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	<title>Hoje é um Bom Dia &#187; Tech Toys</title>
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		<title>Minhas duas semanas com o iPad</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 00:19:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tech Toys]]></category>

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Agora que já usei tudo que o iPad tem pra oferecer aos corajosos/impacientes que se recusam a seguir a sempre sensata orientação de esperar pela segunda geração do aparelho, posso oferecer a vocês uma opinião completa sobre o brinquedo.
Eu estava firmemente disposto a não comprar esse negócio. Primeiro, porque eu já tenho um netbook, que [...]]]></description>
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<p style="text-align: center; "><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1863" title="ipad" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad1.jpg" alt="ipad" /></a></p>
<p>Agora que já usei tudo que o iPad tem pra oferecer aos corajosos/impacientes que se recusam a seguir a sempre sensata orientação de esperar pela segunda geração do aparelho, posso oferecer a vocês uma opinião completa sobre o brinquedo.</p>
<p><span id="more-1862"></span>Eu estava firmemente disposto a não comprar esse negócio. Primeiro, porque eu já tenho um netbook, que é justamente o tipo de aparelho que o iPad tenta substituir. E em segundo lugar, por causa do iminente lançamento do novo iPhone, que é um aparelho que eu sem dúvida uso muito mais e praticamente não sei mais viver sem. Era mais aconselhável guardar essa grana pro novo modelo do celular.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img713.imageshack.us/img713/1049/routehd20100607.png" alt="" /></p>
<p>Já que estou falando do iPhone 4, eu preciso mencionar um negócio. Cês viram o FaceTime, né? A nova função de ligação com vídeo. Eis a citação no site da Apple:</p>
<blockquote><p>People have been dreaming about video calling for decades. iPhone 4 makes it a reality. With just a tap, you can wave hello to your kids, share a smile from across the globe, or watch your best friend laugh at your stories — iPhone 4 to iPhone 4 over Wi-Fi. And it works right out of the box. No other phone makes staying in touch this much fun.</p></blockquote>
<p>Eu tive um choque ao ler o trecho acima. Alienação ou pura cara de pau Jobsiana? Afinal de contas, eu tinha um celular três anos atrás que fazia ligação por vídeo. E não dependia de wifi, nem que a outra pessoa tivesse o mesmo celular que eu. Vender a parada como uma função inédita é de se achar graça.</p>
<p>Mas enfim.</p>
<p>Como os senhores sabem, comprei o iPad wifi de 32gb. Decidi não optar pelo 3G por dois motivos, como mencionei em outro texto: primeiro que ter dois planos de dados me parece um negócio extremamente redundante, e segundo que o iPad não é um aparelho que eu SEMPRE usarei fora de casa, então poderei depender de wifi pra conectividade na maior parte do tempo.</p>
<p>E além disso, há a opção de fazer jailbreak no meu iPhone (algo que eu sempre resisti) pra compartilhar minha conexão 3G via wifi. Fiz o jailbreak em segundos quando cheguei em casa com o iPad, e tudo funciona belezinha.</p>
<p>E posso dizer que estou relativamente arrependido. Tudo funciona bonitinho, mas o problema é justamente ter me tornado dependente de iOS modificado &#8211; quando sai novo iOS, que foi o caso dessa semana, é a maior confusão pra entender o que fazer. Faço upgrade ou não faço? Se for fazer, COMO faço? Meu iPhone explodirá?</p>
<p>(Não ria, nos primeiros dias do iOS4 tinha gente colocando o iPhone em bootloop quase irreversível apenas por executar o update)</p>
<p>Decidi que quando comprar o iPhone 4, abrirei mão do jailbreak e do compartilhamento de conexão pro iPad. Pra gente neurótica que nem eu, não vale a pena. E ano que vem, quando sair o novo iPad, definitivamente optarei pela versão com 3G.</p>
<p>Então, o iPad!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1866" style="border: 1px solid #000000;" title="ipad" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad6.jpg" alt="ipad" width="491" height="369" /></a></p>
<p>À primeira vista é fácil (eu diria até &#8220;tentador&#8221;) resumir o iPad a um &#8220;iPod touch gigante&#8221;. Afinal a interface é parecida, ambos usam praticamente os mesmos apps, você não pode fazer ligações com eles, etc.</p>
<p>Não é bem assim. A melhor forma que eu tenho de explicar o bicho é que ele é o que o iPod touch seria, se este fosse um computador. Entendeu? Ele essencialmente traz a experiência do iPod touch (comprar e instalar apps com um botãozinho só, a tela de toque, a simplicidade geral do iOS) pra algo mais próximo de um computador. Enquanto o iPod touch é um excelente media player, console portátil e web browser, o iPad é tudo isso, mas num formato que dá pra usar em casa mais confortavelmente.</p>
<p>Como escrever uma resenha COMPLETA do bicho resultaria num texto imenso, vou mostrar apenas as funções que me interessaram mais quando comprei o aparelho.</p>
<p>Em ordem:</p>
<p><strong>1) Ler quadrinhos</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/comics.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1869" style="border: 1px solid #000000;" title="comics" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/comics.jpg" alt="comics" width="461" height="614" /></a></p>
<p>Todos os meus gadgets com tela já foram usados em um momento ou outro pra ler quadrinhos &#8211; meus computadores, meu iPod touch, meu iPhone, etc. Entretanto, é inegável que a tela e o formato do iPad o tornam praticamente perfeito pra isso.</p>
<p>O app que eu uso é o ComicZeal. Jogo os .cbz/.cbr no iTunes e acabou. Bastante prático. Tou com quase 5gb de quadrinhos no bicho.</p>
<p><strong>2) Ler livros</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/books.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1870" style="border: 1px solid #000000;" title="books" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/books.jpg" alt="books" width="491" height="369" /></a></p>
<p>Nunca botei fé no Kindle e similares. Gadgets que APENAS servem como ebook readers não me aperecem, especialmente com aquela tela monocromática. Tá, eu sei que eInk é melhor pra ler e tal, mas você está louco se acha que em pleno 2010 vou comprar um aparelho com tela em preto-e-branco.</p>
<p>Já li 4 livros desde que comprei o iPad e não vejo nenhum problema em ler livros numa tela de LCD. Dá pra ajustar o brilho, fazer marcações nos livros, etc.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/monteiro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1871" title="monteiro" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/monteiro.jpg" alt="monteiro" width="491" height="369" /></a></p>
<p>Muito bacana. Estou pouco a pouco baixando toda a minha coleção em formato digital pro iPad (que lê arquivos .epub e, em setembro, passará a ler .pdf também).</p>
<p><strong>3) Ver filminhos</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/filmes.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1872" title="filmes" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/filmes.jpg" alt="filmes" width="461" height="614" /></a></p>
<p>A telona do iPad praticamente IMPLORA pra que você assista vídeos nela, e por isso decidi gastar um pouco mais no modelo de 32gb. No meu iPhone, 9 dos 16gb disponíveis (na verdade 14gb, mas enfim) são ocupados por mp3. Como não planejo ouvir música no iPad, esse espaço todo seria dedicado aos filmes.</p>
<p>Mesmo assim, mas achei que me arrependeria se não pegasse um modelo com mais capacidade.</p>
<p><strong>4) Navegar a web</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/web.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1873" style="border: 1px solid #000000;" title="web" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/web.jpg" alt="web" width="491" height="369" /></a></p>
<p>Eu o iPad é um aparelho quase perfeito pra navegação casual. Manja qualé? Acessar seus sites favoritos na cama antes de dormir ou ao acordar, no sofá enquanto vê TV, essas coisas. A tela permite que as páginas sejam exibidas exatamente como elas aparecem no seu computador, e o Safari mobile é excelente.</p>
<p><strong>5) Bater papo no MSN</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/msn.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1874" title="msn" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/msn.jpg" alt="msn" width="491" height="369" /></a></p>
<p>Auto-explicativo, né?</p>
<p><strong>6) Mandar emails</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/email1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1876" title="email" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/email1.jpg" alt="email" width="491" height="369" /></a></p>
<p>Idem.</p>
<p>Como você pode ver, tudo isso pode ser feito num iPod touch ou num iPhone. Entretanto, o formato maior do iPad  torna cada uma dessas atividades muito mais confortável.</p>
<p>O iPad é o perfeito &#8220;companion device&#8221;, aquele gadget que tá ali do teu lado quando tu tá fazendo algo e precisa mandar um email, ou googlear algo, ou mandar um tweetzim comentando uma bobagem que você percebeu no filme que está assistindo. Algumas pessoas estão chamando o iPad de &#8220;o verdadeiro PC&#8221;, e eu concordo. Ele é muito mais um &#8220;computador pessoal&#8221; (no sentido mais Jetsons possível) do que este desktop trambolhão na minha mesa.</p>
<p>E meu netbook, coitado, é usado cada vez menos. Acabarei doando-o para alguém. Um dos motivos pelos quais iPads acabarão dominando sobre netbooks é a vida de bateria &#8211; Meu iPad foi de 100% a 68% após quase SEIS HORAS de navegação por wifi nonstop. Meu netbook com uma imensa bateria de 6 células teria morrido muito antes disso.</p>
<p>Lembro no Keynote do iPad que o Steve Jobs sacaneou netbooks, dizendo que &#8220;são máquinas Windows, são lentas&#8221;, etc. Eu discordei de cara, mas quando uso o iPad por algum tempo e pulo pro netbook (que já tem alguns meses de uso), é impossível não notar que o iPad é extremamente mais rápido. E continuará mais rápido, ao contrário de um PC Windows, que tem tendência de ficar cada vez mais lento até que eu execute algumas manutenções no sistema.</p>
<p>E aí está a grande sacada da Apple. Tablets não eram nenhuma grande novidade, mas a embalagem do aparelho deles é muito mais gostosa de experimentar, e interessa gente que jamais se interessou por gadgets semelhantes antes. Minha mãe, que não devia nem saber o que eram tablets, tá <em>louca</em> por um iPad. Minha noiva, meu irmão e meu pai, também.</p>
<p>É como o FaceTime que eu mencionei lá em cima. Os caras não são os primeiros a fazerem algo, mas eles fazem um <em>streamline</em> na experiência, tornando-a mais acessível, mais confortável. E no processo, acabam popularizando a coisa. Veja quantos iPhone copycats surgiram desde 2007. Com o iPad não será diferente. E sabe duma coisa? Eu arrisco que ligações por vídeo FINALMENTE se tornarão lugar-comum, simplesmente porque a Apple empurrará os competidores nessa direção.</p>
<p>Ame-a ou odeie-a, é a Apple que está nos levando em direção ao futuro da ficção científica.</p>
<p>E pra te deixar com mais vontade ainda de comprar o troço, tomaí:</p>
<p style="text-align: center;"><p><a href="http://hbdia.com/wordpress/2010/06/24/minhas-duas-semanas-com-o-ipad/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<p>Meu veredito? O iPad ainda é um pouquinho caro pra convencer as massas (ou nem tanto, considerando que a Apple <a href="http://community.nasdaq.com/News/2010-06/apple-sells-3-million-ipads-in-80-days.aspx?storyid=26314" target="_blank">vendeu impressionantes 3 milhões de aparelhos em menos de 3 meses</a>), mas assim que a segunda geração sair com um preço inevitavelmente menor e ainda mais funções, acho que começaremos a ver uma popularização sem precedentes. O iPad tem potencial (pelo menos em alguns segmentos de usuários) pra praticamente matar a necessidade de um computador convencional.</p>

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		<title>Gadgets e baterias</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2010/06/14/gadgets-e-baterias/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 10:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tech Toys]]></category>

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		<description><![CDATA[

Antes de escrever sobre minhas experiências com o iPad, Achei que valesse a pena falar um pouco sobre a grande agonia de todo nerd: duração da bateria de seus gadgets.

