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Os piores gadgets de todos os tempos



Escrito por Kid em Dec 21, 2007

Nós amantes de gadgets temos um problema que os gringos definem através da palavra “shortsight”, aportuguesado pra “vista curta”. Acho que “vista curta” serve quase perfeitamente pro contexto, embora não passe a mesma idéia de falta de perspectiva, figurativamente falando.

Esse problema significa que, ao comprar um novo brinquedinho tecnológico, nós às vezes não temos um bom discernimento pra identificar que aparelhos prometem muito mais do que poderiam cumprir. Combinado à familiar prática certas empresas de tecnologia de lançar produtos que poderiam claramente ter sido muito melhorados por um controle de qualidade mais apurado antes de chegarem as lojas, e o resultado é uma lista de gadgets que eram tão sensacionalmente horríveis que nos forçam a imaginar que tipo de solvente industrial os engenheiros estavam cheirando ao desenvolverem o projeto.

Tendo isso em consideração, aí vão os maiores e mais retumbantes fracassos na indústria de brinquedos eletrônicos. Que sirvam de lição pros projetos futuros (além de servirem como calço para a porta e como apoio pra mesa de perna curta).

CueCat

O CueCat em todo seu esplendorA idéia: o CueCat, produzido pela finada Digital Convergence, era essencialmente um leitor de código de barras modificado pra uso caseiro. A finalidade do aparelho era escanear códigos de barras exibidos em produtos ou revistas ou jornais ou caixas de LEGO e enviar seu browser diretamente pra página internética com maiores informações sobre o produto cujo código você acabou de escanear. A Digital Convergence acreditava tanto no sucesso do serviço que em um período passou até mesmo a enviar os CueCats gratuitamente pra participantes de mailing lists relacionadas a tecnologia.

O que acabou sendo: Uma forma revolucionária de enviar spam - o consumidor remete propagandas a si mesmo.

Por que fracassou horrivelmente: Em primeiro lugar, olha pra essa porra - isso te parece um periférico que alguém com idade na casa dos dois dígitos usaria na frente de sua família e amigos? Mas é claro que não. Em segundo lugar, a idéia por trás do CueCat era retardada desde o começo. “Instale esse aparelho no seu computador e se dê ao trabalho de sair escaneando as páginas de suas revistas favoritas pra que a gente possa mandar mais propaganda pra você!” Não sei se havia uma demanda tão grande por spam nos anos 90, a ponto de que esse mercado requeria o investimento necessário pra criação de um periférico cuja única finalidade era levar mais propaganda pros consumidores, mas a julgar pelo total fracasso do CueCat, um observador racional diria “de jeito nenhum”.

Isso pra não entrar no mérito do fato que os CueCats tinham códigos seriais anexados à identidade dos seus donos, possibilitando a Digital Convergence acesso ao conteúdo que seus “clientes” liam. O escândalo relacionado à falta de privacidade inerente ao uso do CueCat enterrou mais ainda um produto que nasceu morto.

Nem tudo é desgraça: Através de alguns hacks, o leitor pode ser utilizado pra organizar e catalogar coleções de revistinhas, DVDs, livros, qualquer porcaria que tenha códigos de barras. É o primeiro aparelho na história da humanidade cujo uso alternativo é infinitamente mais útil do que o uso intencionado, e muitas pessoas que usam hoje o CueCat provavelmente desconhecem a bizarra funcionalidade original do dispositivo. É como se de repente anunciassem que a camisinha era originalmente uma espécie de copo descartável que ocupasse menos espaço.

O horrível Virtual BoyVirtual Boy

A idéia: A Nintendo, revolucionária como sempre, decidiu que estava na hora de começar a investir no entretenimento VIRTUAL - apesar do fato que vinte anos após o lançamento do troço a tecnologia necessária pra isso ainda não existe.

O que acabou sendo: A forma mais cara de obter uma terrível dor de cabeça.

Por que fracassou horrivelmente: Olhe pra esse negócio. Você seria capaz de suspeitar que isso aí estava sendo marketeado como um aparelho portátil? Não é sua culpa; ninguém mais no mundo consideraria “portátil” algo que necessita de uma mesa como apoio. O custo da produção de displays “virtuais” coloridos era proibitivo naquela época, então a Nintendo aparentemente resolveu fazer uma tela inteiramente composta por vermelho e preto e rezar pra que ninguém notasse.

Os problemas técnicos do console não acabavam por aí; o Virtual Boy funcionava usando uma série de espelhos móveis que vibravam pra produzir as imagens estereográficas. Ou seja, o aparelho não apenas tinha peças móveis - ele tinha peças móveis DE VIDRO. Nem preciso mencionar que o Virtual Boy tinha a durabilidade de um castelo de cartas.

