<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
>

<channel>
	<title>Hoje é um Bom Dia &#187; Games</title>
	<atom:link href="http://hbdia.com/wordpress/category/game/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://hbdia.com/wordpress</link>
	<description>↑, ↑, ↓, ↓, ←, →, ←, →, B, A</description>
	<lastBuildDate>Sat, 31 Jul 2010 11:53:55 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
		<!-- podcast_generator="podPress/8.8" -->
		<copyright>&#xA9;Kid </copyright>
		<managingEditor>izzynobre@gmail.com (Kid)</managingEditor>
		<webMaster>izzynobre@gmail.com(Kid)</webMaster>
		<category></category>
		<ttl>1440</ttl>
		<itunes:keywords>nerdice, videogames, cinema, HQs</itunes:keywords>
		<itunes:subtitle>HBDcast</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Ouccedil;a. Afinal, vocecirc; natilde;o estaacute; fazendo nada mesmo</itunes:summary>
		<itunes:author>Kid</itunes:author>
		<itunes:category text="Society &amp; Culture"/>
		<itunes:owner>
			<itunes:name>Kid</itunes:name>
			<itunes:email>izzynobre@gmail.com</itunes:email>
		</itunes:owner>
		<itunes:block>No</itunes:block>
		<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
		<itunes:image href="http://img139.imageshack.us/img139/1544/hbdcastas9.jpg" />
		<image>
			<url>http://img186.imageshack.us/img186/788/buttonoo9.jpg</url>
			<title>Hoje é um Bom Dia</title>
			<link>http://hbdia.com/wordpress</link>
			<width>144</width>
			<height>144</height>
		</image>
		<item>
		<title>Projeto Abandonware</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2010/05/06/projeto-abandonware/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/2010/05/06/projeto-abandonware/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 May 2010 10:18:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[Tutorialzinho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hbdia.com/wordpress/?p=1739</guid>
		<description><![CDATA[

Oi amigos! Tudo bom?
Então, como suas senhorias já sabem, há algumas semanas minha loja foi assaltada e meu netbookzim, surrupiado por sujeitos mal encarados. Uma tristeza, mas o laptop já era velhinho e eu pensava em fazer um upgrade de qualquer forma.
Antes que você me pergunte: não, não considerei o iPad, por dois motivos &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2010%252F05%252F06%252Fprojeto-abandonware%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Projeto%20Abandonware%22%20%7D);"></div>
<p>Oi amigos! Tudo bom?</p>
<p>Então, como suas senhorias já sabem, há algumas semanas minha loja foi assaltada e meu netbookzim, surrupiado por sujeitos mal encarados. Uma tristeza, mas o laptop já era velhinho e eu pensava em fazer um upgrade de qualquer forma.</p>
<p>Antes que você me pergunte: não, não considerei o iPad, por dois motivos &#8211; preciso do netbook pra faculdade, e digitar trabalhos escolares num teclado virtual exigiria paciência em níveis míticos possuídos apenas pelo herói bíblico Jó.</p>
<p>E o segundo motivo é o título desde texto: os preciosos abandonwares.</p>
<p><span id="more-1739"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/ibm-pc.jpg"><img class="size-full wp-image-1740  aligncenter" style="border: 1px solid black;" title="ibm pc" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/ibm-pc.jpg" alt="ibm pc" width="405" height="304" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Meu pai tinha um IBM XT idêntico a esse aí</p>
<p>Como expliquei em outras ocasiões, meu pai trabalhou com computadores durante toda a minha infância &#8211; ainda trabalha, na verdade &#8211; e por isso entrei em contato com joguinhos eletrônicos bem cedo. Como resultado, tenho muitas doces memórias daqueles clássicos joguinhos da antiguidade.</p>
<p>Como muitos vocês, sem dúvida. Em verdade em verdade vos digo, esta era minha pastinha de jogos no netbook roubado:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/izzynobre/3272684250/sizes/o/"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" title="Joguins" src="http://farm4.static.flickr.com/3326/3272684250_c2d66934da.jpg" alt="" width="400" height="234" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Clique para ver grandão</p>
<p>Como você pode ver, aquele netbook tinha essencialmente valor sentimental &#8211; ele era uma espécie de arcade portátil de velharias clássicas. Tudo instaladinho bonito, com os devidos patches e fixes e macumbas necessárias pra que rodem em hardware e sistemas operacionais atuais.</p>
<p><strong>ISSO</strong>, acima de tudo, era o que me aborrecia sobre o roubo. Nem me chateei tanto em relação ao valor do netbook, já que era velhinho e que eu suspeitava que meu patrão me presentearia com um laptop novo.</p>
<p>E de fato isso aconteceu. No dia seguinte o chefe me ligou pra dizer que sentia muito pelo incidente, que estava feliz que eu estava bem e tudo mais, e em seguida começou a fazer perguntas sobre o computador roubado. Que marca era, quanto havia custado, essas coisas.</p>
<p>De posse das informações ele falou &#8220;ahhhh&#8230; tá certo, tava só curioso mesmo, abraço!&#8221; e desligou. No dia seguinte minha gerente me aparece com um netbook novinho debaixo do braço.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" title="Dilíça" src="http://farm5.static.flickr.com/4041/4548161789_1ca2f451e0.jpg" alt="" width="450" height="338" /></p>
<p>Então. De posse do novo computador (tem um quê de MacBook esse troço &#8211; teclado chiclet, trackpad multitouch, tela de vidro glossy &#8211; ou tou viajando fortemente?), bastava reconstruir minha idolatrada coleção de velharias gamísticas.</p>
<p>Dei início ao Projeto Abandonware.</p>
<p>Primeiro, cacei os instaladores que eu já tinha espalhados pelos meus quatro HDs &#8211; mas não eram muitos. Por causa da conexão ultra rápida, adquiri o mal hábito de rodar arquivos direto do browser ao invés de salva-los. Ou seja, no caso de uma formatação ou coisa parecida, sempre tenho que caçar os instaladores tudo de novo.</p>
<p>Depois, fui aos sites de distribuição digital comprar os jogos que eu não tinha. Na verdade jogos que eu já tinha, mas queria comprar de forma legítima. No <a href="http://www.gog.com" target="_blank">GOG.com</a> catei Settlers 2 e Commandos (com o excelente pacote de expansão), e no <a href="http://www.steampowered.com/" target="_blank">Steam</a> comprei Aliens vs Predator e Commandos 2.</p>
<p>E era isso. Muitos dos meus joguinhos favoritos infelizmente não são vendidos em lugar algum (Blizzard, tá regulando Warcraft 2 <strong>POR QUE</strong>?!?!), e tive que apelar à informalidade dos sites de abandonware. Não posso dizer que me sinto culpado de verdade, porque afinal de contas eu já havia comprado muitos desses jogos no passado, e sem dúvida compraria de novo se tivesse uma forma como.</p>
<p>Alguém no tuíter me recomendou o absolutamente excelente <a href="http://www.gameswin.org/" target="_blank">GamesWin.com.br</a>, que tem <strong>TUDO QUANDO É JOGO QUE VOCÊ POSSA IMAGINAR</strong>. Sério, o acervo dos caras é algo de embasbacar. Tenho vontade de salvar o site inteiro num HD portátil e colocar num cofre, pra posteridade.</p>
<p>Catei uma cacetada de joguinhos no site, títulos que se encaixam perfeitamente no sentido do termo &#8220;abandonware&#8221; &#8211; eles foram literalmente abandonados pelos fabricantes, muitos deles que sequer existem mais.</p>
<p>Finalmente, saí caçando jogos clássicos que se tornaram freeware há algum tempo, como é o caso de Command and Conquer, Red Alert, GTA 1 e 2, Death Rally, e alguns outros. Google os termos com a adição de &#8220;freeware&#8221; e saia baixando tudo com felicidade.</p>
<p>Uma vez de posse de dúzias de arquivos zipados, toquei a instalar todos os joguinhos. Algumas horas mais tarde, tava tudo bonitinho numa pasta chamada &#8220;Games&#8221; no meu desktop.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/felicidade.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1744" style="border: 1px solid black;" title="Muito bom" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/felicidade.jpg" alt="Muito bom" width="227" height="277" /></a><br />
Contém: pura felicidade</p>
<p>Agora, a parte mais delicada &#8211; alguns (muitos, na verdade) desses jogos não são inteiramente compatíveis com sistemas operacionais recentes. A cada atualização do Windows ele se torna menos amigável com programas que foram desenvolvidos pro ambiente DOS, e muitos work-arounds se tornam necessários pra fazer os jogos rodarem.</p>
<p>Por exemplo: o Windows 7 não tem um comando de prompt, e por causa disso aplicativos de DOS falham logo de cara, assim que pedem pra rodar em tela cheia.</p>
<p>A solução mais comum é o DOSBox, uma virtualização do MS-DOS que permite que você rode os joguinhos da forma que eles funcionavam originalmente, longos comandos de prompt e tudo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Que merda" src="http://img62.imageshack.us/img62/5729/dosyi.jpg" alt="" width="416" height="261" /></p>
<p>Só que é uma solução meio tosca na real. Sempre que inicializado, o DOSBox pede que você &#8220;monte&#8221; um diretório pra servir como HD virtual; em seguida você navega pelo diretório pra rodar o joguinho em questão.</p>
<p>Ou seja &#8211; pra rodar Settlers 2, eu abro o DOSBox, digito &#8220;mount c c:\settlers2&#8243;, depois &#8220;c&#8221;, e finalmente &#8220;s2g.exe&#8221;. Ter que fazer isso pra cada jogo &#8211; o que implica memorizar todos os diretórios e executáveis &#8211; é BASTANTE chato.</p>
<p>Meu amigo <a href="http://www.twitter.com/tplayer" target="_blank">@tplayer</a> achou uma solução tão elegante quanto eficiente &#8211; <a href="http://vogons.zetafleet.com/viewtopic.php?t=22383" target="_blank">um scriptzim que adiciona a opção &#8220;Run on DOSBox&#8221; ao menu do clique direito</a> (há um arquivo Read Me junto com o troço, obedeça-o). Basta clicar no aplicativo, selecionar essa opção e pronto.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Genial" src="http://img163.imageshack.us/img163/434/righti.jpg" alt="" width="310" height="164" /></p>
<p>Isso resolve o problema dos joguinhos de DOS. E os jogos de Windows 95/98 que são incompatíveis com o Windows Vista/7?</p>
<p>Age of Empires 2 é um bom exemplo. O jogo não reage bem quando rodado ao mesmo tempo que o Aero, e por isso as cores ficam completamente bizarras.</p>
<p>O Google me falou que uma solução pra isso é dar um ctrl alt del e fechar o Explorer.exe, matando o Aero no processo. Aí você roda o jogo tranquilo e, quando tiver matado todos os Persas, basta rodar o Explorer novamente.</p>
<p>Mas é outra solução inconveniente. Felizmente, a solução é bastante simples &#8211; basta criar um arquivinho batch que feche o Explorer automaticamente quando você rodar o jogo, e o rode novamente quando o jogo for fechado.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" title="Batchzim" src="http://img408.imageshack.us/img408/433/batch.jpg" alt="" width="315" height="138" /></p>
<p>Basta criar um arquivo de texto na mesma pasta do executável do jogo com essas linhas aí (claro, substituindo o &#8220;empires2.exe&#8221; pelo executável do jogo em questão), salvar como NomeDoJogo.bat, pronto &#8211; ao executar o batch, o Explorer será finalizado e o jogo rodará em seguida.</p>
<p>Ao fechar o jogo, o Explorer volta à ativa. E isso mata o problema das cores psicodélicas em todos os jogos que testei.</p>
<p>Pra ficar tudo bonitinho, crio um atalho pra esse batch na minha nova pasta de jogos, e aplico o ícone do jogo ao atalho. Fica lindão, confira:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/izzynobre/4579679597/"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" title="Joguinhos" src="http://farm5.static.flickr.com/4019/4579679597_7dab0be18c.jpg" alt="" width="450" height="248" /></a>Clique forte</p>
<p>E pronto &#8211; todos os joguinhos estão rodando perfeitamente. Claro que todo o processo de baixar os jogos, instalar, aplicar os patches, criar os batches e tudo mais deu um bom trabalho, mas olhe pra essa screenshot e me duvido que você terá coragem de dizer que não valeu a pena.</p>
<p>Pra todos os outros problemas com joguinhos, o Modo de Compatibilidade quebra um galhão.</p>
<p>E no próximo post, descreverei cada joguinho nessa screenshot, com imagens e tudo mais. Pra uma prévia do que está por vir, <a href="http://www.flickr.com/photos/izzynobre/sets/72157623861998235/" target="_blank">veja esse set no meu Flickr</a>.</p>
<p>A propósito, digitei este texto inteiro no meu netbook novo &#8211; mais um motivo pelo qual o iPad definitivamente não se adequaria ao tipo de uso que eu dou a um computador portátil.</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hbdia.com/wordpress/2010/05/06/projeto-abandonware/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>71</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Magic &#8211; esporte de nerds</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2010/02/13/magic-esporte-de-nerds/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/2010/02/13/magic-esporte-de-nerds/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 09:18:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hbdia.com/wordpress/?p=1535</guid>
		<description><![CDATA[

[Update] Acabei de notar que este é o milésimo post do HBD. Mil textos ao longo de seis anos (isso sem contar meus anos de blogagem anteriores ao blogspot). Ao todo, estou nessa vida sem futuro há quase 10 anos.
Parabéns pra mim!
***
Se você é um dos três leitores que prestam atenção nas imagens publicadas ali [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2010%252F02%252F13%252Fmagic-esporte-de-nerds%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Magic%20-%20esporte%20de%20nerds%22%20%7D);"></div>
<p><strong>[Update] </strong>Acabei de notar que este é o milésimo post do HBD. Mil textos ao longo de seis anos (isso sem contar meus anos de blogagem anteriores ao blogspot). Ao todo, estou nessa vida sem futuro há quase 10 anos.</p>
<p>Parabéns pra mim!</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>Se você é um dos três leitores que prestam atenção nas imagens publicadas ali do lado direito, sob o letreiro &#8220;Fotos pro Twitter&#8221;, você deve ter percebido duas coisas:</p>
<ul>
<li>Eu comprei um <a href="http://twitpic.com/12fbtx" target="_blank">novo canivete</a> pra substituir aquele que eu perdi estupidamente no trem;</li>
<li>Eu recentemente retomei um hábito que moldou minha adolescência &#8211; e que, violando todas as leis naturais que regem o universo, não me impediu de perder o cabaço:</li>
</ul>
<p>Magic the Gathering.</p>
<p><span id="more-1535"></span></p>
<p align="center"><img style="border: 1px solid black;" title="Dan" src="http://img694.imageshack.us/img694/9245/dang.jpg" alt="Meu irmão, prestes a levar uma surra." width="400" height="300" /></p>
<p>Comecei a jogar Magic lá pelos idos de 2001, durante o bloco de Apocalypse se não me engano.</p>
<p>Pros não-iniciados &#8211; a cada mais ou menos seis meses, a Wizards of the Coast (a fabricante do jogo) lança novas expansões, pra renovar constantemente o cenário do jogo e impedir que nego fique usando sempre as mesmas cartas e baralhos super-poderosos pra vencer campeonatos. O grupo de três expansões são chamadas &#8220;blocos&#8221;.</p>
<p>E por causa da regularidade com a qual novas expansões são lançadas, quando um jogador quer ilustrar pra outro há quanto tempo é adepto do jogo, basta dizer em que blocou começou a jogar. Quando eu digo que comecei em Apocalypse, todos os nerds de Magic sabem que comecei por volta de 2001.</p>
<p>Continuando.</p>
<p>Entrei no mundo de Magic bem casualmente, por causa do <a href="http://www.coeli.com.br" target="_blank">Coeli</a>. Pouco tempo depois eu já via o jogo como um passatempo caro e com pouco a oferecer (eu só tinha um baralho pra iniciantes, e tinha apenas meu irmão e o Coeli como oponentes).</p>
<p>Foi aí que descobri que um conhecido do bairro,  jogador fanático do card game de Pokemon, havia migrado pro Magic ao iniciar a adolescência.</p>
<p>O cara (oi Antônio, caso você esteja lendo este texto. Tu ainda lê meu blog, seu corno safado?), já familiarizado com o cenário de competição de cardgames (onde, imagino, eles apontavam uns pros outros e berravam &#8220;te desafio para uma batalha poquemon!&#8221;), nos levou pro shopping da região, onde nas tardes de sábado a molecada se reunia na praça de alimentação pra socializar, trocar cartas, e jogar.</p>
<p>Orgulhosamente ou vergonhosamente (decida você), essa não foi nem a coisa mais nerd que já fiz na vida.</p>
<p>E nessas idas ao shopping pra jogar Magic, acabei fazendo as melhores amizades da minha vida. Amigos do peito mesmo, daqueles cujos laços não se desfizeram com a distância. Isso, por si só, fez valer cada centavo que gastei com o hobby.</p>
<div style="text-align: center;">
<dl style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; border-top-left-radius: 3px 3px; border-top-right-radius: 3px 3px; border-bottom-right-radius: 3px 3px; border-bottom-left-radius: 3px 3px; width: 410px; border: 1px solid #dddddd;">
<dt><img style="padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none initial;" title="Magic" src="http://img406.imageshack.us/img406/6690/magicsyg4.jpg" alt="Magic" width="400" height="307" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Acima: MUITOS centavos gastos com o hobby</dd>
</dl>
</div>
<p>Magic é um jogo bacana pra quem curte linguagem lógica. O jogo consiste em provocar efeitos que te levem a vitória usando cartas que trazem textos que dizem &#8220;Se X, então Y acontecerá&#8221;, onde X é uma condição presente no jogo no momento, e Y é o efeito desejado. Combine duas ou mais cartas nesse estilo e você está essencialmente compilando código de programação durante o jogo.</p>
<p>Criar estratégias pra baralhos é essencialmente análogo a um exercício de programação. E de fato, frequentemente você tem que voltar à elaboração do baralho pra consertar bugs que emergem de &#8220;código&#8221; que não trabalha tão bem quanto você pensava que ele trabalharia.</p>
<p>Eu recomendo Magic pra galera que trampa com programação, é interessante ver o conceito de linguagem lógica sendo aplicado como base de um jogo.</p>
<p>Esse é o fator que me interessou em Magic. Quando eu tinha apenas aquele baralho de iniciante, com um número muito limitado de cartas e todas com efeitos simples, o jogo era monótono.</p>
<p>Foi quando me expus à comunidade de jogadores, às estratégias que eles bolavam e ao mercado informal de trocas de cartas que o jogo virou vício &#8211; que era retroativamente alimentado pelo círculo de amigos com o mesmo interesse. Descobrir uma carta que trazia &#8220;código&#8221; interessante e sair caçando a carta fazia parte da diversão do jogo.</p>
<p>Aqui no Canadá minhas cartas estiveram coletando poeira no armário, esquecidas por anos. Alguns velhos colegas de trabalho voltaram a jogar, me convidaram pra me unir a eles, e o vício recomeçou exatamente do ponto onde havia parado &#8211; cá estou com 4 abas do ebay abertas, dando lances em cartas cujos &#8220;códigos&#8221; serão bastante úteis no meu baralho, e discutindo estratégias no twitter.</p>
<p>E Magic foi o responsável pela coisa mais deprimentemente nerd que eu já fiz na minha existência &#8211; passar um sábado à noite na casa de um amigo assistindo fitas VHS com finais de campeonatos mundiais de Magic. Com comentarista, múltiplos ângulos de câmera e tudo mais.</p>
<p>E nós, manchando o sofá com refrigerante e molho de pizza, dando pitacos empolgados nas jogadas e fazendo notas mentais sobre alguns passos tomados pelos jogadores. A maioria dos meus amigos costuma fazer isso com finais de campeonato de futebol americano ou hockey, algo que eu não assistiria nem que me pagassem.</p>
<p>Nerd é um bicho estranho.</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hbdia.com/wordpress/2010/02/13/magic-esporte-de-nerds/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>84</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Resenha &#8211; The Settlers pra iPhone/iPod touch</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2009/11/12/resenha-the-settlers-pra-iphoneipod-touch/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/2009/11/12/resenha-the-settlers-pra-iphoneipod-touch/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 16:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hbdia.com/wordpress/?p=1226</guid>
		<description><![CDATA[

Quando o iPhone começou a se tornar uma plataforma de games de verdade, eu falei pra mim mesmo com um suspiro &#8211; &#8220;Já pensou se a Ubisoft lançasse The Settlers na AppStore?&#8221;.
