Finalmente, um PC decente
Escrito por Kid on Dec 3, 2009
Nesta semana encerrou-se um sofrimento tecnológico que já vinha durando mais ou menos 3 anos.
Por que diabos eu deixei a situação se arrastar por tanto tempo? É o seguinte.

Este é um completamente lamentável HP Pavillion DV6000 movido a lenha Athlon X2 de 1.6ghz e 2gb de RAM (upgradeado por mim, porque era originalmente 1gb só).
A compra de tal notebook é completamente injustificada pra um nerd que mora fora do Brasil e que tem acesso facilitado a milhares de computadores de configurações melhores, mesmo que este nerd não jogue nada no PC e o use apenas pra bater papo na internet com outros nerds.
E apesar das zoações a que eu era alvo sempre que confessava pra alguém as specs deste meu computador principal (tenho outros dois, um desktop media center na TV da sala, e um netbook pra mais mobilidade), eu sempre me contentei com ele por anos, até recentemente. Até domingo passado, pra ser exato.
Leia o resto dessa porra »
8 jogos que provam o potencial gamístico do iPhone
Escrito por Kid on Jun 12, 2009
Dizer que eu sou fanático por videogames seria uma redundância do caralho. Quando não estou jogando, estou escrevendo ou batendo papo sobre joguinhos. A maioria dos meus bookmarks é composta de sites de notícias sobre jogos, e o único evento anual de importância no meu calendário é a E3. Tenho todos os consoles da geração atual (de mesa e portáteis), e todos os periféricos disponíveis pra cada um deles – volante, guitarras, bateria, encaixe pra controle do wii no formato de pistola, tapete de dança, câmera, add-on com teclado QWERTY pra bater papo na Xbox Live, headset blutooth, o caralho a quatro. Eu sou o tipo de pessoa que sai em público vestido da seguinte maneira:

Sem dúvida a imagem de um nerd gamista foi a primeira coisa que veio à sua cabeça quando você viu o layout deste blog pela primeira vez e tentou imaginar quem seria seu autor. Meu comprometimento com videogames é profundo e essencialmente define quem eu sou.
Então. Qualquer pessoa suporia que eu teria me animado quando ouvi pela primeira vez a notícia de que meu smartphone favorito viraria uma plataforma de jogos. Mas ao invés disso, eu torci o nariz num ângulo de noventa graus.
Leia o resto dessa porra »
Eu sou uma criança feliz
Escrito por Kid on May 18, 2009
MacBook e frustração
Escrito por Kid on May 12, 2009
Há muito tempo eu acalentava a idéia de ter um MacBook. Não havia nenhum motivo em particular, só mesmo a vontade de explorar um sistema operacional completamente diferente. Minha noiva, que é a melhor noiva do mundo, ficou com pena da minha cara e me comprou um MacBook

E foi uma das experiências mais frustrantes da minha vida.
Leia o resto dessa porra »
Twitter, hivemind e Star Trek
Escrito por Kid on May 7, 2009
Eu sou apaixonado pela wikipédia. Qualquer porcaria que eu ouço e não conheço inteiramente, mando os termos de busca na wikipédia e passo as próximas horas navegando na enciclopédia e devorando toda a explicação sobre a parada.
Leia o resto dessa porra »
Retrospectiva dos meus gadgets
Escrito por Kid on Dec 26, 2008
A segunda parte do post anterior já está escrita. Antes de publicá-la, me deu vontade de escrever outra coisa.
Tava batendo um papo MSNístico com amiguinhos brasileiros e gringos neste pós-Natal e averiguei que, dentre meus chegados que não tinham nenhum tipo de aparelho digital destinado a reprodução musical, 95% deles ganhou um.
É espantoso o quanto MP3 players se baratearam nos últimos anos. Encontrei esta imagem do meu primeiro MP3 ever:
Leia o resto dessa porra »
PhotoSwapeando
Escrito por Kid on Sep 29, 2008
Ontem lendo o fórum do SomethingAwful descobri um programinha muitíssimo peculiar pro iPhone. O nome do aplicativo é PhotoSwap, e está disponível gratuitamente na AppStore.
O programa tem uma premissa bastante simples, e a parte técnica por trás do negócio é mais simples ainda. Não há nenhuma aplicação prática pro programa. Não é um utilitário de produtividade e também não é um jogo. E apesar de ser utilizado em rede com outras pessoas, o troço é simples demais e não há infraestrutura o suficiente que o confira o patamar de programa de social networking.
Ele usa o hardware do iPhone de uma forma bem ordinária e na real, esse programa poderia existir em qualquer celular. É bem capaz de já existir algo equivalente em outras plataformas.
Apesar de tudo isso, PhotoSwap é um dos programas mais divertidos que usei no iPhone, e na verdade em qualquer aparelho eletrônico portátil pra ser mais exato. Fui dormir tarde por causa dessa porra, e passei o dia inteiro no trabalho brincando com o negócio.
Leia o resto dessa porra »
Não resisti – comprei o Acer Mini
Escrito por Kid on Sep 20, 2008
Tive alguma dificuldade em elaborar um texto pra essa resenha (que na verdade não é resenha, e sim Primeiras Impressões). Quando resenho um PSP, ou um DS, ou o Archos, ou até mesmo o iPhone, há muito a respeito do funcionamento do aparelho que vocês desconhecem. Muitos nunca viram alguns desses gadgets de perto, e nem sabem exatamente o que eles fazem.
Há bastante o que explicar, e esse tipo de texto acaba sendo bastante elucidativo pra quem tava afim de comprar mas precisava de mais informações, ou pros curiosos que queriam apenas saber do que se trata o aparelho.
Um UMPC, por outro lado, é apenas um computador bem pequeno. Você já sabe o que um computador faz; a mudança de tamanho não altera tanto assim as capacidades do aparelho. O que muda, e muito, é o tipo de uso que você dará ao bicho. Mas abordarei isso melhor quando fizer a resenha de verdade.
Leia o resto dessa porra »
iPhone – One Week Later
Escrito por Kid on Sep 10, 2008
Inspirado neste texto do Cardoso, em que ele falava sobre seu primeiro mês com o iPod touch, decidi falar sobre a primeira semana de uso do iPhone. Ontem fez exatamente sete dias que comprei o negócio; após aquele clima de empolgação inicial com o brinquedo novo (e já com alguma experiência de uso), dá pra fazer um diagnóstico mais imparcial sobre o desempenho do celular.
Versão resumida? Nessa semana eu descobri que fiz algumas declarações erradas sobre o iPhone. Além disso, o OS ainda tem algumas áreas pra melhorar. No fim, fortaleceu-se a opinião de que o iPhone é um celular pra quem acessa internet mobilemente MUITO. Pessoas que não usem 3G por 3-4 horas por dia estarão desperdiçando o potencial mais forte do aparelho. Wifi é bacana e tal, mas pra mergulhar de cabeça na internet REALMENTE móvel (ficar ancorado a um access point não é ser “móvel”), tu vai precisar de 3G. E de um plano de dados decente, se não quiser uma conta com 5 dígitos.
Agora, a versão longa.
Leia o resto dessa porra »
Não resisti, comprei o iPhone
Escrito por Kid on Sep 3, 2008
[ Update ] ATENÇÃO QUERIDOS VAGABUNDOS
A partir de hoje estarei abandonando o israelnobre@hotmail.com. Meu email agora é izzynobre ARROBA gmail.com. Atualizem seus MSNs e tal. A página de contato lá no topo já foi modificada, pra ajudar os navegantes.
PROSSEGUINDO
Ontem me bateu uma vontade quase demoníaca de comprar o iPhone 3G, e sem ter a namorada por perto pra me convencer a não gastar mais dinheiro com gadgets, fui lá e comprei.
Não que ela fosse reclamar tanto, na verdade, porque ela tava muito afim de um celular novo e acabou herdando meu k850 – que substituiu o velho w810 dela, que ela também havia herdado de mim três meses atrás quando comprei o k850.
E devo dizer que o hype ao redor do iPhone – principalmente no pertencente às suas capacidades internéticas – não é sem mérito.
Leia o resto dessa porra »
A Morte de um Videogame, PART DEUX
Escrito por Kid on Aug 8, 2008
Em março escrevi um texto explicando o motivo pelo qual eu passei quase 10 anos sem ter um console. Pra quem não leu e tem preguiça de clicar em links que não sejam thumbnails de ensaios featuring garotas com quantidade decrescente de roupas, o texto narra a morte prematura do meu idolatrado SNES, assassinado por ninguém menos que este vosso escriba, numa tentativa de sacanear meu irmão menor numa partida de Donkey Kong 2. Leia lá o texto, porra. Eu espero.
Então. O trauma de matar um videogame sem querer se repetiu semana passada.
Leia o resto dessa porra »
Diversões portáteis
Escrito por Kid on Jul 25, 2008
Desde moleque eu tinha uma tara inexplicável por portáteis. Quando lançaram o Game Boy Advance, e os inevitáveis ports de clássicos do Super Nintendo, foi como se uma nova era tivesse surgido no horizonte – o momento em que jogatina portátil competente, que oferecesse experiência similar a dos consoles de mesa, estava finalmente disponível.
Leia o resto dessa porra »
Brinquedinhos Voadores Não-Identificados
Escrito por Kid on Jul 10, 2008
Ok, vamos voltar aos posts não-relacionados a Rama? Combinado.
Então, eu detesto começar posts com um clichê que ando utilizando tão frequentemente, mas… bem, PRA QUEM ACOMPANHA MEU FLICKR, nos últimos dias retomei um hobby que eu arrisquei no ano passado.

