, ofereceu a oportunidade de devolver o dinheiro a todos.
O que era EXATAMENTE o que a cambadinha de oportunistas estava esperando. Nesse tópico eu confrontei o tal TommyAngelo e deixei claro que achei que o que ele tava fazendo é quase indistinguível de estelionato, e que ele mostrou com todas as cores que estava agindo como oportunista.
É claro que pilantrinhas de meia tigela como esse costumam ter algum conhecimento legal, e ele foi rápido em me servir com o Artigo 35 do Código do Consumidor:
Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha: I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade; II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente; III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.
Aí que tá o problema. O artigo 35 serve pra impedir que um estabelecimento se recuse a honrar uma venda por má fé, e não se a venda aconteceu graças a um erro. Não preciso mencionar que se o valor do PC fosse anunciado de acordo com o que ele realmente vale, não teríamos moleque anunciando orgulhosamente que convenceram amigos a comprar dois deles.
Em outras palavras, o Código do Consumidor serve pra proteger o consumidor da má fé de um comerciante. Mas e quando o inverso é o problema? O que acontece quando é o consumidor que se aproveitou de um óbvio erro pra agir de má fé com a empresa?
Aparentemente nada, porque pra lei má fé é aparentemente indistinguível. O que me deixa mais puto é um moleque que, a despeito de no mesmo tópico deixar claríssimo que 1) o preço era um engano e 2) estava comprando simplesmente porque sabe que poderá se aproveitar do erro pra forçar a empresa a vender o computador por preço imoralmente mais baixo, tem a PACHORRA de dar discursinho cara de pau sobre má fé.
Não a má fé dele, obviamente, mas a suposta má fé da loja. Acredite ou não, há quem defenda lá a teoria de que a ShopTime colocou o preço errado DE PROPÓSITO pra incentivar vendas e em seguida mudar o preço, pegando todo mundo de surpresa. E aí tá tudo lá, uma cambada de nerd safado berrando sobre direito de consumidor e justiça quando no final das contas, tudo o que aconteceu é que eles se aproveitaram de um erro da loja e se apoiaram numa lei mal formulada pra lesar a ShopTime.
Eu acho isso engraçado porque é absolutamente idêntico à atitude de, digamos, um parlamentar corrupto que vota a favor do aumento do próprio salário - nego da mesma laia se aproveitando de uma brecha jurídica pra ganhar uma vantagem desnecessária. Perfeitamente legal, mas é ético?
E o pior é que o nível de ódio nutrido contra a empresa nos diversos tópicos em milhares de fóruns falando sobre o assunto faz você pensar que ao invés de um simples erro de cifras o presidente da ShopTime foi pessoalmente na casa de cada um deles e cagou dentro dos aquários dos caras. Veja a coisa com imparcialidade - a loja cometeu um erro, pediu desculpas e devolveu o dinheiro de cada um dos consumidores, mas eles ainda assim continuam berrando imbecilidades sobre “propaganda enganosa” e “direito do consumidor”. Em questões jurídicas mais do que em qualquer outra, todos deveriam ter em mente que não se deve confundir engano com malícia. Isso é uma questão óbvia de ética, mas quem liga pra ética quando você pode apelar pra uma lei unilateral pra ganho próprio, não é mesmo?
Vocês me dão NOJO.
Gordinha dançando
Escrito por Kid on Nov 24, 2007
Se você está se perguntando se as tribulações da vida adulta no mundo real destruiram completamente seu espírito e deixaram apenas um casulo vazio que é nada além de uma sombra da pessoa que você um dia foi, recomendo que assista esse vídeo.
Se você não conseguir rir disso, você de fato perdeu aquele faísca que mora dentro de cada um de nós e nos torna diferentes de outros animais inferiores como cobras e piolhos.
Eu não preciso de uma explicação. Eu não preciso de uma backstory. Eu não preciso de uma biografia da gordinha. Eu não preciso de um comentário no youtube dizendo que você conhece a menina e frequentava a mesma escola com ela e que ela na verdade tem síndrome de Down e que por isso rir dela condena-me automaticamente ao inferno.
O simples fato de que esse vídeo existe já me satisfaz completamente.
A Gordinha Dançante tocou minha vida.
Ê vidinha
Escrito por Kid on Nov 24, 2007
São nove e meia da noite de uma sexta feira feira, estou comendo Doritos com Sprite na frente do computador enquanto assisto My Name is Earl. E apesar de ter uma festa de aniversário pra comparecer, estou preferindo ficar na frente do PC comendo porcaria e assistindo sitcom americana.
Acho que é porque a vida de trabalho constante me faz valorizar bastante o tempo livre ocioso. Até a hora de comparecer a uma festa faz a coisa parecer uma obrigação ao invés de lazer.
Dia de folga amanhã, ou seja, post novo de verdade.
Bobagem Internética do Dia
Escrito por Kid on Nov 22, 2007
Não é exatamente uma notícia fresquinha (a parada aconteceu no Halloween), mas se você ainda não tinha tomado conhecimento da história tá valendo.
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Esse é Kevin Colvin. Além de ter um nome horrível e sexualidade duvidosa, Kevin é estagiário no Anglo Irish Bank, nos EUA. Na noite de Halloween, Kevin mandou um email pro seu chefe avisando que não poderia comparecer na manhã seguinte pra trabalhar. Como a foto deixa claro, Kevin não pediu o dia de folga por motivos tão sérios. Como praticamente qualquer pessoa que more na América do Norte e tenha entre 5 e 35 anos, Kevin queria ir festejar o Halloween com os amiguinhos. Quem nunca faltou um dia de trabalho porque passou a noite fantasiado de fada madrinha bêbada que atire a primeira pedra.
Histórias similares aconteceram por toda a América do Norte, mas essa teve um modificador crucial - os coleguinhas de trabalho de Kevin são PESSOAS ESCROTAS. E como você já deveria saber, PESSOAS ESCROTAS estragam tudo pra todo mundo sempre que têm a oportunidade, quer eles se beneficiem com o gesto ou não. Só mesmo pelo prazer de ser uma PESSOA ESCROTA.
O que acabou acontecendo é que, apesar do email do Kevin não especificar nada do tipo…

…um boato que só poderia ter sido originado por uma PESSOA ESCROTA se espalhou no escritório - segundo os fofoqueiros, Kevin teria “insinuado” que o motivo da ausência era uma “emergência familiar”. Apesar do email que ele enviou pro chefe não dizer nada disso (e o chefe é o único a quem a ausência do moleque diz respeito), o boato se disseminou no banco. E pra finalizar tudo, um dos companheiros de trabalho do cara acessou o perfil dele no Facebook, viu a foto incriminadora, e enviou pro chefe dele.O chefe, talvez sob influência das PESSOAS ESCROTAS, resolveu escrotizar também e mandou a seguinte resposta pro Kevin, na manhã seguinte:

Além de anexar a fotografia no email, pra deixar claro que ele já sabia o motivo da ausência, o chefe resolveu também mandar o email pra todo o escritório, pra que pudessem todos rir em uníssono do estagiário. Sim, eu sei que de acordo com essa screenshot o email teve apenas 3 destinatários, mas segundo esse outro email…

