Promessas pra 2008

Escrito por Kid on Dec 30, 2007

Lá se vai 2007. Só mais dois dias e eu, você e qualquer pessoa que consiga não levar um tiro no rosto nas próximas 48 horas terá sobrevivido mais um ano. O que é mais do que a gente pode falar de um monte de gente, como o ilustríssimo Prince Pedro Gastão of Orléans-Braganza, o honorável Ryan Gracie, a coitada da Benazir Bhutto e o desconhecido John Belgrave. Sei lá quem é esse maluco, mas se a wikipédia o julga relevante o bastante pra incluir em sua lista de mortes famosas de 2007, ao menos uma menção ele merece.

O finzinho do ano é aquele período melancólico em que você percebe que não fez praticamente nada de edificante nos últimos 365 dias, e que sua vida profissional/amorosa/social continua a mesma merda que sempre foi, senão pior.

E assim o pobre desesperado, tendo uma crise de meia idade 20 anos mais cedo, decide que traçar uma listinha de objetivos pro ano que vem chegando talvez traga melhores resultados que a lista que ele escreveu num guardanapo do Bar do Zeca Paraíba durante o reveion do ano passado. Você sabe, aquela lista com diversos objetivos que você solenemente ignorou durante os últimos 12 meses.

E começa a confecção de mais uma lista de promessas pro ano que vai chegando. Coisas que ele não fez mas deveria ter feito, coisas que ele nunca pensou em fazer mas acabou de perceber que seriam uma boa idéia, coisas que ele deveria parar de fazer antes que a polícia descubra seu envolvimento, mulheres cujos ovários ele planeja conhecer por dentro no ano que vem… Seguindo os clichês, nós aqui no HBD (e com nós eu quero dizer “eu”) também temos uma lista de promessas pro ano de 2008.

  • Uploadear centenas de gigabytes em forma de episódios de Ursinhos Carinhosos e da Get Along Gang no Pornotube, inviabilizando milhares de punhetas ao redor do planeta;
  • Terminar o esperadíssimo post das patricinhas escrotas intercambistas (só falta uns dois parágrafos, contando com esses terei quase três já escritos);
  • Voltar a praticar minha guitarra, que se encontra no momento coletando poeira do lado da minha cama;
  • Voltar a resenhar filmes horríveis, já que aqueles posts rendiam muitíssima confusão entre os círculos de veneração aos tais filmes;
  • Aceitar os convites do k-max e do brok3d e fazer parte da mais temida gangue de hackeres brasileiros (totalmente sem mérito algum, já que a última raqueada que eu desempenhei foi enviar clientes de netbus pra desavisados no IRC);
  • Acabar com a enrolação e pedir logo a namorada em casamento, silenciando as amigas chatas dela;
  • Limpar meu armário, que no momento se encontra em situação lastimável. Tenho pelo menos 5 peças de roupa que eu dei por perdidas simplesmente porque não tenho paciência de revirar a bagunça no fundo do armário pra procura-las. Se uma camiseta cai do cabide, pra todos os fins e propósitos eu preciso de uma nova.
  • Convencer a população brasileira através de posts formadores de opinião de que já está passando da hora de crucificar o Inri Cristo;
  • Comprar um carro, ainda que se trate do tipo de carro que você vê abandonado na margem da BR-115 – o tipo que não tem rodas, motor, assentos, e que atualmente serve como habitação para uma família de quatro sem-terra evangélicos;
  • Construir uma máquina no tempo, voltar a 1995 e ensinar a mim mesmo a importância de ouvir o que seus pais (mais especificamente, o que o SEU PAI) sempre te diziam a respeito de mulheres;
  • Redirecionar o www.hbdia.com pro meatspin (não googleie) por um dia. Ainda que isso me custe metade do tráfego diário do HBD, a perda de empregos e relacionamentos será muito mais substancial e cômica, tornando a pegadinha lucrativa;
  • Provocar alguém suficientemente a ponto de que essa pessoa decida gastar fundos pra mover uma ação legal contra mim;
  • Convencer alguém a me dar cinquenta dólares, fazendo-o acreditar que eu preciso do dinheiro desesperadamente;
  • Promover algum tipo de ataque contra uma comunidade internética brasileira qualquer, utilizando links para 2girls1cup (não googleie) disfarçados com tinyurl.
  • Encontrar os responsáveis pelas inúmeras e absolutamente sem graça redublagem de Chaves que infestam o youtube, e força-los a comer os próprios teclados;
  • Provar cientificamente que a Guatemala não existe;
  • Unir a comunidade nerd brasileira pra ressucitar a brasnet, o que me renderia (graças a liderança do movimento) o status de ircOP que eu sempre almejei ter;
  • Criar uma personalidade blogueira fictícia e arrumar uma briga falsa contra ela, pra ver que lado vocês tomarão;
  • Reproduzir convincentemente os atentados de onze de setembro usando massinha de modelar e a centenária técnica stop motion;
  • Começar a minha própria religião. Pra maximizar a aceitação e o sucesso do novo dogma, pregarei que o caminho pra salvação envolve trepar premaritalmente sem necessariamente conhecer o nome de sua parceira e ingerir quantidades de álcool equivalentes ao mensal consumo de um Chevette 87 descalibrado;
  • Elaborar um teorema matemático que explique satisfatoriamente como as Spice Girls chegaram à conclusão de que elas ainda são culturalmente relevantes;
  • Prorucar tramatento pra dislexia;
  • Resenhar o show do Three Days Grace (que eu comparecerei em janeiro) ainda em 2008;
  • Pedir desculpas pros meus amigos, a quem eu acusei de terem roubado meu SD card de 1gb na última festa que eu dei aqui em casa, quando na verdade o cartão estava entre as almofadas do sofá;
  • Comprar uma nova guitarra (que eu não usarei pra nada além de tirar fotos e provocar inveja em usuários de fóruns que anseiam por um instrumento musical mas mal podem pagar passagens de ônibus);
  • Convencer o mercado canadense a importar refrigerante de guaraná pro seu território;
  • Passar menos tempo na frente do computador. Se eu puder reduzir de 18 pra 16 horas diárias, me darei por satisfeito;
  • Sequestrar os filhos do CEO da Nintendo e convence-lo a assinar um contrato prometendo produzir uma versão de Command and Conquer pro DS – com suporte online e voice chat;
  • Caso o plano falhe e eu acabe confinado a uma cela de 2 metros quadrados no subsolo de uma prisão canadense de segurança máxima, começar desde já a me acostumar com os controle do Command and Conquer de PS1, emulado no PSP;
  • Comprar Need for Speed Pro Street e ESPANCAR o Kauê na PlayStation Network;
  • Aprender a digitar com os pés, dobrando a minha capacidade de produzir textos pro site;
  • Tentar convencer um sonysta, tendo flamewar como única finalidade, de que o DS é um portátil superior ao PSP;
  • Descobrir a senha do router wifi do trabalho, o que me pouparia de uma conta de 200 dólares de celular por causa de leitura de fóruns durante o expediente quando a rede dos nossos computadores desiste de funcionar;
  • Convencer todas as pessoas que me conhecem que eu tenho na verdade 18 anos, e que estive mentindo sobre minha idade durante todos esse tempo;
  • Provocar o Google de alguma maneira que a única forma de resolver o problema seja bloquear o acesso do orkut por brasileiros, documentar o caos resultante.

