O dia em que eu me fodi, parte 2
Escrito por Kid on Dec 29, 2008
No último capítulo, você acompanhou estupefato a narrativa da forma mais mongol que um ser humano jamais se machucou antes – eu cai da cama enquanto a arrumava. Me arrastei em dor até até o quarto do meu irmão, reuni todas as minhas forças pra esmurrar a porta e acorda-lo, e com o nariz colado no carpete implorei por ajuda ao meio de berros desesperados.
Retrospectiva dos meus gadgets
Escrito por Kid on Dec 26, 2008
A segunda parte do post anterior já está escrita. Antes de publicá-la, me deu vontade de escrever outra coisa.
Tava batendo um papo MSNístico com amiguinhos brasileiros e gringos neste pós-Natal e averiguei que, dentre meus chegados que não tinham nenhum tipo de aparelho digital destinado a reprodução musical, 95% deles ganhou um.
É espantoso o quanto MP3 players se baratearam nos últimos anos. Encontrei esta imagem do meu primeiro MP3 ever:
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O dia em que eu me fodi, parte 1
Escrito por Kid on Dec 24, 2008
Era uma sexta feira, meu dia de folga. A namorada estava no trabalho, meu irmão sairia pro dele em poucos minutos, e em breve a casa repousaria no mais profundo silêncio e paz. O almoço já havia sido preparado horas antes pela muié, era o ambiente perfeito pra um cidadão passar um dia inteiro sem fazer coisa alguma, perambulando preguiçosamente pela casa trajando as cuecas do dia anterior.
Após pular pra mesa do computador e chamar todos os twitters que me seguem de fags (minha costumeira rotina matutina), dei uma olhada ao redor do quarto e decidi que a profunda bagunça que envolvia cada centímetro quadrado do ambiente estava me incomodando um pouco. Meu quarto está preso numa estranha dimensão paralela em que, a despeito de qualquer esforço de limpeza, o nível de entropia é sempre máximo.
Roupas espalhadas pelo chão, cama desfeita, peças de computador e cartas de Magic embaixo da TV, livros jogados aos cantos, action figures empoeirados da mesa do meu computador, toalhas penduradas na maçaneta, incontáveis balinhas de armas de pressão e inexplicáveis pecinhas de LEGO embaixo da cama e em suas adjacências, que eu insisto em pisar em cima. Já pisou descalço numa pecinha de LEGO? Não é exatamente a melhor sensação do mundo.
Por mais que tentemos arrumar o quarto, é uma questão de minutos até que esteja tudo bagunçado mais uma vez. É uma luta perdida.

E isso é o que dá pra considerar “arrumado”
Então tentamos nos acostumar a dormir no meio da desordem. Naquele dia entretanto, num raro exercício de lógica altruísta, decidi que minha namorada já trabalha bastante arrumando a minha parte da bagunça, lavando minhas roupas e fazendo minha comida. Resolvi por a preguiça de lado temporariamente e tentar domar a bagunça perene dos nossos aposentos, como forma de agrado à namorada – uma boa ação que ela provavelmente recompensaria com sexo, que é (vamos ser sinceros) o único motivo pelo qual um homem faz qualquer coisa pra uma mulher que não seja sua mãe, irmã ou avó.
“Eu não estaria realmente arrumando o quarto”, pensei com meus botões, “e sim investindo no entretenimento futuro”.
Mal sabia eu que 30 minutos mais tarde essa decisão tão trivial me colocaria dentro de uma ambulância, imobilizado numa maca, inalando gás analgésico com uma intravenosa enfiada nas costas da mão.
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5 motivos pelos quais namoro à distância é uma merda
Escrito por Kid on Dec 18, 2008
Se você é como eu, você deve passar uma boa parte do seu tempo visitando fóruns de discussão na internet. Fóruns são uma ótima forma de adquirir uma montanha de opiniões sobre diversos assuntos em que os opinadores obviamente não têm qualquer conhecimento, embora isso não os impeça de falar com a pompa de um especialista. Não importa o assunto sendo debatido (Pontes de hidrogênio? Acasalamento de maripousas norte-americanas? O padrão da bolsa de valores de New York?), sempre aparecerá alguém disposto a se pintar como um profundo expert no negócio.
E um debate que aparece com frequência preocupante é – Namoros à distância valem a pena? Pode ter certeza que o seu fórum favorito já viu pelo menos 5 tópicos sobre o assunto.
