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Descoberto um revolucionário método de invulnerabilidade para protestantes da USP

Postado em 9 January 2012 Escrito por Kid 307 Comentários

Eu não sou de direita. Não sou de esquerda, aliás. Acho que não tenho a disciplina necessária pra manter uma ideologia — é preciso coerência, que é algo que vocês sabem que eu não tenho. Aliás, ter uma ideologia é como dar uma resposta antes mesmo de saber a pergunta.

Estamos entendidos? Me xinguem de qualque coisa, mas não me venham com rótulos políticos/filosóficos. Se você me chama de “babaca” você tá pelo menos 50% certo (não tenho nenhuma ilusão em relação às minhas diversas falhas de caráter); já “direitista leitor da Veja” passa muito longe da marca.

Como os senhores já devem estar cientes, um vídeo rolou a interwebs hoje. O vídeo mostra um conflito entre PMs e um estudante da faculdade. Roda o VT:

YouTube Preview Image

Antes de mais nada, refaço o comentário que fiz no tuíter assim que assisti o vídeo: curiosamente, eu jamais fui atacado pela polícia enquanto estava no trabalho. Jamais. Nem uma vez sequer. Ontem mesmo eu passei oito horas lá no trabalho e vocês nem acreditam na quantidade de policiais que não estava lá me espancando.

A agressão do policial é covarde e é revoltante? Claro que é. Não acho que exista alguém que concorde que um sujeito armado e em clara posição de vantagem física e de autoridade pode dar tapas na cara de alguém que não tem condições de se defender à altura.

Aliás, o momento em que o policial remove a identificação do uniforme é (além de provavelmente ilegal, pelo menos aqui é) um testemunho incontestável sobre a irregularidade do comportamento do sujeito. Não é à toa que o policial já foi afastado.

Mas sabe o que é covarde e revoltante também? Ser assaltado a mão armada quando se volta pra casa às 3 da manhã, tomando um atalho por uma viela mal iluminada e que dá entrada a uma boca de fumo.

O estupro de uma jovem (que, estando levemente bêbada, se aventurou a pegar carona com um desconhecido no meio da noite) também é um ato extremamente revoltante e execrável.

Eu já sei o que você está pensando. NOSSA IZZY PUTA QUE PARIU VOCÊ ESTÁ CULPANDO A VÍTIMA TU É PIOR QUE O DIOGO MAINARDI E O DANIEL FRAGA JUNTOS. Se acalme, respire, não é o caso.

É que eu acredito num negócio chamado “seja cauteloso em situações em que você tem muito a perder”, só isso. Você sabe o que eu faço se eu estou numa situação de possível conflito e um policial me pede algo relativamente razoável — digamos, documentos que me identifiquem? Eu mostro meus documentos a ele.

Não é o fim da democracia. Não é a admissão da completa alienação dos meus direitos humanos básicos. Não é abaixar as calças e cospir na própria mão a fim de lubrificar-se perante a penetração forçada da ditadura.

É uma questão de bom senso. Você sabe o que foi um dos fenômenos mais notáveis do ano de 2011? Vou dar uma dica a vocês.

Depois de um ano marcado por revoluções (e pelas inevitáveis porradarias que insurreições costumam trazer junto), eu imaginaria que o mundo em geral aprendeu uma coisa ou outra sobre como se comportar em relação à polícia.

Não, seu estudante de filosofia maniqueísta do caralho que só sabe ver o mundo em preto e branco — não estou dizendo que você deve se submeter a todos os caprichos do Estado-Polícia. Estou dizendo que, numa situação como aquela, creio que todo mundo teria a ganhar se o sujeito não tivesse antagonizado o policial desnecessariamente.

Sabe o que homens em posição de vantagem física de fazem quando são desafiados? Eles batem em você. Se é pra apanhar, que seja por um bom motivo (digamos, o fim de uma ditadura militar de mais de 30 anos baseada no culto de personalidade de um déspota), não num arroubo de rebeldia sem propósito.

“NÃO VOU MOSTRAR NADA NÃO, MINHA PALAVRA É O SUFICIENTE”. Se sua palavra é tão suficiente para sua identificação como estudante, é uma pena que a faculdade desperdiçou recursos imprimindo sua carteirinha, né?

A gente passou o ano vendo protestante apanhando da polícia e não aprendeu nada com isso…? Sério, qual o propósito do sujeito de recusar-se a provar para o policial que é estudante da faculdade? Novamente, não é uma questão de ser “submisso”; é uma questão de ser pragmático. A polícia — querendo ou não — é uma autoridade, você está no meio de uma situação volátil, e então você decide que a melhor ação a tomar é recusar um pedido de identificação?

Não é que eu seja playboyzinho criado a ovomaltine jogando bola de gude no carpete e telespectador fiel da Rede Globo. É na realidade o pragmático apego um princípio simples que minha mãe me ensinou quando eu tinha 8 anos e comecei a me envolver nas primeiras briguinhas escolares: quando um não quer, dois não brigam.

E naquela situação, me desculpem, mas ambos queriam. O policial queria ser assertivo em relação a sua autoridade (conforme registrado em sua constante repetição “sou policial! Sou policial!”), e o rapaz quis desafiar a autoridade.

A troco de que? Sei lá. Suspeito que nem ele saiba. Independente da sua orientação filosófica, você tem que admitir que não havia muito um motivo pra ele se recusar a mostrar sua identificação à polícia. Fincar o pé contra autoridade, sendo esta a coisa certa a se fazer ou não, tem um resultado bastante previsível.

Eu me pergunto qual teria sido o resultado da situação caso o sujeito tivesse apenas mostrado a carteira de identidade. Nunca saberíamos, porque eu tenho fortes suspeitas de que não seria interessante o bastante pra ter sido capturado em vídeo ou viralizado no tuíter.

O estudante teria admitido o jugo pesado de uma ditadura militar se tivesse aceitado o pedido e mostrado sua identificação…? Ou esse gesto de boa vontade teria defusado o conflito?

Jamais saberemos. O que eu tenho certeza é que, se ele estivesse trabalhando naquele momento, certamente não teríamos visto esse vídeo.

[ Edit ] Como era de se esperar, fui hostilizado com truculência PMística por causa deste texto. As faíscas viram até mesmo de pseudo-intelectuais a quem sempre tratei com cordialidade, veja você.

Para que não digam que estou incitando uma caça-as-bruxas (alguns de vocês são particularmente eficientes quando aponto um alvo a ser hostilizado), protegi a identidade do colega — que é uma consideração que ele evidentemente não estendeu em minha direção, visto que me atacou abertamente nos comentários e em outros tweets.

Poisé, este tal rapaz comentou aqui no HBD também. O comentário dele deixa tão patente sua falta de habilidade em interpretar textos que permanecerá aí como registro de sua incapacidade retórica. Veja isso: o cara conclui, demonstrando incrível capacidade de síntese, que eu acho CORRETO o policial bater no moleque. Sim, é exatamente isso que o texto diz. Me esforcei ao máximo pra ilustrar meu apoio ao policial, você acertou em cheio na mensagem.

Começo até a pensar que o Sr. Anônimo apenas leu a chamada sarcástica e a imagem da carteira de trabalho e correu pros comentários antes de sequer ler o texto. Embora isso talvez perdoe sua aparente falta de familiaridade com o debate civilizado, isso infelizmente deixa transparente a sua incapacidade de controlar os primitivos impulsos do seu id.

Tal qual uma criança que ainda não compreendeu as finas nuances da convivênia com outros seres humanos e/ou a habildade motora para evitar aliviar-se nas próprias calças, o companheiro se sentiu tão flagrantemente ofendido que correu em direção aos comentários pra vociferar contra aquele que cometeu o hediondo crime de discordar dele.

Pessoas que encontram-se nesta delicada etapa de desenvolvimento emocional — a fase de sentir-se ameaçado ao encontrar opiniões divergentes, como se algo tão intangível como a opinião de alguém que você sequer conhece fosse a pior ofensa — só conseguem responder de uma forma: o modo homem-das-cavernas deu um override em seus processos cognitivos (creio que ele os detem e que esse lapso de julgamento é atípico) e ele saiu dando patada.

E o pior é que ele apenas ACHA que eu discordei dele. Nem isso exatamente foi — até porque ele não saberia, tendo visto que estou optando pela hipótese de que ele nem leu o texto.

Veja só: quando os chamei de “maniqueístas” no texto, é porque eu já previa que isso acontecia. Parece-me que vocês são tão dependentes de uma narrativa de bem-contra-o-mal que é extremamente necessário, antes de qualquer coisa, identificar o mocinho e o bandido na situação. Vocês estão projetando pro moleque lá uma persona de Paladino da Justiça que acho que nem mesmo ele tem a pretensão de ser.

GUESS FUCKING WHAT: não tem. Estamos no mundo real e aqui o preto e branco geralmente se misturam. Ambos os personagens dessa historinha estão errados. Um abusou da autoridade e o outro hostilizou alguém ao ponto de altercação física.

Desculpem se não consigo ver uma briga entre policial folgado e estudante universitário com entitlement complex como uma batalha universal do Bem contra o Mal. O policial estava meio esquentado, o “estudante” (frequentar uma universidade e estudar não são mutuamente inclusivos) achou uma boa idéia desafia-lo, e deu em merda.

Não apoiar o estudante incondicionalmente não significa que eu esteja 100% a favor da ação policial. Por que eu tou tendo que explicar o conceito de nuances pra uma cambada de adultos?

E vamos parar pelo amor de deus com essa de “o garoto se recusou a mostrar identificação como contraponto à truculência do policial”. Você está me dizendo, em outras palavras, que o rapaz fez aquilo como resposta à imposição inicial do policial. Correto?

Isso é equivalente ao argumento jurídico de “tia mas ele que começou olha lá ele ainda tá fazendo careta pra mim tia!”. Tal recurso não tinha efeito nem no tribunal da terceira série, que dirá no mundo real de adultos. Se sua defesa da atitude do estudante tem a capacidade retórica de uma criança de 10 anos justificando ter jogado o giz de cera na cabeça do coleguinha de sala, você está categoricamente o objetivamente errado.

Como falei lá no começo: quando um não quer, dois não brigam.

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About Kid

Kid, ou Izzy Nobre como me conhecem no tuíter. Até "Quide" serve. Tenho 27 anos, moro no Canadá há quase uma década, e escrevo bobagens que vocês por algum motivo gostam de ler. Meu pai foi pastor evangélico, minha mulher é gringa, e eu curto tecnologia. Resumidamente, é isso. Quer o dossiê completo? Clicaí.

307 Comentários \o/

  1. Concordo em tudo. Belo texto, parabéns.

  2. huahuhuahuah Izzy, você é o cara

  3. É como eu costumo dizer: OS DOIS estavam errados. Se um fez algo errado não torna o outro certo automaticamente.

    Sem querer fazer propaganda (mas já fazendo) isso tem a ver com o meu post de um mês atrás: http://blog.georgemarques.com.br/opiniao/a-falsa-revolucao

  4. Trovalds says:

    Haters gonna hate.

    Ia escrever uma wall of text aqui pra justificar a minha concordância mas esqueço que faço parte de um país onde tuitar sobre blitz da “lei seca” é corriqueiro e depois cobram que os políticos são todos corruptos.

  5. Henrique says:

    Eu acho que o cara não estudava na USP, já que quando o policial pediu a carteirinha ele veio com esse lance de “minha palavra é o bastante”. Qualquer pessoa sã mostraria a carteirinha pro policial após ser empurrada contra a parede.
    Ou não, sei lá…

    • Igor M. says:

      Acontece que falta uma palavrinha importante no dicionário de indivíduos como esse: “sanidade”.
      Realmente, qualquer pessoa com um pingo de noção e senso de auto-preservação mostraria a identificação (presumindo que ele a possuísse), mas ele mostra claramente que não sabe dialogar.

      Ainda, acho incrivelmente absurdo o número de pessoas que não conseguem responder de maneira decente à uma autoridade. Se o policial desse uma porrada nele após este ter entregue a identificação simplesmente OUT OF NOWHERE tudo bem, mas não foi o caso…

    • Thiago Martins says:

      E daí se ele não estudasse na USP? O único erro ali seria mentir. A universidade é um local público, de livre circulação pra qualquer civil. Mesmo que ele não fosse aluno o policial poderia fazer o quê?

      • Knux says:

        Circular sim, ocupar não.

        Era um prédio abandonado, com histórico de atividades ilegais, a reitoria pediu auxilio da PM para manter vazio até a reforma.

        Aí aparece um bando de ‘estudantes profissionais’ do DCE, ocupa o prédio de novo e diz para o PM que a USP não pode reformar o prédio sem consultar o DCE. Os alunos têm representantes discentes para representa-los, mas não têm poder de veto e certamente não têm o poder de ocupar prédios.

        Ainda mais esses do DCE, que deram golpe e suspenderam as últimas eleições frente a possibilidade concreta de perder o pleito.

    • Fernando Marés de Souza says:

      Está determinado que ele é sim estudante. E forçado – constrangido com abuso de poder, segundo o próprio comandante da PM – mostrou a carteira da USP, que digam-se de passagem, é um local público em cuja entrada não é preciso mostrar nem possuir carteirinha.

      • Kid says:

        You are missing the point.

        • Fernando Marés de Souza says:

          What point? Respondo ao cara que disse “Eu acho que o cara não estudava na USP”..

          • Lnk says:

            Cara se ele fosse estudante da USP ele mostraria a carteirinha e nada aconteceria, case ele não fosse estudante ele poderia falar “não sou estudante, vim aqui pois precisava falar com um amigo”.

      • Knux says:

        Estudante ou não, não pode OCUPAR prédio público. Se qualquer um pudesse ocupar locais públicos, públicos deixariam de ser.

        • ssj4maiko says:

          Sim sim, terrorista só é terrorista depois que ele matou um monte de gente, antes disso, ele não pode ser preso, mesmo que ele estivesse com a mão do detonador das bombas na cintura dele.

          Segurança também devia ser proibida em lugar público!

          Ou então contratem policiais videntes pra saber quem é estudante ou não.

          Tu reconheces que é esse tipo de coisa que deixastes implícito?

        • Ronaldo says:

          Concordo!

        • Jack says:

          Não pode ocupar prédio publico? Dependendo da causa, se for justa pode até fazer mais coisas… Desobediência civil. Vai estudar leite com pera.

  6. Pedro Ivo says:

    Peraí que vou ler o texto.

  7. Isaac Rennê says:

    Concordo plenamente. Sem medir palavras, é ruim ser parado por policiais no meio da rua… Mas é melhor me identificar do que ser de alguma forma agredido. Ainda mais quando se tem cara de bandido – feito eu. A frase “Quando um não quer, dois não brigam.” muito bem aplicada. Identificar-se/submeter-se a ordem/pedido de um policial? Isso é básico, é digamos “burocracia”, ninguém gosta… Mas tem que ter.

    • Giselly says:

      Ser agradido não deveria ser uma opção, ou sequer cogitado, dentro ou fora da USP! ´E inadimissivel que a PM, enquanto corporação, tenha passado por curso de direitos humanos para ingressar na USP! Esse não deveria ser um pressuposto de algu´´em que ir´´a empunhar uma arma?! E a discussão tida como genial ´´e: os dois estão errados ou os caras são maniqueistas. Esta ´´e uma oportunidade de a sociedade aproveitar toda esta manifestação publica para repensar o papel da policia como instrumento de repressão e se e legitima a forma de abordagem e uso da autoridade a qual a PM se presta. Sou funcion´´aria publica e desacato ao funcionario publico(ou policial)NÃO ´´E CONTESTAR!!!!!)

    • Giselly says:

      Ser agradido não deveria ser uma opção, ou sequer cogitado, dentro ou fora da USP! ´E inadimissivel que a PM, enquanto corporação, tenha passado por curso de direitos humanos para ingressar na USP! Esse não deveria ser um pressuposto de alguem que ira empunhar uma arma?! E a discussão tida como genial e: os dois estão errados ou os caras são maniqueistas. Esta e uma oportunidade de a sociedade aproveitar toda esta manifestação publica para repensar o papel da policia como instrumento de repressão e se e legitima a forma de abordagem e uso da autoridade a qual a PM se presta. Sou funcionaria publica e desacato ao funcionario publico(ou policial), NÃO E CONTESTAR!!!!!

      PS meu teclado esta quebrado e não e possivel acentuar palavras.

      • É muito complicado falar de direitos humanos no Brasil quando: A) O modus operandi da Policia atual é o mesmo da época da ditadura B) Os bandidos são extremamente violentos em seu modo de agir C) Brasileiro reclama quando se fala de direitos humanos para bandido

  8. @Bentodiz says:

    O policial fez o certo, mas do jeito errado.