Era um sonho que eu julgava impossível. Como já falei em outras ocasiões, The Settlers ocupa posição igual (senão superior) a Super Mario World [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2009%252F11%252F12%252Fresenha-the-settlers-pra-iphoneipod-touch%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Resenha%20-%20The%20Settlers%20pra%20iPhone%2FiPod%20touch%22%20%7D);"></div>
<p>Quando o iPhone começou a se tornar uma plataforma de games de verdade, eu falei pra mim mesmo com um suspiro &#8211; &#8220;Já pensou se a Ubisoft lançasse The Settlers na AppStore?&#8221;.</p>
<p>Era um sonho que eu julgava impossível. Como já falei em outras ocasiões, The Settlers ocupa posição igual (senão superior) a Super Mario World no meu sagrado panteão de jogos de infância. Entretanto, a série era obscura demais pra atrair a atenção de neófitos randômicos na AppStore &#8211; só mesmo os jogadores veteranos comprariam, e a iniciativa da empresa seria pouco rentável. A franquia não é um caça-níqueis lucrativo como Metal Gear Solid ou Need For Speed, que vendem horrores só pelo nome.  </p>
<p><center><img src="http://membo.org/i/p5/settlers01.jpg" border=1></center></p>
<p>Bom, aparentemente eu não prestei atenção nas lições dadas nos desenhos da Disney, pois de fato <em>nada é impossível</em> &#8211; a Gameloft, uma respeitada gamehouse do mundo mobile, l<a href="http://toucharcade.com/link/http://itunes.apple.com/us/app/the-settlers/id337938346?mt=8">ançou The Settlers pra iPhone e iPod touch na semana passada</a>. E rapaz, <strong>que lançamento incrivelmente do caralho</strong>.<br />
<span id="more-1226"></span><br />
The Settlers trata-se de uma clássica série de estratégia iniciada no Commodore Amiga em 1993 pela Blue Byte, uma produtora de games alemã, e é a versão eletrônica do jogo de tabuleiro Die Siedler. Serf City (traduzido livremente como &#8220;Cidade dos Servos&#8221;, uma referência feudal) era o nome original do jogo quando foi inicialmente levado à América do Norte. Por algum motivo, o título caiu em desuso e a Blue Byte optou pela tradução direta do nome em alemão &#8211; &#8220;Os Colonizadores&#8221;.</p>
<p><center><img src="http://img12.imageshack.us/img12/3453/settlers2b12baka2bserf2.jpg" border=1><br /><small>Olha o jogo original aí, em toda a sua glória pixelada.</small></center></p>
<p>A série tem sete jogos (e alguns add-ons) e já tentou a sorte no mundo portátil há alguns anos com Settlers DS, um port <em>injustificavelmente</em> porco de The Settlers II &#8211; que é considerado por muitos o melhor da franquia, diga-se de passagem. A Ubisoft ainda tá me devendo por essa imperdoável desfeita, aliás. Delegar o port do jogo pra Gameloft &#8211; que tem muitos sucessos no currículo &#8211; foi uma excelente idéia.</p>
<p>The Settlers II foi o último que manteve o gameplay estabelecido pelo primeiro jogo da série. Desde o terceiro título, The Settlers abandonou algumas convenções dos primeiros jogos e se moveu numa direção mais próxima à do RTS tradicional &#8211; como por exemplo, o jogo passou a te dar controle direto sobre algumas unidades específicas que antes agiam autonomamente.</p>
<p>E embora eu tenha passado os últimos anos torcendo o nariz ao ponto de fratura diante as versões atuais do clássico, a Gameloft fez um trabalho tão bem acertado em Settlers pro iPhone, que eu me vi destruindo um paradigma e preferindo a versão nova à clássica. </p>
<p><center><img src="http://img682.imageshack.us/img682/7648/iphonepics009.png" border=1></center><br />
Xeu explicar algo aqui logo de cara &#8211; esta versão de The Settlers não é uma versão açucarada e minimizada pra caber na premissa casual do ambiente gamer do iPhone. Não estamos lidando com um The Settlers-light, como foi o caso com Command and Conquer ou Rise of the Lost Empires, outros RTSs que chegaram na AppStore um pouco antes. Você estará jogando uma versão que traz todo o conceito que a série criou no PC. Até onde pude perceber, a Gameloft não fez concessões no que diz respeito a conteúdo.</p>
<p>Visualmente, a Gameloft também não economizou em nada. Os cenários são ricos e as animações, bem detalhadas. O mundo de The Settlers parece lotado com vida &#8211; seus colonos passeiam por aqui e ali transportando materiais (ou fazendo malabarismos e outras traquinagens quando estão ociosos), animaizinhos correm, voam e nadam pela tela, as ondas batem nas praias, cada prédio no jogo é visualmente distinto e exibe animações correspondentes&#8230; É difícil achar um ponto na tela sem atividade. E isso enche os olhos.</p>
<p>Às vezes é um barato apenas &#8220;passear&#8221; pela sua cidade acompanhando a construção de novos edifícios, ou as interações entre os colonos. Conheço uma penca de gamers que certamente se encaixam no perfil da galera que vai passar um bom tempo apenas apreciando a dinâmica de suas cidades. Frequentemente você terá que fazer isso pra analisar a eficiência das suas indústrias, aliás, e executar mudanças onde necessárias.</p>
<p>O áudio também não fica atrás &#8211; a trilha de The Settlers é completamente imersiva. Desde passarinhos cantando ao ferreiro martelando sua bigorna até o ruído dos riachos e as machadas do lenhador, tudo que você vê acontecendo é registrado sonoramente quando você arrasta a tela pras proximidades da fonte do barulho. Isso ajuda a te manter ligado à cidadezinha que você carrega na palma da mão. Só há uma música, mas você pode ouvir as músicas que traz no seu iPhone.</p>
<p><center><img src="http://img4.imageshack.us/img4/8577/iphonepics010.png" border=1></center></p>
<p>E o gameplay? Então, The Settlers foi um precursor do gênero RTS, mas usando uma direção que permanece original e única há mais de 15 anos. E num mundo em que cão come cão e todo mundo copia as inovações alheias quando estes estão de costas, isso é notável.</p>
<p>Dizer que The Settlers é um RTS, embora correto, talvez dê ao leitor uma idéia errada sobre o jogo. Apesar de ser um dos primeiros games do gênero, The Settlers tem uma premissa dramaticamente diferente dos jogos que vieram a se tornar carros-chefes do estilo, como Starcraft, Command and Conquer e Age of Empires. </p>
<p>Ao invés de um jogo de estratégia militar com um pequeno foco em coleta de recursos como essencialmente 99% dos RTSs, em The Settlers a infraestrutura de extração e refinamento dos recursos compõe a maior parte do jogo. </p>
<p>O tema medieval, o relacionamento entre produção e transporte de bens, o cuidadoso planejamento no equilíbrio numérico e posicionamento de suas &#8220;fábricas&#8221; e a pitada de combate tornam o jogo um meio termo entre SimCity e Warcraft. Enquanto a maioria de jogos lida com produção de recursos de forma superficial, The Settlers é essencialmente só isso.  </p>
<p>Não é tão <em>boring</em> quanto parece no papel (ou na tela do seu computador, pra atualizar a figura de linguagem). Vou dar um exemplo prático.</p>
<p>Digamos que você queira treinar um soldado &#8211; apesar do combate exercer um papel marginal no jogo, ele ainda é necessário pra vencer as missões. Pra isso, você precisará de um colono desocupado a quem você possa treinar, uma espada, e ouro (pra pagar o treinamento). Até aqui é simples, embora já seja mais profundo que qualquer outro jogo em que o treinamento geralmente requer apenas ouro/qualquer outra unidade monetária. Em 99% dos RTSs, suas tropas surgem meio que do nada.</p>
<p><center><img src="http://img190.imageshack.us/img190/6978/938346.jpg" border=1></center></p>
<p>Comecemos com a espada, que requer madeira e ferro. Pra madeira, você precisará cortar árvores com um lenhador, e em seguida transformar as toras em tábuas de madeira numa marcenaria. Tábuas são usadas em todas as construções, portanto a união casinha do lenhador + serraria é uma combinação primordial no jogo.</p>
<p>Já o ferro vem do minério de ferro bruto, que é combinado com carvão pra ser derretido e convertido em barras de ferro pelo ferreiro. O mineiro precisa ser alimentado pra trabalhar extraindo os minérios, então você precisa estabelecer uma cadeia de produção alimentar antes disso tudo (fazendas produzem trigo que é moído em moinhos, resultando em farinha que é combinada com água pra fazer pão na padaria. Esse é <strong>UM</strong> exemplo de como fazer comida no jogo, há outros).</p>
<p>Agora que você tem madeira e ferro, ambos materiais são combinados no arsenal pra fazer a sua espada. Finalmente, a espada é levada ao quartel, onde é apanhada por um colono que, ao ser pago com ouro, vira um soldado.</p>
<p>E pra te mostrar o quão profunda a rede é &#8211; todos as profissões que a produção do seu soldado envolveu (lenhador, fazendeiro, ferreiro, mineiro, marceneiro, etc) requerem suas próprias ferramentas e colonos desocupados. Pra produzir tais ferramentas, o circulo de produção recomeça.</p>
<p>Complexo, mas perfeitamente lógico e fácil de aprender. Como você pode ver, essas correntes de produção se repetem ao longo do jogo, e o resultado é que você acaba com uma metrópole agitada e cheia de indústrias conectadas e interdependentes &#8211; mais ou menos como o mundo real. </p>
<p>Se ao longo do caminho uma das etapas encontra um sobressalto, você precisará circunventear o problema rapidinho ou toda a rede entra em colapso e se torna ineficiente, ou pior &#8211; completamente paralisada.</p>
<p><center><img src="http://img263.imageshack.us/img263/7737/9383462.jpg" border=1></center></p>
<p>Essa é a premissa em The Settlers &#8211; toda uma infraestrutura é necessária pra chegar a um produto final, de uma forma que espelha o mundo real de uma forma mais adequada e elegante que qualquer outro jogo de estratégia que você já jogou. Após se acostumar com a dinâmica de Settlers, conjurar soldadinhos do éter usando simplesmente &#8220;créditos&#8221; em outros RTS parecerá assaz simplório.</p>
<p>Logo no começo do jogo você tem uma área pequena pra estabelecer sua cidade. Torres e castelos aumentam pouco a pouco a área do seu feudo, portanto você tem que construi-los regularmente ao longo das suas fronteiras, ou acabará sem espaço e matéria prima pra continuar o jogo. Com exceção das árvores, que podem ser replantadas, os recursos são esgotáveis e você precisa prestar atenção nisso.</p>
<p><center><img src="http://img32.imageshack.us/img32/9440/img4004.png" border=1></center></p>
<p>Parece complicado, e talvez um pouco intimidante, e realmente é no começo. À primeira jogada, não é perfeitamente claro o que você precisa fazer pra estabelecer uma rede de produção. É por isso que as duas primeiras missões compõe um tutorial que te pega pela mão e guia pelo caminho das pedras.</p>
<p>Confie em mim, sua paciência em domar o conceito do jogo &#8211; 10 minutos no máximo, na real &#8211; valerá a pena. A satisfação de ver suas decisões logísticas se manifestando na telinha do iPhone/iPod touch como uma cidade virtual eficiente é algo que você dificilmente encontrará em outro jogo de simulação/estratégia. E veja bem que digo isso como profundo apreciador de jogos do gênero.</p>
<p>Pra entender o charme de The Settlers, compare-o a um jogo como SimCity, que tem uma idéia similar em matéria de estabelecer uma cidade eficiente e lucrativa. Em SimCity há uma porção de decisões logísticas relativamente arbitrárias, como &#8220;evite colocar as áreas industriais perto das residenciais&#8221;. A lógica por trás disso é que os sims não apreciam morar perto das áreas industriais, que tendem a ser mais poluídas.</p>
<p><center><img src="http://img32.imageshack.us/img32/1051/img4005.png" border=1></center></p>
<p>O problema é, quem iria imaginar isso a menos que você visse o tutorial? A menos que você lesse isso em algum lugar ou alguém te desse a dica, você teria essencialmente que <strong>ADIVINHAR</strong> que isso é um aspecto de simulação que o programador incluiu no jogo. SimCity é cheio desses pequenos detalhes que, por não oferecer feedback visual de suas ramificações, passam completamente despercebidos. </p>
<p>O mesmo não acontece em The Settlers, porque os resultados do seu planejamento de manifestam de forma mais clara. Não precisa assistir um vídeo-tutorial de 40 minutos pra entender que, se a casinha do lenhador estiver muito longe da marcenaria, o transporte de toras demorará muito, e a produção de tábuas de madeira será ineficiente. Isso acabará atrasando todas as suas construções.</p>
<p>Igualmente, se há apenas uma fazenda produzindo pra dar o pontapé no ciclo trigo -> farinha -> pão pra cobrir a demanda de sete minas, é bastante óbvio por que sua produção de minérios será lentíssima. Portanto, é recomendável várias múltiplas fazendas pra uma padaria &#8211; assim, o padeiro terá bastante farinha em estoque, e o output de pão será constante, sem depender de cada colheita individual.</p>
<p><center><img src="http://img109.imageshack.us/img109/1759/img4006.png" border=1></center></p>
<p>Você não precisa de uma especialização em engenharia pra concluir que o motivo pelo qual as seis construções que você iniciou há meia hora nem sairam do chão ainda é porque você só treinou UM colono construtor &#8211; que tá levantando cada edifício sozinho, e apenas um de cada vez. Imagina quanto tempo demorará pra estabelecer a infraestrutura da sua cidade!</p>
<p>Eu poderia continuar dando mil exemplos de decisões logísticas ineficientes, mas eu tenho certeza que você tomará as suas quando estiver aprendendo a manha do jogo.</p>
<p>Certamente você colocará os pés pelas mãos ao menos uma vez no jogo depletando todo o material básico de construção sem ter antes aumentado os limites da sua colonização pra adquirir áreas com mais matéria prima. Em versões anteriores isso significava derrota, mas a nova versão permite que você destrua um outro edifício pra obter de volta uma porção de materiais básicos de construção.</p>
<p>Agora, os pontos negativos &#8211; o primeiro é o consumo de bateria. The Settlers, por ser um jogo em que há muita ação acontecendo na tela, faz o processador trabalhar redobrado. E como os aficcionados por tecnologia mobile sabem bem, isso acaba resultando em maior uso de bateria. Seu celular não morrerá em apenas uma hora de jogo, mas o consumo é notavelmente maior.</p>
<p>O segundo ponto negativo é a ausência de um modo &#8220;freeplay&#8221;, ou seja, um sandbox em que você possa jogar indefinidamente sem conexão com a campanha. A falta do modo, que era o que o único que eu sempre jogava, é decepcionante, mas não quebra as pernas do jogo &#8211; a campanha tem duas dúzias de missões que demoram em torno de 3 horas pra vencer, e que podem ser rejogadas a bel prazer uma vez que completadas. </p>
<p>O terceiro ponto negativo é, ironicamente, o que torna o jogo um clássico &#8211; sua complexidade. The Settlers definitivamente requer um pouquinho mais de dedicação que a maioria dos jogos do gênero, e isso talvez intimide os novatos. Entretanto, como mencionei antes, a recompensa é grande. Não deixe de experimentar só porque há uma curva de aprendizado.</p>
<p>Pra sintetizar todo este texto, aí está um vídeo do gameplay, filmado por este que vos fala. O vídeo é em inglês porque eu não gosto de limitar esses vídeos apenas ao internautas brasileiros, mas se você leu o texto acima, a narração é dispensável:</p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qwAZNW4eTHI&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/qwAZNW4eTHI&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p><strong>Veredito:</strong> The Settlers é um RTS icônico por sua complexidade, e (talvez por causa disso) a tentativa anterior de leva-lo ao mundo portátil falhou miseravelmente. Porém, é com grande felicidade que eu digo que essa versão é excelente e definitivamente vale seu dinheirinho suado. </p>
<p>O jogo vai te manter entretido por um bom tempo &#8211; Demorei mais ou menos 30 horas pra completar a campanha romana, e ainda me faltam 18 missões pra fechar o jogo &#8211; ou seja, eu praticamente nem comecei, e ainda poderei re-jogar missões anteriores quando quiser experimentar aqueles cenários novamente. </p>
<p>Em suma, se você tem um iPhone ou um iPod touch e se amarra em jogos de estratégia em tempo real, ESTE é o que você deve adquirir. O jogo custa módicos 7 dólares na AppStore, e você pode compra-lo clicando <a href="http://toucharcade.com/link/http://itunes.apple.com/us/app/the-settlers/id337938346?mt=8">aqui</a>.</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hbdia.com/wordpress/2009/11/12/resenha-the-settlers-pra-iphoneipod-touch/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>49</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Scribblenauts &#8211; O jogo do ano</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2009/09/13/scribblenauts-o-jogo-do-ano/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/2009/09/13/scribblenauts-o-jogo-do-ano/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 10:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hbdia.com/wordpress/?p=1064</guid>
		<description><![CDATA[

Se você cresceu jogando adventures da Lucasarts como eu, sem dúvida tu deve ter passado por momentos de imensa frustração alimentada por pensamentos tipo &#8220;porra, o que DIABO eu preciso fazer aqui pra passar dessa parte?&#8221; Rapaz, essa deve ter sido uma das frases mais frequentes da minha infância! 
