Retrospectiva HBD 2009
Escrito por Kid on Dec 31, 2009
Puta que pariu vocês, ein? Mal entrei no ramo literário e já tou sofrendo com pirataria. Se bem que o fato de que tem tanta gente no desespero pra ler um rascunho tosco de um livro de blogueiro deveria me deixar é lisonjeado e não revoltado. Enfim.
Se você está lendo este texto, parabéns! Ao contrário de Michael Jackson, Farrah Fawcett, o tiozinho que interpretava o Lester no Mundo de Beakman e a Brittany Murphy, você sobreviveu 2009.
Entretanto você deve estar pensando “Kid ou Izzy Nobre ou seja lá qual é o seu pseudônimo internético esta semana, estive tão ocupado sobrevivendo 2009 que não tive tempo de ler esta sua merda de diário virtual weblog. Aliás ‘blogs’ já perderam a graça, morra”.
Não se estresse. Pensando no seu bem estar (e não apenas indo nesse clichê de fim de ano), fiz uma retrospectiva AgáBêDê. Abaixo, os eventos relevantes que abalaram minha vida virtual neste querido 2009 que se vai. Adoce a gosto, serve doze pessoas.
Ou DOUZE. Já notaram esse hábito (acho que é carioca) de dizer “DOUZE”? E “culégio”? “Guverno”? Cruzes, cariocas são uma espécie asquerosa.
Aí está uma lista de todos os acontecimentos interessantes do HBD em 2009. Clique rápido, porque já já o ano acaba e o post se tornará irrelevante.
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As Patricinhas Intercambistas
Escrito por Kid on Oct 26, 2009
Yep. Você leu o título. O dia chegou. A partir de hoje as brincadeiras perderam seu sentido. Toda uma era literalmente acabou.
Pelos últimos quatro anos, as Patricinhas Intercambistas foram mencionadas por vocês um sem-número de vezes, consolidando a expressão como parte do folclore popular do HBD (e ao mesmo tempo confundindo os leitores novatos ao ponto de que eu tive que explicar quem ela eram no FAQ do site). Eis a descrição que coloquei lá:
Quem são as tais patricinhas intercambistas escrotas que os leitores sempre mencionam nos comentários?
Longa história, camarada. Resumidamente foi o seguinte – em 2005, eu conheci três garotas que moravam em Oshawa, Ontario. Elas conheciam meu site, me adicionaram no MSN, e me convidaram pra ir a Toronto fazer compras com elas.
E os eventos que se passaram naquela tarde, cujos detalhes nunca revelei mas prometi elucidar num post, renderam-nas a alcunha de “patricinhas intercambistas escrotas”. Os leitores aguardam a explicação da história há ANOS, e por isso mencionam as meninas como uma forma de me provocar a finalmente escrever o texto.
E eu tou escrevendo, porra. Mas, como diria a 3DRealms sobre o Duke Nukem Forever, “it’ll be ready when it’s ready“.
Coloquei essa breve explicação no FAQ e deixei o assunto fermentar.
Bem, se passaram quatro anos. Devo-lhes a explicação.
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Top 3 Práticas Medicinais Medievais Assustadoras
Escrito por Kid on Sep 22, 2009
Quando eu era moleque, eu sempre dizia que queria ser “um cientista” quando adultos me perguntavam o que eu queria ser quando crescesse. Não importava que ramo científico eu praticaria. “Um cientista, tia!”.
Ora, mas que tipo de ciência? Astronomia? Bioquímica? Herpetologia (que, por algum estranho mistério, é a ciência das cobras e sapos e lagartos, e não da herpes)? Eu não sabia. Meu contato com a “ciência” se resumia a filmes em que um sujeito com óculos e um jaleco branco explicava alguma situação usando termos bem científicos e importantes como “exponencialmente” ou “microorganismos” ou “nitroglicerina”. Aí o mocinho reclama dos termos complicados e o cientista explica de forma mais simples – “Vamos todos morrer a menos que você faça X”. Aí ele vai, faz, ninguém morre e o filme acaba.
Eu queria ser aquele cara. Eu queria trabalhar num laboratório, usar um microscópio, saber palavras importantes e explicar coisas complicadas pros outros. Afinal, eu já usava óculos mesmo, obviamente o resto devia ser mais fácil (estudar algum ramo científico por dez anos e arrumar emprego numa empresa relacionada ao meu ramo de estudo).
Ontem, eu decidi que queria ser outra coisa – Um paramédico. Assim, eu poderia prestar melhor socorro à minha noiva, que quase quebrou o pescoço por minha causa.
Calcinhas, cuecas e confusão
Escrito por Kid on Jul 31, 2009
Tudo começou com tanta inocência que você nem acreditaria.

E você não imagina a confusão resultante. É o tipo de coisa que só podia acontecer mesmo num país sexualmente confuso como o nosso Brasilzão, onde imagens de mulheres rebolando sem calcinha em via pública sendo transmitido em rede nacional é completamente normal e parte da nossa cultura, mas meninas flagradas em momentos de intimidade com o namorado são vagabundas que não se dão o respeito e merecem ser hostilizada em seus perfis no orkut.
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As 5 Grandes Revoluções da Internet
Escrito por Kid on Jan 26, 2009
Hoje em dia, qualquer paspalho que quer soar como se entendesse bastante da internet apela imediatamente pro bordão “web 2.0″. Usar o termo como enchedor de linguiça vem se tornando um hábito insistente da mídia especializada, ao ponto de que a expressão já começa a ser usada como uma paródia dela mesma (análogo ao hábito de pontuar frases com “!!!!11111//”, simulando e satirizando empolgação juvenil).
Web 2.0 é um sinônimo de inovação no meio internético, sim, isso é óbvio. Qualquer pessoa com mínimas faculdades mentais consegue chegar a essa conclusão graças ao contexto em que o termo sempre está inserido. Web 2.0 implica num upgrade, numa versão atualizada do que supõe-se tratar de uma inferior Web 1.0, ou talvez até Web 0.98 alpha build.
Mas tu sabe o que a expressão realmente significa?
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“Se sua estrela não brilha…”
Escrito por Kid on Jan 22, 2009
A esta altura qualquer pessoa que conheça o termo “blog” e tenha uma conta no twitter deve estar ciente (queira ou não) da histórica rixa entre blogueiros remunerados e a turma que simplesmente gosta de escrever na internet.
Eu já me pronunciei sobre a status quo da blogosfera nacional suficientemente pra que todos que me conhecem sabem que não, eu não tenho nada contra ser remunerado por escrever em blogs. Não há nada de errado ou vergonhoso em ganhar seu sustento de forma honesta.
É a inevitável atitude de arrogância que me dá vontade de me pronunciar contra a turminha que se acha completamente realizada na vida porque recebem dinheiro em quantias variáveis por vender espaço pra anúncios em seus blogs.
(Tudo enquanto batem no peito e se auto-declaram o “novo jornalismo”, a suposta crescente tendência que põe terror no coração da mídia tradicional.)
A deliciosa ironia embutida nessa situação é que os auto-denominados “jornalistas alternativos” possuem poder retórico e eloquência que mal rivaliza aquela apresentada por motoristas de caminhão.

