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	<title>Hoje é um Bom Dia &#187; Essa internerd&#8230;</title>
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			<title>Hoje é um Bom Dia</title>
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		<title>Qual o problema do internauta brasileiro?</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 08:01:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Essa internerd...]]></category>

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		<description><![CDATA[

Eu não poderia jamais negar que de 10 coisas que eu digito no meu computador e envio aí pro seu através da internet, 9 foram cuidadosamente arquitetadas pra ferir os nervos de alguém.
Por algum motivo, reações exageradas por causa de provocação online me fazem rir (não que eu seja completamente imune a elas, já dei [...]]]></description>
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<p>Eu não poderia jamais negar que de 10 coisas que eu digito no meu computador e envio aí pro seu através da internet, 9 foram cuidadosamente arquitetadas pra ferir os nervos de alguém.</p>
<p>Por algum motivo, reações exageradas por causa de provocação online me fazem rir (não que eu seja completamente imune a elas, já dei meus chiliquinhos também).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/briga.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1724" style="border: 1px solid black;" title="briga" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/briga.jpg" alt="briga" width="458" height="202" /></a>Clica pra ver bem grandão</p>
<p>Mas não foi o caso da conversa acima, entretanto. A julgar pelo chilique histérico que veio em seguida, concluo que sugerir uma pesquisa no google aparentemente é o mesmo que xingar a mãe do indivíduo.</p>
<p><span id="more-1723"></span></p>
<p>Eu detesto o orkut. E nem é por motivos pseudo-elitistas estilo &#8220;sou bom demais pra usar aquilo&#8221;, não. Eu acho o site meio feio, e a estrutura dele meio desorganizada. O sistema de fórum do orkut, por exemplo, é o mais lixo jamais desenvolvido. Eu me espanto que um serviço tão porco pertence ao google.</p>
<p>Mas como há uma preferência nacional pelo serviço, me sinto meio que obrigado a acessar aquilo ali pelo menos uma vez por semana, pra ver o que há de novo com amigos e familiares. O Brasil ainda não migrou pro Facebook &#8211; e a julgar pelo nosso costumeiro atraso em relação a tudo, é capaz ainda de passarmos pela era MySpace primeiro -, e por isso tenho que manter frequência nas duas redes.</p>
<p>Por um lado até gosto disso, porque organizo minha vida brasileira e minha vida canadense de formas distintas. Ver um monte de status update em português misturados com posts em inglês me dão uma agonia que apenas outras vítimas de transtorno obsessivo-compulsivo compreenderiam.</p>
<p>Então, orkut né. Apesar de não gostar, dou um pulinho lá de vez em quando. E por isso participo de algumas comunidades de brasileiros na minha cidade, como <a href="http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=5921496" target="_blank">esta</a>.</p>
<p>E a comunidade é muito sem graça. Há pouquíssimos brasileiros na minha cidade, e por causa disso a comunidade está sempre abandonada. Os poucos tópicos que surgem pra quebrar a monotonia são sempre os mesmos:</p>
<ul>
<li>Estou indo fazer intercâmbio em calgary no mês ______, quem mais está indo????</li>
<li>Tá difícil de arrumar empregos em Calgary???//</li>
</ul>
<p>Eu sou uma pessoa que se irrita com facilidade com o comportamento alheio, e esses dois tipos de tópicos batem em cheio lá naquele meu gene que controla minha chateação.</p>
<p>Em primeiro lugar, eu jamais compreenderei esse fetiche que intercambistas têm de encontrar o maior número de brasileiros possível em sua viagem ao exterior. Na maioria das vezes essa turma já está vindo passar um período bem curto de tempo (entre um e três meses), o que já torna a viagem essencialmente inútil pra finalidade de aprender inglês.</p>
<p>Aí pra assegurar que realmente não aprenderão nada sobre o idioma ou a cultura estrangeira, os malucos se rodeiam de outros brasileiros.</p>
<p>Mermão, tu tá vindo passar TRÊS meses no Canadá, pra em seguida voltar a viver sua vida inteirinha no Brasil. Custa muito abandonar temporariamente o contato constante com a própria cultura&#8230;? Não é justamente esse o propósito do intercâmbio, caralhos?!</p>
<p>Pro imigrante que veio passar o resto da vida aqui, vá lá &#8211; se relacionar com brasileiros é às vezes a única forma de manter um vínculo com a cultura nativa. Mas se você não veio passar tempo suficiente sequer pra presenciar mais de uma mudança de estação, faça-me o favor de valorizar a grana que seus pais investiram nessa merda e mergulhe na cultura canadense porra.</p>
<p>E o segundo tipo de tópico, o mendigo de empregos, foi o que provocou a confusão que deu a luz a este texto.</p>
<p><a href="http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=5921496&amp;tid=5457666409623169516" target="_blank">Neste tópico</a>, o sujeito perguntou como anda a situação de empregos em Calgary. Logo de cara é uma pergunta meio idiota, afinal de contas, existem diferentes áreas de atuação, e nem todas elas passam pelos mesmos altos e baixos. Pra responder essa pergunta, no mínimo precisariamos saber em que área de trabalho ele se interessa.</p>
<p>Resolvi ser gente boa e não aloprar o cara apontando este detalhe. Ao invés disso, sugeri uma pesquisa no Google. A maioria dos meus empregos foram achados graças ao google, e uma pesquisa como &#8220;(nome da cidade) jobs&#8221; dá um bom <em>insight</em> sobre como anda o ecossistema trabalhístico da região.</p>
<p>E o chilique comeu solto. Uma usuária que assina como VK respondeu aquela micro-frase de cinco palavras com nada menos que 13 linhas &#8211; tudo em caixa alta, como manda a cartilha dos imbecis &#8211; me esculachando pelo que ela interpretou como falta de vontade de ajudar o sujeito. Logo abaixo veio mais desocupados se unir ao coro da primeira. O bom e velho &#8220;se não quer ajudar fique calado!&#8221; não demorou pra aparecer.</p>
<p>E lá vou eu explicar praquela cambada de mongol que, na verdade, eu havia prestado ao sujeito ajuda melhor do que qualquer outra pessoa que respondeu o tópico.</p>
<p>A lógica é que uma pergunta solta dessa forma numa comunidade pequena resultará em poucas respostas, e todas elas nada além de relatos anedóticos que não contém substância real. Como é que eu te ajudo se eu digo &#8220;ahhh, o mercado de trabalho de Calgary está ótimo, tem uma padaria contratando lá na esquina!&#8221;?</p>
<p>Por outro lado, pesquise &#8220;calgary jobs&#8221; e você achará listagens completas com números, salários, endereços, áreas, enfim, um monte de informação relevante pra você concluir por si mesmo como anda o mercado de trabalho na região. Até expliquei pro cara que foi assim que pesquisei sobre minha área de atuação antes de dar prosseguimento à minha carreira acadêmica.</p>
<p>Saber se virar é, na minha opinião, um dos skills mais valiosos que alguém pode cultivar. E a era das redes sociais parece ter causado em nós uma cegueira seletiva que nos impede de ver que temos métodos que dispensam ajuda externa.</p>
<p>O problema, na minha humilde opinião de merda, é que o brasileiro é uma espécie de mendigo virtual. Como se não bastasse essa impressão de que o mundo deve algo a nós, há uma aparente incapacidade de se virar sozinho.</p>
<p>Aquele tal &#8220;jeitinho brasileiro&#8221; (me refiro à perspicácia em resolver problemas de forma não-convencional, não à malandragem) de que tanto nos orgulhamos &#8211; e eu queria muito saber de onde veio a idéia que McGyverzismo é exclusividade brasileira &#8211; parece ter dado lugar a uma dependência debilitante de que alguém nos explique tudo nos mínimos detalhes.</p>
<p>Por isso que vemos tanta gente que depende do orkut pra fazer download de suas séries e quadrinhos favoritos. Esse hábito de pedir ajuda aos outros pra tudo já virou padrão.</p>
<p>Veja o caso meu caro amigo <a href="http://www.newsinside.org" target="_blank">TioSolid</a>, que é dono de um site sobre console modding. Toda semana ele atualiza seu site com algum novo homebrew pra PSP ou algo similar, com instruções detalhas pra instalação e ressalvas do tipo &#8220;não funciona nos consoles de código XPTO&#8221;.</p>
<p><em>Sure enough</em>, nesses posts sempre aparece comentários do tipo &#8220;TENHO UM XPTO SERÁ QUE ISSO AÍ FUNCIONA PRA ELE??&#8221;, seguido por um &#8220;INSTALEI ESSE JOGUINHO NO MEU XPTO E ELE ESPLODIU SINSERAMENTE ACHO QUE VOU PROCESSAR O DONO DESTE WEBSITE&#8221;. Seria hilário se não fosse triste!</p>
<p>O infeliz tem literalmente toda a informação que ele precisa bem ali, na altura dos olhos, de forma concisa e em português simples, e AINDA ASSIM não é capaz de mover um músculo pra se virar sem auxílio de outrem. Mesmo que seja necessário apenas ler dois parágrafos, o cara prefere algo que é extremamente menos eficiente &#8211; pedir ajuda pra outra pessoa e esperar que ela o responda.</p>
<p>É exatamente o que aconteceu naquela comunidade de brasileiros em Calgary. E o pior é a inversão de valores &#8211; o sujeito pede o peixe, eu tento ensina-lo a pescar (de forma muito concisa, talvez esse tenha sido meu erro), e acabo sendo visto como o filho da puta na história.</p>