…, o chefe achou que não tinha aloprado de forma satisfatória e resolveu então encaminhar o email pro resto do escritório, que certamente não tinha absolutamente nada a ver com a história. Afinal de contas, uma ação disciplinária deve sempre ser tratada particularmente. Expôr publicamente um erro de subordinado é algo levado muito a sério pelas Labor Boards (agências que fiscalizam locais de trabalho), e Kevin não está sem motivos pra processar o chefe dele.A história apareceu em vários fóruns por aí e a resposta padrão foi a mesma - “hahhha que burro, quem mandou mentir pro chefe e ainda postar fotos na internet??!/11//1″. Aí que está o problema:
1) O sujeito não mentiu pro chefe. O email dizia apenas que ele não poderia comparecer na manhã seguinte, por motivos que, como foram omitidos no email, podem ser interpretados apenas como “razões pessoais”. Não sei de onde surgiu a história de que ele teria alegado uma emergência familiar, mas o email dele ao chefe (o único a quem isso diz respeito) não dizia isso.
2) Você não entende porra nenhuma sobre o Facebook, aparentemente. Ao contrário do orkut, no Facebook qualquer pessoa pode adicionar uma foto sua ao seu perfil - basta a pessoa “tagar” (não conheço nenhum verbo em português pra descrever isso. O mais próximo é “aplicar uma tag”) uma foto com seu nome, e ela é automaticamente adicionada ao seu perfil. Ou seja, não dá pra acusar o moleque automaticamente de ser o burro da situação quando ter mil fotos adicionadas subitamente ao seu perfil por terceiros após uma festa é algo absolutamente comum.
Dá pra classifica-lo como um Internauta Infame? Por vias das dúvidas, digo que sim. Daqui a um ano essa categoria será uma compilação de todos os protagonistas dessas histórias internéticas insólitas.
Bobagem Internética do Dia
Escrito por Kid on Nov 21, 2007
Todos vocês já devem ter visto o Afro Ninja, eu imagino. O vídeo não é recente, então ele já teve tempo o suficiente de passear todos os fóruns e comunidades do orkut e ser visto por praticamente qualquer pessoa com um navegador e uma conta de internet.
Reza a lenda que o sujeito estava fazendo uma demonstração pra conseguir um papel de extra em Kill Bill, mas sua falta de habilidade e equilíbrio enterrou sua chance de se tornar uma celebridade temporária nas telas de cinema. Ironicamente, esse foi justamente o mesmo motivo que o tornou visto por milhões de internautas. E ao invés de ser citado no finzinho dos créditos como “Bad Guy #87″, Afro Ninja conseguiu até mesmo sua própria alcunha personalizada.
O que muitos não viram é o vídeo completo que inclue companheiros do Afro Ninja, tão habilidosos nas artes marciais quanto ele.
Neste vídeo, Afro Ninja e seus amigos mostram algumas das suas rotinas aprendidas a base de anos ou décadas ou minutos de treinamento intenso, um regime quase espartano de exercícios de alto impacto e uma disciplina quase militar. Sim, técnicas como “tentar chutar um alvo imóvel e errar por alguns metros” ou “cair de cara no chão” exigem muita disciplina e habilidade.Não há como nesse mundo que este vídeo seja autêntico. Não é possível que alguém seja tão ruim em kung fu mas simultaneamente desesperado pra mostrar isso a pessoas que não sejam sua própria reflexão no espelho do banheiro.
Mas, dá pra rir de qualquer forma.
Internet - Destruindo vidas desde 1990 e alguma coisa
Escrito por Kid on Nov 16, 2007
Foi difícil decidir se classificava esse post como Bobagem Internética ou Internautas Infames então na dúvida, vão os dois e assim com um só post eu dou a vocês o prometido post de hoje E a Bobagem Internética Diária com um texto só.
CENÁRIO: Houve um incêndio na cidade de Omaha, nos Estados Unidos. O incêndio é reportado na página do noticiário local da cidade. Um garoto habitante da cidade posta comentários no link da notícia, prestativamente oferecendo aos - milhares de - leitores fotografias do incêndio tiradas por ele mesmo.
Até aqui é uma ocorrência internética perfeitamente normal. É nesse ponto que as coisas tomam um atalho pela boa e velha trilha que poucos internautas conhecem intimamente - o caminho da inesquecível humilhação pessoal pública que resultará em um vício por calmantes e/ou ao menos duas tentativas de suicídio.
O que o rapazinho infelizmente esqueceu é que esse era o mesmo domínio em que ele hosteava algumas fotografias não-convencionais, e com “não-convencionais” o que eu realmente quero dizer é “da sua piroca flácida”, enigmaticamente adornada por um pedaço de papel onde a inscrição “Co-Lws :)” pode ser lida. Detetives internéticos já estão no caso, e após algumas horas de confabulação decidiram terminantemente que as obras de Leonardo da Vinci não têm nenhum envolvimento com a mensagem. Metade da internet suspirou decepcionada, e Dan Brown atentou ao fato que o mercado de mensagens enigmáticas relacionadas a pirocas ainda não foi abordado por nenhum outro autor e já começou a escrever seu novo livro inspirado pelo acontecimento, que ineditamente envolve homens nus mortos acompanhados por inscrições crípticas.
Não vou ofecerer link direto pra imagem porque isso aqui ainda é um blog de família, minha mãe provavelmente lê essa porra e eu não quero que ela me ligue no trabalho pra me explicar que divulgar fotografias pornográficas é pecado. Aí está o link do diretório onde ele hospedou as fotografias, acompanhadas de outras imagens de gosto duvidoso, como uma fotografia em close de um tolete de bosta de aproximadamente 50 cm de comprimento, e eu parei de fuçar a pasta aí mesmo. As probabilidades de eu ter achado as únicas fotos escrotas num domínio com centenas de imagens são baixíssimas, então é bem provável que haja muito mais bizarrice ainda.

Por que, meu deus. Por que.
Como normalmente, os terríveis internautas galhofeiros como eu e você já tomaram conhecimento da história e estão correndo com ela aos quatro cantos do mundo pra espalhar ainda mais a infâmia do coitado. No site do noticiário, o moleque se gabava de seu catálogo fotográfico dizendo que “é praticamente um Peter Parker”. Sim, tenho certeza que entre lutar contra o crime e chorar pela recente morte da tia May, o Aranha arruma um tempo livre pra tirar fotos dos próprios ovos e colocar na internet.
É uma questão de tempo até que o moleque descubra que virou motivo de risada internacional e desative o host com as imagens, então aproveitem enquanto podem.
[Update] Esqueçam, o maluco já deixou claro que pretende deixar as fotos online por tempo indeterminado. Ótimo, porque quando eu reler esse post daqui há dois anos poderei rir com a mesma intensidade.
Problema no CSS, pra variar
Escrito por Kid on Nov 16, 2007
Os mais atentos devem ter notado uns probleminhas estranhos na quebra de linha do blog. Por algum motivo que eu imagino ser culpa do CSS da página, algumas vezes a linha não quebra como deveria, tornando os espaços entre os parágrafos menores do que deveriam ser. Por isso alguns parágrafos estão começando na mesma linha que a frase anterior, como pode ser observado nos textos mais recentes.
Alguém sabe que diabos é isso?
Internautas Infames
Escrito por Kid on Nov 15, 2007
(O texto é velho, de julho de 2005. Como hoje é dia de faxina e eu tou sem tempo de escrever, vai esse aí mesmo. Pros que já conheciam a história, sintam-se à vontade pra rir da cara do moleque mais uma vez. E os que não conhecem aprenderão uma lição importante aqui)