Chego a ficar decepcionado com isso.
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5 motivos pelos quais namoro à distância é uma merda
Escrito por Kid on Dec 18, 2008
Se você é como eu, você deve passar uma boa parte do seu tempo visitando fóruns de discussão na internet. Fóruns são uma ótima forma de adquirir uma montanha de opiniões sobre diversos assuntos em que os opinadores obviamente não têm qualquer conhecimento, embora isso não os impeça de falar com a pompa de um especialista. Não importa o assunto sendo debatido (Pontes de hidrogênio? Acasalamento de maripousas norte-americanas? O padrão da bolsa de valores de New York?), sempre aparecerá alguém disposto a se pintar como um profundo expert no negócio.
E um debate que aparece com frequência preocupante é – Namoros à distância valem a pena? Pode ter certeza que o seu fórum favorito já viu pelo menos 5 tópicos sobre o assunto.
Não duvide de mim, seu corno. Abra um fórum qualquer, dirija-se à barra de busca e pesquise o termo. Tente as diversas grafias “alternativas” da expressão (”namoru há distânsia”, por exemplo) porque afinal de contas não podemos dar muito crédito às habilidades gramaticais dos habitantes de uma nação que transformaram o orkut em mania nacional. Clique em SEARCH e você verá que eu, como sempre, estou certo.
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Internet: Serious Business…?
Escrito por Kid on Nov 16, 2008
Se você passear por fóruns, comentários de blog, chats do Yahoo Live, imageboards ou qualquer outro lugar em que internautas são dados os privilégio de se comunicar, três expressões amplamente usadas vão rapidamente saltar à sua atenção:
“Faggot”, “nigger” e “(internet:) serious business”.
Faggot significa “viado”, nigger é uma versão extra-ofensiva de “crioulo” (e simultaneamente uma das poucas palavras que têm o poder mágico de produzir uma bala ou faca dentro do seu corpo quando pronunciada em certas áreas nos Estados Unidos), e internet: serious business se refere ao hábito de dar muita importância a eventos ocorridos no meio virtual.
Além do fato de que a onipresença de termos pejorativos na internet (já vi vídeos no youtube com 4 páginas de comentários repletas de nada além de “faggot!!111″, em diversos níveis de erros de soletragem) explica bastante sobre a natureza humana, a frequência e descaso com os quais internautas jogam esses termos uns contra os outros me deixou bastante pensativo outro dia.
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Homens de Bem
Escrito por Kid on Oct 23, 2008
Mais de uma vez aqui neste singelo website eu falei sobre o fenômeno internético dos Power Rangers Virtuais, termo que eu cunhei quando me pronunciei sobre o assunto pela primeira vez e venho fazendo lobby pra que seja adotado por toda a internet como termo chacotístico oficial.
Pra quem não lembra e tem preguiça de clicar em links, a Síndrome dos Power Rangers Virtuais se caracteriza como um distúrbio psico-social que provoca no portador um estranho senso de responsabilidade em relação à internet. Um Power Ranger Virtual é alguém completamente convencido de que alguém (ele) deveria estabelecer a moral e os bons costumes na internet, afinal, a internet é serious business.
Como o ambiente da web 2.0 tornou bastante fácil colocar uma página no ar pra servir como estandarte pra qualquer coisa, o sujeito dedica então quinze segundos pra criar uma comunidade no orkut ou um blog no Wordpress e pronto – seu grupo agora tem um quartel general e, consequentemente, legitimidade.

Hoje veio a meu conhecimento a mais nova faceta desse curioso e lastimável fenômeno – o grupo conhecido como “Homens de Bem”, que miseravelmente divide letras com a sigla do meu blog.
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PhotoSwapeando
Escrito por Kid on Sep 29, 2008
Ontem lendo o fórum do SomethingAwful descobri um programinha muitíssimo peculiar pro iPhone. O nome do aplicativo é PhotoSwap, e está disponível gratuitamente na AppStore.
O programa tem uma premissa bastante simples, e a parte técnica por trás do negócio é mais simples ainda. Não há nenhuma aplicação prática pro programa. Não é um utilitário de produtividade e também não é um jogo. E apesar de ser utilizado em rede com outras pessoas, o troço é simples demais e não há infraestrutura o suficiente que o confira o patamar de programa de social networking.
Ele usa o hardware do iPhone de uma forma bem ordinária e na real, esse programa poderia existir em qualquer celular. É bem capaz de já existir algo equivalente em outras plataformas.
Apesar de tudo isso, PhotoSwap é um dos programas mais divertidos que usei no iPhone, e na verdade em qualquer aparelho eletrônico portátil pra ser mais exato. Fui dormir tarde por causa dessa porra, e passei o dia inteiro no trabalho brincando com o negócio.
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Sou um saudosista sem cura
Escrito por Kid on Aug 25, 2008
Dizem que nostalgia é uma forma de escape, não muito diferente da literatura ou da cinefilia. Os sábios (e os auto-proclamados sábios, o que é bastante diferente) pregam que a nostalgia é um reflexo da sua falta de habilidade de encontrar felicidade na sua vida atual.
Supostamente, quando o sujeito é muito insatisfeito com a sua condição presente, a mente se apega a eras passadas, romantizando aquele período como se fosse o melhor da sua vida – a despeito do fato de que provavelmente não era.
Discordo desse prognóstico, porque eu me considero bastante satisfeito com a minha vida atual. Entretanto, se os intelectuais estiverem certos, eu devo ser MUITO infeliz, porque eu tenho saudade de MUITA coisa.
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Perca Dinheiro Já, Pergunte-me Como
Escrito por Kid on Jul 31, 2008
Se você gostaria de saber mais sobre a Herbalife e entender exatamente por que deveria se manter longe dela, você está no lugar certo. O texto que você está prestes a ler poderá te salvar de uma dívida exorbitante, ou de embaraçamento publico perante seu círculo social.

Não é a primeira vez que escrevo sobre o golpe de pirâmide vendido pela Herbalife. Porém, ao contrário do outro texto, neste aqui não debaterei minha experiência pessoal com a empresa. Ao invés disso, o foco serão as tecnicalidades inerentes ao modelo de negócio oferecido pela Herbalife e seus “distribuidores independentes”.
Tentarei manter o texto conciso e objetivo, porque meu desejo é que ele se torne uma referência aos interessados em compreender melhor a parada. Me sentirei realizado se alguém linkar este texto pra qualquer amigo e conhecido que tenha revelado interesse em se juntar à Herbalife. Se ao menos UMA pessoa que leia este texto entenda que participar da Herbalife seria um grande erro financeiro, me darei por satisfeito.
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Internet – Sendo levada a sério desde 1995
Escrito por Kid on Jul 4, 2008
Quem me conhece sabe que se tem um comportamento internético que me aborrece é essa onda de levar o meio virtual a sério.
Levar a internet a sério não é nada novo; qualquer pessoa que tenha participado de uma BBS no comecinho dos anos 90 deve lembrar o quanto era fácil ver gente perdendo as estribeiras por causa de um comentário maldoso de um estranho qualquer. Foi apenas recentemente, com a mainstreamização da internet e a facilidade de identificar internautas no mundo real, que as coisas começaram a descambar pra um nível mais tangível.
