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	<title>Hoje é um Bom Dia &#187; Top X</title>
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			<title>Hoje é um Bom Dia</title>
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		<title>Top 3 processos cirúrgicos mais asqueirosamente repugnantes</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 08:11:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Top X]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
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		<category><![CDATA[miopia]]></category>
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Cirurgias são, por definição e natureza, um processo traumático e escroto. Mesmo nas melhor das hipóteses, ou seja, o procedimento mais trivial (digamos, arrancar uma unha encravada) ainda envolverá dor, sangue, pus, e possivelmente urina.
E lembre-se, isso porque estamos considerando uma cirurgia que mal é cirurgia na verdade. Imagina então o qual asquerosos são estes [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2010%252F07%252F22%252Ftop-3-processos-cirurgicos-mais-asqueirosamente-repugnantes%252F%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2F94h5ao%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Top%203%20processos%20cir%C3%BArgicos%20mais%20asqueirosamente%20repugnantes%22%20%7D);"></div>
<p>Cirurgias são, por definição e natureza, um processo traumático e escroto. Mesmo nas melhor das hipóteses, ou seja, o procedimento mais trivial (digamos, arrancar uma unha encravada) ainda envolverá dor, sangue, pus, e possivelmente urina.</p>
<p>E lembre-se, isso porque estamos considerando uma cirurgia que mal é cirurgia na verdade. Imagina então o qual asquerosos são estes procedimentos aqui.</p>
<p><span id="more-1931"></span></p>
<p><strong>3) Parto (ou, mais especificamente, episiotomia)</strong></p>
<p>Quando eu tinha 12 ou 13 anos, eu tive a infelicidade de estar no mesmo cômodo em que os adultos assistiam a fita do parto do meu priminho Matheus. Não bastasse o trabalho de câmera amador que conferia uma aparência meio Blair Witch Project ao vídeo, as imagens capturadas por si próprias eram a coisa mais desgraçadamente traumatizante que eu vi em toda minha existência.</p>
<p>Após ver o vídeo, eu lembro que me perguntei qual era afinal a grande neurose em relação a filmes pornográficos. O que eu acabar de ver era trezentas vezes pior &#8211; uma fita de parto é meio filme de terror, meio vídeo de  tortura. O suor, a gritaria, as excreções&#8230; qualquer pessoa pode concluir que um episódio de Emanuelle foi algo bem menos danoso à mentes infantis.</p>
<p>Mais tarde eu vim a descobrir que há algo ainda mais horripilante do que o parto em si &#8211; as complicações do parto. Como por exemplo, o que fazer se a cabeça da criança é maior do que a vagina da coitada?</p>
<p>E a única coisa mais terrível que isso, é a solução:</p>
<p><strong>RASGAR A VAGINA DA MULHER.</strong></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 196px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mais tarde eu vim a descobrir que há algo ainda mais horripilante do que o parto em si &#8211; as complicações do parto. Como por exemplo, o que fazer se a cabeça da criança é maior do que a vagina da coitada?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 196px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">E a única coisa mais terrível que isso, é a solução:</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 196px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">RASGAR A BUCETA DA MULHER.</div>
<p>Yep, de fato existe tal procedimento. Ele se chama episiotomia. A operação consiste em fazer uma incisão que vai da beirada da vagina até pertinho do ânus da pobre infeliz. E caso você seja do tipo curioso/sádico, aqui estão <a href="http://www.google.ca/images?hl=en&amp;q=episiotomia&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;source=og&amp;sa=N&amp;tab=wi" target="_blank">imagens absolutamente apavorantes que vão te dar um arrepio na espinha</a>. Não clique. É sério.</p>
<p>Como se isso não fosse a coisa mais horrível que você já ouviu na vida, haverá um bebê passando pela mesma área segundos mais tarde, terminando de estragar o que a tesoura não esculhambou.</p>
<p><strong>2) LASIK (laser nozóio)</strong></p>
<p>Uso óculos há uma sesquidécada. Isso significa &#8220;quinze anos&#8221;, a propósito. Li &#8220;sesqui&#8221; num dicionário há muito tempo (significa &#8220;um e meio&#8221;) e sempre quis enfiar numa conversa. Texto de blog serve.</p>
<p>Ao longo dos anos, me acostumei tanto com o visual dos óculos, quanto com a sensação de usá-los. Optei por lentes de contato por um tempo mas a idéia e o procedimento de enfiar algo DIRETAMENTE EM CIMA DOS MEUS OLHOS simplesmente dava agonia demais pra considerar fazer todo santo dia. Uma vez consegui colocar as lentes <em>ao avesso</em> também, sei lá como.</p>
<p>E, como mencionei, eu me acostumei com a sensação de ter óculos na cara. Quando usei lentes, ficava constantemente fazendo o gesto de empurrar os óculos pra cima do nariz, apesar de não ter nada lá, estilo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Phantom_limb" target="_blank">phantom limb syndrome</a>.</p>
<p>Mas uma ou duas pessoas me disseram que eu ficava bem sem óculos (mentira, aliás, porque a armação do óculos ajuda a esconder minha gordice). Como o processo de pôr e usar as lentes me dava total agonia, comecei a considerar cirurgia LASIK.</p>
<p>O Weird Al Yankovic, icônico músico quatro-olhos que fez aquelas paródias legais lá, fez a operação há alguns anos pra corrigir sua miopia de 12 graus [citation needed]. Se é bom o suficiente pro Weird Al, é bom o suficiente pra mim.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="weird al" src="http://img696.imageshack.us/img696/6854/oreillyjavascriptinweir.jpg" alt="" width="380" height="280" /></p>
<p style="text-align: center;">VOCÊ NEM PRECISA MAIS DESSES ÓCULOS, SEU POSER</p>
<p>Aí eu comecei a pesquisar a operação. O que eu acabei descobrindo é que processos cirúrgicos são que nem linguiça &#8211; se você ver como são feitos, nunca na sua vida você vai querer um.</p>
<p>Primeiro de tudo, o cirurgião corta uma fatia do seu olho com uma lâmina e a dobra pro lado, pra tirar do meio. Pare por dois segundos e imagine isso.</p>
<p>Aliás, nem precisa imaginar. Sobre essa parte de cortar uma fatia do olho (!) e dobrar pro lado, a wikipédia diz:</p>
<blockquote><p>The process of lifting and folding back the flap can sometimes be uncomfortable.</p></blockquote>
<p>Eu usaria a palavra &#8220;desconfortável&#8221; pra descrever um tênis novo, não a sensação de alguém cortar um pedaço do seu olho e dobrar pro lado. Mas tudo bem.</p>
<p>Depois, o tortur&#8230; MÉDICO mete um laser pelo buraco, e essencialmente queima o fundo do seu olho. O intuito é remodelar o formato do globo ocular, porque é justamente isso que provoca alguns problemas de visão.</p>
<p>Vamos colocar as coisas em perspectiva.</p>
<p>Sabe quando tu tá deitado na cama e alguém abre as cobertas duma vez, inundando o quarto com luz matinal? Mesmo com os olhos firmemente cerrados, dá um certo incômodo, né?</p>
<p>Ou quando você acorda e madrugada dar aquela clássica mijada completamente descalibrada (do tipo que bate no assento, no box, na lata de lixo, no espelho, etc) e faz uma careta quando acende a luz do banheiro? Bem desagradável a agressão visual, né?</p>
<p>Então, ter os olhos queimados diretamente à base de laser é isso aí, multiplicado por três milhões. E com o agravante de que antes da luz na córnea,  alguém cortou o seu olho como se fosse um pedaço de muçarela.</p>
<p><strong>1) Transplante de cocô</strong></p>
<p>Hahaha, consigo até imaginar alguém correndo pro google antes mesmo de terminar de ler o texto. &#8220;Cê tá de putaria comigo que existe TRANSPLANTE DE COCÔ&#8221;.</p>
<p>Yep. Existe. O nome é levemente mais glamoroso &#8211; <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fecal_bacteriotherapy" target="_blank">bacterioterapia fecal</a> (ou pelo menos, o mais glamoroso possível quando a outra parte do nome é &#8220;FECAL&#8221;) -, mas pras os não-especialistas, é TRANSFUSÃO DE BOSTA mesmo.</p>
<p>(O outro nome pro procedimento é &#8220;infusão probiótica humana&#8221;, mas essa é muito séria e eu não gosto dela.)</p>
<p>Eu entendo sua confusão/nojo. Transplante deveria ser, teoricamente, a transferência de algo <em>útil</em> pra dentro do corpo de alguém que não o tem. Os transplantes mais pop (fígado, rins, etc) seguem esse padrão.</p>
<p>Qual seria a finalidade de transplantar cocô pra dentro de alguém? Até por que, eu não posso espontaneamente fazer brotar outro fígado ou rim dentro de mim, mas cocô é um recurso renovável, todo dia aparece mais. Que merda é essa (haha, eu não resisti, vão se foder)?</p>
<p>É o seguinte. Existe uma condição médica chama da colitis pseudomembranosa, que trocando em miúdos é uma infecção nas tripas. Além de febre, dores abdominais e a inevitável diarréia que acompanha qualquer desequilíbrio intestinal, a colitis pseudoseilaoque esculhamba a flora intestinal composta por bactérias que vivem aí no seu fiofó.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="papel" src="http://img17.imageshack.us/img17/4110/toiletpaperu.jpg" alt="" width="240" height="240" /></p>
<p style="text-align: center;">Esta é a ÚNICA foto relevante ao texto que eu posso postar</p>
<p>E pra consertar o estrago, uma das alternativas é transplantar cocô &#8220;sadio&#8221; de um doador compatível pro bumbum doente.</p>
<p>É isso mesmo, doador compatível. Não pode ser qualquer cocô, não &#8211; cus são exigentes.</p>