Se você está lendo esta página, isso significa que você tem um modem e acesso à internet (e nada melhor pra fazer). E se você tem um modem e acessa a internet, isso significa que você conhece a história do Klaus.O motivo da minha convicção é simples: A notoriedade que o caso Klaus alcançou, em tão pouco tempo, é uma coisa que agências de publicidade não ousam sequer sonhar. O malfadado vídeo que catapultou o moleque pra fama (e talvez pra cadeia muito em breve) foi distribuído via messengers da vida numa progressão geométrica, e ultrapassou até mesmo o tráfico gerado pela antiga corrente que pregava que o ICQ se tornaria pago e que uma menina da Iuguslávia tinha um tumor inoperável e que o Bill Gates apareceria na sua casa à meia noite pra comer a sua bunda ou algo assim.Mas deixa eu explicar do começo, praqueles que talvez tenham passado a última semana embaixo de uma pedra e não souberam da história. Sempre tem os desinformados, né.
Então, tinha esse cara né, o Klaus. Ele um dia decidiu fornicar com uma vadia qualquer da vida. A idéia já era boa, mas aí ele teve uma melhor! Não sabendo que sua vida seria arruinada irreversivelmente no processo, ele decidiu registrar a foda cinematograficamente com uma webcam, sem o consentimento - ou ao menos conhecimento - da menina. Acontece que a tal foda acabou nunca se consumando, provavelmente porque seriam necessárias quatro pirocas como a do moleque pra alcançar a largura de um lápis. Como se isso não fosse o bastante para garantir humilhação instantânea, o moleque teve a incrível habilidade de não conseguir meter na menina. É isso mesmo que você leu: o vídeo é nada além de oito longos minutos de uma constrangedora tentativa de sexo, embora o garoto ainda ache que está ALOPRANDO DEMAIS e ficar mandando caras e bocas pra câmera. Tipo, MALANDRAÇO, ein?
Nego tenta transmitir imagens de si mesmo trepando e se dá mal. Hmm, notou as semelhanças o filme American Pie? A velha “A vida imita a arte” era verdade, e apenas um episódio dessa natureza poderia confirmar a teoria. E, assim como no filme, a filmagem acabaria se tornando um motivo de muita humilhação e alguns lares destruídos.
Então. Pau pequeno e fino, falta de habilidade sexual, ator canastrão… é claro que o vídeo tinha que fazer sucesso! E realmente o fez - embora não pelo seu valor pornográfico, mas sim cômico. Como brasileiro não tem mais o que fazer mesmo e adora celebridades instantâneas, logo surgiu uma comunidade de culto ao rapaz no orkut. E cada vez mais pessoas baixavam a sua super produção pornô.
Desnecessário dizer que o moleque havia mergulhado de cabeça na humilhação. Na comunidade, muitos alegavam frequentar a mesma escola do cara, e até mesmo conhece-lo; ou seja, a situação havia ultrapassado o campo virtual - agora o moleque não ia mais poder andar na rua de tanta vergonha.
Não que faça diferença, pois ele não vai poder mais andar na rua de jeito nenhum. O vídeo chamou a atenção do Ministério Público, e agora o moleque tá sendo enquadrado por divulgar pornografia infantil. É bem provável que desça pro xilindró, porque a galera do jurídico pega pesado quando o assunto envolve “sexo” e “menor de idade” na mesma frase.
Resumindo a ópera: o garoto se fodeu MUITO bonitamente. Aliás, essa presepada redefine a expressão, porque quando a bolei não imaginei que um dia algo dessa magnitude poderia acontecer. O fenômeno redefiniu a forma como o público em geral vê infortúnios. Pensando nisso, bolei a Escala Klaus, um artifício que mede a intensidade com que alguém se fodeu ou sofreu danos a sua reputação. E se a escala alcançar metade da fama do Klaus, em breve estarão usando-a como referência em tribunais, para avaliar casos de difamação. Acompanhem-me:
Nível 1 da Escala Klaus
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Você sente desequilíbrios intestinais na casa da namorada durante um almoço de família. O pai da menina está falando sobre a vida espiritual do Papa João Paulo II, mas suas tripas não são católicas e portanto não respeitam a autoridade do finado pontífice. O esfíncter então libera a passagem e um estrondoso peido preenche o volume do recinto. A mãe da namorada desmaia, e você acidentalmente se fura com o garfo.
Nível 2 da Escala Klaus
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Durante uma noitada, aquela mina semi-embriagada aceita acompanha-lo ao seu apartamento. O apelido que seus amigos deram ao lugar, “Caverna da Punheta”, deixa claro que você não tem uma compania feminina no estabelecimento há um bom tempo. Assim sendo, você esqueceu de dar aquela “arrumada básica” antes da chegada da vítima em potencial. E, infelizmente, ela não estava bêbada suficiente para não ver suas cuecas com freadas de bicicleta que jaziam na mesa da cozinha. Você corre pra tentar alcançar a menina e convence-la a ficar, mas dá com a cabeça na quina da porta do armário da cozinha.
Aquela que tinha um prego saindo da madeira.
Nível 3 na Escala Klaus
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Você foi pra um “corujão”, aquelas noitadas em Lan Houses à base de refrigerante de uva e CounterStrike que alguns nerds consideram como evento social. Após 7 horas levando headshots sem piedade, você decide que já jogou o bastante e decide deitar-se no cantinho da lan e tirar um cochilinho esperto. O Paulão, aquele cara do clan inimigo que você ODEIA, vê você caidaço no chão e não pensa duas vezes: pega a Cybershot do dono do estabelecimento e tira uma foto sua.
Com o testículo direito dele dentro da sua boca.
Nível 4 na Escala Klaus
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Você tem um problema sério de incontinencia urinária noturna, ou seja, você se mija todo durante o sono se tiver sonhos assustadores ou dormir num ambiente muito frio. Apesar de exibir esse tipo de defeito bizarro, você conseguiu de alguma forma mágica conquistar a amizade do sogrão e este te convidou pra passar a noite na residência da patroa - com a condição de que você durma no sofá, malandro.
Naquela mesma noite, sua namorada aluga A Noite do Pesadelo e o pai da menina instala um ar-condicionado na sala.
Nível 5 na Escala Klaus
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Mesma situação anterior, mas o sofá onde você dormiria era branco, aveludado e tinha sido dado de presente pela avó da namorada, que faleceu há pouco tempo.
Nível 6 na Escala Klaus
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A sua TV tava com problema bem na hora que você chegava em Los Santos, então você chama seu pai pra consertá-la. Você vai ao PC e liga o winamp, pra diminuir o tédio de ter que observar seu pai desmontando a TV pra descobrir qual o problema. Sua mãe entra no quarto pra perguntar ao seu pai algo sobre uma conta ainda não paga, e você decide ir à cozinha pegar um copo dágua.
Neste momento, aquele vídeo pornô você baixou na noite anterior - e que ainda estava na playlist - começa a tocar.
No volume máximo e em tela cheia.
Nível 7 na Escala Klaus
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Situação idêntica à anterior, com o acréscimo de “gay” após “vídeo pornô”.
Ah, e sua avó também estava no quarto.
Nível 8 na Escala Klaus
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Mesma situação, e ao invés de água você encheu seu copo com soda cáustica.
Nível 9 na Escala Klaus
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Você tem um micro-pênis e não sabe trepar, mas ainda assim se acha apto pra estrelar um filme pornô. Claro, o diretor é você mesmo - o que pode dar errado? Aparentemente, tudo.
A trepada nunca se consuma, porque você tem as habilidades eróticas de um rolo de fita durex. A falta de bom senso o faz distribuir o vídeo pra amigos, que distribuem pra mais amigos, que distribuem então pra internet inteira. O vídeo adquire popularidade, mas não a que você queria. Acaba dando que a polícia vai bater na sua casa e leva seu PC. Aliás, eles levam você junto.
E o que é pior: você jamais conseguirá convencer outra mulher que soube da história a abrir as pernas. Como esse grupo contém todas as garotas que possuem acesso a internet, suas opções agora são menores que as daquele mendigo cego que passa o dia jogando pedras em árvores no centro da cidade.
Pronto. Agora, durante uma discussão sobre alguém que tenha se dado mal, você pode dizer “caralho, isso foi no mínimo uns 7 pontos na Escala Klaus” e imprimir 204% mais embasamento científico às suas opiniões de merda.
O que eu acho mais interessante nesse caso é que o moleque se fodeu JUSTAMENTE porque não sabia trepar. Analise comigo: quantos vídeos e fotos amadoras você já viu por aí que não deram repercussão nenhuma? Milhões. O que a produção do Klaus tinha de diferente? Um apelo cômico ao invés de erótico. E isso foi a receita pro sucesso. Uma punheta dura uns cinco minutos, mas risadas (como nesse caso) já ultrapassam a marca dos dias e não dão sinais de desvanecimento. Em resumo, o que rendeu ao vídeo essa exposição toda foi presença de uma piroca semi-invisível e a pior e mais engraçada atuação sexual desde aquele GIF animado em que um boi tentava montar uma vaca num campo meio congelado, escorregava e caia de costas no chão. Lembram desse?Então.Se serve de consolo, o cineasta mirim provavelmente vai descer pro xadrez, e aí ele terá bastante tempo pra aprender a trepar direitinho. Com esse cabelinho loiro e carinha de criança, tenho certeza que não faltarão professores.
Bobagem Internética do Dia
Escrito por Kid on Nov 14, 2007
Entre a facilitação do acesso à pornografia, a destruição da indústria fonográfica e a possibilidade de perseguir ex-namoradas anonimamente via sites de relacionamento, a internet veio também pra provar que a máxima “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça” vale ouro.
Infelizmente o outro extremidade do espectro (uma câmera na mão e NADA na cabeça) também acaba ganhando notoriedade. É uma espada de dosi gumes, fazer o que, né.
Mesmo que você não goste de Daft Punk (existe alguém no mundo que não goste de Daft Punk?), dá pra apreciar o vídeo.
A propósito, hoje tou meio na correria e talvez não consiga postar quando chegar em casa do trampo. My bad.
Video Games Live!
Escrito por Kid on Nov 13, 2007
Após anos morrendo de inveja dos infelizes que tiveram a oportunidade de assistir o Video Games Live, eu finalmente tive a minha vez.
Caso você não seja um nerd de verdade, Video Games Live é um concerto musical em que uma orquestra filarmônica reproduz músicas icônicas que eu e você e alguns outros cresceram ouvindo. A idéia é uma realização do Jack Hall e do Tommy Tallarico, ambos grandes nomes na indústria de produção musical pra games. Esse último a propósito é velho conhecido meu, já que ele apresenta o Reviews on the Run, um programa televisivo produzido no Canadá que resenha jogos.
A namorada, sabendo que eu tinha vontade de assistir o show há muito tempo, me deu ingressos de presente de aniversário. E no sábado fomos lá pro teatro local assistir a parada. Como não podia deixar de ser, aderecei-me com minha característica fivela de controle de NES, especialmente polida pra ocasião.