  9. @RamonBoorges says:

    Concordo plenamente, Izzy. Não tenho nada a acrescentar!

  10. Yuri cordeiro says:

    que merda ein, ninguém é obrigado a mostrar sua carteira de estudante porque um policial manda. Qual era a importancia dessa informação ao policial dado que qualquer cidadão tem o direito de se manter dentro das instalações da universidade? Se não a simples demostração autoridade

    Um policial não é um grandalhão do colegial que está te intimidando, nós não deviamos ter medo da polícia, nós deviamos ter respeito mutuo e admiração.

    Se você tem seu direito de fazer qualquer coisa a polícia deve ser a primeira a respeitar esse direito e manter a ORDEM e não bagunçar mais andando cambaleando entre a lei e fora dela.

    • Shirokovicz says:

      A pergunta é pra quê NÃO MOSTRAR e não porque mostrar… Bem básico…

    • Luiz Fernando says:

      A policia tem direito e dever de exigir a documentação de QUALQUER cidadão em QUALQUER ocasião, assim como QUALQUER cidadão em QUALQUER ocasião tem a obrigação de apresentar a mesma. Ninguém tem direito de fazer qualquer coisa quando quiser.

    • Knux says:

      Nem todo prédio da USP é de livre circulação.

      Estudei 5 anos lá mostrando minha carteirinha para entrar nos laboratórios… E adivinha só, só nos laboratórios do meu instituto. Alguns de outros institutos eu não podia entrar!

      Acredite, prédios públicos têm funções e não têm circulação liberada.

      • Fausto says:

        DCE é laboratório? vai cata coquinho, HAHAHA. Que barbaridade, ao menos sabe o que é DCE? Resposta: DCE (Diretório Central dos Estudantes)

  11. Capone says:

    Tá certo o PM, tiro no cu desses vagabundos! Vc trampa o dia todo, se fode pra pagar imposto e tem que sustentar esses merdinhas “revolucionários”

    • Guil5566 says:

      Se você é um fodido que trabalha, estuda e vive estressado achando que quem não passa pelo mesmo que você tem que se foder, quem que é o problemático mesmo?

    • Julio Augusto says:

      Olha só um frustrado porque não passou no vestibular pra uma universidade publica…

    • Luiz Fernando says:

      O PM ta completamente errado em hostilizar os alunos sem necessidade, esse tipo de atitude que da razão pros alunos fazerem o que fizeram há alguns meses. Os alunos podiam estar totalmente corretos mas está muito claro que o aluno agredido lidou de modo errado e infantil com a situação.

  12. teresa says:

    mano, o cara ia pegar a identidade na carteira, o pm já foi lá pra bater e não deixou. vê de novo o video, com o volume alto
    o caso é q o pm tinha certeza q o “nego” era um favelado, talvez traficante, pela aparência dele, e já foi descontando a raiva de estar lá nele. o que realmente me incomoda aí é a discriminação

  13. absurdo o @izzynobre ter que fazer um texto falando de uma coisa que se aprende em casa… VÊ SE DESSA VEZ APRENDE MOÇADA

  14. Fábio says:

    Concordo plenamente contigo, Mr. Kid Nobre.
    Se não me engano está na constituição que você deve dar identificação quando requerido por autoridade policial, caso contrário pode ocorrer até detenção. Mostrar a carteirinha não só iria evitar problemas como seria vantajoso para o suposto estudante, iria dar mais legitimidade ao seu protesto.
    Por outro lado creio que o policial deveria apenas ter falado o seguinte: “Palavra de cu é rola. Ou mostra a carteirinha ou vamo prá DP”. Caso o cidadão insistisse na recusa, detenção. Aí se houvesse resistência poderia sim usar força física.

    • dede says:

      apenas documentos de fé publica e expedidos por orgao governamental competente precisam ser apresentados.
      carteirinha de faculdade nao se encaixa aí meu caro. (seria a mesma coisa que tentar usar a carteirinha da faculdade pra votar.

      alem disso, ele poderia sim ser detido o estudante, mas so se ele desrespeitasse ordem LEGAL, e como nao ha nenhum dispositivo legal que o obrigasse a atender o pedido do policial, a detencao era descabida.

      mesmo que houvesse precedente para levar o rapaz sob custodia, o policial so poderia usar de forca fisica se houvesse resistencia a prisao ( e mesmo assim so para mobiliza-lo), e como nao foi dada a voz de prisao, nada justificaria o uso de forca fisica

    • CPP says:

      Fábio, corretissimo, é obrigatório apresentar identificação a AUTORIDADE POLICIAL quando requerido…acontece q é aí que os desinformados se confundem….um Policial Militar NÃO, eu repito, NÃO é AUTORIDADE POLICIAL, autoridade policial é o DELEGADO DE POLICIA. Se esse estudante nega se identificar para o delegado de policia aí sim configura-se desacato e uma detenção…

      • Alexsandro says:

        Mas o policial tem fé publica, se ele diz que foi desacatado para o delegado a palavra dele acaba valendo para a autoridade policial

      • jesiel says:

        È ai que voçe se engana caro CPP, policial militar (soldado militar) é sim autoridade policial gozando de todo o seu direito de autoridade não importando a patente. isso a patente militar não se aplica a civis (um soldado tem a mesma autoridade que um capitão perante um civil).

      • Marcus says:

        Nós só estamos esquecendo qual é o ponto do texto. Mesmo que ele não tenha a obrigação de mostrar o documento, mostra-lo não significaria que nós (o povo) somos “bitches” da policia. Na verdade só evitaria toda esta situação que não valeu de nada afinal, pois isso não foi um marco na historia da luta contra a opressão policial ou qualquer coisa do genero, foi apenas mais um cara tomando uns petelecos dos Homens.

        Sinceramente, eu acredito que enquanto esta batalha não parecer facilmente justificável até para a Dona Gorete que esta assistindo Video Show, sempre será como “os maconheiros da FFLCH sendo postos em seus devidos lugares” dando ao policial o direito de poder descer o sarrafo em nome da sociedade.

        Precisamos cuidar melhor da imagem do manifesto, ou a Piñata Universitaria só vai servir de holder de audiencia.

  15. João da Silva says:

    Estudo na USP e conheço o cara que foi agredido pelo policial. Ele sempre está metido em confusão e pronto a fazer arruaças pela faculdade. Tem porte de mendigo, a ponto de feder pelo campus. É mal encarado e várias pessoas o evitam, talvez por medo.

    • arouka says:

      valeu joão,
      REAÇA ME ABRAÇA!
      vamos aproveitar e bater em todos os mendigos na rua (sim, pq eles tb fedem e alguns sao mal encarados).
      a gente pode aproveitar tb e queimas indios em pontos de onibus em brasilia!
      quem mandou eles nao tomarem banho né?

      • Bruno says:

        Não entendo onde esses caras acham discriminação e incitação a violência quando o cara só passa um relato imparcial, vai saber…

        • aroukq says:

          brunão, o amigo ai de cima tentou amenizar a conduta do policial alegando, entre outras coisas, o fato do rapaz ter aparencia fetida.

          alem do que, nao seria o preconceito tambem uma forma de discriminacao?

      • Rodrigo says:

        “Ele sempre está metido em confusão e pronto a fazer arruaças pela faculdade.” e você insiste em ler o que quer. És retardado ou retardado? aiai esse Brazil Brazileiro…

      • Cuidado amigo, palavras escritas não transparecem sarcasmo. Afinal você viu ali, o cara é um “bad boy”, pagou de mauzinho com o policial e se deu mal.

    • Ronaldo says:

      Dos trezentos e tantos comentários o melhor, explica muita coisa…

    • Coyote Cabrón says:

      “…Ele sempre está metido em confusão e pronto a fazer arruaças pela faculdade…”

      O João da Silva é o narrador da sessão da tarde!!!

      • Druda says:

        Foi o que eu achei assim que li isso.
        Só faltou dizer que anda com um “galerinha da pesada”.
        Ai ai…
        De qualquer forma, ambos agiram errado.

  16. @mos_axz says:

    Qualquer pessoa sabe que o policial errou. Mas eu duvido que ele tenha chegado naquele lugar e tenha dito “ei seus felas, mostrem suas identidades e saiam daqui porque eu quero jogar baralho com meus colegas e comer doritos”. Acredito eu que a direção mandou que a area fosse desocupada e o pessoal foi pra, talvez pensando “o que o reitor acha que pode fazer? organizar essa bagaça?”

    Revoltinha tem limite porra, sua mãe nunca te ensinou que em uma situação onde uma pessoa está descontrolada e portando uma arma de fogo, você deve usar algo chamado BOM SENSO e tentar evitar conflitos?

    • Guil5566 says:

      Se ela está descontrolada, ela não está apta para trabalhar como policial e portar uma arma, além da “permissão” para ameaças e agressões.

      • arouka says:

        this guy has a point

      • Direita-esquerda, direita-equerda, direita-esquerda, direita-esquerda... says:

        Concordo que ele, como policial, deveria ter mantido o controle. Mas não é preciso muito esforço para imaginar o quanto as pessoas têm prazer em desafiar publicamente figuras que têm poder, mas não podem usá-lo de forma desmedida.

        Duvido muito que o estudante se comportaria daquela forma se estivessem num local sem testemunhas, ou se no lugar do policial estivesse outra figura (e.g. um civil anônimo) com mesmo poder, mas sem a obrigação de dosar sua força.

        Parece-me que o policial resolveu dar um basta nos desaforos a sua própria maneira. Queria mesmo é ver tudo bem do começo, não o trecho que alguém acho de colocar na Internet.

  17. Muito interessante a sua abordagem do problema: se a AUTORIDADE não for atendida em seu comando, automaticamente ganha o direito de ser AUTORITÁRIA. Afinal, o folgado do moleque não quis mostrar sua carteirinha da USP, e isso é motivo para que leve vários sacodes e tapas na fuça.

    Esse conceito dá margem para, caso vc morasse no Brasil e fosse parado numa blitz da Lei Seca e se recusasse a fazer o bafômetro, ser esculachado pela autoridade: levar umas bifas na cara, uns chutes no saco. Depois do sacode, vc “pensa melhor” (como o rapaz fez, mostrando a carteira posteriormente), sopra o aparelho e dá negativo. O PM pede desculpas (esse aí nem isso fez) pelo mau jeito e fica tudo certo.

    O que fico mais puto é vc, que mora num país onde a polícia age ESTRITAMENTE DENTRO DA LEI E RESPEITA O CIDADÃO, escrever uma babaquice dessas e ser incensado por brasileiros.

    Polícia é pra proteger o cidadão, não pra dar tapa na cara dele. NEM DELE, NEM DO BANDIDO. Para o segundo, já existe a punição prevista na lei. Polícia não é juiz, nem promotor. É só polícia.

    • Kid says:

      Que texto você leu? O meu nao foi, porque nunca falei que o policial tinha DIREITO de nada ali. Apenas comentei sobre a inevitabilidade da situação, dada a recusa do sujeito de acatar o razoável pedido do policial.

      O seu processo cognitivo é de um maniqueísmo singular: não concordo com o estudante, portanto logicamente devo achar que o policial agiu de forma plenamente corrreta. É preciso treinamento pra desfiar uma falácia de falsa dicotomia tão perfeitinha, ou isso é um dom natural?

      A propósito: não fique “puto” porque um moleque que você nem conhece discorda de você na internet. A julgar pela sua foto, você está uns 30 anos acima da idade em que se aprende o domínio básico de emoções.

      • @RamonBoorges says:

        Como o Izzy disse ali em cima: “Quando um não quer, dois não brigam”. Seria muito difícil pra ele tirar a carteirinha do bolso e mostrar para o policial quando foi pedido? Não, quis meter banca com o policial e depois reclamou de ter tomado tapa. É a mesma coisa que você negar um pedido do seu pai de forma grosseira dizendo a ele que a sua palavra basta. Seu pai ia deixar barato? O meu não.

        • Caio Santana says:

          Não fale merda, policial não é pai de ninguém e uma desobediência não dá a um policial direito de espancar alguém, de “não deixar barato”. Isso não foi o que o Izzy disse.

        • dede says:

          @rqmonboogers, vamos fazer o seguinte entao, voce passa toda sua grana pra uma conta numerada q eu vou te passar, e se vc nao passar eu te baixo o sarrafo.

          entao? quando um nao quer dois nao brigam?
          assim como voce nao tem o direito de se recusar a me passar o dinheiro, o garoto tinha o dele de nao mostrar a carteirinha

      • Se existe falácia em algum argumento, foi você quem a construiu: os dois lados NÃO ESTÃO e NUNCA ESTARÃO em pé de igualdade para que se compare, sob qualquer pretexto, as atitudes. Um possui a autoridade conferida pelo Estado (e seus cidadãos), e deve se portar como digno de merecer a autoridade. Isso inclui saber que, tendo o poder, deve estar sempre preparado para exercê-lo dentro dos limites impostos pela lei. A função da polícia é REAGIR de forma PROPORCIONAL à ofensa recebida pela sociedade.
        No caso em tela, houve o quê? O rapaz se negou a apresentar o documento. Isso é motivo pra levar um sacode, ter uma arma apontada contra si? NÃO. E é SÓ ISSO que se tira desse episódio, nada de “método de invulnerabilidade” e outras gracinhas congêneres.

        A polícia brasileira comete arbitrariedades diariamente, e a defesa desses maus profissionais SEMPRE passa por essa história de “o cidadão não colaborou, me desacatou etc”. E enquanto o cidadão, direta ou indiretamente, a sério ou com piadas, corrobora essa versão, as coisas continuarão como estão.

        Quanto à capacidade de se indignar com as coisas erradas da vida (aka “ficar puto”), saiba que isso é ATEMPORAL e não denota descontrole algum. Espero sinceramente que você, formador de opinião na internet (veja quantos concordaram contigo), chegue à minha idade com ela.

        Envelhecer não é doença ou defeito, é só o passar dos anos. Ocorreu comigo, vai ocorrer contigo também. Para uns, isso confere experiência e sabedoria; para outros, é só uma sequência infindável de minutos sem sentido algum. Eu procuro usar esses minutos da melhor forma possível, inclusive manifestando minha discordância por coisas que vejo e leio.

        Se você não aceita comentários de leitores com mais de 40 anos e/ou que discordem de você, deixe um aviso no blog. Poupa tempo do comentarista e o teu também.

        Abs

        • Kid says:

          “No caso em tela, houve o quê? O rapaz se negou a apresentar o documento. Isso é motivo pra levar um sacode, ter uma arma apontada contra si? NÃO.”

          Eu vou pedir pra você ler o texto novamente, porque continuo achando que você não o leu.

          Se quando eu tiver 40 anos a opinião de um moleque de internet me tirar do sério, algo está errado.

          “Se você não aceita comentários de leitores com mais de 40 anos e/ou que discordem de você”

          Sério, teu problema de fato é incapacidade de leitura e/ou interpretação de texto. Não falei que não aceito comentários de leitores com mais de 40 anos (seu comentário, apesar de retido para moderação, foi aprovado sem qualquer edição do que você falou, esqueceu? Aliás, DOIS comentários agora).

          Tou apenas refletindo sobre a relativa tristeza do fato de que um senhor da sua idade se descontrola ao ser exposto a uma opinião divergente. Isso é uma característica de crianças.

          • Marcelo says:

            Falou besteira aí, Kid. Não vi descontrole nenhum do cara. Ele argumentou fazendo contraposição ao que você disse, não te xingou nem nada do tipo. No máximo chamou seu texto de “babaquice”, mas você mesmo havia autorizado a ser chamado de “babaca” no início do texto…

            Normalmente concordo contigo, mas o cara está certo dessa vez. Não interessa a lição da mamãe diante do que diz a lei, e no direito, você pode fazer tudo o que quiser, menos o que é proibido por lei. E se não sou obrigado pela lei a apresentar minha identificação estudantil, policial nenhum pode me obrigar por isso. Isso porque ele, sim, como servidor público, só pode fazer o que a lei permite – e o que ocorreu foi justamente o contrário, como ficou claro pelo afastamento.

            E isso de “quando um não quer, dois não briga” parece bonito e funcional na infância, mas a coisa muda no mundo adulto. Se um cara quer te dar porrada, não interessa se você quer bancar o Gandhi, você VAI LEVAR PORRADA. Se o outro cara tiver poder para isso então, pior: bancar o Gandhi só vai piorar ainda mais sua situação, não necessariamente evitá-la. Então sim, você basicamente culpou a vítima por ela não ter aceitado o abuso de autoridade e não ter sido cúmplice do malfeito pelo policial.