<p>E espera-se, assim, que as bactérias que vieram de carona se proliferem no intestino do receptor e reestabeleça o ecossistema microbiológico lá dentro.</p>
<p>A idéia de que alguém estudou anos e anos pra se tornar qualificado pra desempenhar um procedimento deste calibre me deixa ao mesmo tempo decepcionado e estupefato com a raça humana.</p>
<p>É&#8230; Eu tenho quase certeza de quando você acordou hoje de manhã, você não imaginava que seria hoje que você descobriria que existe <em>compatibilidade de cocô</em>.</p>

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		<title>Top 6 vídeos que vão te traumatizar hoje</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2009/09/27/top-6-videos-que-vao-te-traumatizar-hoje/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 22:23:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Top X]]></category>

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		<description><![CDATA[

A internet está eternamente presa numa dicotomia estranha &#8211; ela tem um potencial ímpar pra simultaneamente inspirar e deprimir. Com uma conexão à internet e alguns poucos cliques você consegue ir rapidamente aos dois extremos do espectro de reações emocionais humanas. 
Vamos ao exemplo prático.
Se de um lado você vê um garoto que, num arroubo [...]]]></description>
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<p>A internet está eternamente presa numa dicotomia estranha &#8211; ela tem um potencial ímpar pra simultaneamente inspirar e deprimir. Com uma conexão à internet e alguns poucos cliques você consegue ir rapidamente aos dois extremos do espectro de reações emocionais humanas. </p>
<p>Vamos ao exemplo prático.</p>
<p>Se de um lado você vê um garoto que, num arroubo de geniosidade (pra não mencionar desprezo por propriedade privada e vida humana) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ahwy3-k5mEY&#038;feature=player_embedded#t=300">construiu um lança-chamas de pulso</a> e documentou o desenvolvimento e demonstrações do projeto a la Tony Stark naquela sequência de teste de vôo em Iron Man, de outro vemos um sujeito <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9qWyMBmvNYs">que define como &#8220;carreira&#8221; sua habilidade de fazer caretas</a>. </p>
<p>A forma como esta pobre alma serious-businessmente elabora sobre a história dessa arte de posicionar os músculos da face formando expressões não reconhecidas como semblante humano me faz pensar como é que alguém vê algo tão trivial e infrutífero como uma carreira profissional. Mais ou menos como os tais probloggers de 40 anos que residem no domicílio materno, mas com mais sotaque inglês.</p>
<p>De um lado genialidade inspiradora, do outro, o lamentável desperdício de uma existência.</p>
<p>E foi aí eu lembrei que há outra emoção que esses vídeos que achamos na internet provocam &#8211; terror absoluto provocador de incontinência intestinal. E neste post exporei seu cérebro a certas imagens que darão bastante trabalho ao seu terapeuta no futuro.<br />
<span id="more-1019"></span><br />
E espero que vocês apreciem a porra deste texto, porque eu sou completamente cagão pra essas coisas e tou fazendo verdadeiros malabarismos navegacionais pra colher os links embed dos vídeos sem assistir ou ouvir nada dos vídeos em questão. Enjoy.</p>
<p><strong>Rubber Johnny</strong></p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3far9oHZOsI&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/3far9oHZOsI&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p>O pesadelo em formato .flv que você infelizmente acabou de assistir acima (e que vai provocar num considerável aumento na sua conta de luz nos próximos meses) é um videoclipe/filme experimental dirigido por Chris Cunningham, levado ao som do Aphex Twin. O vídeo mostra um adolescente com graves deformações físicas, e que aparentemente vive num porão escuro numa cadeira de rodas. O tal Rubber Johnny não fala coerentemente e tem uma aparência que causa extremo desconforto psicológico a qualquer ser humano normal que assista a parada. </p>
<p>O vídeo é meio psicodélico (da metade pro final o negócio fica bem sinistro mesmo). Essas produções de vídeo com takes aparentemente aleatórios e desconexos por algum motivo provocam um terror quase primal na gente (lembra da fita d&#8217;O Chamado?), e por isso recomendo que você não assista o vídeo acima.</p>
<p><strong>Begotten</strong></p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nZtJ8a4K6WE&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/nZtJ8a4K6WE&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p>Se um dia a medicina moderna inventar uma pílula que apague completamente um bloco isolado da sua memória (digamos, qualquer coisa que você tenha visto nos últimos 10 minutos), tenho certeza que Begotten terá ao menos uma parcela do crédito neste avanço científico.</p>
<p>Filmado em 1991, Begotten é um desses &#8220;filmes experimentais&#8221; de horror e conta a história de como a Mãe Natureza se auto-fecundou com o semen do cadáver de Deus, que havia acabado de se suicidar com uma lâmina de barbear. Um grupo de nômades sem rostos encontram a aberração que nasce dessa união satânica, e o matam. Em seguida, estupram a Mãe Natureza.</p>
<p>É isso aí. Uma pessoa neste planeta pensou nessa história, a escreveu, e arrumou os fundos necessários pra transformar essa visão do inferno num filme, submetendo a sua mente às insanidades que flagelam o cérebro dela.</p>
<p><strong>Alien Autopsy</strong></p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0UP1OU9uQ2k&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/0UP1OU9uQ2k&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p>A turminha dos vinte e tantos anos deve lembrar do estrelato que o vídeo acima adquiriu no Brasil, graças ao Fantástico e seu compromisso jornalístico de repassar absolutamente qualquer &#8220;notícia&#8221; que caia na mesa do editor sem qualquer tipo de verificação. E quanto mais sensacionalista, melhor.</p>
<p>O vídeo foi transmitido em rede nacional pelo programa dominical da Globo. Eu tinha uns 11 ou 12 anos e fiquei completamente traumatizado. Pelos próximos 3 meses eu não fechava os olhos nem pra passar xampu no cabelo, e dormia com as portas do armário firmemente fechadas e todas as luzes do quarto acesas.</p>
<p>Em 1995 o diretor inglês Ray Santilli apareceu nos círculos dos fanáticos por teorias conspiratórias alegando ter obtido uma fita que mostrava uma metódica autópsia num cadáver alienígena obtido em Roswell. O vídeo original tinha mais ou menos uma hora e meia de duração, e mostra o dissecamento do que aparenta ser uma figura do ET clássico. </p>
<p>Eu gostaria de poder perpetuar o mistério da fita, mas nem pelo lulz posso esconder de vocês o fato de que o próprio Ray Santilli já admitiu que o vídeo é forjado. Entretanto, ele continua insistindo que as imagens são uma encenação de um vídeo REAL que ele viu, sim, em 1992. </p>
<p>Sure.</p>
<p><strong>The Wyoming Incident</strong></p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IBHkW0aKHRc&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/IBHkW0aKHRc&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p>O Incident de Wyoming foi um hoax perpetrado pela turminha faceira do Something Awful. O objetivo era criar uma série de vídeos sinistros e inexplicáveis, com a falsa backstory de que eles teriam sido hackeamente inseridos no meio de um programa de TV americano por algum fanfarrão que jamais foi identificado.</p>
<p>Os vídeos me causavam tensão inimaginável quando eu achava que a história de fundo da brincadeira era real. Mesmo sabendo que se trata de uma farsa, as imagens do vídeo continuam pertubadoras.</p>
<p><strong>There is nothing</strong></p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oTo9nrlVYRk&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/oTo9nrlVYRk&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p>Quando eu era criança e ganhei meu primeiro Kit Pequeno Químico, aquelas experiências só assustavam minha mãe, sempre com receio de que minhas misturas matariam o cachorro ou poriam fogo no tapete da sala. Entretanto, no mundo da cinematografia, &#8220;experimental&#8221; parece sempre significa &#8220;absolutamente perturbador&#8221;.</p>
<p>There is Nothing é um filme experimental dirigido por um rapaz chamado David Earle. Segundo o (extremamente pedante) site do diretor, o filme é uma análise do paradoxo da eternidade &#8211; como ele é tocado em loop, ele não tem meio, começo ou fim.</p>
<p><strong>Shaye St John</strong></p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tshapyOroxc&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/tshapyOroxc&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p>Shaye St John tem brindado a internet há anos com um tipo de loucura que desafia elucidação. Segundo me consta, o sujeito é um doente mental que tem uma estranha afinidade por bonecos de ventriloquistas. Na internet, ele assume a identidade de um dos tais bonecos e faz vídeos como esse aí acima, que pode ser melhor descrito como &#8220;adubo pra pesadelos&#8221;.</p>

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		<title>Top 3 Práticas Medicinais Medievais Assustadoras</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 12:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Top X]]></category>

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		<description><![CDATA[

Quando eu era moleque, eu sempre dizia que queria ser &#8220;um cientista&#8221; quando adultos me perguntavam o que eu queria ser quando crescesse. Não importava que ramo científico eu praticaria. &#8220;Um cientista, tia!&#8221;.