Há tanto que deu errado nessa porcaria que é até difícil lembrar de todos os fatores. O Virtual Boy tinha míseros 14 jogos , e foi até onde sei o único console da história com mais jogos cancelados do que lançados. O sistema era tão precário e tão visualmente desagradável que os jogos pausavam automaticamente a cada 15 minutos pra lembrar ao jogador que ele deveria parar um pouco pra descansar a vista. Como é que alguém achou que esse console seria uma boa idéia?

Pior do que tudo isso foi o timing do lançamento dessa geringonça. O Virtual Boy veio em 1995, apressadamente cobrindo a lacuna do Nintendo 64 cujo desenvolvimento estava seis meses atrasado. A maioria dos fãs não via sentido em gastar 180 dólares no duvidoso Virtual Boy quando o mais promissor N64 estava chegando em breve. Eu não posso culpá-los por isso.

Nem tudo é desgraça: No caso do Virtual Boy, tudo foi uma desgraça. Seu inventor, o Gunpei Yokoi - que é também o  gênio por trás dos Game and Watch, Game Boy e da série Metroid - admitiu publicamente que o Virtual Boy foi o responsável  pelo fim da sua carreira na Nintendo, dando confirmação a algo que todo mundo já sabia.

N-GageSIDE TALKKIN

A idéia: Pessoas adoram falar no telefone, e elas também adoram jogar videogame. Assim sendo, parece evidente que telefone celular + videogame portátil = PROFIT. Estou certo?

O que acabou sendo: Não, não estou. O N-Gage acabou sendo conhecido como um fracasso sensacional como celular. Entretanto, isso nem chegou perto de como ele fracassou como videogame.

Por que fracassou horrivelmente: Por onde começar, senhor Jesus? Vamos ver:

- Pouco mais de 50 jogos foram lançados pro N-Gage, 90% deles ports escrotíssimos de jogos populares cuja experiência dependia intrinsecamente de bons gráficos (Tomb Raider, Tony Hawk Pro Skater, Call of Duty, etc). Ou seja, se você tinha um Playstation (e de acordo com o colossal número de vendas mundiais, você tinha), você já tinha jogado esses títulos até cansar,  e portanto eles não incentivavam a compra do N-Gage.

- O acabamento do celular era quase que intencionalmente ruim (eu jamais serei convencido de que tamanha obra prima de mau design foi atingida acidentalmente).

- Você consegue acreditar que os GÊNIOS que projetaram o N-Gage colocaram o slot dos cartuchos EMBAIXO da bateria do bicho? Isso mesmo, pra trocar de jogo você tem que desligar a parada, tirar a proteção que cobre a bateria, remover a bateria, e fazer um breve malabarismo com o celular, tampa da bateria e a própria bateria enquanto troca os cartuchos. Eu imagino que eles queriam um local mais inconveniente pra colocar o slot de jogos, mas “um beco mal iluminado na Serra Leoa” exigiria muito do consumidor.

- SIDE TALKING. Essa era a característica mais marcante do N-Gage, que ressalta não apenas seu design retardadamente ruim mas também a já desconfiada aparente intenção dos projetistas de fazer você parecer um idiota quando estivesse usando o celular. O auto falante e o microfone do celular foram inexplicavelmente movidos pro lado do aparelho, de forma que o celular era usado da seguinte maneira, ilustrada abaixo:

sup dude

Ou seja, você segurava o aparelho de ladinho, como se você fosse um retardado para quem o funcionamento de um aparelho celular é um mistério insolúvel.

A justificativa oficial pra tamanho disparate é que o contato do celular com a sua bochecha mancharia a tela do N-Gage, mas o motivo real é que os engenheiros da Nokia odeiam você e a sua família.

Aparentemente achando que a surra que o N-Gage levou do Game Boy Advance não foi motivo suficiente pra repensar a premissa de um console portátil que custasse o triplo da concorrência e tivesse cem vezes menos jogos, a Nokia lançou em seguida o N-Gage QD - porém, ao contrário do N-Gage original, esse veio sem side talking.

E veio também sem suporte a mp3, sem rádio FM, e sem conectividade USB. Você vai me dizer que o N-Gage não foi uma piada interna da Nokia, às custas dos consumidores que eles claramente odeiam?

O fracasso do novo formato do N-Gage não impediu a Nokia de planejar a terceira geração do aparelho. Suspeito que eles devolverão a funcionalidade mp3, adicionarão wifi, e permitirão conectividade bluetooth. Por outro lado, cada aparelho virá de fábrica infectado com o vírus HIV.