Quando mais cedo você aprender a lidar e interpretar a atividade da sua bateria, melhor. Calculo que ainda estamos a pelo menos 20 anos de distância [...]]]></description>
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<p>Antes de escrever sobre minhas experiências com o iPad, Achei que valesse a pena falar um pouco sobre a grande agonia de todo nerd: duração da bateria de seus gadgets.</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/l_188_169_D645669E-3610-40D2-AA66-DC58B06E664D.jpeg" alt="" /></p>
<p>Quando mais cedo você aprender a lidar e interpretar a atividade da sua bateria, melhor. Calculo que ainda estamos a pelo menos 20 anos de distância das baterias recarregáveis por peidos (ISSO SIM será o futuro), então o jeito é se acostumar com o que temos hoje.</p>
<p>Falarei neste artigo sobre a bateria do iPhone, que é um aparelho com o qual tenho intimidade e cujas atividades (e correspondentes gastos de energia) conheço melhor. Entretanto, os conselhos valem pra essencialmente qualquer bateria fabricada nos últimos, sei lá, oito anos.</p>
<p><span id="more-1831"></span></p>
<p>Acho que todo bom nerd é meio obsessivo em relação à bateria dos seus gadgets. Nas poucas vezes que saí de casa sem o celular completamente recarregado, era algum tipo de emergência, uma saída não-antecipada. Tenho uma <a href="http://www.mophie.com/product-p/1059_jpa-ip3g-blk.htm" target="_blank">mophie juice pack air</a>, mas mesmo assim gosto de sair de casa com a bateria plenamente recarregada.</p>
<p>Em primeiro lugar, permitam-me contribuir para extinção de um mito que, enquanto você acha que protege sua bateria, está na verdade danificando-a: baterias de íon de lítio não têm efeito memória. Isso significa que você pode carrega-las quando quiser, sempre que achar necessário. Não é necessário descarregar a bateria inteira antes de recarrega-la.</p>
<p>Aliás, é aconselhável que você recarregue seu gadget muito antes que a bateria esteja morrendo. Baterias de íon de lítio tem uma vida de aproximadamente 400-500 ciclos (ou seja, entre 400 e 500 recargas completas, de 0% a 100%). Cada vez que você deixa a bateria morrer antes de recarrega-la, você está usando um ciclo inteiro dela. É muitíssimo preferível recarregar mais cedo. Se seu iPhone indica que tem 76% de bateria ainda restando, não tenha medo de pluga-lo no computador antes de sair daqui meia hora.</p>
<p>Essa crendice vem dos tempos das baterias de níquel-cádmio, muito menos eficientes, e que tendiam a &#8220;lembrar&#8221; o ponto em que foram recarregas. Quando a bateria atinge aquele ponto novamente, a voltagem cai e a bateria aparenta estar morrendo muito mais cedo. Baterias de íon de lítio, praticamente predominantes no mercado atualmente, não apresentam esse problema. Por isso, se você é do tipo que espera até o último momento pra carregar o seu gadget, PARE COM ISSO.</p>
<p>Em 2003 eu ganhei um Game Boy Advance SP da minha namorada da época, logo na véspera de uma viagem à Fortaleza (eu morava em São Luís). Completamente leigo em relação a gadgets em geral e baterias em particular, eu decidi descarrega-lo inteiro antes de plugar no carregador. Liguei o bicho, deixei Tony Hawk&#8217;s Pro Skater 3 rodando, e encostei-o num cantinho do quarto.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/gbasp.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1840" style="border: 1px solid #000000;" title="gbasp" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/gbasp.jpg" alt="gbasp" width="500" height="333" /></a>Eu também não sabia usar a função Macro da câmera</p>
<p>E lá ficou o dia inteirinho. Outra coisa que eu não sabia é que se o processador não está lidando com comandos de jogo &#8211; por exemplo, se o console estiver ligado e nenhum botão está sendo apertado -, ele trabalha menos, consumindo pouquíssima amperagem.</p>
<p>Esta eu acredito que é mais conhecida, porém não custa nada ajudar aqueles dois ou três leitores desinformados: calor é inimigo de baterias. Como você deve lembrar das aulinhas de química, calor é um catalizador. Ele acelerará o processo químico que acontece dentro de uma bateria, descarregando-a muito mais rapidamente. Lembra daquele número de ciclos que sua bateria é capaz de fazer antes de morrer? Então, uma bateria operando em temperatura elevada gasta mais ciclos. Ela vai pro saco mais rapidamente.</p>
<p>Aqui vai uma que eu aprendi da pior maneira &#8211; se você usa um laptop como substituto de um desktop, e deixa-o constantemente plugado no carregador, ARRANQUE A BATERIA IMEDIATAMENTE. Pare de ler o texto e tire a bateria. Um laptop utilizado dessa forma terá a bateria estragada em questão de um ano, talvez até menos.</p>
<p>E isso acontece por dois motivos. Primeiro, baterias tendem a esquentar durante o processo de recarga, e como sabemos isso é também horrível pra bateria. E em segundo lugar, baterias precisam de um fluxo constante de elétrons que só o processo natural de uso confere.</p>
<p>Deixar a bateria plugada no carregador e eternamente nos 100% (o que acontece quando você deixa o notebook plugado na tomada o tempo todo) é o equivalente a guardar uma bateria completamente carregada &#8211; algo que praticamente todos os fabricantes aconselham você a não fazer. Eis as considerações da <a href="http://www.dell.com/content/topics/global.aspx/batteries_sitelet/en/batteries_faq?c=us&amp;l=en&amp;cs=19#faq16" target="_blank">Dell</a>, da <a href="http://www.apple.com/batteries/notebooks.html" target="_blank">Apple</a>, e da <a href="http://h20239.www2.hp.com/techcenter/battery/Battery_max.htm" target="_blank">HP</a>. E tem <a href="http://www.batteryuniversity.com/parttwo-34.htm" target="_blank">este artigo</a> também,  de um sujeito que é essencialmente uma das maiores autoridades mundiais em baterias recarregáveis.</p>
<p>Nos comentários e no twitter houve uma certa polêmica sobre isso. Sem motivo, aliás &#8211; qualquer pessoa que tenha feito isso sabe que deixar um laptop perpetuamente plugado na tomada destrói sua bateria. Não é uma questão de &#8220;concordar&#8221; ou &#8220;discordar&#8221;. Se você não acredita, você está errado.</p>
<p>Ah, e só mais uma coisa &#8211; esse hábito também pode <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lithium-ion_battery#Safety_requirements" target="_blank">fazer a bateria pegar fogo</a>.</p>
<p>A propósito, você sabia que é bom calibrar suas baterias pelo menos uma vez por mês &#8211; mesmo as de íon de lítio? Isso é necessário pra que o microprocessador na bateria (que permite um mostrador de porcentagem indicando o nível de carga) seja calibrado. Em termos leigos, isso é preciso pra que a bateria &#8220;saiba&#8221; qual é o ponto máximo de carga, e qual o ponto mínimo. E sim, isto também é recomendado por todos os fabricantes.</p>
<p>Finalmente, eu queria debater um ponto que eu sempre ouço por aí nas vielas escuras da internet &#8211; a acusação de que a bateria do iPhone é, pra usar o termo científico que geralmente empregam, &#8220;um fumegante tolete de bosta&#8221;.</p>
<p>Frequentemente a acusação vem de quem upgradeou de um flip phone qualquer da Nokia (último lançamento de 2003), e está surpreso porque agora precisa pôr o celular pra carregar toda noite.</p>
<p>Ah, outra coisa que eu esqueci de mencionar: se o seu smartphone tem apenas uma ou duas semanas de idade, pare de chilicar a respeito da &#8220;bateria que não dura nada&#8221;. Baterias novas não passaram por nenhum ciclo de recarga ainda, e por isso não estão calibradas. Espere mais ou menos um mês e eventualmente o processador da bateria vai &#8220;aprender&#8221; quando a bateria estiver realmente completamente carregada.</p>
<p>O que acontece nas primeiras semanas é que enquanto o mostrador diz 100%, a bateria pode estar na verdade nos 80%. O processador &#8220;acha&#8221; que isso representa carga completa, e mostra 100% no medidor. É completamente natural e o problema se resolve sozinho em algumas semanas.</p>
<p>Então, onde eu estava mesmo? Ah, sim &#8211; o sujeito vende o Motorola Razor pra comprar um iPhone e se surpreende que a bateria não dura uma semana de uso.</p>
<p>Quase sempre a crítica de que a bateria do iPhone é ruim vem de que não tem intimidade com gadgets, particularmente com smartphone/PDA. Nego esquece que o iPhone tem uma tela imensa, processador, RAM, acelerômetro, GPU, digitizer (o dispositivo que detecta toques), uma cacetada de hardware que o torna mais próximo de um laptop do que de um celular (no mínimo, em matéria de consumo de energia).</p>
<p>Combine isso com uma bateria minúscula, e a conclusão é que o iPhone faz milagres com aqueles parcos 1400 mAh.</p>
<p>Resolvi fazer um teste por mim mesmo quando tive a idéia pra esse texto. Decidi pegar um das funções que mais consomem energia (no caso, tether por wifi, que mata sua bateria <em>mesmo se ela estiver plugada e recarregando</em>) .</p>
<p>Como devo ter explicado, optei pelo iPad wifi porque um tablet não é o tipo de coisa que eu sempre traga comigo quando eu saio de casa, tornando o gasto adicional no modelo 3G (aproximadamente $200) e o segundo plano de dados um tanto quanto redundante. E através de jailbreak &#8211; coisa que até hoje não havia me interessado -,é possível compartilhar a conexão 3G do iPhone através de wifi. O problema, como acabei de explicar, é que isso mata a bateria do seu iPhone mais rápido do que qualquer outra atividade.</p>
<p>Então resolvi testar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/IMG_4393.jpg"><img class="size-full wp-image-1843  aligncenter" title="IMG_4393" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/IMG_4393.jpg" alt="IMG_4393" /></a></p>
<p>Ativei o app à 1:21 da manhã, com a bateria em 99%.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/IMG_4395.PNG"><img class="size-full wp-image-1844  aligncenter" title="IMG_4395" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/IMG_4395.PNG" alt="IMG_4395" /></a></p>
<p>Duas horas depois, 34% da carga foi utilizada. Só pra comparação, o PDAnet (um programa similar) costumava detonar a bateria de um Palm Treo em duas horas no <strong>MÁXIMO</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/IMG_4396.PNG"><img class="size-full wp-image-1845  aligncenter" title="IMG_4396" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/IMG_4396.PNG" alt="IMG_4396" /></a></p>
<p>3 horas depois, 52% da bateria foi embora. Talvez isso pareça um gasto absurdíssimo, e de fato é (relembrando: tether por wifi gasta energia mais rápido do que o carregador recarrega a bateria, então ele mata o iPhone mesmo se estiver plugado no carregador), mas você sabia que a Apple promete autonomia de aproximadamente 6 horas de uso em navegação 3G, né?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/IMG_4397.PNG"><img class="size-full wp-image-1846  aligncenter" title="IMG_4397" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/IMG_4397.PNG" alt="IMG_4397" /></a></p>
<p>Finalmente desliguei o MyWi às 6:48 am, 5 horas e 27 minutos após o começo da experiência, quando a bateria estava em 14% e eu tive medo de que não sobraria carga pra mandar as screenshots pro meu email. 5 horas e 27 minutos de uma atividade tão intensa que torra a bateria mesmo que ela esteja carregando (o MyWi não permite que o iPhone entre em sleep mode durante o uso, o que aumenta ainda mais o consumo de energia).</p>
<p>E tenha em mente que a Apple promete 6 horas de navegação 3G constante. Considerando que meu iPhone 3GS tem um ano de idade (ou seja, a bateria já passou por vááááários ciclos), eu diria que a promessa de autonomia da Apple é verdadeira.</p>
<p>Só pra relembrar: tether por wifi matava um Treo 700W em duas horas. E olha que o Treo tinha uma bateria de 1800 mAh!</p>
<p>E é isso aí. Espero que isso tenha dado a vocês uma boa idéia de que nossas baterias são melhores do que a gente pensa que são. Agora, ponha esse iPhone pra carregar e arranque a bateria do seu laptop!</p>

