Projeto Abandonware

Escrito por Kid on May 6, 2010

Oi amigos! Tudo bom?

Então, como suas senhorias já sabem, há algumas semanas minha loja foi assaltada e meu netbookzim, surrupiado por sujeitos mal encarados. Uma tristeza, mas o laptop já era velhinho e eu pensava em fazer um upgrade de qualquer forma.

Antes que você me pergunte: não, não considerei o iPad, por dois motivos – preciso do netbook pra faculdade, e digitar trabalhos escolares num teclado virtual exigiria paciência em níveis míticos possuídos apenas pelo herói bíblico Jó.

E o segundo motivo é o título desde texto: os preciosos abandonwares.

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Magic – esporte de nerds

Escrito por Kid on Feb 13, 2010

[Update] Acabei de notar que este é o milésimo post do HBD. Mil textos ao longo de seis anos (isso sem contar meus anos de blogagem anteriores ao blogspot). Ao todo, estou nessa vida sem futuro há quase 10 anos.

Parabéns pra mim!

***

Se você é um dos três leitores que prestam atenção nas imagens publicadas ali do lado direito, sob o letreiro “Fotos pro Twitter”, você deve ter percebido duas coisas:

  • Eu comprei um novo canivete pra substituir aquele que eu perdi estupidamente no trem;
  • Eu recentemente retomei um hábito que moldou minha adolescência – e que, violando todas as leis naturais que regem o universo, não me impediu de perder o cabaço:

Magic the Gathering.

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Resenha – The Settlers pra iPhone/iPod touch

Escrito por Kid on Nov 12, 2009

Quando o iPhone começou a se tornar uma plataforma de games de verdade, eu falei pra mim mesmo com um suspiro – “Já pensou se a Ubisoft lançasse The Settlers na AppStore?”.

Era um sonho que eu julgava impossível. Como já falei em outras ocasiões, The Settlers ocupa posição igual (senão superior) a Super Mario World no meu sagrado panteão de jogos de infância. Entretanto, a série era obscura demais pra atrair a atenção de neófitos randômicos na AppStore – só mesmo os jogadores veteranos comprariam, e a iniciativa da empresa seria pouco rentável. A franquia não é um caça-níqueis lucrativo como Metal Gear Solid ou Need For Speed, que vendem horrores só pelo nome.

Bom, aparentemente eu não prestei atenção nas lições dadas nos desenhos da Disney, pois de fato nada é impossível – a Gameloft, uma respeitada gamehouse do mundo mobile, lançou The Settlers pra iPhone e iPod touch na semana passada. E rapaz, que lançamento incrivelmente do caralho.

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Scribblenauts – O jogo do ano

Escrito por Kid on Sep 13, 2009

Se você cresceu jogando adventures da Lucasarts como eu, sem dúvida tu deve ter passado por momentos de imensa frustração alimentada por pensamentos tipo “porra, o que DIABO eu preciso fazer aqui pra passar dessa parte?” Rapaz, essa deve ter sido uma das frases mais frequentes da minha infância!

Jogos como Day of the Tentacle, The Dig ou Full Throttle te colocavam numa situação insólita qualquer, esvaziavam os bolsos, te davam o que encontraram neles e diziam “TE VIRA AÍ, Ô SEU FILHO DA PUTA”. Muitas noites em claro depois, cansado das combinações infrutíferas dos itens do jogo e já desesperado pra sair daquela área do jogo, tu resolvia ver um walkthrough (ou “detonado” em bom português) na web e amaldiçoava até a quinta geração dos designers do jogo quando descobria que a solução do puzzle envolvia combinar 3 itens completamente arbitrários e entregar pra um personagem aleatório qualquer. A aparente falta de lógica na solução de alguns dos obstáculos eram até mesmo capaz de matar o interesse no jogo. Sou um gamer, não o MacGyver, porra!

O fato de que eu conseguia enxergar quatro ou cinco soluções alternativas usando os itens não-interativos espalhados pelo cenário me emputecia mais ainda. Apesar de ser um grande fã daqueles jogos, o fato de que só havia UMA forma arbitrária de resolver os puzzles limitava o gameplay e ao mesmo tempo aniquilava o replay value da parada. O único motivo pelo qual alguém joga The Dig uma segunda vez é a nostalgia, ou amnésia.