Nem tudo é desgraça: A característica mais icônica do N-Gage ao menos rendeu este site, que me arrancou umas risadinhas. Ouço falar que o N-Gage é um emulador portátil semi-competente, portanto, se você é pobre demais pra comprar um PSP, talvez o N-Gage seja a opção pra você*

Sega DreamcastDreamcast

A idéia: Após trocentos consoles fracassados, a Sega decidiu meter uma voadora com os dois pés juntos no peito da competição, sendo a primeira a avançar no campo dos 128 bits.

O que acabou sendo: Apenas mais uma prova de que o sucesso do Mega Drive deve ter sido por completo acidente, uma vez que a Sega só conseguia fazer merda nos consoles.

Por que fracassou horrivelmente: Calma calma calma, eu sei o que você está pensando. Como eu OUSO falar mal do Dreamcast, que na verdade era um console muito bom e num sei o que. A menção do saudoso Dreamcast nessa lista não é exatamente mérito do console em si, e sim do que ele desencadeou.

Tecnicamente falando, o Dreamcast era realmente um console muito bom. Gráficos incrivelmente superiores ao Playstation e Nintendo 64 da concorrência, mídia que permitia quase o dobro dos CDs utilizado por outros consoles no passado, modem embutido que permitia pela primeira vez jogatina online já direto de fábrica, um cartão de memória revolucionário que era quase um videogame por si só… Não sou poucos os motivos que me fazem até hoje querer um Dreamcast - e vou comprar ano que vem sem falta, provavelmente em janeiro mesmo.

Acontece que a Sega, além de foder diversos estágios do desenvolvimento do Dreamcast (como optar por adotar o protótipo japonês inferior e de quebra descolar um processo por parte da NVidia por quebra de contrato), lançou o console MUITO tarde, em 1999. A intenção da Sega era pôr o Dreamcast pra competir com o Playstation e o Nintendo 64, mas na prática o possível comprador do console via Playstations 2 e GameCube nas prateleiras adjacentes.

Os consumidores já estavam cansados da mania da Sega de praticamente lançar um console por ano, abandonando a plataforma no ano seguinte pra desenvolver seu sucessor, então o mercado não apostou no Dreamcast e deu no que deu. Isso pra nem mencionar a treta Electronic Arts versus Sega, que custou à gamehouse os títulos de esportes da EA que tanto agradam o mercado gamer ocidental.

Nem tudo é desgraça: Como falei logo no começo, apesar dos pesares o Dreamcast ainda é um excelente console, com alguns títulos que valem demais a posse do videogame - Sonic Adventure, Crazy Taxi, Soul Calibur, o épico Shenmue, entre outros que não lembro. No Ebay dá pra pegar um Dreamcast com 20 ou 30 jogos originais por menos de cem dólares.

Meu pai ainda tem uns desses jogados na garagemZip Drives

A idéia: Uma mídia que pudesse comportar mais volume, facilitando o transporte de informações ou backups.

O que acabou sendo: Um dos mais claros exemplos de uma tecnologia que veio ao mundo apenas pra entrar numa lista como essa aqui. Tanto a idéia quanto a execução foram absolutamente terríveis. Zip Drives nunca correram o menor risco de se tornar uma mídia popular. Eles simplesmente nunca tiveram essa chance.

Por que fracassou horrivelmente: Vamos ver - custo proibitivo, mídia absolutamente não confiável, hardware de má qualidade… Tá vendo o que eu queria dizer quando falei que esse troço nunca teve uma chance?

Na teoria os zip drives não eram apenas uma boa idéia, eles eram uma alternativa bastante interessantes. Disquetes comportavam miseráveis 1.44mb, hard drives eram indecentemente caros, e gravadores de CD ainda não existiam ao alcance do público. A única solução viável era desenvolver disquetinhos que coubessem mais informações.

Acontece que todo tipo de problema se opôs ao sucesso dos zip drives. Como mencionei antes, o hardware era porquíssimo. Era mais comum ter seus filmes pornôs perdidos num zip drive do que conseguir copiá-los pro PC do seu amiguinho. Não que isso fosse um grande problema, já que o preço alto dos zip drives (e o fato de que naquela época, a maioria dos usuários não tinha muito o que backupear) acabavam tornando um dono de zip drives uma subcultura com pouquíssimos membros. Na prática, ele só servia pra guardar seus 100mb mais importantes, e não pra transferi-los pra outro PC. E na prática REAL, nem pra isso ele servia, por causa do já citado click of death.