          • Kid says:

            Acho que você não viu os tweets que o colega postou sobre mim, né?

            E acho que temos definições diferentes para “descontrole”. Ficar “puto” (admissão do sujeito) em minha humilde concepção significa alterar-se em seu estado de espírito. Considerando o motivo banal — ele ficou “puto” porque não concorda comigo –, eu acho isso perder o controle do seu estado natural, sim.

          • Fernando Marés de Souza says:

            Eu gosto desse blog porque ele consegue eloquentemente expressar tudo que eu penso sobre esses alunos vagabundos

          • thales says:

            Acho graça que você ainda se considera um moleque de internet.

      • Giselly says:

        Acredito que os maiores problemas de sua fala e que apesar de ser todo mundo adulto n´´os vivemos em sociedade, em coletividade, na diversidade etc… E assim como voce aprendeu na escola a dominar as suas emoções o aluno não deveria mostrar a sua identificação caso o policial não a tivesse pedido a todos ali ja que ele estava tendo um dialogo com todos naquela sala. A USP e um espaço para a livre expressão, como toda a sociedade tida como democratica deve ser. A proposito voce, no alto de toda sua boa educação, deixaria um policial entrar e vasculhar a sua casa sem saber porque e sem o mesmo lher apresentar um mandado judicial?

        • Giselly says:

          ps. Estou sem acenuação.

        • Kid says:

          Vasculhar sua casa != pedir identificação.

          • Giselly says:

            POEMA DE MAIAKOVSKI

            Primeiro, eles vêm à noite, com passo furtivo
            arrancam uma flor
            e não dizemos nada.
            No dia seguinte, já não tomam precauções:
            entram no nosso jardim,
            pisam nossas flores,
            matam nosso cão
            e não dizemos nada.
            Até que um dia o mais débil dentre eles
            entra sozinho em nossa casa,
            rouba nossa luz,
            arranca a voz de nossa garganta
            e já não podemos dizer nada.

            http://www.youtube.com/watch?v=_cu00tQp4Ng&feature=player_embedded#!

          • Giselly says:

            Não sei se estou certa, mas acho que um dos grandes problemas para manifestação da população para qualquer coisa que seja, de corrupção a melhoria da saúde públca é que as pessoas tem seus DISCURSOS, IDEIAS, ARGUMENTOS e CRENÇAS muito pautadas na TV GLOBO

          • Giselly says:

            E outras meios coligados como época, veja, outras emissoras… Acho muito dificil que no Brasil os protestos ou manifestações estudantis ganhem força, como discurso do operário abaixo, mesmo que a insatisfação seja coletiva, porque o que há é a anestesia criada pela comoda posição de (tele)expectador(?Será?) Não sei só sei que a insatisfação coletiva é muiiito grande e quando tem alguém que faz alguma coisa tem sempre alguém com uma resposta pronta, que demonstra que ou não sabe ou prefere não saber porque assim é melhor(por quê?).

            http://youtu.be/UK_SPEafDVs

        • Está aí alguem que nunca morou em uma favela…

      • Mauro says:

        Meu Deus, Kid… Izzy… whatever, seja lá quem for: você é o cara. Sério.

        Eu sei que este comentário não acrescenta nada à discussão, mas precisei dizer isso.

  18. Law (@la_wendt) says:

    Otimo texto.

  19. Vítor de Paiva says:

    Concordo plenamente, não é porque uma pessoa está errada na situação que a outra pode fazer qualquer coisa que queira, foi a mesma porcaria com a invasão ano passado, nenhum dos lados estavam certos. Os policiais são exagerados com alguns estudantes, e o que eles fazem? Fazem de TUDO, menos fazer a coisa mais fácil possivel: discutir, argumentar, mostrar o ponto de vista deles, divulgar em redes sociais ou de vídeo. Mas ao invés disso ficam fazendo cara de mau e culpando todo mundo, culpa o sistema polícial, e ainda por cima faz atos extremamente exagerados.
    Nesse caso, a mesma coisa acontece. Não digo que ele merece apanhar, mas é o que o cara busca em decisões como essas…

  20. @mandello says:

    O argumento usado de que nada aconteceria com ele se estivesse trabalhando é exatamente o mesmo que o meu tio, saudosista da ditadura militar, usa pra defender esse regime. É interessante que, quando alguém se define como “nem de esquerda, nem de direita”, geralmente opine uma opinião que se pode classificar como sendo de direita. Aliás, o fato de que você não se identifica com uma ideologia em específico não significa que você não tenha uma. O policial não tinha nenhuma necessidade de agredir o estudante nessa circunstância. Usando uma situação análoga como argumento, é como se um policial te chutasse e te apontasse a arma porque você negou mostrar documentos ao ser abordado na rua. Nunca vi isso acontecer com um morador de um bairro nobre, por exemplo – por isso a acusação, por muitos, de racismo nesse caso. O policial certamente foi quem mais errou ali.

    • Ian Welerson says:

      Ai que está o ponto, você diz que o policial foi o que mais errou, certamente é isso que qualquer indivíduo irá pensar, por que o policial agiu sem necessidade, lógico, apontou a arma sem necessidade, lógico, bateu sem necessidade, lógico, porém, o Estudante teve um motivo para não mostrar a sua carteira da USP? Não, eles têm motivo para chamar o policial de Racista no 2º vídeo, não, eles tem motivos para peitar o policial em uma situação em que estão em desvantagem? Não, a desvantagem no caso, é a de o policial ter uma arma, ele ter o “poder” de fazer o que bem entender com aquela arma, lógico que tem consequências depois que ele fizer, porém no momento não vai ter, o que poderia ter acontecido era o garoto ter levado um tiro, o policial ter virado as costas e aquele monte de estudante ter ficado com um cara a beira da morte, se não morto, em um campus tentando salvar a vida dele, isso tudo a troco de nada, por que, pelo que supostamente eles foram lutar iria ficar de lado, iriam vir críticas a policia, o PM iria ser preso, e essa coisa toda, e no final das contas, iriam colocar a culpa de tudo no PM, não defendo o PM, porém não teria motivos para não acatar o que ele pediu, no Brasil, a policia não respeita, isso já é um bom motivo para que eu fizesse o que ele pediu, no entendo, vamos raciocinar: O vídeo começou exatamente com a discussão, o que aconteceu antes ninguém sabe, e em ambos os dois vídeos, só é mostrado a hora que o “pau” come, que ocorre todas as ofensas, e isso era um dos motivos deles estarem lá, eles querem chamar a atenção para a causa deles, e se aproveitaram da situação, se virem o segundo vídeo, verão que quem realmente ofende são os estudantes. Achei todo o post do Izzy muito bom, e isso tudo que acontece é apenas o reflexo de como a policia é falha no Brasil, bem como os cidadãos que acham que tem o pleno direito de fazer o que bem entenderem diante de uma autoridade ou de qualquer outra pessoa, nunca foi abordado por polícias, mesmo quando trabalhava, e saia do emprego as 11H da noite, com um telefone (não rolava de levar fone no bolso) na rua escutando Planet Hemp e passava do lado de viaturas, eles apenas olhavam para mim, e viam meu uniforme e ignoravam, se me parassem, atenderia a tudo que eles pedissem sem problemas, por que a música, a situação, o lugar que eu estava levava a crer que eu realmente era um “meliante”, a mesma situação ocorreu ali, já estava um clima tenso, o cara sentado em cima de uma mesa, o policial foi querer saber o que ele fazia ali, custava mostrar a identificação? Você pode ver no início do vídeo que eles estão tendo uma conversa normal para o clima que estava. Bom escreveria mais, mais são 3:21 da manhã, e o sono bateu aqui.

    • Rogerio says:

      Cara, pelo amor de deus…

      O morador de um bairro nobre, de um bairro pobre, de qualquer lugar… Se for um cidadão normal, não tem por quê não mostrar os documentos ao ser abordado na rua.
      O policial, querendo você ou não, possui autoridade que deve ser respeitada, ao negar um comando verbal, medidas devem ser tomadas de forma autoritária para garantir que ele seja seguido.
      Ai aconteceu o erro do policial, ele partiu para a violência física rápido demais, antes disso ele deveria falar para o estudante entrar na viatura, ele por não querer ir para as garras da “ditadura” ia negar, dai o policial poderia bater nele… foi apenas um erro de sincronia, mas ia dar na mesma.

      • Guil5566 says:

        Policial é o Cartman agora?

      • Julio Augusto says:

        O Policial não pode exigir que ele mostrasse a carteirinha da USP…

        Ele pode permanecer lá mesmo sem ser estudante… Atente que ele não pediu documentação, pediu EXATAMENTE a carteirinha… se o cara não tivesse a carteirinha ele ia tomar porrada também ?

        Eu mesmo canso de ir na USP encontrar uns amigos e tomar cerveja no Instituto de Fisica… Já to até vendo eu apanhar de PM lá porque não sou aluno…

        • Ian Welerson says:

          Lógico que pode exigir, você pode muito bem passear pelo USP, mais vale lembrar que o cara que tomou as porras não estava passeando, estava no meio da discussão, e estava dentro de um local que os PMs foram lá para retira-los, o papel do PM ali, naquela hora, era ajudar a segurança a retirar o pessoal de dentro daquela área para que eles pudessem fechar ela (como acontece no 2º vídeo) e como ele não mais argumentos contra o cara que ele estava conversando no início, ele foi para o próximo, e o cara veio querendo tirar onda falando que a palavra dele bastava, ele estava completamente errado em falar isso, e o PM completamente errado em cair na onda dele e partir para a porrada e ameaça, ou seja, ambos errados, entretanto, se o estudante mostrasse a bendita carteira, nada teria acontecido, eles teriam sido expulsos do local e não teriam ganho a mídia como tem agora com o que aconteceu.

          • arouka says:

            ian, a menos que houvesse um oficio da reitoria ou uma ordem judicial mandando evacuar o predio do DCE (o que nao havia), ninguem era obrigado a sair de la

          • Ian Welerson says:

            @arouka: Certo, porém a questão é: Por que ele não mostrou a bendita carteira?

          • Knux says:

            Arouka

            Não havia ofício da reitoria?! Está mentindo descaradamente ou é só desinformação”

          • Ian Welerson says:

            Knux: Aparentemente não, por que no início do vídeo eles estavam discutindo por alguma coisa parecida com isso, se aumentar bem o volume da para escutar eles falando, por isso o PM ficou puto e foi pra cima do cara.

          • aroukq says:

            ian, se o policial tivesse pedido a carteira do rapaz agredido no mesmo tom em que estava conversando com o outro rapaz, eu duvido que ele nao teria dado. Eu concordo que nao custava nada apresentar a carteira, mas ali, visivelmente o policial queria apenas afrontar o meliante, e nao averiguar sua documentacao ( a prova disso e que mesmo se o rapaz nao tivesse a carteirinha, o policial de nada poderia fazer)

          • arouka says:

            @knux, preste mais atencao nos fatos antes de bradar a desonestidade ou desinformacao dos outros.

          • Ian Welerson says:

            aroukq:
            Foi o que eu quis dizer em um texto imenso que eu fiz e o Kid não aceitou :( Eu falava que o PM percebeu que para aquele cara do início do vídeo ele havia perdido a “briga” então ele decidiu partir para outro, e o primeiro que viu na frente foi aquele sujeito que aparentemente estava sentado em cima de uma mesa, então partiu convicto de que o cara não era estudante e se fudeu literalmente, por que ele era estudante, e se ele não fosse o PM iria tirar ele daquele lugar, por que ali estava sendo fechado, aparentemente não tinha nenhum oficio da reitoria, mais estava sendo fechado pela guarda do campus, então resumindo a história: O muleke conseguiu o que ele queria, que era chamar a atenção, passou até na Globo, essa era a intenção, me diz qual era se não essa? Já estava tudo armado, aquele muleke estava todo sujo, todos que estavam ali estavam arrumados de boa, ele não, na exata hora eles estavam filmando. Isso que eles queriam, chamar a atenção, e o PM foi burro de cair. PS: De novo, não defendo o PM nem o Estudante, ambos são burros e estão errados.

          • Kid says:

            Não aprovei o seu comentário por engano mesmo. Tá no ar.

      • @mandello says:

        Eu sei que o policial tem autoridade pra pedir que um cidadão mostre seus documentos. O que eu quis dizer é que, quando lidam com cidadãos de alta renda, geralmente a abordagem é muito mais cuidadosa. Nenhum empresário que estivesse caminhando no campus da USP admitiria ser obrigado a chutes a mostrar os documentos. Mesmo que ele negasse entrar em uma viatura o policial teria esse direito. Não conheço as leis, mas acho que só em legítima defesa ou casos mais graves ele poderia pensar em apelar pra algo parecido.

        • Ian Welerson says:

          Geralmente com quem é de “alta renda” ele iria pedir do mesmo jeito, e o cara por ser de alta renda, teria o minimo de conhecimento para apresentar a carteira, uma vez ele sabe dos riscos de não mostrar no Brasil, não querendo falar que só o pessoal da classe alta saberia isso, porém quem procura se informar e não está com intenções maldosas de querer chamar atenção sabe que se ele mostrar não iria acontecer nada,

  21. Ilka says:

    Excelente texto, Izzy! Concordo plenamente!

  22. Hreter says:

    Este é um caso patético que apenas reforçará o repúdio da opinião público ante a atitude dos estudantes revoltosos da USP perante a autoridade. Sim, o Brasil tem um grave problema com a policia devido a X fatores que nem vou me dar ao trabalho de listar, e é uma causa nobre (não tão Nobre quanto o Izzy, though) pela qual lutar. O problema é que a maioria dos indignados estudantes, ou pelo menos uma minoria que sabe chamar a atenção, não sabe como fazer isso. O resultado? Um argumento fraco, distorcido, pedagógico apoiado por movimentos infantis e sem visão que apenas funcionariam em um mundo ideal. Como o caso do video. O suposto estudante se negou para contrariar o policial e provocar a reação violenta, no desespero por tirar algum proveito daquele desalojamento com um videozinho polêmico de uma agreção leve por parte da autoridade contra a qual estão lutando. Ou melhor, contra a qual nem deveriam estar lutando, senão lutando para melhorá-la.

    A reação do policial foi deplorável, mas um salário baixo e um mal dia são mais do que suficientes para justificá-lo.

    • Ian Welerson says:

      Exatamente, vale lembrar até daquela tabela que rolou pela internet comparando os salários de um Político até o de um Professor.

    • Stephen says:

      É como eu digo:

      1)Qual a calma de um cidadão que, no exercício das suas funções(para os que não entendem, TRABALHANDO), a qualquer hora do dia pode ter uma arma apontada pra sua cara e tomar uma azeitona na testa e morrer, ganhando R$ 1500,00 para isso?
      2)Os estudantes aqui presentes se imaginam estudando dentro de uma biblioteca(que seria o exercício da sua função), como eu, neste momento, e tomando uma azeitona na testa? É isso que um policial pensa todo dia quando sai de casa pro trabalho.
      3)Acham que, dentro desta situação toda, o policial iria servir cafézinho com petit fours pro cara e pedir a carteirinha dele? AHHHH VÃO SE….né!?

    • Thiago Spegiorin says:

      Justifica-lo não, explica-lo.

  23. Kadu Gaspar says:

    Concordo com tudo. Os dois estavam procurando confusão e acharam. Se o estudante tivesse simplesmente mostrado a identidade seria obrigação do policial parar por ali e caso ele agisse da forma que agiu ainda assim, seria o único errado da história.

    Não defendo o policial. Mas o estudante também procurou confusão desnecessariamente!

  24. Matheus says:

    Concordo, Izzy! Nesse caso, o estudante quis desafiar a polícia provavelmente porquê sabia que ia acabar em briga, e ele aproveitou para se fazer de vítima e quis colocar a população nesse sentimento de revolta com o que aconteceu.
    Enfim, tem que ver isso aí. Vc podia fazer um texto explicando todos os esses eventos da USP dando sua opinião. Abraço!

  25. Thiago Martins says:

    Respondendo aos teus comentários no Twitter:
    A grande diferença deste caso é que o estudante “somente” não foi sensato, e ainda sim exercendo um direito dele, de não mostrar documentos, e o policial QUEBROU LEIS.

    É proibido por lei apontar arma para um civil desarmado, fora agressão e abuso de autoridade. E mesmo que houvesse abuso de autoridade, o policial deveria ter dado voz de prisão e não arrumar aquela palhaçada. Mostra uma reação totalmente exagerada, pra alguém que deveria ter controle emocional pra estar naquele cargo.