Sim, eu compreendo perfeitamente que você provavelmente me aloprará por isso. Se você me aloprar por andar com ela pela rua em qualquer outro dia, isso é. Na VGL é quase OBRIGATÓRIO vestir algum item que o identifique como membro da sagrada irmandade dos nerds. Recebi diversos elogios e ofertas de dinheiro vivo pelo cinto no trem indo pro teatro, certamente de outros nerds também se locomovendo em direção ao VGL.

Esse era o teatro. Não há mais muito que eu posso falar.

Já dentro do lugar fomos recepcionados pela maior concentração de nerds por metro quadrado que eu já presenciei em toda a minha vida, o que explicaria o horroroso fedor de suvaqueira e virgindade que nos recepcionou como um tapa na cara assim que cruzei o umbral da porta. Havia telas de cristal líquido com jogos em display em todo canto; pra onde eu olhava dava de cara com moleques usando camisetas de Final Fantasy VII ou jogando DS ou PSP enquanto conversavam sobre os últimos lançamentos do Xbox 360. Era sensacional e deprimente ao mesmo tempo, depende do seu estado de espírito.Aliás, falando em deprimente, saca essa imagem aí em cima? Deixa eu CSI-izar um detalhe que você não deve ter percebido nela.

Eu sei que a foto tá bem borrada e desfocada, mas a culpa não é realmente minha. Segundo a física, objetos de grande massa tendem a curvar o espaço em volta deles, de forma que até mesmo a luz é distorcida ao se aproximar. Eu duvido que esse sujeito tenha conseguido tirar uma foto de si mesmo uma vez que seu peso ultrapassou a casa dos dois dígitos de toneladas.Esse cara era a personificação da sentença “gordo seboso”. No alto da bancada, ele olhava pro público abaixo com um semblante de total desgosto, como se ter que sair do porão da sua casa e estar cercado de outros seres humanos pela primeira vez em 3 anos desde o lançamento de World of Warcraft fosse um preço alto demais pra pagar pelo privilégio de assistir a apresentação da noite. Se não fosse a sua própria gravidade que atrai pra perto dele pequenos carros e qualquer indivíduo nas proximidades, eu arriscaria o palpite que esse ser jamais esteve perto de alguém do sexo oposto.
Após perambular pelo saguão conferindo os inevitáveis cosplays que sempre aparecem nesse tipo de eventos, a voz no alto falante do teatro nos informou que o show começaria em alguns instantes. Nos dirigimos aos nossos assentos, que graças à generosidade da namorada eram na primeira fileira, e aguardamos.

