Top 4 pessoas polêmicas que se foderam no final

Escrito por Kid on Apr 18, 2009

Os alemães, sendo o povo amável e que jamais fez mal a ninguém nesse mundo, tem uma palavra curiosa no vocabulário deles: schadefreude. Os resultados da minha extensiva pesquisa (leia-se “os quinze segundos que passei na wikipedia lendo sobre o assunto, até lembrar que há jogos piratas e pornografia gratuita na internet”) são inconclusivos até agora, mas parece que o verbete é exclusivo aos krauts.

Sabe quando você descobre que uma ex-namorada sua foi chutada pelo atual parceiro, diagnosticada com lepra, perdeu o emprego e se viu obrigada a morar de favor com os pais? Este sorriso que habita no seu rosto após ouvir tais notícias é senão uma cortesia do tal schadefreude, que significa “aquela alegria que todos nós sentimos ao descobrir que um desafeto se fodeu bonitamente”.

A história contemporânea está repleta de pessoas cuja desgraça provocou bastante alegria a milhares de pessoas, justamente porque seu comportamento polêmico desafiou a sorte por muito tempo.

Hoje nós vamos dar uma olhadinha no desastre em que suas vidas se transformaram. Sinta-se à vontade para esboçar um largo sorriso e se sentir superior.

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Dossiê da Ida ao Brasil, parte 1

Escrito por Kid on Apr 16, 2009

A viagem ao Brasil começou da mesma forma como todas as minhas viagens começam – com uma furiosa checagem e rechecagem de todos os pertences eletrônicos que desejo levar comigo.

Sou um viciado em tecnologia E um paranóico em estado clínico de obsessividade-compulsividade. Essa combinação de personalidades revela-se especialmente prejudicante quando estou prestes a viajar – ao mesmo tempo que quero levar o máximo de gadgets possíveis comigo, só descanso quando verifiquei (múltplas vezes) que não estou deixando nenhum techtoy para trás.

A grande ironia – que não deixou de se repetir nesta viagem, aliás – é que eu acabo não usando nada do que trago comigo. O iPhone por exemplo serviu apenas como mp3 player durante os vôos; o PSP saiu da mochila apenas pra ser exibido e manuseado pelos primos que também veneram tecnologia. Os dois controles USB que trouxe comigo, em preparativos pra domar o tédio a bordo das aeronaves por intermédio de emuladores de SNES, ficaram dentro da mochila o tempo inteiro e só vieram pra fora na tradicional checagem e rechecagem do dia da viagem de volta.

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The times, they are a-changin

Escrito por Kid on Apr 10, 2009

Janeiro, 2009

Abril, 2009

Conversando com o Eden, percebi que há um grande componente de autorealização. O usuário de scripts para aumentar sua troupe de seguidores no Twitter é imune a críticas, ele não quer ver o ser visto, nem quer ser reconhecido. Seu maior alvo a impressionar é o espelho.

E não há nada de errado com isso. Todo mundo que já fez algo relevante no mundo o fez para se sentir bem, por mais abnegado que o sujeito seja, no fundo ele se orgulha internamente do que está fazendo. O problema é que os anos passam, as pessoas se tornam mais medíocres e os feitos necessários para que sintam esse sentimento de realização se tornam igualmente medíocres.

(…)

Então, Script Kiddies, escutem Tio Cardoso: Não tenho problemas com os MEIOS que vocês usam para atingir seus objetivos. Só por favor sejam menos medíocres e sonhem mais alto.

Se eu entendi bem a mensagem do post do Cardoso – e por favor me corrijam se eu não entendi -, ela trazia a idéia de que, a despeito dos métodos usados pelos script kiddies pra inflar o seu número de seguidores, esse objetivo em si (angariar mais números internéticos) é medíocre. Extrapolando, eu imagino que a mensagem do blogueiro é que a importância dada aos tais números é algo retardado.

E eu não podia concordar mais. Concluo, portanto, que o Cardoso compartilha da mesma opinião que eu – que essa importância exacerbada que alguns parecem dar aos próprios méritos virtuais (e também aos números virtuais que eles usam como medidores da própria relevância) é coisa de gente medíocre, rasteira, com baixas ambições.

Achei curiosa essa mudança de ideologia, praticamente beirando à dissonância cognitiva. Há muito pouco tempo atrás, a doutrina vigente era “fulano não vale tanto quanto eu, visto que tem menos de um décimo dos meus followers. Este número define minha importância na internet, algo de valor incomensurável que provoca inveja nos meus desafetos”. Bastou os vira-latas se verem de posse dos mesmos números, e a coisa mudou pra “estou acima dessa estima exagerada que a plebe tem por números intangiveis na internet”.

Bom, ao menos nós concordamos nesse ponto – qualquer pessoa que acha validação pessoal em números virtuais e uma auto-declarada importância internética é um retardado.


O retorno ao Canadá – prólogo

Escrito por Kid on Apr 3, 2009

Antes que eu publique um mega-dossiê para meus caros amiguinhos brasileiros detalhando minuciosamente o meu retorno às terras brasileiras, é necessário relatar uma história engraçada que aconteceu durante o embarque de volta à Canadalândia. É uma linda história sobre tradicional falta de educação brasileira, e sobre não se acanhar e dizer pra uma pessoa mal educada exatamente aquilo que ela precisa ouvir.

E, melhor ainda, diante de uma platéia. Foi um acontecimento tão fenomenalmente satisfatório que, mal passados dois segundos de seu término, o primeiro pensamento que me veio à mente foi “TENHO QUE ESCREVER SOBRE ISSO”.

Aprume-se na cadeira, você está a um clique de distância de ler a minha historinha.

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