  26. Victor says:

    Esses estudantes da USP estão se achando os últimos Jedis da Aliança Rebelde…

  27. Luucas says:

    Ótimo texto, parabéns!

  28. Você, em posição de ser humano, possuidor de polegar opositor e telencéfalo altamente desenvolvido, dotado de sensatez, sabendo como é que funciona a cabeça mongolóide e troglotitista dos policiais que protegem as ruas da nossa amada nação, realmente hostilizaria um deles em favor do seu direito de provar que é estudante sem mostrar documentação porque acha que sua palavra basta, numa realidade cujo sistema é controlado basicamente através de documentos escritos? É querer deformar o próprio senso de realidade, se arriscar na mão de imbecis como esses por uma “causa” tão imbecilmente pequena… Está errado que eles procedam da forma que procedem? Não vi ninguém dizendo o contrário. Mas sabendo disso… pra quê? Vi ali dois orcs anencéfalos, cada um vendo quem dava a porrada mais forte à sua própria maneira. Só isso.

  29. André says:

    Se o policial mandou mostrar os documentos, é pra vc mostrar.

    O cara foi querer dar uma de engraçadinho revolucionario, se fodeu, e eu achei foi pouco.

    Eu já passei por duas universidades publicas e o que mais tem é esse tipo de aluno maconheiro-vagabundo.

    Os caras vão pra faculdade parecendo mendigo de rua e nunca vão pra aula. Tão sempre em algum bar ou por aí fumando maconha. Geralmente são membro de DA, DCA, essas merdas. Tudo metido a revolucionário e tudo ligado a partido político.

    Enfim, um bando de vagabundos que acha que universidade pra fazer farra e fumar maconha. Não podem fazer isso em casa pq tem medo dos pais, vão fazer na faculdade.

    Por mim esse pessoal devia estar tudo é preso. Esses caras são a escoria das universidades brasileiras.

  30. Danilo Freire says:

    Só aponto algumas coisas.

    1) Se ele era aluno ou não era irrelevante, a USP é uma universidade pública e, ao menos no Brasil, qualquer pessoa pode entrar, circular e permanecer nas dependências comuns dos campi de universidades dessa natureza.

    2) Não existe pessoa sem ideologia. Sim, eu entendo o que você quer dizer afirmando isso, é que sempre acho meio pointless. Por exemplo: defende a propriedade privada e as liberdades individuais? Se sim, isso te exclui da esquerda (a radical ao menos). Acha que os trabalhadores podem fazer greve? Se não (isto é, trabalho é contrato, se não gostou sai fora), isso te exclui da esquerda moderada etc.

    É possível, observando certas convicções político-filosóficas, determinar a posição de qualquer pessoa dentro do espectro político. É claro que há margem de erro e coisa e tal, mas você entendeu o meu ponto.

    No mais, concordo com tudo. :)

  31. Alexandre VI says:

    Concordo. Desde os tempos de Lutero, protestantes tem mais é que apanhar.

  32. André says:

    Concordo em parte, Izzy.

    Acho que seria totalmente razoável o estudante mostrar a carteirinha pro policial naquele momento, mas a abordagem inicial do policial (pra cima do único negro do grupo) foi totalmente unilateral – nesse caso, não vale a idéia de que quando um não quer, dois não brigam.

    Eu imagino o que se passa na cabeça de uma pessoa negra que é discriminada assim, na caruda. Como disse acima, acredito mesmo que o melhor que o estudante poderia ter feito naquele momento era mostrar a carteirinha, mas não crítico e entendo a postura de desafio que ele tomou.

    • Kid says:

      De onde vocês tiraram exatamente que aquele cara é negro afinal?

      • Grayce Kelly says:

        Affs, talvez pelo estilo do cabelo dele. Drads, acho que é assim que se chama.
        Concordo em gênero, número e grau com tudo o que Izzy disse, mas vou além. Acho mesmo que esses falsos revolucionários da USp merecem mesmo é levar uns bons tabefes pra ver se aprendem. Talvez precisem agora da surra que não levaram quando criança. Engraçado que são sempre alunos dos mesmos cursos que dão problema. Por que será né?

        • Thomaz says:

          Incrível como o perfil de uma pessoa consegue ser traçado baseado em um simples comentário né?

          Essa tal “Grayce Kelly”, por exemplo, classe média/média alta que NÃO estuda na USP e provavelmente nunca andou lá. Uma pessoa preconceituosa (eu sei que é difícil admitir mas você é!) e que não busca se informar. =)

  33. Raul says:

    Muito bom o texto, apenas.

  34. droantjk says:

    Ta todo mundo errado ali, tanto o PM quando aquele bando de desocupado. Mas o fato mais revoltante você sequer comentou , Kid. De onde aqueles retardados tiraram que o cara apanhou porque era “o único negro” do grupo”? Pior, de onde eles tiraram que o cara era “o único negro do grupo”? As pessoas adoram distorcer as coisas. Me estressa muito ver pessoas inventarem racismo onde não existe…

  35. Fernando Marés de Souza says:

    Kid, eu entendi seu “point”. O que você parece não entender é que nem todos são conformistas como você. Sua submissão à autoridade para preservação de sua segurança imediata pode ser encarada por muitos como pura covardia. E os “arroubos de rebeldia” do rapaz é apenas a exigência legítima de que a PM não ocupe militarmente os campi, que é uma bandeira não só do rapaz, mas parte de uma luta internacional contra a crescente criminalização das manifestações estudantis. Pela sua lógica, os manifestantes da DC Davis que levaram spray de pimenta na cara também procuravam confusão ao ficarem sentados e se recusarem as ordens da polícia de saírem dali. As porradas que os estudantes levaram em Berkley seria evitada se os estudantes deixassem o prédio reitoria. Só um louco desafia a polícia. Fico feliz de ver que os loucos estão nem aí para a opinião dos bundões e continuaram desafiando a autoridade ilegítima. Precisamos mais deles do que de vocês…

    • Kid says:

      Pra alguém que gosta de esmiuçar falácias e falsas analogias, seu comentário é um prato cheio com direito a cheesecake de sobremesa (daqueles de morango com calda, que são os mais apetitosos mas mancham sua camiseta branca). Outro dia comi um cheesecake desses, é o motivo pelo qual sou gordo atualmente. Adoro cheese cake. Seria legal se inventassem um cheesecake que fizesse o cidadão emagrecer, já pensou?

    • Kid says:

      Vamos lá.

      1) Você vê conformismo onde há apenas pragmatismo. Se submeter a mostrar identidade não é exatamente uma completa destruição dos seus direitos civis né, por favor amigo do cheesecake.

      2) Covardia? You better believe it. É uma questão de risk assessment: peitar a polícia sem QUALQUER propósito ou razão, arriscando porrada ou prisão, ou simplesmente mostrar um documento…? Que escolha difícil.

      3) Você está projetando no cara sua própria ideologia. Não vi em lugar nenhum qualquer evidência de que a rebeldia do cara fosse algum tipo de discurso político contra a militarização do campus. Me pareceu apenas ousadia gratuita em face de inevitável represália.

      4) A comparação com os estudantes de Davis é uma falácia multi-layered. Antes de mais nada, a agressão contra os estudantes de Davis foi imensamente pior, por muito menos motivo, e foi uma resposta exageradíssima ao que era um protesto pacífico protegido pela Constituição. Idem com o protesto de Berkeley (que é lotada de hippies que gostam de confusão e odeiam autoridade mas enfim). Não concordo com nenhum deles pelo simples motivo de que ali existia uma demonstração legítima de protesto. O moleque da USP tava raging against the machine por que exatamente?

      Eis o fator crucial que você está ignorando: a polícia exigir que os estudantes se dispersem representa um impedimento de seu direito inalienável de peaceful assembly. Já o policial que pediu a identidade do rapaz não o impedia de nada; um policial pode, sim, exigir ver documentos seus.

      Um policial pediu documentos que comprovem a identidade do moleque, e o este falando que não vai mostrar por pura birra. Not the same thing.

      Não é que “só um louco desafia a polícia”. Você não leu o texto? É uma questão pragmática sobre saber escolher suas batalhas. Se juntar com jovens numa oportunidade única de derrubar uma ditadura de várias décadas? Isso é uma batalha pela qual se vale a pena verter sangue.

      Negar mostrar identidade pra um policial que, até aquele momento, não estava batendo em ninguém e foi antagonizado a ponto de perder o controle da situação? Sim, loucura.

      Autoridade ilegítima? Me desculpe, mas policiais tem autoridade legítima, sim. Se você discorda do conceito do braço policial do Poder Executivo, o buraco é mais embaixo…

      • Fernando Marés de Souza says:

        Kid, gostei do seu post. Por isso vou postar 694 comentários aqui. Sou meio desocupado mesmo.

        • Kid says:

          lol @ você googlear “falácia multi-layered” achando que isso é algum tipo de termo patenteado ou definido classicamente. Google “multi-layered”, traduza, e depois aplique o adjetivo a “falácia”. Melhorou agora?

          Eu te ajudo.

          Falácia: Falácia.
          Multi: Múltiplas.
          Layer: Camada (adjetivizado como “layered”).

          TRADUÇÃO: Falácia com múltiplas camadas.

          Uma das falácias no caso, é a da falsa analogia. Comparar Berkeley c a USP é errado por motivos que eu já expliquei acima (hint: direito americano de peaceful assembly contra o direito brasileiro não-existente de recusar apresentar identificação a policial uniformizado). Aliás, é uma analogia que falha em diversos níveis, not the least of which é o fato de que as leis que regem a capacidade de free speech nos EUA e no Brasil são dramaticamente diferentes. Protesto é free speech nos EUA de uma forma que não se equivale ao Brasil.

          O “multi-layered” se deve ao fato de que isso é simultaneamente uma falsa analogia e um strawman argument (APOSTO Q VC ACHA Q OS MEGANHAS DE BERKELEY TAVAM CERTOS TB NÉ!!!111). Você demonstra habilidade com essas falácias, suponho que você vem praticando há muito tempo.

          “Que VOCÊ ignora é que o policial não estava “exigindo os documentos”, estava sim duvidando que aquele negão de rasta era um estudante”

          Ó você projetando de novo.

          • Fernando Marés de Souza says:

            Projetando? Estou relatando os fatos. Quem pergunta “você é estudante”? e depois da resposta positiva exige comprovação DUVIDA QUE O CARA É ESTUDANTE.

          • Fernando Marés de Souza says:

            enhum resultado encontrado para “Falácia com múltiplas camadas”.

          • Fernando Marés de Souza says:

            Eu passei esse texto pra todos os meus amigos.

          • Kid says:

            >>Não é falácia por falsa analogia, aplique sua lógica para UC Davis, Occupy Wall Street, Maio de 68, ou qualquer pessoa ou evento que desafia a autoridade policial por razões políticas

            Eis aqui o momento exato em que toda a sua analogia desmorona.

          • Fernando Marés de Souza says:

            Muito menos há falácia por strawman, pois em nenhum momento tento representar sua posição de maneira diferente do que você escreveu.

            Reescrevo o que disse pra simplificar: “Por sua lógica” (se “estivessem trabalhando” e se “um não quer dois não brigam”)nenhum confrontamento aconteceria no mundo.

          • Fernando Marés de Souza says:

            E só uma última coisa: Quem disse que o policial tinha autoridade para pedir carteira da USP ao estudante, visto que não há obrigatoriedade de porte pelos estudantes e não há exigência de SER estudante da USP para permanecer no Campus?

          • Pô, mesma coisa que eu li em outro blog sobre o caso(e obviamente contra a polícia e a favor do estudante). O sujeito simplesmente transcrever os pensamentos racistas do PM. Porque ele é telepata ou algo assim, eu acho.

            Tem tanta palha nisso que se não tomar cuidado pega fogo espontaneamente.

          • Thiago Martins says:

            “…contra o direito brasileiro não-existente de recusar apresentar identificação a policial uniformizado”

            O estudante tem SIM direito de não apresentar documentos. Primeiro, porque ali ele não precisaria do documento para estar naquele local, e segundo, porque ele não precisaria mostrar mesmo.

            Mesmo se fosse na rua, o cara poderia se recusar a mostrar documentos, e deveria ser encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos e ouvir os dois lados.

          • Fernando Marés de Souza says:

            Você acha que o ato dos estudantes (de ocupar o local) e o ato do estudante em questão (de se recusar a colaborar em uma abordagem “não correta”, não são atos políticos?

            Porque acho que vc tem razão mesmo. São tudo um bando de vagabundo.

          • Fernando Marés de Souza says:

            Kid vc é foda mano.

          • “Protesto é free speech nos EUA de uma forma que não se equivale ao Brasil.”

            HAHAHA lá no país civilizado é diferente, que bizarro, HAHAHHA.

        • Knux says:

          Hahahahahahahahhahahah

          ‘sem o devido processo legal’… Ordem judicial é o que, filho?

          Acho que você está falando ‘legal’ no sentido de ‘bacana’, ‘batuta’ né? Não há de ser referente ao ordenamento jurídico….

    • Grayce Kelly says:

      “luta internacional contra a crescente criminalização das manifestações estudantis”… Ah tá, usar drogas em faculdade agora é manifestação estudantil. Desculpa mas só rindo mesmo. kkkkkkkkkkkkkkkkk

    • wlins says:

      E as empresas que obrigam seus funcionários a andar pelas dependencias da fábrica de crachá, invandindo a privacidade e a individualidado de cada um.

      É uma afronta dos empresários capitalistas selvagens contra a massa oprimida dos trabalhadores menos favorecidos que são obrigados a andar por ai mostrando seus nomes para todos e… WAIT, o presidente da empresa também precisa usar crachá.

      Ah, esquece.

    • Vou fazer uma pergunta importante: Quem disse que ‘O Cara do Dread’ queria, simplesmente, enfrentar a polícia? Por que utilizamos somente a suposição de que ele seria um revolucionário, e não podemos supor que ele não queria mostrar a carteirinha por que o pai – ou professor – não podia saber que ele estava lá?

      Mas, supondo que ele seja um revolucionário – desde que não faça parte do CRUJ – existe uma diferença bem grande entre a atitude do ‘Cara do Dread’ e os manifestantes da DC Davis. Permita-me analogiar:

      “DC Davis”

      Puxa, estou muito gordo! Vou mudar minha alimentção, retirando alimentos hiper-calóricos e começando a fazer exercícios físicos regularmente!

      “O Cara dos Dreads”

      Pô, cara, eu acho que estou gordo.Vou deixar de acrescentar catchup e maionese na minha comida!

  36. Fernando Marés de Souza says:

    Militarization Of Campus Police, by Bob Ostertag Posted: 11/19/11 07:00 PM ET
    http://www.huffingtonpost.com/bob-ostertag/uc-davis-protest_b_1103039.html

  37. Fernando Marés de Souza says:

    “Órfão de pai desde os 15 anos, Nicolas Menezes Barreto sabe bem o que é trabalhar. Ele é músico e professor da rede municipal de ensino, na zona leste – em condição provisória, pois ainda não é formado. Ele prestou Música, mas entrou na segunda opção no vestibular da Fuvest. Cursa Ciências da Natureza na EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades), na USP-Leste.

    Nicolas foi agredido por um sargento da PM, nesta segunda-feira, durante a desocupação da antiga sede do DCE Livre, o DCE ocupado – a alguns metros da sede da reitoria da USP. “Eu era o único negro lá, com dread”, disse ele ao blog Outro Brasil, por telefone, no fim da tarde.

    A palavra dread remete ao estilo de cabelo rastafari. “Sem dúvida foi racismo. Ele foi falar comigo porque pensou que eu não era um estudante, e sim um traficante, algo assim. Tanto que se surpreendeu quando viu que eu era estudante”.

    Ele conta que um guarda universitário ajudou o PM a segurá-lo, durante a agressão – naquele momento as imagens aparecem um pouco mais distantes no vídeo. Sobre o sargento que o agrediu, ele afirma: “O cara estava virado no capeta, não sei o que acontece. Tem de pagar as contas também, né. Mas não aceito.”

    http://brasil247.com.br/pt/247/brasil/34659/PM-me-escolheu-porque-sou-negro-diz-estudante.htm

    • Kid says:

      Agora me explica aí porque a recusa categórica em se identificar como estudante.

      • Kid says:

        A diferença entre “recusa categórica” e “recusa imediata” é simplesmente uma questão de tempo.

      • Fivio says:

        Infelizmente não podemos partir do principio que todos que estão dentro do campus de uma faculdade são estudantes.