Nem tudo é desgraça: Novamente vou ter que contrariar esse item. No caso dos zip drives, simplesmente não há uso alternativo que salve a parada. O produto era uma merda e será lembrado pra sempre como isso.

TEH POWER GLOVEPower Glove

A idéia: Um periférico que captava os movimentos da mão do usuário, permitindo impressionante “interfaceamento” baseado em gestos manuais.

O que acabou sendo: Uma horrível relíquia dos anos 80.

Por que fracassou horrivelmente: Há uma palavra em inglês que define perfeitamente a experiência de usar a Power Glove - “gimmick”. Em outras palavras, gimmick é essencialmente uma “feature” diferente ou incomum mas que não serve funcionalidade alguma além de ser diferente e incomum. 

O controle da Power Glove era muitíssimo mal calibrado e não servia grande propósito além de mostrar pros primos e dizer “viu como é legal?”, e cinco minutos depois descobrir que jogar Contra fazendo gestos com o braço estendido no ar nao é apenas cansativo - é retardado. Ao invés de jogar a porra do jogo, você tinha que descobrir exatamente que tipo de movimento seria interpretado pela Power Glove como a ação que você queria executar.

Nenhum tipo de estratégia de marketing conseguiria fazer o ato de balançar os braços na frente da TV parecer algo atraente, divertido ou cool, e acredite, eles tentaram desesperadamente:

So bad, indeed

Isso aí são excelentes cenas do clássico The Wizard, que era essencialmente um comercial de uma hora e meia da Nintendo. E essa cena em particular foi um comercial de dois minutos da Power Glove. O periférico vendeu pouco menos de 100 mil cópias no Estados Unidos numa época em que o Nintendo era campeão absoluto de vendas, então dá pra ter uma idéia dos resultados do marketing.

Nem tudo é desgraça: Diz a lenda que Thomas Edison tentou dois milhões de experimentos até chegar na lâmpada incandescente. A Nintendo não foi muito diferente, foram necessários dois fracassos retumbantes até sair um produto baseado na visão de interatividade que eles estavam tentando desenvolver desde os anos 80. E ele está sentado lá na minha sala, tomando poeira enquanto Mario Kart Wii não é lançado.

Quais foram os piores gadgets na opinião de vocês? Sou todo ouvidos.

*O HBD é um site humorístico e nenhum texto publicado aqui deveria ser levado a sério. Assim sendo, não interpretem isso como um incentivo à compra de um N-Gage. Se você quer tanto jogar Super Mario Kart no ônibus, há alternativas menos danosas pra você do que comprar um N-Gage - como por exemplo, assaltar um banco pra arrecadar a grana pra um PSP. 

71 comentários »

Doc FHBD:

Rá!!!!
Primeiro de novo!!! Uhuuuu!!!!
Feliz Natal!!!

December 21st, 2007 | 7:28 pm
alguem:

Bom post.

December 21st, 2007 | 8:12 pm
hello:

whateves mister so good in the house

metade do post em ingles porque ja nao faz um site pro canada entao ao inves de ficar aqui falando em outro edioma com quem fala portugues

soh uma sugestao obrigado

December 21st, 2007 | 8:13 pm

Uma das melhores coisas que o DreamCast nos pôde trazer foi o “Gozei no meu DreamCast”.
Esse fato não precisa de apresentações para a geração da internet discada.

December 21st, 2007 | 8:46 pm
Kenshin Br:

Pode falar mal do DC sim pq ele foi sim um console ruim.

Teve uns jogos ótimos sim, mas não é nem de perto as 1001 maravilhas que o povo fala.

Lembro bem da época. 1999/2000, o DC sofria pra lançar 1 ou 2 jogos bons por mês, enquanto o PS1 e até mesmo o N64 (sim, o N64!) conseguiam emplacar 4, 5, 6, 7, 8 jogos bons por mês. Na verdade, o DC foi violentado sexualmente pelos dois concorrentes da geração passava. Só não lembra disso que os seguistas afetados.

“O DC era tão bom, não sei pq acabou” - Acabou pq até o N64 (sim, o maldito N64!) tinha lançamentos melhores em maior quantidade. São fatos.

December 21st, 2007 | 8:53 pm

Me interessei no Vitual Boy e na Power Glove…
parecem legais.
ashkgskgfhkasgfhg

December 21st, 2007 | 8:58 pm

Meu vizinho tem um Zip Driver!!!
ROFL
Eu fui confirmar.

December 21st, 2007 | 9:03 pm
krain:

Tem muita merda aí, mas falar no side talking ou jogar um jogo corrida com o braço levantado o tempo inteiro, usando a power glove é bizarrice.