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Rock Band
Escrito por Kid on May 21, 2008
Então, fiz outro videozinho de Rock Band.
Pra quem não sabe, Rock Band é um jogo na mesma veia de Guitar Hero, porém ele emula mais do que dois guitarristas sofrendo ao tentar acompanhar Freebird enquanto a platéia vaia a cada nota errada.
Em Rock Band, e os Sherlock Holmes entre vocês já devem ter concluído, você toca com uma banda inteira: bateria, contrabaixo, guitarra e vocais. Como ainda não obtive êxito nas minhas experiências de auto-clonagem, vocês terão que me assistir tocando apenas a bateria.
Roda o VT, pikachu!
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Internet e gente doida
Escrito por Kid on May 14, 2008
Hoje vou contar pra vocês uma história de uma célebre blogueira que se tornou famosa não pelos seus atributos literários (ou por qualquer outro atributo ou qualidade louvável, na verdade), e sim pela sua total insanidade, que é rivalizada apenas pelos mendigos loucos que passam o dia todo comendo papelão e gritando contra o vento lá no centro da cidade.
Quero deixar bem claro que o motivo pelo qual eu nunca mais havia me pronunciado sobre a história é que eu simplesmente não quero dar a ela aquilo que ela tanto mendiga na internet – atenção. Entretanto, veio recentemente ao meu conhecimento o fato de que ela não apenas vive falando de mim no seu blog, mas também em algumas comunidades do orkut.
Isso pra não mencionar que, como boa filha da puta sem argumentos que ela é, a mulher não se limita a me atacar, mas fala da minha família também. Em particular, ela gratuitamente chamou minha mãe (que é 20 anos mais nova que ela) de “velha” e analfabeta – apesar do fato que ela não conhece minha mãe. Como você pode ver, apesar de sua idade quase geológica a Tina não perde a oportunidade de se comportar como uma criança de seis anos.
Então foda-se. Acho que é minha vez de expor o caso. Como tenho um pouco mais de classe que a meretriz, não mencionarei membros da família dela. Isso é, com exceção do marido dela, que ela insiste em meter na história.
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Trust me, I’m a doctor
Escrito por Kid on Apr 7, 2008
Quando eu era moleque, eu sempre dizia que queria ser “um cientista” quando adultos me perguntavam o que eu queria ser quando crescesse. Não importava que ramo científico eu praticaria. “Um cientista, tia!”.
Ora, mas que tipo de ciência? Astronomia? Bioquímica? Herpetologia (que, por algum estranho mistério, é a ciência das cobras e sapos e lagartos, e não da herpes)? Eu não sabia. Meu contato com a “ciência” se resumia a filmes em que um sujeito com óculos e um jaleco branco explicava alguma situação usando termos bem científicos e importantes como “exponencialmente” ou “microorganismos” ou “nitroglicerina”. Aí o mocinho reclama dos termos complicados e o cientista explica de forma mais simples – “Vamos todos morrer a menos que você faça X”. Aí ele vai, faz, ninguém morre e o filme acaba.
Eu queria ser aquele cara. Eu queria trabalhar num laboratório, usar um microscópio, saber palavras importantes e explicar coisas complicadas pros outros. Afinal, eu já usava óculos mesmo, obviamente o resto devia ser mais fácil (estudar algum ramo científico por dez anos e arrumar emprego numa empresa relacionada ao meu ramo de estudo).
Ontem, eu decidi que queria ser outra coisa – Um paramédico. Assim, eu poderia prestar melhor socorro à minha namorada, que quase quebrou o pescoço por minha causa.
Coisas de infância
Escrito por Kid on Mar 9, 2008
Não sei se é por causa da recente chegada da adultice ou por saber que os textos com os quais vocês mais se identificam são os em que eu choramingo por causa da infância que ficou pra trás, mas eu ando muito nostalgico ultimamente. Volta e meia me surpreendo discutindo com meu irmao ou com amigos MSNísticos sobre os “bons tempos” que deixamos pra trás.
Tempos em que nao precisavamos pagar contas, ou impostos, ou aluguel, nem pílulas anticoncepcionais, nem tínhamos que ocupar nossa mente com a aflição de decidir uma carreira ou de se preparar pra comprar o primeiro carro ou de se preocupar patologicamente em se tornar bastante bem sucedido pra que bata aquela característico arrependimento sua ex-namorada cada vez que ela se atrever a visitar seu perfil no orkut.
Como sinto saudade daqueles tempo quando nossas únicas preocupações eram achar uma revista com cheat codes pra Duke Nukem 3D e chegar em casa a tempo de assistir o finzinho de Carrossel (pra quem estudava de tarde, como eu)! Minha mãe não mentiu pra mim - a infância realmente acaba quando menos se espera. Quando eu era mais novo minha mãe vivia me alertando a respeito de aproveitar bastante a infância. Assim como pilhas AAA, meias sociais e o telefone daquela garota da faculdade que você CERTEZA ABSOLUTA que chuparia sua piroca caso você pagasse um jantar, a sua infância desaparece quando você mais precisa dela. Eu não prestei muita atenção no que minha mãe dizia porque eu estava ocupado aproveitando a minha infância, mas a mensagem tem seu valor de qualquer forma.
Você aí, leitor de dezesseis anos de idade, sem dinheiro, possivelmente virgem, e absolutamente desesperado com a certeza de que não passará no vestibular numa faculdade federal e que apanhará em casa quando chegar no dia seguinte tentando convencer os pais que cursar uma faculdade particular é uma idéia melhor – estou falando contigo.
Olhe em sua volta. Essa casa confortável em que você mora? O dia chegará em que esse conforto te custará esforço e dinheiro, e o estado de conservação e organização dela ficará por sua conta. Sua comidinha sempre posta na mesa no momento que o relógio da sala bate o meio dia? Bem, espero que você goste de nissen miojo, porque é isso que você comerá por alguns meses quando sair de casa pra tocar a vida por conta própria. Essa internet que você se acostumou a usar com uma frequência diária que a “minha geração” (discadona 56kbps na veia) só podia sonhar a respeito? Ela não é grátis. Aliás, ela é substanciosamente cara. Aproveite enquanto dá, porque esse free ride vai acabar um dia. Confie em mim.
Ai meu deus do céu, eu tenho muita saudade de ser criança, puta que pariu.
Mas isso não significa que as lembranças dos tempos dourados estão eternamente relegadas ao pretérito perfeito. Pelo contrário – é justamente essa choradeira papo-de-velho que faz as experiências infantis parecerem muito mais gloriosas do que realmente eram. E por causa disso irei neste texto relembrar relíquias do passado que alguns de nós compartilhamos, e alguns de vocês jamais terão o excelentíssimo prazer de não apenas ganhar de Natal, mas de trazê-lo pra escola sob risco de confiscamento por professores fascistas pra provocar admiração e inveja nos amiguinhos escolares. Acompanhem-me por mais essa viagem pela minha incrivelmente desinteressante infância!