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		<title>Twittess no BBB. Caralho.</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 17:08:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
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Então, a Twittess estará no Big Brother Brasil 10.

Eu tô ligado que os leitores daqui do HBD não são muito chegados ao Twitter, então vocês provavelmente não presenciaram o festival de chiliques que aconteceu ontem por causa disso. Eu explico.
A garota  acima é a Twittess, uma menina que se tornou alvo constante da turma Internet: [...]]]></description>
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<p>Então, a Twittess estará no Big Brother Brasil 10.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/tess.jpg"><img class="size-full wp-image-1466 aligncenter" title="tess" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/tess.jpg" alt="tess" width="203" height="257" /></a></p>
<p>Eu tô ligado que os leitores daqui do HBD não são muito chegados ao Twitter, então vocês provavelmente não presenciaram o festival de chiliques que aconteceu ontem por causa disso. Eu explico.<span id="more-1465"></span></p>
<p>A garota  acima é a Twittess, uma menina que se tornou alvo constante da turma Internet: Serious Business no ano passado. O crime dela foi utilizar scripts pra angariar milhares de seguidores no seu perfil do twitter, que ela passou a usar pra se promover profissionalmente. Fazendo uma analogia rasteira, é como se ela tivesse distribuído milhares de cartões de visita.</p>
<p>Mas isso enfureceu a turminha problogger. Coléricos, apontaram o que ela fez como &#8220;trapaça&#8221;. Pra quem não vive de influência internética (ou seja, nós), números de pageviews e seguidores são tão intangíveis como dinheiro de Banco Imobiliário &#8211; ou seja, só é importante pra quem vive dentro do jogo. Por isso, tanto faz pra mim se a garota tem 10 ou 10 bilhões de seguidores, ou como ela os conseguiu. É dinheiro de Banco Imobiliário; não vale nada.</p>
<p>A analogia não vale pros profissionais da internet, que definem seu valor como pessoa em relação à atenção que eles conseguem gerar no meio virtual. Quem já presenciou uma briga de egos em que os argumentos invariavelmente orbitam ao redor de &#8220;tenho mais visitas/comentários/seguidores que você&#8221; sabe que essa galera não esconde o orgulho que sente de serem FAMOSINHOS NA INTERNET.</p>
<p>É por isso que alguém como a Twittess é hostilizada e encarada como uma ameaça, apesar de não ter feito nada contra os caras e ser até uma pessoa bastante gente boa (já bati um papo com ela no Twitter e no MSN, ela é muito cortês e simpática) &#8211; a Twittess é a prova e personificação do que nós, os trolls, dizíamos aos probloggers há muito tempo: não é preciso grandes méritos pra se tornar popular na internet. Parem de colocar isso no currículo de vocês como se fosse uma grande realização pessoal.</p>
<p>A Twittess e seu famigerado script foram um tapa na cara de probloggers que superestimavam sua &#8220;relevância&#8221; (nossa, como eles adoram essa palavra). É a prova cabal de que ser famosinho na internet não é algo particularmente difícil de alcançar, e que definitivamente não deveria ser motivo pra arrogância.</p>
<p>A garota &#8211; que eles tentavam provar matematicamente que é apenas uma &#8220;trapaceira irrelevante&#8221; &#8211; foi prestigiada com o convite pra aparecer um programa global de horário nobre, enquanto eles sobrevivem fazendo bicos e <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/08/29/o-que-significa-boicote/">vendendo a própria integridade</a>. Isso deve doer.</p>
<p>O despeito espumante é tamanho que até a aparência da menina os caras criticam &#8211; dizem com arrogância que &#8220;não a pegaria&#8221;, porque ela é feia e magrela. Este é o naipe de gente que critica a aparência da menina:</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/cardoso.jpg"><img class="size-full wp-image-1476 aligncenter" style="border: 1px solid #000000;" title="cardoso" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/cardoso.jpg" alt="cardoso" width="205" height="351" /></a></p>
<p>Pra quem não sabe, esse aí é o Cardoso, que nunca desperdiça uma oportunidade de dizer que &#8220;jamais pegaria a Twittess&#8221;. Agora fica mais óbvio por que ele insiste em se identificar na internet com a imagem do Hugh Laurie, né?</p>
<p>Por que vocês acham que eles precisam fazer tanto barulho se declarando mais importantes do que essa menina? Porque eles têm medo. A Twittess deixou patente que os louros dos quais os probloggers se gabam são como a roupa do imperador.</p>
<p>Se teu ganha-pão dependesse de qualificações algo que outros podem alcançar com facilidade, você teria medo também.</p>

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		<title>Pedófilos e as pessoas que os defendem</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2009/10/25/pedofilos-e-as-pessoas-que-os-defendem/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 01:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Essa internerd...]]></category>

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Hoje eu tive a infelicidade de ter o conhecimento de que divido o mesmo planeta com pessoas da estirpe da Barbara Gancia. 