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		<title>E o iPad, ein?</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 03:56:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tech Toys]]></category>

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		<description><![CDATA[

Então, foi o seguinte.
Tarado por tecnologia como sou, eu sabia que era uma questão de tempo até comprar o iPad. Mesmo naquele texto sobre ler quadrinhos no netbook (que muitos de vocês com aparente analfabetismo funcional interpretaram como uma menosprezada pra cima do aparelho, o que definitivamente não era o caso), eu admitia no último [...]]]></description>
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<p>Então, foi o seguinte.</p>
<p>Tarado por tecnologia como sou, eu sabia que era uma questão de tempo até comprar o iPad. Mesmo naquele texto sobre ler quadrinhos no netbook (que muitos de vocês com aparente analfabetismo funcional interpretaram como uma menosprezada pra cima do aparelho, o que definitivamente não era o caso), eu admitia no último parágrafo que acabaria comprando o troço.</p>
<p><span id="more-1820"></span></p>
<p>Se bem me lembro, quando redigi aquele post eu nem tinha tocado no bicho ainda. O iPad só foi lançado aqui no Canadá no finzinho do mês passado,  e as correrias relacionadas à mudança não me permitiram ir lá dar uma olhada no troço. Finalmente houve um motivo maior pra ir ao shopping &#8211; cortar o cabelo, acho -, e aproveitei pra passar pela Apple Store.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/March-2010-286.JPG"><img class="aligncenter size-full wp-image-1821" style="border: 1px solid #000000;" title="March 2010 286" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/March-2010-286.JPG" alt="March 2010 286" width="472" height="354" /></a></p>
<p>A loja tem estado lotada literalmente todo dia. Neguim vem aos montes experimentar o tablet. Apesar de ter 16 unidades espalhadas pra livre acesso dos curiosos, tive que esperar minha vez por quase dez minutos até que um moleque finalmente se cansou de fuçar no gadget e foi embora.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1822" style="border: 1px solid #000000;" title="ipad" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad.jpg" alt="ipad" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Comecei a mexer no sistema operacional (que se chamava iPhone OS mas que, já que agora 2 dos 3 aparelhos que rodam o sistema não são iPhones, a Apple mudou pra iOS) pra tentar compreender qual exatamente era a diferença entre o iPad e um iPod touch. Logo de cara a sensação em geral é que o tablet sempre foi a verdadeira &#8220;casa&#8221; do iOS, e que o iPhone e o iPod touch foram apenas experiências de beta test.</p>
<p>A tela é incrivelmente responsiva e &#8220;viva&#8221;, as cores são bastante distintas. Ver fotos nele é uma maravilha. Sites carregam com um visual mais aproximado do que você já está acostumado num computador &#8220;de verdade&#8221;. Webmaster vaidoso que sou, obviamente fui direto ao HBD.</p>
<p>E tirei uma foto antes mesmo que o Safari terminasse de carregar a página:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1823" style="border: 1px solid #000000;" title="ipad2" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad2.jpg" alt="ipad2" width="500" height="667" /></a></p>
<p>Aliás, o termo &#8220;webmaster&#8221; ainda existe? Esse termo é extremamente &#8220;este site é melhor visualizado em 800&#215;600&#8243;.</p>
<p>Enfim. Embora me faltassem motivos pra comprar o aparelho, eu já me encontrava bolando desculpas pra mim mesmo pra sair dali com um iPad debaixo do braço.</p>
<p>Decidi ver os joguinhos, outro fator definitivo. Como devo ter deixado implícito entre os que me conhecem, meu iPhone essencialmente é meu console portátil de escolha. Enquanto meu PSP e meu DS coletam poeira em algum canto esquecido do meu quarto, o iPhone tá sempre no meu bolso por default, e por isso e acaba sendo minha plataforma predileta pra joguinhos móveis.</p>
<p>A unidade demo da loja tinha Plants vs Zombies HD,a versão iPadiana do clássico do PC e iPhone. PvZ é um dos meus jogos prediletos, então cliquei no iconezim automaticamente.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1824" style="border: 1px solid #000000;" title="ipad3" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad3.jpg" alt="ipad3" width="500" height="667" /></a></p>
<p>Foi o basta. Decidido a comprar o aparelho, consultei meu planejamento financeiro mais uma vez (fica a dica, seu planejamento financeiro é uma das coisas mais importantes da sua vida. Conheça-o intimamente e sempre saiba em que pé está sua situação monetária). As cifras no site do TD Canada Trust &#8211; meu banco &#8211; deram a luz verde, e alguns dias depois eu voltei e comprei o meu iPad.</p>
<p>Peguei o modelo 16gb wifi. Analisei cuidadosamente a opção do modelo 3G, e acabei optando pelo wifi mesmo. A minha lógica na decisão é que, ao contrário de um celular (que sempre sai com você), um tablet talvez passe a maior parte do tempo em casa, tornando o plano de dados 3G algo que você não usará o bastante pra justificar o gasto.</p>
<p>Expus meu dilema no twitter e meus prestativos seguidores ofereceram uma sugestão interessante &#8211; por que não fazer jailbreak (pros leigos: hackear) o iPhone e habilitar a função não-oficial de tether por wifi? Em português isso significa &#8220;transformar meu iPhone num router wifi&#8221;, que eu poderei então usar pra conectar o iPad à internet.</p>
<p>Eu geralmente não sou muito fã de gambiarra, mas é inegável que essa solução é mais atraente que gastar 150 dólares a mais na unidade com 3G, e outros 35 dólares por mês num segundo plano de dados &#8211; pra um aparelho que não me acompanha com tanta frequência que meu celular.</p>
<p>Eu odiava a dependência de wifi nos tempos do meu iPod touch, mas como já tenho o iPhone (que excelente applefag eu estou me saindo ein), o problema não seria o mesmo.</p>
<p>Comprei o de 16gb de bom grado. Escolhi este modelo porque como não colocaria música nele, isso já de cara significava 8gb de sobra. Achei que 16gb deveria dar pros meus filmes, apps e quadrinhos.</p>
<p>Saí da loja com o iPad na mão, feliz da vida.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1825" style="border: 1px solid #000000;" title="ipad4" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad4.jpg" alt="ipad4" width="450" height="548" /></a></p>
<p>Meu pai também é perdidamente tarado por tecnologia, e assim como eu paquerava à distância a idéia de comprar um iPad. Era um espécie de pacto não-oficial que o primeiro a adquirir o brinquedo informaria o outro sem demora.</p>
<p>Saquei o telefone ainda no shopping e liguei pro véio. Falei que tinha finalmente comprado a porra do tablet. &#8220;Caralho, foi mesmo? Que bacana! Pegou qual modelo?&#8221;.</p>
<p>&#8220;Peguei o 16 giga mesmo&#8221;, falei</p>
<p>Ah, uma pausa aqui: se você é do tipo de gente que fala &#8220;quatro megas&#8221;, &#8220;oito gigas&#8221;, por favor pare. &#8220;Mega&#8221; e &#8220;giga&#8221; são abreviações e como tais, não se pluralizam.</p>
<p>Quando falei isso pro meu pai, ele perguntou por que eu não tinha comprado logo o de 32gb, pelo menos, já que a diferença era apenas de cem dólares &#8211; uma quantia insignificante pra quem já está gastando $580. Decidi que tinha realmente sido uma estupidez e volto à loja com o iPad e recibo na mão.</p>
<p>&#8220;Eita, já tá devolvendo?&#8221; indaga o vendedor na Apple Store.</p>
<p>&#8220;É, decidi que foi burrice comprar o de 16gb quando dá pra dobrar a capacidade por tão pouco&#8221;.</p>
<p>&#8220;É, tem razão&#8221; concluiu o carinha &#8220;me dá o recibo aí que eu vou lá pegar um de 32&#8243;.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1826" style="border: 1px solid #000000;" title="ipad5" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/ipad5.jpg" alt="ipad5" width="450" height="507" /></a></p>
<p>A caixa com o recibo em cima é o modelo de 16gb sendo devolvido, e a adjacente é o de 32. Catei a caixa, assinei o novo recibo, e voltei pra casa serelepe.</p>
<p>Alguns dias depois, já posso dizer que experimentei essencialmente tudo que o aparelho tem pra oferecer. Amanhã conto pra vocês o que estou achando do tablet até então.</p>

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		<title>Menos um motivo pra comprar o iPad</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2010/05/11/menos-um-motivo-pra-comprar-o-ipad/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 15:28:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tech Toys]]></category>

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		<description><![CDATA[

Eu estava no Brasil em janeiro quando o iPad foi finalmente anunciado. Mais especificamente, eu estava no Beach Park o dia todo enquanto vocês nerds virgens estavam colados no computador esperando o Steve Jobs finalmente revelar essa merda aí.