Alguns de vocês devem lembrar do meu helicóptro (sic).
E se você não lembra, clique aí, dê uma “batida de olhos” no texto e refresque sua memória. Essa é a beleza da internet; na vida real quando sua namorada pergunta se você lembra de uma história chatíssima que ela te contou ontem, você não tem recurso algum a não ser admitir que não prestou atenção em nenhuma palavra que saiu da boca dela porque estava pensando se as lâminas daquele liquidificador do Will It Blend? são feitas de adamantium.
Leia o resto dessa porra »
Celular novo!
Escrito por Kid on May 19, 2008
Antes de mais nada – não, não comprei esse celular com os dinheirinhos das doações. Não que eu pense que vocês desconfiavam isso, mas é bom deixar logo claro porque vou ter que admitir que é levemente suspeito eu aparecer com gadget novo poucos dias após receber mais de 150 dólares em doações pro HBDcast.
Falando nisso, o que vocês acharam da nossa solução? Comecei a usar o zShare já que hostear o HBDcast em servidores próprios é suicídio – que o diga o Evandro, que hosteou a parada no servidor dele e em menos de seis horas teve seu host totalmente estuprado pelos acessos do nosso programa. O que é uma coisa pra se orgulhar, mas por outro lado gera esse problema logístico filho duma puta. Continuo estudando opções de hosting (entre os quais o Dreamhost e o Bluehost já foram cortados, já que o TOS deles não permite que os hosts sejam usados pra pura e simplesmente compartilhar arquivos. Se vocês têm outra idéia pra host pago que aguente a barra e que não vá me banir subitamente por quebra de contrato, dê o toque.
Mas voltemos ao assunto principal – celulares.
iPod Touch, round 2
Escrito por Kid on Mar 8, 2008
Quatro dias se passaram desde a recompra do iPod Touch, o que significa que até agora eu tive 24 horas a mais com o mp3-que-quer-ser-PDA da Apple do que da última vez que me aventurei a comprá-lo.
Como vocês lembram, dizer que a experiência foi horrível é falar pouco – meu primeiro contato com o Touch foi marcado por tanta frustração e raiva que a sensação era de que eu havia jogado dinheiro no lixo. Praticamente todas as funções do aparelho exibiram alguma forma de defeito.
A funcionalidade de vídeo foi a mais problemática; nem mesmo desistir inteiramente do meu laptop (alguns culparam o Vista) e apelar pro meu desktop XP empoeirado ajudou.
Devolvi o Touch e, apesar de adquirir um outro gadget que ocupou minha atenção nérdica, o gostinho amargo da derrota ainda estava na minha boca. A despeito dos problemas que o Touch apresentou e da minha força de vontade pra soluciona-los, no final das contas eu havia sido derrotado. Eu queria tanto o aparelho, e me vi obrigado a devolve-lo contra a minha vontade.
Não pensem que estou inocentando a Apple de sua culpa no caso. O iTunes da época era comprovadamente instável e levou muitos compradores à mesma atitude que eu. É que isso não me serviu como consolo. O orgulho nerd foi ferido. Como geek semi-profissional de traquitanas eletrônicas, eu gosto de ver a mim mesmo como uma espécie de MacGyver nerd, capaz de solucionar qualquer problema tecnológico em menos de meia hora incluindo os comerciais. Ao desistir do Touch, eu estava de certa forma jogando a toalha, admitindo que estava sem idéias. “Não tem mais jeito”. E realmente não tinha, mas o dano ao meu ego já havia sido causado. Apesar disso, o desejo de possuir um dos gadgets mais quentes do momento não desvanesceu, mesmo após a compra do Archos 605.
Não que o Archos seja ruim. O gadget alternativo é excelente, e eu ainda o usarei por anos, mas acontece que eu ainda queria também um iPod Touch. Afinal, não foi que o aparelho em si que me causou fúria, foi o software. Tanto que, durante a discussão no Meiobit sobre o aparelho, falei publicamente que ainda tinha esperanças de obter um, caso a Apple resolvesse se mexer e aparar as pontas do odiável iTunes.
E já que estamos mencionando aquela discussão, queria deixar um negócio claro. Nos comentários do post anterior, o Cardoso havia alegado que a tela do Touch é maior do que a de qualquer PDA. Expliquei que isso não confere, já que tanto o Palm TX como o Axim x50 (dois PDAs com os quais tenho experiência) têm telas maiores. Em seguida ele, no que eu só posso classificar como ”melhor exemplo prático de falácia da extensão da analogia”, simplificou o meu argumento dizendo que eu tentei comparar as duas plataformas. Expliquei que esse não era o mérito do meu argumento, mas nem sei se ele leu meu comentário. Enfim, águas passadas.
E o que eu esperava aconteceu: uma nova versão do iTunes foi lançada, e cuidadosamente resolvi testá-la. Assim que percebi que os problemas com o Vista foram solucionados, a tentação de dar uma segunda chance ao Touch foi maior que meu auto-controle. Fui à Future Shop mais próxima e recomprei o aparelho.
Ainda no caminho da loja, três fatores cruzaram meus pensamentos, fortalecendo a impressão de que dessa vez a compra seria mais satisfatória. O primeiro era a certeza de que eu não teria as mesmas complicações pra “interfacear” o aparelho com meu PC, que foi a causa de maior dor de cabeça. O segundo era o preço – cem dólares de diferença. Aprendam com o meu erro – early adopters SEMPRE tomam no cu.
A terceiro e mais significatico fator era o Archos. Eu sei, parece paradoxal. Acontece que, como já possuo um vídeo player mais competente, não estou esperando tanto do Touch. Como falei antes, pra mim ele é um aparelho de mp3 com browser e uns badulaques extras. Só isso.
Vou explicar logo – por mais bacana que o iPod Touch seja, ele continua sendo um player de vídeo bastante medíocre. O suporte de formatos é patético, não há como gerenciar a mídia no aparelho, não há suporte pra legendas, não há um auto-falante, a resolução não é tão boa quanto poderia ser, nem mesmo fullscreen real essa porra faz (ao invés disso, o Touch dá um zoom na área central do vídeo, cobrindo toda a tela mas cortando pedaços imensos da imagem).
Pra resumir, no departamento de vídeo o iPod tem uma performance MUITO porca. Qualquer pessoa que diga o contrário ou é fanboy cego, ou não teve experiência com outros players de vídeo melhores, ou ambos. Por não me encaixar em nenhum dos demográficos acima, minhas expectativas se tornaram baixas. Basicamente, eu só queria um mp3 player legal.
Assim como o PSP, o DS e outros eletrônicos portáteis, o potencial real do Touch está nos homebrews. Como mal consegui pôr vídeos no troço da última vez, muito menos “jailbreakear” (leia-se: destravar a bagaça, liberando o uso de software não-produzido pela Apple), então eu não cheguei a experimentar esse aspecto do Touch da última vez. Talvez se a gente levar isso em consideração, podemos concluir que minha resenha anterior inteira não foi bem uma resenha, porque eu nem consegui usar a parada direito. Foi mais um grito de frustração.
Agora que realmente pude usar o Touch, acho que minhas impressões são mais acertadas. Algumas se confirmaram – como o fato de que o Touch é um video player muito medíocre -, algumas se refizeram – o player de mp3 é mais intuitivo do que eu julguei da última vez -, e outras se mantiveram – a tela de toque do iPod Touch é a melhor entre qualquer gadget, salvo apenas no caso do iPhone por motivos óbvios; o Safari é um excelente browser.
E vou dizer, é interessante voltar com expectativas diferentes a um aparelho que te causou tanta raiva no passado. É como reencontrar uma ex-namorada anos após as mágoas se passaram. Tudo bem que ela é meio burrinha e não consegue comer de boca fechada nem pra salvar a própria vida, mas se ela trepa bem, por que não tirar proveito disso? A analogia é terrivelmente sexista mas vocês entenderam. Comprar, usar e resenhar gadgets não é experiência nova pra mim, mas fazer tudo isso duas vezes é.
E, seguindo os passos deste texto do Cardoso, aqui estão os homebrews que eu instalei no meu iPod.