Se eu me esforçar em pôr em prática pelo menos metade dessa lista, 2008 será um ano muito mais produtivo.

E você? Quais são as suas ilusões pro ano que vem?


Spirit of Truth

Escrito por Kid on Dec 27, 2007

Antes de mais nada, esclarecimentos sobre a falta de atualização e a demora no resultado do concurso Virtual Console.

Eu tive inesperadamente que trabalhar durante o período de holidays, ou seja, esses 4 ou 5 dias “ao redor” do Natal. Não que eu tenha ficado longe do computador, porque meu trabalho se resume a acessar a internet por aproximadamente 8 horas, parando de vezes em quando pra ir ao banheiro ou comer alguma coisa. Acontece que eu não tenho saco pra redigir um texto longo sem poder utilizar acentuação. Boiolagem, eu sei, mas fazer o que.

Além disso, eu calculei errado a quantidade de emails que eu receberia. Após os primeiros dois dias do anúncio do concurso, eu recebi 3 emails. Achei que isso era na verdade algo bom, afinal eu não teria que ler trocentas historinhas sem graça de nego desesperado pra poder jogar Super Mario World em sua TV de 29 polegadas.  Acontece que um dia antes do prazo final do concurso, eu recebi CENTO E TRINTA E SETE emails. Eu estou há tanto tempo longe do Brasil que esqueci do esporte nacional de deixar tudo pra última hora. Tentei descobrir se alguém havia linkado o concurso em algum fórum de games no último momento, mas não achei nada.

De qualquer forma, ainda não cheguei nem na METADE dos emails, então peço paciência da turma.

Agora vamos ao assunto do post.

 ….

No princípio a terra era sem forma e vazia. Então, deus criou o planeta terra (o que meio que entra em contradição com “no princípio a terra era sem forma e vazia”, mas a bíblia não é exatamente famosa por sua continuidade impecável). Deus criou então o homem. O homem criou em seguida a televisão, o crack, e a técnica de chroma key. E todas essas coisas se colidiram nos anso 90, e a explosão resultante nos deu o SPIRIT OF TRUTH

 YouTube Preview Image

Pra alguém que adora apontar as falhas em tudo que vê pela frente, esse vídeo - sua concepção, sua execução, seu protagonista, TUDO nele – é um prato cheio. Se eu ganhasse um centavo pra todas as bizarrices que eu posso apontar nesse vídeo, eu teria pelo menos 13 centavos.

Todos os detalhes da produção desse vídeo indicam que os envolvidos em sua criação haviam ingerido quantidades cavalares de múltiplos entorpecentes. Note o corte de cabelo do “pastor”, a notável falta de um de seus dentes, a maneira cordial com que ele se dirige aos telespectadores (”You don’t like it? Kiss my ass/Repeat after me, BIOTCH”), a lista telefônica que ele ostensivamente finge se tratar de uma bíblia, sua incapacidade de pronunciar “red-handed”, a imagem de fundo totalmente inadequada, o trabalho de câmera que sugere que seu operador há meses parou de tomar medicação pro seu avançado estado de mal de Parkinson… esse é um review resumido dos primeiros 30 segundos do vídeo.

