A brincadeira do “dilema”
Escrito por Kid on Jul 11, 2010
Acho que todo mundo brincou a brincandeira do “dilema” quando moleque na escola.
Opa, notaram que eu escrevi “brincadeira” errado na frase anterior? Lembro de uma época que a turma competia nos comentários pra apontar os erros mais triviais que eu cometia aqui no blog. Minha permanência cada vez mais longa no Canadá canibalizou meu domínio da língua portuguesa e agora eu erro tanto que acho que vocês nem percebem mais!
Enfim. Se você não brincou da célebre brincadeira do dilema é porque você era (ou é, ein) aquele cara chato da sala do qual ninguém gostava, daquele tipo que passa o ano inteiro sem ser convidado pra nenhum evento de camaradagem escolar ou sem pegar nenhuma coleguinha de sala.
Meu professor estava certo
Escrito por Kid on Mar 22, 2010
A frase a seguir não vai soar bem entre os familiares que lêem meu blog, porque tenho pelo menos uns 5 parentes que exercem essa função, mas vamos lá – ser professor deve ser uma ocupação muito ingrata.
Vejamos - professores não são recompensado com os melhores salários, tem que lidar diariamente com o pior tipo de criança (isto é, as crianças DOS OUTROS), e em alguns casos têm que ficar justificando o objeto de estudo de sua profissão pros moleques que as determinam como “inútil”.

“Suas realizações acadêmicas foram um desperdício de tempo, esforço e dinheiro!” Vítor, 9 anos, quinta série
Veja bem.
Os irmãos Nobre
Escrito por Kid on Dec 26, 2009
Top 5 desejos infantis que eu consegui realizar
Escrito por Kid on Dec 10, 2009
Eu tenho apenas 25 anos e já abracei completamente as obrigações da Vida Adulta. Pro contexto canadense isso é completamente padrão mas no Brasil com essa idade eu provavelmente ainda estaria vivendo na aba dos pais e pulando de estágio em estágio, tentando arrumar aquele mítico “emprego de verdade”.
Antes de mais nada quero deixar registrado que por aqui também temos muitos losers desempregados de 25-30 anos parasitando papai e mamãe. Ou seja, não se estressem pensando que estou ufanizando o Canadá. Só quero dizer que por aí é mais complicado prum cara jovem ser 100% financeiramente independente; não há tantas oportunidades. Ok?
Então. Tava pensando nessas de crescer e tomar um rumo na vida, que é uma realidade que todos nós da geração Thundercats/Pense Bem/Passa ou Repassa/álbum de figurinhas do Brasileirão/Super Nintendo/Xou da Xuxa estamos passando simultaneamente, quando fui atingido pelo pensamento de que uma das grandes certezas da vida, além da inevitável morte, é que a grande maioria dos nossos planos e aspirações pro futuro acabam não se concretizando.
Leia o resto dessa porra »
Surra de Mangueira
Escrito por Kid on Oct 3, 2009
Eu estava passeando pelo Market Mall, o shopping favorito da minha patota graças a localização geográfica conveniente, quando vi uma cena pitoresca que me fez pensar duas – não, três – vezes antes de por uma criança neste mundo miserável.