Ora, mas que tipo de ciência? Astronomia? Bioquímica? Herpetologia (que, por algum estranho mistério, é a ciência das cobras e sapos e lagartos, e [...]]]></description>
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<p>Quando eu era moleque, eu sempre dizia que queria ser &#8220;um cientista&#8221; quando adultos me perguntavam o que eu queria ser quando crescesse. Não importava que ramo científico eu praticaria. &#8220;Um cientista, tia!&#8221;.</p>
<p>Ora, mas que tipo de ciência? Astronomia? Bioquímica? Herpetologia (que, por algum estranho mistério, é a ciência das cobras e sapos e lagartos, e não da herpes)? Eu não sabia. Meu contato com a &#8220;ciência&#8221; se resumia a filmes em que um sujeito com óculos e um jaleco branco explicava alguma situação usando termos bem científicos e importantes como &#8220;exponencialmente&#8221; ou &#8220;microorganismos&#8221; ou &#8220;nitroglicerina&#8221;. Aí o mocinho reclama dos termos complicados e o cientista explica de forma mais simples &#8211; &#8220;Vamos todos morrer a menos que você faça X&#8221;. Aí ele vai, faz, ninguém morre e o filme acaba.</p>
<p>Eu queria ser aquele cara. Eu queria trabalhar num laboratório, usar um microscópio, saber palavras importantes e explicar coisas complicadas pros outros. Afinal, eu já usava óculos mesmo, obviamente o resto devia ser mais fácil (estudar algum ramo científico por dez anos e arrumar emprego numa empresa relacionada ao meu ramo de estudo).</p>
<p>Ontem, eu decidi que queria ser outra coisa &#8211; Um paramédico. Assim, eu poderia prestar melhor socorro à minha noiva, que quase quebrou o pescoço por minha causa.</p>
<p><span id="more-1087"></span><br />
Foi assim. Quando a namorada chega em casa do trabalho, ela costuma vir correndo pro quarto, se joga em cima de mim e, naquele clima de casalzinho recém-casado, a gente se joga na cama e fica lá rolando feito idiotas, fazendo cócegas um no outro, essas merdas que vocês que têm namoradas devem saber como é. </p>
<p>Eu, por outro lado, tenho o péssimo hábito de chegar em casa, jogar as roupas no chão, e depositar meus gadgets na cama. O PSP e o iPhone, na maioria das vezes. O PSP pra jogar Super Mario World durante o expediente, e o iPhone pra músicas e navegar na internet. </p>
<p>Então. A namorada chega aqui em casa, vem correndo correndo pro quarto, me puxa da cadeira do computador e se prepara pra se jogar na cama. Acontece que meu celular estava exatamente no ponto em que ela cairia.</p>
<p>Usando cada grama de destreza que eu possuo, meio que &#8220;guiei&#8221; a namorada pro lado, pra longe do iPhone. Entendeu mais ou menos o cenário? Ela pulou pra cama me puxando junto, e eu empurrei a menina pro lado. Não sei como explicar essa sentença de forma que faça sentido, tentem imaginar a cena.</p>
<p>O resultado da minha manobra foi que a menina acabou ultrapassando sua área planejada de aterrissagem. Ao invés de cair sobre a cama macia, seu franzino corpinho gringo acertou a cômoda em cheio.</p>
<p>Bem no pescoco.</p>
<p>A menina caiu como uma boneca de pano no chão. Após o susto inicial, percebemos que ela estava bem. Mas durante aqueles cinco minutos em que ela berrava de dor no chão, o terror da possibilidade de uma fratura no pescoço me fez desejar que eu tivesse me formado como paramédico. Afinal de contas, médicos detém conhecimento que faz a diferença entre a vida e a morte, e por isso inspiram um incomparável senso de confiança. Não importa o que aconteca, um médico está a caminho e tudo vai ficar bem. Meu vizinho é médico, vou chamá-lo. Vou ligar pro meu médico. Se acalme, eu sou um médico.</p>
<p>O admiração da capacidade dos médicos é tamanha que na nossa língua, é coloquialmente comum (a engraxates e flanelinhas) se referirem a alguém como &#8220;dotô&#8221; em forma de reconhecimento de sua importância, a despeito do fato que desencravar a unha do dedão do pé com a ponta da faca é o limite de sua habilidade cirúrgica. Embora, como você está prestes a ver, há alguns séculos atrás isso seria mais que suficiente pra conferir a alguém o título de doutor.</p>
<p>Aí eu parei pra pensar. Não estaríamos cometendo um erro gravíssimo depositando tanta confiança nos profissionais de saúde&#8230;? Afinal de contas, a história nos mostra que algumas vezes, a ciência exercida pelos doutores não ficava muito acima daquela executada por um aprendiz de açougueiro em seu primeiro dia no serviço.</p>
<p><strong>  <img src="http://img178.imageshack.us/img178/4043/trepanationrc9.gif" border="1" alt="" hspace="13" vspace="1" width="200" height="200" align="left" /></strong></p>
<p><strong>Trepanação</strong></p>
<p>Na Idade Média, entrou em moda o princípio médico de &#8220;equilíbrio corporal&#8221;. Qualquer tipo de perturbação na sua saúde era indício de algum tipo de desequilíbrio nos seus &#8220;fluidos&#8221; (pra medicina medieval, tudo era &#8220;fluidos&#8221;), e o trabalho dos médicos da época era re-equilibrar seu sistema.</p>
<p>Impressionante que uma teoria que soa tão científica (e que tenha algum embasamento, como explicarei depois) tenha dado origem a técnicas tão absurdamente retardadas.</p>
<p>Sabe quando um colega da sua turma de Álgebra claramente entende a proposta de um exercício matemático, mas fode completamente os cálculos e chega a um resultado que faz você olhar pra ele e se perguntar o que diabos ele está fazendo numa faculdade? Então, essencialmente isso é a teoria por trás da trepanação.</p>
<p>A técnica, que na verdade é uma dos mais antigos procedimentos cirúrgicos da história, consiste em fazer um grande buraco no seu crânio &#8211; grande o suficiente pra que o osso não seja capaz de se reconstituir e você fique passeando por aí com um buraco na cabeça. Ou seja, estamos usando um significado bem liberal pro termo &#8220;procedimento cirúrgico&#8221;.</p>
<p>A idéia é que alguns distúrbios mentais (e alguns outros que não tinham nada a ver com o seu cérebro) eram causados por um desequilíbrio na sua pressão craniana. Então, pra resolver o problema, bastava arrumar alguém que estivesse disposto a abrir um rombo na sua cachola. E assim você estaria curado do seu resfriado.</p>
<p>Lembre-se, nego tava apelando pra arrebentar cabeças alheias na mesma época em que se acreditava que &#8220;maus espíritos&#8221; provocavam moléstias. Não preciso nem explicar o absurdo da idéia.<img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b7/Peter_Treveris_-_engraving_of_Trepanation_for_Handywarke_of_surgeri_1525.png/250px-Peter_Treveris_-_engraving_of_Trepanation_for_Handywarke_of_surgeri_1525.png" border="1" alt="" hspace="12" vspace="1" width="250" height="260" align="right" /></p>
<p>Não que a técnica seja absolutamente inválida &#8211; em alguns casos de traumatismo craniano, fluido cerebroespinal se acumula no crânio e aplica uma pressão que pode causar sequelas permanentes. Nesses casos (e só depois de analisar todas as outras opções), um competente cirgurgião coloca o maluco em anestesia geral e abre um pequeno orifício na cabeça do infeliz pra aliviar essa pressão. Ou seja, é uma operação cuidadosa que, além de só ser executada em última instância, é conduzida com a maior das cautelas. E enquanto o paciente estava sob anestesia, um luxo que os infelizes da Idade Média não tinham.</p>
<p>Agora compare com a imagem lá de acima que eu arrumei no Google. Me diz se não dá até pra imaginar que o maluco da figura mal tinha acabado de dizer &#8220;Nossa Senhora, que terrível inflamação de garganta me abateu hoje&#8221; pros outros dois já sairem catando no chão qualquer instrumento mais ou menos afiado pra arrebentar a cabeça do coitado.</p>