E o cuecat nem é um gadget, é só um produto do paraguai de terceira categoria.

December 21st, 2007 | 9:37 pm
Argus:

MEUS OLHOS ESTÃO EXPLODINDO SOCORRO —

Lalala.

December 21st, 2007 | 10:12 pm
Bruno Guedes:

Com uma lista dessa, não fosse o krain aqui em cima, eu ia me esquecer do meu principal clamor aos céus:

*Pose de “NÃÃÃÃÃO” de Darth Vader*

Quem,divindades inexistentes, teria a brilhante idéia de criar um equipamento eletrônico sério que tem a forma de um maldito GATO?!
Sinceramente, só com muita Cannabis.

December 21st, 2007 | 10:26 pm

Nossa, Virtual Boy mereceu muito.

December 21st, 2007 | 10:48 pm

AUHSUHASUH. Aquele controle do Dreamcast era uma tristeza incrível mesmo.

December 21st, 2007 | 10:52 pm
J ã O!:

Eu imagino que eles queriam um local mais inconveniente pra colocar o slot de jogos, mas “um beco mal iluminado na Serra Leoa” exigiria muito do consumidor.

HIUASHDIUAHDOAIEHOAEIHOAISJDOSADK

Eu ri muito disso.

E aliás, esse texto ficou MUITO bom.

December 21st, 2007 | 11:33 pm
Elis:

Gostei muito do textinho, KID.

December 22nd, 2007 | 1:42 am
Elis:

“Sorry, registration is currently disabled.”

Por que não posso entrar no Fórum, KID?

December 22nd, 2007 | 1:45 am

metade do post em ingles porque ja nao faz um site pro canada entao ao inves de ficar aqui falando em outro edioma com quem fala portugues

Aparentemente o cara achou isso, porque nem o português ele compreende direito.

December 22nd, 2007 | 1:56 am
swk:

hey!!!
não é o kevin arnold no comercial da power glove?
OMG!!

December 22nd, 2007 | 5:42 am
J ã O!:

à proposito kid, o site ’sidetalking’ é muito comédia, ri horrores.

Só duas coisas que eu achei estranho no texto: o Ipod Touch e a Super Scope do SNES não estarem na lista.

à proposito, tenho uma Super Scope. Sendo que em toda a minha vida só conheci um cartucho de SNES que dava suporte à tal. Que aliás, foi o que veio de brinde com o gadget.

¬¬’

December 22nd, 2007 | 6:03 am

Gente, eu cheguei a perder 100 mb’s de pura ADRENALINA em forma de videos de DBZ por causa que eu confiei a um Zip Drive os meus preciosos videos - que valorizava muito, tendo em vista que youtube não existia até então e cada video era mimosamente bem cuidado, desde dos primeiros kb’s do download no Imesh.

E, tipo, WTF é aquela clave de fá em cima da porra do cuecat!? Pra quê?!

December 22nd, 2007 | 11:11 am

Porra Kid, o zipdrive foi bem injustiçado neste post.

Entao, de fato, “nem tudo foi desgraça”:
Meu primeiro emprego foi no ano de 1998, num bureau de fotolito. Os 2 empregos seguintes foram em agencias de propaganda. Em todas as que trabalhei/visitei constatei que os zipdrives eram itens obrigatorios pra troca de arquivos grandes, talvez porque os gravadores de CD ainda nao tivessem aportado por aqui. Mas depois o bichinho morreu mesmo… :(

December 22nd, 2007 | 1:47 pm
b4kura:

Iae falar exatamento o que o k-max postou.
O Zip Drive pode ter sido um fracasso, mas no final dos anos 90 editoras Abril e Globo da vida não viviam sem essa porra.

December 22nd, 2007 | 4:16 pm
deadcrow:

Não acredito que você esqueceu dos infames Mini Discs…

December 22nd, 2007 | 4:57 pm
Nix:

“O fracasso do novo formato do N-Gage não impediu a Nokia de planejar a terceira geração do aparelho. Suspeito que eles devolverão a funcionalidade mp3, adicionarão wifi, e permitirão conectividade bluetooth. Por outro lado, cada aparelho virá de fábrica infectado com o vírus HIV.”

http://en.wikipedia.org/wiki/Ngage#Second_generation_N-Gage

December 22nd, 2007 | 6:08 pm
LoL:

AÊ, ótima matéria!

December 22nd, 2007 | 6:19 pm
KID É BURRO MESMO!:

Mais uma matéria porcamente escrita por quem não entende nada do q está falando!

A NINTENDO NÃO TEM NADA A VER COM A POWERGLOVE!!!!!!