A data no vídeo, supondo que o sujeito manipulando a câmera não era um retardado completo e ao menos soube configurar o aparelho, indica que ele foi produzido no finzinho dos anos 90. Demorou dez anos, mas agora os cidadãos da internet têm o privilégio de presenciar algo que apenas a pequena comunidade americana da cidade em que o programa foi produzido podia apreciar.

Material de PRIMEIRA, essa porra. Se divirta.


Hahaha mas que legal

Escrito por Kid on Dec 26, 2007

Antes de mais nada – ja ja me pronuncio sobre o concurso do Virtual Console. Alguns problemas tecnicos atrasarao a divulgacao do resultado, mas nao se preocupem. Vou tentar agilizar isso antes do fim de semana.

Em segundo lugar estou postando do trabalho, entao por obsequio enfie a reclamacao da falta de acentos no bumbum.

E finalmente, o motivo deste post:

Deem uma olhada neste blog. Notaram uma LEVE semelhanca?

Fazia tempo que alguem nao criava um blog xerocado inteiramente do HBD. Ate mesmo um desenho que eu fiz no meu palm, ele reproduziu la, alegando a autoria.

Acho que estou voltando a ser relevante.

[ Update ] Olha so o que eu achei.

[ Update 2 ] Bah, ele apagou o blog. E me adicionou no MSN pra se desculpar. Nao se fazem mais plagiadores como antigamente :(

 

A proposito, se voces nao o retalharem, eu agradeco.


Mulheres e suas implicâncias

Escrito por Kid on Dec 23, 2007

Cadê a mulherada que lê essa porra? Temos pelos menos umas cinco, seis meninas lendo essa porra aqui? Eu acho um tanto improvável já que a temática e a execução dos textos que eu posto aqui nesse blog não é exatamente o tipo de coisa que tipicamente interessa meninas. A despeito disso vou fingir que há um grande público feminino lendo esta porra, e que ao menos UMA de vocês poderá me ajudar a entender um dos milhares de aspecto que tornam conviver com vocês tão desgraçadamente complicado.

UMA PRIVADAIsto é uma privada. A privada é a sua amiga. A privada é o que nos impede de excretar em qualquer lugar em que estejamos, tornando-a uma das poucas coisas que nos separam dos animais (entre as outras coisas estão o programa espacial, computadores, a medicina moderna, o sistema de meteorologia, o controle do fogo, a construção de armas de fogo, o mercado da bolsa de valores, videogames e polegares opositores). Se a privada não existisse, você teria que se expôr à indignidade de cagar atrás de arbustos, tal qual índios ianomames cujo estilo de vida foi abordado por uma matéria do Globo Repórter em 1993, ou atrás de latas de lixo, como alguns dos mendigos que habitam o centro da minha cidade.

A privada é uma verdadeira maravilha da tecnologia moderna. Mas por algum motivo que me elude, homens e mulheres não vêem a privada com os mesmos olhos. Homens vêem uma privada como uma forma de aliviar os intestinos ou a bexiga sem precisar correr pra trás de um carro estacionado na frente da mercearia da esquina e rezar para diversas divindades competidoras pra que seu dono não termine suas compras mais cedo do que o planejado. Mulheres, por outro lado, vêem a privada como mais um instrumento a intermédio de qual possam dar continuidade a um de seus hábitos prediletos - a constante encheção de saco.

Seguinte. Como a maioria dos homens machos do sexo masculino, eu tenho em meu DNA uma sequência de genes que é responsável pelo sexto sentido que nos acorda no meio da madrugada com a única intenção de se dirigir ao banheiro e mijar. Por motivos que meu psicológico nunca pôde explicar satisfatoriamente, tal gene permaneceu latente até meus 11 anos, me tornando uma das poucas pessoas no meu círculo de amizades cujo colchão passava mais tempo do lado de fora secando do que em cima da minha cama. Mas isso é assunto pra um outro post.

Então, bate as duas ou três da madrugada e minha bexiga envia o sinal para o meu cérebro, que passa a produzir quantias relativamente altas de adrenocorticotropina. Sem dúvida você deve até ter engasgado ao tentar pronunciar a palavra. Substitua-a por “aquele hormônio que prepara o seu corpo pra acordar”. Eu me levanto, coço a bunda lentamente enquanto movo a língua ao redor da boca apreciando aquele horroroso sabor que inunda suas papilas gustativas naqueles momentos logo após uma longa noite de sono. Vou ao computador, verifico meus emails, leio comentários do blog, posto em 4 ou 5 fóruns e finalmente lembro que estou com vontade de ir ao banheiro. Dirijo-me ao lavatório pra cuidar do meus negócios.

Essa é a parte que vocês precisam prestar atenção, meninas. Como quase todo homem de descendência não-judaica, minha piroca não foi mutilada momentos após meu nascimento. Meus pais podem ter tomado decisões horríveis sobre minha vida quando eu não tinha ainda o poder de fazer minhas próprias escolhas, mas eles optaram que eu não fosse circuncidado, e por isso eu os agradeço imensamente. Pai, eu sei que você está lendo esse artigo – quem tomou a decisão de não me circuncidade, você ou a mamãe? Me fale aí pra eu eu possa dar um bom presente de Natal pra alma caridosa que me poupou desse sofrimento desnecessário.