Quanto mais eu olho pra essa foto, mais tenho vontade de enfiar o pé na cara desse moleque
Na frente de uma loja de videogames, uma mulher literalmente arrastava pelo chão uma criança (presumivelmente, sua prole) que estribuchava, berrava e tentava se apoiar em qualquer objeto que estivesse ao seu alcance, pra oferecer resistência contra o caminhar da mãe.
Já ouvi falar que filhos são um peso que você tem que carregar por anos, e com muito divertimento eu vi que naquele exato instante, essa expressão não era figurativa nem exagerada.
Jamais saberei a série de eventos que culminou naquela cena, mas ao menos fui abençoado o bastante pra estar lá e testemunhar a coisa. A mãe continuava a marcha inexorável, arrastando o moleque pelo braço com uma pegada tão severa que eu imaginei que a mão do infeliz estaria ficando roxa.
Me virei pra noiva e falei “vocês gringos inventaram essa história de ‘abuso contra menores’ e taí o resultado, a molecada cresce sem aquele saudável medo dos pais e toca o terror quando seus desejos mais imbecis não são prontamente atendidos”.
Minha querida canadense protestou e argumentou que ela, assim como suas irmãs, apanharam bastante quando mais novas – ou seja, certamente minha análise dos hábitos paternos canadenses era equivocada.
Lancei um olhar cético, e loirinha insistiu que em sua casa a chibata comia. Dei uma risadinha bem arrogante (como se o que eu estava prestes a falar fosse algo digno de orgulho) e falei em tom confiante que DUVIDAVA que ela tivesse experimentado a fúria paterna tanto quanto eu. “Meu amor”, eu disse em inglês com prepotência quase teatral, “em minha casa o cacete descia frequentemente, e em intensidade máxima, por mínima provocação. O calibre das surras que meu pai aplicava em mim é algo que sua delicada cutis canadense só conhece por fábulas”.
“Não exagera, vai! Era tão ruim assim?”
“Por algum acaso já te contei sobre o dia em que meu pai me bateu com uma mangueira de jardim?”
“LOLWUT? Estás de putaria, certamente”.
“Nope. Aconteceu mesmo. Foi o seguinte…”
Leia o resto dessa porra »
Arcades – Por que eles ainda existem?
Escrito por Kid on Nov 10, 2008
Caso estejam curiosos, meu aniversário foi uma merda. Você sabe que realmente virou adulto quando aquela que era a data mais esperada do ano, antecipada por meses, vem e vai sem você mal prestar atenção.
Mas vamos ao assunto de hoje.

Perdoe a imundice da imagem acima; como mencionei na minha resenha do iPhone, a menos que você esteja diretamente em cima da superfície solar a câmera desse celular é imprestável.
Então. Estava no cinema com a mulé no meu aniversário (Zack and Miri Make a Porno. Legalzinho, daria um sete e meio. Tem uma cena escatológica hilária, e olha que eu não costumo rir dessas coisas) e, tendo chegado no estabelecimento meia hora antes do começo da película, perambulamos pelo saguão do multiplex pra matar o tempo.
E os arcades no canto do lugar chamaram minha atenção, pela primeira vez em uns 6 ou 7 anos. Faz bastante tempo que passei a ver tais “videogames públicos” um objeto decorativo e nada mais. Acho que a última vez que paguei pra jogar num troço desses foi em 1999.
Cheguei perto do arcade visto na foto, fiz uma mariola no volante, apertei botões aleatoriamente e passei a mão no banco, tentando re-absorver memórias longínquas do tempo em que meus amigos e eu fazíamos fila pra jogar 4 minutos de Daytona USA.
Leia o resto dessa porra »
Sou um saudosista sem cura
Escrito por Kid on Aug 25, 2008
Dizem que nostalgia é uma forma de escape, não muito diferente da literatura ou da cinefilia. Os sábios (e os auto-proclamados sábios, o que é bastante diferente) pregam que a nostalgia é um reflexo da sua falta de habilidade de encontrar felicidade na sua vida atual.
Supostamente, quando o sujeito é muito insatisfeito com a sua condição presente, a mente se apega a eras passadas, romantizando aquele período como se fosse o melhor da sua vida – a despeito do fato de que provavelmente não era.
Discordo desse prognóstico, porque eu me considero bastante satisfeito com a minha vida atual. Entretanto, se os intelectuais estiverem certos, eu devo ser MUITO infeliz, porque eu tenho saudade de MUITA coisa.
Leia o resto dessa porra »
Melhores textos
Fui pro casamento de um amigo meu na sequência de umas 30 horas sem dormir. Como se pode imaginar, eu me fodi todo. Leia isso aí.
Esta é a maior pérola do cinema asiático e sua vida será infeliz eternamente se você não parar o que está fazendo e ler este texto.
Me ajude a solucionar este mistério que assola a humanidade desde seu primórdio. Clique aí.
Se você é gamer e acabou de comprar um iPhone ou um iPod touch, é exatamente este link que você quer clicar. Manda brasa.
Flickr
Categorias
Arquivos
Fotinhas
Mais
Prestigie, filho da puta
Vagabundos
Últimos comentários
Links
Posts recentes
Troços