Ok, confesso &#8211; no caminho pra casa eu estava checando o tuíter furiosamente (no Nokia 5000 que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2010%252F05%252F11%252Fmenos-um-motivo-pra-comprar-o-ipad%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Menos%20um%20motivo%20pra%20comprar%20o%20iPad%22%20%7D);"></div>
<p>Eu estava no Brasil em janeiro quando o iPad foi finalmente anunciado. Mais especificamente, eu estava no Beach Park o dia todo enquanto vocês nerds virgens estavam colados no computador esperando o Steve Jobs finalmente revelar essa merda aí.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" title="iPad" src="http://img42.imageshack.us/img42/2523/appleipadsteve.jpg" alt="" width="360" height="248" /></p>
<p>Ok, confesso &#8211; no caminho pra casa eu estava checando o tuíter furiosamente (no Nokia 5000 que meu primo me emprestou enquanto eu estava aí) justamente pra saber o que era o tal iPad.</p>
<p>E meus sentimentos eram ambivalentes.</p>
<p><span id="more-1754"></span></p>
<p>Por um lado o aparelho parecia legal e prometia funcionalidades interessantes uma vez que os desenvolvedores começassem a focalizar seus esforços nele; por outro, assim como a maioria de vocês eu estava esperando um MacBook mais portátil, e não um iPod touch menos portátil.</p>
<p>Finalmente decidi que compraria o iPad na segunda geração &#8211; com um preço mais amigável, provavelmente mais leve, e com mais funcionalidades. Como o iPhone next gen sai esse ano em junho, pelo menos haveria algum novo brinquedo da Apple pra roubar minha atenção de qualquer forma.</p>
<p>Aí eu vi isso.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/comics.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1756" style="border: 0px initial initial;" title="HOLY SHIT" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/comics.jpg" alt="HOLY SHIT" width="300" height="407" /></a></p>
<p>Já que o iPad não tenha uma REAL funcionalidade (acessar internet no sofá não é um selling point pra quem já tem laptop, netbook, iPhone <strong>E</strong> um PC dedicado ao home theater), vou logo dizer então que ele nasceu pra ser um leitor de quadrinhos.</p>
<p>Já leio quadrinhos no iPhone e a experiência é bacana, embora não ideal por causa do tamanho da tela. No iPad seria perfeito (ou quase, se não fosse o fato de que pôr os quadrinhos no aparelho &#8211; assim como no iPhone &#8211; é uma chateação do caralho).</p>
<p>Aí pensei e decidi &#8211; não seria legal se eu usasse algum outro aparelho eletrônico portátil pra mesma função?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" title="Hmmm..." src="http://farm5.static.flickr.com/4041/4548161789_1ca2f451e0.jpg" alt="" width="450" height="338" /></p>
<p>Transformar um netbook num leitor de quadrinhos portátil não poderia ser mais fácil.</p>
<p>Primeiro, eu preciso ser capaz de simplesmente fechar a tampa do computador e coloca-lo pra &#8220;dormir&#8221; &#8211; assim, o processador e o HD não ficam trabalhando quando eu jogar o netbook de volta na mochila e meu brinquedinho não derreterá. Pra isso, basta mudar no Windows as configurações do efeito de fechar a tampa: de &#8220;hibernate&#8221; pra &#8220;sleep&#8221;.</p>
<p>Depois, preciso de um leitor de comics. Uso o CDisplay, e nunca tive problemas. Vocês recomendam algum outro?</p>
<p>Finalmente, nas configurações do CDisplay eu rotaciono as páginas pra direita, me permitindo segurar o netbook como se fosse de fato um livro ou revista em quadrinhos. Fica assim:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/netbook.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1757" style="border: 1px solid black;" title="netbook" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/netbook.jpg" alt="netbook" width="450" height="338" /></a></p>
<p>Não é estritamente necessário rodopiar a imagem, mas em minhas experiências lendo quadrinhos no netbook em trem ou ônibus noto que é uma forma mais confortável.</p>
<p>Precisei segurar o computador só com uma mão pra poder operar a câmera com a outra. Em situações normais de uso, a mão direita repousa sobre o mouse pad, e com o dedão você controla a passagem de páginas. Muito bacaninha.</p>
<p>Ah, e antes que encham meu saco com acusações de pirataria:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/netbook2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1758" style="border: 1px solid black;" title="netbook2" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/netbook2.jpg" alt="netbook2" width="450" height="416" /></a></p>
<p>Só baixo quadrinhos que já possuo. Não é nem necessariamente por ser politicamente correto (embora uma pequena fatia seja), é mais pela obsessão nerd de ter suas posses em formatos digitais pra poder aprecia-las &#8220;on the go&#8221;. Tenho a Ultimate Matrix Collection (aquela com 10 DVDs numa caixa de acrílico e uma estatueta do Neo), e acabei de baixar os três filmes no Demonoid.</p>
<p><strong>Vantagens do sistema em relação ao iPad:</strong></p>
<ul>
<li>Não ter que recomprar os quadrinhos que eu já tenho em forma física;</li>
<li>Caso você prefira usar leitor de quadrinhos diferente do Marvel.app, como é o caso do ComicZeal, não é necessário recomprar os quadrinhos. Mas a transferência dos arquivos pro iPad é feita por wifi, é lenta e instável;</li>
<li>150gb disponíveis pra lotar de quadrinhos, se você quiser;</li>
<li>Ao contrário do iPad, feche o leitor de quadrinhos e vire o netbook de volta à posição convencional e ele tem uma utilidade real;</li>
<li>HP Mini 210 custa CAD$350. O iPad, CAD$700.</li>
</ul>
<p><strong>Desvantagens do sistema em relação ao iPad:</strong></p>
<ul>
<li>Não é tão visualmente legal quanto o iPad;</li>
<li>É um pouco mais pesado;</li>
<li>A bateria dura bem menos: 6h do netbook contra 9-10h do iPad (sujeito a variações dependendo do uso, naturalmente).</li>
</ul>
<p>E é isso aí. Eventualmente acabarei comprando um iPad também (especialmente agora que a Rogers <a href="http://www.ipadincanada.ca/ipad-news/rogers-removes-20-data-bolt-on-for-ipad-confirms-no-fido-support/" target="_blank">parou com a sacanagem de cobrar extra pra permitir a um dono de iPhone compartilhar seu plano de dados entre os dois aparelhos</a>), mas pelo menos até lá não preciso chupar o dedo invejando a turma que lê seus quadrinhos digitalmente no caminho pro trabalho.</p>
<p>E agora me dêem licença que finalmente descobri como <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ISIBCLS9MuM" target="_blank">upgradear a RAM do computadorzim</a>. Memory Express aqui vou eu (e fica bem pertinho daqui de casa, veja que conveniente)!</p>

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		<item>
		<title>Finalmente, um PC decente</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2009/12/03/finalmente-um-pc-decente/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 10:06:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tech Toys]]></category>

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		<description><![CDATA[

Nesta semana encerrou-se um sofrimento tecnológico que já vinha durando mais ou menos 3 anos.
Por que diabos eu deixei a situação se arrastar por tanto tempo? É o seguinte.

Este é um completamente lamentável HP Pavillion DV6000 movido a lenha Athlon X2 de 1.6ghz e 2gb de RAM (upgradeado por mim, porque era originalmente 1gb só).
A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2009%252F12%252F03%252Ffinalmente-um-pc-decente%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Finalmente%2C%20um%20PC%20decente%22%20%7D);"></div>
<p style="text-align: left;">Nesta semana encerrou-se um sofrimento tecnológico que já vinha durando mais ou menos 3 anos.</p>
<p style="text-align: left;">Por que diabos eu deixei a situação se arrastar por tanto tempo? É o seguinte.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1348       aligncenter" style="border: 1px solid black;" title="laptop nojento" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/12/laptop-nojento.jpg" alt="laptop nojento" width="432" height="290" /></p>
<p>Este é um completamente lamentável HP Pavillion DV6000 movido a <span style="text-decoration: line-through;">lenha</span> Athlon X2 de 1.6ghz e 2gb de RAM (upgradeado por mim, porque era originalmente 1gb só).</p>
<p>A compra de tal notebook é completamente injustificada pra um nerd que mora fora do Brasil e que tem acesso facilitado a milhares de computadores de configurações melhores, mesmo que este nerd não jogue nada no PC e o use apenas pra bater papo na internet com outros nerds.</p>
<p>E apesar das zoações a que eu era alvo sempre que confessava pra alguém as specs deste meu computador principal (tenho outros dois, um desktop media center na TV da sala, e um netbook pra mais mobilidade), eu sempre me contentei com ele por anos, até recentemente. Até domingo passado, pra ser exato.<br />
<span id="more-1347"></span><br />
Como eu parei de jogar PC games mais ou menos em 1999, comprei este notebook tão desprezível quanto o atrito em problemas de física do segundo grau. Pra quem não faz nada no computador além de conversar na internet, devia dar pro gasto, né?</p>
<p>Hardware porco à parte, sim. <strong>Teoricamente</strong> sim, de qualquer forma. Eu iria descobrir em pouco tempo que há outras funções que exigem hardware musculoso além de jogar Call of Duty Modern Warfare com todos os recursos no máximo e ouvindo podcasts no iTunes ao mesmo tempo.</p>
<p>Quando comecei o HBDtv, eu usava o porquíssimo Windows Movie Maker. Por não ter praticamente nenhum grande recurso visual, o aplicativo exigia muito pouco do hardware, e eu usava tranquilamente e feliz.</p>
<p>Mas essa falta de qualquer recurso que possibilitasse uma edição menos amadora do que aqueles vídeos do youtube com título azul no fundo preto que passa da direita pra esquerda ao som de Linkin Park começou a me incomodar.</p>
<p>O Sony Vegas é cheio de funções bacanérrimas e descoladas, mas requeria um computador um pouco menos favelado do que o meu. Apesar de uma performance tartaruguesca que causaria um monge tibetano a perder a paciência e sair correndo nu pelas ruas de Lhasa (economize a googleada, é a capital do Tibet) berrando impropérios e esmurrando quaisquer crianças de colo no seu caminho, eu tinha tanta boa vontade de produzir o HBDtv que não me incomodava em esperar quase <strong>2 horas</strong> pra renderizar um vídeo de 5 minutos.</p>
<p>Ou com fato de que ao aplicar um efeito de transição ao vídeo, eu tinha que adivinhar como o efeito ficaria na edição final porque tal uso tornava o programa tão lento que a função preview do vídeo passava a funcionar como uma projeção de slides.</p>
<p>A última gota veio quando meu Windows Vista, com seu registro já profundamente erodido ao longo de mais de um ano de uso sem formatação, decidiu que iria me presentear com BSODs aleatoriamente se eu ousasse usar o Vegas pra editar um vídeo mais longo que três segundos.</p>
<p>Essa não deu pra engolir. No domingo tomei duas Blue Screens of Death no meio da fuça num intervalo de menos de meia hora, e foi aí que decidi mandar aquele laptop tomar bem no meio de seu inexistente cu.</p>
<p>No dia seguinte &#8211; que era meu dia de folga no trabalho &#8211; desliguei o computador, limpei minha mesa e marchei pra Best Buy, de onde não retornaria sem um computador ao menos oito vezes melhor do que o meu antigo. Ou seja, se eu achasse uma calculadora quebrada no rua, já poderia voltar pra casa no lucro.</p>
<p>Usei o twitpic pra mandar fotos das configurações dos computadores à venda pros meus seguidores, em seguida desconsiderei todas as sugestões deles e comprei isto.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" title="Desktop" src="http://farm3.static.flickr.com/2614/4154144590_ab5c40620b.jpg" alt="" width="450" height="338" /></p>
<p>Este é meu novo brinquedinho &#8211; um Phenom II X4 2.8ghz com 8GB de RAM, ATI Radeon HD 4200 e um monitor de 20&#8243;. E Windows 7, que parece ser o primeiro sistema operacional da Microsoft desde o MS-DOS que não é usado informalmente como sinônimo para o Holocausto.</p>
<p>A diferença é muito absurda. Em primeiro lugar, aquele monitorzão quilométrico que eu inicialmente não gostei (dá uma certa agorafobia ter todo aquele espaço aberto na sua frente; a princípio havia tanta área não-produtiva no meu monitor que eu estava com medo do MST invadi-lo) é algo que eu jamais poderei viver sem novamente, e já começo a pensar em upgradear pra um de 24&#8243;.</p>
<p>Este display de cinco hectares torna edição do HBDtv muito mais fácil, já que eu não tenho que ficar indo e voltando na barra de rolagem pra achar pontos específicos na trilha de vídeo.</p>
<p>O processador AMD parrudo que vocês Intelfags disseram que explodiria se eu olhasse pro computador de forma errada está tomando conta do recado de forma maestral, e esses 8gb de RAM (tou sendo sincero quando digo que nem sabia que se vendiam computadores com tanta memória RAM) me permitem usar o iTunes como tocador de mídia padrão até.</p>
<p>Pra você ter uma ligeira idéia da performance do meu computador antigo, o iTunes demorava entre 5 e 7 segundos pra registrar CLIQUES. Tipo, clica num botão, o programa paralisa por 5 segundos, e aí o botão é pressionado. Acho difícil você conseguir imaginar algo mais deprimente.</p>
<p>Ao todo (incluindo monitor e impostos) paguei 900 pau. Que é exatamente a mesma quantia que eu paguei naquele HP Pavilion que me dá raiva só de lembrar.</p>
<p>Nem sei porque diabo comprei um notebook &#8211; e uma opção inerentemente falha. O notebook não pode ser upgradeado, é mais caro, tem tudo embutido o que te fode quando um periférico decide morrer, esquenta muito&#8230; única vantagem do notebook  é ser portátil, e até isso parou de fazer sentido com a chegada dos netbooks.</p>
<p>Formatei o laptop e dei pro meu irmão, que usa um PC Frankenstein montado pelo meu pai há mais de dois anos. Pra você ter uma mera idéia da situação sócio-econômica deste computador do moleque, o gabinete é preto com um drive de CD branco (CD, note, não DVD) e tem ENTRADA PRA DISQUETE.</p>
<p>Pra ele, até meu HP Pavilion velho de guerra é lucro.</p>
<p>Enfim. Agora que finalmente tenho um computador de verdade, posso parar de fingir elitismo perante PC gamers e unir-me a eles. Que joguetes eletrônicos em formato executável os senhores me recomendam?</p>
<p>Se você falar WoW ou qualquer outro MMO dedicado a pessoas profundamente lamentáveis, passarei a fingir que você morreu.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="World of Warcraft" src="http://farm4.static.flickr.com/3328/3595455707_e967b99cfa.jpg" alt="" width="450" height="360" /></p>
<p>A imagem acima é de minha autoria e pode ser encontrada <a href="http://www.flickr.com/photos/izzynobre/3595455707/" target="_blank">aqui</a>. Sinta-se à vontade pra usa-la pra trollar seus amigos MMOfags da mesma forma que acabo de trollar os meus.</p>