Então. O problema de ter um prepúcio é que, após passar horas desacordado, a posição em que essa camada de pele cobre a saída da uretra é absolutamente imprevisível. E, apesar de ter uma piroca por 23 anos, eu ainda não me me programei pra me lembrar, momentos antes de liberar o fluxo da urina, que a posição do prepúcio torna o simples ato de dar a mijadinha da madrugada uma grande confusão.

Às vezes seu membro genital “migra” por baixo da cobertura de pele que o protege, às vezes a umidade faz as bordas do prepúcio aderirem uma a outra. Desconheço a razão que provoca o fenômeno, mas o que importa mesmo é o resultado.

Vamos fazer um breve exercício mental pra entender o fenômeno.

Meninas, vocês já brincaram com uma mangueira. Lembra o que acontecia quando você bloqueava o fluxo da água com o polegar? Então, dependendo do diâmetro da abertura que seu dedo permitia, o jato de água se tornava completamente errático e imprevisível, não é?

A mesma coisa acontece com a gente. Eu sou míope, e muito raramente lembro de pôr os óculos antes de ir ao banheiro. Por causa disso, a baixa definição produzia pelas minhas retinas não me permite perceber que a, digamos, “configuração” do meu membro está bagunçada. Minha piroca executou uma operação ilegal e a limpeza do banheiro será finalizada.

O que acontece é que o jato de mijo, assim como o fluxo de água da mangueira do exemplo acima, se torna totalmente imprevisível. Outro dia mesmo por causa desse problema que afeta todos os homens não-circuncidados, eu mijei a cortina da banheira, a parede adjacente, meus pés, a lata de lixo e os rolos de papel higiênico sobressalentes que ficam convenientemente ao lado da pia.

A solução pra esse problema é levantar o assento da privada, permitindo um alvo mais largo e reduzindo as áreas mijadas não-intencionalmente às bordas de cerâmica da privada. E, como o assento da privada só é necessário pra homens em metade das vezes que vamos ao banheiro, ao contrário das meninas que são mortalmente dependentes do dispositivo, nós temos o costume de deixar o assento lavantado após executarmos nossas tarefas.

Aí que entra a parte que eu não entendo. Mulheres odeiam encontrar o assento levantado e isso todos sabemos. O que eu não sabia até morar com a minha patroa é o MOTIVO de tamanho desgosto. Acho que eu demorei a descobrir porque antes esse era o tipo de fato que eu apenas aceitava sem muita indagação, só recentemente fui exigir uma explicação.

Segundo a namorada, deixar o assento da privada levantado oferece um problema não de conveniência, mas de segurança. Eu sempre achei que as meninas tinham apenas preguiça de levantar o assento, ou talvez nojo de ter que manipular um objeto que potencialmente foi ensopado em urina masculina momentos antes (o que é burrice, afinal o assento está levantado justamente para protege-lo disso). O problema, segundo minha mulher, é mais sério.

De acordo com ela - e com outras garotas que interpelei após ouvir a explicação pra conferir sua veracidade - o problema é que as meninas às vezes vão sentar na privada na esperança de encontrar o assento, e  na sua ausência caem de periquita na gélida e potencialmente pútrida água do sanitário.This could be you

Eu fiquei simplesmente estupefato quando ela me apresentou essa explicação. Então quer dizer que a familiar reclamação feminina sobre o assento da privada não é por preguiça, e sim por burrice mesmo? Como é que você levanta da cama, se dirige até o banheiro, e se posiciona pra sentar na privada sem jamais abrir os olhos e notar que o assento está em posição vertical tal qual bandejas de aeroplanos, que devem ser recolhidas para a decolagem e aterrissagem?

Eu perguntei pra namorada se ela vai até o banheiro de olhos fechados, tateando as paredes até achar o caminho. Perguntei se a posse de dois cromossomos X dotou-as de ecolocalização que permite navegação independente da visão, e pressionei o ponto da minha teoria, elaborando que tal ecolocalização as deveria alertar sobre a posição do assento.

E ela, naturalmente, não soube me dar uma explicação convincente.

Meninas, é sério que vocês correm o risco de serem levadas na descarga se a gente esquece o assento levantado? Rola mesmo isso de cair de bunda na água, potencialmente se entalando no vaso sanitário e ter que recorrer à indignidade de berrar por socorro?

Estou aberto a uma explicação alternativa. Deixem algum comentário que elucide essa questão.


Os piores gadgets de todos os tempos

Escrito por Kid on Dec 21, 2007

Nós amantes de gadgets temos um problema que os gringos definem através da palavra “shortsight”, aportuguesado pra “vista curta”. Acho que “vista curta” serve quase perfeitamente pro contexto, embora não passe a mesma idéia de falta de perspectiva, figurativamente falando.