Pense Bem
A Promessa
Educar crianças na emergente “rodovia digital” que aparecia no horizonte e acostuma-las a lidar com esses tais de computadores.
A Realidade
Era essencialmente uma calculadora com botões coloridos, num formato que vagamente lembra um computador.
“Mais que um brinquedo, quase um computador!” Quem não lembra desse safadíssimo slogan? Eu certamente lembro, porque foi ele que me levou a atormentar meus pais diariamente por três ou quatro meses até que eles decidissem que a única forma de me silenciar seria comprar essa merda pra mim no próximo Natal.
O que era o Pense Bem? Apesar da propaganda evidentemente enganosa, o Pense Bem era exatamente o que alegava não ser (um brinquedo), e estava muitíssimo longe de ser o que alegava ser (um computador). O Pense Bem era um computador na mesma proporção que um relógio de pulso é um computador. Talvez “Pense Bem, O COMPUTADOR DE BRINQUEDO” fosse uma chamada mais comercialmente honesta, mas perdia totalmente o apelo semi-tecnológico tão característico dos anos 90. Em outras palavras, a única coisa que o Pense Bem tinha em semelhança com um computador é que ambos são escritos com auxílio da letra M.
O Pense Bem era um brinquedo eletrônico fabricado pela Tec Toy no começo dos anos 90. Além de primitivas funções musicais que me permitiam reproduzir 20% da música tema de Jurassic Park para o fictício deleite de meus pais, o “computador” tinha algumas atividades matemáticas (o aparelho jogava uma adição/soma/divisão/subtração com um dos fatores como incógnita, e você tinha que descobrir a resposta. O outro joguinho era essencialmente um “descubra a média aritmética entre estes dois números!”), um joguinho de memória no estilo Simon Says, e alguns outros badulaques que se perderam na minha memória. Um das brincadeiras mais interessantes do troço eram os livros de atividades. Livrarias e lojas de brinquedos na época vendiam livros com perguntas sobre os mais variados assuntos, e você usava o Pense Bem pra selecionar as respostas entre as múltiplas escolhas. Eu tinha vários livros com personagens da Disney, livros sobre Astronomia, Biologia, e um bizarríssimo “Livro Pense Bem Plebiscito”, talvez produzido na esperança de educar a molecada sobre aquele plebiscito de 1993. Ganha três reais quem adivinhar qual era o meu livro menos favorito, que eu eventualmente acabei trocando na escola por algum boneco qualquer dos Comandos em Ação. Apesar de obviamente não atingir as expectativas criadas pelas propagandas enganosas, a posse do meu Pense Bem me proporcionou popularidade jamais antes vista na escola – até o momento que meus amiguinhos perceberam que a parada era simplesmente uma calculadora com botões coloridos e LCD vermelho, e deixaram de dar atenção ao meu brinquedo. Isso é o que devem chamar de “quinze minutos de fama”, apesar de que no meu caso ficaram faltando os outros catorze.
Que fim levou
Eu me lembro como se fosse ontem – eu havia passado o dia inteiro provocando meu irmão de maneiras juvenis e bastante engraçadas pra todo mundo exceto pra ele. O moleque se emputeceu de vez, catou o primeiro objeto que viu pela frente (um sapato) e arremessou-o e minhas direção com motivação homicida. Meus refletos apurados me permitiram desviar do projétil de uma forma que seria plagiada anos mais tarde no longa-metragem Matrix. Escapei do atentado, mas o objeto inanimado que estava bem atrás de mim não teve tanta sorte. O sapato acertou meu Pense Bem em cheio, destruindo a tela do aparelho. Chorei por três dias consecutivos e ainda não perdoeei meu irmão totalmente.
Xilitos
A Promessa
“É a mesma coisa que XÍTOS, meu filho. Só que é mais barato!” dizia minha querida vovó.
A Realidade
Ela estava certa. Chilitos tinha o mesmo sabor que Cheetos. Isso é, num mundo alternativo em que Cheetos era fabricado inteiramente com isopor e cola escolar.
Vocês devem aí estar coçando a cabeça. “Que demônios é Chilitos?”, você está perguntando a si mesmo retoricamente. Bem, meu amigo, eu compreendo sua ignorância. Duvido muito que alguém que tenha vivido fora do glorioso estado do Ceará durante toda sua vida tenha a menor chance de entrar em contato com CHILITOS. E você não sabe o que estava perdendo.
Chilitos era um salgadinho comumente vendido nas mercearias nos arredores do Montese, bairro fortalezense em que minha avó mora. Pra você ter uma idéia da natureza underground da parada, Chilitos era vendido em sacos plásticos transparentes selados com nada mais nada menos que ligas elásticas do tipo que alguém usa pra projetar um pedaço de papel contra a orelha de um amiguinho. Não havia nenhum tipo de informação na embalagem – não tinha nome, nem logotipo da empresa fabricante, peso, valor nutricional (AHAHAHAH até parece), absolutamente nada. Aliás, a própria alcunha do produto era essencialmente folclore regional, passado de boca a boca, já que não havia na embalagem nada que sequer sugerisse que a pessoa que o produziu se preocupou em dar um nome à criação. Tudo sugere que o tal do salgadinho era fabricado caseiramente em algum muquifo do bairro, utilizando todos os métodos clandestinos possíveis. E se o sabor da parada oferece alguma pista, é que os Chilitos eram fabricados por complexos processos alquimísticos que transformavam isopor, papelão e corante amarelo em um item alimentício que poucas pessoas nesse planeta tiveram a honra de experimentar.
Ainda não está convencido da undergroundzice da parada? Mencionei que o salgadinho custava DEZ CENTAVOS? Bom, agora mencionei. Ir à casa da minha vó e não comer Xilitos como lanche vespertino era como ir a Paris e não tirar uma foto na frente da Torre Eiffel usando uma camisa da seleção e em seguida uploadear no orkut com uma legenda que lê “EU EM PARIS, SOH PRA KEM PODE”.
Que fim levou
Assim como todos as outras porcarias alimentícias que eu ingeria impunemente quando moleque, os Chilitos que eu consumia avidamente enquanto assistia Chaves sentado na sala da casa da vovó se manifestaram na forma de um dos mais poderosos casos de caganeira em toda a história humana registrada. Se bem que, por dez centavos, até que valia a pena.
Sem contar no valor agregado da possibilidade de não dar descarga e surpreender o próximo visitante do banheiro com fezes amarelas.
Ferrorama
A promessa
Realize seu grande sonho – seja um engenheiro ferroviário! Baterias não incluídas.
A realidade
Nesse caso não houve decepção alguma – o Ferrorama era exatamente o que se propunha a ser, supondo que a palavra “propunha” exista na língua portuguesa, porque eu sinceramente não lembro dessa palavra e estou com uma ligeira sensação de que acabei de inventa-la.