1) Safari
O navegador. Como já mencionei, é um dos melhores navegadores portáteis que já usei. Certamente não é o mais completo (java e flash, algo que o Opera do Archos faz nativamente, é um mistério pro Safari), mas a “overall experience” é bastante natural e intuitiva. Saquem só como o Safari renderiza o HBD:

Letrinhas pequenininhas, alguns devem ter dito. Bom, isso não é problema.

Como você pode ver no vídeo acima, iPod Touch detecta a orientação em que está sendo segurado, e com os dedos você pode movimentar a página e dar zoom. É bem bacana e permite um uso internético bem mais fluido e confortável que, digamos, o browser do Palm ou do PSP.
2) Youtube
O aplicativo que permite o usuário a assistir vídeos do Youtube, já que o Safari não lida com flash.
3) Calendar
Preciso realmente explicar isso? A única ressalva é que o calendário do Touch já foi bem mais usado nesses 4 dias que os aplicativos semelhantes do meu palm em três anos. Acho que isso se deve ao fato de que eu SEMPRE tenho meu mp3 player comigo, então o calendário me seguirá com mais frequência do que o Palm.
4) Contacts
Inútil pra qualquer pessoa que tenha um celular. Sim, o mesmo pode ser (parcialmente) dito sobre o calendário. Acontece que, ao contrário do calendário, a função de contato será sempre usada em conjunção com o telefone. Não faz sentido recadastrar todo mundo no iPod se eu já os tenho no celular mesmo. Além disso, digitar compromissos no Touch é muito melhor que no celular.
5) Clock
Um relogim.
6) Calculator
…
7) Settings
O painel de controle do bicho. Aí terminam os aplicativos que vem com o Touch; todos os ícones após esse são programas que eu baixei.
8) Apollo
Um instant messenger da vida. Seria bem útil, se o MSN/Hotmail não fossem estupidamente proprietários. Assim como não dá pra cadastrar emails do Hotmail no Outlook, é quase impossível fazer um programinha third-party conectar ao MSN. Vou acabar deletando.
9) Stumbler
Um localizador de wi-fi.
10) Pocket Guitar
Um aparelhinho que te permite tocar guitarra no Touch. “Ah, mais um Guitar Hero, sei”. Não, seu merda. Dá pra tocar guitarra MESMO. Olhaí. O formato do Touch torna a brincadeira um pouco complicada, mas sempre impressiona os amigos.
11) Chess
Um bom e velho xadrez.
12) Tris
Um clone de Tetris.
13) NES
Como você deve imaginar, é um emulador de NES. Bacaninha, mas tem alguns problemas de framerate às vezes e a falta de feedback tátil torna o controle meio esquisito. É mais interessante do que funcional. Só não desinstalo porque não tenho nenhum outro aplicativo com ícone referente a Mario, e como você deve imaginar isso é praticamente obrigatório pra mim.
14) Aquarium
Um “joguinho” bem retardado. A tela se torna um aquário em que um solitário peixinho dourado (ou peixe-palhaço, nem lembro agora) faz porra nenhuma. Você pode clicar na tela e dar comida pra ele, mas a animação é tão retardadamente simples que não tem apelo nem como demonstração do poder gráfico do Touch.
15) Tetromino
Outro clone de Tetris.
16) Domino
É dominó, ué. E tem um modo multiplayer.