Esse problema significa que, ao comprar um novo brinquedinho tecnológico, nós às vezes não temos um bom discernimento pra identificar que aparelhos prometem muito mais do que poderiam cumprir. Combinado à familiar prática certas empresas de tecnologia de lançar produtos que poderiam claramente ter sido muito melhorados por um controle de qualidade mais apurado antes de chegarem as lojas, e o resultado é uma lista de gadgets que eram tão sensacionalmente horríveis que nos forçam a imaginar que tipo de solvente industrial os engenheiros estavam cheirando ao desenvolverem o projeto.

Tendo isso em consideração, aí vão os maiores e mais retumbantes fracassos na indústria de brinquedos eletrônicos. Que sirvam de lição pros projetos futuros (além de servirem como calço para a porta e como apoio pra mesa de perna curta).

CueCat

O CueCat em todo seu esplendorA idéia: o CueCat, produzido pela finada Digital Convergence, era essencialmente um leitor de código de barras modificado pra uso caseiro. A finalidade do aparelho era escanear códigos de barras exibidos em produtos ou revistas ou jornais ou caixas de LEGO e enviar seu browser diretamente pra página internética com maiores informações sobre o produto cujo código você acabou de escanear. A Digital Convergence acreditava tanto no sucesso do serviço que em um período passou até mesmo a enviar os CueCats gratuitamente pra participantes de mailing lists relacionadas a tecnologia.

O que acabou sendo: Uma forma revolucionária de enviar spam - o consumidor remete propagandas a si mesmo.

Por que fracassou horrivelmente: Em primeiro lugar, olha pra essa porra – isso te parece um periférico que alguém com idade na casa dos dois dígitos usaria na frente de sua família e amigos? Mas é claro que não. Em segundo lugar, a idéia por trás do CueCat era retardada desde o começo. “Instale esse aparelho no seu computador e se dê ao trabalho de sair escaneando as páginas de suas revistas favoritas pra que a gente possa mandar mais propaganda pra você!” Não sei se havia uma demanda tão grande por spam nos anos 90, a ponto de que esse mercado requeria o investimento necessário pra criação de um periférico cuja única finalidade era levar mais propaganda pros consumidores, mas a julgar pelo total fracasso do CueCat, um observador racional diria “de jeito nenhum”.

Isso pra não entrar no mérito do fato que os CueCats tinham códigos seriais anexados à identidade dos seus donos, possibilitando a Digital Convergence acesso ao conteúdo que seus “clientes” liam. O escândalo relacionado à falta de privacidade inerente ao uso do CueCat enterrou mais ainda um produto que nasceu morto.

Nem tudo é desgraça: Através de alguns hacks, o leitor pode ser utilizado pra organizar e catalogar coleções de revistinhas, DVDs, livros, qualquer porcaria que tenha códigos de barras. É o primeiro aparelho na história da humanidade cujo uso alternativo é infinitamente mais útil do que o uso intencionado, e muitas pessoas que usam hoje o CueCat provavelmente desconhecem a bizarra funcionalidade original do dispositivo. É como se de repente anunciassem que a camisinha era originalmente uma espécie de copo descartável que ocupasse menos espaço.

O horrível Virtual BoyVirtual Boy

A idéia: A Nintendo, revolucionária como sempre, decidiu que estava na hora de começar a investir no entretenimento VIRTUAL - apesar do fato que vinte anos após o lançamento do troço a tecnologia necessária pra isso ainda não existe.

O que acabou sendo: A forma mais cara de obter uma terrível dor de cabeça.

Por que fracassou horrivelmente: Olhe pra esse negócio. Você seria capaz de suspeitar que isso aí estava sendo marketeado como um aparelho portátil? Não é sua culpa; ninguém mais no mundo consideraria “portátil” algo que necessita de uma mesa como apoio. O custo da produção de displays “virtuais” coloridos era proibitivo naquela época, então a Nintendo aparentemente resolveu fazer uma tela inteiramente composta por vermelho e preto e rezar pra que ninguém notasse.

Os problemas técnicos do console não acabavam por aí; o Virtual Boy funcionava usando uma série de espelhos móveis que vibravam pra produzir as imagens estereográficas. Ou seja, o aparelho não apenas tinha peças móveis – ele tinha peças móveis DE VIDRO. Nem preciso mencionar que o Virtual Boy tinha a durabilidade de um castelo de cartas.

Há tanto que deu errado nessa porcaria que é até difícil lembrar de todos os fatores. O Virtual Boy tinha míseros 14 jogos , e foi até onde sei o único console da história com mais jogos cancelados do que lançados. O sistema era tão precário e tão visualmente desagradável que os jogos pausavam automaticamente a cada 15 minutos pra lembrar ao jogador que ele deveria parar um pouco pra descansar a vista. Como é que alguém achou que esse console seria uma boa idéia?

Pior do que tudo isso foi o timing do lançamento dessa geringonça. O Virtual Boy veio em 1995, apressadamente cobrindo a lacuna do Nintendo 64 cujo desenvolvimento estava seis meses atrasado. A maioria dos fãs não via sentido em gastar 180 dólares no duvidoso Virtual Boy quando o mais promissor N64 estava chegando em breve. Eu não posso culpá-los por isso.

