O cliente NUNCA tem razão

Escrito por Kid on Apr 1, 2010

Um dos piores aspectos do trabalho com “customer service” (ou seja, servir algum tipo de freguesia – restaurante, loja de roupas, parque de diversões, prostíbulo) é o próprio freguês. E a culpa disso, obviamente, é a máxima  ”o cliente tem sempre razão” .

Quando inventaram essa expressão, tenho certeza que não imaginavam o sofrimento que seguiria.

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Valentine’s Day

Escrito por Kid on Feb 18, 2010

cupid

Como vossas bichências devem saber (ou não, sei lá), dia 14 de fevereiro é o Valentine’s Day, o equivalente gringo do nosso Dia dos Namorados.

Dia dos Namorados o mais descarado de todos os feriados artificais criados pra agitar um mês fraco pras compras – não se engane, essa é o único motivo pra existência da data. A única diferença é que aí na pátria mãe temos o Carnaval em fevereiro, então não houve necessidade de adotar o mesmo dia que os gringos usam. Mudou-se pra junho. É junho, né? Parei de celebrar essa data em 2003, então não lembro.

(Quando minha mulher ficou sabendo que o Dia dos Namorados tupiniquim localiza-se em outra data, a gringa se espevitou toda pra que adotássemos ambas datas. Com algum malabarismo lógico, consegui faze-la abandonar a idéia)

Tirando essa diferença cronológica, o Valentine’s Day tem uma importante semelhança com o nosso Carnaval:

Pessoas trepam MUITO nessa data. E como você pode facilmente concluir, isso é bastante significativo pra alguém que trabalha no ramo em que eu trabalho.

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A Gorda Neurótica

Escrito por Kid on Dec 20, 2009

Até semana passada eu trabalhava com uma senhora de mais ou menos 40 anos que, por motivos éticos (leia-se “pra proteger a infeliz dos stalkers mais sinistros”), chamarei apenas de “B”, que é a inicial da senhora.

Tirando a estranheza inicial de trabalhar numa loja de artigos eróticos com uma mulher com idade pra ser minha mãe – e confiem, foi difícil se acostumar -, era tranquilo trabalhar com a B.

Até o dia em que ela começou a mostrar sua verdadeira personalidade.

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Estou promovendo uma experiência

Escrito por Kid on Oct 31, 2009

Como os senhores devem saber, eu trabalho de madrugada. Me acostumar ao estilo de vida notívago é um pouco mais complicado do que eu esperava. Afinal, tenho acesso livre à internet no trabalho, e há alguns anos isso era tudo o que eu precisava pra ficar acordado até 6 da manhã trollando canais de IRC, baixando jogos com o GetRight e jogando Quake no servidor do Terra, quando ele se chama “Zaz”.


LOL

Deus o tenha.

Na verdade, me adaptar a passar a madrugada inteira em pé acabou se tornando um desafio bem maior do que eu imaginava. Mas há uma ferramenta que me ajuda nessa jornada de oito horas de arrumar DVDs pornôs e catalogar lubrificantes em ordem crescente de acordo com a suas notas nos reviews da Big Asses Magazine.

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O ladrão de dildos

Escrito por Kid on Aug 22, 2009


Censurei o objeto subtraído pelo bandido, pra sua conveniência

No meu primeiro dia de trabalho, a minha amiga que me descolou a vaga aqui na loja (que chamarei de “J”) me contou como uma das nossas colegas (”B”) uma vez perseguiu um ladrão que havia roubado algum item qualquer aqui. Aparentemente um crackhead qualquer – um demográfico infelizmente alto, considerando a natureza da loja (vendemos pornografias e pirocas de borracha) – e o horário de operação. Pra quem não lembra ou não sabe ou não se importa, eu trabalho de madrugada. E a madrugada é o horário nobre de circulação de crackheads.

Caso você não esteja familiarizado com o termo, eu explico – crackheads são viciados em drogas (geralmente crack ou meth) que abandonaram completamente as normas de convívio social aceitável e andam por aí roubando qualquer coisa em que possam pôr as mãos e empurrando pessoas na frente de trens.


Embora pra ser honesto, com essa cara aí eu tenho que dizer que ele mais ou menos merecia ser jogado na frente de um trem mesmo

Então.

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O gordão reclamão

Escrito por Kid on Jul 14, 2009

Este é o primeiro post da recém estreada categoria “Contos da porn shop”. Os tipinhos com quem eu interajo no trabalho são surreais demais pra que eu mantenha essas histórias apenas pros meus seguidores no twitter.

Então, hoje à noite (redijo-vos este texto ainda no balcão da loja) tive um leve desentendimento com um cliente que vem aqui praticamente toda noite.

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