<p>A comunidade médica em geral abandonou a trepanação como método de curar doenças há alguns séculos, mas a técnica não está totalmente morta. Nos últimos anos, a turminha que é chegada nessa onda de viagens produzidas por alucinógenos inventou uma complexa pseudo-ciência que prega que trepanação serve como um método de atingir o nirvana, ou alguma coisa assim, o que confirma o velho adágio popular que profetiza que &#8220;existe doido pra tudo nesse mundo&#8221;.</p>
<p><strong><img src="http://img520.imageshack.us/img520/2272/iatrosgu0.jpg" border="1" alt="" hspace="12" vspace="1" width="257" height="261" align="left" />Sangria</strong></p>
<p>Sangria, conhecida em inglês como &#8220;bloodletting&#8221; caso você tenha vontade de pesquisar sobre a parada, é mais uma maluquice medicinal da escola de pensamento que pregava que problemas de saúde eram produzidos por algum tipo de desequilíbrio corporal.</p>
<p>Um grego chamado Erasistratus formulou o conceito de plethoras, ou seja, doenças provocadas pelo excesso de substâncias. E que substâncias seriam essa, você me pergunta? Bem, a idéia era inspirada nos conceitos alquimistas que explicavam que tudo no mundo era composto por quatro elementos &#8211; água, fogo, terra e ar.  Da mesma forma, tudo no seu corpo deveria estar associado a quatro elementos. No caso, eles seriam sangue, muco, bile preta e bile amarela. E seja lá qual seja a doença, existem grandes chances de que ela está sendo provocada porque você tem sangue demais no seu corpo.</p>
<p>E havia duas formas de balancear o volume do seu sangue &#8211; o &#8220;médico&#8221; te dava alguma coisa pra induzir vômito, tornando assim sua corrente sanguínea mais concentrada (a lógica é que vomitar reduziria o nível de outros fluidos no seu corpo, fazendo do sangue o fluido predominante), ou fazer buraquinhos no seu braço e observar o sangue indo embora.</p>
<p>Nos dias de hoje, você faria o máximo pra evitar ser furado por aí à toa. Há alguns séculos atrás, era o tratamento mais padrão que existia. Inventou-se até um elaborado sistema pra determinar exatamente QUANTO sangue deveria ser tirado, e levava-se tudo em consideração: sua idade, seu peso, altura, a região onde você morava, que time você torcia, os últimos cinco dígitos do seu perfil no orkut, sei lá mais o que.</p>
<p>A parada ficou ainda mais sofisticada com o tempo, quando decidiram que remover sangue de diferentes partes do seu corpo produziria resultados em locais diferentes. Tirar sangue da mão resolveria sua calvície; tirar sangue da orelha consertaria sua impotência. Aí decidiram que não precisava nem ficar doente pra apelar pra sangria &#8211; começou-se a furar os outros como meio de vacina contra certas doenças. Quanto pior a doença, mais sangue era necessário arrancar do infeliz, e pra piorar as coisas, a tontura que resultava do procedimento era sinal de que a técnica estava dando efeitos satisfatórios. E pra tornar a parada ainda mais putariosa, começaram a empregar sanguessugas pra chupar o fluido vital da galera. A procedência dos parasitas não poderia ser mais duvidosa, e o risco de infecção era mais ou menos 98%. </p>
<p>Se você tem alguma idéia de como funciona o corpo humano deve ter concluído que muita gente morreu no meio da sua sangria mensal. A desculpa era praticamente embutida &#8211; a doença estava num estágio avançado e ceifou a vida do paciente antes que a técnica pudesse fazer efeito.</p>
<p>Na minha terra isso se chama &#8220;gaiatice&#8221;.</p>
<p><strong>Lobotomia<img src="http://img339.imageshack.us/img339/4465/lobotomy3dt0.jpg" border="1" alt="" hspace="13" vspace="1" width="278" height="173" align="right" /></strong></p>
<p>Dê uma olhadinha nessa foto ao lado. Se você precisava de alguma prova definitiva de que a confiança que médicos inspiram em leigos é ao mesmo tempo impressionante e assustadora, aí está ela em conveniente formato jpg.</p>
<p>Em 1890 um méd&#8230; um <strong>psicopata</strong> chamado Friederich Golz teorizou que a melhor forma de mudar o comportamento de um indivíduo seria <strong>DESTRUIR PARTES DO CÉREBRO EM QUE TAL COMPORTAMENTO ESTIVESSE LOCALIZADO. </strong>Após chegar a essa brilhante conclusão, maluco  nem perdeu tempo &#8211; afiou suas faquinhas e experimentou o procedimento no próprio cachorro. Naturalmente, o pobre cachorro ficou totalmente sequelado, o que Golz interpretou como sucesso total. Ora, quem pode culpá-lo? O cara queria reduzir o comportamento agressivo do cachorro, e após a cirurgia tudo que o totó faz é deitar na frente da casa por horas a fio, sem se mexer, com os olhos fixos em posições diferentes. Tecnicamente falando, a experiência foi um sucesso.</p>
<p>Demorou mais ou menos quarenta segundos pra que alguém decidisse que o procedimento deveria ser experimentada em humanos. Gottlieb Burkhardt, o chefe de um hospício suíço, ouviu sobre a maravilhosa proeza do outro maluco e resolveu experimentar em seis esquizofrênicos que ele tinha sobrando em seu hospício. Aparentemente o Burkhardt fez uma cagadeira ainda maior que a do Golz, já que aquele ao menos teve uma taxa de 100% de sobrevivência naquela sua primeira lobotomia no cachorro. No caso dos esquizofrênicos, bem, digamos que depois desse dia Burkhardt passou a ter apenas quatro esquizofrênicos sobrando.</p>
<p>Ao invés de identificar a técnica como o estraçalhamento totalmente irresponsável do mais importante órgão humano e bani-la pra todo o sempre, a comunidade médica do comecinho do século XX continuou a namorar a idéia de resolver problemas comportamentais através da técnica de fazer purê com os miolos de seus pacientes.</p>
<p>Foi finalmente um médico português chamado Egas Moniz (que coincidentemente tem o sobrenome de uma das minhas chefes, que de fato é descendente de portugueses. Perguntarei à mulé se ela tem algum bisavô chamado Egas) que &#8220;aperfeiçoou&#8221; a técnica. Moniz percebeu que esculhambar o cérebro de um indivíduo de fato foderia com a pessoa, então o que ele tinha que fazer é estraçalhar apenas algumas conexões nervosas isoladas, e não pedaços inteiros do cérebro. O sujeito acabou eventualmente ganhando um prêmio Nobel por causa disso, e se isso não é uma lição assustadora de quão enganada a comunidade científica pode estar a respeito de alguma coisa, nada mais é.</p>
<p>Enquanto isso continuamos tomando prozac, tylenol, vacinas variadas, viagra, advil e outros trocentos tantos medicamentos ou tratamentos que utilizamos baseados exclusivamente na confiança do que a indústria médica diz pra gente.</p>
<p>Não sei você, mas se eu tivesse um amigo que insiste em me oferecer sucos que mais tarde se revelam não ser exatamente sucos e sim água misturada com veneno&#8230; da próxima vez que ele viesse com um copo na mão, eu enfiaria um soco no meio do bucho do cidadão.</p>
<p align="center"><strong>***</strong></p>
<p>(Leitores voyeurs, se manifestem. Vocês talvez não saibam, mas esse feedback que eu recebo de vocês é JUSTAMENTE o que me motiva a atualizar esse site, especialmente com esse tipo de texto &#8211; mais longo, mais elaborado, do tipo que requer um certo trabalho de pesquisa e coisa e tal - aqui no HBD. Deixem a vergonha de lado e publique sua opinião aí. Eu quero saber o que esses 80% de visitantes silenciosos pensam a respeito deste site)</p>

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		<title>Top 4 pessoas polêmicas que se foderam no final</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 00:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