Esta senhora aí é a Barbara Gancia, colunista da Folha de São Paulo e, aparentemente, entusiasta do ciclismo. Terei o respeito de escrever a graça dela corretamente, pois estou familiarizado com os chiliques [...]]]></description>
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<p>Hoje eu tive a infelicidade de ter o conhecimento de que divido o mesmo planeta com pessoas da estirpe da Barbara Gancia. </p>
<p><center><img src="http://img197.imageshack.us/img197/133/barbaragancia.jpg" border=1></center><br />
Esta senhora aí é a Barbara Gancia, colunista da Folha de São Paulo e, aparentemente, entusiasta do ciclismo. Terei o respeito de escrever a graça dela corretamente, pois estou familiarizado com os chiliques que ela dá se alguém ousa acentuar como em &#8220;Bárbara&#8221;.</p>
<p>Eis o motivo pelo qual eu rezarei diariamente para que esta respeitável senhora seja atropelada por uma colheitadeira nas próximas semanas.<br />
<span id="more-1167"></span><br />
A senhora Gancia escreveu em seu blog não um, não dois, não três, mas QUATRO artigos em defesa do diretor Roman Polanski, estuprador confesso e fugitivo da justiça americana há mais de trinta anos. <a href="http://blogs.band.com.br/barbaragancia/index.php/2009/10/09/refresquei-a-memoria/comment-page-1">Eis aqui o mais recente</a>, que eu destrincharei a seguir.</p>
<p>Aos que estiveram por fora da história &#8211; em 1977, o aclamado diretor foi preso sob acusação de estuprar uma menor de idade (a garota tinha 13 anos). Entre as acusações constavam &#8220;fornecer drogas/álcool a um menor de idade&#8221; e &#8220;sodomia&#8221;. É isso mesmo, o sujeito &#8211; que na época estava em seus 40 anos &#8211; estorou as pregas de uma garota de 13 que havia ido à sua casa pra ser fotografada por ele. </p>
<p>Agora, eu já havia tido contato com o tipo de relativismo cara de pau que os fãs do diretor elaboram pra inocentar o indivíduo. Entretanto, eu não estava ciente que alguém com (supostamente) uma reputação a zelar se daria ao luxo de escrever argumentos tão vis na defesa de um pedófilo condenado pelo sistema judicial.</p>
<p>Vamos ver o que a mulher escreveu. Pra não achar que estou sendo tendenciosamente criterioso na escolha de quais trechos do argumento dela eu escolhi reproduzir aqui, faça um favor a si mesmo e clique no link acima e leia o texto por si mesmo. Debaterei apenas os pontos principais do discurso da mulher. Vamos lá:</p>
<blockquote><p>1) a menina não era mais virgem quando se encontrou com Polanski. Apesar da pouca idade, ela já tinha tido mais de um namorado</p></blockquote>
<p>Veja que a Sra Barbara Gancia não perde tempo tentando fingir que tem um bom argumento na manga &#8211; ela já parte logo pro absurdo. </p>
<p>A frase é tão estapafúrdia que eu tive que ler três vezes pra me assegurar de que estava entendendo direitinho. Barbara Gancia, pelo que pude entender, está insinuando que se uma menina já teve relação sexual alguma vez na vida, ela se torna incapaz de recusar os avanços masculinos, e portanto qualquer encontro carnal que acontecer em seu futuro foi por sua vontade livre. </p>
<p>A conclusão que ela tenta chegar, presumo, é que é &#8220;impossível&#8221; o diretor ter estuprado a menina, <em>porque ela não era mais virgem</em>. Se o texto não tivesse sido publicado num blog eu suporia que era parte do vernáculo legal vigente em alguma província inglesa do século XVI.</p>
<p>Quero colocar isso de uma forma perfeitamente inequívoca &#8211; Barbara Gancia tenta nos convencer de que, se você é mulher e não é mais virgem, você é legalmente incapaz de rejeitar um avanço sexual.</p>
<blockquote><p>2) ela declarou que já tinha se embriagado outras vezes e também já havia ingerido quaalude em outras ocasiões</p></blockquote>
<p>Nesta aqui Barbara Gancia mostra que além de todos seus outros louros (não encontrei nenhum, até onde sei a única coisa de nota que ela fez é ser colunista da Folha de São Paulo), ela também detém uma profunda ignorância na forma como a lei funciona. </p>
<p>É completamente indiferente, do ponto de vista legal, se a garota tinha ou não consumido álcool e drogas em algum ponto no passado. Fornecer álcool drogas a uma criança será ilegal de qualquer forma. Não há atenuantes.</p>
<p>Obviamente, alguém que está se esforçando em pintar a vítima de estupro como real culpado do crime não se preocupa com bobagens como &#8220;coerência&#8221; ou &#8220;conhecimento do processo legal relacionado ao caso que ela alega entender tão bem&#8221;.</p>
<blockquote><p>3) a mãe da menina frequentava as festas do círculo de Polanski e sabia muito bem onde estava levando a filha</p></blockquote>
<p>Li a frase sem entender por que ela acabava tão abruptamente &#8211; cadê o argumento aí? Polanski não é um estuprador pedófilo porque a mãe da menina o conhecia&#8230;?</p>
<p>Vou dar um crédito à colunista, imagino que ela esqueceu de completar a frase. Sem dúvida uma articulista que doma a retórica tão bem não escreveria algo tão desastrosamente ignorante, quase vilanesco, pra depositar a culpa de um estupro na estuprada (e, por extensão, em sua família).</p>
<p>Imagino que, se tivesse um pouco mais de disposição pra voltar ao assunto, Barbara Gancia culparia também os fabricantes da bebida alcoolica com a qual Polanski embebedou a garota, e a Kodak, por produzir o filme que ele usava na câmera com a qual fotografava a menina.</p>
<blockquote><p>Um último ponto importante a ser lembrado é que Polanski namorou Natassja Kinski quando ela tinha 15 anos. E foram as fotos que ele tirou da atriz que ajudaram a lançar sua carreira no cinema.
</p></blockquote>
<p>Barbara Gancia é uma visionária. Ela não deixa seu estilo autoral ser reprimido por coisas insignificantes, como coesão ou parâmetros estabelecidos por ela mesma. Por isso, ela continua a listinha de desculpas a favor do estuprador, mas aboliu a numeração pra ser mais original e quiçá descoladinha.</p>
<p>Na primeira frase a Barbara acha importante frisar que há mais provas de que Polanski sente de fato uma atração doentia por menores de idade. Em seguida, como atenuante, ela salienta que, não fosse as fotos que ele tirou da atriz, ela seria uma desconhecida total.</p>
<p>Isso é mais ou menos como exigir que um filho agradeça o assassino do seu pai &#8211; se não fosse ele, como a foto do seu pai teria aparecido na primeira página do jornal local da cidade?</p>
<blockquote><p>Na noite em que Polanski manteve relações sexuais com a menina Samantha (a acusação nunca foi de estupro), ela havia sido levada até ele pela mãe, para que ele a fotografasse para a revista “Vogue Homme”.</p></blockquote>
<p>Barbara volta a bater na tecla de que a culpa era toda da mãe da garota, quase como quem diz &#8220;ei, se você não quisesse que o Polanski drogasse e estuprasse sua filha analmente, por que o apresentou a ele?&#8221;, como se isso fosse algo perfeitamente comum e de conhecimento público. &#8220;Como assim você não sabia que o Roman Polanski estupra crianças?&#8221;</p>
<p>Lembre-se, ela está tentando <strong>DEFENDER</strong> o cara enquanto insinua que alguém que não soubesse o que esperar dele era ingênuo.</p>
<p>Em seguida Barbara comete uma gafe que, se tivesse vindo de um mísero BLOGUEIRO, seria vergonhoso &#8211; imagine então de uma colunista publicada pela Folha de São Paulo: Barbara Gancia alega que a acusação contra Polanski &#8220;nunca foi de estupro&#8221;.</p>
<p>Talvez se a frase fosse &#8220;nunca foi APENAS de estupro&#8221;, ela estaria correta. Entretanto, sim, Polanski foi formalmente acusado de estupro. Acusação que ele CONFESSOU quando foi levado ao tribunal. That&#8217;s right &#8211; o julgamento foi uma formalidade. Polanski se declarou culpado e admitiu a culpa.</p>
<blockquote><p>E, desde o primeiro momento, a família da menina nunca quis que Polanski cumprisse pena de reclusão.</p></blockquote>
<p>Lembra quando eu mencionei que Barbara Gancia não entende como a lei funciona? Ela não quer que você esqueça disso, pelo que parece.</p>
<p>Acusaçao de estupro não é uma contravenção civil &#8211; é criminal. Não há diferença se a família da menina, ou a própria, perdoou o cara anos após o acontecido. Eles não tem mais como &#8220;voltar atrás&#8221; e largar o processo, como se poderia fazer em caso de difamação, por exemplo. </p>
<p>Começo a pensar que se essa mulher se ativesse a pedalar por aí e falar menos bobagem na internet, eu não teria tido todo o trabalho de esculacha-la e poderia, quem sabe, estar jogando Scribblenauts neste momento. </p>
<blockquote><p>E, por isso tudo, 32 anos depois, querem levar um velho de 76 anos e de um metro e meio para a cadeia pelo resto de seus dias…
</p></blockquote>
<p>Este é o argumento final de defesa da Barbara Gancia &#8211; Roman Polanski tem 76 anos e apenas um metro e meio. Obviamente isso toma precedência sobre os fatos de que ele embebedou, drogou e sodomizou uma garota de <strong>TREZE ANOS DE IDADE</strong> (acusações que ele nunca negou), e em seguida covardemente fugiu do país quando viu que a casa cairia pro seu lado.</p>
<p>Vale lembrar também que, antes dessa listinha lamentável®, a colunista tentou relativizar a coisa toda lembrando que o cara é sobrevivente do Holocausto, e que teve a esposa assassinada pela turminha do Charles Manson (ela acusou o Manson pessoalmente do assassinato, o que não é exatamente o que aconteceu &#8211; ele foi o mandante, não o autor). </p>
<p>Me pergunto se ela fez parte do coro em protesto contra o filme brasileiro Ônibus 174 que, por mostrar a infância difícil do sequestrador do ônibus, foi visto por muitos como uma tentativa de atenuar o crime dele. Mas divago.</p>
<p>Barbara Gancia encerra seus &#8220;argumentos&#8221; com a seguinte frase:</p>
<blockquote><p>Esse mundo cada vez mais asséptico que nós estamos criando me dá nojo!</p></blockquote>
<p>Exatamente. Ao manter a opinião de que um estuprador com histórico de pedofilia e que fugiu da condenação deve pagar pelos seus crimes, estamos criando um &#8220;mundo asséptico&#8221; que a causa &#8220;nojo&#8221;. </p>
<p>Barbara Gancia deixou inequívoco que pedofilia e estupro são coisas triviais (pelo menos, quando cometidos por um diretor que ela admira) e que lutar contra elas tornará nosso mundo muito &#8220;asséptico&#8221;. </p>
<p>Poderia mencionar também a forma como ela age com afetada indignação contra o &#8220;desperdício de dinheiro dos contribuintes em encarcerar um velhinho&#8221;, como se seu dinheiro estivesse indo pro Fisco americano. Ou sobre como ela se mostrou completamente intransigente quando questionada no twitter, bloqueando qualquer um (a despeito da forma) que pedisse que ela elaborasse seu argumento em defesa do diretor.</p>
<p>Chega de &#8220;barbarismos&#8221;. Cadê meu Scribblenauts? Vamos ver se o jogo contém &#8220;colunista retardada&#8221; e &#8220;colheitadeira&#8221;, que eu resolvo o problema aqui.</p>
<p><center><img src="http://img197.imageshack.us/img197/2364/colheitadeira.jpg" border=1></center><br />
Já me sinto melhor. Realmente tem tudo nesse jogo, puta que pariu.</p>