O Ferrorama foi apenas um em uma longa série de brinquedos que meu pai queria muito obter, mas disfarçava como presente pra mim e pro meu irmão na esperança de não ouvir reclamações da minha mãe. Meu pai, que nunca vai deixar de ser uma criança no que diz respeito a brinquedos, nem mesmo esperava um evento de costumeira troca de presentes pra aparecer com algum pacote debaixo do braço. Nem meu aniversário era – eu chego em casa e lá estava ele sentado na sala, montando os trilhos do brinquedo e com um sorrisão na cara. “Pra você ó Israel”, disse ele enquanto mal tirava os olhos da parada, todo animado com o prospecto de sua ferroviária em miniatura. Quando ele finalmente cansava de brincar com a parada e ia fazer algo mais proveitoso, eu e meu irmão tomavam o lugar dele.
Livros viravam suporte pra pontes. Travesseiros viravam túneis. As grossas colunas de madeira que sustentavam a mesa de jantar da sala viraram enigmáticos cânions, perigosamente estreitos, do alto dos quais um solitário tusken raider caça droids pra revender pro mercado negro dos jawas. Não havia limites pra imaginação – lembro que um dia joguei um ônibus de brinquedo no meio dos trilhos e impiedosamente atropelei-o com a locomotiva, a fim de emular aquela cena de O Fugitivo, que estava em cartaz na época e cuja cena de destruição ferroviária featuring Harrison Ford e um gordo aleatório atiçaram minha imaginação infantil.
Vou deixar uma coisa clara aqui – “brincar com Ferrorama” é uma expressão que não faz muito sentido. Você montava o trilho, ligava o trem, e pronto. Acabava aí a sua interação com o brinquedo. Você sentava e assistia o trenzinho atravessar o percurso dele por horas até as pilhas acabarem ou sua mãe descobrir que você não apenas não arrumou o quarto como era condição de brincar com o Ferrorama, mas ainda roubou pilhas de outros eletrodomésticos pra liga-lo.
Apesar disso, a parada era inexplicavelmente viciante e divertida.
Que fim levou
Quem teve Ferrorama lembra que aquelas pecinhas nas extremidades de cada trilho que permitiam a conexão entre os mesmos quebravam com muita facilidade. Some isso ao fato de que graças às nossas inúmeras mudanças, a caixa do brinquedo foi perdida e tivemos que guardar os trilhos dentro de um imenso saco plástico que era frequentemente derrubado no chão ou pisoteado em momentos de desatenção. O resultado dessa infeliz mistura é que nossos trilhos não se conectavam mais com muita firmeza, impossibilitando que eu revisitasse outras cenas cinematográficas clássicas de desastres de trens.
Walkie talkies
A promessa
A mágica da telecomunicação a seu alcance! Agora você pode coordenar à distância suas estratégias de apertar campainhas dos vizinhos e sair correndo!
A realidade
Morei por três anos no Paraná, e como cumprimento de lei estadual meus pais iam anualmente ao Paraguai comprar nossos presentes de Natal. Em dezembro de 1993 havia uma única caixa embaixo da nossa árvore, e meus pais me avisaram que o presente “era pra nós dois”. Eu e meu irmão nos entreolhamos desconfiadamente. Essa estratégia de “o presente é pros dois” é um dos truques mais velhos do livro de truques de pais mãos-de-vaca. Dessa vez ao menos o presente podia ser razoavelmente dividido pros dois, já que se tratava de um par de walkie talkies.
Como manda o roteiro de brinquedos chineses vendidos no Paraguai, nossos comunicadores portáteis pessoais eram de baixíssima qualidade. O auto-falante tornava nossas vozes praticamente irreconhecíveis, e a péssima recepção só viabilizava a brincadeira se estivéssemos praticamente um ao lado do outro. Ou seja, era essencialmente o mesmo que usar duas latas e um pedaço de linha de costura, porém pior.
Mas isso não nos impediu de imitar as melhores cenas de nossos filmes infantis favoritos, em que os protagonistas juvenis utilizam walkie talkies pra desenrolar algum plano elaborado contra adultos ou coisas parecidas. Infelizmente a única coisa que sabíamos fazer na época em matéria de traquinagem em grupo era tocar campainhas e sair correndo. Adicionamos os inteiramente dispensáveis walkie talkies na brincadeira e tudo parecia mais legítimo e profissional.
Pior que eu não sabia nem utilizar a parada direito, a despeito da simplicidade do brinquedo. Como em todo walkie talkie, os nossos tinham botões pra se comunicar em código morse, o que é mais ou menos uma admissão do fabricante de que ninguém poderia usar o brinquedo de forma satisfatória usando a própria voz. Acontece que eu não tinha a menor idéia do que era código morse e achava que a função servia pra irritar o seu interlocutor, já que ele cortava a fala dele no meio. Só descobri o que era o código anos depois, após ler o Manual do Escoteiro Mirim de um primo. Mas aí já era tarde demais, porque…
E que fim levaram
…no ano seguinte, um vizinho de sexualidade questionável cuja mãe provavelmente se envolvia na atividade de baixo meretrício me fez o favor de destruir meu walkie talkie. Sem motivo aparenet, o viado girou o botão de volume até a última casa e além. Quando ouvi o característico “plec” que indica plástico quebrando e notei que o botão girava livremente na mão do moleque, sem a familiar resistência provocada por travas mecânicas dentro do aparelho. Só o libertei de uma firme chave de braço mediante à promessa de que ele explicaria a situação pra mãe dele e me presentearia com um novo walkie talkie, se possível dentro de 24 horas.
O moleque nunca mais falou comigo, e por muita infelicidade se mudou do bairro pouco tempo após esse incidente. Se seu nome é Marcelo e você morava na Rua Marília no bairro Jardim Veraliz e estudou no Colégio Adventista em Londrina, VOCÊ ME DEVE UM WALKIE TALKIE SEU VIADO. Dois aliás, porque a destruição de um tornou o outro inútil.
Isso porque eu tou sendo gente boa. Se eu fosse ajustar a inflação e os juros de todos esses anos, essencialmente você me deveria uma Ferrari.

Armatron
A promessa
Um braço robótico mais ou menos portátil operado manualmente por você mesmo. Essencialmente, o Santo Graal dos brinquedos nerd dos anos 80.
A realidade
O Armatron é essencialmente o motivo pelo qual eu sempre perdoarei meus pais por suas inúmeras falhas como progenitores. Tenho certeza absoluta que meu pai comprou o brinquedo pra si mesmo, mas já que isso resultou no privilégio de ser um dos poucos moleque sque sequer chegaram a ter contato com a parada, considerarei como se tivesse sido um presente pra mim mesmo assim.
Produzido pela americana (e extinta) Radio Shack, o Armatron era na verdade um jogo. Tá vendo aquela caixinha plástica ali, com as bolas azuis e tal? Então. O objetivo da parada era abrir a caixa, remover os itens de dentro dela, posiciona-los numa outra base plástica, e fechar a caixa. Tudo cronometrado pelo timer mecânico do braço robótico. Tá vendo aqueles quadradinhos alaranjados na frente dos controles analógicos que moviam o bicho? Então, usando um disquinho plástico você setava um número qualquer de quadradinhos, que funcionavam como um contador. A cada minuto um quadradinho ia embora, e quando o último quadradinho se passasse, o Armatron se desligava. Assim, você decidia o nível de dificuldade da brincadeira. O que era muito legal pra impressionar os amiguinhos que se matavam pra completar a tarefa no tempo máximo permitido, enquanto você os empurrava pro lado e completava tudo em menos de um minuto. Um precursor do que, anos mais tarde, veio a se tornar minha forma favorita de jogar Pump it Up/Guitar Hero/Rock Band – se exibindo pros amigos com menos coordenação motora.