17) Screenshot
O programa que trouxe essas imagens pra você.
18) Maps
É essencialmente o Google Maps, como programa stand-alone. Muito útil, mas não saia pensando que poderá substituir um GPS - o programa depende de wi-fi pra funcionar.
19) Tap Tap Revolution
Uma tentativa de clonar Guitar Hero no iPod Touch. Não sei se é porque já joguei muito GH nessa vida, ou se é porque o programa é bem tosquinho mesmo, mas não me interessei muito.
20) iSolitaire
Paciência. Fundamental pra alguém com um trabalho como o meu; hoje detonei a bateria jogando no expediente.
21) iShare
Um programinha que permite uploadear arquivos do iPod usando os servidores do SendSpace. Interessantezinho.
22) iFPD
Baixei, nunca usei e esqueci do que se trata.
23) Sudoku
Outro app essencial pra mim. Não sei se Sudoku é tão popular aí como aqui.
24) EvolutionRGB
Uma versão portátil do Falling Sand, aquele conhecido joguinho em flash estilo sandbox. Eu poderia brincar nisso por horas a fio, mesmo essa versão sendo mais simples e com menos opções que a original.
25) SMBPrefs
O painel de controle da SummerBoard, um programinha que te permite mudar a aparência do Touch. Dá pra pôr layout do Vista, do Leopard, de tudo. Tou esperando lançarem um tema de NES ou SNES, o que surpreendentemente ainda não foi feito.
26) Installer
O programa que te permite instalar todos esses apps. O processo é interessante porque tudo é feito via wi-fi. Você nem precisa de um computador pra baixar novos aplicativos. Muito legal.
27) iFob
Outro programa cuja funcionalidade exata eu esqueci. Tem algo a ver com detectar usuários de aparelhos wi-fi nas proximidades.
28) RSS
Um leitor de RSSs, ou seja, essencialmente o último prego no caixão do meu Palm TX que era usado exclusivamente pra ler sites offline via RSS no trabalho. O app não é tão bom quanto o Plucker que eu uso no Palm, mas é bom o bastante pra inviabilizar o ato de trazer ambos comigo pro trabalho.
29) iPhysics
Outro joguinho sandbox. Desenhe objetos na tela, e eles se materializam e se tornam sujeitos à ação da gravidade e tal. Você pode pega-los, jogar um contra o outro, afixa-los pelas extremidades no cenário, etc. Não há um propósito real, a menos que você baixe um dos vários mods pra ele que utilizam a engine como um jogo.
30) TextEdit
Outro app que tornou meu TX totalmente obsoleto. Eu costumava escrever textos no Palm, mas usar o tecladinho portátil meio que torna muito clara a minha vagabundagem no trabalho, e catar milho com a stylus é um exercício de paciência pra poucos. Digitar no TextEdit é infinitamente mais confortável. A propósito, adivinha onde escrevi este post!

Esse aplicativo me causou um leve arrependimento por ter comprado o Touch, pra ser sincero. Eu estava meio dividido entre o iPhone e o Touch, aí decidi pelo último achando que tela de toque seria meio desagradável como única forma de input num celular. Afinal, eu mando muito mais mensagens que faço ligações. Após usar esse programa por cinco minutos percebi que estava enganado. Bom, agora já era.31) MailCliente de email do Touch. Como mencionei, não dá pra cadastrar pra uso do Hotmail, tornando-o semi-inútil pra mim. Registrei meu gmail, entretanto.
32) Books
Leitor de ebooks.
Fiquei com preguiça de tirar um screenshot da última tela. Só havia dois programas mesmo: um clone de bejeweled que roda cmo problemas de framerate então será deletado, e um dicionário virtual. Nada de muito sensacional aí, com exceção que é possível instalar databases extras além da principal. Instalei um dicionário jurídico e uma versão da enciclopédia britânica, o que é incrivelmente útil pra mim porque eu adoro pesquisar trivialidades. Sério mesmo, não tou de putaria – passei boa parte no trabalho pesquisando curiosidades sobre países da América Latina.
E é isso. A verdadeira força do Touch, na minha opinião, é que ele é um mp3 que pode com competência substituir um PDA. Como player de vídeo ele deixa a desejar, mas em todas as outras áreas ele é impressionante. Adoro o fato de que ele é capaz de um pseudo-multitarefa: clique no home button duas vezes e um pop up com controles de música aparece na tela. Você pode trocar a música e imediatamente voltar pro que estava fazendo antes. Isso torna a experiência de “trabalhar” no Touch (como eu fiz ao escrever este texto) análoga ao uso de um PC doméstico. Bacana.
Resumão – O Kid de um mês atrás jamais recomendaria um iPod Touch. O atual o recomendaria, com a ressalva a respeito do player de vídeo. Existem players de vídeo melhores lá fora.
E sim, eu já tenho um. Pra que ter um só quando posso ter todos?
[ Update ] Tou tendo um problema filho da puta com a quebra de linha nesse texto, como vocês devem ter notado. Alguém quer dar uma olhada no sourcecode e me explicar o que diabos tou fazendo errado? Grato.
Rock Band
Escrito por Kid on Jan 15, 2008