        • Marcelo Rodrigues says:

          Exatamente por isso que deve haver segurança. É incrível como alguns cabeças de bagre insistem nessa idéia de que “estudante” não precisa de polícia. Concordo plenamente, estudante não precisa, BANDIDO é quem precisa. E como espaço publico, onde qualquer um pode circular, lá eles atuarão tb. E a PM serve para isso. E como voce distingue bandido de estudante ou pessoas de bem? Num primeiro momento, exigindo identificação.

          Além de não querer policia, agora estudante não quer ser identificado? Só me falta agora tb não quererem estudar, se bem que tem alguns que já fazem isso a algum tempo.

    • Diones Reis says:

      Deixa ver se eu entendi…
      O cara escolhe uma opção de curso que não tem nada a ver, só pra poder conseguir trampo de professor provisório;
      Estuda na USP Leste, mas tava na USP principal, de bobeira,
      Estava em pleno período de férias,
      Estava em um prédio que tava em reformas, e ainda quer ter razão?
      E nem venham que era racismo, pois em momento algum se houve menção da cor da pele.
      E falar que é orfão de pai, fala sério!
      O que me revolta, é você usar este comentário, como coitadismo, como forma de dar só razão ao que o cara fez.

      • Fernando Marés de Souza says:

        Eu às vezes penso em fazer sexo com homens. Acho que não vou, mas tenho curiosidade.

      • Quando o estudante é “filhinho de papai” e protesta ele é vagabundo, maconheiro, porque tem dinheiro; Quando é um professor temporário, pois escolheu um curso de segunda opção e não Música, ele é um vagabundo que se apoia na universidade “só pra poder conseguir trampo de professor provisório” e fumar maconha.

      • Flávio says:

        Comentário digno de uma imbecilidade sem tamanho.

  38. Bruno says:

    Cara, normalmente eu concordo com seus comentários,mas descordo desse.
    Estudo engenharia numa universidade pública em SP,ou seja, normalmente sou da turma dos estudantes que não entra na onda do “pessoal de humanas”. Mas nesse caso, não importa se o cara está ali puramente vadiando,se é estudante ou não. A ação do policial foi extremamente rápida e sem coerência. Havia vários outros estudantes lá, e o policial foi diretamente ao Nicolas por não concordar com o comentário que ele acabava de fazer. Não era um beco escuro, ele não estava em atividade “suspeita”, não havia armas ou violência no local, ou qualquer ato que justificasse o policial praticamente correr e na primeira recusa do estudante de não dar a carteirinha já houve uma agressão. Já vi policiais revistando pessoas na rua que dirigem motos sem habilitação e sem qualquer documento em bairros perigosos ( uma ” possível atividade suspeita”) e a ação policial não foi tão violenta como essa. Concordo que tem muita bagunça e desculpinha de estudantes pra fazer bagunça, mas há muitos policiais na USP que estão perdendo a paciência por pouca coisa. É uma vontade muito grande deles de mostrar autoridade. E se alguém me perguntasse se eu mostraria a carterinha, eu diria que sim, por puro medo. Mas no fundo eu teria vontade de não mostrar, pois foi uma ação totalmente ilógica.

    • Bruno says:

      E também não sei se entendi direito no vídeo, mas dá a impressão que no momento que o policial puxa ele do balcão ele diz que vai mostrar a identificação.Não foi tão rebelde assim…

      • Fernando Marés de Souza says:

        Sim, ele diz: “então eu vou mostrar”. E mostrou.

        • Alexsandro says:

          Depois que ele percebe que vai levar os sopapos, ele mostra até a carteirinha de vacinação… Por quê esperár até o policial encostar a mão nele? É muita estupidez esperar isso acontecer…

  39. Tiago Baciotti says:

    Parabéns pelo texto. Gostei.

  40. Markin says:

    Local público amigo, não interessa se é autoridade e se o cara respondeu só pela abordagem ( que me induziria como marginal armado ) pelo que analisei no vídeo me pareceu isso, justifica a discriminação do policial e o abuso de poder. Analise tal caso que mostrarei , todos tem sua opinião mas o país está na merda apenas pelos próprios moradores que adoram a violência e não á quem desminta isso, vamos lá! Ministro da Cultura afirmou que fuma Maconha, ´negro e cantor, alguém está tentando tira-lo do poder? Alguém ? dole uma dole duas vendido para a insanidade dos moradores brasileiros, ignorantes e muitos são “E”nteligentes. Acorda ai brasil é uma bosta pq o brasileiro mesmo quer viver na merda . Abraços

  41. Edmo says:

    O buraco é muito mais em baixo pra alguém dizer que o cara devia simplesmente deixar de ser vagabundo e ir trabalhar.
    Ta querendo causar pra ganhar mais acesso, Izzy?

  42. Murdock says:

    Rapaz, tu é especialista em escrever bobeiras pra distrair o dia mas nessa mandou bem ao, digamos, falar sério. Só acho que o ponto que você não falou foi o fato do policial ter ido pra cima do rapaz negro enquanto não pediu documento a nenhum dos outros alunos. Mas, realmente, os maniqueístas vão cair de pau, dizer que era uma atitude não conformista, que a PM só está na USP para hostilizar estudantes, etc.

    Não entendo mesmo esse mundo em que você TEM que ser 8 ou 80, se você gosta de A TEM que odiar B. Um dos primeiros sinais que vi disso foi há uns 6 anos, de uma garota, no alto de sua sapiência de 21 anos, dizia que o morno não a interessava, tinha que ser quente ou frio. Ok…

  43. @carlosmachado says:

    De onde venho uma coisa que se aprende cedo, quem está armado tem toda a autoridade. É melhor colaborar do que levar porrada ou pior, um tiro.

  44. Vitor says:

    ““Órfão de pai desde os 15 anos, Nicolas Menezes Barreto sabe bem o que é trabalhar. Ele é músico e professor da rede municipal de ensino”

    Wait, Whut? Se ele sabe o que é trabalhar ele não deveria estar sei lá…trabalhando? Ou estudando para se formar e dar lugar para outro cara? Que rapaz jóia, tem dois empregos e arruma tempo para vadi, digo, OCUPAR um prédio…

    Cara, perdoe a evidência anedótica mas todo professor de ensino público que eu conheço só fica chorando no Facebook, comparando o salário do Tiririca com o dele e os caraio a 4. “sabe bem o que é trabalhar” é meu pau de óculos e chapéu. Quem sabe sou eu que trabalho 13 horas por dia para pagar imposto e sustentar os estudantes de Ciências da Natureza (nigga, plz…) da USP

  45. Alberson says:

    Subversão, em sua maneira clássica (os acontecimentos da USP). Corram para as colinas.

  46. Tiago says:

    A impressão que eu tive é que logo antes de ser puxado ele diz: “não vou mostrar”.

    Digo isso só pra que levem em consideração que o argumento “ele disse que ia mostrar a carteirinha” antes de apanhar é extremamente controverso…

  47. Darox says:

    Muito bom texto, não sou estudante de filosofia mas sou maniqueísta mesmo, o mundo me fez assim. O muleque que nem sei se tem algum vínculo com a USP estava descalço, seja o que for me parece que ele não respeitou a autoridade e muito menos a pessoa por baixo da farda. Já deviam estar atormentando o policial faz tempo ,aí quando viram que ele ficou nervoso começaram a filmar. Saco cheio desses vagabundos da USP, já fiz muita coisa errada em tempos de muleque , mas nunca tomei um tapinha sequer de polícia porque sempre houve respeito.

  48. Eu gostei muito da sua análise. Se formos parar para ver mais atentamente o vídeo veremos que tem toda a coerência o que você escreveu.

    O policial (que no decorrer do vídeo mostra ser muito esquentado) está tentando negociar a saída desse grupo para continuar a reforma do prédio.

    Por volta de 0:37 segundos do vídeo prestem atenção o tal estudante faz algum tipo de provocação, ele levantou a mão (acho que com o punho fechado, não dá para ver direito), isso chamou a atenção do policial que foi lá pedir a carteirinha.

    Aí, o estudante nega, o policial começa a relar nele e o estopim é aceso e o policial se descontrola de vez e o estudante começa a reclamar a pedir para não relar nele e no final de toda essa história patética ao meu ver, ele mostra a bendita carteirinha.

    Resumo da ópera o que o Kid escreveu no texto é a conclusão perfeita, quando um não quer, dois não brigam.

  49. GG Marcondes says:

    Embora eu concorde com vc quanto a sermos cautelosos, acho que não se aplica nesse caso. O policial pediu a carteira de estudante, um documento que ninguém é obrigado a portar, a um cara que estava quieto lá dentro, e começou a estapeá-lo totalmente sem razão. Pode até ser que o cara tenha feito merda antes ou faça merda depois, mas o que se vê nesse vídeo não justifica nada. Muito menos sacar a arma.

    E não estou defendendo estudantes e suas revoltinhas idiotas, porque eu também acho isso extremamente imbecil (e digo isso tendo sido estudante universitário por seis anos).

  50. Raizen says:

    ‘Maconheiro tinha que apanhar mais!’

    90% estão na faculdade pra ficar enchendo a cara em botecos e fumando baseado.

    10% querem estudar e se tornar um cidadão melhor.

    • Julio Augusto says:

      Fiz hoje o 3º dia de provas da segunda fase da fuvest… Não vejo a hora de passar logo pra poder fumar maconha de boa… Afinal, existe motivo mais nobre pra prestar o vestibular MAIS CONCORRIDO DO BRASIL do que fumar maconha no campus ?

  51. Raizen says:

    Complementando meu post…

    Esses caras não são estudantes, se fossem estariam estudando.

  52. Fernando Marés de Souza says:

    Hoje sonhei que eu era um cachorro. Estranho.

  53. Pierre says:

    Só eu que não tinha nem ouvido falar dessa história?

  54. Romulo says:

    Vagabundo queria era causar mesmo, viu uma oportunidade de legitimar sua causa pagando de firma de policial violento e cutucou o policial até ser agredido. Triste que o policial tenha caído nessa cilada do mendigão.
    Agora, eu acho muito importante notar que se não tivessem câmeras ali, o comportamento dos dois poderia ter sido muito diferente… Meu medo é esse.

  55. Guilherme says:

    Os comentarios estão mais interessantes que o texto hahah

  56. luiz filipi baraun says:

    acho que o estudante deveria ter apanhado mais.

  57. lenoir says:

    é crime não se identificar pra pm? to perguntando sem saber mesmo. a gente tem um problema muito grande de abuso de poder da polícia, acho que por um treinamento deficiente mesmo. Toda essa reação foi por uma recusa de mostrar uma identificação, até onde a gente tem que obedecer a polícia pra não apanhar?

  58. Ivson says:

    Texto sensato.

  59. it says:

    Concordo!

    Autoridade não pode corrigir, aqui no Brasil policial não pode fazer nada que já é abuso! País hipócrita do caralho!

    • Peraí, o PM abusou de autoridade sim (chegando até a sacar a arma por um momento). O estudande deveria ter mostrado a carteirinha e evitado a confusão, tá, mas o policial não tinha direito de agredi-lo por isso.

  60. Jotazêr says:

    Quando isso aqui virou um forum ao invés de um blog que me faz rir? =p

    Entrando na onda: Alguns aqui devem se lembrar da época em que saiu no JN, uma notícia sobre a volta da ditadura na Bahia, quando na época, os estudantes foram agredidos(eu estava entre eles, mas não fui agredido pq corri, era 3º ano colegial na época) por policiais dentro da UFBA (Univ. Federal da Bahia). Aquela ação tinha um propósito bem definido, que era pedir a cassação de ACM por ter violado o painel do senado, com o objetivo de controlar seus aliados. Os policiais ali bateram sem motivo, simplesmente pq foram ordenados a fazê-lo. Sendo assim, só eles estavam errados.

    Nesse caso do vídeo, como o IZZY CANSOU DE EXPLICAR, todo mundo errou. Realmente o policial foi muito bruto e TALVEZ tenha havido preconceito, nunca saberemos ao certo. E sinceramente, não acho que enfrentar policial, dizendo que não vai atender a uma ordem que não te traz nenhum problema como mostrar a identificação seja algum tipo de ato de bravura, pelamor…

    Vejo que muita gente se diz alfabetizada, mas não sabe interpretar um texto simples.

    Kid, muito gay isso de misturar palavras em Inglês sem necessidade no meio das conversas. Tu já é gordo e ainda essa.

  61. Eric Draven says:

    Não entendo como ainda tem gente que acha motivo pra hostilizar o Kid por um texto desses.

    Pra mim ficou bem claro que ele simplesmente a escolha do cidadão que foi agredido foi insensata e manteve o discurso pacifista ao ponto de não crucificar o policial.

    Não sei porque as pessoas têm essa tendência de aloprar na internet ._.

  62. TioPhill says:

    Só para esclarecer quanto à obrigatoriedade de mostrar identificação. Ainda está em vigor o código de contravenções penais, DECRETO-LEI Nº 3.688, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941.

    Diz o artigo 68:

    Art. 68. Recusar à autoridade, quando por esta, justificadamente solicitados ou exigidos, dados ou indicações concernentes à própria identidade, estado, profissão, domicílio e residência:

    Pena – multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis.

    • Julio Augusto says:

      Isso ai não faz menção a idenficação escolar faz ? Porque ele pediu a carteirinha da USP, coisa que o cara não tem obrigação nenhuma de mostrar ou mesmo de andar com ela no Campus…

      Eu mesmo vivo no Campus sem carteirinha…

      • Joaquim says:

        Art. 68. Recusar à autoridade, quando por esta, justificadamente solicitados ou exigidos, dados ou indicações concernentes à própria identidade, estado, PROFISSÃO, domicílio e residência:
        Pena – multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis.

        Estudante também é considerado profissão.

      • Mauricio Pacces Vicente says:

        Ele disse que nao mostraria e ponto e não que estava sem ela!

        PS:vivo sem a carteirinha tb

    • Rafael Guedes says:

      Comentários a parte…RÉIS? Tem que atualizar a fonte e/ou a lei viu…

  63. mms says:

    Nada justifica a atitude do policial de tirar a identificação do uniforme. Nada justifica o policial ter sacado a arma. Nada justifica a agressão policial.

    Eu espero que jovens uspianos ligados à esquerda festiva façam merda. Eu espero que um funcionário público que trabalha armado matenha o controle.

  64. Thiago Spegiorin says:

    Não sou estudante da USP, mas, se perguntarem pra mim, eu sou contra a presença da PM na mesma.
    Por motivos históricos até a verdadeira funcionalidade da polícia dentro do campus.
    A polícia do Campus da USP tem um sistema que guarda as estatísticas do que se passa dentro da faculdade. Eu vi, está no site da mesma, e não há uma diferença que se possa chamar de significativa.
    A falta de capacidade da Reitoria em formar uma defesa decente no campus com a polícia do Campus não deve ser usada para justificar a entrada a PM, que convenhamos é muito preconceituosa com Estudantes ou usuários de drogas(não vou entrar no mérito).
    Converso direto com amigos estudantes da USP, esses não são os malucos militantes que vocês vêm na mídia, e vejo o quão patética é a Reitoria e quão politizada é a escolha de um Reitor sem capacidade.

    Mas, Izzy, eu concordo contigo.
    Sou de esquerda, não me confundam com socialista/Comunista nem PTista ou outro partido pseudo povo; e não achei suas colocações, como muitos falam por ai, Direitista Fascista leitor da Veja.
    Está certíssimo em colocar: Existem Regras…se você quer brincar, siga-as e trabalhe com elas!
    É muito revoltante mesmo ver um aluno com uma arma apontada na cara; mas é muito boçal a atitude do Bixo Grilo ali.
    Não viu que o policial é um ignorante da porra? Pra que você vai peitar? Pra pagar de gatinho revolucionário?
    Não é como se ele estivesse lutando pelo direito inalienável e democrático de se expressar, de ir e vir, et cetera…apenas uma rebeldia sem causa.

    “Ah, Thiago, tem muita gente lá que tem ideais e causas verdadeiras”…sim, tem sim; mas não é o caso.
    O pessoal que invadiu a Reitoria, por exemplo, não pode ser comparado com os milhares de alunos da USP espalhados pelo Estado inteiro que se juntaram e discutiram de forma DECENTE o que iriam fazer com tudo que estava acontecendo!

  65. Policial mendigo de SP says:

    Concordo em parte. Realmente em situacoes complicadas vc usa o metodos menos doloroso. Mas o PM tava a fim de pegar um, e pgrou justo o negro. Então pra mimo PM é um grande fiçho da puta, e a PM toda de SP tambem. É rarissimo um PM educado e cordial, repeitador da cidadnia. OS caras aprendem isso no Barro Branco = eles ainda vivem na ditadura, e os cidadãos ‘subversivos’ são seus inimigos. Pense nisso

  66. Mariana Almeida says:

    Galera, ele é estudante sim. Na segunda parte do vídeo ele mostra a carteirinha. http://www.youtube.com/watch?v=oHthT-YtNSo

  67. Felipe says:

    “Por que eu tou tendo que explicar o conceito de nuances pra uma cambada de adultos?” Heh. Adultos.