Literalmente dúzias de cartazes informando que o uso de dispositivos de gravação eram proibidos, então resolvi não arriscar o confisco da minha câmera e tirei quase todas as fotos stealthmente, com o celular. Por isso peço desculpas pela baixa resolução.Após alguns momentos de suspense as luzes se apagaram e Tommy Tallarico apareceu no palco, fez aquela apresentação clichê “vocês estão animados?!”, “sim”, “NÃO OUVI NADA, VOCÊS ESTÃO ANIMADOS SEUS CORNOS?”, “SIIIIIIIIIIM PORRAAAAA” e o show começou.

O show começou com um vídeo super engraçado de um maluco fantasiado de Miss Pacman fugindo dos fantasminhas do jogo. Quando o vídeo terminou, a orquestra se preparou pra primeira peça. Era o Arcade Medley, uma compilação de várias músicas-temas de joguinhos antigos de arcade.Nem preciso dizer que a produção da apresentação era de impressionar os ouvidos, e que a reação do público devia dar orgulho ao Tallarico. Aliás, após a primeira música, o Tommy apareceu no palco pra dizer que notou que muita gente não sabia se podia berrar e assobiar no fim de cada peça porque afinal é uma orquestra, e é um teatro, há modos e coisa e tal. Ele explicou que pro contexto do VGL, quanto mais barulho durante a celebração de encerramento de casa música, melhor. E com isso ele recebeu o primeiro aplauso em pé (standing ovation = aplauso em pé?) da noite.

Tommy pediu pra todo mundo ligar seus celulares, PSPs, DSs tal qual isqueiros em um show dos Scorpions. E aproveitou pra dar uma de flamer, comentando que a turma dos PSPs “estava esperando o console carregar”.
A orquestra tocou músicas de Metal Gear Solid (momento em que um sujeito fantasiado de Soldado Genérico de MGS #1 apareceu no palco, sendo seguido por uma caixa de papelão com pernas, levando a platéia ao delírio), Final Fantasy, Sonic - minha apresentação favoritíssima, de longe -, Mario, Civilization, Halo e outros. Aliás, tanto a música quanto o vídeo de Civilization foram muitíssimo legais. Subiu ao palco a irmã daquele famoso pianista vendado que toca o tema de Mario (tanto o moleque quanto a irmã fazem turnês com o Tallarico e o VGL) pra fazer o que ela faz melhor - tocar piano movendo os dedos em velocidade estonteante que, se eu não estivesse vendo ao vivo, deixaria um comentário na respectiva página do youtube dizendo “FAKE”.Novamente, VGL me ensinou por que o termo “nerd” carrega tamanho estigma social. O sujeito que sentou do meu lado, que aparentava ter uns 25 anos nas costas, passou o concerto INTEIRO sentado com os pés na cadeira, apoiando um DS preto nos joelhos, jogando Yu Gi Oh. Quando eu digo que ele passou o concerto inteiro, eu não estou exagerando. Se o cara levantou a cabeça pra assistir a apresentação duas vezes foi muito. Eu até entendo que criticar alguém por jogar DS num show de música de videogame parece um tanto contraditório, mas porra, precisava você pagar extra por um assento na primeira fileira se você não vai assistir a porra do show?
Vídeo de celular. Dá um desconto, ao menos foi na primeira fileira, né. Reparem que eu recebi um comentário de alguém que pode ter sido o nerd narrado acima.O show durou 2 horas, e cada segundo dele foi sensacional. Saí de lá com vontade de ir de novo quando eles voltarem no ano que vem, ou que eles ao menos lançassem um DVD com o show.

Master Chief e um espartano outro qualquer no palco.
(Que eu vou acabar quebrando eventualmente mesmo, mas que agora serve como uma conveniente desculpa pra eu terminar o post mais cedo e me arrumar pro trabalho)
Bobagem Internética do Dia
Escrito por Kid on Nov 13, 2007
Como o asunto de hoje é música de videogame, nada mais apropriado que indicar o Overclocked Remix como Bobagem Internética do Dia. O OCR é uma comunidade de internautas que são simultaneamente internautas E produtores musicais semi-profissionais que desde 1999 produzem e compilam milhares de re-interpretações, digamos assim, de músicas clássicas dos joguinhos da nossa infância. Tem de TUDO lá, e os resultados são muitíssimo bacaninhas. E se você for tão COOL quanto eu, muito em breve seu toque de celular será uma versão remixada do tema de Donkey Kong Country 2, o que provocará admiração em todos que estiverem no trem com você quando sua compania de cartão de crédito te ligar pra avisar que você atrasou quinze pagamentos da sua conta.
Nego pega uma midizinha de, sei lá, Earthworm Jim 2 e destrincha a parada em arranjos remixados, ou produção tipo música clássica, há bastante variedade.
Vá lá, procure “Super Mario Bros” e você entenderá.
Photoshopagem em miniatura
Escrito por Kid on Nov 12, 2007
Olá, meus queridos vagabundos! Com a casa vazia e muitas opções de divertimento, ainda por cima se você considerar as ilegais e imorais, há pouco ou nenhum tempo e/ou disposição pra escrever um textozinho pra vocês. Porém, a política do HBD é dar alguma coisa nova pra vocês custe o que custar, então resolvi dar mais um tutorialzinho de Photoshop pra vocês.
Como vocês sabem, os tutoriais HBD (como o de dark art ou de user bars, que eu estou com preguiça de linkar) são sempre tutoriais facílimos de seguir, com instruções simples e que requerem pouca habilidade com o negócio, mas que dão resultados que vos permitirão postar em fóruns e se exibir pros seus amigos virtuais, negando a origem do material. Então aqui vai mais um pra vocês. Nesta edição, ensinarei vocês a editar imagens de forma que elas pareçam modelos em miniatura. Sensacional, eu sei.
Pra começar, você precisa de uma boa imagem. Escolhi essa aqui por causa da altura e ângulo em que ela foi tirada.
1) Carregue a imagem no Photoshop

Só agora percebi que esse passo dispensava um screenshot demonstrativo.
2) Faça outra coisa
Pressione a tecla Q. Isso entrará no modo Quick Mask Mode. Como eu suponho que esse comando só funciona na versão inglesa do aplicativo, e que vocês não tiveram a garra de instalar um Photoshop pirata em inglês, taí uma screenshot.

Aperte esse botão aí.3) Agora, faça uma outra coisa

Agora que estamos editando em máscara, selecione a ferramenta de gradiente. Escolha as cores preta e branca para o gradiente. Tá tudo quase pronto.Arraste o gradiente do meio da imagem pro topo. Essa é a parte que você precisará praticar; o local em que você coloca o gradiente decidirá se a montagem ficou de qualidade incrível ou uma merda que nem um usuário iniciante do Devian Art postaria em sua página.
3) Se você não esmerdalhou tudo, deve estar assim

Bonitinho. Agora, aperte o Q novamente pra sair do modo de edição de máscara.