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		<title>Você acha que é viciado na internet?</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2009/09/12/voce-acha-que-e-viciado-na-internet/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 15:03:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Essa internerd...]]></category>

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		<description><![CDATA[

Amiguinhos, perdoem este humilde escriba por seu desleixo em manter o blog. Retornei às aulas na quarta feira, e a minha senhora finalmente se acomodou numa agenda trabalhística que nos permite passar mais tempo juntos. O resultado disso é que minhas atividades interwébicas foram consideravelmente reduzidas.
Isso é, atividades interwébicas que exijam maior investimento de tempo [...]]]></description>
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<p>Amiguinhos, perdoem este humilde escriba por seu desleixo em manter o blog. Retornei às aulas na quarta feira, e a minha senhora finalmente se acomodou numa agenda trabalhística que nos permite passar mais tempo juntos. O resultado disso é que minhas atividades interwébicas foram consideravelmente reduzidas.</p>
<p>Isso é, atividades interwébicas que exijam maior investimento de tempo ou concentração (como escrever um texto ou gravar um episódio do HBDtv). O twitter, esse serviço desgraçado de bate papo aleatório e de auto-exposição, continua sendo tão usado quanto meus próprios olhos. </p>
<p>E tu provavelmente acha que a frase anterior foi um apelo hiperbólico, né (minha professora de redação da qiunta série se orgulharia desse vocabulário masturbatório)? Acredita que não é? Olha só.<br />
<span id="more-1052"></span><br />
Um leitor do HBD (que, segundo me consta, prefere manter sua privacidade e ficará anônimo mermo) percebeu que eu aparentemente uso o twitter mais do que qualquer outra pessoa que ele conhece. Pra tu ter uma noção, enquanto escrevo esse texto, tou beirando os 40 mil updates naquela merda. </p>
<p>Então este sujeito, que tem mais tempo livre e <em>expertise</em> que eu jamais terei, percebeu que poderia usar meus frequentes tweets pra mapear minha atividade na frente do computador ou do celular. Ele escreveu um script em perl pra definir exatamente QUANTO tempo eu passo mandando aquelas mensagenzinhas de 140 caracteres provocando probloggers aleatórios.</p>
<p>O resultado é que o cara descobriu que em média, eu paro de twittar apenas por mais ou menos 5h por dia. Este período coincide <strong>com as horas que eu durmo por dia</strong>.</p>
<p><center><img src="http://img4.imageshack.us/img4/760/twittervicio.jpg" border=1 title="Puta que pariu."></center></p>
<p>Por isso que minha colocação de que uso o twitter tanto quanto uso meus olhos não é nenhuma tentativa de exagero cômico. Quando não estou twittando, estou dormindo. Sabendo disso, tal leitor programou o script pra <em>printear</em> justamente essa mensagem quando períodos estendidos de falta de atividade twiterísticas são detectados: <em><a href="http://img34.imageshack.us/img34/3603/50416581280x997.png">Izzy Nobre was sleeping from (&#8230;) to (&#8230;)</a></em></p>
<p>Como se não bastasse a idéia de que alguém usa tanto um sistema de publicação internético que é possível usar essas atualizações pra analisar a atividade de sono do indivíduo, os horários batem quase que perfeitamente com meus horários de sono. Essencialmente, quando não estou twittando estou apertando F5 pra receber mensagens novas dos amiguinhos e continuar a conversa.</p>
<p>Pra colocar a coisa em outra perspectiva &#8211; há scripts e programinhas que atualizam seu twitter automaticamente, de acordo com outras atividades suas: há aplicativos que divulgam sua jogatina no Xbox, ou que música você está ouvindo, ou links do seu google reader você gostaria de compartilhar com os amiguinhos, seu horóscopo do dia, etc.</p>
<p>Eu tenho mais tweets do que pessoas que usam <strong>TODAS</strong> essas aplicações. Em outras palavras, eu posto mais naquela merda que programas desenvolvidos só pra postar tweets.</p>
<p><center><img src="http://img24.imageshack.us/img24/7419/twetlol.jpg" border=1 title ="Vou imprimir, emplastificar, e carregar na carteira como certificado de nerd"></center></p>
<p>Isso é muito bizarro, embora esse fenômeno de over-twitização já houvesse sido percebido por mim antes, e usado em minha vantagem. Por twittar exageradamente sobre qualquer trivialidade, o twitter acaba servindo como um daqueles diários que gente muito esquecida mantém pra não perder ou esquecer tudo.</p>
<p>Não lembro há quanto tempo pedi aquela pizza? É só checar quando foi o horário que twittei falando que havia pedido a tal pizza. Não sei há quanto tempo estou esperando o trem? Basta ver quando foi que twittei falando que havia perdido o último. Tinha planejado fazer alguma coisa e esqueci? Revejo minha timeline e lá está o momento em que expliquei ao mundo o que é que eu planejava fazer. </p>
<p>Às vezes algo acontece no trabalho e eu perdi completamente a noção de a quanto tempo o tal evento ocorreu, uma rápida verificação da minha timeline revela o momento exato. </p>
<p>Não é exatamente a coisa mais útil do mundo, mas é um fenômeno curioso você se viciar tanto e utilizar tanto uma coisa, que você pode usar sua atividade na tal coisa pra manter tempo como se fosse um relógio. Pra você ter uma idéia, eu uso MUITO MAIS twitter do que qualquer outra função no meu celular.</p>
<p>E sim, eu só durmo em média 5h por noite. </p>