Não duvide de mim, seu corno. Abra um fórum qualquer, dirija-se à barra de busca e pesquise o termo. Tente as diversas grafias “alternativas” da expressão (”namoru há distânsia”, por exemplo) porque afinal de contas não podemos dar muito crédito às habilidades gramaticais dos habitantes de uma nação que transformaram o orkut em mania nacional. Clique em SEARCH e você verá que eu, como sempre, estou certo.
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Orions: Legend of the Wizards
Escrito por Kid on Dec 17, 2008
Em primeiro lugar: sim, eu entendo que você talvez não tenha um iPhone ou um iPod touch e que por isso uma recomendação de um jogo pra plataforma seja tão útil quanto uma caixa de absorventes no vestiário do Corinthians. Acontece que eu sou um fervente entusiasta dos developers “peixe pequeno” que pipocam na AppStore com jogos que são tão maravilhosos quanto são underrated, e seria um crime não dividir essa informação com vocês.

O screenshot acima pertence a Orions: Legend of the Wizards, lançado há poucos dias na AppStore americana. As resenhas que os compradores anteriores deixaram na AppStore eram bem sucinta, mas elas chamaram a minha atenção por equivaleram o jogo a Magic: The Gathering, um dos esportes nerds mais populares do mundo. Sendo um ex-viciado em M:TG (”ex” puramente pela atual falta de companheiros de jogo), resolvi que isso era tudo que eu precisava saber pra comprar o tal Orions.
Vou começar essa resenha pela conclusão – este jogo foi os melhores dois dólares que gastei em toda a minha vida.
Sério. Jamais uma quantia tão irrisória me serviu com tanto conteúdo de entretenimento. Se o jogo custasse o dobro ou o triplo do preço da etiqueta, eu ainda me sentiria satisfeito com a compra.
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Profissão: Blogueiro
Escrito por Kid on Dec 10, 2008
E finalmente aconteceu – a Globo aparentemente acabou de descobrir esses tais de “blogs”.
Há muita coisa pra aloprar nesse vídeo – em particular, o embaraço do GraveHeart, que como os outros blogueiros da matéria foram instruídos a ler um statement escrito previamente e acabou saindo extremamente artificial, ou a menininha lá no meio da reportagem que não é importante o bastante pra que eu saiba quem é, aparentemente deslumbrada com o fato de que ganha “entre 300 e 1000 reais por mês (…) e pode sair sem depender de ninguém!”.
Deve ser sensacional viver com esse tipo de insegurança financeira, sem saber se a renda mensal terá 3 ou 4 dígitos. Uma puta aventura, imagino.
Entretanto, esses trechos são apenas marginais ao ponto principal desse texto.
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10 lorotas em que todos caímos
Escrito por Kid on Dec 1, 2008
Rumores urbanos são relativamente fáceis de criar. O processo é sempre o mesmo – alguém interpreta erroneamente uma nota noticiosa, ou um resultado de uma experiência científica, ou um factóide oferecido numa obra de ficção, e passa a vaticinar a má interpretação como se fosse fato verificado. Antes que você perceba, a população em geral acredita e perpetua tais contos como se fossem fatos historicamente documentados.
A nossa única proteção contra lendas urbanas é o fato de que elas costumam carregar um ou mais elementos extraordinários. Uma boa parte de nós tem aquela às vezes irritante porém fundamental característica de questionar imediatamente qualquer coisa que ouvimos – especialmente as extraordinárias. Estes indivíduos são menos propensos a acreditarem em lendas urbanas, e pode ter certeza que após ouvir uma o sujeito se encontrará googleando furiosamente para averiguar a veracidade da história.
Por causa disso, os factóides mais insidiosos são justamente os que não trazem nenhum elemento extraordinário; elas não registram no nosso detector de lorotas e passam totalmente despercebidas. E pior, esse tipo de mito contemporâneo geralmente é repassado com uma maquiagem científica/histórica (ou foi repetido tantas vezes ao longo dos anos) que nos torna mais vulneráveis a ele.
Este texto examinará algumas destas lendas, tenho plena certeza que você já ouviu – e acredita em – ao menos uma delas.
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Melhores textos
Fui pro casamento de um amigo meu na sequência de umas 30 horas sem dormir. Como se pode imaginar, eu me fodi todo. Leia isso aí.
Esta é a maior pérola do cinema asiático e sua vida será infeliz eternamente se você não parar o que está fazendo e ler este texto.
Me ajude a solucionar este mistério que assola a humanidade desde seu primórdio. Clique aí.
Se você é gamer e acabou de comprar um iPhone ou um iPod touch, é exatamente este link que você quer clicar. Manda brasa.
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