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		<title>8 jogos que provam o potencial gamístico do iPhone</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 18:04:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[Tech Toys]]></category>

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Dizer que eu sou fanático por videogames seria uma redundância do caralho. Quando não estou jogando, estou escrevendo ou batendo papo sobre joguinhos. A maioria dos meus bookmarks é composta de sites de notícias sobre jogos, e o único evento anual de importância no meu calendário é a E3. Tenho todos os consoles da geração [...]]]></description>
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<p>Dizer que eu sou fanático por videogames seria uma redundância do caralho. Quando não estou jogando, estou escrevendo ou batendo papo sobre joguinhos. A maioria dos meus bookmarks é composta de sites de notícias sobre jogos, e o único evento anual de importância no meu calendário é a E3. Tenho todos os consoles da geração atual (de mesa e portáteis), e todos os periféricos disponíveis pra cada um deles &#8211; volante, guitarras, bateria, encaixe pra controle do wii no formato de pistola, tapete de dança, câmera, add-on com teclado QWERTY pra bater papo na Xbox Live, headset blutooth, o caralho a quatro. Eu sou o tipo de pessoa que sai em público vestido da seguinte maneira:</p>
<p><center><img src="http://img31.imageshack.us/img31/543/nerdd.jpg" border=1></center></p>
<p>Sem dúvida a imagem de um nerd gamista foi a primeira coisa que veio à sua cabeça quando você viu o layout deste blog pela primeira vez e tentou imaginar quem seria seu autor. Meu comprometimento com videogames é profundo e essencialmente define quem eu sou.</p>
<p>Então. Qualquer pessoa suporia que eu teria me animado quando ouvi pela primeira vez a notícia de que meu smartphone favorito viraria uma plataforma de jogos. Mas ao invés disso, eu torci o nariz num ângulo de noventa graus.<br />
<span id="more-990"></span><br />
Como a maioria dos gamers hardcore, a premissa do iPhone como plataforma séria de jogos soava como um salto impossível. Talvez soe como uma excelente forma de marketear o aparelho (&#8221;é um celular, é um ipod, é um tocador de vídeo, é uma ferramenta de acesso à internet, é um VIDEOGUEIME!!!11&#8243;), mas a experiência real seria completamente escrota. </p>
<p>Minha lógica era que talvez isso funcione pra joguinhos completamente casuais e sem propósito, daqueles que se baseiam inteiramente em dar tapinhas na tela, mas que apelo isso terá pro nerd de verdade? Não, obrigado. Meu PSP e meu DS mandaram um abraço. Nenhum gamer de verdade se convencerá com isso.</p>
<p>Há alguns motivos que sustentavam aquela opinião; o primeiro e mais óbvio destes sendo a falta de botões. Nos bons e velhos tempos dos Palms, muitos joguinhos tentaram input por intermédio de botões virtuais na tela, e a experiência podia ser descrita como &#8220;comer cereal usando mijo ao invés de leite, e cocô ao invés do cereal&#8221;. O hardware simplesmente não se presta a esse tipo de função. Nada funcionava como devia. Era no máááximo legal pra mostrar pros amigos, mas você jamais gastaria seu tempo jogando aquilo. </p>
<p>Quando eu tinha um iPod touch jailbroken (noobs, leiam &#8220;destravado&#8221;), havia vários joguinhos e emuladores não-oficiais que tentavam contornar a limitação do hardware apelando pros botões na tela. Desnecessário dizer que essa alternativa era absurdamente tosca e, novamente, só servia pra se exibir pros amigos. &#8220;<em>Seu mp3 player roda Super Mario World? HAHA, I didn&#8217;t think so</em>&#8220;. No seu âmago você sabia que se seus amiguinhos jogassem a parada por mais de 5 minutos veriam que se tratava apenas de efeitos especiais, <em>smoke and mirrors</em>. A falta de botões impedia gameplay de susbtância.</p>
<p>O outro problema aparentemente insuperável é o modelo de distribuição do iPhone/iPod touch. Como o aparelho não tem mídia física, todo e qualquer jogo chegará a ele por intermédio de uma conexão com a internet e, mais desgraçadamente, do iTunes. Na minha cabeça, essas duas limitações capavam completamente qualquer potencial que o iPhone almejasse ter como plataforma de jogos. </p>
<p>O público em geral é tanto alheio a mudanças, quanto preferidor de mídia física. Nove entre dez internautas te dirão que entre gastar dinheiro com um DVD e gastar a mesma quantia com um download legal do filme, eles preferem imensamente comprar o DVD. E mesmo em casos em que o download é um pouco mais barato, o pessoal prefere comprar o DVD. Ter o bem material em mãos confere uma sensação muito mais tangente de posse do que ser dono de um monte de códigos virtuais invisíveis atrelados a uma conta na AppStore ou no Steam, e por isso eu suspeitava que ninguém ia apostar na idéia de pagar por software sem caixa ou manual.</p>
<p>Sem contar no controle draconiano que a Apple sempre exerceu sobre suas plataformas. Game developers, que já têm que se sujeitar aos caprichos dos publishers, teriam <strong>OUTRO</strong> middleman pra agradar antes que seus jogos chegassem às massas. Um middleman, diga-se de passagem, que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bandai_Pippin">em sua única experiência no mundo dos jogos fracassou miseravelmente</a>.</p>
<p>Ou seja, você tem um aparelho com hardware não-favorável, que usa um método de distribuição de mídia que os usuários em geral parecem não preferir, sendo gerenciado por uma empresa com experiência negativa no mercado de jogos. Se isso não é uma receita pra uma espetacular fracasso, nada mais é.</p>
<p>E guess what?</p>
<p>Eu estava <strong>retumbantemente errado</strong>. E nunca me senti tão satisfeito por isso.</p>
<p>Controles virtuais não são um formato perfeito de input de comandos, isso é bastante óbvio. Entretanto, a experiência com os controles virtuais da maioria dos jogos da AppStore são brutalmente superiores àquela atingida com PDAs, ou mesmo com apps não-oficiais no próprio iPhone. O que é bastante previsível, se você considerar que de um lado você tem software developers sendo PAGOS por um trabalho que eles levam a sério, enquanto do outro você tem adolescentes hackers que programam no tempo livre quando não estão fornicando pré-maritalmente ou fumando maconha.</p>
<p>E com a internet permeando cada vez mais a nossa existência (antes se limitava aos computadores, agora nossos consoles e celulares estão online 24/7), a distribuição digital acaba quebrando esse paradigma de que a posse tangível é superior à posse virtual. </p>
<p>Um paralelo curioso da mudança do status quo entre tangível versus virtual foram as câmeras digitais. Quando meu pai me apresentou à nossa primeira câmera digital (era uma Kodak com tela de uma polegada, 2 megapixels &#8211; com settings que ofereciam resolução na casa dos KILOpixels -, e um cartão CF de 64mb), eu achei um gadget legal, mas não muito prático. Afinal, eu teria que ficar imprimindo todas as fotos pra poder mostrar pros meus amigos? Que negócio mais sem propósito. </p>
<p>A penetração da internet (e, mais especificamente, nossa afinidade por sites de relacionamento social e métodos eletrônicos de comunicação) virou aquela situação completamente pelo avesso &#8211; hoje, pra usar uma câmera de filme você teria que digitalizar todas as fotos físicas (que, após todo esse trabalho, serviriam apenas pra coletar poeira em algum canto da sua casa). Se antes o que importava era o físico, hoje é o eletrônico que interessa.</p>
<p>E não demorará muito pra que isso se extenda a outras mídias, como jogos.</p>
<p>Não dá mais pra negar &#8211; a Apple acertou muito em cheio com o iPhone. Eles conseguiram garantir uma fatia IMENSA do mercado a despeito de vender um celular com hardware inferior e, não satisfeitos, decidiram repetir o feito, mas dessa vez com o olho nos games. Hardwaremente falando o iPhone fica bem abaixo do DS e PSP (justamente pela aparentemente intransponível barreira da falta de botões físicos), <a href="http://www.networkworld.com/news/2009/020309-are-iphone-gaming-numbers-trouble.html">mas ele tem vendido mais software que os dois competidores juntos</a>. </p>
<p>Vocês acham que é coincidência que ambos os novos DSi e o PSPGo! anunciem proeminentemente a capacidade de baixar jogos? Como disse Neil Young, ex-executivo da Electronic Arts que se demitiu pra fundar a ngmoco, uma conceituada empresa de produção de jogos pro iPhone, &#8220;<a href="http://www.wired.com/gamelife/2009/03/gdc-in-iphones/">A Apple treinou 30 milhões de pessoas a baixarem jogos em qualquer lugar que elas estejam</a>&#8220;. Ele acredita que isso é tão significante pro mundo dos games quando a introdução do Atari VCS, do Game Boy ou da Xbox Live.</p>
<p>Aqui estão 8 jogos pro iPhone ou iPod touch que foram capazes de convencer até mesmo o mais ferrenho oponente: eu.</p>
<p><center><img src="http://img4.imageshack.us/img4/9864/soniciphone.jpg" border=1></center><br />
Bom, essa screenshot não carece de nenhuma introdução. É <b>Sonic</b>, meu amigo, na porra do seu celular/mp3 player. Muitos de vocês provavelmente me vêem como um fanboy da Nintendo (eu dei motivos, admito), e em meu âmago talvez eu seja mesmo. Mas não há como negar que a Sega acertou muito em cheio com Sonic. Este porco-espinho azul ainda é uma das franquias mais reconhecidas da história dos games, e os primeiros jogos eram verdadeiras obras primas.</p>
<p><center><img src="http://img13.imageshack.us/img13/1402/warfareincorporated.jpg" border=1 ></center><br />
<b>Warfare Incorporated</b> é um jogo de estratégia em tempo real bastante parecido com Command and Conquer, que veio da época dourada dos Palms. Tive Warfare Inc em todos os meus PDAs, e eu adorava o jogo.</p>
<p>Nem preciso dizer que com uma interface multitouch, o jogo tem um gameplay incrivelmente mais fluído, sem contar que update anunciado do jogo trará multiplayer via 3G. É isso aí, RTS online portátil. Definitivamente vivemos no futuro.</p>
<p><center><img src="http://img195.imageshack.us/img195/7270/abusecontrol.jpg" border=1 ></center><br />
<b>Alien Abuse</b> (conhecido apenas como Abuse na época dos joguinhos shareware de PC) é um shooter 2D que foi o primeiro a implementar um esquema de controle que dependia simultaneamente do teclado e do mouse. É engraçado pensar que esse método que virou padrão absoluto foi recebido com muuuuito desgosto na época. A maior crítica que tinham contra Abuse era o controle.</p>
<p>Eu nunca imaginei que um jogo de gameplay tão brutalmente veloz fosse viável numa plataforma como o iPhone, mas aqiu estou eu no level 11 e adorando cada segundo. Com o círculo da esquerda você move o bonequim, com o da direita você mira. Um terceiro círculo executa saltos. Funciona MUITO bem. Não acredita em mim? <a href="http://www.youtube.com/watch?v=oIpgYjVoB50">Vejaí</a>.</p>
<p>Se você duvida que um jogo hardcore possa funciona no iPhone, recomendo com força que você veja esse vídeo.</p>
<p>Ah, quase esqueci &#8211; o jogo oferece multiplayer online também.</p>
<p><center><img src="http://img15.imageshack.us/img15/9486/orionsbig05.jpg" border=1></center><br />
<b>Orions: Legend of the Wizards</b> é um jogo que mistura cardgame a la Magic the Gathering com estratégia de gerenciamento tipo Heroes of Might and Magic pra criar algo deliciosamente inovador e viciante. Já falei bastante desse jogo <a href="http://hbdia.com/wordpress/2008/12/17/orions-legend-of-the-wizards/">aqui</a>, então não vou chover no molhado. Só vou adicionar que foi jogando horas e horas de Orions em casa (eu nunca jogo games portáteis em casa) que eu percebi que ver o iPhone como um console não era tão sem fundamento quanto eu pensava. Joguei umas 30 horas dessa merda, e nem zerei todos os modos ainda.</p>
<p><center><img src="http://img14.imageshack.us/img14/7266/peggleiphone.jpg" border=1></center><br />
<b>Peggle</b> é o joguinho casual que tá sendo a grande sensação entre o povo não-gamer, ou ao menos era o que eu sempre havia lido sobre o jogo. Nunca me interessei em Peggle, novamente por causa do meu posicionamento de gamer hardcore arrogante que pensa que esses joguinhos são pra vovó. </p>
<p>Ledo engano. Por trás da aparência miguxinha, Peggle é um jogo extremamente viciante e recompensador. É muito difícil largar o celular quando começo a jogar essa merda.</p>
<p><center><img src="http://img3.imageshack.us/img3/3193/20788.jpg" border=1></center><br />
<b>Sim City</b>. Mais precisamente, é um port de Sim City 3000.</p>
<p>Sinceramente, preciso dizer mais alguma coisa?</p>
<p><center><img src="http://img199.imageshack.us/img199/7895/safeimagephpdb48fbac591.jpg" border=1></center><br />
<b>Tiki Towers</b> é um joguinho bastante carismático e diferente &#8211; nele, tu tem que construir pontes/torres com bambus e côcos, pra permitir que o grupo de macaquinhos chegue do ponto A ao ponto B. A física é realística, e suas estruturas balançam, caem e quebram como aconteceria no mundo real. Você às vezes tem que jogar o mesmo mapa vinte vezes, até bolar um design estrutural que aguente o malemolejo dos símios. Há bastante unlockables, o que garante replay value.</p>
<p><center><img src="http://img44.imageshack.us/img44/4884/mystforiphonescreenshot.jpg" border=1></center><br />
<strong>Myst</strong> é outro clássico absoluto que dispensa qualquer apresentação. Rezemos pra que o iPhone traga de volta o finado estilo point and click adventure.</p>
<p>Tem outros jogos de alto calibre que eu não mencionarei porque não são exatamente meu estilo (Sims 3, Real Racing, Need for Speed, Cooking Mama, Metal Gear Solid Touch, Tiger Woods PGA Tour, Doom Resurrection, Terminator Salvation, Katamari Damacy, etc), mas eles servem pra provar meu ponto de que o iPhone e o seu irmão mais novo iPod touch causaram uma forte impressão na indústria gamer. Qualquer pessoa que pensava como eu, que essa imagem de console era nada além de empáfia marketeira precisa sinceramente ler reviews, ver os vídeos de gameplay e reconsiderar.</p>
<p>No final das contas, é bastante improvável que os jogos do iPhone ou do iPod touch sejam o motivo da preferência pelo aparelho. Eu estaria sendo completamente surrealista se dissesse que alguém vai comprar um iPod touch só pra jogar Sonic ou Peggle. </p>
<p>Acontece que a opção extra desses joguinhos certamente faz a escolha pender pro lado dos iGadgets, e ao mesmo passo de que a aceitação do iPhone/iPod touch aumenta por causa disso, também aumenta o interesse de softhouses de capitalizar em cima da base instalada.</p>
<p>É um círculo lógico que resultará apenas em uma coisa &#8211; mais jogos excelentes pra mim e pra você.</p>