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		<title>Mamãe, eu tou na MTV!</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2009/08/31/mamae-eu-tou-na-mtv/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 22:31:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Essa internerd...]]></category>

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Então o HBDtv chegou à atenção da grande mídia, e o resultado foi que&#8230;

Se você gostaria de ouvir o vídeo sem minha gritaria homossexual te atrapalhando, clique aqui. Não quero falar nada antes da coisa começar a acontecer, mas o futuro é promissor pro HBD e pro HBDtv. Aguarde e cês verão.
É muito surreal pensar [...]]]></description>
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<p>Então o HBDtv chegou à atenção da grande mídia, e o resultado foi que&#8230;</p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4Gmx5OvpodU&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4Gmx5OvpodU&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p>Se você gostaria de ouvir o vídeo sem minha gritaria homossexual te atrapalhando, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=eMr5fQXD2cs">clique aqui</a>. Não quero falar nada antes da coisa começar a acontecer, mas o futuro é promissor pro HBD e pro HBDtv. Aguarde e cês verão.</p>
<p>É muito surreal pensar que algo que eu escrevi e filmei no meu quarto simplesmente por tédio acabou aparecendo em TV nacional pra uma cacetada de malucos que não fazem a menor idéia de quem eu sou.</p>
<p>Obrigadíssimo por todo o apoio de vocês e, por favor, se algum amigo nerd seu ainda não conhece o HBDtv, conserte esse problema. <a href="http://hbdia.com/wordpress/hbdtv/">Aqui está o link pra todos os episódios</a>.</p>
<p>(Sim, eu chamo minha mulher de bitch. Sou seguidor da teologia <a href="http://www.morroida.com.br">Morroideana</a>, mulé gosta de levar tabefe carinhoso.)</p>

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		<item>
		<title>O que significa &#8220;boicote&#8221;?</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2009/08/29/o-que-significa-boicote/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 22:27:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Essa internerd...]]></category>

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		<description><![CDATA[

Probloggers, esse seres mitológicos da fauna internética brasileira, não são exatamente gente a quem tenho em alta estima. Mas não por &#8220;ganharem dinheiro com o meu hobby&#8221;, como eles arrogantemente descrevem sua falta de uma ocupação real (até porque, seguindo os mesmos critérios, o moço que vende pipa na praia também ganha dinheiro com o [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2009%252F08%252F29%252Fo-que-significa-boicote%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22O%20que%20significa%20%5C%22boicote%5C%22%3F%22%20%7D);"></div>
<p>Probloggers, esse seres mitológicos da fauna internética brasileira, não são exatamente gente a quem tenho em alta estima. Mas não por &#8220;ganharem dinheiro com o meu hobby&#8221;, como eles arrogantemente descrevem sua falta de uma ocupação real (até porque, seguindo os mesmos critérios, o <a href="http://www.wittycomics.com/comic/52926">moço que vende pipa na praia também ganha dinheiro com o meu hobby</a>).</p>
<p>Isso não é o que me incomoda. Afinal, contanto que não seja ilegal, não há forma &#8220;indigna&#8221; de ganhar dinheiro, e digo isso com sinceridade. Se seu &#8220;trabalho&#8221; se resume a traduzir notícias que você capturou de sites gringos mais cedo e jogar umas piadinhas aqui e ali, e se isso te rende algumas cortesias e convites pra eventos sociais (eu prefiro ser convidado pra festas por que sou bem querido pela organização da coisa, e não como troca de favores, mas tudo bem), e você se sente profissionalmente realizado, quem sou eu pra apontar que você é um fracasso em forma de pessoa que, à beira da meia idade, ainda mora de favor com a mãe, e emula os trejeitos de um personagem fictício da TV pra não ter o trabalho de desenvolver uma personalidade (amadurecimento emocional é um negócio muito complicado)? Eu não seria tão arrogante.<br />
<span id="more-1020"></span><br />
Não, não é isso que me incomoda nos probloggers. Deixem-nos ganhar seu pouco dinheirinho como puderem, e exibirem orgulhosamente os &#8220;regalos de periferia&#8221; que os homens por trás da máquina os dão de vez em quando. Se não fosse por essas gentilezas, como essa gente sairia de casa, ou apareceria em eventos sociais pra ficar tirando fotos de mulheres que eles jamais pegarão ou reportar o evento pros amigos no twitter durante toda a duração da coisa?</p>
<p>O que me causa incômodo, entretanto, é algo que apesar de eu não poder dizer que é exclusivo deles, posso culpa-los por ter elevado o desvio de personalidade a um estilo de vida &#8211; se pintar como algo que não são.</p>
<p>Nada é mais patético e deprimente do que alguém que, por ignorância ou qualquer outro motivo, tem uma noção completamente errada sobre si mesmo, totalmente divergente da forma como o mundo em geral a vê. Essa dissonância cognitiva é, quando eu paro pra pensar, perfeitamente normal pro tipo de gente que vai tão longe pra simular as características de um personagem de televisão que até mesmo agregam a imagem daquele à sua persona virtual (causando grande decepções nos admiradores que um dia acabam esbarrando com sua foto real, diga-se de passagem). Como diria meu grande avô, que me ensinou a jogar futebol de botão aliás, &#8220;cê acha que isso é bonito, rapaz?&#8221;. </p>
<p>Mas então. Apesar de se verem como médicos televisivos conhecidos por sua arrogância e sociopatia (o que leva alguém a pensar &#8211; se você vai se definir com as características de outra pessoa, e já que você não está se limitando a pessoas que existam, por que não escolher alguém que não seja um douchebag completo?), probloggers também têm esse hábito de se verem como grandes formadores de opinião.</p>
<p>Isso faz sentido se o termo &#8220;formadores&#8221; mudou de definição ontem e agora significa &#8220;vendedores&#8221;.</p>
<p><center><img src="http://i26.tinypic.com/25t8ac7.jpg" border=1></center></p>
<p>O texto acima é um anúncio publicitário veiculada no blog de uma renomada personalidade do meio blogueiro. A mesma personalidade que, poucos meses atrás, <a href="http://www.contraditorium.com/2009/05/27/como-a-dell-gastou-r15900-para-perder-r150000/">tomou as dores de alguém e declarou um boicote contra a marca que agora o paga trocados pra engolir as próprias palavras</a>. </p>
<p><center><img src="http://img194.imageshack.us/img194/5246/boicote.jpg" border=1><br />Boicote &#8211; YOU ARE DOING IT WRONG</center></p>
<p>Me atrevo a apostar meus testículos que, apesar de provar por si mesmos que sua capacidade de &#8220;formar opiniões&#8221; não tem qualquer tipo de escrúpulos ou integridade, esse tipo de gente seguirá se vendo como jornalistas do século XXI, e sem dúvida devem ter até orgulho do que se resumiu a vender a própria opinião. </p>
<p>Imagino o choque psicológico que esse tipo de gente terá se um dia se tocarem que não formam opinião coisa nenhuma, e a única razão pela qual são sondados pra esse tipo de anúncio é porque eles são o lowest bidder. Consigo perfeitamente imaginar essas ações publicitárias em blogs sendo feitas quando a agência promovendo a empresa já usou quase todo o caixa em métodos reais de propaganda (aka &#8220;algo que não se resume a um diário virtual na internet&#8221;) e sobrou um troquinho. &#8220;Joga esse resto aí na mão de algum blogueiro, Almeida, e vamo fechar isso aqui que o cliente quer ver um resultado da ação&#8221;. </p>
<p>Será engraçado quando essa bolha estourar. Vamos ver como essa turma se gabará por receber convites pra festinha quando estiverem ocupadas embelezando o currículo com exageros em relação à sua experiência &#8220;jornalística&#8221;.</p>