  68. Luis Lima says:

    MINHA opinião:

    Ambos estão errados.
    O policil quando DO NADA se transforma e ja vai agressivo pro estudante.
    O estudante por não se identificar logo de cara.

    Olha o inicio do video , pra mim apesar do policial estar obviamente tentando tirar os alunos do espaço ele ainda esta dialogando do porque eles não saem do lugar e os alunos respondem sobre os acordos e etc…
    Por que o aluno simplesmente nao arranco a carterinha do bolso e mostro antes da mão do policial se quer chegar na cara dele ? Será que se ele tivesse feito isso o dialogo não voltava?
    E ainda mesmo que o policial desse um jeito de tirar eles dali depois disso, você acha que peitar um cara que ta recebendo ordem pra tirar gente dali vai adiantar?

    Só eu achei estranho o policial DO NADA sair pra cima do cara? Da onde foi gravado o video não da pra ver mas o aluno claramente começa a levantar a mão, talvez numa ação trollzinha e o policial estourou. Se isso aconteceu ou não,AINDA NÃO JUSTIFICA A AÇÃO DO POLICIAL, ele continua errado , mas não transforma os alunos em certos.

    • Cristiano says:

      Eu já vi um tiozinho levantar a mão e fazer um sinal para um policial aqui no Canadá. Não deu 10 segundos ele já estava no chão, algemado e arrastado pra fora da loja.

  69. Ráquer says:

    Quide com texto inteligente…..
    Ah não….Não combina!!!!!

  70. Diones Reis says:

    Houve cagada dos dois: Desacato a autoridade de um, e exagero no cumprimento do dever do outro.
    ESte vídeo tá correndo os telejornais daqui, e dão a impressão de que o polícia é que teve toda a culpa.
    Agora é época de férias, mas tenho certeza que quando as aulas voltarem, estes caras inventam uma outro quebra-quebra travestido de manifestação.
    Se fosse pra eu estudar na USP atualmente, pensaria duas vezes.

  71. Concordo em número, gênero e grau!

  72. Viviam says:

    Devo dizer que antes vc, Izzy, não cheirava nem fedia pra mim… :D

    Agora, depois dessa, sou fã.

    Parabéns pela coragem em dizer umas verdades – já conhecidas por muita gente que foi devidamente educada.

  73. Tibo says:

    Para quem já estudou em faculdade publica, isso aí é cena corriqueira, um bando de comunistinhas de faculdade achando que não precisam respeitar autoridade, só pq eles são “maneiros” e a policia “tem qui morrê tudu”,quando eu vejo um mané desses fazendo discursinho anti-policia eu já digo logo:”faz assim então, quando um bandido entrar na sua casa, roubar as suas coisas, bater no seu pai, encoxar a sua mãe, estuprar o seu cachorro e usar sua escova de dente pra limpar o cu, peça ajuda pro seu amigo traficante da boca de fumo que vc frequenta ao invés de chamar a policia”

  74. Rafael Vidal says:

    Cara, otimo texto não vou ler os demais comentários… só acho que a assim como eu qualquer pessoa pode utilizar a universidade até certo ponto.
    ID, é documento padrão não só para voce, se identificar para um policial mas se caso acontecer algo terem como te identificar (este algo pode ser qualquer coisa).

    resumindo?? “quando um não quer, dois não brigam!”

  75. Boêmio says:

    E por que então o policial, no segundo vídeo tirou a identificação da farda? Ele não tava louco querendo ver a carteirinha? Então o estudante deve se identificar e o policial não precisa.

  76. Nesh says:

    É evidente que ele poderia ter evitado a confusão. Mas o fato dele não mostrar a carteira de estudante não foi apenas por rebeldia, mas por tudo que representava, tendo em vista todos os acontecimentos recentes envolvendo a Polícia Militar e a USP. De certa forma eles provaram que a polícia estava SIM tratando os alunos de forma truculenta, dentro da própria universidade.

    Caso ele tivesse mostrado a carteira de estudante, realmente não teríamos visto esse vídeo, e também nunca teríamos visto a forma real como os Policiais tem tratado alguns alunos dentro do ambiente Universitário.

  77. garganta says:

    então… e discordo da raiz da tua afirmação. quando um não quer dois não brigam.

    ja vi muito de gente brigando “sozinha” e as vezes machucando muito a outra pessoa por nada. já policial fazendo isso.

    e da tua raiz pode-se tirar outra conclusão (tu não fala isso, mas é outra máxima que se relaciona com a que tu citou) que você “se você não deve nada pra polícia não deve teme-la”. Isso não é real. Trabalhei 3 anos num ambiente de segurança privada e quantas vezes sofri abuso de autoridade policial, quantas vezes fui ofendido verbalmente, agredido… mas pra manter meu emprego pão com ovo minha empresa disse pra eu ficar calado. Eu precisava do emprego então engoli muito policial… enfim. tem outro viés.

    As pessoas tão usando tuas palavras para incitar coisas que tu nem disse talvez por isso comentários tão inflamados. Tens que entender isso também hehehehe.

    abraço

  78. Piero says:

    O que eu sei é que os policiais sangram até a morte levando tiro de traficante que esse bando de maconheiro sustenta. O comportamento do policial foi inadequado mas a sua motivação é perfeitamente explicável (por isso foi encaminhado ao psicólogo e não à cadeia).

    MAS A MELHOR PARTE do vídeo foi o comentário da moça: “não faz isso! a gente estuda….” (ahhhammmmmm….)

  79. Lucas Braga says:

    Bicho, não adianta justificar pragmatismo sendo que a ação do policial foi absurdamente errada. Foda-se isso, ele nem precisava ser estudante da USP pra estar lá.

    O cara escolheu randomicamente um bode expiatório para
    sobrepor-se na situação. Não entendi isso de “quando um não quer, dois não brigam”, não é briga quando só um lado que está em extrema vantagem bate. O policial nem hesitou em esperar o cara mudar de resposta, teve a pachorra de em segundos partir pra cima e retirar sua arma.

    Você fala que o estudante hostilizou o policial ao ponto de alteração física , mas, em 15 segundos? Sério? Isso foi o suficiente de hostilização para o cara proceder de tal maneira? Falando “minha palavra é o suficiente” e “não toca em mim”? O hostil da história foi o PM.

    Eu sei que você não está defendendo o policial, mas não tem porque alguém ser “pragmático” quando está sendo legítimo.

  80. Não entrando no mérito “meu direito de fumar maconha é maior do que o dos outros de não serem ameaçados por traficantes” que essa galerinha da USP prega tanto, eu pergunto: por que esse infeliz não quis mostrar a carteira? Doía?

    Porra, tem racismo ali, claro que tem, foi atrás do negro do grupo, o maluco com cabelo rastafári, porque a chance dele ser filhinho de alguém é menor. Ninguém nega isso. Agora, se ele fosse fazer o mesmo com a menina, iam gritar “violência contra a mulher”, se fosse fazer isso no branquelo “violência contra a burguesia”, custando o emprego dele. Não apoio o ato da violência, apoio a polícia protegendo onde precisava. O Reitor mandou desocupar a porcaria do local, a polícia tava cumprindo ordens. O que diabos os caras estavam fazendo ali? Fumando maconha, claro. Mas, o que eles fazem? Gritam que são estudantes e que ali é um espaço estudantil.

    Para mim, estudante está na sala de aula, não quase sendo jubilado, de vagabundagem, fumando maconha na universidade porque em casa papai e mamãe não sabem que ele fuma.

    As pessoas não entendem que a autoridade da polícia foi questionada e arrebentou do lado mais fraco. Como autoridade, não pode deixar um grupo diminui-la, porque aí nunca mais esse cara fazia nada na polícia. Claro, repito de novo: o policial exagerou mesmo, foi desprezível o que ele fez, mas o maluco lá deu corda porque sabia onde isso ia dar, sabia que poderia depois postar o vídeo comprovando a violência policial. Se ele apresentasse a carteira e pronto, não ia haver a desculpa para a violência e ele ia sair como certo na história.

    Queria ver se alguém assaltasse a casa de um maluco desses, se eles iam ligar pra polícia que tanto odeiam ou ligar pros amigos maconheiros pra correr atrás de justiça… ¬¬

  81. Jordy Felipe says:

    Apoio o policial, se ele estuda ou não na USP, é um ponto a se observar, o cara que não estuda lá, pode ir fazer baderna, e se ele realmente estuda, por que dar de fodão contra um policial? Um pouco de sanidade mental e mostrava a carteira. Simples.

  82. [...] Como o Izzy Nobre bem falou: “curiosamente, eu jamais fui atacado pela polícia enquanto estava no trabalho. Jamais. Nem uma vez s…“. [...]

  83. Eric Prieto says:

    Ontem tive uma discussão sobre o mesmo assunto, e apresentei os mesmos argumentos que você (não tão bem desenvolvidos, infelizmente, mas também duvido que teria ajudado muito), e fui vencido pelo cansaço. A vontade de ser revolucionário nessa galera é tão grande, que eles matam por suas opiniões e atitudes mesmo se você concordar com elas!

    Basta querer discutir o assunto e apresentar novas óticas que você é automaticamente fascista… Atitude que me parece bem imbecil, já que se dizem “estudantes” e defensores da democracia…

  84. Wesley Prado says:

    Em qualquer situação onde o sujeito é contestado sobre a veracidade de um fato, o que se faz? Comprova-se o fato, especialmente quando a verdade está com você. Policial foi racista? Se ele tivesse mostrado a carteira de estudante da USP, o sargento tinha que engolir seco e ficar bufando pra outro. Poderia até contestá-lo sobre racismo do mesmo jeito e talvez o post de Izzy Nobre nem visse a luz do dia – assim como todos esses comentários. Seria apenas um policial abusando de autoridade. A partir do momento que o estudante quis peitar o sargento, passou a ser o “pseudo-revolucionário”, o “maconheiro”, o “vagabundo” x o policial “racista”, violento, descontrolado. Cacete, é difícil perceber que a razão estaria completamente com o aluno se ele simplesmente mostrasse a carteira? Se o sargento ainda assim partisse pra agressão, o vídeo seria ainda mais contundente. É tão difícil assim mostrar um simples pedaço de papel/plástico e calar um safado? Deve ser. Melhor ser rebelde e levar uns tapas, sem a mínima necessidade.

    Claro, pra andar dentro de uma universidade pública você não precisa de um documento provando que é aluno. O que também gera uma série de outra visões sobre o problema, as quais não vou entrar no mérito por questão de tempo mesmo.

  85. Pam says:

    Qual o problema em mostrar seu documento educadamente, se um policial pedir? O policial pede, tu mostra o documento, o policial agradece e não te agride, e se agredir mesmo assim, o errado será só o próprio. Fim.
    Mania que o povo tem de ser rebeldezinho por pouca coisa. Protestar contra roubalheira, leis que favorecem somente o governo, ninguem quer, né?

  86. sarupk says:

    POLICIAL fez oq tinha q ser feito.
    “A GENTE ESTUDA…” AHH va, vao fumar maconha isso sim, quando nao impedirem de outros estudantes de entrarem vcs vao ter argumentos.
    ESTUDA a constituicao federal e ve PODER DE POLICIA.

  87. porkispin says:

    Opa que o negócio aqui tá agitado! uoooow

  88. Thomaz says:

    Entendi seu ponto Kid.

    Até concordo com seu pragmatismo (aliás, porque diabos tu, seu filadaputa, não usa PRATICIDADE ao invés de PRAGMATISMO?) porque é exatamente o que eu faria. Eu até mudaria sua frase para “Um abusou da autoridade e o outro DA SORTE”. Os dois estão errados? Claro! Mas, permita-me o sentimento maniqueísta, quando o policial sacou a arma ele demonstrou não só que estava errado como também que não tem a menor capacidade para lidar com a população. E isso é de alta relevância haja vista que o problema maior é justamente a truculência da PM dentro do campus.

    Quanto ao “argumento” de que ele deveria estar trabalhando, foi falho pois não sabemos o que aquele indivíduo tava fazendo ali naquele momento (vai que ele é bolsista da USP e tá de férias..)

    Ahh e comentar que aquele cara NUNCA FOI NEGRO é desnecessário né? Quem falou que ele é negro é porque vive num mundinho muito pequenininho =)

    (tu lê mesmos todos os comentários, seu baitola?)

    • Antonio Rocha says:

      Kid e Thomaz

      Eu nao só concordo com vocês como acrescento.
      Esses dias correram também a foto de um puliça de SP apontando uma escopeta na cara de um morador de rua deitado no chão na retirada de pessoas da cracolandia( fico me perguntando oque ele faria em reação, explodiria a cara do sujeito daria um tiro de bala de borracha no olho?), essa incapacidade que o Thomaz cita com certa razão não pertence ao sujeito e sim a instituição “policia militar” que já esta errada no nome. O Brasil é a única ” democracia” quem tem uma policia de guerra em guerra constante, ela não esta ali para proteger ninguém e sim para defender o espaço físico do estado.
      Quanto ao preconceito, pra mim foi claro. Agora discuto se foi contra negros ou contra “tribos” , afinal venhamos se o sugestão n quer sofrer preconceito o sujeito n se tatua n se assume viado(kid) muito menos tem um rasta do tamanho da minha perna. Em qualquer lugar do mundo a nao ser que ele ostente ouro um rolex e roupas de marcas ele vai sofrer preconceito( lógico fora os cafés em Amsterdã)
      Em resumo a reação de sacar uma arma foi uma reação institucionalizada da policia paulista e de todo o pais. Assim como o (“crime?”)preconceito, que foi claro, também o foi.

  89. Daniel Lisboa says:

    O estudante que apanhou de graça do policial esquentadinho tinha um bom motivo para não mostrar sua identificação: a câmera. Os estudantes ali não tinham outro objetivo senão o de fazer o vídeo como foi feito. Como você mesmo escreveu, Izzy, tivesse corrido tudo bem naquela situação o vídeo não teria se tornado viral. Um dos personagens do vídeo é um policial noob abusando de autoridade e agredindo um estudante, então eles deviam esperar aparecer ali um policial noob e trabalhar para que ele interpretasse seu papel. Assim, os estudantes responderiam a todas as suas perguntas com a última coisa que ele queria ouvir, até que a cena começasse. Assim fizeram, e o tonto caiu.

    • Fernando says:

      Concordo em genero nume e grau com o comentario de Daniel Lisboa, os “estudantes” estão tentando armar uma arapuca para os policiais não é de hoje e não é a toa que para toda e qualquer intervenção policial há uma camera filmando, acontece que finalmente conseguiram pegar um PM que perdeu a razão e espalham isso como se fosse a rotina do Campus, sendo certo que é o contrario, pois a rotina é policiais “escolados” atenderem as ocorrencias na USP e não cairem nessas arapucas montadas.

  90. Roberto says:

    Izzy,

    falar este monte de merda morando no canada é facil

    nao é voce que convive com essa raça fascista e truculenta no brasil né?

  91. Raul says:

    Pra quem quiser ler a fundo sobre as brigas políticas dentro da USP, indico os textos do Flávio Morgen no implicante.org.
    Ele destrincha o modus operandi dos “rebeldes”.

  92. leitor vouyer says:

    Bom texto, Kid… concordo integralmente!

    Parabéns.

  93. Sarah says:

    Izzy, vc é o cara!!

  94. Se eu sou o estudante e um policial me pede a carteirinha, eu mostro. Fim de papo. Quem deve não teme. O estudante quis fazer graça, pra falar que é revolucionário.

  95. Karina says:

    eu estudei e me formei em universidade pública e nos cinco anos que frequentei as dependências da universidade só portava a minha carteirinha se precisava emprestar algum livro da biblioteca. Ninguém é obrigado a se identificar, principalmente porque aparentemente não havia qualquer flagrante na ocasião. Caso o policial entendesse que havia flagrante deveria conduzir o rapaz até a delegacia e não distribuir socos, pontapés e puxadas de colarinhos ao rapaz. O rapaz estava correto: a palavra dele é suficiente para indentifica-lo.

    • Também estudei em universidade pública e digo, sabe o que aconteceria se ele tivesse o flagrante e tentasse levar para a delegacia? A mesma coisa que aconteceu da última vez, o que motivou tudo isso da tentativa de expulsão da PM do Campus: tentar levar pra delegacia um cara que tava fumando maconha na frente de todo mundo e começar a confusão. Os militantes iriam aparecer de novo, iriam ameaçar virar carro, o diabo a quatro, afinal, a universidade é federal, logo, a PM não poderia prender os malucos.