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<p>Os alemães, sendo o povo amável e que jamais fez mal a ninguém nesse mundo, tem uma palavra curiosa no vocabulário deles: <em>schadefreude</em>. Os resultados da minha extensiva pesquisa (leia-se &#8220;os quinze segundos que passei na wikipedia lendo sobre o assunto, até lembrar que há jogos piratas e pornografia gratuita na internet&#8221;) são inconclusivos até agora, mas parece que o verbete é exclusivo aos krauts.</p>
<p>Sabe quando você descobre que uma ex-namorada sua foi chutada pelo atual parceiro, diagnosticada com lepra, perdeu o emprego e se viu obrigada a morar de favor com os pais? Este sorriso que habita no seu rosto após ouvir tais notícias é senão uma cortesia do tal schadefreude, que significa &#8220;aquela alegria que todos nós sentimos ao descobrir que um desafeto se fodeu bonitamente&#8221;.</p>
<p>A história contemporânea está repleta de pessoas cuja desgraça provocou bastante alegria a milhares de pessoas, justamente porque seu comportamento polêmico desafiou a sorte por muito tempo. </p>
<p>Hoje nós vamos dar uma olhadinha no desastre em que suas vidas se transformaram. Sinta-se à vontade para esboçar um largo sorriso e se sentir superior.<br />
<span id="more-958"></span><br />
<strong></strong><img class="alignleft" style="float: left; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img22.imageshack.us/img22/9978/behenarrowweb300x3750zw1.jpg" alt="" width="120" height="150" /><strong>Michael Behe</strong></p>
<p>Na idade média, a Igreja Católica via o avanço das ciências como uma real ameaça &#8211; afinal, se houvesse algum outro estabelecimento que oferecesse respostas aos homens E ainda por cima não cobrasse dinheiro pela salvação deles, o monopólio religioso de Roma estaria seriamente lascado. E aí começou aquele queima-queima que a Igreja Católica tanto tenta fazer de conta que jamais aconteceu. Afinal, eles estavam apenas tentando defender o modelo de negócios deles.</p>
<p>Eventualmente os pontífices decidiram que esse negócio de conhecimento científico seria uma moda passageira, e que em breve as pessoas abandonariam esse negócio de &#8220;senso crítico&#8221; e &#8220;razão&#8221; e pediriam perdão ao Papai do Céu por sua rebeldia. E assim acabou-se a Inquisição.</p>
<p>(Na prática a Inquisição nunca realmente morreu, a Igreja apenas renomeou-a como &#8220;Congregação da Doutrina e Fé&#8221;. Sabe quem foi o último líder da CDF? Um sujeito chamado Joseph Ratzinger. Talvez você o conheça melhor pelo nome artístico dele &#8211; o Papa Benedito XVI)</p>
<p>Então. As organizações religiosas perceberam, com muito desgosto, que a moda passageira do conhecimento científico não era tão efêmera quanto eles acharam inicialmente. Se adaptando aos novos tempos, a fé cristã deixou de trocar tapas com a instituição científica e resolveu se enfiar nela. Nem que fosse à força, com uma proposta tão científica quanto aquelas enciclopédias ilustradas do universo Star Wars.</p>
<p>E desse pensamento &#8220;se não pode vence-los, junte-se a eles&#8221; surgiu o movimento Design Inteligente. E Michael Behe foi o pivô principal da ascenção e humilhante (embora previsível) queda deste dogma religioso disfarçado de proposta científica séria.</p>
<p>Em 1996 Behe decidiu que não fazia mais questão de ser um pesquisador respeitado na comunidade científica e publicou o livro Darwin&#8217;s Black Box (imagino que aí se chame A Caixa Preta de Darwin. Pergunte a um amigo crente, sem dúvida eles conhecem o livro).</p>
<p>Nele, Behe tentava convencer (aqueles que já acreditam na idéia do Criacionismo) que existe um princípio chamado &#8220;complexidade irredutível&#8221;. Em termos leigos, o que o cara queria dizer é que organismos contemporâneos complexos são formados por diversas partes que são inúteis por si só, e que precisariam ter aparecido simultaneamente no organismo. Ele compara célula com um relógio, tentando chegar à conclusão que nenhum dos dois poderia funcionar se removermos uma parte do seu mecanismo interno.</p>
<p>Em outras palavras, Behe insiste que sistemas biológicos complexos (como o olho ou o sistema digestivo) não poderiam ter chegado ao que são hoje através de passos gradativos, porque se uma ou outra parte do sistema estivesse faltando, ele não funcionaria e portanto o organismo não sobreviveria. Todo os sistemas biológicos teriam que ter aparecido ao mesmo tempo, do jeitinho que vemos no corpo humano hoje.</p>
<p>Simplificando a idéia do livro em uma frase: &#8220;No princípio criou deus os céus e a terra&#8221;.</p>
<p>A despeito do fato de que o livro todo se baseia inteiramente no &#8220;eu acho que&#8230;&#8221; do Behe, sem qualquer tipo de substância científica ou experimental, e que é possível refutar completamente a teoria dele tendo apenas um conhecimento elementar de biologia, a idéia foi levada a sério pela multidão cristã americana que estava disposta a morder qualquer isca que os desse a esperança de finalmente livrar as escolas gringas da influência darwinista satânica.</p>
<p>E a popularidade do argumento de Michael Behe acabou o levando ao banco das testemunhas no célebre julgamento Kitzmiller v. Dover Area School District (v é de versus, seu burro), que visava decidir a validade científica da teoria do design inteligente e se ela deveria ser ensinada em escolas, ao lado da teoria evolucionista.</p>
<p>Behe compareceu todo feliz pra defender a idéia e avançar a causa do design inteligente, mas ele não contava com advogados astutos que essencialmente o fizeram admitir no processo interrogatório que a teoria não era suportada por NENHUMA evidência científica. Behe ainda foi obrigado a admitir, em corte e on record, que a definição de &#8220;teoria&#8221; que ele estava usando pra design inteligente poderia enquadrar até mesmo astrologia.</p>
<p>Já li Darwin&#8217;s Black Box e posso afirmar que a retórica e as analogias usadas pelo Behe são tão canastronas e rasteiras, e exibem ignorância tão elementar na forma em que evolução acontece, que ela só funcionaria mesmo como parte da trama de um filme de ficção científica. Oh wait, não fui eu quem falou isso &#8211; <strong>foi o juiz que deu a sentença no caso</strong>. Yep, o juíz falou em público que as idéias do Behe só funcionariam como trama de ficção científica. Ouch.</p>
<p>Em outras palavras, o cara teve que admitir publicamente e sob juízo que a &#8220;teoria&#8221; dele não valia o papel que estava escrito. Os criacionistas ainda estão tentando se recuperar do baque.</p>
<p>E os mais desinformados continuam usando Darwin&#8217;s Black Box como argumento em debates sobre evolução até hoje.</p>
<p><strong></strong><img class="alignright" style="float: right; border: 1px solid black; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img22.imageshack.us/img22/9799/joefrancis3qe3.jpg" alt="" width="100" height="150" /><strong>Joe Francis</strong></p>
<p>Há uma parte do inferno especialmente reservada pra pessoas que lucram diretamente com o sofrimento e angústia alheia. Logo abaixo deste círculo infernal há um esgoto, e é lá que Joe Francis passará a eternidade comendo merda infestadas com as larvas de moscas varejeiras.</p>
<p>Joe Francis é um vagabundo que colocou seu nome no mapa nos anos 90 vendendo uma série de fitas VHS chamadas &#8220;Banned From Television&#8221;, que era nada além de uma compilação de imagems de acidentes fatais. Após lucrar algumas centenas de milhares de dólares vendendo imagens da fatalidade alheia pros doentes que queriam assisti-la, Joe atentou pra um mercado completamente não explorado &#8211; semi-pornografia.</p>