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		<title>HBDchat!</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 11:58:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
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Curto e grosso &#8211; pra oferecer ainda mais diversão, interatividade e desculpas pra você procrastinar no trabalho, substitui o trocim do twitter (que vocês todos odeiam) com um widgetzim de IRC (que vocês todos amam).
Por enquanto a turma está curtindo horrores. Espero que a presença da parada não estrague o layout pros que não desejam [...]]]></description>
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<p>Curto e grosso &#8211; pra oferecer ainda mais diversão, interatividade e desculpas pra você procrastinar no trabalho, substitui o trocim do twitter (que vocês todos odeiam) com um widgetzim de IRC (que vocês todos amam).</p>
<p>Por enquanto a turma está curtindo horrores. Espero que a presença da parada não estrague o layout pros que não desejam participar. Como sempre, os comentários estão aí pra você expressar sua opinião de merda. Planejo deixar o troço aí permanentemente, mas a decisão final é sempre de vocês.</p>
<p>Divirtam-se e usem com moderação, porra! Issaqui né a casa da tua mãe não.</p>
<p>Ah, sim &#8211; tentar usar &#8220;Kid&#8221; ou &#8220;izzynobre&#8221; como nickname provocará banimento automatico caso você não seja eu, então economize seu tempo e não tente. </p>

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		<title>Calcinhas, cuecas e confusão</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 10:23:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Essa internerd...]]></category>

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Tudo começou com tanta inocência que você nem acreditaria.