Vamos ver se essa merda presta.
[ Update ] Presta, sim.
Só pra relembrar – comprei o jogo aproximadamente 12 horas atrás, e nunca toquei bateria na vida. Como disse o k-max, essa porra poderia ser implementada pra revolucionar a forma como alguém aprende a tocar instrumento rítmico.
Os piores gadgets de todos os tempos
Escrito por Kid on Dec 21, 2007
Nós amantes de gadgets temos um problema que os gringos definem através da palavra “shortsight”, aportuguesado pra “vista curta”. Acho que “vista curta” serve quase perfeitamente pro contexto, embora não passe a mesma idéia de falta de perspectiva, figurativamente falando.
Esse problema significa que, ao comprar um novo brinquedinho tecnológico, nós às vezes não temos um bom discernimento pra identificar que aparelhos prometem muito mais do que poderiam cumprir. Combinado à familiar prática certas empresas de tecnologia de lançar produtos que poderiam claramente ter sido muito melhorados por um controle de qualidade mais apurado antes de chegarem as lojas, e o resultado é uma lista de gadgets que eram tão sensacionalmente horríveis que nos forçam a imaginar que tipo de solvente industrial os engenheiros estavam cheirando ao desenvolverem o projeto.
Tendo isso em consideração, aí vão os maiores e mais retumbantes fracassos na indústria de brinquedos eletrônicos. Que sirvam de lição pros projetos futuros (além de servirem como calço para a porta e como apoio pra mesa de perna curta).
CueCat
A idéia: o CueCat, produzido pela finada Digital Convergence, era essencialmente um leitor de código de barras modificado pra uso caseiro. A finalidade do aparelho era escanear códigos de barras exibidos em produtos ou revistas ou jornais ou caixas de LEGO e enviar seu browser diretamente pra página internética com maiores informações sobre o produto cujo código você acabou de escanear. A Digital Convergence acreditava tanto no sucesso do serviço que em um período passou até mesmo a enviar os CueCats gratuitamente pra participantes de mailing lists relacionadas a tecnologia.
O que acabou sendo: Uma forma revolucionária de enviar spam - o consumidor remete propagandas a si mesmo.
Por que fracassou horrivelmente: Em primeiro lugar, olha pra essa porra – isso te parece um periférico que alguém com idade na casa dos dois dígitos usaria na frente de sua família e amigos? Mas é claro que não. Em segundo lugar, a idéia por trás do CueCat era retardada desde o começo. “Instale esse aparelho no seu computador e se dê ao trabalho de sair escaneando as páginas de suas revistas favoritas pra que a gente possa mandar mais propaganda pra você!” Não sei se havia uma demanda tão grande por spam nos anos 90, a ponto de que esse mercado requeria o investimento necessário pra criação de um periférico cuja única finalidade era levar mais propaganda pros consumidores, mas a julgar pelo total fracasso do CueCat, um observador racional diria “de jeito nenhum”.
Isso pra não entrar no mérito do fato que os CueCats tinham códigos seriais anexados à identidade dos seus donos, possibilitando a Digital Convergence acesso ao conteúdo que seus “clientes” liam. O escândalo relacionado à falta de privacidade inerente ao uso do CueCat enterrou mais ainda um produto que nasceu morto.
Nem tudo é desgraça: Através de alguns hacks, o leitor pode ser utilizado pra organizar e catalogar coleções de revistinhas, DVDs, livros, qualquer porcaria que tenha códigos de barras. É o primeiro aparelho na história da humanidade cujo uso alternativo é infinitamente mais útil do que o uso intencionado, e muitas pessoas que usam hoje o CueCat provavelmente desconhecem a bizarra funcionalidade original do dispositivo. É como se de repente anunciassem que a camisinha era originalmente uma espécie de copo descartável que ocupasse menos espaço.
Virtual Boy
A idéia: A Nintendo, revolucionária como sempre, decidiu que estava na hora de começar a investir no entretenimento VIRTUAL - apesar do fato que vinte anos após o lançamento do troço a tecnologia necessária pra isso ainda não existe.
O que acabou sendo: A forma mais cara de obter uma terrível dor de cabeça.
Por que fracassou horrivelmente: Olhe pra esse negócio. Você seria capaz de suspeitar que isso aí estava sendo marketeado como um aparelho portátil? Não é sua culpa; ninguém mais no mundo consideraria “portátil” algo que necessita de uma mesa como apoio. O custo da produção de displays “virtuais” coloridos era proibitivo naquela época, então a Nintendo aparentemente resolveu fazer uma tela inteiramente composta por vermelho e preto e rezar pra que ninguém notasse.
Os problemas técnicos do console não acabavam por aí; o Virtual Boy funcionava usando uma série de espelhos móveis que vibravam pra produzir as imagens estereográficas. Ou seja, o aparelho não apenas tinha peças móveis – ele tinha peças móveis DE VIDRO. Nem preciso mencionar que o Virtual Boy tinha a durabilidade de um castelo de cartas.
Há tanto que deu errado nessa porcaria que é até difícil lembrar de todos os fatores. O Virtual Boy tinha míseros 14 jogos , e foi até onde sei o único console da história com mais jogos cancelados do que lançados. O sistema era tão precário e tão visualmente desagradável que os jogos pausavam automaticamente a cada 15 minutos pra lembrar ao jogador que ele deveria parar um pouco pra descansar a vista. Como é que alguém achou que esse console seria uma boa idéia?
Pior do que tudo isso foi o timing do lançamento dessa geringonça. O Virtual Boy veio em 1995, apressadamente cobrindo a lacuna do Nintendo 64 cujo desenvolvimento estava seis meses atrasado. A maioria dos fãs não via sentido em gastar 180 dólares no duvidoso Virtual Boy quando o mais promissor N64 estava chegando em breve. Eu não posso culpá-los por isso.
Nem tudo é desgraça: No caso do Virtual Boy, tudo foi uma desgraça. Seu inventor, o Gunpei Yokoi – que é também o gênio por trás dos Game and Watch, Game Boy e da série Metroid - admitiu publicamente que o Virtual Boy foi o responsável pelo fim da sua carreira na Nintendo, dando confirmação a algo que todo mundo já sabia.
N-Gage
A idéia: Pessoas adoram falar no telefone, e elas também adoram jogar videogame. Assim sendo, parece evidente que telefone celular + videogame portátil = PROFIT. Estou certo?
O que acabou sendo: Não, não estou. O N-Gage acabou sendo conhecido como um fracasso sensacional como celular. Entretanto, isso nem chegou perto de como ele fracassou como videogame.
Por que fracassou horrivelmente: Por onde começar, senhor Jesus? Vamos ver:
- Pouco mais de 50 jogos foram lançados pro N-Gage, 90% deles ports escrotíssimos de jogos populares cuja experiência dependia intrinsecamente de bons gráficos (Tomb Raider, Tony Hawk Pro Skater, Call of Duty, etc). Ou seja, se você tinha um Playstation (e de acordo com o colossal número de vendas mundiais, você tinha), você já tinha jogado esses títulos até cansar, e portanto eles não incentivavam a compra do N-Gage.
- O acabamento do celular era quase que intencionalmente ruim (eu jamais serei convencido de que tamanha obra prima de mau design foi atingida acidentalmente).
- Você consegue acreditar que os GÊNIOS que projetaram o N-Gage colocaram o slot dos cartuchos EMBAIXO da bateria do bicho? Isso mesmo, pra trocar de jogo você tem que desligar a parada, tirar a proteção que cobre a bateria, remover a bateria, e fazer um breve malabarismo com o celular, tampa da bateria e a própria bateria enquanto troca os cartuchos. Eu imagino que eles queriam um local mais inconveniente pra colocar o slot de jogos, mas “um beco mal iluminado na Serra Leoa” exigiria muito do consumidor.
- SIDE TALKING. Essa era a característica mais marcante do N-Gage, que ressalta não apenas seu design retardadamente ruim mas também a já desconfiada aparente intenção dos projetistas de fazer você parecer um idiota quando estivesse usando o celular. O auto falante e o microfone do celular foram inexplicavelmente movidos pro lado do aparelho, de forma que o celular era usado da seguinte maneira, ilustrada abaixo:

Ou seja, você segurava o aparelho de ladinho, como se você fosse um retardado para quem o funcionamento de um aparelho celular é um mistério insolúvel.
A justificativa oficial pra tamanho disparate é que o contato do celular com a sua bochecha mancharia a tela do N-Gage, mas o motivo real é que os engenheiros da Nokia odeiam você e a sua família.
Aparentemente achando que a surra que o N-Gage levou do Game Boy Advance não foi motivo suficiente pra repensar a premissa de um console portátil que custasse o triplo da concorrência e tivesse cem vezes menos jogos, a Nokia lançou em seguida o N-Gage QD – porém, ao contrário do N-Gage original, esse veio sem side talking.
E veio também sem suporte a mp3, sem rádio FM, e sem conectividade USB. Você vai me dizer que o N-Gage não foi uma piada interna da Nokia, às custas dos consumidores que eles claramente odeiam?
O fracasso do novo formato do N-Gage não impediu a Nokia de planejar a terceira geração do aparelho. Suspeito que eles devolverão a funcionalidade mp3, adicionarão wifi, e permitirão conectividade bluetooth. Por outro lado, cada aparelho virá de fábrica infectado com o vírus HIV.
Nem tudo é desgraça: A característica mais icônica do N-Gage ao menos rendeu este site, que me arrancou umas risadinhas. Ouço falar que o N-Gage é um emulador portátil semi-competente, portanto, se você é pobre demais pra comprar um PSP, talvez o N-Gage seja a opção pra você*
Dreamcast
A idéia: Após trocentos consoles fracassados, a Sega decidiu meter uma voadora com os dois pés juntos no peito da competição, sendo a primeira a avançar no campo dos 128 bits.
O que acabou sendo: Apenas mais uma prova de que o sucesso do Mega Drive deve ter sido por completo acidente, uma vez que a Sega só conseguia fazer merda nos consoles.
Por que fracassou horrivelmente: Calma calma calma, eu sei o que você está pensando. Como eu OUSO falar mal do Dreamcast, que na verdade era um console muito bom e num sei o que. A menção do saudoso Dreamcast nessa lista não é exatamente mérito do console em si, e sim do que ele desencadeou.
Tecnicamente falando, o Dreamcast era realmente um console muito bom. Gráficos incrivelmente superiores ao Playstation e Nintendo 64 da concorrência, mídia que permitia quase o dobro dos CDs utilizado por outros consoles no passado, modem embutido que permitia pela primeira vez jogatina online já direto de fábrica, um cartão de memória revolucionário que era quase um videogame por si só… Não sou poucos os motivos que me fazem até hoje querer um Dreamcast – e vou comprar ano que vem sem falta, provavelmente em janeiro mesmo.
Acontece que a Sega, além de foder diversos estágios do desenvolvimento do Dreamcast (como optar por adotar o protótipo japonês inferior e de quebra descolar um processo por parte da NVidia por quebra de contrato), lançou o console MUITO tarde, em 1999. A intenção da Sega era pôr o Dreamcast pra competir com o Playstation e o Nintendo 64, mas na prática o possível comprador do console via Playstations 2 e GameCube nas prateleiras adjacentes.
Os consumidores já estavam cansados da mania da Sega de praticamente lançar um console por ano, abandonando a plataforma no ano seguinte pra desenvolver seu sucessor, então o mercado não apostou no Dreamcast e deu no que deu. Isso pra nem mencionar a treta Electronic Arts versus Sega, que custou à gamehouse os títulos de esportes da EA que tanto agradam o mercado gamer ocidental.
Nem tudo é desgraça: Como falei logo no começo, apesar dos pesares o Dreamcast ainda é um excelente console, com alguns títulos que valem demais a posse do videogame – Sonic Adventure, Crazy Taxi, Soul Calibur, o épico Shenmue, entre outros que não lembro. No Ebay dá pra pegar um Dreamcast com 20 ou 30 jogos originais por menos de cem dólares.
Zip Drives
A idéia: Uma mídia que pudesse comportar mais volume, facilitando o transporte de informações ou backups.
O que acabou sendo: Um dos mais claros exemplos de uma tecnologia que veio ao mundo apenas pra entrar numa lista como essa aqui. Tanto a idéia quanto a execução foram absolutamente terríveis. Zip Drives nunca correram o menor risco de se tornar uma mídia popular. Eles simplesmente nunca tiveram essa chance.
Por que fracassou horrivelmente: Vamos ver – custo proibitivo, mídia absolutamente não confiável, hardware de má qualidade… Tá vendo o que eu queria dizer quando falei que esse troço nunca teve uma chance?
Na teoria os zip drives não eram apenas uma boa idéia, eles eram uma alternativa bastante interessantes. Disquetes comportavam miseráveis 1.44mb, hard drives eram indecentemente caros, e gravadores de CD ainda não existiam ao alcance do público. A única solução viável era desenvolver disquetinhos que coubessem mais informações.
Acontece que todo tipo de problema se opôs ao sucesso dos zip drives. Como mencionei antes, o hardware era porquíssimo. Era mais comum ter seus filmes pornôs perdidos num zip drive do que conseguir copiá-los pro PC do seu amiguinho. Não que isso fosse um grande problema, já que o preço alto dos zip drives (e o fato de que naquela época, a maioria dos usuários não tinha muito o que backupear) acabavam tornando um dono de zip drives uma subcultura com pouquíssimos membros. Na prática, ele só servia pra guardar seus 100mb mais importantes, e não pra transferi-los pra outro PC. E na prática REAL, nem pra isso ele servia, por causa do já citado click of death.
Nem tudo é desgraça: Novamente vou ter que contrariar esse item. No caso dos zip drives, simplesmente não há uso alternativo que salve a parada. O produto era uma merda e será lembrado pra sempre como isso.
Power Glove
A idéia: Um periférico que captava os movimentos da mão do usuário, permitindo impressionante “interfaceamento” baseado em gestos manuais.
O que acabou sendo: Uma horrível relíquia dos anos 80.
Por que fracassou horrivelmente: Há uma palavra em inglês que define perfeitamente a experiência de usar a Power Glove – “gimmick”. Em outras palavras, gimmick é essencialmente uma “feature” diferente ou incomum mas que não serve funcionalidade alguma além de ser diferente e incomum.
O controle da Power Glove era muitíssimo mal calibrado e não servia grande propósito além de mostrar pros primos e dizer “viu como é legal?”, e cinco minutos depois descobrir que jogar Contra fazendo gestos com o braço estendido no ar nao é apenas cansativo – é retardado. Ao invés de jogar a porra do jogo, você tinha que descobrir exatamente que tipo de movimento seria interpretado pela Power Glove como a ação que você queria executar.
Nenhum tipo de estratégia de marketing conseguiria fazer o ato de balançar os braços na frente da TV parecer algo atraente, divertido ou cool, e acredite, eles tentaram desesperadamente:
So bad, indeed
Isso aí são excelentes cenas do clássico The Wizard, que era essencialmente um comercial de uma hora e meia da Nintendo. E essa cena em particular foi um comercial de dois minutos da Power Glove. O periférico vendeu pouco menos de 100 mil cópias no Estados Unidos numa época em que o Nintendo era campeão absoluto de vendas, então dá pra ter uma idéia dos resultados do marketing.
Nem tudo é desgraça: Diz a lenda que Thomas Edison tentou dois milhões de experimentos até chegar na lâmpada incandescente. A Nintendo não foi muito diferente, foram necessários dois fracassos retumbantes até sair um produto baseado na visão de interatividade que eles estavam tentando desenvolver desde os anos 80. E ele está sentado lá na minha sala, tomando poeira enquanto Mario Kart Wii não é lançado.
Quais foram os piores gadgets na opinião de vocês? Sou todo ouvidos.
*O HBD é um site humorístico e nenhum texto publicado aqui deveria ser levado a sério. Assim sendo, não interpretem isso como um incentivo à compra de um N-Gage. Se você quer tanto jogar Super Mario Kart no ônibus, há alternativas menos danosas pra você do que comprar um N-Gage – como por exemplo, assaltar um banco pra arrecadar a grana pra um PSP.
Resenha iPod Touch
Escrito por Kid on Nov 30, 2007
Como todos devem saber, sou tarado por gadgets. E como tal, eu sou acostumado (aliás, acostumado não, DISPOSTO) a lidar com os probleminhas que a tecnologia de bolso costuma oferecer. Aliás, eu diria que o processo de modificar o aparelho (por necessidade ou simplesmente por vontade) pra que ele te sirva melhor é praticamente um padrão. Eu fiz isso com o palm, com o PSP, com meu DS. Tendo isso em mente, somando ao fato de que até uma semana atrás eu estava perdidamente apaixonado pelo iPod Touch e queria compra-lo de qualquer forma, ninguém poderá dizer que eu tive má vontade com o aparelho.
Ninguém poderá dizer também que eu apenas tive muita má sorte (como já sugeriram quando expliquei meu drama), já que todos os problemas reportados por mim já foram identificados por outros usuários, no próprio fórum da Apple. E eu experimentei problemas tanto no XP como no Vista, ou seja, Apple fanboys, não percam seu tempo dizendo que foi tudo culpa do Ruindows e que eu deveria comprar um Mac.
Então.