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		<title>Eu sou uma criança feliz</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 14:26:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
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<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XcQQ5U_6cmM&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/XcQQ5U_6cmM&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>

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		<title>MacBook e frustração</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 22:23:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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Há muito tempo eu acalentava a idéia de ter um MacBook. Não havia nenhum motivo em particular, só mesmo a vontade de explorar um sistema operacional completamente diferente. Minha noiva, que é a melhor noiva do mundo, ficou com pena da minha cara e me comprou um MacBook

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<p>Há muito tempo eu acalentava a idéia de ter um MacBook. Não havia nenhum motivo em particular, só mesmo a vontade de explorar um sistema operacional completamente diferente. Minha noiva, que é a melhor noiva do mundo, ficou com pena da minha cara e me comprou um MacBook</p>
<p><center><img src="http://img144.imageshack.us/img144/6141/macbook.jpg" border=1></center><br />
E foi uma das experiências mais frustrantes da minha vida.<br />
<span id="more-977"></span><br />
Não sei como Macs são marqueteados aí no Brasil, mas aqui eles fazem um bom trabalho de fazer os computadores parecerem user-friendly. Mac aqui é o computador que nego dá pra avó ou pra mãe, pra que ela mexa em fotos e produza slidezinhos com vídeos das férias. Nas muitas vezes que frequentei a Apple Store, os vendedores sempre me relembravam que mexer com Macs é intuitivo e que os diversos workarounds necessários no Windows não aconteciam com a plataforma Apple. Pode sair plugando e nem se preocupe em ficar horas configurando ou baixando drivers ou codecs ou fuçando fóruns &#8211; em Macs tudo funciona de primeira, sem encheção de saco. Ótimo!</p>
<p>Em primeiro lugar, há a questão do OS completamente diferente. É difícil explicar, mas os hábitos Windows cultuados ao longo de 15 anos não são fáceis de abandonar. Pelo menos às primeiras pegadas, o sistema passa impressão de pouco intuitivo. Eu não estava sabendo exatamente quando estava minimizando ou fechando programas, a falta de uma barra de ferramentas embutida nos aplicativos me confundia, o Spaces acabava me atrapalhando mais que ajudando, era uma confusão.</p>
<p>Isso só acontece, obviamente, por causa da minha predisposição com a arquitetura do Windows. Não há problema inerente do Mac nessa questão. Imagino que um usuário de anos de Mac, ao usar Windows pela primeira vez na vida estaria tão perdido quanto eu. </p>
<p>Então o OS é um pouco diferente. Isso não é um problema; afinal, o que eu queria era realmente experimentar o sistema novo. é meramente uma questão de prática. Eu estava completamente disposto a desbravar o sistema operacional.</p>
<p>O que realmente me incomodou um pouco foi a forma contra-produtiva como o iTunes do Mac lidou com meu celular. Em outras palavras, o iTunes apagou todo o conteúdo da porra do meu iPhone.</p>
<p>No twitter, milhares de soluções pro problema apareceram, todas elas bastante diferentes da promessa de que Macs &#8220;just work&#8221;. Mas tudo bem. Não é como se a Apple prometesse que seus periféricos funcionarão sem complic&#8230;</p>
<p><center><img src="http://img9.imageshack.us/img9/6324/bornready.jpg" border=1></center></p>
<p>Oops.</p>
<p>Uns sugeriam caçar entre as configurações do iTunes uma opção que me permitisse fazer sei lá o que. Outros disseram que eu deveria ir ao meu PC, copiar a minha playlist gerada pelo iTunes lá, colar no Mac, e rezar pra que a gambiarra funcionasse (precisei no passado fazer algo parecido entre PCs e não funcionou). Outros, provavelmente mais experientes com esse tipo de manobra e conhecedores dos resultados desfavoráveis, sugeriram que eu passasse a usar o meu PC com Windows pra gerenciar o iPhone. </p>
<p>Ignorei o fato de que comprar um novo computador mas se ver obrigado a usar o velho pra funções básicas do dia a dia é um contrassenso, e tentei sincronizar o iPhone com o Mac. E perdi tudo que tinha nele.</p>
<p>Olha, eu não sou um especialista em programação. Entretanto, dá pra saber que não é necessário uma inteligência artificial avançada pra que o iTunes concluísse que, como a instalação do MacOS era recente e as databases do meu iPhone eram bem antigas, o usuário tinha acabado de adquirir um Mac e que por isso não fazia sentido destruir todo o conteúdo do celular.</p>
<p>Mas foi isso que aconteceu. Eu entendo que a idéia de sincronizar o iPhone com o iTunes é que o conteúdo de um seja idêntico ao do outro, mas não seria mais lógico pegar o conteúdo maior e transferi-lo pro menor, formatando um dos dois apenas quando o usuário deixasse CLARO que é isso que ele queria fazer? </p>
<p>Mas tudo bem. Eu não gostava mesmo de todos aqueles contatos, fotos, e apps no meu celular, anyway. Não demoraria mais de uma semana pra reconstruir tudo. Foda-se. Vamos mexer no tal do iLife!</p>
<p>Vou falar aqui que achei aquele iPhoto uma confusão só. Ele pega TUDO que eu odiava em ser obrigado a gerenciar minhas músicas no iTunes, e estende aquilo pras minhas fotos! Como é que a Apple marqueteia isso como uma função desejável, eu jamais entenderei. Mas tudo bem, fodam-se as fotos. Quem quer tirar fotos de eventos importantes, de qualquer maneira?</p>
<p>Meu interesse maior era o iMovie. Como vocês sabem, eu curto dar uma de cineasta, pegar filminhos que faço em viagens, colocar musiquinha de fundo, transições, essas merdas. Macs são supostamentes os melhores computadores pra esse tipo de coisa. Já tava até me imaginando reproduzindo versões Directors Cut de todos os vídeozinhos que eu já fiz, e quem sabe até ressucitando o HBDtv.</p>
<p>Aí, a gota dágua: o iMovie não é compatível com vídeos produzidos pela minha câmera.</p>
<p>Pedi ajuda pros macmaníacos, e as soluções vieram em todos os sabores: instale o codec X, baixe o filtro Y, converta todos os seus vídeos (algo provavelmente fácil de fazer quando você não tem 19gb de footage), ou compre uma nova câmera. </p>
<p>Esse último conselho foi quase pior do que os vários amiguinhos que me recomendaram que eu <strong>DEIXASSE PRA FICAR FAZENDO EDIÇÕES DE VÍDEO NO WINDOWS MESMO</strong>.</p>
<p>Isso foi o que realmente me fez repensar a posse do Mac. Veja bem, meu amigo &#8211; tenho meu computadorzinho decente aqui que nunca me deu raiva. Nele, faço tudo que já estou acostumado a fazer sem complicações, todos os meus periféricos funcionam sem problemas nele. </p>
<p>Aí eu ganho um computador que custa o dobro, um computador que é vendido pela fabricante sob promessa de usabilidade simplificada, e preciso me preocupar com mil coisas que o meu PC fazia sem necessidade de passos extras?</p>
<p>Aí eu anunciei meu crescente desinteresse na máquina, e começaram os ataques. Porque afinal de contas, se você está se sentindo insatisfeito com alguma coisa e reconsidera usa-la, você é realmente um filho de uma puta que merece toda hostilidade possível.</p>
<p>Porra. Eu queria o MacBook há meses. Fiz um esforço pra me adaptar ao novo sistema operacional, dei de ombros quando todo o conteúdo do meu iPhone foi limado sem necessidade aparente, me resignei a adotar o odiável approach do iTunes pra gerenciar minhas fotos. Boa vontade da minha parte não faltou, acredite. </p>
<p>Mas quando os conselhos de usabilidade do MacBook começam a se resumir a &#8220;ah, continua fazendo isso no Windows que é melhor!&#8221;, qual o propósito de ter o novo computador?</p>
<p>De acordo com os macfags, eu DEVERIA continuar usando o computador mesmo assim. Por que? Sei lá por que. Mas eu deveria. Aparentemente o MacBook não tem obrigação de fazer nada por mim, EU é que tenho que fazer alguma coisa por ele. Se a posse do MacBook me obriga a perder todo o conteúdo do meu celular, me adaptar a um novo sistema de gerenciamento de fotos e até mesmo comprar uma nova câmera, isso é o mínimo que eu tenho que fazer. O MacBook está me fazendo o favor de estar na minha mesa, oras!</p>
<p>Ah, vá sentar em uma piroca, meu amigo! A função de uma ferramenta é me servir; no momento que o benefício oferecido pela ferramenta se torna menor do que os contratempos em utiliza-la (ou pior, quando a posse da nova ferramenta me faz ainda obrigado a usar as antigas com frequência), qual o propósito de ter a nova ferramenta? Todo a complicação em me adaptar ao MacBook não era pro MEU benefício, era pro benefício da marca.</p>
<p>Nem posso dizer que me surpreendo com o resultado desse breve ingresso no mundo Mac. A hostilidade dos macfags simplesmente porque eu decidi que o Mac não se enquadra bem no meu padrão de uso chega a ser cômica. </p>
<p>Não entendo essa forma de pensar. Em qualquer outra faceta da nossa vida, ao experimentar algo que você não gosta e que não traz tantos benefícios assim, você se afasta daquilo. Você busca aquilo que dá mais conforto e funcionalidade. </p>
<p>Os macfags, aparentemente, não permitem essa atitude. Você não gostou de um Mac? Você é burro, porque DEVERIA gostar. O Mac destruiu o conteúdo do seu celular? Você é burro, porque tinha que setar mil configurações antes, a despeito do fato de que o Mac se define como um computador que não requer tais sobressaltos pra interfacear com seus periféricos. A câmera que você usa há anos e funciona com todos os seus PCs e múltiplos softwares de edição não é compatível com o iMovie? A culpa é totalmente sua por ter comprado aquela câmera. Seu MacBook explodiu e incendiou sua casa? A culpa é sua por ter uma casa feita de materiais inflamáveis.</p>
<p>A posição dos macfags é praticamente dogmática &#8211; o Mac jamais estará errado, então qualquer insatisfação provocada por ele é culpa SUA. Só mesmo através dessa ótica quase religiosa é que o usuário fanático consegue concluir que nada jamais será culpa da Apple; o usuário que não fez tudo o que ele podia pelo computador. </p>
<p>Parece aquele episódio dos Simpsons em que Homer vai à &#8220;Mapple&#8221; Store, pergunta ao vendedor o que o computador pode fazer por ele, e o vendedor o corrige perguntando o que ELE pode fazer pelo computador. </p>
<p>Foda-se. A única pessoa que podia legitimamente se sentir chateada com a devolução do computador é a minha noiva, e aposto até que ela suspirou aliviada por não ter que pagar 1400 dólares num computador que tem uma maçãzinha na tampa. Chega a ser dantesca essa insistência dos fanáticos de que eu <strong>TENHO</strong> que continuar tentando, de que eu <strong>TENHO</strong> que continuar dando chances ao MacBook. Por que, porra? Você precisa legitimizar sua preferência por causa da minha experiência favorável pelo negócio?</p>
<p>Antes de você correr pros comentários me explicando que você migrou pro Mac e nunca voltou atrás, poupe seu tempo. Eu compreendo que num país como o Brasil, que devoluções de aparelhos caros são manobras dificilmente bem sucedidas, você precise ter se FORÇADO a gostar do aparelho e falar apenas coisas boas sobre ele. Dissonância cognitiva explica que dificilmente alguém que gastou muito dinheiro com alguma coisa ousará falar mal dela. </p>
<p>E caso você tenha legitimamente preferido o Mac que um PC, porra, foda! Sinto inveja de você, realmente. Acredite, eu NÃO queria ter devolvido o MacBook. Eu queria que ele &#8220;apenas funcionasse&#8221;, exatamente como a propaganda dizia que ele funcionaria.</p>
<p>Entretanto, não foi o caso. Eu me sinto legitimamente triste por ter que me desfazer de algo que desejei por meses, mas o que eu posso fazer? O troço não funcionou como prometido (e pior que isso, ele me causou problemas reais, a perda de todo o conteúdo do meu celular). </p>
<p>O problema de vocês é que, por qualquer motivo que seja, vocês <strong>adoram</strong> a marca. Não no sentido de gostar bastante, no sentido de VENERAR mesmo. A Apple é superior a qualquer outra coisa, e está sempre certa, não importa as circunstâncias.</p>
<p>Acho que é por isso que vocês não permitem que o computador produzido por ela seja visto como uma simples ferramenta, a ser usada de acordo com a conveniência. A porra desse Mac é visto quase como o objeto de afeição de vocês.</p>
<p>Foda-se tudo. vou continuar com meu Windowzim mesmo. Afinal, ele REALLY works.</p>