Como regra obrigatória que rege brinquedos, gambiarras e badulaques em geral, as pequenas pecinhas adicionais que compunham o aspecto de jogo foram perdidas em pouco tempo. Não que isso fosse um grande problema, porque o simples ato de controlar o Armatron era divertidíssimo. Se você não teve a oportunidade de receber um Armatron de presente durante sua infância, isso significa que seus pais não te amam e/ou que você foi o resultado de uma gravidez acidental.
Essas foram algumas das coisas que marcaram meus anos juvenis. O que te causa mais saudade a respeito da sua infância perdida? Os comentários tão aí pra isso.
Cloverfield – Resenha
Escrito por Kid on Feb 28, 2008

Após muita encheção de saco dos meus amigos, decidi acompanhá-los a uma sessão de Cloverfield. Assistir filmes é um dos meus passatempos favoritos, ganhando até mesmo dos meus outros hobbies prediletos, como “utilizar a internet para provar às pessoas que suas opiniões e convicções são idiotas” ou até mesmo “assistir a namorada arrumar a casa só de calcinha e sutiã enquanto jogo Pokemon”. Pra você ter uma idéia do meu amor por ambos discussões internéticas E observar a namorada trajando artigos femininos rendados, se eu não tivesse contas pra pagar minhas atividades diárias se resumiriam a arrumar confusão no orkut enquanto treino um Bulbassauro level 15 observando a namorada semi-nua passando o aspirador de pó no quarto. Ao invés disso preciso fazer coisas não tão aprazíveis, como lavar minhas roupas, fazer declaração de imposto de renda e tomar banhos.
Ou seja, ao dizer que assistir filmes é meu hobby número um, estou dizendo bastante. E entretanto, foi preciso muita insistência da minha patotinha de amigos pra que eu finalmente resolvesse trocar meus dez dólares por um ingresso pra ver Cloverfield com eles. E por que seria isso?
Porque cinematografistas odeiam os espectadores dos seus filmes.
Lembra de Transformers? Lembra daquelas cenas de acão em que a câmera chacoalha pra todo lado? Lembra quando essas cenas eram as partes mais legais do filme?
Não, você não lembra dessa última. Por que, ao contrário do que cineastas acreditam, dar a câmera pra um portador de mal de Parkinson não é uma técnica cinematográfica indispensável. Como se uma cena de porradaria entre robôs de trinta metros de altura sendo filmada a dois centímetros de distância já não fosse complicado o bastante de acompanhar, Michael Bay decidiu que apreciaríamos o filme mais ainda se ele empregasse epiléticos pra filmar essas cenas. O resultado é que assistir tais trechos dofilme te dá a mesma sensação de ver aqueles vídeos caseiros das férias dos seus primos na Disney – a insuportável tremeliqueira do infeliz operando a câmera torna impossível fixar a vista em um ponto qualquer por mais de um segundo.
Num filme como Transformers isso é levemente suportável porque elas são cenas de trinta segundos num filme de uma hora e meia. Já pensou como seria aturar um filme inteiro nessa tremedeira sem fim?
Basicamente, é isso que Cloverfield é. Pra você ter uma noção da gravidade do negócio, a CNN reportou na época do lançamento do filme que diversas pessoas passaram mal durante a exibição da parada. Nego decidiu que seria melhor sair correndo do cinema pra vomitar na privacidade do banheiro do estabelecimento que aguentar mais um segundo do filme. E na nota mais não-intencionalmente humorística que eu já li em qualquer publicação noticiosa, o redator aconselhou que os potenciais espectadores se preparem tomando anti-nauseantes antes de ir pro cinema.
Sim, você leu isso direito. A CNN, uma das mais prestigiosas organizações noticiosas do planeta, falou explicitamente que a única forma de você resistir ao filme inteiro sem vomitar é se você for pro cinema sob efeito de medicamentos.
Ou seja, resenhar o filme se torna essencialmente um exercício em futilidade. Eu poderia escrever uma tese de doutorado de cinquenta páginas sobre o filme e/ou J. J. Abrams poderia ganhar um Oscar de direção graças ao seu trabalho (que se resumia, imagino, a pegar o megafone e instruir atores a expressar espanto e terror diante do monstro imaginário que a equipe de pós-produção adicionaria meses após as filmagens da película), mas no fim do dia, nada disso muda o fato de que a CNN aconselhou as pessoas intencionadas a ver o filme de tomar remédios contra vômito antes de comprar o ingresso.
Não me culpe por ter ido assistir o filme já com má vontade.
Por isso, antes mesmo de começar minha resenha, estou preemptivamente declarando Cloverfield como o PIOR filme de toda a história da cinematografia. Sempre que resenho um filme aqui no HBD exagero bastante pra causar risadas e provocar ódio em fanboys, mas no caso de Cloverfield nenhum exagero é necessário. Este filme fará você vomitar.
Agora você já sabe o que esperar deste post. Já tratamos dos pormenores, vamos à resenha propriamente dita.
Cloverfield, pra quem esteve totalmente alheio ao insuportável hype internérdico relacionado ao filme, é a clássica história de um monstro destruindo New York vista através dos olhos do observador comum. Todo mundo estava perfeitamente ciente de que a idéia do filme estrelando uma Catástrofe Genérica #89 devastando New York é extremamente batida, então por isso o foco do filme é contar a história de um grupo de jovens perambulando pela cidade durante o ataque. O que eles esperavam se tratar de uma abordagem mais criativa, mas pra deixar no esquema mesmo foi decidido que a melhor forma que eles tinham de passar a idéia do filme era dando uma câmera pra um dos atores que passa boa parte do filme correndo de um lado pro outro.
Em outras palavras, Cloverfield é uma mistura de Independence Day (ameaça alienígena destruindo a Big Apple) com Blair Witch Project (grupo de retardados que ao invés de largar a câmera e se ocupar com algo mais importante, como por exemplo a própria sobrevivência, decide documentar cuidadosamente os eventos que inevitavelmente culminarão na morte de todos).
Oops, spoiler.
Vou dar um ponto pro filme - os efeitos especiais são muito bacanas. O problema é que hoje em dia, dizer que os efeitos especiais de um filme são bons carrega a mesma significância de dizer que o filme está passando num cinema. Em pleno século XXI, você não está me fazendo nenhum favor ao fazer efeitos especiais convincentes ao invés de um ator usando uma roupa de monstro com zíper prontamente visível.