<p>Com câmera em punho Joe seguia pras sedes dos Mardi Gras, que é um evento americano análogo ao nosso carnaval em que as mulheres exibem os peitinhos em trocas de miçangas. O cara filmava o negócio, vendia e se tornava um milionário no processo, enquanto as meninas ficavam com a satisfação de saber (ou nem saber, às vezes) que seriam material masturbatório para milhões de anônimos burros demais pra descobrir que poderiam acessar pornografia propriamente dita gratuitamente na internet.</p>
<p>Esta é a origem da franquia Girls Gone Wild, que atraiu fúria de grupos feministas/conservadores que não aprovavam da exploração que Joe chamava de &#8220;ganha-pão&#8221;. Mas esse é o menor dos problemas dele.</p>
<p>Logo no comecinho desta década, Francis se viu alvo de escrutínio legal mediante a alegações de que ele recrutava participação de menores de idade através de coerção. A lista de confusões legais só aumentou desde então &#8211; o empresário já foi acusado de formação de quadrilha, tráfico de drogas e pornografia infantil. Yep, pornografia infantil.</p>
<p>Enquanto preso, Francis se meteu em confusão de novo &#8211; dessa vez, ele foi acusado de introduzir muamba na prisão onde ele se encontrava. Ele passou um ano no xilindró, com a chance de ganhar outros cinco se fosse declarado culpado dos novos crimes.</p>
<p>Provando que ele é um imã humano pra problemas judiciais, Francis foi processado por mais garotas alegando que haviam sido filmado sem autorização. O fato de que as meninas eram menores de idade só piorou a situação. Como se não bastasse isso, Francis se viu do de volta às cortes mais uma vez, dessa vez processado por cassinos em que ele devia dinheiro.</p>
<p>E falando em dinheiro, Francis aparentemente não gostava muito de da-lo ao governo. Isso provavelmente tem algo a ver com o fato de que em 2007 ele foi chamado para depor mais uma vez, dessa acusado de sonegar impostos.</p>
<p>Pra tornar a história mais Seinfeldmente sem solução ainda, poucos dias antes do julgamento o sujeito deixou de comparecer a uma aparição no tribunal. Tal feito o rendeu uma prisão domiciliar, usando aparelho de monitoramento no tornozelo e tudo mais.</p>
<p>Então, além de todas as confusões com as meninas a quem ele explorou ao longo de uma década, o sujeito é suspeito de produzir pornografia infantil <strong>E</strong> deve milhões a cassinos em Las Vegas. Não sei o que você está fazendo no momento, mas eu sei exatamente o que Joe Francis está fazendo agora &#8211; rezando furiosamente para todos os deuses de todos os panteões existentes que o livrem de ir à cadeia.</p>
<p>E além disso, ele deve estar preparando uns sanduíches. Ele deve saber que na cadeia, gente com essas credenciais não sobrevive até a hora do almoço.</p>
<p><strong></strong><img class="alignleft" style="float: left; border: 1px solid black; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img22.imageshack.us/img22/2871/miketysonrz6.jpg" alt="" width="150" height="150" /><strong>Mike Tyson</strong></p>
<p>Pra entender o sucesso e a notoriedade que Mike Tyson outrora deslumbrava, basta lembrar que por uma década inteira o nome dele era praticamente sinônimo de boxe. Aos vinte anos o sujeito ganhou o título mundial de peso pesado, o que o tornou até hoje o sujeito mais jovem a ganhar o cinto. Por mais de dois anos, o boxeador manteve o título, defendendo-o de todos os desafiantes que sairam do ringue com nada além de um buraco na cara com o formato do punho do rapaz.</p>
<p>Tyson ganhou mais da metade de suas lutas por nocaute, centenas de milhões de dólares em patrocínios, e até mesmo estrelou em seu próprio jogo de NES, o <em>Mike Tyson&#8217;s Punch Out!!!</em>. Em adição a isso, é comumente aceita a teoria de que Mike Tyson fornicou com essencialmente todas as strippers e prostitutas de Las Vegas, provavelmente ao mesmo tempo que inalava uma quantia irresponsável de cocaína. Ele estava vivendo o American Dream.</p>
<p>&#8230;Até perder pela primeira vez em toda sua carreira em 1990, pro desafiante James Douglas. A crença de que isso poderia acontecer era tão baixa que os cassinos em Tokio, onde a luta aconteceu, marcavam a relação de apostas de 42 pra 1. Em outras palavras, os malucos que apostaram no James Douglas naquela noite estão até hoje andando por aí em Ferraris completamente construídas de ouro puro.</p>
<p>Foi aí que Mike Tyson decidiu ficar louco.</p>
<p>Em 1991, o boxeador foi preso por estupro, e passou 3 anos na cadeia. Imediatamente após ser liberado, promotores esportivos tentaram colocar Tyson de volta nos holofotes. Seria uma boa forma de voltar às boas graças do público e retomar a posição de atleta profissional ídolo de criancinhas ao redor dos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://img17.imageshack.us/img17/9848/bitefight773613.jpg" border="1" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;">Yep. Você já sabia que era disso que eu ia falar.</p>
<p>Em 1997, numa luta contra o Evander Holyfield, Mike Tyson decidiu que esse negócio de ser um atleta reconhecido e respeitado já tava enchendo o saco dele. Sem mais nem essa, Tyson deu uma mordidela na orelha do oponente. A luta foi interrompida e o juiz alertou o boxeador que tal putaria não passaria impune novamente.</p>
<p>A luta recomeça e Tyson, que não deve ter prestado atenção no árbitro, vai lá e dá uma dentada na outra orelha do Holyfield. Essa segunda mordiscada foi mais confiante; Tyson literalmente arrancou um naco da orelha do outro cidadão e em seguida cospiu-o no chão do ringue. A luta foi encerrada, e Tyson desclassificado.</p>
<p>Essa sua aventura no canibalismo esportivo o rendeu banimento de dois anos, o que, se você quer saber, é um período ridiculamente baixo. Em 1999 ele retornaria aos ringues, mas era tarde demais &#8211; sua imagem de lunático já estava cimentada. As aparições do Tyson na TV não ajudaram:</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/CwFW834Mrcc&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/CwFW834Mrcc&amp;hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Em 2002 Tyson foi largado pela mulher e no ano seguinte, arruinado profissionalmente e financeiramente, o ex-boxeador declarou falência.</p>
<p>É pra esse tipo de situação que a expressão &#8220;perdeu, preiboi&#8221; existe.</p>
<p><img class="alignright" style="float: right; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img.qj.net/uploads/articles_module/59528/jack_thompson.jpg" alt="" width="200" height="181" /><strong>Jack Thompson </strong></p>
<p>Se você tem qualquer interesse sequer em ler meu blog, suponho que você gosta de videogames. E se você gosta de videogames, há uma boa chance de que você conhece este sujeito.</p>
<p>Jack Thompson é (mais precisamente, ERA) um advogado americano que reside na Flórida, e que simultaneamente fez e destruiu a própria carreira acusando games violentos de serem a origem de todas as mazelas deste mundo.</p>
<p>A cruzada de Thompson contra videogames começou em 1997, quando ele se prontificou a processar os produtores de vários joguinhos (entre eles Doom, Quake, Wolfenstein 3D) que Michael Carneal jogava em seu tempo livre. Caso você não lembre, Michael Carneal foi um desses pivetes americanos de merda que achou a arma do papai no armário, levou-a pra escola no dia seguinte e fuzilou seus coleguinhas. E ele fez tudo isso antes de Columbine, ou seja, antes das chacinas de escolas virarem mainstream.</p>