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		<title>Twitter, hivemind e Star Trek</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2009/05/07/twitter-hivemind-e-star-trek/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 15:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tech Toys]]></category>

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		<description><![CDATA[

Eu sou apaixonado pela wikipédia. Qualquer porcaria que eu ouço e não conheço inteiramente, mando os termos de busca na wikipédia e passo as próximas horas navegando na enciclopédia e devorando toda a explicação sobre a parada.

Tá bom, seu bosta, vire esse arzinho de superioridade pra lá &#8211; eu sei muito bem que e que [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2009%252F05%252F07%252Ftwitter-hivemind-e-star-trek%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Twitter%2C%20hivemind%20e%20Star%20Trek%22%20%7D);"></div>
<p>Eu sou apaixonado pela wikipédia. Qualquer porcaria que eu ouço e não conheço inteiramente, mando os termos de busca na wikipédia e passo as próximas horas navegando na enciclopédia e devorando toda a explicação sobre a parada.<br />
<span id="more-975"></span><br />
Tá bom, seu bosta, vire esse arzinho de superioridade pra lá &#8211; eu sei muito bem que e que intelectuais de verdade lêem a New Yorker, a Encyclopedia Britannica e o Washington Post, e que o valor acadêmico da wikipédia se compara àqueles manuais ilustrados do universo expandido de Star Wars.</p>
<p><center><img src="http://img152.imageshack.us/img152/3545/starwarsillustratedpart.jpg" border="1" alt="" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">Tudo isso pra explicar a porra de um manche de uma X-Wing</span></center></p>
<p>Entretanto, enquanto a wikipédia é bastante insignificante pra assuntos mais sérios (e a wikipédia em português, então, é pior que inútil), pra tópicos de pop culture ela é uma mão na roda. Pra curiosidades sobre filmes, séries, livros de ficção científica, antigos consoles de videogames ou qualquer outra bobagem desse calibre, não há melhor fonte de informação que a wikipédia. Una o alcance da wikipédia com o potencial de um celular com 3G ilimitado e você tem um hitchhikers guide to the galaxy de verdade.</p>
<p><center><img src="http://img23.imageshack.us/img23/3930/iphonegc4.jpg" border="1" alt="" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">Ou até melhor, já que o guia não tinha GPS ou cliente de email</span></center><br />
Então. Como estamos prestes ao lançamento do novo Star Trek, comecei a ler o artigo sobre a série pra me sentir mais inteirado sobre o cânon estabelecido pelos filmes. Clica aqui, clica acolá, acabei chegando ao artigo sobre os Borg.</p>
<p>Pros não-entendidos, os Borg são uma raça alienígena do universo Star Trek que são caracterizados como cyborgs que &#8220;assimilam&#8221; seres e tecnologias de outras raças, tornando estes Borg também.</p>
<p>Porra, essa frase tá mal construída pra caralho. Vou explicar melhor, é assim &#8211; um Borg te pega à força, injeta uns nano-bichinhos no teu corpo, e tu começa a ser &#8220;assimilado&#8221;, tu vira um robô como eles, e pouco a pouco começa a pensar e falar como eles. Entendeu mais ou menos?</p>
<p><center><img src="http://www.stillsecureafteralltheseyears.com/photos/uncategorized/borg12.jpg" border="1" alt="" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">Olha os bichos aí</span></center></p>
<p>Os Borg eram uma interessante análise/sátira da linha cada vez mais tênue que separa o homem da sua tecnologia. A fusão definitiva do ser humano e suas ferramentas eletrônicas é um cenário bastante comum na ficção científica, diga-se de passagem, e os Borgs ajudaram a popularizar esse tema.</p>
<p>Por causa disso, eles não são vistos como indivíduos &#8211; Os Borg são uma grande consciência coletiva, cada um sabe o que o outro sabe, todos compartilham uma mente. Note que nem se pluraliza o nome dos bichos, de tão macabra que é a parada.</p>
<p>E eu percebi com certa agonia que esse cenário já está se tornando tangível HOJE.</p>
<p>E ele se chama twitter.</p>
<p><center><img src="http://1.bp.blogspot.com/_E8ZD85Wzu9E/R2MBIdoWEhI/AAAAAAAAAFk/Rrxwuq6q4tM/s400/whale.gif" border=1><br /><font size=1>Resistance is futile, bitch</font></center></p>
<p>Quer ver? Pensa aqui comigo. </p>
<p>Humanos usando a internet pra se comunicar com gente distante e estabelecer redes sociais não é nada novo. Acontece que o twitter trouxe uma roupagem mais &#8220;orgânica&#8221; pra esse fenômeno, mais dinâmica. Quando você tinha um blog, você precisava divulga-lo, demorava um pouco pra conseguir leitores, que dirá então gente discutindo sobre o que você escreve nos comentários. Já no twitter, é bem mais fácil se meter na conversa alheia e, antes que você perceba, se tornar relevante nos debates e ser assimilado pelo zeitgeist do serviço. </p>
<p>A coisa fica ainda mais complicada quando você leva em consideração que o twitter foi mais ou menos feito (ou, no mínimo, encorajado) a ser usado com celulares. Celulares são aparelhinhos tecnológicos imprescindíveis pra vida contemporânea, de tal forma que eles praticamente se tornaram extensões dos nossos corpos. Já experimentou sair de casa e perceber que esqueceu o telefone na mesinha do computador? É meio desesperadora a sensação de desconexão, não é?</p>
<p>Se a presença constante do meu iPhone no meu bolso torna-me meio cyborg, o twitter é o software que conecta todos Borg-style. Cético?</p>
<p>Dê uma olhada no seu twitter. Digamos que você siga umas cem pessoas, que estão constantemente te informando sobre onde elas estão, o que elas estão fazendo, quem está com elas. Se os sujeitos twittam do celular (algo bastante comum até mesmo no Brasil), isso significa que a janela que você tem do mundo alheio não se limita ao ambiente ao redor do computador deles &#8211; os caras tão andando por aí e informando a sua rede sobre todos os seus passos. Você está literalmente ciente do que centenas de pessoas estão fazendo ao redor do mundo, o que elas estão pensando e planejando fazer em seguida. De uma certa forma, vocês estão na mesma wavelength, estão dividindo uma consciência.</p>
<p>Vale lembrar que em celulares dotados de câmeras, há até mesmo a possibilidade de tirar uma foto e enviar diretamente pro twitter, compartilhando mais do que meras descrições do que está acontecendo ao seu redor. Em tempos mais primitivos, essa comunicação instantânea e initerrupta que inclui até mesmo as imagens vistas pelos participantes seria chamada de &#8220;telepatia&#8221;.</p>
<p>Você já percebeu que o twitter é muito utilizado pra resolver decisões pessoais que NINGUÉM em mente sã relegaria a estranhos? Abra seu twitter novamente (se você for um Borg muito dependente da rede, esse comando é desnecessário &#8211; aposto que o twitter tem aba permanente no seu navegador) e você notará que metade dos tweets são de gente perguntando à mente coletiva do twitter se deveriam fazer Y ou ir à Y. Eles estão, essencialmente, permitindo que a hivemind tome decisões por eles, ou no mínimo influencie suas escolhas de forma dramática. </p>
<p>Quando você para e pensa que a característica principal dos Borg é que eles renderam sua individualidade e abraçaram o controle mental exercido pelos seus implantes, a analogia parece mais acertada ainda.</p>
<p>Pode parecer uma análise exagerada? Considere isto: ontem no trabalho eu tava lendo um jornal e notei que a publicação tinha um twitter. Isso não é nem novidade entre os serviços de informação, aliás.</p>
<p>Isso significa que você recebe manchetes de notícia diretamente na sua timeline do twitter, junto com as mensagens dos outros conectados. Ou seja, a hivemind não está limitada a pensamento sincronizados de centenas ou milhares de indivíduos &#8211; você recebe até mesmo informações relevantes sobre o mundo real. De repente o que era uma curiosidade ou um passatempo se torna um pouco mais útil, e isso só complica a sua dependência no serviço. Vai chegar ao ponto de que você não sentirá necessidade de receber informação de outra maneira, já que o twitter é ao mesmo tempo onipresente (pra quem tem celular com plano de dados, anyway) e atrai até mesmo o mundo mainstream a esta altura.</p>
<p>O mais digno de menção é que a nossa assimilação, ao contrário dos fictícios Borg, não foi forçada. Nós adotamos participar da matriz mental compartilhada espontaneamente, e com entusiasmo até. Será que já éramos assim tão carentes de interação social e do senso de pertencimento de grupo mesmo ANTES do advento do twitter&#8230;?</p>
<p>É estranho pensar que um fenômeno previsto pela ficção científica há muito tempo tomou uma forma um pouco diferente da esperada, mas que está acontecendo de qualquer forma. </p>
<p>Agora corra e vá retwittar este texto pra mim.</p>