Acontece que minha boa vontade com o filme acaba aí mesmo. Pra começo de conversa, não há uma história propriamente dita. O filme abre com uma turminha de jovens descolados num apartamento em NYC dando uma festa pra um sujeito que está prestes a se mudar a trabalho pro Japão, quando o monstro começa a atacar a cidade. Momentos antes o filme apresenta um conflito amoroso mal resolvido que, previsivelmente, será resolvido pelos protagonistas justamente quando a cidade inteira está indo pro inferno. Não entendo por que personagens em blockbusters decidem resolver seus problemas sentimentais justamente no dia que poderosas entidades espaciais decidem transformar a cidade em seu playground particular. É o dia mais romântico do ano após Valentine’s Day.
E pronto. Essa é a história. Não há muito background dos personagens, não há explicações de onde o monstro surgiu, não há nem um fechamento satisfatório pro filme (todos morrem). O monstro aparece, destrói algumas coisas, e a galera toca a correr desesperadamente pelos próximos 90 minutos, parando ocasionalmente pra recuperar o fôlego e/ou dizer coisas como “HOLY SHIT DID YOU SEE THAT”, ou “SHIT SHIT WHY ARE WE STOPPING KEEP RUNNING WE’RE ALL GOING TO DIE WHERE IS YOUR GOD NOW”.
Numa previsível convenção cinematográfica, os personagens principais arrumam motivos dúbios pra adentrar mais e mais a cidade, ao invés de se locomover na máxima velocidade permitida pela sua capacidade física na direção contrária do monstro. Aí batem de cara com o bichão, subitamente se lembram que eles apreciam coisas como respirar, e saem correndo. Cinco minutos e um caso de amnésia seletiva depois, eles voltam a penetrar a cidade.
O motivo aqui é que o Rob, o personagem principal que estava de viagem marcada pra Tokio, decidiu ir salvar a menininha de quem ele é afim. A pobre infeliz se encontra presa num prédio que caiu diagonalmente em cima do prédio vizinho e ficou lá, apoiado no outro prédio. Um fenômeno que prova que além de tudo os roteiristas não entendem a forma como a gravidade funciona.
Eu MEIO que consigo entender que o rapaz ia realmente arriscar a própria vida pra salvar uma desgraçada que ousou aparecer na festa de despedida dele de braços dados com outro sujeito. Entretanto, o filme me dá um tapa na cara quando revela que o desejo do cara de encontrar a menina toda fodida não é pra dançar sarcasticamente na frente dela e dizer “haha, se fodeu. Ok, tou indo agora”, e sim pra realmente salva-la. Tudo bem, eu consigo aturar o sentimentalismo barato.
Mas e os caras seguindo ele? J. J. Abrams espera que eu acredite que esse cara convenceu diversas outras pessoas a acompanha-lo na missão suicida?
Alguém aí já tentou convencer algum amigo a ajudar numa mudança? A assistir sua peça de teatro? Se você já precisou da ajuda de um amigo pra alguma coisa, você sabe que amigos só se dispoem a executar favores que signifiquem o menor esforço possível.
Sim, eu sei que o filme não precisa ser explicitamente verossímil, e que alguma suspensão de descrença ainda é recomendada. Acontece que me venderam esse filme usando a idéia de que ele é um retrato realista do que aconteceria quando pessoas comuns se vissem às voltas com um monstro de cem metros de altura. Se a idéia da película era realismo, façam-me o favor de manter a temática. Se qualquer um de nós recrutasse a ajuda de amigos pra ir salvar uma menina numa situação em que um monstro alienígena se encontra exatamente entre você e a donzela em perigo, nem seu melhor amigo nesse mundo teria ajuda a oferecer a não ser a promessa de que ele não revelará nenhum fato constrangedor no seu funeral.
Eu consigo acreditar num monstro qualquer detonando New York (e por que não, a essa altura do campeonato? Hollywood já me convenceu que pode acontecer a qualquer momento), mas não consigo engolir uma patotinha de amigos seguindo o rapaz apaixonado em direção ao bicho enquanto o exército americano mal consegue causar cócegas nele.
Isso foi o que finalmente causou aquela perturbação durante o filme pra mim. O tempo todo a idéia era transmitir idéia de realismo, tentando indiretamente fazer você pensar “nossa, imagina eu nessa situação”. Com esse disparate dos caras seguindo o maluco sem motivo nenhum a não ser o desejo de não viver mais, o filme se auto-sabotou e destruiu totalmente a idéia de realismo.
Vejo muitas críticos dizendo que o filme foi chato porque a turminha passa o tempo inteiro ocupados com o contraditório exercício de simultaneamente fugir e correr pra onde o monstro está. ”Filme chato”, eles dizem, porque os personagens principais em momento algum apanham uma bazuca ou aprendem a pilotar um caça a jato, enquanto aquele típico rock cinematográfico rola no fundo e eles andam em câmera lenta, um do lado do outro, em direção ao alien pra batalha final.
Porra, vocês esqueceram que a idéia do filme era mostrar uma história mais realista no típico cenário do monstro-detonando-a-cidade? Se qualquer um de nós estivesse na situação dos protagonistas, você não se preocuparia em obter armamentos pra lutar contra o monstro no um-a-um. Isso se deve ao fato que você estaria muito ocupado correndo a altas velocidades na direção contrária, parando ocasionalmente pra rezar pra todas as divindades conhecidas e notar que cagou as próprias calças de tanto terror.
Acho que talvez eu esteja pegando muito pesado com o filme. A proposta de um testemunho em primeira pessoa da tragédia é convincente, a proposta é original apesar de não ser inédita, os efeitos são muito bem feitos, e dá quase pra se identificar com o protagonista principal (o único que não é completamente one-dimensional).
Mas no final das contas, Cloverfield ainda é um filme que vai fazer você vomitar.
Fatman
Escrito por Kid on Feb 14, 2008
Não é segredo pra ninguém que tenha visto minhas fotos no orkut eu não tenho mais a forma que tinha há alguns anos. Não se engane; eu continuo sendo o mesmo nerd franzino que sempre fui. Acho que nunca pesei mais que 60 quilos em toda a minha vida. Como meço 1,73m, ainda estou abaixo da triste média que te daria o direito de me chamar de balofo, tudo em caps se preferisse. Ou seja, ainda não tá batendo nenhum desespero que me leva a malhar dezoito horas por dia ou mudar pra uma dieta constituida inteiramente de folhas de alface e água.
Apesar disso, a minha região abdominal começou há alguns meses a exibir uma notável circunferência adiposa. Do tipo que você dá um tapinha só pelo prazer de observar a energia se dissipando ao longo da banha, saca? Claro que você sabe. Tu é provavelmente um saco de banha que pesa o triplo que eu peso.
Há vários fatores que eu posso culpar (ao invés de admitir a culpa). Um deles foi a minha vida no Canadá. Não sei se é um fenômeno notado por vocês aí, mas todo mundo que imigra pro exterior passa a ganhar peso. Eu averiguei isso investigando os orkuts das centenas de intercambistas que eu conheci em meus quase cinco anos vivendo no hemisfério norte – todas eram até mesmo consideravelmente gostosinhas antes de vir estudar aqui. A diferença após poucos meses é bem perceptível.
Por morar aqui, o acesso a fast food é muitíssimo mais constante. No Brasil eu comia no McDonalds talvez três vezes por mês. Houve uma época – os quase seis meses que trabalhei no Wendy’s – que eu comi fast food TODO SANTO DIA, ocasionalmente mais de uma vez por dia. Aquele emprego deve ser inteiramente responsável pela minha barriga atual.