Uma área selecionada aparecerá magicamente. Aqui que reside o truque; você editará esse trecho da imagem de forma que ele pareça desfocado.”E como eu farei isso, meu deus do céu?”
4) Assim

Lens Blur é o segredo. Mexa com os níveis de desfoque na área selecionada e pronto, com uma mínima dedicação você conseguirá uns resultados bem legais.
5) Retoques, considerações finais e uma imagem bem grande
Se quiser, repita o mesmo procedimento na área inferior da imagem, e pronto.O tutorial é só isso. A ilusão de ótica funciona de uma forma muito simples, na verdade. Nossos olhos estão acostumados a reconhecer um padrão quando vemos imagens de coisas minúsculas: as bordas da imagem tendem a parecer fora de foco. Basta reproduzir esse efeito em imagens bem escolhidas, e seus olhos “pensam” que estão vendo algo bem pequeno. O truque não funciona legal com qualquer imagem, estejam avisados.
Como vocês não estão tão apressados como eu, façam umas montagens melhores, postem nos comentários e me deixem orgulhosos.
Bobagem Internética do Dia
Escrito por Kid on Nov 12, 2007
O nome é “meme”, pronunciado em inglês “mimi”. Em português eu não faço a menor idéia. O conceito do meme é de origem biológico, o termo se refere a características que se repetem e se espalham num organismo genético. Ou algo assim, não tou com disposição pra entrar na wikipédia e conferir se a definição está 100% correta. Mas agora que eu dei sinais de fraqueza intelectual tenho certeza que quando abrir os comentários alguém terá pesquisado páginas e páginas sobre o assunto e estará me corrigindo, então agradeço desde já.
Voltando ao assunto, um meme de internet é nada senão o famoso VIRAL, termo que se tornou tão popular recentemente. São aqueles All You Base Belong To Us da vida, os Nintendo 64 Kid, os Technoviking, os O RLY, os Star Wars Kid, os Numa Numa, os Longcat/Happycat, basicamente qualquer coisinha capturada por uma câmera digital ou produzida numa cópia pirata do Photoshop por um moleque de 15 anos na Flórida que cai no gosto popular interwébico e acaba se espalhando pela rede global como um vírus. Daí o termo “viral”, que assim como “meme” descreve exatamente a forma como tal conteúdo ganha popularidade.
Como cidadão da internet, você deve ter visto dezenas, senão centenas de virais. E por isso você poderá apreciar o seguinte vídeo.
Infelizmente eu admito que não cheguei a ver nem metade dos virais mostrados no clipe, o que talvez seja na verdade um bom sinal de que eu não passo tanto tempo na internet como antes.Ou talvez eu esteja apenas visitando os sites errados. Você decide.
Bobagem Internética do Dia
Escrito por Kid on Nov 11, 2007
Muitas expressões populares não fazem o menor sentido prático. “Matar dois coelhos com uma cajadada só”, por exemplo. Apenas uma pessoa em toda a história registrada da humanidade usava um cajado, e essa pessoa era Moisés. Sendo amigo chegado de Jeová e dotado de impressionantes poderes mutantes, o velho dificilmente necessitaria de um meio físico de matar dois coelhos simultaneamente.
“Sair com uma mão na frente e outra atrás” é outro disparate. Você alguma vez esteve em uma situação tão realmente desalentadora que perdeu domínio de suas próprias roupas diante de outras pessoas? Mas claro que não. A única categoria de indivíduo que se vê nesse tipo de cenário são atrizes pornôs, e seu campo profissional a torna tão desensitivizada em relação a pudor sexual que mesmo que elas tivessem as mãos livres, não perderiam tempo cobrindo as próprias vergonhas.
“Pisar na bola”, no entanto, é um ditador popular firmemente embasado na realidade…
…porque como esse vídeo atesta, nada passa melhor a idéia de erro humilhante que falta de habilidade com a redonda.
Vida adulta
Escrito por Kid on Nov 10, 2007
Seguinte. Como não sei o valor exato, vou chutar uma cifra qualquer - eu imagino que menos de 30% de vocês lendo essa página neste exato momento conhecem o tipo de liberdade e responsabilidade que significa morar sozinho.
Cheguei perto? Bom, tenho certeza que alguém vai me corrigir nos comentários. Me digam, quantos de vocês moram longe dos pais? Eu sempre fantasiei que o público-alvo desse blog é aquela turminha entre 18 e 23 anos, muito provavelmente adeptos das artes nérdicas, talvez fazendo alguma faculdade que você provavelmente não concluirá e, chegando no ponto relevante desse texto, ainda morando às custas dos pais.
Então, eu há muito pouco tempo me libertei das correntes paternas e montei meu próprio apartamentinho. E todo dia eu percebo que morar sozinho é simultaneamente uma das coisas mais divertidas que fiz nessa vida, e a mais assustadora - um patamar antes ocupado apenas por atividades como me aventurar em montanhas russas de parques de diversões de procedência duvidosa, e trepar sem camisinha com garotas cujo nome você aprendeu há poucos minutos.
E graças a esses meses morando longe das asas de papai e mamãe, adquiri um monte de conhecimento que eu gostaria de passar pra vocês, porque afinal de contas um dia você também deixará de ser um vagabundo sem rumo, arrumará uma namorada fixa, e quem sabe dividirá um cafofo com a menina. E quando esse dia fatídico da súbita adultice chegar, você vai poder dizer “não é que aquele FILHO DA PUTA do Quide estava, como sempre, certo?”
Sem mais enrolação, eis as coisas que aprendi nesses últimos meses:
- Você já percebeu que sua mãe (geralmente é a mãe) tem algum tipo de radar apuradíssimo que a permite localizar objetos aleatórios espalhados pela casa, ainda que tais objetos sejam de importância nula pra ela? Canivete suíço, cadarços, Livro de D&D, aquela sua revista Superinteressante Número 1 com o trem bala na capa - não importa a obscuridade do item, ao menor sinal da sua exasperação por não conseguir encontrar suas tralhas, sua mãe aparece com o salvador “acho que está atrás da porta da sala”, “tá em cima da geladeira”, “você deixou na sala”. E nove em cada dez casos, sua mãe está correta, e você realmente deixou sua edição de colecionador de Jurassic Park embaixo da mesa da cozinha. Nem mesmo um GPS militar seria tão preciso quanto sua véia, e olha que satélites militares de GPS envolvem coisas extremamente científicas como computadores, cabos de rede e cientistas espaciais. Assim como eu, você deve ter várias vezes se maravilhado com a capacidade da sua mãe de localizar objetos perdidos. Se houvesse uma categoria de encontrar objetos perdidos no Show de Calouro com Sílvio Santos®, até mesmo o finado Pedro de Lara não poderia presentear sua mãe com qualquer outra nota a não ser a máxima, que se não me engano eram 500 cruzeiros novos.
E se eu te disser que esse talento será herdado por você no momento que você se tornar responsável por organizar uma casa? Poisé. Eu observei nas últimas semanas que eu me tornei minha mãe, por assim dizer - volta e meia a namorada ou o irmão perderam as chaves ou um isqueiro ou o vibrador ou sei lá o que diabo, e como por algum tipo de mágica ou poder mutante, eu sou capaz de prontamente identificar o esconderijo de seus itens perdidos. Assim que você resolve arrumar algumas coisas aqui e ali, seu inconsciente aparentemente documenta a posição geográfica de uma miríade de pequenos objetos ao redor da casa, e o mínimo som de “puta que pariu, onde DEMÔNIOS eu coloquei aquele cartão de visitas da Cleydiane?” age como um verdadeiro Ctrl + F na sua cachola, e antes mesmo que você perceba a imagem do objeto perdido se materializa na sua mente, e você identifica o ambiente onde o troço se perdeu com precisão. É assustador quase. Aliás, você pode ter posse dessa utilíssima habilidade, bastaria apenas deixar de ser tão vagabundo e organizar suas coisas de vez em quando. É uma pena que ninguém jamais me deu essa dica antes, ou eu teria uns 50% mais de coisas em minha posse. R.I.P. action figure do R2-D2 que eu ganhei no Natal de 1999 :(
- Filmes pornôs têm som. Aliás, essa semana eu ouvi pela primeira vez a voz da Sylvia Saint e da Jenna Haze, apesar de ambas serem amigas minhas de longuíssima data.
Eu sei, eu estou tão surpreso quanto você. Dividir paredes com os pais significa que você se adapta pra adquirir habilidades ninjas de obscurecer qualquer tipo de atividade imprópria, mas esse poder vem com um drawback - filmes pornôs, por exemplo, podem ser apreciados à vontade contanto que as caixas de som estejam em volume mínimo ou de preferência desligadas. Pra quê arriscar, não é mesmo?
E aos que ousem dizer “fone de ouvido existe pra quê, mané?”, eu tenho apenas uma mensagem pra vocês: não encoragem essa prática. Vocês estão brincando COM FOGO, confiem em mim. Você um dia vai esquecer de trancar aquela porta. E quando você perceber aquela sombra sobre o seu monitor, será tarde demais. E deus queira que você não tirou justamente aquele dia pra assistir alguma dessas bizarrices internéticas simplesmente abismais, tipo 2 girls 1 cup. A propósito, não googleiem esse termo. Apenas confiem em mim. Eu sei que você está curiosíssimo, mas apenas confie em mim. Você me agradecerá um dia.