Nem tudo é desgraça: No caso do Virtual Boy, tudo foi uma desgraça. Seu inventor, o Gunpei Yokoi – que é também o  gênio por trás dos Game and Watch, Game Boy e da série Metroid - admitiu publicamente que o Virtual Boy foi o responsável  pelo fim da sua carreira na Nintendo, dando confirmação a algo que todo mundo já sabia.

N-GageSIDE TALKKIN

A idéia: Pessoas adoram falar no telefone, e elas também adoram jogar videogame. Assim sendo, parece evidente que telefone celular + videogame portátil = PROFIT. Estou certo?

O que acabou sendo: Não, não estou. O N-Gage acabou sendo conhecido como um fracasso sensacional como celular. Entretanto, isso nem chegou perto de como ele fracassou como videogame.

Por que fracassou horrivelmente: Por onde começar, senhor Jesus? Vamos ver:

- Pouco mais de 50 jogos foram lançados pro N-Gage, 90% deles ports escrotíssimos de jogos populares cuja experiência dependia intrinsecamente de bons gráficos (Tomb Raider, Tony Hawk Pro Skater, Call of Duty, etc). Ou seja, se você tinha um Playstation (e de acordo com o colossal número de vendas mundiais, você tinha), você já tinha jogado esses títulos até cansar,  e portanto eles não incentivavam a compra do N-Gage.

- O acabamento do celular era quase que intencionalmente ruim (eu jamais serei convencido de que tamanha obra prima de mau design foi atingida acidentalmente).

- Você consegue acreditar que os GÊNIOS que projetaram o N-Gage colocaram o slot dos cartuchos EMBAIXO da bateria do bicho? Isso mesmo, pra trocar de jogo você tem que desligar a parada, tirar a proteção que cobre a bateria, remover a bateria, e fazer um breve malabarismo com o celular, tampa da bateria e a própria bateria enquanto troca os cartuchos. Eu imagino que eles queriam um local mais inconveniente pra colocar o slot de jogos, mas “um beco mal iluminado na Serra Leoa” exigiria muito do consumidor.

- SIDE TALKING. Essa era a característica mais marcante do N-Gage, que ressalta não apenas seu design retardadamente ruim mas também a já desconfiada aparente intenção dos projetistas de fazer você parecer um idiota quando estivesse usando o celular. O auto falante e o microfone do celular foram inexplicavelmente movidos pro lado do aparelho, de forma que o celular era usado da seguinte maneira, ilustrada abaixo:

sup dude

Ou seja, você segurava o aparelho de ladinho, como se você fosse um retardado para quem o funcionamento de um aparelho celular é um mistério insolúvel.

A justificativa oficial pra tamanho disparate é que o contato do celular com a sua bochecha mancharia a tela do N-Gage, mas o motivo real é que os engenheiros da Nokia odeiam você e a sua família.

Aparentemente achando que a surra que o N-Gage levou do Game Boy Advance não foi motivo suficiente pra repensar a premissa de um console portátil que custasse o triplo da concorrência e tivesse cem vezes menos jogos, a Nokia lançou em seguida o N-Gage QD – porém, ao contrário do N-Gage original, esse veio sem side talking.

E veio também sem suporte a mp3, sem rádio FM, e sem conectividade USB. Você vai me dizer que o N-Gage não foi uma piada interna da Nokia, às custas dos consumidores que eles claramente odeiam?

O fracasso do novo formato do N-Gage não impediu a Nokia de planejar a terceira geração do aparelho. Suspeito que eles devolverão a funcionalidade mp3, adicionarão wifi, e permitirão conectividade bluetooth. Por outro lado, cada aparelho virá de fábrica infectado com o vírus HIV.

Nem tudo é desgraça: A característica mais icônica do N-Gage ao menos rendeu este site, que me arrancou umas risadinhas. Ouço falar que o N-Gage é um emulador portátil semi-competente, portanto, se você é pobre demais pra comprar um PSP, talvez o N-Gage seja a opção pra você*

Sega DreamcastDreamcast

A idéia: Após trocentos consoles fracassados, a Sega decidiu meter uma voadora com os dois pés juntos no peito da competição, sendo a primeira a avançar no campo dos 128 bits.

O que acabou sendo: Apenas mais uma prova de que o sucesso do Mega Drive deve ter sido por completo acidente, uma vez que a Sega só conseguia fazer merda nos consoles.

Por que fracassou horrivelmente: Calma calma calma, eu sei o que você está pensando. Como eu OUSO falar mal do Dreamcast, que na verdade era um console muito bom e num sei o que. A menção do saudoso Dreamcast nessa lista não é exatamente mérito do console em si, e sim do que ele desencadeou.

Tecnicamente falando, o Dreamcast era realmente um console muito bom. Gráficos incrivelmente superiores ao Playstation e Nintendo 64 da concorrência, mídia que permitia quase o dobro dos CDs utilizado por outros consoles no passado, modem embutido que permitia pela primeira vez jogatina online já direto de fábrica, um cartão de memória revolucionário que era quase um videogame por si só… Não sou poucos os motivos que me fazem até hoje querer um Dreamcast – e vou comprar ano que vem sem falta, provavelmente em janeiro mesmo.