Não resisti.

Mas antes mesmo de chegar em casa, uma preocupação começou a bolinar minha paz, ali no cantinho da cabeça. É que eu já tava prevendo que teria muita complicação com o player.
Por motivos que ninguém seria capaz de explicar, o iTunes não gosta de brincar com o Vista caso uma placa NVidia esteja presente. Alguns poderiam até berrar logo “ahhh mas claro porra, você tá usando o Vista…”, mas já foi provado que o problema não é o SO da Microsoft, e sim o tosquíssimo QuickTime. Tentar rodar o iTunes significa que eu receberei uma Blue Screen of Death na cara e terei que reiniciar meu PC.Eu havia contornado esse problema, que foi descoberto quando eu ainda usava o iPod Video, instalando programas alternativos que cumprem o papel do iTunes. Ou seja, eu achava que eu poderia contornar esse problema.
Ao chegar em casa, recebo o primeiro chute nas bolas – nenhum tocador de mídia alternativo reconhece o Touch. E eu tentei tudo – Media Monkey, PodBox, aquele plugin do Winamp… Eu teria que usar o iTunes mesmo. Nem o Floola, que me ajudou com o iPod Video, poderia me ajudar. Acontece que o Floola exige ser instalado na root do iPod, e a Apple por motivos que ninguém poderia compreender bloqueou o acesso do “disco” do Touch. Você não pode usa-lo como thumb drive.
Rezei rapidamente e tentei sincronizar o aparelho com meu notebook usando o iTunes mesmo.
Tela azul no meio da cara. Memory dump, PC reiniciando. Uma leve frustração abate meu espírito mas eu não comecei a usar computadores ontem; tentativa e erro faz parte do processo nérdico.
Comecei a pesquisar furiosamente pra compreender qual seria o problema que causa o iTunes a matar meu computador. E descobri que apesar da Apple virar as costas pro problema, a NVidia havia lançado um update pros drivers da placa de vídeo que supostamente corrige o problema. Baixei os arquivos, instalei, reiniciei o computador, parti pra segunda tentativa.
Miraculosamente, o iTunes não enfiou meu computador no saco. Berrei de alegria e pus-me a criar minhas playlists e transferir meus vídeos pro aparelho.
No dia seguinte chego no trabalho todo serelepe, mostro o brinquedo novo pros companheiros nerds, e resolvo assistir um episódio de My Name is Earl. Estranhamente, o vídeo não rodou macio. Ao invés dos prometidos 30fps, a performance deveria estar bem abaixo da metade disso. E, sem mais nem essa, os vídeos começaram a travar o Touch e reseta-lo. Aqui está uma das diversas threads no fórum da Apple em que os usuários reclamam sobre esse problema.
O QuickTime, que é o responsável por adicionar os vídeos no Touch, simplesmente não foi feito pra funcionar no ambiente do Vista. Não querendo devolver o aparelho, apelei pro impensável – resolvi transferir toda a minha mídia (uns 10 ou 12 gb) pro meu desktop, que roda XP. Eu nem uso mais aquele computador e ele nem internet tem, já que depois que comprei meu notebook não me preocupei em comprar uma placa de rede wireless pra ele. Mas se ter que usar dois PCs pra gerenciar minha midia no meu Touch era o necessário, bola pra frente.
Duas horas depois, toda a minha mídia estava bonitinha no PC velho. Agora eu teria que formatar o Touch e resincroniza-lo no outro computador, já que um iPod não pode ser sincronizado em dois iTunes diferentes.
Tudo pronto. O iPod está agora no XP, o iTunes não dá problema nenhum, agora sim! Será um saco ter que transferir tudo que eu baixo pro PC velho, mas fazer o que.
No dia seguinte no trabalho, descubro revoltado que os vídeos CONTINUAM travando meu iPod. A essa altura eu já tinha parado de ver os problemas do Touch como “pequenos desafios” e sim como “uma fenomenal dor de cabeça”. Imaginei que o problema é que apesar de ter usado o XP pra transferir os vídeos pro Touch, eles haviam sido convertidos no Vista de qualquer jeito.