      Fumar maconha que é errado, isso não é motivo para prender. Dizer que a PM alí não pode cumprir uma lei(uso de entorpecentes), isso os estudantes sabem dizer.

    • Marcelo Rodrigues says:

      Mas por que diabos nego vem com essa falácia de que o estudante não é obrigado a se identificar? Para que cacete serve a carteiria então? Para pagar meia entrada no cinema, teatro, show? Só pode.

      Acho que estão confundindo espaço PUBLICO ou PATRIMONIO publico. O espaço que a universidade ocupa realmente é público e por lá pode passar quem quiser. Porém, em certos espaços da universidade, não é bem isso que pode acontecer e é para isso que existe segurança, para certificar-se de que somente pessoas devidamente autorizadas possam ocupá-los. E a identificação é o primeiro passo.

      Se não existe obrigação, podemos afirmar que um traficante, mendigo e toda espécie de vagabundo pode ocupar aquele espaço, afinal, não precisa se identificar como tal.

      Nesse fato isolado então, aí é que a obrigação é que se faz necessária, já que a universidade está em período de férias, ou seja, não há movimento de estudantes no campus, a não ser para matricula e outros processos. Segundo, estavam tentando ocupar um espaço que a propria justiça já havia “mandado” desocupar.

      Resumindo, quem estava naquele predio, estava contrariando uma ordem judicial, em periodo de férias e ainda quer dar uma de esperto? O policial estava errado em sua atitude, mas se o estudante estivesse trabalhando no que ele realmente diz que faz, não teria acontecido nada.

  96. Gabriel Maglhães says:

    Cara, sério. Não estou nem interpretando mal o seu texto, só que uma coisa você não entendeu: Eles estavam protestando. Quanto ao fato de você falar que não ocorria isto se ele estivesse trabalhando, o que seria da “democracia” no Brasil se todos fosse sujeitinhos comodistas como você, que apenas demonstram suas opiniões atras de uma tela de computador ao invés de dar cara a tapa. Se liga cara, você não é dono da verdade. Tenha em mente que o seu pensamento não é o mesmo de todo mundo, e digo mais, pode ser que seu pensamento fuja da realidade. Então, ao invez de defecar pelos dedos apoiando os estudantes ou policias, faça algo de útil… Não sei se você mora no Canadá, ou seja lá onde for, mas se mora fora do Brasil, cale a sua boca que nem imposto nem conscientização para uma sociedade mais justa você está dando. ;)

  97. Bom, creio que ambos estavam errados, mas, ainda mais importante que isto, acredito, é pensar na situação geral da polícia do estado de São Paulo, em suas ações, em como anda seu pensamento em relação a ética, em quem da as ordens de suas ações, o que é falado nos treinamentos, pois o que vejo nestes anos é uma crescente hostilidade contra movimentos sociais, classes menos favorecidas, movimentos estudantis e movimentos que contestam algo da sociedade.
    Creio que um DA, DCE, CA e outros espaços estudantis sejam mais do que simples fumodramos de maconha, visto que são estes mesmos movimentos que contestam as ideias e decisões que vem do alto (pensem em várias esferas). Enfraquece-los (ou ainda destrui-los) é ótimo (no meu ver) para se minar discussões politicas que contestam tais esferas e suas decisões.
    Quanto a truculencia da Policia Militar de SP, deixo aqui um link que me chamou MUITO a atenção, e que considero milhões de vezes mais grave do que a da PM na USP:
    http://exame.abril.com.br/economia/brasil/cidades/noticias/eu-nao-sai-da-rua-o-pm-atirou-diz-jovem

  98. José ROela says:

    Maconheiro tem que apanhar mesmo. Achei justo.

  99. Mais 2 links, do youtube, meio antigo já, recomendação de minha esposa:

    http://www.youtube.com/watch?v=jYBFUW5H_C4
    http://youtu.be/sXWTiMAFgt8

  100. Rosana says:

    quer saber? nem vi o vídeo… pra mim, chega dessas punhetações de semi-adolescente querer peitar autoridade se achando o próprio che guevara. ou sei lá que outro idolo essas criaturas têm.
    nem li os comentários, também. sei que vou pegar algumas pérolas da falta de inteligência, e vai rolar aquela sensação de querer mostrar os fatos pra ver se a pessoa entende alguma coisa e ao mesmo tempo saber que isso é completamente improdutivo. não, não. não dessa vez. polemicazinha envolvendo pivetes e puliças não são mais pro meu bico.

  101. alexandre says:

    ÉPICO!
    “Ontem mesmo eu passei oito horas lá no trabalho e vocês nem acreditam na quantidade de policiais que não estavam lá me espancando.”
    Simplesmente épico!

  102. Pedro Garcia says:

    Entre morrer com um tiro nas fuça defendendo meu direito legítimo e me submeter à autoridade ensandecida em questão, prefiro a segunda opção. Até porque, depois eu poderia fazer uma denuncia sobre o comportamento da “otoridade”. Já lá no inferno…

  103. Rodrigo Borges says:

    Izzy.

    O Estudante conseguiu o que quis. Tem VÁRIAS correntes dessa galera de esquerda que querem JUSTAMENTE que a policia bata, pra assim poder posar de vitima e puxar a opinião pública pro seu lado. O que, covenhamos, é uma prática bem filha-da-puta.

  104. Rodrigo Borges says:

    Izzy

    No Brasil ser esquerditóide é moda. Se vc nao ajoelha e concorda com eles é morte. Sinto muito por vc ter q aprender isso na pratica. Tem um Jornalista que fala sobre essa patrulha ideologica há anos: veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

  105. Marcelo says:

    O cara tinha uma cara de maconheiro, vestido como um mendigo e com cabelo dread lock. Qualquer pessoa com cabelo dread lock é culpado até que se prove ao contrario… Ou alguém fica tranquilo com alguém daquele naipe na parte de trás de um ônibus ?

    Como se não bastasse a aparência bizarra e altamente suspeita o cara achou que seria uma boa ideia sair falando para o policial que não ia mostrar, que a palavra dele basta e tal…

    Praticamente o care pediu para tomar um bifa na cara….

    Mas o que fica claro é que foi tudo armação pra cima dos PMs, o cara dá uma de revoltado sem causa o PM dá um bela porrada nele e os amiguinhos da rodinha de baseado filmam e mandam para viralizar nos youtubes da vida…

    Qual o objetivo disso tudo ? Queimar o filme da PM com a mídia e saia da USP para eles fumarem seu baseado em paz.

  106. jesiel says:

    Leia com atenção e tente se lembrar delas quando você tomar uma “dura”.

    1. A PM não sai por aí encostando playboy na parede por que gosta. Mas por que o serviço tem de ser feito. Então, quanto mais você enrolar, mais tempo vai demorar a abordagem.

    2. Para quem não quer levar os tradicionais chutinhos no tornozelo a receita é simples: basta abrir as pernas num ângulo mínimo de sessenta graus.

    3. Estamos cagando e andando em saber quem é seu pai, mãe, padrinho, outro parente ou quem você conhece. PM não tem medo. Exceção feita as suas irmãs, primas, tias, e namoradas. Se forem gostosas, nos apresenta que a gente traça.

    4. Para as mulheres: quando o cuzão do teu namorado for pra parede, não atrapalhe nem dê faniquito. Fique no local onde foi determinado e espere o fim da abordagem. E mantenha tua boca FECHADA.

    5. A merda do seu carro “tunado”, apesar da viadagem toda, não é único ou exclusivo. Existem muitos iguais a essa porcaria. E esses muitos outros são conduzidos por criminosos. Então quando for parado, não quer dizer que o policial está te perseguindo ou que está com inveja dessa merda. Ele te parou por que você pode ser um bandido, ou seu veículo é igual ao que foi usado num crime qualquer.

    6. Nós fiscalizamos o trânsito, sim. Mas nossa prioridade é o crime. Então, quando for parado por uma equipe da PM, não venha tirar documentos do bolso antes que o policial determine. Um movimento precipitado e você pode tomar um tiro nessa sua carinha de criado pela vovó com leite com toddy e biscoitos . É muito simples. Primeiro verificamos se você não está portando armas ou drogas, depois verifica-se quem você é e o seu veículo. Se estiver tudo ok, você pode ir pra casa, se não… Já sabe, né?

    7. Não venha com papo furado de que só bebeu um copinho de chopp. Não somos idiotas. Mesmo sem bafômetro, sabemos muito bem quem passou da conta ou não. Se passou da conta, vai pro distrito. Não adianta choramingar.

    8. Maconha ainda é droga ilícita, e usá-la ainda não está permitido, mesmo que seja uma pontinha de meio centímetro. Então não reclame!

    9. Sempre dizem: VAI PRENDER BANDIDO!. Então indique onde eles estão e nos acompanhe ao distrito, na condição de testemunha. Topa? Se não, cale a boca.

    10. Em vários locais já ocorreram crimes chamados seqüestro relâmpago, inclusive nesta cidade. Por isso, quando você estiver no carro com a porcaria da tua namorada e mais 4 amiguinhos boiolas juntos, nós abordamos por imaginar poder se tratar de um desses crimes. Portanto, coopere. Desça do carro com as mãos na cabeça e peça pros teus amiguinhos viados fazerem a mesma coisa.

    11. Deixe essa sua carteirinha vagabunda de OAB guardada na sua carteira ou em casa. Se eu quiser saber tua profissão eu vou perguntar e você apenas vai me responder. Advogado não é autoridade, é um profissional liberal, como um médico, pedreiro, camelô ou moto-boy, e PM não tem medo. Boa parte dos policiais hoje também são bacharéis iguais a você. Por sinal os cursos de formação da PM chegam a botar muita faculdade de direito como a sua no bolso.

    12. O famoso “mão na cabeça” é uma ordem legal que tem auto-executoriedade, ou seja, nós podemos parar quem quer que seja segundo nosso poder discricionário e realizar uma busca pessoal, sem necessitar de mandado específico, o que você já deveria saber, já que se diz formado em direito.

    13. Carro não é extensão de domicílio, exceto se você morar nele, portanto TAMBÉM não precisa de mandado e será primeiro revirado e depois fiscalizado e quem sabe autuado e apreendido.

    14. Mantenha-se calado durante a TODA abordagem! A sua opinião não interessa a ninguém!

    15. Não temos inveja de sua condição social ou da porcaria do seu carro; Então seja educado e sempre agradeça-nos ao término da abordagem. Lembre-se: estamos trabalhando em prol da sua segurança

  107. Jotazêr says:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    O Kid saiu mudando os comentários do tal Fernando Marés de Souza?

    Me acabei de rir aqui. Agora sim, esse é o HBD que eu conheço!

  108. Diego F says:

    Cara,ele tem o direito de mostrar ou não a carteirinha e o Policial não tem nenhum direito de fazer o que fez.Claro que PODERIA evitar tudo isso,assim como também não poderia.O Policial estava procurando alguma coisa para amedrontar os outros estudantes e expulsa-los dalí,se não fosse a carteirinha,usaria alguma outra coisa pra isso.

    ps: Tenho amigos/conhecidos policiais e a policia usa a violência para impor respeito e esse cara só foi afastado pq foi filmado.

  109. Jorgem says:

    Putz, izzy, foi você mesmo quem escreveu esse texto ou foi seu pai? Muito bom

  110. Arthur says:

    Izzy, te aplaudo pelo texto!

    Vossa senhoria levantou um ponto que eu não vi abordado em nenhum outro lugar!
    A ação do policial foi de fato desastrosa, mostrando a terrível falta de preparo para uma abordagem. MAS… justamente esse maniqueísmo (policial é “do mal”, estudante é “do bem”) que impede as pessoas, e muitos veículos de comunicação importantes por sinal, de verem que o estopim de tudo aquilo foi a recusa do cidadão em mostrar a identificação dele.
    Porque recusar? Trata-se de uma autoridade!
    Há em curso uma tentativa de criminalização da PM injustificável, desde o episódio dos alunos que foram pegos com maconha na USP. Não to falando aqui que não há abusos por parte dela (abordagens desastrosas, operação desmedida na desocupação da reitoria, abusos na cracolândia, etc, etc), mas muitos recorrem ao erro de generalizar os problemas apontando a PM como criminosa, repressora, e tudo mais. Como se ela não fosse fundamental pelo zelo da segurança do estado, como se não houvessem bons policiais, como se o estado de SP não tivesse um dos menores índices de homicídio do país. Assim como não se deve ignorar os erros dos estudantes, seja fumando drogas em locais públicos, seja desafiando a autoridade dos PM’s.
    Enfim, me pergunto se alguns esquerdóides preferiam ficar sob o julgo das armas de organizações criminosas como um PCC da vida, do que sob a tutela da polícia. Ideologia infelizmente cega as pessoas!

  111. Odair says:

    Muito bom artigo Kid, é a extensão da frase “Dois errados não fazem um certo”.
    Agora, alguém poderia postar um link de algum órgão oficial do governo sobre abordagem policial? Encontrei uma cartilha e não sei se ela segue os procedimentos atuais. http://www.ovp-sp.org/cartilha_abordagem_pol_cdhs.pdf

  112. A séculos não leio um texto como esse. Muito bom!

  113. Ocanceriano says:

    Em minha opinião, o estudante estava errado pelo seu comportamento quando o policial pediu que ele provasse sua identidade, mas… o policial foi errado pela sua abordagem.
    Eu já passei muitos problemas por causa de policiais, mas nunca neguei mostrar minha identidade ou coisa do tipo, mas quando você é parado por um policial aqui no Brasil, na maioria das vezes eles machucam e muito, e parece serem treinado para não deixar marcas.

  114. Luiz says:

    Particularmente, sobre esse rolo todo, não concordo nem discordo, muito pelo contrário. (i.e. don’t have a single fuck to give)

    Além de que nada muda pra ninguém e a vasta maioria aqui certamente nunca vai sequer passar perto de casos como esse.

    O que me chamou atenção foram os dois primeiros parágrafos do texto. Senti uma certa identificação comigo mesmo ao ler eles, ao mesmo tempo que nunca tinha pensado dessa maneira. Aliás, acho que até seria interessante frisar que não ter ideologia NÃO significa não ter valores.

  115. Nicolas says:

    Nínguem tem a obrigação de se identificar pra um policial e nem um policial tem o direito de entrar em uma área reservada aos estudantes e sair pedindo a identificação das pessoas (ainda mais quando o faz por uma razão visivelmente racista. ele poderia ter pedido de qualquer um lá e foi justamente atrás do negro de dread q tava no fundo). Logico que estudante não é santo e policial não é o capeta, mas um erro não perdoa o outro.

    • Kid says:

      >>Nínguem tem a obrigação de se identificar pra um policial

      Aqui está o seu erro.

      • Nicolas says:

        Talvez tenha me expressado mal, mas realmente nínguem tem a obrigação de se identificar para um policial SEM IDENTIFICAÇÃO. Segue abaixo trecho:

        Não se é de estranhar, portanto, que o policial, no regular exercício do Poder de
        Polícia, também, possa exigir, justificadamente, prova de identidade das pessoas, dentro
        de sua valorado discricionária que, como focalizado anteriormente, não se confunde com arbitrariedade (…) pois, as pessoas têm o dever de comprovar sua identidade e isto independe de ordem judicial (atributo da auto·executoriedade do ato de
        polícia).
        O paradoxo do nosso direito, porém, está no sentido de que o preso, também, tem o
        direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial. (alt. 5°, LXIV, da Cons t i tui ç ão de 1988)”

        http://bdjur.stj.gov.br/xmlui/bitstream/handle/2011/22455/poder_policia_identificacao-pessoa.pdf?sequence=4 pág.29

        Além do mais o documento requerido pelo policial não foi o de identificação civil, emitido pela segurança pública, mas sim o de identificação da universidade. E se o individuo nao estudasse ali realmente, isso seria “permissão” para expulsá-lo ? a universidade é publica e como tal tem o dever de receber o tipo mais variado de pessoas.

  116. Gabriele says:

    Sensacional! Excelente texto, meus parabéns.

  117. felipe says:

    o que esse comentário tem para ser censurado? uma opinião contrária? ou argumentos que você não consegue refutar?

    “Izzy, eu tenho preguiça desses “revolucionários” da USP. Acho que não sabem direito quais são as suas causas e/ou como lutar por elas. Mas discordo ainda mais de você a cerca da responsabilidade do estudante agredido.