Acontece que a Sega, além de foder diversos estágios do desenvolvimento do Dreamcast (como optar por adotar o protótipo japonês inferior e de quebra descolar um processo por parte da NVidia por quebra de contrato), lançou o console MUITO tarde, em 1999. A intenção da Sega era pôr o Dreamcast pra competir com o Playstation e o Nintendo 64, mas na prática o possível comprador do console via Playstations 2 e GameCube nas prateleiras adjacentes.

Os consumidores já estavam cansados da mania da Sega de praticamente lançar um console por ano, abandonando a plataforma no ano seguinte pra desenvolver seu sucessor, então o mercado não apostou no Dreamcast e deu no que deu. Isso pra nem mencionar a treta Electronic Arts versus Sega, que custou à gamehouse os títulos de esportes da EA que tanto agradam o mercado gamer ocidental.

Nem tudo é desgraça: Como falei logo no começo, apesar dos pesares o Dreamcast ainda é um excelente console, com alguns títulos que valem demais a posse do videogame – Sonic Adventure, Crazy Taxi, Soul Calibur, o épico Shenmue, entre outros que não lembro. No Ebay dá pra pegar um Dreamcast com 20 ou 30 jogos originais por menos de cem dólares.

Meu pai ainda tem uns desses jogados na garagemZip Drives

A idéia: Uma mídia que pudesse comportar mais volume, facilitando o transporte de informações ou backups.

O que acabou sendo: Um dos mais claros exemplos de uma tecnologia que veio ao mundo apenas pra entrar numa lista como essa aqui. Tanto a idéia quanto a execução foram absolutamente terríveis. Zip Drives nunca correram o menor risco de se tornar uma mídia popular. Eles simplesmente nunca tiveram essa chance.

Por que fracassou horrivelmente: Vamos ver – custo proibitivo, mídia absolutamente não confiável, hardware de má qualidade… Tá vendo o que eu queria dizer quando falei que esse troço nunca teve uma chance?

Na teoria os zip drives não eram apenas uma boa idéia, eles eram uma alternativa bastante interessantes. Disquetes comportavam miseráveis 1.44mb, hard drives eram indecentemente caros, e gravadores de CD ainda não existiam ao alcance do público. A única solução viável era desenvolver disquetinhos que coubessem mais informações.

Acontece que todo tipo de problema se opôs ao sucesso dos zip drives. Como mencionei antes, o hardware era porquíssimo. Era mais comum ter seus filmes pornôs perdidos num zip drive do que conseguir copiá-los pro PC do seu amiguinho. Não que isso fosse um grande problema, já que o preço alto dos zip drives (e o fato de que naquela época, a maioria dos usuários não tinha muito o que backupear) acabavam tornando um dono de zip drives uma subcultura com pouquíssimos membros. Na prática, ele só servia pra guardar seus 100mb mais importantes, e não pra transferi-los pra outro PC. E na prática REAL, nem pra isso ele servia, por causa do já citado click of death.

Nem tudo é desgraça: Novamente vou ter que contrariar esse item. No caso dos zip drives, simplesmente não há uso alternativo que salve a parada. O produto era uma merda e será lembrado pra sempre como isso.

TEH POWER GLOVEPower Glove

A idéia: Um periférico que captava os movimentos da mão do usuário, permitindo impressionante “interfaceamento” baseado em gestos manuais.

O que acabou sendo: Uma horrível relíquia dos anos 80.

Por que fracassou horrivelmente: Há uma palavra em inglês que define perfeitamente a experiência de usar a Power Glove – “gimmick”. Em outras palavras, gimmick é essencialmente uma “feature” diferente ou incomum mas que não serve funcionalidade alguma além de ser diferente e incomum. 

O controle da Power Glove era muitíssimo mal calibrado e não servia grande propósito além de mostrar pros primos e dizer “viu como é legal?”, e cinco minutos depois descobrir que jogar Contra fazendo gestos com o braço estendido no ar nao é apenas cansativo – é retardado. Ao invés de jogar a porra do jogo, você tinha que descobrir exatamente que tipo de movimento seria interpretado pela Power Glove como a ação que você queria executar.

Nenhum tipo de estratégia de marketing conseguiria fazer o ato de balançar os braços na frente da TV parecer algo atraente, divertido ou cool, e acredite, eles tentaram desesperadamente:

YouTube Preview Image

So bad, indeed

Isso aí são excelentes cenas do clássico The Wizard, que era essencialmente um comercial de uma hora e meia da Nintendo. E essa cena em particular foi um comercial de dois minutos da Power Glove. O periférico vendeu pouco menos de 100 mil cópias no Estados Unidos numa época em que o Nintendo era campeão absoluto de vendas, então dá pra ter uma idéia dos resultados do marketing.

Nem tudo é desgraça: Diz a lenda que Thomas Edison tentou dois milhões de experimentos até chegar na lâmpada incandescente. A Nintendo não foi muito diferente, foram necessários dois fracassos retumbantes até sair um produto baseado na visão de interatividade que eles estavam tentando desenvolver desde os anos 80. E ele está sentado lá na minha sala, tomando poeira enquanto Mario Kart Wii não é lançado.

Quais foram os piores gadgets na opinião de vocês? Sou todo ouvidos.