<p>O argumento de Thompson é que os produtores dos jogos eram culpados pelas ações do moleque, já que eles são os responsáveis por desensitivizar o guri com suas arminhas virtuais e sangue pixelizado. Os juízes disseram em uníssono &#8220;lol, tá doido?&#8221; e decidiram que não havia mérito legal no caso montado pelo advogado.</p>
<p>Mas Thompson não é desses de desistir facilmente. Em 2003, quando Dustin Lynch matou uma amiguinha da escola, Thompson se enfiou nos procedimentos legais, se oferecendo pra advogar a favor do moleque. O argumento, novamente, é que videogames teriam feito o moleque &#8220;esquecer&#8221; a linha que separa os joguinhos e a vida real.</p>
<p>(Exatamente &#8211;  Jack Thompson se propunha a pôr um assassino em liberdade, contanto que isso ajudasse sua causa contra os videogames)</p>
<p>Não sei exatamente <strong>COMO</strong> Thompson conseguiu o que aconteceu em seguida, mas o que rolou é que o próprio Lynch dispensou os serviços legais do advogado. O moleque retirou a sua alegação de insanidade legal, que havia sido justamente conselho do nosso amigo Jack, e mandou-o pastar.</p>
<p>Thompson continuou a se envolver em todos os tribunais da redondeza que estivessem julgando casos de violência envolvendo adolescentes. Caso você esteja se perguntando por que alguém contrataria um advogado com um histórico de falhas espetaculares, aí é que está &#8211; ninguém contratava o sujeito. Bastava ele ler notícias sobre tais julgamentos no jornal, e o cara fazia caravana pro local, oferecendo seus serviços.</p>
<p>Essencialmente, pelos próximos anos Jack Thompson viajou de cidade a cidade tentando convencer juízes que os indivíduos no banco dos réus haviam cometido homicídio puramente por influência de Grand Theft Auto III.</p>
<p>Em 2006, Thompson enviou seu filho de dez anos pra uma Best Buy das localidades, na missão de comprar uma cópia de GTA3 e provar que não há nenhuma infraestrutura de controle de videogames violentos, e que qualquer criança pode pôr as mãos neles. Jack Thompson então processou a Best Buy, mas ele esqueceu de um detalhe mínimo &#8211; não há nenhuma legislação que impeça a venda de videogames com classificação M (&#8221;Mature&#8221;) pra crianças. Ele estava processando a Best Buy por uma contravenção imaginária. Oops.</p>
<p>Em 2007, Thompson tentou processar a Midway por usar a imagem dele pra fins lucrativos sem autorização. A origem do processo? Thompson viu um vídeo no Youtube em que um moleque qualquer havia usado a função Kreate a Fighter em Mortal Kombat Armageddon pra fazer um personagem que era a cara do advogado &#8211; seria como processar o fabricante da arma porque alguém atirou em você.</p>
<p>Mais uma vez, as cortes riram da ineficiência jurídica do pobre causídico.</p>
<p>Finalmente, em 2008, o sistema jurídico americano cansou das macaquices de Jack Thompson e fez o que deveriam ter feito uns 10 anos antes &#8211; &#8220;disbarment&#8221; é o termo em inglês. Pra colocar em parâmetros brasileiros, essencialmente os juízes do estado onde ele praticava pegaram sua carteirinha de advogado, rasgaram em pedacinhos e jogaram o confete na cara dele. O agora ex-advogado, que parece não entender como o mundo real funciona, decidiu então processar a ordem de juristas do seu estado, a Suprema Corte como um todo, e todos os juízes-presidentes individualmente.</p>
<p>Ah, e ele ainda ficou com uma multinha de US$ 43 mil pra pagar. Eu imagino que, com o salário de advogado voluntário que ele esteve recebendo nos últimos 10 anos (zero dólares por mês), essa multa vai precisar ser parcelada em quinhentas mil vezes.</p>

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		<title>As 5 Grandes Revoluções da Internet</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 00:31:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
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Hoje em dia, qualquer paspalho que quer soar como se entendesse bastante da internet apela imediatamente pro bordão &#8220;web 2.0&#8243;. Usar o termo como enchedor de linguiça vem se tornando um hábito insistente da mídia especializada, ao ponto de que a expressão já começa a ser usada como uma paródia dela mesma (análogo ao hábito [...]]]></description>
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<p>Hoje em dia, qualquer paspalho que quer soar como se entendesse bastante da internet apela imediatamente pro bordão &#8220;web 2.0&#8243;. Usar o termo como enchedor de linguiça vem se tornando um hábito insistente da mídia especializada, ao ponto de que a expressão já começa a ser usada como uma paródia dela mesma (análogo ao hábito de pontuar frases com &#8220;!!!!11111//&#8221;, simulando e satirizando empolgação juvenil). </p>
<p>Web 2.0 é um sinônimo de inovação no meio internético, sim, isso é óbvio. Qualquer pessoa com mínimas faculdades mentais consegue chegar a essa conclusão graças ao contexto em que o termo sempre está inserido. Web 2.0 implica num upgrade, numa versão atualizada do que supõe-se tratar de uma inferior Web 1.0, ou talvez até Web 0.98 alpha build. </p>
<p>Mas tu sabe o que a expressão realmente significa?<br />
<span id="more-954"></span><br />
Como a internet evoluiu muito rapidamente em pouco tempo, não é necessário ser um septuagenário pra ter experimentado os primórdios dela. Por isso eu tenho quase certeza que, independente da sua idade, você deve ter experimentado a Internet Antiga, nem que apenas superficialmente. Lembra da Internet Antiga, com o ICQ (e aquela vergonhosa versão paraguaio-brasileira, o ComVC) e páginas com duas dúzias de GIFs animados e java applets e IRCs e frames e ARAÚJO&#8217;S HOME PAGE SOB CONSTRUÇÃO e Cadê e Altavista e Lycos e Super11 e Zaz e Arremate e pudim.com.br?</p>
<p>Então. A internet sofreu várias mudanças de lá pra cá; as que vieram pra ficar revolucionaram a maneira que usamos a internet pra interagir uns com os outros, e foram essas que renderam o tal upgrade na Web.</p>
<p>Mas que revoluções foram essas?</p>
<p><b>Peer to Peer</b></p>
<p>Em junho de 1999 o adolescente americano Shawn Fanning publicou a primeira versão do lendário Napster, um software escrito por ele e dois colegas de faculdade que permitia internautas trocar músicas em formato mp3 sem que um centavo sequer fosse parar no bolso dos donos das músicas. </p>
<p>Não há registro histórico que dê embasamento a esta crença, mas eu consigo imaginar os executivos das grandes gravadoras norte americanas simultaneamente experimentando um terrível pressentimento naquele fatídico dia. Sabe quando Alderaan é destruída pela Estrela da Morte, causando o Obi Wan a sentir um desequilíbrio na Força? Então, do mesmo jeito, só que envolvendo nerds e modems.</p>
<p>A festa não durou muito tempo. Num belo dia de verão o Lars Ulrich, o carrancudo baterista do Metallica, descobriu que as músicas da banda estavam disponíveis gratuitamente através do Napster. Convencido que algum tipo de malandragem ilegal estava em operação, o baterista entrou com um processo civil contra o serviço do Fanning. Outros artistas que aparentemente estavam passando por perto no momento decidiram que aquela era realmente uma boa idéia, e lançaram seus próprios processos contra o pobre adolescente.</p>
<p>Napster, que a essa altura tinha se transformado numa empresa, perdeu todos os casos e não teve outra solução senão declarar falência e fechar as portas.</p>