    O PM falava com os estudantes com relativa civilidade, mas quando se dirigiu ao agredido (que não aparentava ser estudante da USP), foi extremamente ríspido desde o princípio. Acho completamente compreensível um ser humano recuar e se negar a obedecer uma ordem quando ela vem de uma maneira tão agressiva. É instintivo: ou você atende a ordem prontamente, por medo, ou se coloca na defensiva e se recusa a atender ao que considera um abuso.

    Mas independente disso, com a recusa do cidadão o PM deveria levá-lo a DP para resolver a situação. Não levar a negativa como justificativa para agredir ou mesmo dividir a responsabilidade pelo seu ato de covardia. É isso que está previsto na nossa legislação.

    Apesar de discordar, compreendo o seu posicionamento. A sua afirmação que me deixa EXTREMAMENTE decepcionado é em relação a Berkley e Davis.
    Entendo quando você aborda as diferenças entre as leis estadunidenses e brasileiras, mas garanto que nos dois países o direito de manifestação é protegido por lei. Se você acha que nos EUA os estudantes tinham motivo pra protestar e na USP não (também não concordo com o que eles reinvidicam), isso é irrelevante. Não somos nós que temos que julgar se o que um está buscando é justo ou certo, e o que o outro está buscando é errado, injusto, infantil ou embasado em uma necessidade juvenil de simplesmente ir contra o sistema.

    Infelizmente, penso que você é mais um que se deixou levar pelo sentimento de “se é no Brasil é babaquice, se é no ‘Primeiro Mundo’ é revolucionário e cool”.

    Duvido que você tenha considerado os Ocuppy Wall Street/Londres/Paris/Conchinchina imaturos ou fruto de atitudes de “maconheiros sem nada pra fazer”. E se você acha que essa ou aquela manifestação tem mais ou menos motivação (assim como eu acho), não tem a autoridade ou a moral pra julgar isso. Nenhum de nós tem.

    A repressão em Berkley e Davis não foi nem um pingo mais condenável que a sofrida por esse estudante da USP.”

  118. Carla says:

    Olá! Li seu texto e concordo com o que vc falou. Há momentos em q nao se mostra necessário essa birra de revolucionario. O policial ta armado, tá aparentemente nervoso… Eu mostraria a minha carteirinha de identificação, rs. Mas acho que há tb outra questão, a do racismo. O policial tava conversando com um pessoal branco e o estudante apesar de estar no local, nao estava no “meio”… E do nada o policial vai pedir a ele q se identifique. O cara pode ter se sentido humilhado, sei lá. Tem horas que a gente não aguenta mesmo esse tipo de preconceito. O policial foi mt escroto na minha opiniao. Mas o rapaz evitaria a agressão se tivesse mostrado… enfimmmm… rsrs

    • Kid says:

      O policial pediu que o cara se identificasse baseado — ironicamente — no mesmo princípio com os quais muitos atacam meu texto: “você não mora no Brasil, não tem nada que se meter ou se manifestar sobre a situação”.

      Em outras palavras: “Você estuda aqui, por acaso, pra estar se metendo?”

      É a mesma cadeia de pensamento, sendo utilizada pelas pessoas que crêem que o policial estava completamente errado na sua abordagem. Pense nisso aí.

      • Fausto says:

        A diferença é que você não esta de fato, e o rapaz estava dando a palavra dele que é estudante ali.

        E mesmo que não fosse aluno, criar a confusão que o policial criou, sacar a arma e tudo mais. Não da pra engolir.

      • Fausto says:

        E outra questão é, porque o policial não pediu identificação para todos os outros estudantes? Não-aluno da USP tem “cara”?

        • Abigobaldo says:

          Fausto, o cara estava fazendo comentários idiotas e cínicos a cada frase do PM.
          Ou você acha que o PM teve uma revelação no meio da fala e começou a surtar com qualquer um?

  119. Bimbo says:

    Você não é de direita nem de esquerda. Você é um cagão conformista. haha Se o mundo depender de pessoas como você nunca mudará.

  120. Tibo says:

    leiam isso

    http://coturnonoturno.blogspot.com/2012/01/ironia.html

    isso demonstra exatamente o que eu disse no meu comment anterior, na hora do aperto o cara num chama o trafica amigo da boca que ele frequenta, ele chama é a policia, a mesma que horas antes ele queria “qui fosse tudo si fudê”

  121. Rodolfo Alexander Olivastro says:

    Tanta gente postou aqui que não vejo nenhum sentido em expressar a tamanha perfeita parcialidade optativa correta em imparcializar este enredo.

    Concordo com tudo. Simplesmente isso.

    E muitas opiniões adicionais que deixamos de lado(assuntos paralelos).

  122. Nicolas says:

    Caralho, Izzy, se te chamaram de nazista porque você criticou a forma como as pessoas usam o facebook, não quero nem ver o que vai ter nos comentários desse post.

  123. RaverBR says:

    Malandronina rolando alto nas veias desse cara, logo o PM fez seu trabalho: Reprimir baderneiros, yeah!

  124. Breno says:

    Faz tempo que você caiu no meu conceito, Izzy. Caiu não, despencou geral! Raríssimas vezes me dou ao trabalho de comentar por aqui. A última vez foi quando você escreveu sobre as pessoas que se matam imprensadas em portas de lojas com promoções. Faz um tempão. Não que tudo que você escreva seja um lixo, longe disso. Já li muita coisa legal, engraçada, descomprometida no HBD, mas também um monte de besteira pseudo-esperta, pseudo-oráculo da internet. // Essa história de que somos obrigados a provar quem somos, portar documento sempre que sairmos de casa é um resquício da ditadura. Ficou no inconsciente coletivo quando não há previsão legal. O estudante pode sim não querer mostrar sua identidade estudantil e, se for suspeito de qualquer crime, apreendido para que se averigue. Concordo com você: quando se tem muito a perder, melhor colaborar. Mas a coragem do rapaz em desobedecer e a repercussão que isso alcançou motivou o afastamento de um policial despreparado, o que é uma vitória para aqueles estudantes e para a sociedade. É preciso peitar o autoritarismo, a truculência e a arbitrariedade. Esse papinho de “se estivesse trabalhando nada disso teria acontecido” é pra lá de reacionário! E aí pouco importa se você é de direita, esquerda, centro, leitor de Veja, Mainardi ou whatever. Vamos questionar o que está posto! Aqui vai o link de um video muito interessante para você pensar sobre educação, trabalho e otras cositas más. http://www.youtube.com/watch?v=zDZFcDGpL4U

    • Mauricio Pacces Vicente says:

      Breno sou aluno da USP e o que acontece la é que muitas pessoas engajadas na causa estudantil não são estudantes, entendo perfeitamente o posicionamento do PM e embora ele não tenha agido da forma correta ele estava com a razão.

      o tau “estudante” era suspeito de um crime apropriação ilícita de um prédio publico o MINIMO que ele podia fazer era se identificar.

      Este pessoalsinho metido a esquerdista da USP ta cada dia procurando mais motivos para levar porrada de PM e uma hora os PMs estouram e agente ve isso!

  125. Qualquer pessoa com o costume de ler textos na internet em que questões políticas aparecem já se acostumou com o discurso “não-alinhado”. Infelizmente, essa suposta insenção ou impossibilidade de definição política normalmente estão ligadas a posições abertamente conservadoras (vide a “defesa do trabalho”, na foto que ilustra o post).

    De qualquer maneira, a primeiro passo para uma suposta “discussão” foi dado. O objetivo de nuançar a reação polarizada da multidão online tem, sim, o seu mérito.

    Agora, discutir um evento de forma completamente descontextualizada – com o que acontece na USP e no Brasil – não é sinônimo de debate civilizado, mas de mistificação. Mas “ah, eu analiso o evento em si!”. Exatamente. Aí está o limite do post.

  126. Flávio says:

    Texto pra lá de reacionário. Você ainda está no clima da ditadura que tivemos, certo? Afinal, se vc tem cara de bandido, desce o cacete. Está sem os documentos? desce o cacete. Respondeu o policial? desce o cacete. Está fazendo nada? por via das dúvidas, desce o cacete por estar de ‘vadiagem’. Depois de anos, o lema da PM continua sendo “manter a ordem” e não “proteger a população”. Aposto que vc concorda com o que está acontecendo na cracolândia aqui em são paulo, não é mesmo? Afinal, se você é um viciado que não consegue parar de usar drogas, tem mais é que apanhar da polícia mesmo. Assim como os estudantes piauienses que protestavam contra o aumento do ônibus. Onde já se viu uma pessoa não se conformar com o valor cobrado em nosso ótimo e eficaz transporte público, tem mais que apanhar por reclamar disso.

    • Tibo says:

      Não que eu quera me intrometer, afinal seus argumentos são “ótimos”, maaaaaas gostaria de colocar alguns pontos

      Pelo jeito que você fala dos viciados, eles foram forçados a se drogar e não começaram a fazer isso por escolha própria, sem falar que a policia tem q simplesmente cruzar os braços e deixar os caras morrerem lá.

      Acho que o povo no piauí apanhou pq tacou fogo em um ônibus e não pq estava protestando, afinal protestar é um direito garantido por lei, tacar fogo em ônibus não.

  127. Patrick says:

    Gosto dos teus textos voltados pro humor, mas acho que você devia fazer mais textos ‘sérios’ como esse.

    Escreveu bem pra cacete e falou tudo que muita gente que vive isso de perto nao soube falar.

    Parabéns, Kid, O Brasil seria melhor se todos tivessem sua lucidez.

    Abraço.

  128. Rodrigo Ribeiro says:

    Peço a todos que revejam o vídeo. Podem notar que o policial está conversando tranquilamente com algumas pessoas, até um momento em que estoura. E este momento é o mesmo em que o sujeito que recebeu as pancadas levanta os braços pra cima e diz algumas coisas. Se apurarem bem a audição neste momento, usando fones de ouvido, perceberão que o garoto está dizendo ofensas ao policial – não digo quais elas são, por serem de baixo calão e pra alguém não dizer que os dizeres foram “projetados” no ouvinte.

    Claro que a reação do policial foi errada, e existem diversos abusos de policiais no nosso país. Mas o garoto também estava errado na sua atitude, não apenas de ofender o policial como também se recusar a mostrar os documentos. A polícia brasileira precisa de maior preparo, mas alegar “racismo” num caso que foi gerado por má conduta de alguém não é a forma de conseguir isso.

  129. massao says:

    kid vc eh fodah parabens pelo texto

  130. Mauricio Pacces Vicente says:

    Ola Kid. Sou estudante da USP vou te dar um conselho e espero de verdade que você siga ele para seu próprio bem! NÃO SE ENVOLVA NA DISCUSSÃO DOS ESTUDANTES! sabe porque digo isso? você mora no canada e isso não afeta sua vida você não tem nada a ganhar se metendo nesse assunto e eu vou te dizer uma coisa EU JÁ TO DE SACO CHEIO DESSES ESTUDANTES ESCROTOS DA USP! kid venho a meses discutindo com eles direto e estes estudantes em particular são pessoas burras, não sabem o que falam, e quando você tenta discutir com eles eles tentam ganhar de WO, inventam formas de fugir da discussão ou simplesmente partem para a agressão.

    Eu sou a favor da PM no campus ja fui assaltado 3 vezes na USP e arredores e ja dizia a minha mae “Quem não deve não teme” nunca tive problemas com PMs na verdade sempre me trataram bem. talvez porque eu seja uma pessoa educada?

    Não acho certa a ação do PM mas confesso que prefiro ver estes moleques apanhando do que me enchendo o saco quando quero estudar.

    Por isso digo Kid não se meta nesses assuntos você só vai conseguir uma ulcera de nervoso com estes caras que não sabem argumentar discutir e etc.

    Agora se você ou alguém tiver interesse em saber o outro lado entrem no blog do professor João Vergilio: http://joaovergilio.blogspot.com/

    Mauricio Pacces Vicente estudante de Fisica na USP.

  131. Law (@la_wendt) says:

    Imagina se esse PM da discussão fosse negro, e só tivesse um branco lá e ele fosse direto no branco, ai não seria racismo para eles.

  132. Ty Qwer says:

    Excelente!

    O melhor texto do ano ;P

  133. André says:

    Texto bom !! Só ficou difícil de ler a partir do edit , palavras difícil faz minha cabeça embolar , mais eu acho q você está certo e no jornal do sbt mostrou que ele ESTUDOU lá.

  134. sebastiao neto says:

    Ei kid, não quero ressuscitar o tópico mas há novos dados sobre o caso. Devidamente escondido, claro:

    1. O agredido trabalhava em um bar ilegal, chamado de “Derrubar”, DENTRO da USP. E o local da agressão é justamente esse bar;
    2. no início do vídeo a PM informa que o local teria que ser reformado, ou seja, não teria mais bar ILEGAL;
    3.O dono do bar é o “estudante” Rafael Alves. Esse “estudante” de 29 anos passou 7 anos na universidade, com direito a moradia na CRUSP e acesso ao bandejão de R$ 1,90. Não conseguiu se formar, foi jubilado (na pratica, expulso), prestou vestibular de novo (acho que nessas horas que ele estuda) e agora tenta recuperar “seu” apartamento.

    Nada disso atenua o que o PM (já punido, enquanto os “estudantes”…) fez. Mas serve pra explicar porque tantos tem o pavio tão curto na USP.

    quem quizer mais detalhes pesquise “Invasores da USP tinham um bar em área ilegalmente ocupada” no google

  135. charlehkiin says:

    seu edit me lembrou o diagnóstico do olavo de carvalho sobre esses caras…

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/120117dc.html

  136. Pedro says:

    Concordo em partes com você, Izzy, o estudante respondeu daquele jeito pra provocar mesmo, mas, de qualquer forma, não importa se ele era estudante ou não – se eu quiser ir ver uma aula na USP, eu posso simplesmente entrar, sentar, e assistir a aula, sem nem mesmo ter passado num vestibular.
    Eu sei que você não apoia o policial, nem o estudante, mas cara simplesmente pediu algo totalmente inútil (e o estudante, fez questão de responder como um javali, ao invés de dizer que não precisava mostrar a identidade e etc)

  137. Erik says:

    Essa foi a página mais divertida que já li no site do kid. Sério.

    Falácias, contradições e uma necessidade extrema de provar-se certo.

    Vou dar minha opinião:

    1 – Polícial tem o direito legal de exigir documentação. Isso é um fato, desrespeitar isso é desacato. E não interessa a documentação, quem não deve não teme, ele só pediu a porra da carteirinha.

    2 – Não interessa se o estudante se sentiu ofendido, já tomei vários bacus e sempre passam a mão na minha birola procurando droga. Vou sair da posição e dizer “- Não sou obrigado a tomar bacu sem provas, basta eu dizer o que tem em meu bolso”? Não.

    3 – O policial fez merda, exaltou-se, ficou bravinho porque o cara abusou, mas ainda estava errado. Devia ter pedido numa boa pro cara virar e tal que ia ser revistado, afinal de contas ele tem o direito legal pra isso.

    4 – Pelo amor de meus filinhos, não fique postando comentários aleatórios tentando ser irônico, é infantil e invalida seu argumento, afinal, apelou perdeu. E sim, no singular, quem o fez sabe que fez.

    Minha opinião, é a seguinte: Manda quem pode e obedece quem tem juízo, não que isso justifique a ação do polícial, mas nada, repito, NADA justificava a atitude do estudande. Vocês tem que aprender a dançar conforme a música e ter semancol e coerência pra saber que hora dançar e que hora sair quebrando tudo.

    É uma linha bem tênue entre abuso de poder e ordem polícial.

  138. Carlos says:

    Achei tudo que o Izzy disse está correto, e sinceramente acho triste além de estupido o fato de existir em um país corrupto como o Brasil pessoas que para aparecer (ou acham que ele não sabia da câmera) criam escândalo (como uma mulher que vi recentemente se debatendo enquanto a policia tentava colocar ela em um carro, para depois se colocar como agredida e vitima) para depois criar polemica e virar manchete no Jornal Nacional, e ao mesmo tempo uma pessoa que deveria ser treinada e especializada em lidar com as pessoas se comportar como o dono do mundo e chegar ao ponto de agredir a face de uma pessoa. As pessoas tem que entender que não existe lado certo, como não existiu lado certo na guerra do Vietnã, e não existe na briga de um universitário ignorante e um policial autoritário , não é como um livro em que se acredita em lado certo e errado de uma forma explicita e simples. Esses usuários antes de sair falando asneiras pela internet tem que criar argumentos, pensamentos e críticas próprias e não copiar frases fundadas pelo senso comum divulgadas em Rede Globo ou Facebook, argumentos esses criados por pessoas ignorantes e alienadas, que para aparecer ou mesmo só para criar polemica.