- Ao contrário do que você cresceu aprendendo, louça não se lava sozinha. Eu sei, eu sei, isso é uma afirmação que vai contra todas suas observações empíricas a respeito da natureza da louça suja. Você põe uma porrada de pratos na pia, vai dormir e na manhã seguinte os pratos estão de volta nas prateleiras, impecavelmente limpos. Ora, eu sinto muito em ter que te explicar a realidade, mas assim como o Papai Noel, o Homem da Michelin, Jesus Cristo e outros personagens fictícios, a Fada da Louça Suja não existe. Ela é senão sua mãe, que por ter vivido a última década limpando sua bagunça quando você dá as costas, imprimiu em você a ilusão de que há forças misteriosas trabalhando impedindo que sua casa atinja massa crítica e imploda sobre si mesma sob o peso da bagunça. E você sabe que eu estou certo, afinal de contas, qualquer pessoa que consiga enfiar SOBRE e SOB na mesma frase e usar os termos corretamentes tem que estar certa.
É um triste dia aquele em que você deixa uma montanha de pratos sujos na pia, vai dormir sonhando com os Ursinhos Carinhosos, e acorda na mãe seguinte dando de cara com a mesma montanha de pratos sujos, tão sujos quando na noite anterior senão levemente mais sujos. Ao contrário de tudo que você sempre acreditou, pratos não se limpam sozinhos. Bem vindo à vida adulta.
Aliás, eu poderia elaborar a partir daí que a vida adulta é 33% trabalhar, 33% pagar contas e 33% lavar pratos sujos. No 1% que resta você se locomove da casa pro trabalho, ou paga as contas do cartão de crédito que envolve detergente líquido pra louça. Não há como escapar.
- Festas são super divertidas quando acontecem numa casa em que você não custeou os objetos que a decoram. Essa é máxima se torna cada vez mais real a cada fim de semana. Quando você vai pra uma festa na casa de um coleguinha, sua única preocupação é surrupiar cana dos amigos sem que eles percebam, ou convencer aquela amiga de trabalho do Roberval a dar “uma voltinha lá fora pra pegar um ar”, o momento crucial em que você tentará plantar a semente do romance que, com alguma sorte, se tornará na bela flor chamada “trepar no quintal atrás do pé de manga”.
Festa na sua residência, no entanto, é outra história completamente diferente. Foi-se o clima descontraído e o ambiente de camaradagem que antigamente era sinônimo de celebrações com amigos. Cada indivíduo presente na sua casa se torna seu inimigo em potencial, um criminoso esperando uma deixa pra embolsar algum item cuja falta só será notada semana que vem, ou um viado desleixado que se for deixado à própria sorte derrubará sua TV ou vomitará no seu sofá. Na última festa lá em casa eu não podia perder ninguém de vista por um segundo ou já estaria me perguntando o que roubaram da sala ou quem está trepando no meu quarto. E a doce ironia é que eu achava que, por não me sujeitar mais às permissões paternas, meu apartamento seria localidade de festas constantes, e fiz tal promessa pra galera. Matematicamente isso significa que eu me fodi.
E o pior é o resultado da festa. A beleza de uma festa na casa dos outros é que você não tem que enfrentar a realidade da manhã seguinte - e eu vou te dizer, nenhuma lâmpada fluorescente revela manchas de vômito no tapete ou arranhões no couro do sofá como luz diurna. Recolher tampas de garrafa, acordar um ou outro vagabundo que decidiram dormir na sua casa sem informação prévia, ligar pros vizinhos pra se desculpar pelo barulho da noite anterior, juntar os cacos de alguns copos quebrados, procurar band aid e um posto de vacinação contra tétano após descobrir um caco de vidro de quatro centímetros escondido no carpete… a situação é tão caótica e sem esperança que nem mesmo o Robocop poderia dar jeito na coisa. E isso significa muito porque há alguns anos eu achava que literalmente qualquer problema nesse universo poderia ser solucionado com a adição do Robocop. A inflação está destruindo a economia do país, sua namorada engravidou, Carla Perez/Peres ameaçou lançar mais um CD? Deixe Alex Murphy tomar conta da situação e o problema estará sob controle em questão de segundos.
- Contas, contas, contas, contas. Quando moleque eu me perguntava porque meu pai era tão mal humorado em momentos que certamente exigiriam de qualquer participante ao menos um sorrisinho de canto de boca, e primeiro de cada mês eu penso “ahhhh, era por isso”. Conta de cartão de crédito, conta de telefone, conta de luz, conta do OUTRO cartão de crédito, aluguel… Como já expliquei, pagar contas é praticamente o indicativo de que você é dono do próprio nariz, uma espécie de teste de litmus de adultice. Pergunte-se a você mesmo - “eu gasto metade do meu salário mensal pagando contas?”. Caso a resposta seja negativa (ou se você nem tem um salário mensal), vá trocar suas fraldas que você ainda tem muito feijão pra comer. O fato de que eu ACABEI de me tornar o mantenedor de uma residência não remove a envergadura moral com a qual eu te alopro, obviamente.
- O que me trás a outra realização que desmanchou uma antiga noção infantil. Não conto as vezes que, passeando pelos corredores da Mesbla, eu pedi aos meus pais esse ou aquele brinquedinho, apenas pra receber um “não temos dinheiro, filho” como resposta. Mas o fato de que eu acabei de ver os dois comprando carne, arroz, farinha e açúcar obviamente indica o contrário, não é? Bom, não é bem assim.
Nós adultos temos duas categorias de dinheiro - o dinheiro que designamos a pagar contas/comida/aluguel/coisas importantes gerais, e o resto que é direcionado a variadas facetas de entretenimento. Quando seu pai diz que não tem dinheiro pra te dar mas vai e tem a PETULÂNCIA de pagar o aluguel bem na sua frente, isso significa na verdade que ele TEM dinheiro, mas que manter um teto em cima da família é um pouco mais importante que mais memória RAM pro seu computador. Eu demorei um pouco pra aprender essa lição aparentemente simples, mas eu era uma criança excepcionalmente burra. Não posso te dar muito crédito então taí mais esse conselho. Aliás, isso não é exatamente um conselho, mas eu acabei de usar a palavra “lição” na frase passada e minha professora de redação sempre me dizia que eu deveria evitar repetição de termos evitar repetição de termos evitar.
Com exceção de todos esses detalhes, viver sozinho pode ser divertido. Você pode assistir filmes pornôs com som, e se isso não é algo pelo qual você esperou a vida inteira, eu não sei mais o que dizer.
Bobagem Internética do Dia
Escrito por Kid on Nov 9, 2007
Provando mais uma vez que qualquer coisa produzida na Índia acaba sendo invariavelmente cômica, vem esse bizarríssimo comercial de camisinhas. Eu não tive muita paciência pra assistir até o fim, e a julgar pelo número da população indiana, eu diria que eu não fui o único. Acho que na Índia não existe horário nobre de TV, ou esse comercial teria o custo de produção mais cara do planeta. Quanto custa um comercial de 30 segundos no intervalo do Jornal Nacional?
Ou então estão veiculando a propaganda naqueles horários em que nada passa na TV, tipo quatro e meia da manhã.
O que, novamente, explicaria o bilhão de indianos habitando o país.
Otakuzismo e você
Escrito por Kid on Nov 8, 2007
Dando uma olhada no mundo e na Intarnetch atualmente - tomando o devido cuidado de evitar passar muito perto do orkut, uma vez que cientistas de renome finalmente descobriram que retardadice é de fato espalhada pelo mundo virtual -, percebo que devo ter dormido durante uma reunião ou perdido algum memorando. É a única explicação pro fato de que eu não fui informado de que nos últimos anos, todos os seres humanos com acesso a clientes de torrent e codecs de divx devem obrigatoriamente venerar qualquer tipo de animação que tenha sido feita dentro do território japonês.
Meus esforços em entender o fenômeno (pesquisar “fenomeno” no Google, sem acento, e ver se o corretor ortográfico do sistema de busca compreende as nuances da pontuação portuguesa), foram infrutíferos. Com toda certeza, desenhos japoneses - conhecidos como “anime”, o que soa como um demônio romano com hemorróidas - são líderes mundiais em categorias prestigiosas como “cenas com flashes induzidores de ataques epiléticos” e “aberturas cantadas por mulheres que soam como um sujeito que teve as bolas explodidas por C-4″, sem contar no sucesso de crítica “lutas chatas na frente de linhas coloridas”, mas isso ainda não explica como a cultura Oriental em geral conseguiu invadir o nosso espaço. Se a Segunda Guerra Mundial me ensinou alguma coisa, é que japoneses tem uma pré-disposição para invasões inesperadas e para afundar navios de guerra arremessando aviões neles. A História nos deu uma lição sobre a insidiosa prática nipônica de atacar quando menos se espera, mas nós a ignoramos.
Existe um grupo responsável pela expansão da japanofilia em nosso hemisfério. Tal grupo responde pelo nome “otaku”. Falo japonês tão bem quanto falo japonês, então desconheço o significado “oficial” do termo e, francamente, eu nem quero saber. Uma tradução livre mais adequada poderia ser “adolescentes desprovidos de identidade cultural que pensam que espremer os olhos e fazer o símbolo da paz em toda foto que tiram é algo legal”.
Para entender melhor a complexidade da situação, precisamos compreender todas as facetas do fenômeno e identificar as raízes do problema. Mas antes de mais nada, você deve se fazer uma pergunta - quem é um otaku?