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		<title>Retrospectiva dos meus gadgets</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2008/12/26/retrospectiva-dos-meus-gadgets/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Dec 2008 23:53:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tech Toys]]></category>

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		<description><![CDATA[

A segunda parte do post anterior já está escrita. Antes de publicá-la, me deu vontade de escrever outra coisa.
Tava batendo um papo MSNístico com amiguinhos brasileiros e gringos neste pós-Natal e averiguei que, dentre meus chegados que não tinham nenhum tipo de aparelho digital destinado a reprodução musical, 95% deles ganhou um.
É espantoso o quanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>A segunda parte do post anterior já está escrita. Antes de publicá-la, me deu vontade de escrever outra coisa.</p>
<p>Tava batendo um papo MSNístico com amiguinhos brasileiros e gringos neste pós-Natal e averiguei que, dentre meus chegados que não tinham nenhum tipo de aparelho digital destinado a reprodução musical, 95% deles ganhou um.</p>
<p>É espantoso o quanto MP3 players se baratearam nos últimos anos. Encontrei esta imagem do meu primeiro MP3 ever:<br />
<span id="more-946"></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img525.imageshack.us/img525/8446/mp3playerxb0.jpg" alt="" /></p>
<p>Este é o RCA Lyra RD1071, que eu estava decidido a denominar &#8220;RCA Lyra Alguma Coisa XPTO&#8221; até notar que o filename indicava um código que uma googleada revelou ser o modelo do aparelho. Meu pai comprou este mp3 player pra mim na longíqua era em que eu não tinha autonomia financeira suficiente pra comprar coisas pra mim mesmo (2004).</p>
<p>O bichinho tinha 64mb de memória interna &#8211; expandível/expansível até 576mb via cartão SD -, não tinha backlight, e funcionava com uma pilha AAA. O troço era tão porcaria que a porta USB era 1.0 &#8211; ou seja, copiar até mesmo uma única música demorava pra caralho. E sabe qual a melhor lembrança que tenho do bicho?</p>
<p>O quanto eu o ADORAVA. Em 2004, a idéia de carregar mp3 no bolso era nova e incrível o bastante pra deixar qualquer um maravilhado. Como assim, posso baixar qualquer música quiser, transferir pra um aparelhinho do tamanho de uma caixa de fósforos e sair na rua com ele? WOW.</p>
<p>O amor que eu tinha pelo aparelhinho era tamanho que redimensionar essa imagem pra usar no blog me fez perceber o quanto eu tenho saudade dele.</p>
<p>Esse troço era meu companheiro inseparável. Lembro que nos primeiros meses, eu gostava de sair de casa simplesmente pelo fato de que eu poderia ouvir minhas musiquinhas favoritas com um cenário diferente à minha volta. Vocês que têm mp3 player devem lembrar as primeiras emoções.</p>
<p>O gadget que veio a substituir o Lyra foi o Palm TE2.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Palm TE2" src="http://img692.imageshack.us/img692/8065/palmtungstene2.jpg" alt="" width="275" height="400" /></p>
<p>O Palm TE2 teve uma vida relativamente curta &#8211; uma brincadeira de mal gosto de uma amiga (um chute completamente inesperado na perna) danificou o port de fone de ouvido. A amiga me ressarciu o valor do aparelho (após meses, mas enfim) e àquela essa altura, o sucessor do TE2 podia ser adquirido por um valor bem em conta, então nem pensei duas vezes.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.physorg.com/newman/gfx/news/2005/palm_tx.jpg" alt="" /></p>
<p>Este é o Palm TX. O negócio tinha 128mb de memória interna, expansível até 2gb via cartão SD. Instalei um media player qualquer e abandonei o Lyra, que encontrou outra ocupação servindo como leitor de cartão SD pro meu crescente pelotão de brinquedos eletrônicos que invariavelmente empregavam a mesma mídia.</p>
<p>A vantagem do Palm TX é que ele preenchia uma necessidade infantil que eu sempre tive &#8211; ter um computador de bolso. Eu era absolutamente obcecado pela idéia de carregar um PC na palma da minha mão, e palms &#8211; como o nome deixa claro &#8211; eram exatamente isso.</p>
<p>Na verdade o troço não era um computador coisa nenhuma, mas nada que um launcher (um programinha que fazia o PalmOS simular o Windows XP) não podia resolver. A fantasia infantil estava sendo satisfeita de qualquer forma.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/12/palm-xp.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1629" style="border: 1px solid #000000;" title="Palm XP" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/12/palm-xp.jpg" alt="O Palm TX, com visual de Windows XP" width="400" height="300" /></a></p>
<p>A outra vantagem do negócio é que a tela generosa e o espaço de armazenagem maior permitiam algo que até então parecia coisa de ficção científica: carregar vídeos no bolso. O que mais fiz com aquele PDA foi assistir vídeos.</p>
<p>Alguns anos depois me mudem pra cá pra Calgary, e a subsequente bonança financeira (Alberta é a província mais próspera do Canadá por causa dos campos petrolíferos, empregos que em Ontário pagavam 8 dólares a hora pagam 13-14 aqui) me permitiu obter algo que eu sempre imaginei que não era pro meu bico:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://news.cnet.com/i/bto/20071120/Target_pre-owned_ipod_video_270x269.jpg" alt="" /></p>
<p>Aquele amor inicial por ouvir musiquinhas em formato mp3 fora de casa se transferiu inteiramente pro meu novo iPod video. Tudo bem, a tela era menor que a do Palm TX (que eu acabei vendendo no meio deste ano), e eu não poderia rodar joguinhos no iPod, e eu precisava converter vídeos pra tocar nele, mas a bateria dele durava mais que a do Palm, e 30 gigabytes de armazenamento cuspiam na cara dos 2gb do meu PDA. Poder trazer minha coleção musical inteira e ainda sobrar espaço pra uns 10 filmes fizeram o iPod ganhar meu coração.</p>
<p>Nunca fui exatamente um macfag, mas aquela experiência com o iPod video (apesar de ter que me submeter ao iTunes) me deixou decidido que eu nunca empregaria produtos de outra fabricante pra função de reproduzir música.</p>
<p>E foi por isso que dezembro passado vendi meu iPod video pro meu pai &#8211; ele tinha um iPod video, mas queria se aproveitar do óbvio desconto paterno que eu teria que dar pra adquirir um jukebox pro carro &#8211; pra dar mais uma graninha pro Steve Jobs.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://static.howstuffworks.com/gif/ipod-touch-1.jpg" alt="" /></p>
<p>iPod touch de 16gb. Um downgrade drástico dos 30gb oferecidos pelo iPod video, mas nem é preciso discutir a diferença entre as telas dos aparelhos.</p>
<p>Aliás, um negócio digno de nota é como eu me tornei aos poucos um típico gringo gastador sem noção. Enquanto no Brasil eu provavelmente ainda estaria com aquele Lyrazinho (contanto que ele ainda funcionasse), aqui eu substituo os troços sem que eles tenham o menor problema. Foi o que aconteceu com o iPod video.</p>
<p>O iPod touch era muito cool e tal, mas <a href="http://hbdia.com/wordpress/2007/11/30/ipod-touch-mantenha-distancia/">as dificuldades em usa-lo nos meus computadores</a> me levaram a devolve-lo e passar pro próximo gadget de reprodução de mídia e aniquilação de tédio:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://mp3.generationmp3.com/files/00_2007/juillet/pmp/605la.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p>Comprei o Archos 605 wifi, cujas resenhas unanimamente coroavam como o melhor reprodutor de vídeo no mercado. Também pudera &#8211; o troço tem um speaker, uma haste metálica dobrável que permite você apoia-lo e assistir sem usar as mãos, roda qualquer formato em qualquer resolução, tem suporte embutido a legendas&#8230; nem preciso dizer que na categoria &#8220;reprodutor de vídeo&#8221;, o Archos foi o melhor dispositivo que eu jamais comprei.</p>
<p>Entretanto, o posicionamento dos botões é extremamente não-intuitivo quando você está usando o bicho pra reproduzir músicas, e ele é um pouco grandinho também pra essa finalidade. Além disso, alguns meses após aquele drama com o iPod touch, versões novas do firmware e do iTunes haviam sido lançados. Resolvi arriscar e comprar o touch DE NOVO. No fim das contas, apesar de todos os defeitos do touch, eu QUERIA ter aquela merda. Era irresistível e inevitável.</p>
<p>Na época não havia a AppStore, mas dava pra raquear o iPod pra adicionar funcionalidades extras. Os problemas iniciais se foram mas a complicação com vídeos permaneceu, garantindo que o Archos ainda teria muita uso pela frente. Naquele período, convencionei a usar o iPod touch pra música na rua, e o Archos pra assistir filmes e séries no trabalho.</p>
<p>Como levo uma mochila pro trabalho, carregar múltiplos aparelhos eletrônicos não é inconveniente, e a segurança urbana que o Canadá desfruta me encoraja a andar por aí cheio de tralhas na mochila (neste exato momento, ela contém meu PSP, meu DS, meu Archos, e meu Acer Aspire One. A câmera digital é um personagem coadjuvante que aparece de vez em quando).</p>
<p>A experiência com o Safari me convenceu que eu não conseguia mais suportar o navegador dos meus dumbphones. Ter acesso a internet a qualquer momento <a href="http://hbdia.com/wordpress/2008/05/19/celular-novo/">se tornou absolutamente indispensável na minha vida</a>, e o desejo por um navegador mais potente se tornava maior a cada dia.</p>
<p>Eventualmente eu não consegui me segurar e comprei a porra do iPhone, que se tornou previsivelmente meu gadget favorito.</p>
<p>É interessante como os anos foram me tornando exigente. Critico o iPod touch por não reproduzir vídeos muito bem, critico o Archos por ser esteticamente desagradável, critico o iPhone por ter funções medíocres como celular. No momento que aparecer um outro aparelho com UMA função a mais que um que eu já tenho, é bem provável que vou ceder e adquirir o novo brinquedo. E vou passar a critica-lo da mesma forma, pronto a aposentá-lo quando algum gadget novo aparecer no horizonte.</p>
<p>Rinse, repeat infinitamente.</p>
<p>E em pensar que há anos atrás, um aparelhinho com 64mb de memória interna, que nem backlight tinha, me fazia tão imensamente feliz&#8230;</p>

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