E você não imagina a confusão resultante. É o tipo de coisa que só podia acontecer mesmo num país sexualmente confuso como o nosso Brasilzão, onde imagens de mulheres rebolando sem calcinha em via pública sendo transmitido em rede nacional é completamente normal e parte da nossa [...]]]></description>
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<p>Tudo começou com tanta inocência que você nem acreditaria.</p>
<p><img src="http://img83.imageshack.us/img83/4463/18778355.jpg" border="1" alt="Mimimi twitter não serve pra nada, né?" /></p>
<p>E você não imagina a confusão resultante. É o tipo de coisa que só podia acontecer mesmo num país sexualmente confuso como o nosso Brasilzão, onde imagens de mulheres rebolando sem calcinha em via pública sendo transmitido em rede nacional é completamente normal e parte da nossa cultura, mas meninas flagradas em momentos de intimidade com o namorado são vagabundas que não se dão o respeito e merecem ser hostilizada em seus perfis no orkut.<br />
<span id="more-1002"></span><br />
Com intenção de ironizar as campanhas de mobilização que pipocam literalmente todo dia no Twitter, o meu chegado <a href="http://www.interney.net/blogs/gravataimerengue/" target="new">Gratavaí Merengue</a> bolou a imagem acima e a idéia por trás dela. Eu e o <a href="http://www.morroida.com.br/">Morróida</a> pulamos na idéia logo de imediato e promovemos o negócio com alegria, porque era uma forma engraçada de ironizar esse bando de ativista de sofá que acha que pode mudar o mundo adicionando um # na frente da termo que define seu ideal.</p>
<p>O que eu quero e preciso que você entenda é que desde o começo a idéia foi tratada por nós como galhofagem e sinceramente eu não esperava que ninguém embarcasse no movimento. Note que a imagem de &#8220;divulgação&#8221; do movimento não trás uma data nem nada &#8211; simplesmente não havia a priori a intenção de realmente organizar a massa a se despir sincronizadamente. Era uma palhaçada, e definitivamente não havia intenção de ofender ninguém.</p>
<p>Aliás, eu já estava antecipando as dúzias de mensagens do tipo &#8220;ihhh, miou aquele #lanjeridei de vocês ein, ninguém participou, mano!&#8221; e me perguntando se valeria a pena explicar que não era uma iniciativa séria, ou se suspirar com impaciência e apenas ignorar esses comentários seria menos cansativo.</p>
<p>Entretanto, teve uma turminha que levou o negócio muito a sério &#8211; as feministas militantes, carinhosamente apelidadas de &#8220;feminazis&#8221; pela sua postura agressiva e thirdreichmente inflexível. As acusações começaram a pipocar de vários lados: os promovedores do tal #lingerieday são todos filhos de putas que têm como missão &#8220;objetificar&#8221; a tuiteiras, estabelecer o fim do sufrágio, suspender a carteira nacional de habilitação de todas as mulheres e essencialmente peidar na cara de todas as realizações do front feminino nos últimos 100 anos.</p>
<p>Quando surgiu a primeira acusação de machismo, eu fiquei encarando a tela do meu computador embasbacado, sem saber sequer como responder. Foi como se tivessem enchido uma meia suada com vômito e em seguida rodopiado-a no ar e me dado um tabefe na cara com ela. Fiquei sem resposta imediata, olhando pra página aberta no meu navegador, tentando digerir o conteúdo do chilique e submete-lo aos filtros da lógica.</p>
<p>Primeiro, como já expliquei, eu não esperava que alguém levasse a brincadeira a sério, ou muito menos que escrevessem várias teses de doutorado a respeito de como o movimento era a maior infração dos direitos civis femininos desde o dia em que Adão apontou pra parceira com cara de desentendido e falou &#8220;aê Chefia, nem olhe pra mim, foi essa biscate aí que você me deu de presente&#8221;.</p>
<p>Em segundo lugar, há um problema primordial com o termo &#8220;machismo&#8221;, e as feminazis acentuaram tal problema com sua retórica obviamente tendenciosa (sim, sim, todo mundo tem retórica tendenciosa, mas isso não deveria acontecer se você está pregando <strong>igualdade</strong>).</p>
<p>Eis o problema: preconceito sexual é essencialmente o mesmo que preconceito racial &#8211; é uma via de mão dupla. Assim como homens agem com preconceito, mulheres também.</p>
<p>Chamar preconceito contra mulheres de &#8220;machismo&#8221; é atribuir esse tipo específico de comportamento a todos os membros o gênero masculino, ou sugerir que é uma condição inerente (e exclusiva) dos machos. Seria como chamar racismo de branquismo ou pretismo &#8211; na melhor das hipóteses é ridículo, e na pior é tão preconceituoso e ofensivo quanto as manifestação que a pessoa tenta criticar.</p>
<p>Experimente chamar alguém de estar sendo &#8220;pretista&#8221; e me diga qual foi o resultado. Me diz aí, por que mulheres podem jogar o termo &#8220;machista&#8221; pra lá e pra cá com impunidade?</p>
<p>E isso me leva à impressão de que &#8220;machismo&#8221; e &#8220;feminismo&#8221; são a mesma coisa &#8211; forças iguais mas em direções contrárias conforme descrevia Newton; ambas escolas de pensamento igualmente preconceituosas. Se &#8220;machismo&#8221; há de ser algo ruim, por que &#8220;feminismo&#8221; deveria ser bom? É apenas o mesmo preconceito em outro vetor, nem que seja apenas etimologicamente. Se querem continuar com o discurdo de igualdade, vão ter que arrumar outra insígnia.</p>
<p>Prefiro o uso do termo &#8220;sexismo&#8221;, derivado do inglês &#8220;sexism&#8221;. Despido da especificação de gênero, o termo se torna bem mais neutro e honesto. Afinal, &#8220;esse cara é machista!&#8221; é a defesa curinga de qualquer feminista exagerada, mas como nós homens podemos acusa-la de agir com o mesmo preconceito sexual do qual ela nos acusa? Não dá pra chama-la de &#8220;feminista&#8221; porque ela baterá no peito e falará &#8220;sou mesmo, com orgulho!&#8221; sem sequer entender que acabamos de acusa-la da mesma atitude preconceituosa.</p>
<p>Essencialmente idéia de &#8220;manifesto social&#8221; das feministas é agir com a arrogância caricata de comediantes negros americanos cujo ato humorístico reduz-se a desfiar as mil e uma formas nas quais sua gente é superior à branquelada. Igualdade, ou revanche sem qualquer substância? Chris Rock pode me fazer rir mas ele não é nem nunca será nenhum Martin Luther King Jr.</p>
<p>Enfim. As feminazis chilicaram e chilicaram. O argumento da vez é que estamos &#8220;objetificando&#8221; a mulherada. Não entendi a explicação delas, porque&#8230; bem, porque não houve uma. Elas apenas fizeram o salto &#8220;esses sujeitos gostam de ver mulheres seminuas, <em>portanto</em> pra eles mulheres nada mais são que objetos sexuais prontas a submeter-se a qualquer desejo carnal que passar por suas cabeças em qualquer momento&#8221;. E pronto, vaticinou-se nossa absoluto desprezo pelo valor da mulher.</p>
<p>Deixa eu te fazer uma pergunta. Se eu vejo um criminoso negro (opa, afro-brasileiro) e o descrevo como tal, alguém pode honestamente dizer que eu vejo TODO negro como criminoso, ou que aquele sujeito é APENAS um criminoso e absolutamente nada mais?</p>
<p>Obviamente não, isso seria uma apelação. Similarmente, dizer que uma mulher é gostosa ou apreciar a sensualidade não significa que estou limitando a mulher a uma figura sexual. É a constatação do fato de que além de todas as suas outras características, sejam positivas ou negativas, a pessoa também é atraente. E só isso.</p>
<p>Não posso falar de todos os homens do twitter, mas posso falar sim dos que eu conheço com intimidade (ui!), que são o Gravz e o Morróida. O Gravz é um intelectual como poucos, e o Morróida é um empresário bem sucedido que se veste de um personagem arrogante na internet pra divertir milhares de nerds. Posso garantir que nenhum deles faz pouco da figura feminina, e se apreciamos suas formas é simplesmente porque somos animais heterossexuais programados biologicamente pra ver tal figura como desejável.</p>
<p>Dizer sem qualquer embasamento que essa é a ÚNICA coisa que vemos é um golpe retórico baixo, e demonstra discurso ineficiente, ou simplesmente o resultado de anos de comodismo em simplesmente apontar homens como inerentemente sexistas sem necessidade de maiores explicações. Feministas estão mal acostumadas, essa é a questão &#8211; também pudera, qualquer um que ouse opo-las será automaticamente tachado de &#8220;machista&#8221;, e assim o nível do debate nunca se eleva. Sem (auto-)crítica, não há como crescer.</p>
<p>As feministas até tentaram esboçar argumentos melhores. Disseram que se realmente vemos a brincadeira com tanta inocência, por que não convidar nossas namoradas a participarem? Parecia um bom argumento, exceto pelo fato de que dúzias de garotas comprometidas (incluindo a minha) participaram.</p>
<p>E agora, José? Como fica a minha imagem de macho alfa controlador e opressivo, que mantém a mulher como minha propriedade particular? Complicou, né?</p>
<p>Sem recurso, as feminazis mudaram de marcha e passaram a hostilizar abertamente as garotas que participaram do #lingerieday. Elas seriam burras, ingênuas, incapazes de ver que estavam sendo manipuladas. As mais exaltadas nem perderam tempo com táticas diplomáticas e partiram pro ataque verbal descarado.</p>
<p><img src="http://img395.imageshack.us/img395/9442/putalol.jpg" border="1" alt="TUDO PUTA E VIADO OK" /></p>
<p>Vá ao twitter e pesquise qualquer combinação dos termos &#8220;#lingerieday&#8221;, &#8220;vagabunda&#8221;, &#8220;biscate&#8221;, &#8220;puta&#8221;. A maioria esmagadora de comentários inflamatório veio, pasmem, de outras mulheres. Das mesmas que acusam, ironicamente, os promovedores do evento de serem machistas.</p>
<p>Estranho. O argumento era que reduzir uma pessoa a uma imagem pejorativa dessa forma era preconceito exclusivo aos machos&#8230;? Não deveriam as feministas serem as PRIMEIRAS a se opor contra  esse tipo de ataque?</p>
<p>Aí está a grande hipocrisia das feminazis. Ao mesmo tempo que elas nos criticam por SUGERIR que a mulherada mostre os dotes (afirmando que isso reduz a participante a um objeto de gratificação sexual), elas nem pensam duas vezes antes de partir pra ataques que <em>reduzem as participantes a um objeto de gratificação sexual</em>. Mostrou o bumbum? É UMA PROSTITUTA, cabou. Não quero saber se você é advogada, cientista, jornalista ou pesquisadora no ramo da cura do câncer. PUTA. Cabou-se.</p>
<p>Não é deliciosamente irônico? Não é contra esse tipo de atitude preconceituosa contra as mulheres que elas deveriam lutar? Imagino que tipo de opinião elas têm de modelos profissionais, ou de qualquer mulher do mundo que veste um bikini pra ir à praia e é vista por centenas de homens. Um bando de vagabundas, né?</p>
<p>Fica bem óbvio que feminazis como essas que chilicaram contra o #lingerieday não pregam nem querem igualdade porra nenhuma, visto que elas não têm problema algum em atacar ferozmente as outras companheiras em sua fúria anti-macho. Se exibir o corpo é &#8220;objetificar&#8221; e isso é algo inerentemente ruim, por que todas sugeriram que nós homens nos despissemos nos avatares? Com ingenuidade concordamos com a proposta, achando que isso aplacaria a fúria histérica delas, mas foi totalmente em vão. Como já falei, não é igualdade o que elas querem, porque se fosse a birrinha tinha morrido aí mesmo.</p>
<p>O que elas querem é uma <em>carte blanche</em> pra justificar seu próprio preconceito sexual, o que ficou muitíssimo evidente durante essa confusão toda.</p>
<p>Minha carta aberta às feministas é que parem e pensem um pouco nas merdas que vocês estão propagando na interwebs. Se você alega que uma garota é uma vagabunda simplesmente porque se exibe com sensualidade, você não é nem um pouco melhor que os milhares de homens preconceituosos que hostilizam mulheres ao redor do mundo pelos mesmos motivos. E se você abre a boca ou bate no teclado pra dizer que a apreciação pelo corpo feminino é pejorativa, culpe Darwin e não nós.</p>
<p>Claro que as feministas vão chilicar mais uma vez e desfiar sua ladainha de novo, tentando convencer aquelas que já concordam com elas. Opiniões dissonantes à parte, uma coisa ficou confirmada acima de qualquer dúvida &#8211; enquanto nós homens vemos a semi-nudez feminina com admiração, vocês se aborrecem com ela, a vêem como detrimental ao valor da mulher, e usam como justificativa pra altíssimo desrespeito. Quem está <strong>REALMENTE</strong> sendo sexista, amiguinhas?</p>
<p>E, ó? Uma trepadinha de vez em quando faz um bem danado pro humor. Toda essa aversão a sensualidade humana me faz pensar que vocês tão precisando desesperadamente de uma boa pirocada, pra reorganizar as prioridades.</p>