FOI A MATTEL QUEM FABRICOU A PORRA DA LUVA!

KID É BICHO BURRO MESMO!

Não sabe não fale merda!

December 22nd, 2007 | 7:22 pm
Kid:

Internet - Serious Business

December 22nd, 2007 | 7:25 pm
Kid:

Por que sera que desconfio que esse comentario acima veio do OuterSpace? Hmmmm…

Nao que faca diferenca - a Nintendo nao produziu a Power Glove diretamente, mas ela autorizou a Mattel e licenciou o produto, ou seja, ela deu o aval de qualquer forma e assinou embaixo da proposta do periferico.

December 22nd, 2007 | 7:27 pm

Ah kid, a Power Glove bem que poderia ser usada nos próximos jogos de Harry Potter… uiaehauiehauieheuihea

December 22nd, 2007 | 7:46 pm
Rauen:

PowerGlove ia ser util pros NerdSpacers obterem uma experiencia mais “realista” com contato relaciondo mulheres, através de jogos pornôs hentai japoneses… tipo.. muitos deles iam provavelmente se sentir realizados e menos frustrados com o mundo a ponto de vir aqui criticar o Kid (QUE AINDA NAO COMPARTILHOU O SEU BACKGROUND!!!) por praticamente terem chego perto do que seria uma relacao sexual (bem) sucedida!

December 23rd, 2007 | 2:14 am
Luigi:

Muito bom esse post.
Alguem sabe se a Digital Convergence faliu por causa do CueCat ou foi por causa de otra ideia retardada?

December 23rd, 2007 | 3:35 am
O observador de petunias:

100 vezes menos jogos não existe, pra isso deveria ser um número negativo de jogos, o certo é 1/100

December 23rd, 2007 | 4:30 am
ANONIMOU:

AFF KID SEU IDIOTA NAO SABE O QUE FALA AFFE SE NAO SABE NAO FINJE OK? VAI TE FUDER _|_

December 23rd, 2007 | 7:50 am

Ah, Kid… sinto muita falta de suas análises críticas e sarcásticas de filmes.

Tu não vai pro cinema não é?

Comenta algum filme ruim aê :D

December 23rd, 2007 | 10:01 am
Argus:

Ah sim, da Nintendo faltou o Famicom Disk System, a câmera e a impressora do Game Boy Color e o R.O.B. Só que acho que esses são fracassos DEMAIS para a sua lista, embora Zelda e Metroid tenham começado no Disk System |:

December 23rd, 2007 | 10:04 am
Argus:

(e eu tenho quase certeza que é “disk”, mesmo, só para deixar claro)

December 23rd, 2007 | 10:05 am
Kid:

@O observador de petunias

Ahn?

Se um console X tem, digamos, um jogo lancado, enquanto o console Y tem 100 jogos, o console X tem cem vezes menos jogos que o console Y. O que eh igual a dizer que o console X tem um centesimo dos jogos do console Y.

A enfase eh no “vezes”, que configura a fracao. Se eu tivesse dito “cem jogos a menos”, ai sim, seria 1 menos 100, resultando em um numero negativo.

December 23rd, 2007 | 12:44 pm

1/100 é exatamente o mesmo que “cem vezes menos”

cruzes, burrice impregnadíssima na internerds

December 23rd, 2007 | 1:55 pm
Delibra:

Os cadastros no fórum foram desabilitados? Então porque existe uma imagem dele com a legenda “Cadastre-se já!” aqui ao lado? :(

December 23rd, 2007 | 2:42 pm
La lá lá:

Me explica ae pq cem vezes menos é negativo? Ou vc entendeu me era cem menos algumna coisa que dava negativo?

December 23rd, 2007 | 2:57 pm
Kid:

Eu acho que ele nao leu o VEZES.

December 23rd, 2007 | 3:01 pm
O observador de petunias:

Se algo tem 100y, uma coisa com 100 vezes menos é algo com -10000y
abraços

December 23rd, 2007 | 5:30 pm
O observador de petunias:

Desculpa se isso é um conceito muito complexo para o pessoal, as vezes me esqueço que não estou na aula de cálculo da USP rsrsrsrsrsrs

December 23rd, 2007 | 5:43 pm
Kid:

Ahhh, entendo o problema do cara - ele ta lendo “menos” no sentido literal matematico. Ou seja, subtracao.

Que tal assim, observador - o console X tem um numero de jogos CEM VEZES MENOR que o console Y?

December 23rd, 2007 | 5:43 pm
Bel:

devia ter uma power glove e power boots prá jogos de lutinha. aí sim ia ser maneiro.