Jogos como Day of the Tentacle, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2009%252F09%252F13%252Fscribblenauts-o-jogo-do-ano%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Scribblenauts%20-%20O%20jogo%20do%20ano%22%20%7D);"></div>
<p>Se você cresceu jogando adventures da Lucasarts como eu, sem dúvida tu deve ter passado por momentos de imensa frustração alimentada por pensamentos tipo &#8220;<i>porra, o que DIABO eu preciso fazer aqui pra passar dessa parte?</i>&#8221; Rapaz, essa deve ter sido uma das frases mais frequentes da minha infância! </p>
<p>Jogos como Day of the Tentacle, The Dig ou Full Throttle te colocavam numa situação insólita qualquer, esvaziavam os bolsos, te davam o que encontraram neles e diziam &#8220;TE VIRA AÍ, Ô SEU FILHO DA PUTA&#8221;. Muitas noites em claro depois, cansado das combinações infrutíferas dos itens do jogo e já desesperado pra sair daquela área do jogo, tu resolvia ver um walkthrough (ou &#8220;detonado&#8221; em bom português) na web e amaldiçoava até a quinta geração dos designers do jogo quando descobria que a solução do puzzle envolvia combinar 3 itens completamente arbitrários e entregar pra um personagem aleatório qualquer. A aparente falta de lógica na solução de alguns dos obstáculos eram até mesmo capaz de matar o interesse no jogo. Sou um gamer, não o MacGyver, porra! </p>
<p>O fato de que eu conseguia enxergar quatro ou cinco soluções alternativas usando os itens não-interativos espalhados pelo cenário me emputecia mais ainda. Apesar de ser um grande fã daqueles jogos, o fato de que só havia UMA forma arbitrária de resolver os puzzles limitava o gameplay e ao mesmo tempo aniquilava o replay value da parada. O único motivo pelo qual alguém joga The Dig uma segunda vez é a nostalgia, ou amnésia.</p>
<p>Até então, este sempre foi o paradigma de jogos de puzzle &#8211; por mais interessantes e criativos que fossem os obstáculos que os programadores inventaram pra você, tu tá sempre fadado a descobrir a solução exata e única pros puzzles. Desvie mesmo que um pouco só da idéia que eles tiveram sobre como vencer a fase, e você ficará encalhado nela até finalmente apelar pra um detonado da vida.</p>
<p>E então chegou Scribblenauts. Após este brilhante jogo pro Nintendo DS, jogos que se auto-entitulam &#8220;games de mundo aberto&#8221; terão que arrumar outra definição pra si mesmos.<br />
<span id="more-1064"></span><br />
<center><img src="http://i31.tinypic.com/j6kb2g.jpg" border=1 title="Jogaço ducaralho!"></center></p>
<p>Scribblenauts é o mais novo jogo da 5th Cell, produtora responsável por Lock&#8217;s Quest e Drawn to Life. Neste brilhante jogo tu é jogado em mais de 200 puzzles diferentes, e tem com tarefa achar soluções pra eles digitando nomes de animais/pessoas/objetos, que aparecerão no jogo em seguida e têm seus próprios comportamentos e interações uns com os outros.</p>
<p>Pra entender mais ou menos o escopo disso, veja o trailer abaixo:</p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KhvhdGLZQ5g&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/KhvhdGLZQ5g&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center><br />
O trailer foi obviamente feito com uma versão beta do jogo (a interface mostra algumas pequenas diferenças) mas a idéia central permanece. Em todas as fases, o objetivo é chegar à Starite, uma estrelinha que está em algum lugar do mapa (às vezes escondida). No caso do vídeo, ela está no topo de uma árvore.</p>
<p>Você pode ser um cara sem imaginação e digitar &#8220;ladder&#8221;. Uma escada aparece, você sobe, e pega a estrela. Em seguida o cara tentou &#8220;football&#8221;, apanhou a bola e a arremessou contra a estrela, derrubando-a da árvore. Caso você esteja realmente criativo, digite &#8220;parachute&#8221;, vista o paraquedas, em seguida &#8220;Helicopter&#8221;, suba no helicóptero, sobrevoe a àrvore, e pule em direção à estrela. Ou &#8220;chainsaw&#8221;, e corte a porra da árvore. Digite &#8220;bomb&#8221; e exploda a árvore.</p>
<p>Tá entendendo mais ou menos a profundidade do jogo agora?</p>
<p>Antes que você me diga que sua falta de habilidade com a língua inglesa te impediria de apreciar o jogo, não se preocupe:</p>
<p><center><img src="http://img21.imageshack.us/img21/1927/scribbleq.jpg" border=1></center><br />
Yep. Basta selecionar &#8220;Português&#8221; nas configurações do jogo pra aprecia-lo na língua-mãe.</p>
<p>É realmente genial a forma como os developers enfiaram literalmente dezenas de milhares de palavras no jogo (em múltiplas línguas), e como os objetos conjurados por elas reagem uns com os outros. Trazer &#8220;God&#8221; e &#8220;atheist&#8221; ao jogo resulta no infiel sair correndo com medo do Criador. &#8220;Cross&#8221; e &#8220;vampire&#8221; causa resultado semelhante. Jogar &#8220;zombie&#8221; no meio de outros bonequinhos gera pânico total, e sim, os zumbis transformam suas vítimas em outros zumbis também. </p>
<p>Alguns personagens aparecem armados (&#8221;Ninja&#8221;, &#8220;Cop&#8221;, &#8220;Robber&#8221;, &#8220;Pirate&#8221;, etc); há também objetos que seu bonequinho pode vestir &#8211; cartola, roupa de mergulho, máscara, terno e gravata, colete a prova de balas, fone de ouvido. Há diversos veículos terrestres, marítimos e aéreos. Há objetos que produzem fogo, água, vento, e todas as reações esperadas dos tais elementos. Jogar objetos elétricos (torradeira, TV, rádio, videogame) na água resultam na destruição de tal objeto, além de um choque violento. Há animais (existentes, míticos, e extintos), brinquedos, instrumentos musicais (até berimbau, acredite se puder), prédios&#8230; como esses troços não são apenas sprites inanimados e reagem de formas diferentes com outros objetos no jogo, as possibilidades são infinitas. Tem até memes internéticos, como &#8220;ORLY&#8221;, &#8220;Rickroll&#8221;, &#8220;Longcat&#8221;, &#8220;Leeroy Jenkins&#8221;, e etc. </p>
<p>&#8220;Virgin&#8221;, a propósito, traz à existência um moleque trajando uma camiseta de videogame. Épico!</p>
<p>O design das fases do jogo também são super criativas. Em uma dos mapas você está numa cadeia, preso numa cela com a alavanca que abre todas as outras. Os outros presidiários te atacarão se puder, e a desejada estrelinha está atrás dos policiais que estão prontos pra invadir o presídio (e que também te atacarão, já que nessa fase tu também é um detento). Ou seja, tu tem que inventar um jeito de se livrar de todos os outros personagens.</p>
<p>Primeiro eu tentei me equipar com um colete a prova de balas e uma bazuca. Não funcionou &#8211; os presidiários, armados com uma submetralhadora que eles acharam no presídio, foram mais rápidos em me matar. Tentei po-los pra dormir com tranquilizantes, mas novamente os meliantes manobraram mais rápido que eu. Tentei me isolar na minha cela com uma parede de concreto, soltar um urso lá no meio da parada e abrir todas as celas. Os presidiários detonaram meu pobre urso.</p>
<p>O urso me levou a outra idéia &#8211; armadilhas. Soltei um monte daquelas armadilhas que se fecham no pé do infeliz que pisa nelas. Infelizmente um dos presidiários conseguiu pegar a arma antes se ser pego pela armadilha, e mesmo imobilizado pela armadilha, ele conseguiu me matar. </p>
<p>Resolvi apelar &#8211; criei várias bananas de dinamite, abri as celas, e joguei um fósforo aceso na porra toda enquanto mantia meu personagem atrás da parede protetora. Explodiu TODO MUNDO e eu fui tranquilamente pegar a estrelinha.</p>
<p>Eis o que há de realmente foda em Scribblenauts &#8211; simplesmente associar sprites animadas a vocábulos aleatórios, embora certamente uma tarefa incrivelmente demorada e impressionante por si só, não é nem metade do motivo pelo qual o jogo é genial. O que realmente impressiona é o nível de detalhe aplicado às interações dos objetos que tu trás ao mundo. Quer um exemplo? Tome vários:</p>
<p>- O cientista sai correndo com medo de deus;<br />
- O terrorista ativa qualquer explosivo no cenário e toca fogo em prédios;<br />
- O pé-grande sai correndo com medo de câmeras;<br />
- Máquinas do tempo te levam aleatoriamente pra Idade da Pedra, ou pro futuro, ou pra era medieval;<br />
- Aparelhos eletrônicos podem ser desativados com uma EMP;<br />
- Crianças correm com medo de fantasmas/bicho papão/outros monstros;<br />
- Vampiros têm medo de cruzes, alho, e podem ser mortos com água benta;<br />
- Quer ir até o fundo do oceano? Não dá, porque o personagem flutua naturalmente&#8230; Isso é, se você não der um submarino/snorkel/tanque de mergulho/etc pra ele;<br />
- Zumbis transformam outros personagens em zumbis;<br />
- Leão é um objeto perigoso no jogo. Isso é, a menos que você digite &#8220;domador&#8221; e dê um chicote pra ele;<br />
- Carros quebrados podem ser consertados com um poste de luz/bateria sobressalente + cabos de chupeta;<br />
- Policiais correm atrás de presidiários, terroristas, ladrões, etc;<br />
- Carne pode ser amarrada a um bebê pra atrair dinossauros;<br />
- Uma medusa transforma qualquer personagem em uma estátua de pedra. Adivinha o que acontece se tu põe um espelho na frente dela.</p>
<p>Eu poderia passar o dia inteiro listando as milhares de interações diferentes entre os objetos e os personagens do jogo. Na minha opinião, é essa variedade alucinante que promove gameplay emergente diferente de qualquer coisa que você jamais viu.</p>
<p>Há achievements (ou melhor, &#8220;méritos&#8221;) a arrecadar em cada level dependendo de como tu resolve os puzzles. &#8220;No Weapons&#8221; é dado caso você resolva o problema sem usar armas. &#8220;Zookeeper&#8221;, se tu usar dois ou mais animais na solução. &#8220;Tooling around&#8221; se você utilizar ferramentas como martelos, furadeiras, pás, etc. dar choque em outros personagens do jogo te rende &#8220;Electrolysis&#8221; (eu descobri que jogar objetos elétricos na água é uma ótima forma de se livrar de perigos marinhos como tubarões). &#8220;Firefighter&#8221; se você apagar fogo em um mapa, &#8220;Exterminator&#8221; se tu matar dois ou mais personagens (humanos ou animais) no mapa, &#8220;Jockey&#8221; se você montar num animal, e por aí vai. Há uma lista interminável dessas medalhinhas de honra ao mérito, e elas te motivam a arrumar formas diferentes de resolver os mapas. </p>
<p>Há também uma moeda imaginária no jogo, que você acumula pra comprar novos avatares e musiquinhas. Como se não bastasse o jogo ser IMENSO (há DEZ mundos em Scribblenauts, que você vai destravando com o dinheirinho do jogo. Assim, tu pode joga-los na ordem que preferir), há dois estilos de fases &#8211; Action, em que você essencialmente tem que chegar à Starite que está em algum ponto isolado do mapa, e o Puzzle, em que tu recebe uma dica no início da fase e tem que descobrir que objeto está faltando lá dentro &#8211; só então a Starite se revelará. É mais complicado que parece.</p>
<p>E ao contrário do que eu sempre pensei, nem todos os problemas da vida podem ser resolvidos com granadas. Acreditem, eu tentei.</p>
<p>Enquanto aqueles adventures clássicos requeriam maneiras limitadas e quase sempre totalmente não-intuitivas de resolver os puzzles (afinal, isso era parte do desafio), Scribblenauts permite as duas propostas &#8211; resolver o negócio da forma prática e óbvia, ou montar uma verdadeira máquina Rude Goldberg usando os mais bizarros e incompatíveis itens pra chegar à estrelinha no final. </p>
<p>Minha mentalidade quando jogo Scribblenauts se resume a duas abordagens diferentes &#8211; como eu resolveria este problema no mundo real, e como um personagem de desenho animado resolveria o mesmo problema? Após usar os dois métodos de solução do puzzle, eu o repito outras dez vezes, usando métodos e itens totalmente diferentes. </p>
<p>Isso sim é um jogo de &#8220;mundo aberto&#8221;. E a gente aqui achando Dead Rising incrível porque tu podia bater nos zumbis com manequins de loja de roupas&#8230;</p>
<p>Pra estender MAIS ainda o gameplay, resolver o mesmo mapa duas vezes sem repetir itens te rende a medalha &#8220;Genius&#8221;. Três vezes, e dessa vez tu ganha &#8220;Prodigy&#8221; e a fase em questão ficará agora demarcada por uma estrelinha dourada. Como se pode ver, o replay value de Scribblenauts é algo digno de nota.</p>
<p>Apesar de ser um jogo de apenas um jogador, um dos meus grandes prazeres em Scribblenauts é mostrar o jogo pra alguém e pedir ajuda da pessoa pra resolver os puzzles. Frequentemente as soluções do seu companheiro são completamente diferentes das suas, e isso te ajuda a ganhar mais medalhas. Sem contar que é totalmente delicioso mostrar pra um gamer (seja hardcore ou casual, ambos se espantam) o quão imensas são as possibilidades do negócio. É impossível não se empolgar com o jogo quando sua idéia mais nonsense é reconhecida pelo jogo e funciona. Não sendo palavras ofensivas ou protegidas por copyright, praticamente tudo funciona em Scribblenauts.</p>
<p><center><img src="http://i25.tinypic.com/34ioch0.jpg" title="Demônio montado numa bicicleta com uma escopeta versus anjo armado de submetralhadora? Por que não?" border=1></center></p>
<p><center><img src="http://img17.imageshack.us/img17/3259/ninjast.jpg" title="Montado num pterodáctilo atirando em ninjas com uma pistola" border=1></center></p>
<p><center><img src="http://img21.imageshack.us/img21/1826/zombieszh.jpg" title="Atacando zumbis na praia com um trident, usando um snorkel e montado num golfinho" border=1></center></p>
<p>No geral, Scribblenauts é uma adição muito bem vinda ao mundo dos games, um jogo REALMENTE original num oceano de FPSs genéricos e clones de GTA. Jogar Scribblenauts me remete às partidas de RPG zoadas com os amigos, quando já estávamos de saco cheio do jogo e a coisa virava um teste de paciência pro mestre.</p>
<p><i>&#8220;Ok, eu visto um jetpack, puxo meu estilingue e atiro bem no olho do dragão&#8221;.</p>
<p>&#8220;Jetpack?! Não pode porra, obviamente não tem jetp&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Ok então eu pego uma motocicleta, ponho uma rampa na frente do dragão, vou com tudo pra cima dele e, antes de acertar com a moto no filho da puta, pulo pra fora. E eu não me machuquei porque antes disso tudo eu coloquei uma cama elástica logo embaixo da rampa.&#8221;</p>
<p>&#8220;Caralho, que mané motocicleta rapaz, eu tou te falando que&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Tá bom, tá bom. Eu apenas coloco várias minas de proximidade ao redor do dragão e provoco-o atirando nele com uma arma de paintball. Quando ele vier pra cima de mim, BUM!&#8221;</p>
<p>&#8220;Assim não dá, tu tá de sacanagem com a minha cara&#8221;</p>
<p>&#8220;Posso pelo menos pegar um helicóptero, amarrar uma corrente nele, amarrar a corrente no dragão, e leva-lo pra longe do castelo sem machucar ninguém?&#8221;</p>
<p>&#8220;Vai tomar no cu, Israel. Me dá minhas fichas e meus dados. Nunca mais jogo RPG contigo&#8221;</i></p>
<p>Sim, todos os cenários acima são possíveis em Scribblenauts. É pura palhaçada. Jogo do ano sem qualquer dúvida, e me arrisco a dizer que o mundo dos games finalmente produziu mais uma obra de arte. </p>
<p>Sai do meio, Super Mario World. Você foi fantástico por mais de uma década, mas chegou meu novo jogo favorito.</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hbdia.com/wordpress/2009/09/13/scribblenauts-o-jogo-do-ano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>128</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>15 jogos de iPhone/iPod touch que você deve jogar</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2009/08/12/15-jogos-de-iphoneipod-touch-que-voce-deve-jogar/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/2009/08/12/15-jogos-de-iphoneipod-touch-que-voce-deve-jogar/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 17:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hbdia.com/wordpress/?p=1005</guid>
		<description><![CDATA[

Ahh, se eu ganhasse um real pra cada pessoa que me procura no twitter falando que acabou de comprar um iPhone/iPod touch e que quer mergulhar de cabeça no mundo dos games portáteis e não sabe por onde começar&#8230;
Pra ajudar essa turma, elaborei o texto abaixo com uma cacetada de joguinhos imperdíveis e, mais importante, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2009%252F08%252F12%252F15-jogos-de-iphoneipod-touch-que-voce-deve-jogar%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%2215%20jogos%20de%20iPhone%2FiPod%20touch%20que%20voc%C3%AA%20deve%20jogar%22%20%7D);"></div>