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		<title>A falta de visão das indústrias do entretenimento</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 16:11:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
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Quando o Napster atraiu a atenção e a fúria do mercado fonográfico, não demorou pra que os manda-chuvas taxassem a mera idéia de download como uma contravenção imperdoável. Tentou-se de tudo pra esmagar o movimento P2P &#8211; lançaram um violento ataque legal contra os serviços de compartilhamento, e tentaram tornar download de música um crime [...]]]></description>
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<p>Quando o Napster atraiu a atenção e a fúria do mercado fonográfico, não demorou pra que os manda-chuvas taxassem a mera idéia de download como uma contravenção imperdoável. Tentou-se de tudo pra esmagar o movimento P2P &#8211; lançaram um violento ataque legal contra os serviços de compartilhamento, e tentaram tornar download de música um crime em muitos países por meio de lobbys políticos. Até mesmo perseguir os usuários eles tentaram (arruinando muitas vidas no processo, aliás).<br />
<span id="more-976"></span><br />
Aí chegou a iTunes Music Store, que viabilizou a idéia de que download de música não significa necessariamente a morte da indústria fonográfica &#8211; muitíssimo pelo contrário. Com o advento e popularização de mp3 players, muitos legítimos consumidores de música (ou seja, a turma que realmente paga por música) preferiam infinitamente comprar música já prontinha pra ir pros seus aparelhos de mp3, do que comprar o CD, passar pela inconveniente tarefa de ripar o áudio, e em seguida ficar com um CD virtualmente inútil na sua gaveta. Isso pra não mencionar que o sujeito poderia comprar suas músicas <em>à la carte</em>, ou seja, ele poderia comprar apenas as músicas que o agradam e não o disco inteiro. </p>
<p>A iTunes Store não apenas deu certo &#8211; ela deu <strong>TÃO</strong> certo, que ela já é atualmente <a href="http://www.apple.com/pr/library/2008/04/03itunes.html">o maior vendedor de música nos Estados Unidos</a>. Isso é a prova cabal de que, dada aos internautas uma alternativa legal e viável de consumir aquilo que eles baixam gratuitamente, muitos irão aderir à iniciativa. Pra você ter uma idéia, a iTunes Store já vendeu mais de 6 bilhões de músicas. É como se quase todos os habitantes do planeta tivessem cada um comprado uma musiquinha no serviço.</p>
<p>Eu mesmo, que moro num país em que baixar músicas é completamente legal, me pego comprando músicas no iTunes (tanto pelo computador, quanto pelo celular), só pela conveniência oferecida pelo serviço. </p>
<p>Então parece que os dias de preocupação da indústria fonográfica com a proteção dos direitos autorais das músicas acabou, né?</p>
<p>Nope. </p>
<p><center><img src="http://img26.imageshack.us/img26/1323/copyrighth.jpg" border=1></center></p>
<p>Como você deve ter percebido, milhares de usuários no youtube costumam produzir vídeo-montagens com musiquinhas de fundo. Apesar do fato de que ninguém está deixando de consumir aquela música só porque ela foi associada a um determinado vídeo, a indústria fonográfica (mais uma vez, COMPLETAMENTE SEM VISÃO e aparentemente agindo na base do impulso) resolveu se manifestar contra a prática. O resultado é que o youtube saiu removendo todas as músicas com copyright protegido.</p>
<p>No caso das ações contra o download de mp3, ao menos havia a crença de que o sujeito que baixava música não queria ou não iria aderir aos meios legais de obter a canção, e isso resultaria em vendas perdidas. Mas no caso de vídeos de youtube com músicas de fundo, o que exatamente está sendo perdido? Não consigo imaginar como isso lesa os artistas ou as gravadoras. </p>
<p>Mas lógica nunca foi um obstáculo pra um grupo que defende seus interesses raivosamente, sem antes parar pra pensar que a aparente ameaça pode acabar se tornando uma nova forma de lucro. Aconteceu com o iTunes, mas aprender com os próprios erros não é o forte da indústria fonográfica.</p>
<p>Entra a Apple de novo. Falem mal dos computadores e dos usuários chatos o quanto quiserem; não há como negar a genialidade da empresa no que diz respeito a merchandising. Eles SABEM como vender.</p>
<p><center><img src="http://img24.imageshack.us/img24/2889/youtubebrv.jpg" border=1></center></p>
<p>Você já deve ter notado que alguns desses vídeos que trazem música de fundo agora exibem uma propaganda informando o nome da canção, o artista que a gravou, e o mais importante, um botão pra compra imediata da música no iTunes. Quando vi esse negócio pela primeira vez, fiquei embasbacado com a elegância e simplicidade da solução pra esse &#8220;problema&#8221;.</p>
<p>É muito frequente ver nos comentários de um vídeo no youtube a mesma pergunta sendo repetida mil vezes: &#8220;que música é essa no fundo?&#8221; Essa propagandazinha não apenas tira a dúvida do espectador, como o oferece uma maneira legal e excepcionalmente prática de se tornar possuidor da faixa. </p>
<p>Ou seja, o que era um &#8220;problema&#8221; pras gravadoras se tornou uma forma completamente gratuita de propaganda. Ao invés de sair caçando genta que usa música do Roxette nos seus vídeos de casamento, a gravadora deveria sim é abraçar esse tipo de iniciativa. Afinal, na prática ela não está perdendo nada; pelo contrário.</p>
<p>iTunes e Youtube são de consumo do povão. A grandíssima maioria do público consumidor de música é completamente alheio a torrents e limewire e p2p e o caralho. Ao ver uma forma fácil e conveniente de obter a música que ele gostou por míseros 99 centavos, e de te-la adicionada à sua playlist e transferida com facilidade pro seu iPod, o que você acha que esse indivíduo fará? Tenha em mente que a intercessão entre &#8220;usuários de youtube&#8221; e &#8220;gente que compra música no iTunes regularmente&#8221; é provavelmente muito grande.</p>
<p>O que vai matar a indústria do entretenimento não é a nossa aparente falta de vontade de pagar pelo conteúdo. É essa completa inabilidade de se adaptar aos novos meios de distribuição. </p>

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		<title>The times, they are a-changin</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 21:56:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Essa internerd...]]></category>

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Janeiro, 2009


Abril, 2009
Conversando com o Eden, percebi que há um grande componente de autorealização. O usuário de scripts para aumentar sua troupe de seguidores no Twitter é imune a críticas, ele não quer ver o ser visto, nem quer ser reconhecido. Seu maior alvo a impressionar é o espelho.
E não há nada de errado com [...]]]></description>
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<p><strong>Janeiro, 2009</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://img11.imageshack.us/img11/6520/invejinha.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p><strong>Abril, 2009</strong></p>
<blockquote><p>Conversando com o Eden, percebi que há um grande componente de autorealização. O usuário de scripts para aumentar sua troupe de seguidores no Twitter é imune a críticas, ele não quer ver o ser visto, nem quer ser reconhecido. Seu maior alvo a impressionar é o espelho.</p>
<p>E não há nada de errado com isso. Todo mundo que já fez algo relevante no mundo o fez para se sentir bem, por mais abnegado que o sujeito seja, no fundo ele se orgulha internamente do que está fazendo.   O problema é que os anos passam, as pessoas se tornam mais medíocres e os feitos necessários para que sintam esse sentimento de realização se tornam igualmente medíocres.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Então, Script Kiddies, escutem Tio Cardoso: Não tenho problemas com os MEIOS que vocês usam para atingir seus objetivos. Só por favor sejam menos medíocres e sonhem mais alto.</p></blockquote>
<p>Se eu entendi bem a mensagem do <a href="http://www.contraditorium.com/2009/04/07/twiiter-scripts-e-autorealizacao/">post</a> do Cardoso &#8211; e por favor me corrijam se eu não entendi -, ela trazia a idéia de que, a despeito dos métodos usados pelos script kiddies pra inflar o seu número de seguidores, esse objetivo em si (angariar mais números internéticos) é medíocre. Extrapolando, eu imagino que a mensagem do blogueiro é que a importância dada aos tais números é algo retardado.</p>
<p>E eu não podia concordar mais.  Concluo, portanto, que o Cardoso compartilha da mesma opinião que eu &#8211; que essa importância exacerbada que alguns parecem dar aos próprios méritos virtuais (e também aos números virtuais que eles usam como medidores da própria relevância) é coisa de gente medíocre, rasteira, com baixas ambições.</p>
<p>Achei curiosa essa mudança de ideologia, praticamente beirando à dissonância cognitiva. Há muito pouco tempo atrás, a doutrina vigente era &#8220;fulano não vale tanto quanto eu, visto que tem menos de um décimo dos meus followers. Este número define minha importância na internet, algo de valor incomensurável que provoca inveja nos meus desafetos&#8221;. Bastou os vira-latas se verem de posse dos mesmos números, e a coisa mudou pra &#8220;estou acima dessa estima exagerada que a plebe tem por números intangiveis na internet&#8221;.</p>
<p>Bom, ao menos nós concordamos nesse ponto &#8211; qualquer pessoa que acha validação pessoal em números virtuais e uma auto-declarada importância internética é um retardado.</p>

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