December 23rd, 2007 | 6:28 pm

Você realmente está errado Kid. Todos sabemos que a Power Glove não é obra da nintendo, nem mesmo da matel, e sim de lúcifer, pois era a única forma daquela porcaria inútil ter vendido naquela época.

Excelente texto man, estou respondendo seu email lá agora, abraços!

December 23rd, 2007 | 6:49 pm

Esqueceu alguns em especial…

Neo Geo CD
TV com video-cassete conjugado (não é um gadget em especial, mas whatever…)
Leitor de cartões do GBA…

Enfim, só não me lembro mais…

Ah sim, e quando sai o post das patricinhas?

December 23rd, 2007 | 6:56 pm

[quote]Ah sim, e quando sai o post das patricinhas?[/quote]

“tudo foi embora - incluindo imagens pra um certo post, e o rascunho do mesmo (e outros) que eu mantinha num arquivinho blog.txt no desktop.”
[b]Fonte:[/b] http://hbdia.com/wordpress/?p=796

December 23rd, 2007 | 8:07 pm

Tá ok Ph00k4…

Mas isso não impede de que num futuro próximo, juntamente com o Chinese Democracy e a volta do Rodolfo pros Raimundos, o post das patricinhas seja lançado!

Ou impede?

December 23rd, 2007 | 8:27 pm

Tá, impede…

December 23rd, 2007 | 8:27 pm
Gattuso:

Faltou o artigo que permitia imprimir imagens do seu game boy (eu tinha)

December 23rd, 2007 | 10:26 pm
krain:

Porra, o Kid é matemático tb? wtf

December 23rd, 2007 | 11:38 pm
muito bom:

ahhaha chorei de rir lendo esse post, muito bom mesmo =]

December 24th, 2007 | 12:34 am

Mas isso não impede de que num futuro próximo, juntamente com o Chinese Democracy e a volta do Rodolfo pros Raimundos, o post das patricinhas seja lançado!

O Kid fechou um contrato com a 3D Realms e vai lançar o Post das Patricinhas Intercambistas Escrotíssimas™ junto com o Duke Nukem Forever.

December 24th, 2007 | 9:58 am

Mas porque raios o seu Wii esta tomando poeira, meu querido? Corra pro Best Buy e compre Super Mario Galaxy! Faca esse favor a voce mesmo =)

December 24th, 2007 | 1:59 pm

Uhuuul! Parabéns pelo post! Feliz Natal! Vi seu link no Uêba e gostei muito do seu texto! Voltarei mais vezes! Até!

December 26th, 2007 | 12:53 am
George:

Tenho um importante fato a acrescentar ao Zip Drive.
Ele mesmo sendo ruim e - principalmente - mesmo sendo caro, ainda obteve uma razoavel quantidade de vendas aqui no Brasil, pois era cool. Além de ser algo novo, moderno e caro contava com o “fator pronúncia”. Zip DrAive. Sabe como eh povo sem cultura, neh. :)

December 26th, 2007 | 1:22 am
Augusto:

Muito legal o seu post. Seguinte realmente faltou falar do minidisc - MD…rsrs, tive um amigo q comprou dois aparelhos de gravação, pensando q seria o futuro… mais um mito q nasceu morto.

December 26th, 2007 | 4:37 pm
Ancião:

Como tem FDP que gosta de ficar falando:
Ai o Deamcast…Véio a empresa chama “Sega”, tenho nojo de “ista”…esse monte de plastico foi mais um desperdiçio de dinheiro e tempo!!! Só serviu pa nerd e cdf enfiar no…. e gozar em cima!!!

December 26th, 2007 | 6:05 pm
julio:

tenho que discordar no que disse a respeito do zip drive… os zipdrives externos eram realmente ruins, e são até hje, pois ainda são vendidos, agora em versão usb… agora o zipdrive interno (usa interface IDE igual HD) é muito bom, é uma excelente alternativa para backup de dados de programas de gestão de micro e pequenas empresas… daí podem me dizer: “ah mas hje existe gravadoras de cd e dvd!”, tudo bem, mas todos sabemos que pra gravar cd/dvd é preciso usar um programa especifico de gravação de cd/dvd, enquanto que qualquer programador de quinta categoria pode programar seu software de gestão pra fazer backup em uma mídia magnética como zip drive… tenho muitos clientes que utilizam como forma de backup, e sempre que precisamos recuperar dados, eles estavam íntegros!
o resto dos gadgets realmente é bizarrice

December 26th, 2007 | 6:42 pm
Michel:

Você está REDONDAMENTE enganado ao descer a lenha no zip drive, ele funciona muito bem sim ( atualmente ainda preciso dele para transporte de dados em situações inusitadas) o meu é externo e funciona pela porta paralela, e NUNCA me deixou na mão. Verifique com mais cuidado suas referências.