Até então, este sempre foi o paradigma de jogos de puzzle – por mais interessantes e criativos que fossem os obstáculos que os programadores inventaram pra você, tu tá sempre fadado a descobrir a solução exata e única pros puzzles. Desvie mesmo que um pouco só da idéia que eles tiveram sobre como vencer a fase, e você ficará encalhado nela até finalmente apelar pra um detonado da vida.

E então chegou Scribblenauts. Após este brilhante jogo pro Nintendo DS, jogos que se auto-entitulam “games de mundo aberto” terão que arrumar outra definição pra si mesmos.

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15 jogos de iPhone/iPod touch que você deve jogar

Escrito por Kid on Aug 12, 2009

Ahh, se eu ganhasse um real pra cada pessoa que me procura no twitter falando que acabou de comprar um iPhone/iPod touch e que quer mergulhar de cabeça no mundo dos games portáteis e não sabe por onde começar…

Pra ajudar essa turma, elaborei o texto abaixo com uma cacetada de joguinhos imperdíveis e, mais importante, baratos. Eu acredito seriamente que após comprar os joguetes abaixo, muitos de vocês considerarão se desfazer dos DSs/PSPs e nunca mais se interessar em um console portátil dedicado.

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8 jogos que provam o potencial gamístico do iPhone

Escrito por Kid on Jun 12, 2009

Dizer que eu sou fanático por videogames seria uma redundância do caralho. Quando não estou jogando, estou escrevendo ou batendo papo sobre joguinhos. A maioria dos meus bookmarks é composta de sites de notícias sobre jogos, e o único evento anual de importância no meu calendário é a E3. Tenho todos os consoles da geração atual (de mesa e portáteis), e todos os periféricos disponíveis pra cada um deles – volante, guitarras, bateria, encaixe pra controle do wii no formato de pistola, tapete de dança, câmera, add-on com teclado QWERTY pra bater papo na Xbox Live, headset blutooth, o caralho a quatro. Eu sou o tipo de pessoa que sai em público vestido da seguinte maneira:

Sem dúvida a imagem de um nerd gamista foi a primeira coisa que veio à sua cabeça quando você viu o layout deste blog pela primeira vez e tentou imaginar quem seria seu autor. Meu comprometimento com videogames é profundo e essencialmente define quem eu sou.

Então. Qualquer pessoa suporia que eu teria me animado quando ouvi pela primeira vez a notícia de que meu smartphone favorito viraria uma plataforma de jogos. Mas ao invés disso, eu torci o nariz num ângulo de noventa graus.

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Retro-resenha: Boogerman

Escrito por Kid on May 19, 2009

Fortaleza, março de 1997.
Pátio do Colégio Adventista, no centro da cidade. Hora do recreio.

– Cara, meu irmão chegou dos EUA ontem, e ele trouxe um jogo foda.
– Ah, é? Qual o nome do jogo?
– Porra Israel, o jogo é lançamento e tu é pobre, claro que não adianta eu falar o nome porque tu não conhece. Mas o jogo é foda.
– Hm, como é ele?
– Cara, tu não vai nem acreditar. Você pode peidar nos inimigos.
PODE PEIDAR NOS INIMIGOS??
– Pode. Pode peidar e arrotar, e eles morrem. Porque era tóxico e tal. Assim que você mata eles.
– Porra, mentira do caralho essa tua ein Norman.

(o nome do moleque era Leandro, mas a gente chamava ele de Norman. Nem lembro porquê.)

– Mentira o caralho. Tô te falando cara, o bonequinho do jogo peida e arrota. E tem umas privadas no fim das fases, e você entra nelas e tal.
– Porra, tu tá me iludindo com essa história, Norman. Num existe isso.
– Puta que pariu, moleque invejoso do cacete, claro que existe. Tô te falando, pode peidar, arrotar, entrar em privada, jogar meleca de nariz…
– Meleca de nariz, ôloco, inventou essa agora ein.
– Caralho moleque, tou te falando. Claro que…
– Me empresta o cartucho então, pra eu ver e tal.
– Num fode, ganhei ontem o jogo.

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