*O HBD é um site humorístico e nenhum texto publicado aqui deveria ser levado a sério. Assim sendo, não interpretem isso como um incentivo à compra de um N-Gage. Se você quer tanto jogar Super Mario Kart no ônibus, há alternativas menos danosas pra você do que comprar um N-Gage – como por exemplo, assaltar um banco pra arrecadar a grana pra um PSP. 


“Village Idiot”

Escrito por Kid on Dec 17, 2007

Conhece essa expressão? Não? Deixarei o urban dictionary te iluminar. Prepare-se pra se tornar mais inteligente em 4, 3, 2, 1:  

Ou seja, village idiot é aquele “idiota local” que alcança fama (ou melhor, infâmia, que agora que eu paro pra pensar deveria ser escrito “infama” pois isso faria mais sentido) regional temporária por ser o protagonista de uma história que nos prova que alguns seres humanos não são muito mais inteligentes que girafas. Essa semana a teoria da seleção natural foi novamente posta em contradição, nos apresentando este projeto de ser humano que de alguma forma conseguiu atingir a maturidade sem morrer se engasgando com água ou esquecendo como respirar ou algo assim.

 Essa notícia saiu no Calgary Herald hoje. Eu não tirei uma foto maior que englobasse o artigo inteiro porque, além de eu não me importar, dá pra entender o âmago da questão de qualquer forma. Se você quer entender melhor a parada, googleie “85000 bill”.

Se você além de pobre também não fala inglês, aqui vai o resumo – este inteligentíssimo sujeito canadense assinou um plano que incluia “email and web browsing”, ou seja, por uns 10 dólares extra na sua conta, ele poderia acessar a webernet e ler emails no celular.

Maravilhado com o fato de que aparentemente esse plano wireless de 1o dólares totalmente anulava a necessidade de pagar um servidor pelo dobro do preço, esse sujeito me resolve então conectar seu laptop à internet utilizando o celular como um modem.

Acontece que, apesar de deter os conhecimentos necessários pra “interfacear” um celular Motorola com um computador (um dos celulares menos user-friendly pra esse tipo de coisa, confie em mim), o retardado aparentemente jamais foi informado que esses planos de 10 dólares geralmente limitam sua navegação a tipo 5mbps por mês; qualquer transferência adicional a isso é cobrada PELO KILOBYTE. Vou repetir: o cara que sabe conectar o celular ao computador (uma técnica relativamente complexa especialmente se você considerar que canadenses são geralmente retardados em matéria de tecnologia) não detém o senso comum que qualquer pessoa que ouve a expressão “internet no celular” conhece. Acessar a internet no celular é CARO.

Aí o sujeito vai e baixa FILMES, MÚLTIPLOS FILMES VIA TORRENT usando o plano de internet que é geralmente voltado pra nego cujo uso se resume a ler dois ou três emails por dia no celular. Eu tenho certeza que Miss Congeniality 2 ou seja lá qual foi a outra merda que o filho da puta baixou não valia oitenta e cinco mil dólares, ainda que esses dólares sejam canadenses e não dólares americanos (também conhecido como “dólares de verdade”).

Naturalmente, o retardado-mor está culpando a empresa. “SEUS FILHOS DA PUTA, como é que vocês me vendem esse plano de uso sem explicar no contrato os pormenores do serviço?” Ah é, o contrato tem uma cláusula detalhando as condições do uso e a limitação de apenas 5mb por mês.

“MAS ISSO NÃO É SUFICIENTE PORRA, deveria haver um aviso claro para retardados como eu que o serviço não era recomendado para uso em computadores convencionais, e que o acesso deveria se limitar ao celular!” O que, o contrato também explica isso? Mas que merda.

Apesar de estar totalmente, irrefutavelmente, absolutamente e 110%mente errado, a compania telefônica teve a boa vontade de descer o valor da conta de 85 mil pra módicos 3 mil dólares canadenses, o que em dinheiro de verdade equivalente a 8 dólares. Mas o cara não está satisfeito – apesar de não estar em seu direito de reclamar, o moleque insiste que a culpa é da compania que não o avisou que o valor da conta estava chegando na casa dos cinco dígitos. Sim, a culpa é da Bell por não vigiar de perto o uso de seus clientes. Como eles ousam partir do pressuposto que alguém que tem idade requerida pra assinar um contrato telefônico deve ter o triplo da idade necessária pra LER a porra do contrato?

Moral da história – não faça download ilegal de filmes. Especialmente, não faça download ilegal de vários filmes que medem aproximadamente 800mb cada um enquanto você está usando um serviço internético que cobra 1o centavos por cada kb baixado. E principalmente, não faça isso usando torrent, já que os arquivos ficarão sendo uplodeados do seu computador eternamente, triplicando ou quadruplicando o consumo de transferência que você normalmente usaria.

Pra ser conciso, a moral da história é que se você não for um retardado, a vida é consideravelmente mais fácil.


Go Brazil

Escrito por Kid on Dec 17, 2007

Não é exatamente um motivo pra se orgulhar por ser brasileiro, mas estranhamente também não é nenhum choque: 

O genial empreendedor por trás do adorável 2girls1cup é brasileiro.

Aí eu falo que tenho nojo de brasileiros e todo mundo me joga pedras.

Como de costume, NÃO googleie esse termo. Você me agradecerá.