<p>Ahh, se eu ganhasse um real pra cada pessoa que me procura no twitter falando que acabou de comprar um iPhone/iPod touch e que quer mergulhar de cabeça no mundo dos games portáteis e não sabe por onde começar&#8230;</p>
<p>Pra ajudar essa turma, elaborei o texto abaixo com uma cacetada de joguinhos imperdíveis e, mais importante, baratos. Eu acredito seriamente que após comprar os joguetes abaixo, muitos de vocês considerarão se desfazer dos DSs/PSPs e nunca mais se interessar em um console portátil dedicado.<br />
<span id="more-1005"></span></p>
<p><strong>[ Disclaimer ]</strong> Por causa da natureza reduzida dos jogos portáteis, screenshots estáticas às vezes não fazem justiça aos gráficos dos títulos. Antes de formar uma opinião sobre eles, veja os jogos em ação nos videozinhos que eu inclui junto com a descrição. Te garanto que ao vivo o negócio é mais bonito.</p>
<p><strong>[ Disclaimer 2 ]</strong> Preços na AppStore tendem a flutuar bastante com o tempo. Os preços citados neste texto são sujeitos a mudanças. Ou seja &#8211; não venha postar comentários reclamando que eu te &#8220;enganei&#8221; em relação ao valor de um app. Ok? Ok.</p>
<p><strong>[ Disclaimer 3 ]</strong> A AppStore é um cenário muito volátil; literalmente <em>todo dia</em> sai algo legal que merece atenção da moçada. Por isso, esse post será frequentemente atualizado pra trazer informações, imagens e preços de novos jogos. Sinta-se à vontade pra usar este post como referência pra qualquer amigo que queira se inteirar sobre os jogos da AppStore.</p>
<p><strong>Spider &#8211; The Secret of Bryce Manor</strong> &#8211; US$ 2.99 &#8211; <a href="http://appshopper.com/link/spider-the-secret-of-bryce-manor">Link pra AppStore</a></p>
<p><center><img src="http://i31.tinypic.com/29fql50.jpg" border=1></center></p>
<p>São infelizmente raras as ocasiões em que um jogo aparece e desafia a proposta dos videogames como uma mídia artística. Spider &#8211; The Secret of Bryce Manor traz esse tipo de experiência pro seu iPhone ou iPod touch, e o mínimo que eu posso dizer sobre esse jogo é que ele é absolutamente brilhante.</p>
<p>No jogo você controla uma aranhinha que viaja por vários aposentos de uma mansão abandonada, pululando aqui e ali e tecendo teias pra capturar insetos. Capture um determinado número, e você poderá passar pra próxima fase. Os levels são &#8211; genialmente bem &#8211; desenhados à mão, o que confere um visual bastante distinto ao jogo. A jogabilidade é perfeita (você move a aranha tocando na tela na direção que deseja ir, e um traço com o dedo a faz pular)</p>
<p>Na superfície é apenas um action puzzle com gráficos bonitinhos, música irresistível e gameplay bem acertado. Nas entrelinhas, no entanto, Spider oferece ao jogador um irresistível mistério &#8211; pra onde foram os moradores deste casarão? Por que ele está abandonado? Pequenas pistas nos cenários de fundo das fases revelam insights que pouco a pouco te dão uma noção do que aconteceu com os habitantes da casa.</p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/n2MaK-shoqU&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/n2MaK-shoqU&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p>Este game é uma experiência <strong>única</strong>. O casamento perfeito entre gameplay, gráficos, conceito e direção artística é um feito de poucos jogos. O fato de que o mistério está bem abaixo da superfície perceptiva do personagem principal do jogo é um conceito bastante instingante.</p>
<p>Este jogo foi lançado semana passada, e já ultrapassa cem reviews com 5 estrelas na AppStore. É a primeira vez que isso jamais aconteceu na breve história da loja virtual do iTunes.</p>
<p>Muitos estão declarando esse jogo como o &#8220;Shadow of the Colossus do iPhone&#8221;, e sendo um fã absoluto do clássico do PS2 e apreciador do game-arte, só posso concordar.</p>
<p><strong>Timeloop</strong> &#8211; US$ 0.99 &#8211; <a href="http://appshopper.com/link/timeloop">Link pra AppStore</a></p>
<p><center><img src="http://i25.tinypic.com/2wghi7k.jpg" border=1></center></p>
<p>Viagem no tempo sempre foi um conceito que me fascinava desde a infância. É uma pena que a idéia não seja muito explorada no mundo gamer, e por isso recebi Timeloop de braços abertos.</p>
<p>A história é apresentada com viés de história em quadrinho, negócio bem caricato &#8211; cientistas inventaram uma forma de viajar no tempo, mas como resultado acabaram se prendendo dentro de seus laboratórios. Cabe a Nix &#8211; o robô-servente deles &#8211; navegar pelas fases abrindo as diversas portas do laboratório e salvar os cientistas, que estão presos em salas hermeticamente fechadas e só sobreviverão pelo tempo que seu tanque de oxigênio aguentar.</p>
<p>E aqui entra o twist: Nix também é capaz de viajar no tempo. No jogo, algumas portas requerem mais de uma pessoa (ou, nesse caso, robô-servente) para ativa-las. Cabe a você decidir o momento certo de viajar pra alguns segundos no tempo, se encontrando com o Nix de poucos segundos atrás e colaborando com ele pra solucionar os puzzles. </p>
<p><center><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Bc-2XN1j6yQ&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Bc-2XN1j6yQ&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></center></p>
<p>À medida que o jogo avança, os levels se tornam bem mais complexos e você acaba viajando no tempo múltiplas vezes, esbarrando com três ou quatro versões passadas de você mesmo, todos trabalhando furiosamente pra completar sua pequena parte na solução do puzzle, na esperança que o próximo Nix execute sua tarefa em direção à solução de casa fase. Os mapas requerem bastante tentativa e erro e permitem formas diferentes de solucionar os puzzles, o que é algo que eu aprecio muito em jogos desse estilo.</p>
<p>Pela apresentação, idéia original e precinho camarada, Timeloop é irresistível.</p>
<p><strong>Zenonia</strong> &#8211; US$ 2.99 &#8211; <a href="http://appshopper.com/link/zenonia">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i27.tinypic.com/1zvwzeq.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Eu não gosto de RPGs. Quer dizer, eu jogava Vampiro e Cyberpunk (na verdade eu mais mestrava que jogava, mas enfim), mas RPG eletrônico sempre me deu impaciência. Nem mesmo Link to the Past conseguiu me envolver. Blasfêmia, eu sei.</p>
<p>Aí Zenonia, título aguardadíssimo pela comunidade, saiu. E eu decidi prestar alguma atenção ao que o jogo oferecia.</p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pJe4FrTcRlA&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/pJe4FrTcRlA&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p>40 horas de gameplay (sem contar sidequests) e visual 16bits foi o suficiente pra comprar o negócio. Joguei por mais ou menos 2 horas e de fato, não cheguei NEM PERTO de explorar a história do garoto Regret e o mistério sobre seu pai. </p>
<p>Há um bom motivo pelo qual Zenonia virou o melhor exemplo de jogo hardcore pra plataforma da Apple. Além da aventura longa, toda a produção do jogo é muito rica &#8211; os sons e gráficos rivalizam os de qualquer outro joguinho, há literalmente CENTENAS de itens pra coletar pelo mundo do jogo, este mundo a propósito é de um tamanho que rivaliza o mapa de Ocarina of Time (sério). Eu jamais imaginei que um dia, joguinhos de celular chegariam a este patamar.</p>
<p>Recomendo fortemente, e olha que eu não sou nem o tipo de gente que gosta desse estilo de jogo. Se você curte, imagino que o vídeo acima sozinho já te convenceu a comprar e esses pequenos parágrafos aqui foram completamente desnecessários.</p>
<p><strong>Real Soccer 2009</strong> &#8211; US$ 0.99 &#8211; <a href="http://appshopper.com/link/real-soccer-2009">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://img21.imageshack.us/img21/7807/realsoccer2009200809100.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Como bom nerd, meu interesse em jogos de esportes é nulo. Sentar ao redor do PS2 comunitário do Joaquim pra jogar uma rodada de WINGUELEVI, talvez (e olhe lá). Mas comprar um jogo de futebol e jogar sozinho? Sem chance. O último jogo de futebol que eu possuí foi International Superstar Soccer</p>
<p><center><img src="http://i25.tinypic.com/313km6w.gif" border="1" alt="" /></center><br />
Lulz</p>
<p>Então. Quando Real Soccer 2009 (lançado como <em>Real Football 09</em> na Europa) saiu na AppStore, eu esbocei zero interesse. O preço na época, dez dólares, também não ajudou.</p>
<p>Entretanto em junho o joguinho caiu pra 99 centavos, e eu pensei, &#8220;ah, por que não?&#8221;. E eu descobri que meu preconceito contra jogos de esporte era sem motivo, porque eu me diverti pra caralho com o Real Soccer.</p>
<p>O jogo contém 198 seleções e clubes de todo o mundo (não, infelizmente não há times brasileiros) com nomes reais dos jogadores, 12 estádios reais, e multiplayer via wifi. Os controles funcionam muito bem e permitem vários truques interessantes (trace um círculo na tela e seu jogador dá um rodopio com a bola, tirando a defesa da sua cola), como você pode ver na demonstração abaixo:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zHLD29AgJb4&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/zHLD29AgJb4&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Absolutamente impressionante pra um joguinho feito pra um celular. Por míseros 2 reais, nem mesmo os nerds sedentários como eu não conseguem resistir. Desde que comprei o jogo, já gastei tranquilamente 3 ou 4 horas brincando com ele. Por um dólar, isso é bastante entretenimento.</p>
<p>E lembre-se &#8211; <em>eu nem gostava de jogos de esporte.</em></p>
<p><strong>Sonic the Hedgehog</strong> &#8211; US$ 5.99 &#8211; <a href="http://appshopper.com/link/sonic-the-hedgehog">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i32.tinypic.com/16m0dh4.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Bom, Sonic dispensa qualquer introdução. Delicie-se com o vídeo abaixo e se imagine controlando o porco-espinho azul mais uma vez (mas agora, na fila do banco ou na privada)</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/P7OS6LIeQCQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/P7OS6LIeQCQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Inicialmente eu achei 6 dólares um valor um pouco alto pra um jogo tão antigo, mas se você é nostalgista como eu, não pensará duas vezes.</p>
<p><strong>Orions: Legend of the Wizards</strong> &#8211; US$ 4.99 &#8211; <a href="http://appshopper.com/link/orions-legend-of-wizards">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i28.tinypic.com/10s4ok7.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Já falei de Orions <a href="http://hbdia.com/wordpress/2008/12/17/orions-legend-of-the-wizards/">aqui no HBD antes</a>. O jogo é essencialmente uma mistura de Heroes of Might and Magic, um dos meus jogos favoritos de todos os tempos, e Magic the Gathering. Os valores de produção do jogo são altíssimos e eu o recomendo até pra quem NUNCA jogou nenhum cardgame. Eis a vídeo-resenha que eu fiz, e que os produtores do jogo gostaram tanto que colocaram até no site deles:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/4J8RG57x1I8&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/4J8RG57x1I8&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Orions é provavelmente o jogo que eu mais joguei EVER no meu celular. O fato de que você pode jogar uma campanha longa ou apenas batalhas rápidas com decks criados aleatoriamente dá bastante replay value pro jogo. Esse é um must have, mesmo se você não for um grande fã de jogos de cartas desse estilo.</p>
<p><strong>Real Racing</strong> &#8211; US$ 9.99 &#8211; <a href="http://appshopper.com/link/real-racing">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i30.tinypic.com/ve2lmt.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Num fórum qualquer vi um sujeito descrevendo Real Racing como &#8220;Gran Turismo no seu celular&#8221;. Pros fãs de automobilismo essa frase por si só já deveria te convencer. O jogo tem 48 carros em 4 classes diferentes, multiplayer local pra seis jogadores via wifi, um career mode com mais de 70 eventos diferentes, e um sistema interessante que permite você uploadear suas melhores voltas direto pro youtube. Muito legal. Olha o jogo em ação aí abaixo:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/CFavTmIGplo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/CFavTmIGplo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Não sou super fã de jogos de corrida (meu volante do Xbox 360 tá pegando poeira, e a cópia de PGR4 que veio com ele ainda tá lacrada), mas até eu consigo reconhecer o quão impressionante um jogo como esse é.</p>
<p><strong>Hero of Sparta</strong> &#8211; US$ 0.99 &#8211; <a href="http://appshopper.com/link/hero-of-sparta">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i26.tinypic.com/14ui4pw.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Hero of Sparta é um clone de God of War, é verdade. Mas um clone bem competente, como pode ser visto no trailer abaixo. Sim, todas as cenas do vídeo são in-game.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-pr-ZUZGCJQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/-pr-ZUZGCJQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O jogo tem oito levels, 5 armas upgradeáveis e recebeu notas altas nos sites de resenha. Por um dólar é uma pechincha e tanto.</p>
<p><strong>Amateur Surgeon</strong> &#8211; US$ 2.99 &#8211; <a href="http://appshopper.com/link/amateur-surgeon">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i29.tinypic.com/t86j2t.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Amateur Surgeon é um simulador de cirurgias muitíssimo parecido com Trauma Center pro DS, com uma diferença crucial &#8211; ele foi feito pela galera do [adult swim], ou seja, o jogo tem um senso de humor negro irresistível e que não é muito visto no iPhone &#8211; ou em qualquer plataforma, pra ser mais exato.</p>
<p>A história é simples &#8211; você é um entregador de pizza com aspirações médicas que acidentalmente atropelou um cirurgião. O tutorial do jogo é o cirurgião te explicando como conserta-lo usando as ferramentas que você tem na sua van de entregas &#8211; o cortador de pizza serve como bisturi, um isqueiro faz as vezes de cauterizador, com um grampeador velho você faz a sutura dos acidentados, e por aí vai.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vsP4yn3JU4g&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/vsP4yn3JU4g&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O misto de visual cartunesco com humor negro e natureza MacGyverística do jogo o tornam bastante distinto. Definitivamente um dos meus favoritos.</p>
<p><strong>Alien Abuse</strong> &#8211; US$ 2.99 &#8211; <a href="http://itunes.com/app/AlienAbuse">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i32.tinypic.com/fntfzq.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Por causa de um infeliz copyright issue, Alien Abuse não está mais disponível na AppStore americana. Vocês aí com contas na AppStore argentina ainda podem comprar sem problemas.</p>
<p>Alien Abuse nada mais é que um port do clássico pra PC Abuse com a palavra &#8220;Alien&#8221; na frente sem qualquer motivo ou razão. Antes de Alien Abuse eu era completamente contrário à idéia do iPhone como uma plataforma pra jogos de tiro/ação. Não é mais o caso.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/oIpgYjVoB50&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/oIpgYjVoB50&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Como você pode ver os controles respondem muito bem. Seja você um fã do jogo antigo ou nunca viu mais gordo na vida, Alien Abuse oferece um gameplay bastante distinto por um precinho bem camarada. Há até multiplayer online, embora eu raramente encontre oponentes.</p>
<p><strong>Peggle</strong> &#8211; US$ 4.99 &#8211; <a href="http://itunes.com/app/peggle">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i26.tinypic.com/j7f9n8.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>A descrição mais comum de Peggle na internet é &#8220;crack em forma digital&#8221;, e por um bom motivo.</p>
<p>Eu não sou exatamente chegado em puzzle games, e por mais que ouvisse falar de Peggle pela internet, nunca houve interesse algum em joga-lo. Aí a PopCap lançou o jogo a US$ 0.99 e eu não vi escolha senão compra-lo.</p>