Então eu decidi que não posso continuar com esse estilo de vida. Cortei fast food COMPLETAMENTE. Passei a almoçar no Subway há algumas semanas, na esperança de que essa redução na ingestão das gororobas gordurosas estenda minha vida em alguns anos. Mas aí percebi que isso não é o bastante. Como eu trago várias caixas de latinhas de refrigerante pra casa quando faço compras, ainda estou ingerindo diariamente muito açucar que virará mais gordura na minha pança. Então, estou de saída pro supermercado pra comprar V8, um suco de frutas e vegetais que é o preferido pela turma do movimento “alimentação natureba”. Comprar um suco industrializado como parte de um movimento de alimentação natureba parece um contra-senso, mas lembre-se que eu moro na América do Norte; isso é o mais próximo de dieta saudável que os caras praticam.
Então eu abri mão de hamburgers, refrigerantes, E comecei a malhar. ”Malhar” é um termo que estou usando aqui num sentido bastante amplo, porque eu tenho certeza que muitos vão rir da minha cara quando eu confessar que minha rotina de exercícios se limita a cinquenta abdominais e cinquenta flexões. Patético, eu sei, mas levem o contexto em consideração. O máximo de exercício físico que eu costumo fazer é jogar bateria em Rock Band. Se eu conseguir manter a disciplina e me manter afastado das comidas gordurosas e açucaradas, essa curta bateria de exercícios me impedirá de me transformar neste sujeito num futuro próximo.
Este sujeito não está apenas perfeitamente satisfeito em ter transformado o próprio corpo num repugnante saco de banha com pernas que misteriosamente aprendeu a falar e operar um computador. Oh, não. Pra se sentir realmente um ser humano realizado, o cara faz questão de exibir sua triste figura pra milhões de usuários da internet. E pra maximizar o impacto psicológico, o cara ainda se mostra desempenhando justamente as atitudes que o tornaram essa tristíssima imagem. Nesse vídeo ele ingere cinco cheeseburgers duplos, em outro ele come uma caixa inteira de sorvete, regado a uma garrafa de dois litros de refrigerante. E tem muito mais sebosidade no perfil do youtube do infeliz.
Como é que alguém se permite chegar ao ponto em que ele não apenas tem desenvolve man titties (tetinhas masculinas no bom português), mas elas ainda por cima se estendem além do tórax do sujeito e dão uma volta no torso do cara, chegando nas costas?! A voz do coitado sugere que ou ele é vítima de poderosos problemas mentais, ou que ele mal consegue funcionar como um ser humano comum diante a visão de comida. O cara perde sua humanidade e age como se fosse um orc esfomeado. Simplesmente asqueroso.
Se isso não te serve como inspiração pra torcer o nariz sempre que ouvir a palavra “McDonalds”, nada mais servirá.
Orkut ceifa mais uma vida
Escrito por Kid on Jan 22, 2008
Ok, nem tanto. Mas vamos transformar a coisa em drama mexicano mesmo que é mais legal.
Antes de mais nada, peço perdão pela minha ausência. Ou nem tanto, qualquer um de vocês teria feito o mesmo se tivesse acabado de comprar Rock Band. nas palavras do imortal Gil Brother, “DÁ UM TEMPO, MORÔ?”. Deixa eu brincar de ser feliz com minha bateria de brinquedo.
Então, brinquei pra caralho no negócio, mas o show aqui tem que continuar. E nada melhor pra retomar as operações digitais que um dramalhão online trazido a você por cortesia da burrice humana associada ao uso indiscriminado do orkut. Eu nunca me canso de ver as tragédias que essa combinação tráz pra gente.
A Naty, uma internauta notavelmente peituda porém muitíssimo feia, resolveu expressar seus desejos pelo João Henrique através do popular site de relacionamentos. Até aí nada digno de nota, mulher com fogo na periquita é algo que existe desde os primórdios da raça humana e a internet é usada desde sua concepção pra finalidades sexuais.
E agora vem a parte que vocês estavam esperando.
Não, o mote principal não é o fato de que a Naty tem um namorado (o link ainda não foi desovado, mas nossos detetives internéticos estão trabalhando hora extra com esse objetivo em mente). Por motivos que eu jamais compreenderei, essa massa de retardados que compõe os usuários padrão do orkut passou a usar um método alternativo pra enviar mensagens secretíssimas pros seus destinatários – tais jumentos mandam as mensagens em forma de depoimento. “Assim”, pensam os retardados, “ninguém verá a mensagem!”. Não tendo conhecimento da existência do email, os imbecis enviam a sua mensagem de conteúdo compromissor de uma forma que torna sua exposição tão simples quando apertar um único botão.
E ADIVINHA O QUE ACONTECEU, AMIGO. Sim, isso mesmo.

O sujeito, por imbecilidade ou malícia (o ditado popular diz que ambos são indistinguíveis às vezes, eu adoto essa corrente de pensamento também), publicou o depoimento da menina. E a história rapidamente começou a correr fóruns pela internet afora, e no momento desta publicação os scraps da menina batiam a casa dos 5 dígitos.
Desesperada, a Naty tentou alertar seu concumbino. Ou seja, como se não bastasse a publicação de uma mensagem daquelas por depoimento, ela vai e manda um scrap confirmando que a missiva era autêntica.
O que leva alguém a adotar esse método de enviar mensagens de conteúdo sensível? Nego tá TENTANDO se foder, não é possível. Contemplei todas as possibilidades permitidas pelo nosso universo tridimensional e concluo que não há explicação a não ser “a menina estava intencionalmente tentando se lascar”.
Eu não sei nem o que pensar quando vejo uma história dessas. Essa tal de inclusão social me apavora algumas vezes, e o avanço dela pelo jeito é como o Juggernaut – absolutamente “imparável”. Não dá mais pra voltar aos tempos em que os usuários da internet eram poucos privilegiados – privilegiados tanto pela habilidade financeira de manter o hábito, quanto pelo intelecto necessário pra desvendar o uso dos serviços primitivos da Web 1.0. Esse acesso facilitado dá nisso aí.
Os mais socialmente consciente (você sabe, os filhinhos de papai estudantes de filosofia que dão esmola no sinal no caminho do shopping e por causa disso acham que estão atentos às necessidades do povão) vão nos chamar de elitistas metidos, e dirão que a internet deveria ser considerada um bem público que permite à massa acessar conhecimento de forma nunca antes possível.
Balela. Não sei quem eles estão tentando enganar com esse papinho comunista de Nova Era do Conhecimento, porque pobre burro não usa internet pra aprender sobre open source software, ou corrigir artigos na wikipedia, ou colaborar com o Folding@Home. Pobre burro usa internet pra mandar apresentação de powerpoint, pegar (e espalhar) vírus e postar mensagens comprometedores no orkut.
Sabe aquele lance de que às vezes a gente tem que tirar o direito de alguém pra proteger a pessoa dela mesma? A internet é um caso exemplar disso.
Destaque
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