December 27th, 2007 | 12:37 am
Bob Espumone:

Pelo amor de Deus galera!!! Zip Drive nunca foi a frente porque é muito limitado mesmo. E se vcs não tiveram problemas com ele, parabéns, seus afortunado danadinhos! =D
E se antes já não era uma solução muito viável, hoje em dia menos ainda. Nem vou citar os gravadores de cd ou dvd, pois precisam de programas, como disse o amigo acima, mas todos sabem que um pen drive de 1gb, 2gb e 4gb, já podem ser achados por menos de 200,00 e são mais rápidos, mais práticos de carregar e funciona em qualquer pc. Quem tem o seu, legal, nada contra, mas não vale nem um pouco a pena investir numa peça dessas nova.

December 27th, 2007 | 12:53 am

Vejo defensores ferrenhos dos Zip Drives em meados de 2007…

December 28th, 2007 | 5:34 am
bejega:

Eu tive uma experiência de quase morte jogando tênios com Yoshi no Virtual Boy.
Até hoje tenho alucinações noturnas…

December 28th, 2007 | 10:40 am
Kid:

Ahahah eu não sabia que o zip drive tinha deixado tantos viúvos… eu esperava mais choradeira dos donos de dreamcast.

December 28th, 2007 | 12:10 pm
Juca:

Concordo com tudo menos com o Zip Drive. Não sei se você usou computadores na época em que eles tinham HD de 500Mb. Nessa época a gravação de cds ainda era muito cara, então os Zip Drives de 100Mb era MUITO úteis. Quase todos os escritórios que trabalhavam com informática na época tinham um Zip Drive.
Hoje ele pode parecer brincadeira, mas para a época ele foi muito útil.

December 28th, 2007 | 5:21 pm
Nem:

“A intenção da Sega era pôr o Dreamcast pra competir com o Playstation e o Nintendo 64″

Se apressou tanto pra fazer o flame e esqueceu que o DC faz parte da mesma geração do PS2 hahaha. Quem competia com psx e n64 era o SATURNO, voce conhece?

Tecnologicamente falando ele estava na “geração” do PS2. Porém na prática a Sega lançou o Dreamcast pra concorrer com o PS e N64, ela mesmo declarou isso. Acontece que isso aconteceu muito tarde, e o PS2 já estava em vias de ser lançado.

December 29th, 2007 | 3:04 pm
Nath:

Meu amigo tem N-Gage.
A gente tava andando no centro da cidade uma vez e ele disse: “Tão me ligando.”
E correu pra uma farmácia pra atender o telefone em algum lugar protegido do olhares… coitado :/

December 31st, 2007 | 5:02 am
julio:

quando eu disse que descordava do post no que dizia a respeito do zpdrive, eu não quis dizer que defendo ele até hoje…
claro que hoje ele está ultrapassado, como disse nosso amigo aí pra cima, os pendrives são a melhor solução de backup ou transporte de dados…
o que eu quis dizer é exatamente o que disse outro colega em seu comentário: na época de seu lançamento, ele foi extremamente útil, e quem utilizou ainda utiliza, pq foi um gadget de valores práticos agregados pra aquela época: mobilidade, alta capacidade e segurança (suportava até NTFS, coisa que os pendrives em pleno 2007 nao suportam)!
assim como o SNES por exemplo, teve seus valores indiscutiveis, acredito que o zipdrive tambem teve os seus!
abraços

January 2nd, 2008 | 1:03 pm
gil:

Realmente o Ngage não deu muito certo no inicio, exatamente pq a Nokia quis criar um console de game, mas agora a coisa mudou de figura, a nokia simplesmente agregou um recurso a mais nos seus novos Nserie, achei totalmente sem noção vc falar que quem compra um celular com Ngage é pq não tem dinheiro para comprar um PSP, hoje em dia um celular q roda Ngage custa muito mais q um PSP, ex: N95/N82/N81 etc…

February 29th, 2008 | 5:45 pm
André:

“Nem tudo é desgraça: No caso do Virtual Boy, tudo foi uma desgraça.”

Hilário

August 18th, 2008 | 7:48 pm
Tio Greg:

Lendo esse artigo, me lembrei d um negócio que a Sega lançou junto com o game de luta “Eternal Champions”, como que era o nome…

AH, lembrei… Era “Activator”.

Alguém lembra disso?
Alias… Alguém COMPROU isso?

August 26th, 2008 | 1:49 pm
Falaí, rapaz

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