<p>Meses depois continuo jogando-o com a mesma empolgação. Peggle é difícil de ser descrito, então acompanhem o vídeo do gameplay abaixo:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/f3GG92Z4-WM&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/f3GG92Z4-WM&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Essencialmente, você tem dez bolinhas pra acertar os pinos laranja pra poder passar de fase. Há vários powerups, fases desafios, e troféus pra colecionar. O jogo parece retardado, mas é incrivelmente viciante e perfeito praquelas partidas rapidinhas de 2 ou 3 minutos quando você está entediado mas sem saco pra jogar algo com muita profundidade.</p>
<p><strong>UniWar</strong> &#8211; US$ 0.99 &#8211; <a href="http://itunes.com/app/uniwar">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i29.tinypic.com/e0n803.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Ahhh, amigos. Este é seguramente um dos maiores hits da AppStore, pelo menos entre a turminha do twitter.</p>
<p>UniWar é um misto de Advance Wars (no que diz respeito à mecânica de jogo) e Starcraft (no conceito). As três raças &#8211; Sapiens, Khraleans e Titans &#8211; são correspondentes diretos dos Terrans, Zerg e Protoss. Além de uma campanha robusta, UniWar possui uma infraestrutura online que nenhum outro jogo na AppStore chega perto de rivalizar. Você pode adicionar jogadores à sua lista de amigos, iniciar jogos em qualquer mapas com quaisquer configurações, enviar mensagens durante o jogo, etc. A parada é realmente decente mesmo.</p>
<p>Além disso, o multiplayer online é assíncrono &#8211; isso significa que você pode executar suas jogadas, desligar o celular e tocar a vida enquanto o oponente faz as jogadas dele. É o método multiplayer mais adequado pra um aparelho portátil.</p>
<p>Se você é ao menos REMOTAMENTE interessado a jogos de estratégia online, UniWar é indispensável.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/cL092Oypujc&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/cL092Oypujc&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Entre a galera que joga UniWar com a gente há internautas célebres como o Nick Ellis, o Azaghal e o Jovem Nerd. Ou seja, se você os odeia e sempre teve vontade de espanca-los, ao agora menos no mundo virtual você tem como.</p>
<p><strong>FieldRunners</strong> &#8211; US$ 2.99 &#8211; <a href="http://itunes.com/app/fieldrunners">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i32.tinypic.com/2mdlb46.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>FieldRunners foi um dos primeiros jogos na AppStore a atingir nível de cult hit. Porra, o jogo foi <a href="http://www.time.com/time/specials/2008/top10/article/0,30583,1855948_1863763_1863777,00.html">mencionado na Time Magazine como um dos melhores jogos de 2008</a>. Não é pouca merda, né?</p>
<p>FieldRunners é um tower defense, ou seja, é um jogo em que você tem um ponto A, um ponto B, um largo espaço entre ambos e algum dinheiro. Com este, você deve construir torres com os mais variados poderes de fogo, pra impedir a marcha dos inimigos em direção ao ponto B. A cada onda de oponentes, eles se tornam mais forte, e você precisa bolar o melhor posicionamento possível pra cada torre.</p>
<p>Teoricamente parece algo bem maçante. Acontece que a touch screen do iPhone é perfeita pra esse tipo de gameplay, e por isso o estilo tower defense se proliferou pela AppStore. FieldRunners é um dos mais notáveis.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pGOaHa-zXTo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/pGOaHa-zXTo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>FieldRunners se destacou por ter sido lançado na AppStore numa época em que só havia joguinhos de cartas, clones de Bejeweled e simuladores de cassino. Este aqui realmente estava bem à frente do seu tempo.</p>
<p><strong>The Creeps!</strong> &#8211; US$ 0.99 &#8211; <a href="http://appshopper.com/link/the-creeps">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i28.tinypic.com/2cqo6jq.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>The Creeps! é outro tower defense entre milhares que habitam a AppStore. A grande diferença de The Creeps! é o estilo estístico &#8211; os cenários e objetos são todos desenhados a mão, o que confere uma aparência bem única pro joguinho. A temática é meio infantil (você está tentando proteger uma criança dos montros que saem do armário dele), mas o jogo é bastante divertido.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Z8YWHwyL2Bg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Z8YWHwyL2Bg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Comprei The Creeps! há meses e só agora tive tempo de finalmente jogar &#8211; não por falta de tempo per se, mas simplesmente porque os outros jogos roubam muito a minha atenção. Ter muitos jogos legais e pouco tempo pra joga-los era um &#8220;problema&#8221; que eu não tinha desde os tempos do SNES&#8230;</p>
<p>O fato de que esses jogos custam menos da metade de um lance no McDonalds não ajuda a situação.</p>
<p><strong>Tiki Towers</strong> &#8211; US$ 1.99 &#8211; <a href="http://itunes.com/app/tikitowers">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i26.tinypic.com/116pbn8.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Tiki Tower é um joguinho casual adorável. Nele, você precisa construir pontes e torres usando bambus e côcos pra levar os macaquinhos do ponto A ao ponto B. Como construções de verdade, as suas estão sujeitas à gravidade e ao estresse provocado pelo movimento dos macacos e pelo próprio peso. Há nove fases em 6 &#8220;mundos&#8221; diferentes, além de vários unlockables, achivementes e um mundo secreto pra encontrar.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/SMG4GimCzdc&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/SMG4GimCzdc&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Este foi um dos primeiros jogos que me fez seriamente reconsiderar a posse de um DS/PSP. Esses joguinhos casuais se encaixam muito melhor na premissa de um console portátil, pelo fato de oferecerem gameplay rápido e descompromissado</p>
<p><strong>Rolando</strong> &#8211; US$ 5.99 &#8211; <a href="http://itunes.com/app/rolando">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i25.tinypic.com/2wnd4t0.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Rolando foi um jogo que gerou expectativa imensa na comunidade gamer do iPhone. Até o seu lançamento, a grande maioria de jogos na plataforma eram ports, ou jogos de baixo orçamento, ou ambos. Rolando foi o primeiro jogo projetado inteiramente pra plataforma, com a atenção voltada a encaixar o gameplay perfeitamente ao hardware oferecido. O resultado foi um action puzzle competente e charmoso que muitos chegaram a chamar de &#8220;o Super Mario Brothers do iPhone&#8221;.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/B21dywk4oAc&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/B21dywk4oAc&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O gameplay é simples, embora difícil de descrever. Você tem esses personagens na tela (os rolandos), e os faz explorar o mapa inclinando o aparelho pra lá e pra cá. O gameplay e estilo artístico lembram muito LocoRoco, do PSP, embora Rolando tenha muito mais profundidade (há mais áreas secretas, mais objetos pra interagir no mapa, há rolandos específicos pra tipos diferentes de ações, etc).</p>
<p><strong>Fantastic Contraption</strong> &#8211; US$ 4.99 &#8211; <a href="http://itunes.com/app/fantastic-contraption">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i29.tinypic.com/15wazxv.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Eis um dos meus jogos favoritos não apenas da AppStore, mas EVER.</p>
<p>Fantastic Contraption é um puzzler com ares de The Incredible Machines, mas muito mais profundo &#8211; enquanto em TIM você apenas preenchia as lacunas numa rude goldberg machine pra provocar o resultado desejado, em Fantastic Contraption você projeta uma máquina do zero. O objetivo é levar o círculo cor de rosa pra dentro da área designada. Como empurrar/passar por cima dos obstáculos no meio do caminho? Isso é por sua conta.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/B2wMw5S_WHk&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/B2wMw5S_WHk&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O jogo tem uma versão pra PC, e até uma versão online que você pode verificar <a href="http://fantasticcontraption.com/">aqui</a>. Além das 40 e tantas fases incluídas no jogo, você pode criar seus próprios levels e uploadear pro servidor pra alegria dos outros nerds.</p>
<p>Pra cada fase que você vence, você ganha acesso às soluções que os outros usuários criaram pra elas. Você pode até dar notas pros levels e soluções criadas pelos outros internautas. O modo online de Fantastic Contraption é muito robusto, como você pode ver, e dá longevidade ao jogo.</p>
<p>Como mencionei no vídeo acima, sou completamente retardado pra puzzle games e gosto daqueles que te permitem bolar uma solução própria pra cada problema. Ter que adivinhar exatamente o que o designer do jogo queria que você fizesse me deixa impaciente às vezes. Navegar pelo modo online e ver as soluções diferentes que os outros usuários deram pra cada puzzle sempre te faz falar &#8220;putz, eu nunca teria pensado nisso&#8221;.</p>
<p>Sem contar que esses joguinhos de construção são sempre legais. É interessante ver bugs emergindo no seu design, e ter que dar um jeito de conserta-los.</p>
<p><strong>Terminator Salvation</strong> &#8211; US$ 4.99 &#8211; <a href="http://appshopper.com/link/terminator-salvation">Link pra AppStore</a></p>
<p><img src="http://i26.tinypic.com/iqh7b7.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Como já mencionei anteriormente, eu tinha muitas reservas em relação ao iPhone como uma plataforma de verdade pra jogos. Puzzle tudo bem. Jogo de carta, vá lá. Um Peggle da vida até que funciona. Mas jogo de ação, de tiro? Não dá. Impossível. Não tem como. O iPhone não permite gráficos nem controle pra esse estilo de jogo.</p>
<p>Aí eu vi Terminator Salvation.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/IWDDPAmZd5k&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/IWDDPAmZd5k&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Um reviewer falou que &#8220;com mais jogos com gráficos e controle como Terminator Salvation, o DS e o PSP estarão numa fria&#8221;. E eu concordo 115%. O jogo oferece oito fases, 6 armas diferentes, 8 tipos de inimigos, e três personagens jogáveis. Ou seja &#8211; não deixa NADA a desejar pra um jogo lançado pra qualquer outra plataforma.</p>
<p>Aliás, pelo contrário &#8211; Terminator Salvation do iPhone recebeu notas mais altas <a href="http://search.ign.com/products?query=terminator+salvation">do que as versões pra qualquer outra plataforma</a>. Fica cada vez mais difícil manter a birra de que o iPhone não é um console e que não pode oferecer experiência gamística satisfatória.</p>
<p>Bom, este post já tá ficando longo pra caralho e eu tenho mais o que fazer hoje. Há omissões notáveis no texto, e os comentários tão aí pra vocês chilicarem a respeito disso.</p>
<p>E vos deixo com a seguinte consideração &#8211; se você fosse comprar todos os jogos acima, você gastaria 57 dólares. Um único jogo de Wii/PS3/Xbox 360 custa entre 50 e 60 dólares. Jogos de PSP e DS ficam entre 30 e 40 dólares.</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hbdia.com/wordpress/2009/08/12/15-jogos-de-iphoneipod-touch-que-voce-deve-jogar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>121</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>8 jogos que provam o potencial gamístico do iPhone</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2009/06/12/8-jogos-que-provam-o-potencial-gamistico-do-iphone/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/2009/06/12/8-jogos-que-provam-o-potencial-gamistico-do-iphone/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 18:04:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[Tech Toys]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hbdia.com/wordpress/?p=990</guid>
		<description><![CDATA[

Dizer que eu sou fanático por videogames seria uma redundância do caralho. Quando não estou jogando, estou escrevendo ou batendo papo sobre joguinhos. A maioria dos meus bookmarks é composta de sites de notícias sobre jogos, e o único evento anual de importância no meu calendário é a E3. Tenho todos os consoles da geração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2009%252F06%252F12%252F8-jogos-que-provam-o-potencial-gamistico-do-iphone%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%228%20jogos%20que%20provam%20o%20potencial%20gam%C3%ADstico%20do%20iPhone%22%20%7D);"></div>
<p>Dizer que eu sou fanático por videogames seria uma redundância do caralho. Quando não estou jogando, estou escrevendo ou batendo papo sobre joguinhos. A maioria dos meus bookmarks é composta de sites de notícias sobre jogos, e o único evento anual de importância no meu calendário é a E3. Tenho todos os consoles da geração atual (de mesa e portáteis), e todos os periféricos disponíveis pra cada um deles &#8211; volante, guitarras, bateria, encaixe pra controle do wii no formato de pistola, tapete de dança, câmera, add-on com teclado QWERTY pra bater papo na Xbox Live, headset blutooth, o caralho a quatro. Eu sou o tipo de pessoa que sai em público vestido da seguinte maneira:</p>
<p><center><img src="http://img31.imageshack.us/img31/543/nerdd.jpg" border=1></center></p>
<p>Sem dúvida a imagem de um nerd gamista foi a primeira coisa que veio à sua cabeça quando você viu o layout deste blog pela primeira vez e tentou imaginar quem seria seu autor. Meu comprometimento com videogames é profundo e essencialmente define quem eu sou.</p>
<p>Então. Qualquer pessoa suporia que eu teria me animado quando ouvi pela primeira vez a notícia de que meu smartphone favorito viraria uma plataforma de jogos. Mas ao invés disso, eu torci o nariz num ângulo de noventa graus.<br />
<span id="more-990"></span><br />
Como a maioria dos gamers hardcore, a premissa do iPhone como plataforma séria de jogos soava como um salto impossível. Talvez soe como uma excelente forma de marketear o aparelho (&#8221;é um celular, é um ipod, é um tocador de vídeo, é uma ferramenta de acesso à internet, é um VIDEOGUEIME!!!11&#8243;), mas a experiência real seria completamente escrota. </p>
<p>Minha lógica era que talvez isso funcione pra joguinhos completamente casuais e sem propósito, daqueles que se baseiam inteiramente em dar tapinhas na tela, mas que apelo isso terá pro nerd de verdade? Não, obrigado. Meu PSP e meu DS mandaram um abraço. Nenhum gamer de verdade se convencerá com isso.</p>
<p>Há alguns motivos que sustentavam aquela opinião; o primeiro e mais óbvio destes sendo a falta de botões. Nos bons e velhos tempos dos Palms, muitos joguinhos tentaram input por intermédio de botões virtuais na tela, e a experiência podia ser descrita como &#8220;comer cereal usando mijo ao invés de leite, e cocô ao invés do cereal&#8221;. O hardware simplesmente não se presta a esse tipo de função. Nada funcionava como devia. Era no máááximo legal pra mostrar pros amigos, mas você jamais gastaria seu tempo jogando aquilo. </p>
<p>Quando eu tinha um iPod touch jailbroken (noobs, leiam &#8220;destravado&#8221;), havia vários joguinhos e emuladores não-oficiais que tentavam contornar a limitação do hardware apelando pros botões na tela. Desnecessário dizer que essa alternativa era absurdamente tosca e, novamente, só servia pra se exibir pros amigos. &#8220;<em>Seu mp3 player roda Super Mario World? HAHA, I didn&#8217;t think so</em>&#8220;. No seu âmago você sabia que se seus amiguinhos jogassem a parada por mais de 5 minutos veriam que se tratava apenas de efeitos especiais, <em>smoke and mirrors</em>. A falta de botões impedia gameplay de susbtância.</p>
<p>O outro problema aparentemente insuperável é o modelo de distribuição do iPhone/iPod touch. Como o aparelho não tem mídia física, todo e qualquer jogo chegará a ele por intermédio de uma conexão com a internet e, mais desgraçadamente, do iTunes. Na minha cabeça, essas duas limitações capavam completamente qualquer potencial que o iPhone almejasse ter como plataforma de jogos. </p>
<p>O público em geral é tanto alheio a mudanças, quanto preferidor de mídia física. Nove entre dez internautas te dirão que entre gastar dinheiro com um DVD e gastar a mesma quantia com um download legal do filme, eles preferem imensamente comprar o DVD. E mesmo em casos em que o download é um pouco mais barato, o pessoal prefere comprar o DVD. Ter o bem material em mãos confere uma sensação muito mais tangente de posse do que ser dono de um monte de códigos virtuais invisíveis atrelados a uma conta na AppStore ou no Steam, e por isso eu suspeitava que ninguém ia apostar na idéia de pagar por software sem caixa ou manual.</p>