Esta mulher é moderadora de um fórum sobre Inuyasha
Qualquer pessoa pode ser um otaku. A nomenclatura arcaica exigia que um sujeito passasse horas e horas em canais obscuros na Undernet, trocando terabytes de vídeos de desenhos japoneses sobre samurais e ninjas e meninas que se transformam em gatos, se dando por satisfeito até mesmo por assistir animes em outras línguas e sem nenhuma legenda (para um anime, se tornar “mais incoerente ainda” é uma impossibilidade prática, então assistir o mesmo desenho em português ou em javanês faz pouca diferença), contanto que ele os assistisse por um mínimo de cinco horas por dia. Nos dias de hoje é mais fácil ser aceito no meio dos otakus, e a falta de critérios mais rígidos tornou o fenômeno extremamente popular.Quem pode ser um otakus? Eu receio que esta frase tenha se tornado redundante atualmente, e que a forma mais sensível devesse ser “quem NÃO É um otaku”? Qualquer pessoa pode ser um otaku. Sua mãe, seu vizinho, seu contador, sua professora de geografia, seu cachorro, ninguém está a salvo. Até você pode ser um otaku - se você alguma vez comprou uma peça de roupa dolorosamente ridícula apenas porque havia um ideograma japonês em algum lugar nela, a japanofilia já ceifou sua vida, assim como ceifou muitas outras que se aventuraram a assistir um episódio de Naruto porque “todo mundo tá assistindo cara!!!”

Este rapaz é considerado o mais prolífico cosplayer da atualidade, tendo sido fotografado vestido como mais de 2678 personagens de desenhos animados japoneses
O otaku comum é um sujeito branco, de classe média alta, e tem entre 14 e 18 anos de idade. Embora espécimes mais velhos tenham sido encontrados, considera-se que o desvio japanófilo tende a desaparecer quando a pessoa começa a ter obrigações adultas de uma pessoa normal, como um trabalho fixo e o interesse por temas que não sejam diretamente relacionado a animação japonesa. O otaku também coleciona aquelas revistinhas horríveis que exigem que você jogue toda sua dignidade na lata do lixo e as leia ao contrário e passa horas aprendendo frases triviais em japonês que ele prontamente usará erroneamente quando se encontrar com outros otakus na loja de artigos japoneses do shopping, pra debater sobre a última vídeo-montagem de Naruto, proclamada como a melhor vídeo-montagem dentre as 367 outras que eles uploadearam n
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