Mais um cliente satisfeito. Obrigado, Apple!
As oito horas de trabalho se arrastaram lentamente. Quando finalmente cheguei em casa, vi que a tarefa havia sido finalizada sem encheção de saco. Toda a minha mídia estava finalmente reconvertida via XP, e seria transferida pro meu Touch via XP, ou seja, não haveria mais motivos pra problemas.
Foi o que eu pensava.
Assim do nada, o iTunes parou de reconhecer o Touch, pondo a culpa num tal de Apple Mobile Device Manager. Pra variar, estão reclamando do problema lá no fórum da Apple. É nessa aí que os fanboys se lascam pra varrer o problema de incompatibilidade do Touch pra baixo do tapete, porque TODOS os usuários que reportaram esse problema no tópico usam XP.
Tentei desinstalar e instalar o iTunes, e nada. Tentei remover apenas o tal Apple Mobile Device Manager, e nada. Tentei ir nos Serviços e iniciar o troço, mas ele me dá uma mensagem que não pode ser reiniciado porque não está em uso (????). E enquanto eu pensava no próximo passo…
…encarei a verdade. Um aparelho comprado com intuito de entretenimento perde totalmente o propósito quando tudo que ele te causa é chateação. Três dias após comprar o troço eu ainda não conseguia usa-lo, e olha que não sou um usuário de PC amador, eu tentei diversas soluções diferentes antes de finalmente desistir.
Nas palavras do Paul, meu amigo Apple-hater, “o iPod Touch é um biscoito cercado por merda”. É um aparelho bonitinho, mas no fim das contas as frustrações me fizeram perder totalmente o tesão que eu tinha pelo bicho.
Resignado, coloquei o aparelho de volta na caixa e marchei pra Best Buy. Devolvi a parada e voltei pra área de video players, procurando algo cujas resenhas que li na internet eram unanimemente positivas.

Archos 605. Fabricado por uma pequena empresa francesa, o que o Archos não tem em marketing, ele compensa com conteúdo.Vantagens (em relação ao iPod Touch):
Desvantagens
Não é tão bonito quando o Touch.
E agora vem a parte engraçada – com todas essas funcionalidades mais interessantes, o Archos 605 custa um pouco mais que a metade do preço do Touch. Ou seja, se trata de mais um iPod que é um player inferior à concorrência, mas que goza do nome da marca e que por isso vende horrores.
Em pouco tempo de uso eu entendi outro ensinamento do meu amigo Paul – a Apple empurra sua iBullshit em cima da gente até que a gente se torne tão conformado que não consegue mais nem imaginar uma vida mais simples. O fato de não ter que usar um programa especial pra gerenciar o meu Archos e que eu também não preciso mais converter meus vídeos pro horrível .mp4 me faz pensar por que eu considerei comprar o Touch pra começo de conversa (além do motivo estético, obviamente).
Aí vão algumas imagens do aparelho, caso alguém tenha subitamente desistido de comprar um Touch e resolvido investir num Archos 605:
O Archos oferece uma porrada de funcionalidade interessante, é muito mais fácil de gerenciar e custa apenas metade do preço do Touch. Mas ei, não confie apenas na minha palavra. Um dos mais conceituados sites de reviews de gadgets elegeu o Archos 605 como o melhor tocador de vídeo de atualidade, seguido logo pelo Touch. Com uma resenha como “the Archos 605 WiFi portable video player is one of the best mobile distractions money can buy”, nem preciso mais dizer nada pra te convencer que não estou apenas com síndrome de fanboy com brinquedinho novo. O Archos é O melhor aparelho da sua categoria. Saca o navegador dele? Então, OPERA. Fizeram esse gadget pensando em mim, só pode.
Dizem que conhecimento é poder. Agora você tem o “poder” necessário pra não cometer o mesmo erro que eu. Não compre a grandíssima porcaria que o Touch se revelou ser. Eu tenho sorte que no Canadá é bem mais fácil devolver aparelhos cuja performance desaponta o freguês, alguém que cometesse o vacilo de gastar 1500+ reais nessa merda talvez tivesse uma surpresa muito desagradável quando voltasse pra loja com a caixa do Touch debaixo do braço.
Sonho de consumo
Escrito por Kid on Nov 7, 2007
Se eu tinha qualquer resquício de auto-controle, ele foi gasto ontem à tarde, tentando me segurar pra não comprar o novo iPod Touch.

O novo gadget da Apple, lançado mês passado, é tudo que o iPhone poderia ter sido se largasse as funções de celular pra se tornar apenas um media player. É mais fino, tem maior espaço de armazenamento, e consideravelmente mais barato.Eu já estava me coçando todinho pra comprar essa porcaria, e ter feito um test drive na parada ontem à tarde não ajudou em nada. Embora existam outros mp3 players que são custo/benefícios muito superiores ao iPod Touch (o Archos 605, por exemplo, que faz literalmente TUDO que o Touch faz, tráz a vantagem de rodar mais formatos de vídeo, e tem mais que o dobro do espaço de armazenamento), o novo player da Apple tem três vantagens a seu favor – estilo, experiência e poder de marca. O Touch é sem qualquer dúvida um dos gadgets mais esteticamente atraentes que eu já vi, e olha que já vi e tive uma porrada. A experiência de usar o troço por sua vez é algo totalmente diferente de qualquer outro aparelho portátil, seja mp3 player, celular, console ou sei lá o que. Toque de tela não é exatamente nada novo no mercado, mas a tela multitoque do iPod Touch funciona e executa umas funções que eu aposto que você não achou que chegariam às nossas mãos antes dos carros voadores ou dos jetpacks pessoais. Como a tela reconhece mais de um input, você pode usar os dois dedos pra “beliscar” a tela e o gesto dá zoom em imagens ou websites. Lendo assim parece bem bobo, mas na prática é uma experiência totalmente Minority Report-like.
O único motivo pelo qual ainda mantenho um pé atrás é o fato de que produtos da linha de iPods da Apple são sempre melhorados em relação ao primeiro numa escala de 100 pra 1, e eu tenho medo de me tornar um dos fan boys early adopters que estarão daqui a seis meses choramingando em messageboards a respeito do iPod Touch 2.0 com maior espaço de armazenamento, câmera digital, GPS, visão de raio-X e coisa e tal. O espaço a propósito é outro motivo pra descontentamento. Meu primeiro mp3 player tinha 64mb e eu me dava por satisfeito carregando por aí o equivalente de um CD de música na palma da mão, mas 16gb hoje em dia não dá pra muita coisa, ainda por cima se uma das principais funções do aparelho é rodar vídeos.
E ainda tem a questão do preço. 450 dólares canadenses é um pouco salgado pra alguém que acabou de alugar a própria casa e tem outras prioridades. Talvez eu acabe aproveitando o fato de que o dólar canadense está mais alto que o americano e acabe comprando da Apple.com, o que significará uma economia de quase 100 dólares.
3RL
Escrito por Kid on Sep 24, 2007
Chegou minha vez.

Obrigado Microsoft!
Vou lá na Best Buy comprar outro rapidinho, peraí.
Destaque
Me ajude a solucionar este mistério que assola a humanidade desde seu primórdio. Clique aí.
Se você é gamer e acabou de comprar um iPhone ou um iPod touch, é exatamente este link que você quer clicar. Manda brasa.
Fama, sucesso e dinheiro não impede ninguém de esculhambar a própria vida de forma cômica. Confiraí os casos mais célebres.
Nossa herança genética atrapalha nossa vida mais do que você imagina. Duvida? Clique ai e leia.
Flickr
Categorias
Arquivos




TwitPic
Mais
Prestigie, filho da puta
Top vagabundos
Últimos comentários
Links
Posts recentes
Troços