<p>Sem contar no controle draconiano que a Apple sempre exerceu sobre suas plataformas. Game developers, que já têm que se sujeitar aos caprichos dos publishers, teriam <strong>OUTRO</strong> middleman pra agradar antes que seus jogos chegassem às massas. Um middleman, diga-se de passagem, que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bandai_Pippin">em sua única experiência no mundo dos jogos fracassou miseravelmente</a>.</p>
<p>Ou seja, você tem um aparelho com hardware não-favorável, que usa um método de distribuição de mídia que os usuários em geral parecem não preferir, sendo gerenciado por uma empresa com experiência negativa no mercado de jogos. Se isso não é uma receita pra uma espetacular fracasso, nada mais é.</p>
<p>E guess what?</p>
<p>Eu estava <strong>retumbantemente errado</strong>. E nunca me senti tão satisfeito por isso.</p>
<p>Controles virtuais não são um formato perfeito de input de comandos, isso é bastante óbvio. Entretanto, a experiência com os controles virtuais da maioria dos jogos da AppStore são brutalmente superiores àquela atingida com PDAs, ou mesmo com apps não-oficiais no próprio iPhone. O que é bastante previsível, se você considerar que de um lado você tem software developers sendo PAGOS por um trabalho que eles levam a sério, enquanto do outro você tem adolescentes hackers que programam no tempo livre quando não estão fornicando pré-maritalmente ou fumando maconha.</p>
<p>E com a internet permeando cada vez mais a nossa existência (antes se limitava aos computadores, agora nossos consoles e celulares estão online 24/7), a distribuição digital acaba quebrando esse paradigma de que a posse tangível é superior à posse virtual. </p>
<p>Um paralelo curioso da mudança do status quo entre tangível versus virtual foram as câmeras digitais. Quando meu pai me apresentou à nossa primeira câmera digital (era uma Kodak com tela de uma polegada, 2 megapixels &#8211; com settings que ofereciam resolução na casa dos KILOpixels -, e um cartão CF de 64mb), eu achei um gadget legal, mas não muito prático. Afinal, eu teria que ficar imprimindo todas as fotos pra poder mostrar pros meus amigos? Que negócio mais sem propósito. </p>
<p>A penetração da internet (e, mais especificamente, nossa afinidade por sites de relacionamento social e métodos eletrônicos de comunicação) virou aquela situação completamente pelo avesso &#8211; hoje, pra usar uma câmera de filme você teria que digitalizar todas as fotos físicas (que, após todo esse trabalho, serviriam apenas pra coletar poeira em algum canto da sua casa). Se antes o que importava era o físico, hoje é o eletrônico que interessa.</p>
<p>E não demorará muito pra que isso se extenda a outras mídias, como jogos.</p>
<p>Não dá mais pra negar &#8211; a Apple acertou muito em cheio com o iPhone. Eles conseguiram garantir uma fatia IMENSA do mercado a despeito de vender um celular com hardware inferior e, não satisfeitos, decidiram repetir o feito, mas dessa vez com o olho nos games. Hardwaremente falando o iPhone fica bem abaixo do DS e PSP (justamente pela aparentemente intransponível barreira da falta de botões físicos), <a href="http://www.networkworld.com/news/2009/020309-are-iphone-gaming-numbers-trouble.html">mas ele tem vendido mais software que os dois competidores juntos</a>. </p>
<p>Vocês acham que é coincidência que ambos os novos DSi e o PSPGo! anunciem proeminentemente a capacidade de baixar jogos? Como disse Neil Young, ex-executivo da Electronic Arts que se demitiu pra fundar a ngmoco, uma conceituada empresa de produção de jogos pro iPhone, &#8220;<a href="http://www.wired.com/gamelife/2009/03/gdc-in-iphones/">A Apple treinou 30 milhões de pessoas a baixarem jogos em qualquer lugar que elas estejam</a>&#8220;. Ele acredita que isso é tão significante pro mundo dos games quando a introdução do Atari VCS, do Game Boy ou da Xbox Live.</p>
<p>Aqui estão 8 jogos pro iPhone ou iPod touch que foram capazes de convencer até mesmo o mais ferrenho oponente: eu.</p>
<p><center><img src="http://img4.imageshack.us/img4/9864/soniciphone.jpg" border=1></center><br />
Bom, essa screenshot não carece de nenhuma introdução. É <b>Sonic</b>, meu amigo, na porra do seu celular/mp3 player. Muitos de vocês provavelmente me vêem como um fanboy da Nintendo (eu dei motivos, admito), e em meu âmago talvez eu seja mesmo. Mas não há como negar que a Sega acertou muito em cheio com Sonic. Este porco-espinho azul ainda é uma das franquias mais reconhecidas da história dos games, e os primeiros jogos eram verdadeiras obras primas.</p>
<p><center><img src="http://img13.imageshack.us/img13/1402/warfareincorporated.jpg" border=1 ></center><br />
<b>Warfare Incorporated</b> é um jogo de estratégia em tempo real bastante parecido com Command and Conquer, que veio da época dourada dos Palms. Tive Warfare Inc em todos os meus PDAs, e eu adorava o jogo.</p>
<p>Nem preciso dizer que com uma interface multitouch, o jogo tem um gameplay incrivelmente mais fluído, sem contar que update anunciado do jogo trará multiplayer via 3G. É isso aí, RTS online portátil. Definitivamente vivemos no futuro.</p>
<p><center><img src="http://img195.imageshack.us/img195/7270/abusecontrol.jpg" border=1 ></center><br />
<b>Alien Abuse</b> (conhecido apenas como Abuse na época dos joguinhos shareware de PC) é um shooter 2D que foi o primeiro a implementar um esquema de controle que dependia simultaneamente do teclado e do mouse. É engraçado pensar que esse método que virou padrão absoluto foi recebido com muuuuito desgosto na época. A maior crítica que tinham contra Abuse era o controle.</p>
<p>Eu nunca imaginei que um jogo de gameplay tão brutalmente veloz fosse viável numa plataforma como o iPhone, mas aqiu estou eu no level 11 e adorando cada segundo. Com o círculo da esquerda você move o bonequim, com o da direita você mira. Um terceiro círculo executa saltos. Funciona MUITO bem. Não acredita em mim? <a href="http://www.youtube.com/watch?v=oIpgYjVoB50">Vejaí</a>.</p>
<p>Se você duvida que um jogo hardcore possa funciona no iPhone, recomendo com força que você veja esse vídeo.</p>
<p>Ah, quase esqueci &#8211; o jogo oferece multiplayer online também.</p>
<p><center><img src="http://img15.imageshack.us/img15/9486/orionsbig05.jpg" border=1></center><br />
<b>Orions: Legend of the Wizards</b> é um jogo que mistura cardgame a la Magic the Gathering com estratégia de gerenciamento tipo Heroes of Might and Magic pra criar algo deliciosamente inovador e viciante. Já falei bastante desse jogo <a href="http://hbdia.com/wordpress/2008/12/17/orions-legend-of-the-wizards/">aqui</a>, então não vou chover no molhado. Só vou adicionar que foi jogando horas e horas de Orions em casa (eu nunca jogo games portáteis em casa) que eu percebi que ver o iPhone como um console não era tão sem fundamento quanto eu pensava. Joguei umas 30 horas dessa merda, e nem zerei todos os modos ainda.</p>
<p><center><img src="http://img14.imageshack.us/img14/7266/peggleiphone.jpg" border=1></center><br />
<b>Peggle</b> é o joguinho casual que tá sendo a grande sensação entre o povo não-gamer, ou ao menos era o que eu sempre havia lido sobre o jogo. Nunca me interessei em Peggle, novamente por causa do meu posicionamento de gamer hardcore arrogante que pensa que esses joguinhos são pra vovó. </p>
<p>Ledo engano. Por trás da aparência miguxinha, Peggle é um jogo extremamente viciante e recompensador. É muito difícil largar o celular quando começo a jogar essa merda.</p>
<p><center><img src="http://img3.imageshack.us/img3/3193/20788.jpg" border=1></center><br />
<b>Sim City</b>. Mais precisamente, é um port de Sim City 3000.</p>
<p>Sinceramente, preciso dizer mais alguma coisa?</p>
<p><center><img src="http://img199.imageshack.us/img199/7895/safeimagephpdb48fbac591.jpg" border=1></center><br />
<b>Tiki Towers</b> é um joguinho bastante carismático e diferente &#8211; nele, tu tem que construir pontes/torres com bambus e côcos, pra permitir que o grupo de macaquinhos chegue do ponto A ao ponto B. A física é realística, e suas estruturas balançam, caem e quebram como aconteceria no mundo real. Você às vezes tem que jogar o mesmo mapa vinte vezes, até bolar um design estrutural que aguente o malemolejo dos símios. Há bastante unlockables, o que garante replay value.</p>
<p><center><img src="http://img44.imageshack.us/img44/4884/mystforiphonescreenshot.jpg" border=1></center><br />
<strong>Myst</strong> é outro clássico absoluto que dispensa qualquer apresentação. Rezemos pra que o iPhone traga de volta o finado estilo point and click adventure.</p>
<p>Tem outros jogos de alto calibre que eu não mencionarei porque não são exatamente meu estilo (Sims 3, Real Racing, Need for Speed, Cooking Mama, Metal Gear Solid Touch, Tiger Woods PGA Tour, Doom Resurrection, Terminator Salvation, Katamari Damacy, etc), mas eles servem pra provar meu ponto de que o iPhone e o seu irmão mais novo iPod touch causaram uma forte impressão na indústria gamer. Qualquer pessoa que pensava como eu, que essa imagem de console era nada além de empáfia marketeira precisa sinceramente ler reviews, ver os vídeos de gameplay e reconsiderar.</p>
<p>No final das contas, é bastante improvável que os jogos do iPhone ou do iPod touch sejam o motivo da preferência pelo aparelho. Eu estaria sendo completamente surrealista se dissesse que alguém vai comprar um iPod touch só pra jogar Sonic ou Peggle. </p>
<p>Acontece que a opção extra desses joguinhos certamente faz a escolha pender pro lado dos iGadgets, e ao mesmo passo de que a aceitação do iPhone/iPod touch aumenta por causa disso, também aumenta o interesse de softhouses de capitalizar em cima da base instalada.</p>
<p>É um círculo lógico que resultará apenas em uma coisa &#8211; mais jogos excelentes pra mim e pra você.</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hbdia.com/wordpress/2009/06/12/8-jogos-que-provam-o-potencial-gamistico-do-iphone/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>89</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Retro-resenha: Boogerman</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2009/05/19/retro-resenha-boogerman/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/2009/05/19/retro-resenha-boogerman/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 May 2009 19:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hbdia.com/wordpress/?p=981</guid>
		<description><![CDATA[

Fortaleza, março de 1997.
Pátio do Colégio Adventista, no centro da cidade. Hora do recreio.
&#8211; Cara, meu irmão chegou dos EUA ontem, e ele trouxe um jogo foda.
&#8211; Ah, é? Qual o nome do jogo?
&#8211; Porra Israel, o jogo é lançamento e tu é pobre, claro que não adianta eu falar o nome porque tu não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2009%252F05%252F19%252Fretro-resenha-boogerman%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Retro-resenha%3A%20Boogerman%22%20%7D);"></div>
<p><strong>Fortaleza, março de 1997.<br />
Pátio do Colégio Adventista, no centro da cidade. Hora do recreio.</strong></p>
<p><em>&#8211; Cara, meu irmão chegou dos EUA ontem, e ele trouxe um jogo foda.<br />
&#8211; Ah, é? Qual o nome do jogo?<br />
&#8211; Porra Israel, o jogo é lançamento e tu é pobre, claro que não adianta eu falar o nome porque tu não conhece. Mas o jogo é foda.<br />
&#8211; Hm, como é ele?<br />
&#8211; Cara, tu não vai nem acreditar. Você pode peidar nos inimigos.<br />
&#8211; <strong>PODE PEIDAR NOS INIMIGOS??</strong><br />
&#8211; Pode. Pode peidar e arrotar, e eles morrem. Porque era tóxico e tal. Assim que você mata eles.<br />
&#8211; Porra, mentira do caralho essa tua ein Norman.</em></p>
<p>(o nome do moleque era Leandro, mas a gente chamava ele de Norman. Nem lembro porquê.)</p>
<p><em>&#8211; Mentira o caralho. Tô te falando cara, o bonequinho do jogo peida e arrota. E tem umas privadas no fim das fases, e você entra nelas e tal.<br />
&#8211; Porra, tu tá me iludindo com essa história, Norman. Num existe isso.<br />
&#8211; Puta que pariu, moleque invejoso do cacete, claro que existe. Tô te falando, pode peidar, arrotar, entrar em privada, jogar meleca de nariz&#8230;<br />
&#8211; Meleca de nariz, ôloco, inventou essa agora ein.<br />
&#8211; Caralho moleque, tou te falando. Claro que&#8230;<br />
&#8211; Me empresta o cartucho então, pra eu ver e tal.<br />
&#8211; Num fode, ganhei ontem o jogo.</em><br />
<span id="more-981"></span><br />
E assim foi. Norman jamais me emprestou o cartucho, e então <em>Boogerman</em> &#8211; o &#8220;jogo em que você arrota e tal&#8221; &#8211; permaneceu uma incógnita na minha vida. Embora eu tenha visto resenhas dele em sites e revistas na época e portanto finalmente aceitado sua existência, jamais pude experimentar a emoção de peidar num jogo.</p>
<p><em>&#8220;Porra, tinha o primeiro GTA!&#8221;</em>, alguém diria nos comentários se eu não tivesse citado logo. O pessoal da Rockstar, não satisfeitos com toda a destruição e violência gratuita que enfiaram naquele CD, ainda deram ao seu personagem a capacidade de expelir gases, tanto via oral quanto anal. Mas esses peidos e arrotos eram inócuos e não matavam ninguém, qual a graça?</p>
<p>Como eu ia dizendo antes, além de não contar com a solidariedade do dono do jogo, as locadoras que eu frequentava diariamente não tinham uma cópia do título. Ou seja, jamais experimentei a emoção de jogar a parada.</p>
<p>É claro, até agora. A internet mais uma vez vem provando ser a melhor coisa já inventada desde o biscoito recheado de chocolate. Achei a ROM do jogo perdida num canto escuro e úmido de algum site russo de emulação, e então saquei meu gamepad USB, criei a pasta &#8220;Boogerman SS&#8221;, preparei o programa de screenshots e embarquei em mais uma viagem pelo mundo dos 16 bits.</p>
<p>E se você está lendo esta resenha e conhece meu estilo de resenhar jogos/filmes, já deve ter imaginado como foi a experiência.</p>
<p>Logo ao rodar a ROM, percebi que Norman não havia mentido. O Boogerman, que é aparentemente a última esperança da humanidade, aparece num curto vídeo de apresentação jogando uma meleca verde na tela. As confirmações das lendas não pararam por aí, não:</p>
<p><center><img src="http://img104.imageshack.us/img104/7573/booger00028nc.jpg" border="1" alt="" /></center></p>
<p>Percebi embasbacado que realmente há privadas no jogo. Esse foi o primeiro sinal de que Norman não era um mentiroso do caralho conforme as más línguas da escola (eu) espalhavam durante o recreio. Em menos de vinte segundos de jogo, eu já estava completamente estupefato e convencido de que este jogo deveria ser a melhor coisa já concebida pelo intelecto humano. Que mais surpresas esse excelente jogo guardava para mim?</p>
<p>Primeiro, veja que história do caralho:</p>
<p><center><img src="http://img121.imageshack.us/img121/7739/laboratrio5rx.jpg" border="1" alt="" /></center></p>
<p>Um cientista construiu uma máquina para livrar o mundo da poluição, enviando todo o lixo tóxico existente no planeta para a dimensão X-crement, e devo avisar neste momento que esse foi o primeiro de muitos trocadilhos escatológicos. O cientista jamais aparece no jogo, mas sei que ele é provavelmente maluco, visto isso é um pré-requisito nas academias científicas do mundo dos videogames. Se você é um personagem num universo de 16 bits e tiver qualquer coisa menos prejudicial que síndrome de Down, esqueça a carreira científica.</p>
<p>Há no meio do laboratório algum tipo de máquina que é aparentemente movida à base de um troço brilhante que flutua acima de um buraco (estou usando as notações científicas). A animação mostra em seguida um zelador entrando no laboratório para aspirar o pó ou passar Pinho Sol nas privadas ou qualquer outra coisa que zeladores fazem, quando <strong>DE REPENTE</strong> uma mão emerge do nada e rouba a paradinha que fornecia energia a sua máquina. O zelador corre pro banheiro e&#8230;</p>
<p><strong>SURPRESA!</strong> É o Boogerman! Isso foi um choque incrível, já que ele era o único personagem que apareceu na apresentação e antes de se transformar em Boogerman já se parecia bastante com ele. Quem mais ele poderia ser?</p>
<p><center><img src="http://img121.imageshack.us/img121/5130/splah9gu.jpg" border="1" alt="" /></center></p>
<p>E aí começa nossa aventura. Se logo de começo Boogerman não me inspirou muita confiança, já que ele deixou o aspirador de pó largado no meio do laboratório e obviamente não esvaziou as cestas de lixo, o que me aguardava na próxima tela era dava menos esperanças ainda. Essa tela de abertura da primeira fase dá o tom que permanece no resto do jogo.</p>
<p><center><img src="http://img121.imageshack.us/img121/6397/primeirafase2dj.jpg" border="1" alt="" /></center></p>
<p>Admirem a obra de arte dos programadores da Interplay (que até onde sei, faliu há anos para nos ensinar que karma é uma realidade)! Por onde começar? Há mais coisas horríveis nesse único screenshot do que eu já vi em toda minha vida de gamer nerd, e olhe que estou dizendo isso com um olho fechado. Sem dúvida você se inclinou mais perto do monitor para averiguar os detalhes do screenshot, e ao fazer isso relembro a você como é maravilhoso não sentir cheiros pela internet.</p>
<p>Mas falando sério, por onde começar? Os artistas que trabalharam em troca de comida no desenvolvimento desse jogo enfiaram tanta nojeira &#8211; e dessa vez no sentido literal &#8211; no jogo que eu nem sei sobre o que falo primeiro. Boogerman tem três &#8220;poderes&#8221;: jogar catotas de nariz, arrotar e peidar. Na área superior da tela do jogo, você tem os medidores das habilidades especiais do cara. Um nariz catarrento à esquerda, uma boca arrotante na direita. Há uma meleca verde espalhada em quase todos os milímetros quadrados da fase, então é melhor se acostumar. Bem no centro desse screenshot há uma pilha de lixo (há centenas de outras espalhadas ao longo dos mapas); Boogerman pode se abaixar e cavucar no lixo em busca de itens ou talvez sua dignidade perdida.</p>
<p>Apesar dos três fantásticos poderes diferentes e do fato que você morre se levar apenas dois golpes dos inimigos, <em>Boogerman</em> é um dos jogos mais fáceis que já tive o desprazer de gastar meu tempo jogando. Se você passar a fase inteira correndo sem parar e jogando catotas em qualquer coisa que apareça na sua frente que tenha um sprite animado, vai zerar o jogo em menos tempo que foi gasto pra gravar os sons de peido. Assim sendo, eu quase nunca precisei usar os gases do herói. As catotas serviam.</p>
<p><center><img src="http://img121.imageshack.us/img121/2833/asqueroso0ip.jpg" border="1" alt="" /></center></p>
<p>Acho que os programadores sabiam disso, e perceberam que seria inútil dar mais poderes pra ele. Por isso, <em>Boogerman &#8211; A Pick and Flick Adventure</em> é o único jogo que eu conheço que dispõe de um botão que não tem função <span style="text-decoration: underline;">nenhuma</span> além de, quando ativado, fazer o personagem apontar o dedo pomposamento para os céus, sorrir expondo todos os dentes da frente e dizer <em>&#8220;Boooooogerman!&#8221;</em> Acho que colocaram essa habilidade aí porque já sabia-se de antemão que apenas pessoas com severos problemas mentais jogariam por muito tempo, e era necessário lembra-los de alguma forma qual era o jogo que eles estavam jogando.</p>
<p>Engoli o vômito e comecei a jogar a parada. Antes de mais nada, resolvi testar todos os poderes do personagem. O X o faz se apresentar, jogando o dedo pro alto e falando o próprio nome canastrissimamente. Os outros botões, não lembro quais, jogam meleca, peidos e arrotos na direção dos inimigos. Uma vez que eu já tinha dominado o complicado esquema de comandos, prossegui.</p>
<p>Imediatamente apareceu algum tipo de oponente na minha frente. Resolvi jogar meleca primeiro e fazer perguntas depois. Este <em>&#8220;depois&#8221;</em> acabou tornando-se um <em>&#8220;nunca&#8221;</em>, pois quando alvejado pelo projétil melecoso, o inimigo fez a única coisa lógica que alguém faz em situação semelhante: imediatamente desapareceu em uma nuvem de fumaça para nunca mais ser visto novamente. Foi tudo tão rápido que nem deu pra perceber direito o que era o inimigo. Não reclamei, pois enfrentar os inimigos com facilidade significaria jogar a ROM por pouco tempo.</p>
<p>Eu queria poder falar mais sobre esse jogo, mas simplesmente <strong>não há mais o que falar</strong>. Leia o que eu escrevi acima quatro vezes e você terá entendido o jogo inteiro. <em>Boogerman</em> é decepcionantemente raso e sem graça. Os peidos e arrotos são uma surpresa cômica na primeira vez que você os usa, mas perde a graça rápido &#8211; especialmente se você tem mais de sete anos e piadinhas escatológicas não são mais tão divertidas pra você. As fases são vazias e quase sem nenhum elemento interativo. Os inimigos não oferecem nenhum desafio. Se você passar durex no botão direcional direito e colocar um peso de papel em cima do Y (ou B, não lembro qual botão solta catarro) e for dar uma voltinha no shopping, quando voltar pra casa o jogo terá sido zerado quatro vezes.</p>
<p>Não chega a ser um jogo <strong>HORROROSO</strong>, entretanto; é simplesmente aquele tipo de fita que você alugava no fim de semana por indicação de alguém, e na segunda feira na escola espancava o moleque que o indicou por ter mau gosto e feito você gastar cinco reais num jogo chato.</p>
<p>O trocadilho é sem graça, mas é a pura verdade: <em>Boogerman</em> não fede nem cheira. E pra um jogo que tem nojeira como premissa, acho que isso é a pior das críticas.</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hbdia.com/wordpress/2009/05/19/retro-resenha-boogerman/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>64</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Orions: Legend of the Wizards</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2008/12/17/orions-legend-of-the-wizards/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/2008/12/17/orions-legend-of-the-wizards/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 04:14:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hbdia.com/wordpress/?p=943</guid>
		<description><![CDATA[

Em primeiro lugar: sim, eu entendo que você talvez não tenha um iPhone ou um iPod touch e que por isso uma recomendação de um jogo pra plataforma seja tão útil quanto uma caixa de absorventes no vestiário do Corinthians. Acontece que eu sou um fervente entusiasta dos developers &#8220;peixe pequeno&#8221; que pipocam na AppStore [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2008%252F12%252F17%252Forions-legend-of-the-wizards%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Orions%3A%20Legend%20of%20the%20Wizards%22%20%7D);"></div>
<p>Em primeiro lugar: sim, eu entendo que você talvez não tenha um iPhone ou um iPod touch e que por isso uma recomendação de um jogo pra plataforma seja tão útil quanto uma caixa de absorventes no vestiário do Corinthians. Acontece que eu sou um fervente entusiasta dos developers &#8220;peixe pequeno&#8221; que pipocam na AppStore com jogos que são tão maravilhosos quanto são underrated, e seria um crime não dividir essa informação com vocês. </p>
<p><center><img src="http://img114.imageshack.us/img114/7131/img0021cl4.png" border=1 alt="" /></center></p>
<p>O screenshot acima pertence a <b>Orions: Legend of the Wizards</b>, lançado há poucos dias na AppStore americana. As resenhas que os compradores anteriores deixaram na AppStore eram bem sucinta, mas elas chamaram a minha atenção por equivaleram o jogo a Magic: The Gathering, um dos esportes nerds mais populares do mundo. Sendo um ex-viciado em M:TG (&#8221;ex&#8221; puramente pela atual falta de companheiros de jogo), resolvi que isso era tudo que eu precisava saber pra comprar o tal Orions. </p>
<p>Vou começar essa resenha pela conclusão &#8211; este jogo foi os melhores dois dólares que gastei em toda a minha vida. </p>
<p>Sério. Jamais uma quantia tão irrisória me serviu com tanto conteúdo de entretenimento. Se o jogo custasse o dobro ou o triplo do preço da etiqueta, eu ainda me sentiria satisfeito com a compra.<br />
<span id="more-943"></span><br />
Orions: Legend of the Wizards é bastante similar a Puzzle Quest, da Infinite Interactive. Puzzle Quest, por sua vez, é um misto de Heroes of Might and Magic com Bejeweled. Ou seja, é um jogo de estratégia em turnos que usa um puzzle game como método de batalha. </p>
<p>Orions é bem parecido, com a diferença de que ao invés de um clone de Bejeweled pra decidir os combates, é um joguinho de cartas que apesar de simples lembra bastante Magic.</p>
<p>Essencialmente, você começa numa &#8220;orion&#8221; (aka, uma cidade flutuante) de um determinado elemento escolhido por você no começo do jogo &#8211; Água, Ar, Fogo, Terra, Vida e Morte. Você parte de lá conquistando as cidades vizinhas, usando como método de combate o joguinho de cartas que eu já mencionei. Cada cidade oferece diferentes prédios que você constrói pra poder adquirir mais cartas. Pra construir tais prédios, você precisa coletar recursos antes. Ou seja, Strategy Games 101.</p>
<p><center><img src="http://img243.imageshack.us/img243/6267/img0024hi0.png" border=1 alt="" /></center></p>
<p>A parte de gerenciamento das cidades, apesar de meio cansativa no começo, adiciona um interessante elemento de estratégia ao jogo. Seu baralho pode ter, digamos, 40 cartas diferentes (esse limite é aumentado ao longo do jogo através de acúmulo de experiência), mas você pode ter cópias múltiplas de cada carta. E cada vez que você joga uma certa carta no campo de batalha, ela será removida do seu número total. </p>
<p>Funciona assim &#8211; digamos que seu baralho tenha 35 cartas. Você tem 10 cópias do Paladin; se você usá-lo num combate, você continua com 35 cartas, mas agora só restam 9 cópias do Paladin. Use todas as 9, e você esgotará a criatura e seu baralho cairá pra 34 cartas. Entendeu?</p>
<p>Quando isso acontece, cabe a você voltar à cidade que produz Paladinos, recomprar outros 10 ou 20 cópias da carta e voltar seu baralho às 35 cartas iniciais. Ou você pode decidir que já cansou de Paladinos e substituir a criatura com outra, proveniente de outra cidade/elemento. </p>
<p><center><img src="http://img114.imageshack.us/img114/8158/img0022kz8.png" border=1 alt="" /></center></p>
<p>Eu me confundi um pouco no começo com esse sistema (&#8221;Mas que diabos, meu baralho tem 40 cartas mas tenho 89 Zombies?&#8221;), mas assim que entendi que o baralho contabiliza apenas as cartas DIFERENTES da sua seleção, e que cada vez que você usa uma criatura ou um feitiço o número deles se reduz e você eventualmente precisa substitui-los, tudo ficou mais claro.</p>
<p>Se você já jogou Magic, vai se sentir em casa com Orions. Algumas criaturas tem habilidades ativadas, outras tem habilidades estáticas que se ativam no começo do turno (algumas criaturas produzem &#8220;mana&#8221;, por exemplo). Pra quem não é familiarizado com card games, as regras de combate são simples o bastante pra entender rapidinho.</p>
<p><center><img src="http://img396.imageshack.us/img396/9319/img0011bb5.png" border=1 alt="" /></center></p>
<p>Seguinte. tá vendo aquele 50 ao lado do meu nome? Então, aquilo são os pontos de vida. Reduza os do oponente a zero e ele morreu. Simples o bastante, né?</p>
<p>Já aqueles iconezinhos abaixo do meu nome com numerozinhos representam os 6 caminhos de magia (na ordem em que você vê aí na imagem: Água, Ar, Fogo, Terra, Vida e Morte). A cada turno, você ganha um ponto de mana em cada um &#8211; ou mais, se tiver em jogo criaturas que produzam mana. </p>
<p>Em cada turno, você pode lançar um feitiço ou uma criatura num quadradinho disponível, ativar a habilidade da criatura caso ela a tenha, e passa a vez. As criaturas atacarão o oponente quando você passa a vez. </p>
<p>Tá vendo as cartinhas na &#8220;mesa&#8221;? Então, sabe aquele número no canto superior direito (por exemplo, o do Devil é 5, o do Satyr é 2)? Esse é o &#8220;custo&#8221; da criatura. Esse valor será subtraído daqueles iconezinhos que eu mencionei antes. Se você tem 5 pontos em Fire e solta um Devil, ficará com 0. mas não se desespere, você ganha um ponto em cada elemento no começo de cada turno, lembra?</p>
<p>As criaturas atacam a criatura que estiver no quadrado diante delas. Caso não haja uma, o ataque pega no oponente. O número no canto inferior direito é o ataque delas, o número no canto inferior esquerdo são seus pontos de vida. Tá vendo aquele &#8220;-4&#8243; vermelho em cima do meu Pegasus? Então, isso é porque o Ice Guard está atacando o bichim. 4 é o ataque do Ice Guard, então ele tira 4 pontos de vida do meu Pegasus. Os pontos de vida dele mostram 11, ou seja, ele tinha 15 antes desse ataque. Quando os pontos de vida de uma criatura chegam a 0, ela morre e desocupa o quadradinho, permitindo você substituí-la com outro monstrim.</p>
<p>Essa é a base do jogo. Como eu falei antes, há várias criaturas com habilidades interessantes e feitiços com efeitos nocivos ou benéficos, dá pra montar altos combos e tal. </p>
<p>Além do modo campanha, em que você sai conquistando as cidades oponentes e tal, há o Duel Mode. Você enfrentará a CPU com um deck totalmente aleatório, e enquanto no modo campanha você pode construir seu deck como preferir, no Duel Mode tu se valerá da esperteza e da habilidade de explorar o que tem na mão. É como um booster draft.</p>
<p>Já joguei facilmente umas 10 horas de Orions, e o fato de que tanto o modo campanha como o Duel Mode te oferecem cenários totalmente aleatórios cada vez que você começa um jogo novo acrescenta replay value ao jogo. As cartas são variadas o bastante pra produzir batalhas completamente diferentes toda vez, e os efeitos sonoros e visuais do jogo são classe A. </p>
<p>Todos esses fatores (somados ao fato de que Orions preencheu o vazio deixado pela ausência de Magic na minha vida) me levaram a fazer algo que jamais fiz na minha vida:</p>
<p>Jogar um joguinho de celular em casa, sentado no sofá. Quando me dei conta disso, percebi que tinha nas mãos o melhor jogo de celular jamais programado. Quantas vezes você senta em casa pra jogar um game mobile? Poisé.</p>
<p>Apesar de ter todos os consoles atualmente disponíveis no mercado, e com os grandes lançamentos de peso pra eles (Gears of War 2/Metal Gear Solid 4/Little Big Planet/etc), eu prefiro me sentar pra jogar um joguinho de celular que me custou <strong>DOIS</strong> dólares. Se isso não prova a qualidade e a diversão oferecida pelo jogo, nada mais prova.</p>
<p>Se você tem um iPod touch ou um iPhone, faça um favor a você mesmo &#8211; <a href="http://ax.itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/browserRedirect?url=itms%253A%252F%252Fitunes.apple.com%252FWebObjects%252FMZStore.woa%252Fwa%252FviewSoftware%253Fid%253D299447546%2526mt%253D8%2526partnerId%253D30%2526siteID%253DDARO91t1GGA-B..23MeYAFk2vwHSNSznfw">vá à AppStore mais próxima e compre essa porra</a>. </p>
<p>Sim, sim, sim, eu sei que seu iPod/iPhone é jailbreakzado e que você pode muito bem baixar o troço sem precisar pagar. Mas na boa aqui amiguinho &#8211; se há <strong>UM JOGO NESTE PLANETA</strong> que merece o seu dinheiro, é Orions. O jogo é bastante polido e tem qualidade bastante superior à boa parte do que a AppStore oferece. </p>
<p>Faça a coisa certa e <strong>compre</strong> essa merda. Sinceramente, dois dólares não te farão tanta falta assim, e você estará contribuindo de forma tangível com a cena independente da AppStore. </p>
<p>Lembre-se, quanto mais vendas legítimas, mais motivados os devs se sentem a produzir updates pro jogo &#8211; aliás, já há um update agendado pro ano que vem, trazendo 100 cartas novas pro jogo. </p>
<p>Vá lá. Eu sinceramente duvido que você se arrependerá. </p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hbdia.com/wordpress/2008/12/17/orions-legend-of-the-wizards/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>46</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>5 piores conversões de 2D pra 3D</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2008/10/16/6-piores-conversoes-de-2d-pra-3d/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/2008/10/16/6-piores-conversoes-de-2d-pra-3d/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 15:55:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[Top X]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hbdia.com/wordpress/?p=808</guid>
		<description><![CDATA[

A geração 16 bits (Super Nintendo e Mega Drive) brindou nossa infância com franquias absolutamente inesquecíveis. Alguns jogos daquela época não eram apenas excelentes, eles carregam hoje a bagagem da nostalgia, aquele sentimento saudoso que nos torna ainda mais aficcionados por eles.
Com a evolução do hardware, era inevitável que muitos daqueles clássicos ganhassem versões mais incrementadas, beneficiados pelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2008%252F10%252F16%252F6-piores-conversoes-de-2d-pra-3d%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%225%20piores%20convers%C3%B5es%20de%202D%20pra%203D%22%20%7D);"></div>
<p>A geração 16 bits (Super Nintendo e Mega Drive) brindou nossa infância com franquias absolutamente inesquecíveis. Alguns jogos daquela época não eram apenas excelentes, eles carregam hoje a bagagem da nostalgia, aquele sentimento saudoso que nos torna ainda mais aficcionados por eles.</p>
<p>Com a evolução do hardware, era inevitável que muitos daqueles clássicos ganhassem versões mais incrementadas, beneficiados pelas máquinas com capacidade de animar polígonos ao invés de meros sprites BMP. O maior símbolo e arauto da evolução pra terceira dimensão foi Super Mario 64, considerado até hoje o marco da jogabilidade tridimensional.</p>
<p><img style="width: 295px; height: 211px" src="http://img81.imageshack.us/img81/2189/mario64xb9.png" border="1" alt="" hspace="7" vspace="8" width="320" height="224" align="left" />Acontece que pra cada Super Mario 64 tridimensional e bem sucedido, houve trocentas tentativas frustradas de trazer personagens da geração anterior pra terceira dimensão. Aliás, agora que paro pra pensar, Super Mario 64 foi o único exemplo que consigo lembrar de personagem antigo ganhando jogabilidade 3D decente. Ou seja, a proporção pende mesmo pro pessimismo.</p>
<p>Pensando nisso, bolei aqui essa listinha das piores e mais desastradas empreitadas pelo mundo tridimensional. Se você lembra de algum jogo que fez a transição de 2D pra 3D de forma graciosa e não-tragicômica, por favor, se manifeste nos comentários. Vamos dar crédito onde crédito é merecido.</p>
<p>Mas até lá, vamos aloprar alguns jogos.<br />
<span id="more-808"></span><br />
<strong>Street Fighter</strong></p>
<p><img style="width: 301px; height: 205px" src="http://www.armchairempire.com/images/Reviews/Playstation2/street-fighter-ex3/street-fighter-ex-3-2.jpg" border="1" alt="" hspace="7" vspace="8" width="320" height="240" align="right" />Vou confessar logo aqui de cara &#8211; eu nunca fui fã de Street Fighter. Ok? Pronto, falei. Ao contrário de muitos, não passei tardes jogando alucinadamente, salvo na ocasião em que tentei elucidar <a href="http://hbdia.com/wordpress/?p=324">uma das maiores lendas dos videogames de todos os tempos</a>. Portanto não tenho nenhuma dívida de gratidão para com a franquia. Eu sempre preferi Mortal Kombat, e assim será até o dia da minha morte.</p>
<p>Entretanto, isso não é desculpa pro horrível Street Fighter EX 3. A jogabilidade tornou o jogo absolutamente irreconhecível, e os personagens novos (você sabe, aqueles com quem ninguém se importava) só piorou o problema. O que era antes um dos mais icônicos jogos de luta da geração Super Nintendo se tornou um fighter 3D genérico admiravelmente sem graça.</p>
<p>Street Fighter IV está prestes a ser lançado, e a Capcom dessa vez optou por um gameplay em faux-3D. Ou seja, embora os cenários e os personagens sejam modelados em 3D, na verdade você continuará indo apenas pra frente e pra trás no campo de batalha; a terceira dimensão foi abandonada completamente. É essencialmente o mesmo jogo de outrora, com gráficos melhorados.</p>
<p>Megaman Maverick Hunter X, outro título da Capcom,  seguiu o mesmo rumo no PSP e foi um sucesso de público e crítica. Hmmm, agora vejo de onde eles tiraram a idéia pro modelo de Street Fighter 4.</p>
<p><strong>Contra Legacy of War</strong></p>
<p><img src="http://img266.imageshack.us/img266/8537/me00004090852yq8.jpg" border="1" alt="" hspace="7" vspace="8" width="320" height="224" align="left" />Quando comecei a escrever este trecho, eu percebi que os jogos que mais sofreram com a passagem pro mundo tridimensional foram justamente os que mais marcaram as nossas infâncias. Talvez isso signifique que na verdade as versões 3D dos clássicos não são tããão ruins assim, é que eles foram vítimas de uma expectativa desproporcional.</p>
<p>Ahhh, quem eu estou tentando enganar? Esses jogos foram horríveis, e levaram pra lama os nomes que outrora simbolizam a nata do mundo dos games. Não há desculpa nenhuma pra eles.</p>
<p>Contra Legacy of War não era apenas um jogo ruim &#8211; parece que naquela época os produtores de videogames não entenderam a idéia das três dimensões no console: eles incluíram um superfluoíssimo par de óculos 3D pra você usar enquanto jogava em &#8220;Modo 3D&#8221;. Como mil resenhistas já falaram antes de mim, era aquele negócio legal pra mostrar pros amiguinhos por dois minutos, mas que na prática não adicionava <strong>NADA</strong> ao jogo e por se tratar de uma tecnologia fajuta, acabava sendo deixado de lado.</p>
<p>CLoW foi uma das centenas de vítimas do pensamento &#8220;<em>bom, estamos em 1996, agora TEMOS que criar versões 3Dlizadas desnecessárias de todo o nosso catálogo de jogos</em>&#8220;. O resultado desse tipo de mentalidade foi um jogo com péssimos gráficos e um modo 3D que, como eu falei antes, foi um exemplo clássico de feature desnecessária.</p>
<p><img class="alignright" style="float: right; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img395.imageshack.us/img395/7809/812301qt5.jpg" alt="" width="250" height="188" /><strong>Bomberman Act Zero</strong></p>
<p>Oh, Konami. Como é que você consegue pegar um jogo clássico e tão venerado como Bomberman, que era brilhante em sua simplicidade, e fazer uma versão 3D dele cuja  experiência do gameplay poderia ser descrito como &#8220;mergulhar numa piscina de diarréia morna&#8221;?</p>
<p>Alguns culparam o suposto &#8220;Halo effect&#8221;. FPSs em consoles eram meio que um tabu da indústria (salvo a rara exceção de Goldeneye no N64); é natural que após o sucesso indiscutível de Halo no primeiro Xbox, as gamehouses tentassem agregar algumas das características daquele  jogo nas suas próprias produções.</p>
<p>Por mais que tais produções não tenham absolutamente nada a ver com o estilo e temática de Halo.</p>
<p>E foi nessa tentativa de agradar as sensibilidades dos gamers ocidentais FPS-maníacos que isso:</p>
<p style="text-align: center;"><img style="border: 1px solid black; vertical-align: middle;" src="http://www.snesclassics.com/snes-roms/images/boxart/super%20bomberman%203-1.jpg" alt="" width="256" height="223" /></p>
<p>&#8230;se tornou isso:</p>
<p style="text-align: center;"><img style="border: 1px solid black;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/c/c1/BombActZerobox.jpg" alt="" width="320" height="453" /></p>
<p>Simplesmente não há desculpa.</p>
<p>Se você precisa de mais provas de que esse jogo é uma aberração imperdoável, saque essa: não existe continues no jogo. Morra na terceira ou na penúltima fase, você deverá recomeçar <strong>DESDE O COMEÇO</strong>. A palavra &#8220;imperdoável&#8221; é realmente a mais apropriada pra definir este desperdício de mídia óptica.</p>
<p>Empresas de qualquer ramo são geralmente aconselhadas pelos departamento de Relações Públicas a ignorar críticas aos seus produtos ruins e, sempre que se referindo a eles, repetir uma ladainha artificial que põe o  foco nas qualidades do negócio. Isso  se chama &#8220;misdirection&#8221;. Pois bem, <a href="http://www.joystiq.com/2007/07/05/hudson-admits-bomberman-act-zero-was-bad/">quando a própria produtora do jogo admite que foi uma merda</a>, isso simboliza a total desistência dos caras de defender o negócio. Talvez &#8220;indefensável&#8221; seja, no final das contas, o melhor adjetivo pra Bomberman Act Zero.</p>
<p><strong></strong><img class="alignleft" style="float: left; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img72.imageshack.us/img72/5824/bubsy3d7wg3.png" alt="" width="320" height="240" /><strong>Bubsy 3D</strong></p>
<p>Bubsy 3D é um jogo tão monumentalmente feio que dá desgosto de pôr essa screenshot aqui, e não estou falando isso como exagero cômico.</p>
<p>Quando ficou claro pra toda a indústria videogameira que o Mario e Sonic permitiam aos seus criadores vender mais parafernálias baseadas em suas imagens do que meros jogos, e que criar um personagem &#8220;gostável&#8221; significava por tabela que os fãs dele se tornariam fãs incondicionais das empresas que os pariram, todas as outras companias correram pra criar seus próprios mascotes. A Epic &#8220;Gears of War&#8221; Games apareceu com o seu Jazz Jackrabbit, a Sony inventou o Crash Bandicoot, a Eidos criou a Lara Croft, a Microsoft veio com o esquecível Blinx (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Blinx#Blinx_as_a_mascot">quem</a>?) e a Accolade nos trouxe o Bubsy.</p>
<p>Bubsy surgiu em 1993 no SNES e no Mega Drive com uma vontade imensa de ser o próximo Sonic/Mario. A screenshot do seu jogo de estréia, <em>Claws Encounters of the Furred Kind </em>(trocadilho de <em>Close Encounters of the Third Kind</em>, ou Contatos Imediatos de Terceiro Grau. Aquele filme do Spielberg, lembra?) deixou isso muito claro:</p>
<p style="text-align: center;"><img style="border: 1px solid black;" src="http://img72.imageshack.us/img72/804/bubsysnesdm2.png" alt="" width="256" height="223" /></p>
<p>Após dois jogos no SNES e uma tentativa pífia de se estabelecer no Jaguar, Bubsy decidiu migrar pro meio 3D.</p>
<p>E a coisa fedeu. Todos os outros jogos dessa lista eram clássicos amados por milhares quando tentaram desenvolver uma dimensão extra, e nem isso ajudou o processo. O que acontece quando um jogo que ninguém gostou, estrelado por um personagem que não agradou ninguém, tenta explorar a terceira dimensão?</p>
<p>Um jogo célebre por ser um dos piores jamais concebidos. A Accolade foi obrigada a eutanizar o personagem após o lançamento de Bubsy 3D.</p>
<p><strong></strong><img class="alignright" style="float: right; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img88.imageshack.us/img88/4848/sonicandthesecretringszf4.jpg" alt="" width="320" height="224" /><strong>Sonic em 3D (todos)</strong></p>
<p>Pobre Sonic. Outrora estandarte do líder de uma geração, hoje Sonic se arrasta pelo chão como um pai alcólatra prometendo ao filho que vai abandonar os maus hábitos e mudar de vez.</p>
<p>E nós, como crianças esperançosas, acreditamos. Mesmo quando no dia seguinte tal pai em casa aparece com uma garrafa de 51 na mão, mais bêbado que o Boris Yeltsin durante uma visita à destilaria da Absolut, e bate na mulher, nos filhos e no cachorro.</p>
<p>Entra ano e sai ano, a Sega aparece com um novo jogo do Sonic nas prateleiras. Aparentemente incapaz de aprender com os erros do passado, a Sega continua repetindo todos os erros que tornaram cada novo jogo do personagem 100 vezes pior que o último &#8211; uma absolutamente desnecessária interação com seres humanos (que destrói aquele visual idílico dos jogos originais), adição de personagens que ninguém dá a mínima e que somem no próximo jogo, e o fato de que o jogo se passa no mundo real tangível, ao invés daquele universo mágico em que robôs inimigos são controlados por esquilos e coelhinhos agindo contra a própria vontade.</p>
<p>A Capcom provou com Megaman Maverick Hunter X que se você pegar um jogo clássico amado por todos, recauchutar os ambientes e os modelos dos personagens, remixar as músicas e relançar a bagaça mantendo a base inalterada, tal jogo será recebido de braços abertos pela crítica e pelo público.</p>
<p>Por que diabos a Sega não refaz o primeiro Sonic the Hedgehog em 2D, do jeito que a Capcom já ensinou como se faz, ninguém jamais compreenderá.</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hbdia.com/wordpress/2008/10/16/6-piores-conversoes-de-2d-pra-3d/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>138</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Super Demo World + esclarecimentos</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2008/09/09/super-demo-world-esclarecimentos/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/2008/09/09/super-demo-world-esclarecimentos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 05:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hbdia.com/wordpress/?p=913</guid>
		<description><![CDATA[

POST DUPLO HOJE. 
Dando continuidade àquele esse clima gostoso de nostalgia de alguns posts atrás, xeu apresentar a vocês algo que os farão me oferecer vossas respeitáveis namoradas e esposas (sexualmente) como forma de agradecimento.
Romhacking &#8211; ou seja, a prática de editar o conteúdo de uma ROM &#8211; provavelmente não é nada novo pra ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2008%252F09%252F09%252Fsuper-demo-world-esclarecimentos%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Super%20Demo%20World%20%2B%20esclarecimentos%22%20%7D);"></div>
<p>POST DUPLO HOJE. </p>
<p>Dando continuidade àquele esse clima gostoso de nostalgia de alguns posts atrás, xeu apresentar a vocês algo que os farão me oferecer vossas respeitáveis namoradas e esposas (sexualmente) como forma de agradecimento.</p>
<p>Romhacking &#8211; ou seja, a prática de editar o conteúdo de uma ROM &#8211; provavelmente não é nada novo pra ninguém aqui. Foi através de uma forma bem amadora de romhacking que eu criei aquela intro do HBDtv, aliás. Mas e se o romhacker editar a ROM inteira, de forma que o resultado preencha todos os requisitos pra ser considerado um novo jogo?</p>
<p>E se essa alma caridosa fizesse tal coisa com um dos seus jogos prediletos, dando a você uma chance de se divertir com o seu jogo favorito de uma forma nova?<br />
<span id="more-913"></span><br />
<center><img src="http://wiki.smwcentral.net/images/1/10/Dwtitle.PNG" border=1></center><br />
Como o título do post explica de forma anticlimática, você já deve imaginar que isso envolve Super Mario World. O que você provavelmente não sabia é que vale muitíssimo a pena experimentar o jogo. Eu sabia da existência dele há anos e nunca tinha me dado ao trabalho de averiguar o negócio, hoje me arrependo de ter demorado tanto.</p>
<p>Seguinte &#8211; um internauta quase doentemente nerd chamado FuSoYa criou há alguns anos o Lunar Magic, que é uma ferramenta utilizada pra editar a ROM de Super Mario World. E o maluco decidiu que a melhor forma de mostrar pro mundo do que a ferramenta dele é capaz <i>é editando a porra do jogo inteiro.</i> </p>
<p>O que o cara fez foi equivalente a baixar um .doc com, sei lá, As Memórias Póstumas de Brás Cubas e reorganizar todas as letras pra escrever o próprio livro dele. Ou seja, não apenas deve ter dado um trabalho do cacete, mas o resultado é digno de mérito artístico.</p>
<p>Super Demo World tem 10 &#8220;mundos&#8221; e 84 fases (contra as 72 de Super Mario World. Não, SMW não tem 96 fases, não encham o saco nos comentários, newbs do caralho). Ou seja, é coisa nova pra caralho.</p>
<p>O jogo não é um simples remanejamento dos sprites e backgrounds do SMW original, aliás &#8211; o hacker inventou uma forma de importar pro editor texturas e <em>gameplay mechanics</em> de outros jogos, até. O resultado é que algumas fases não se parecem nada com o que tu tá acostumado a ver em Mario World. Exhibit A:</p>
<p><center><img src="http://wiki.smwcentral.net/images/b/bd/Dwscreen1.PNG" border=1></center></p>
<p>Sacou? O maluco usou elementos de Super Mario Brothers 3, na engine de Super Mario World. Ele chegou inclusive a recriar fases inteiras de SMB3 no negócio. Muitíssimo bacana.</p>
<p>Esse misto de jogabilidade familiar com ambientes completamente novos dá uma agradabilíssima sensação de que o jogo é uma continuação oficial de Super Mario World. Não que eu esteja esculachando Yoshi Island (o Super Mario World 2 oficial e um dos melhores jogos <strong>EVER</strong>), mas aquela jogabilidade clássica de SMW me agrada bem mais.</p>
<p>E fique avisado: o jogo é <strong>BEM</strong> difícil. Algumas das fases são quase ILEGALMENTE difíceis, difícil no contexto de &#8220;vou jogar o controle pela janela e matar qualquer ser vivo que ouse respirar perto de mim&#8221;. </p>
<p><a href="http://rapidshare.com/files/140924351/Super_Demo_World.zip.html">Aí está o link de download da parada</a>. Alguns sites dão um hash incompleto da ROM, tu precisa fazer altas gambiarras pra fazer funcionar, mas este linkaí é da minha ROM, que eu mesmo upei, já prontinha pra rodar.</p>
<p>Se o jogo estiver pisando nas suas bolas com muita força, dêem uma olhada <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=5565261250629919654">neste speedrun</a>. Isso ajudará a descobrir as saídas secretas, também. Algumas são tão escondidas que nem os esforços colaborativos do Batman, inspetor Poirot e e o cara que ensinou detetivagens ao Sherlock Holmes as achariam.</p>
<p>Podem mandar suas mulheres aqui pra casa.</p>
<p><center>***</center></p>
<p>Pra quem perdeu a discussão de ontem, essencialmente foi o seguinte &#8211; eu escrevi o post abaixo pedindo (de manera gentil, note bem) que parassem com essa atitude de não ler o texto e correr pra caixa de comentários pra informar que foi o primeiro ou o segundo ou o décimo a se manifestar. Não é pra isso que a caixa de comentários está aí, e além disso esse comportamento desmotiva muita gente a postar uma opinião válida porque dá a entender que um comentário elaborado e relevante se perderia no meio de um bando de moleques competindo pra ver quem posta uma mensagem primeiro aqui.</p>
<p>Meu pedido resultou na maior chiliqueira, alguns me xingaram abertamente e floodaram os comentários por puro despeito. Aparentemente impedir alguns de postar PRIMEIRAAAAUUMMM!!!111 nos comentários de um site é motivo suficiente pra iniciar uma guerra nerd.</p>
<p>COISA SÉRIA essa internet, viu. Mas divago.</p>
<p>Tentei dialogar e explicar o motivo da minha decisão, até que atentei pra um fato curioso &#8211; eu não preciso justificar nenhuma decisão minha a ninguém aqui. Ao fazer isso eu estava apenas me desgastando. Se pedir na boa não resolve, o jeito é apelar pra autoridade.</p>
<p>Acordei pro fato de que nenhum webmaster do mundo permitiria tamanha falta de respeito e encheção de saco em seu site. Vê lá se o <a href="http://www.contraditorium.com">Cardoso</a> ou o <a href="http://www.morroida.com.br">Fábio</a> iam permitir uma babaquice dessa nos sites deles.</p>
<p>Foi nessa hora que eu cansei de ser democrático e amiguinho da turma. </p>
<p>Mandei tudo às favas. Os comentários agora são moderados, e assim permanecerão por tempo indeterminado, até que entendam que eu não tenho obrigação nenhuma de aturar escândalos de criancinhas mimadas só porque eu <strong>PEDI</strong> pra que parassem com um comportamento que me desagrada. </p>
<p>Entendam uma coisa &#8211; eu não precisava &#8220;pedir&#8221; nada. Como dono dessa merda, eu poderia muito bem ter dito &#8220;<em>ok, cabou a brincadeira, o próximo é ban, e quem não gostar pode fazer o favor de foder-se</em>&#8221; sem dar explicação nenhuma e pronto. Entretanto eu julguei (erroneamente) que a galera agiria como adultos e poderíamos resolver o problema na base da conversa.</p>
<p>Ledo engano. Claro que nem todo mundo avacalhou, muitos acataram o pedido e expressaram que sem aquela corrida de contadores, o espaço dos comentários parece estar mais repleto de conteúdo. Mas uma boa parte da turma, se julgando grandíssimos conhecedores dos mecanismos por trás da manutenção de um site popular, vieram encher o saco com toda espécie de argumento imbecil. &#8220;Mimimi Quide você não me convenceu, justifique aí pra mim por que é que mimimimimi&#8221;.</p>
<p>Atualizo esse site porque me divirto fazendo isso, e ter que lidar com as idiotices de certos indivíduos reduz o nível de diversão consideravelmente e o substitui por encheção de saco.</p>
<p>Metam uma coisa na cabeça: eu não escrevo esse site porque vocês gostam de lê-lo. Eu escrevo nesse site porque <strong>EU</strong> gosto de escrever. Os leitores vieram como consequência disso.</p>
<p>Foi assim desde o começo e será assim até o final. E como reflexo disso, permitirei aqui as coisas que <strong>EU</strong> aprovo. Não há motivo algum pra permitir aqui algo que me desagrada, e eu não preciso justificar o motivo do desagrado. </p>
<p>Achou ruim? Vá chorar pra mamãezinha. Quando aprenderem a brincar direitinho e parar de choramingar por bobagem, ou se achar no direito de exigir alguma coisa, as coisas voltam ao normal. Já tenho preocupação demais na vida real, pra ficar me estressando com as bobagens que acontecem por causa desse blog. </p>
<p>Não perca seu tempo criticando a moderação &#8211; ao invés disso agradeça à galera que a proporcionou. Como o post anterior evidenciou, eu estava completamente disposto a lidar com a situação na boa. Mas sempre alguém tem que avacalhar, e aí deu no que deu.</p>
<p>Comentar aqui não é um direito seu &#8211; é um privilégio. E quando se abusa de um privilégio, você o perde. Esperneie o quanto quiser, seu comentário não irá ao ar e eu o deletarei sem ler, rindo da sua provável frustração ao ver que seu &#8220;argumento&#8221; tão bem formulado não será lido por ninguém.</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hbdia.com/wordpress/2008/09/09/super-demo-world-esclarecimentos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>139</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