<p>Exatamente cinco segundos depois, três outros serviços de P2P já haviam surgido no éter digital. Como uma versão hightech da mítica hidra, que brotava duas cabeças novas de cada cabeça cortada, sempre que a indústria fonográfica derrotava um serviço, novas ameaças surgiam em seguida.</p>
<p>E o as gravadoras tiveram que aceitar o fato inexorável de que a troca ilegal de músicas em formato mp3 jamais seria aniquilada.</p>
<p>Onde o Napster falhou, no entanto, os futuros serviços de P2P triunfariam. O motivo pelo qual o Napster se colocou em posição delicada é o fato de que os arquivos mp3 passavam pelos servidores<br />
do serviço antes de chegar aos internautas, caracterizando a distribuição ilegal de material protegido por leis de direitos autorais &#8211; e tornando praticamente impossível ao Napster convencer o sistema legal americano do contrário.</p>
<p>Os P2P do futuro desenvolveram uma maneira de circunventear esse problema. Ao invés de usar seus próprios servidores pra manusear as músicas no seu caminho até os piratas, os novos P2P não têm um servidor próprio. Os arquivos são enviados diretamente de um internauta na outro.</p>
<p>O melhor exemplo disso são trackers de torrent. Ao invés de manter os filmes/músicas, eles essencialmente linkam o usuário pra outros internautas que os têm; fechar tais serviços tem se mostrado um pouco mais complicado já que estritamente falando eles não estão distribuindo material copyrighteado, ao invés disso eles estão apontando na direção de onde encontrar o material.</p>
<p>Seria necessário mudar a interpretação atual das leis internacionais de direito autoral pra enquadrar os grandes trackers de torrent.</p>
<p><b>Auto-publicação</b></p>
<p>Na época vitoriana era relativamente comum ir à praça mais próxima, subir numa caixa de madeira e berrar suas opiniões e crenças pessoais a quem quisesse ouvir (leia-se &#8220;quem estiver passando por lá no momento&#8221;, já que ninguém realmente queria ouvir as maluquices de um desconhecido). Os mais eloquentes arrumavam uma legião de seguidores/admiradores; os mais malucos eram publicamente humilhados, e os mais ofensivos eram frequentemente silenciados por dispositivos silenciadores das autoridades locais, também conhecido pelo seu outro nome mais popular &#8220;cacetete aplicado diretamente sobre a cabeça&#8221;.</p>
<p>Blogs nada mais são que a versão eletrônica dessa prática.</p>
<p>Ao contrário do que os newfags &#8211; leia-se &#8220;você&#8221; &#8211; pensam, bloguices não são um fenômeno tão recente assim. O próprio termo &#8220;blog&#8221; (que a propósito é uma corruptela de web log, ou seja, &#8220;diário da web&#8221;) foi usado pela primeira vez em 1997. Em 1999 Peter Merholz, autor do PeterMe.com, convencionou a abreviação graças ao trocadilho &#8220;We Blog&#8221; que ele usava no seu site.</p>
<p>Na verdade mesmo, blogagem já rolava bem antes da adoção do termo oficial. Justin Hall, um estudante americano que mantinha um diário virtual no longíquo ano de 1994, é considerado como o primeiro blogueiro.</p>
<p>Como você deve lembrar, os primeiros blogs não eram exatamente muito interessantes. Afinal, a idéia nasceu como um registro diário pessoal disponibilizado na internet; como a vida alheia geralmente não é lá muito emocionante, blogs permaneceram relativamente desconhecidos até os anos 00s. </p>
<p>A &#8220;internetização&#8221; geral que aconteceu nesta década acabou atraindo muita gente pro hábito de blogar, e foi apenas uma questão de tempo até que pessoas com poder de persuasão e formação de opinião começassem a publicar suas idéias no Blogspot.</p>
<p>O resultado disso é que o movimento blogueiro começou a ganhar legitimidade. Há incontáveis casos de bloggers ao redor do mundo que atingiram status de celebridade e/ou afetaram diretamente eventos mundiais graças aos seus blogs. </p>
<p>O caso Rathergate foi um bom exemplo disso. O jornalista americano Dan Rather foi acusado por blogueiros de usar material falso em uma reportagem a respeito do passado militar do Presidente Bush. A reação se espalhou viralmente entre a comunidade blogueira e atingiu tamanhas proporções que a emissora foi obrigada a se desculpar formalmente. Há vários outros casos similares até mesmo no Brasil.</p>
<p>Blogs evoluiram de diarinhos virtuais sem relevância alguma pra uma poderosa ferramenta de formação de opinião e reportagem alternativa. A maneira como os blogs deram a cidadãos comuns o poder de bater de frente com o jornalismo mainstream e oferecer versões alternativas das histórias reportadas pela mídia conservativa mudou pra sempre o processo de formação de opinião no cenário mundial.</p>
<p>A blogosfera é essencialmente o jornalismo paralelo, formado por gente como eu e você, sem rabo preso com determinadas agendas políticas como é o caso da americana Fox News ou a nossa revista Veja.</p>
<p>As últimas eleições presidenciais americanas, por exemplo, sofreram fortíssima influência da blogosfera &#8211; que é notoriamente composta em sua maioria por jovens politicamente engajados, um demográfico sobre o qual a personalidade de Barack Obama obviamente causa melhor impressão que a do republicano John McCain. Muitos analistas políticos concordam que a blogosfera americana foi um fator definitivo pra recente vitória do candidato democrata.</p>
<p>Sim, eu sei <i>exatamente</i> o que você está pensando: esse meu discurso parece bastante incoerente com alguém que costuma satirizar problogueiros e suas aspirações jornalísticas, né? </p>
<p>É, eu admito. Nem parece que fui eu que escrevi os parágrafos acima. Acontece que no fundo, eu vejo sim o potencial de comunicação de blogs. O que acontece é que o que a maioria dos probloggers fazem no Brasil (digamos, vestir-se de Doritos) não é o que se possa chamar de jornalismo. </p>
<p>Quando o deslumbramento de alguém que acabou de ver a primeira nota de cem reais na vida passar, quando essa característica sede blogueira por migalhas for algo do passado e o pessoal amadurecer (e quem sabe arrumar empregos, de forma que não precisem mais vender suas opiniões), quem sabe. </p>
<p><b>Distribuição digital</b></p>
<p>Quando o Napster começou a distribuir músicas gratuitamente pra toda a internet no finzinhos dos anos 90, a indústria fonográfica passou a ver o download de músicas pela internet como uma grandíssima ameaça (a maior, aliás) ao seu modelo de negócios. Naturalmente, as gravadoras e os artistas passaram a atacar violentamente o avanço dos métodos de download de músicas.</p>
<p>Entretanto, não foi até a Apple se meter no negócio de vender música pela internet que a indústria começou a ver o método com outros olhos. Ficou aparente pro mundo inteiro que muitos &#8220;piratas&#8221; estavam do lado errado da lei simplesmente porque não havia uma forma legítima de baixar músicas sem prejudicar os artistas. MP3 players se tornavam menores, mais baratos e mais eficiente; pros seus donos, ripar um disco pra ouvi-lo no aparelho era inconveniente. A iTunes Store surgiu pra cobrir esse nicho, e o o sucesso da empreitada é reconhecido mundialmente &#8211; a Apple já vendeu mais de um bilhão de músicas através do serviço deles. </p>
<p>Mas música foi apenas o começo. Poucos meses após a chegada da iTunes Store, a produtora de games Valve lançou o Steam, que é um serviço de distribuição digital de games. Alguns anos mais tarde surgiu uma nova geração de videogames e, que surpresa, todos os consoles atuais dispõe de serviços de distribuição digital. Os portáteis não são diferentes &#8211; hoje você pode comprar jogos de PSP direto do seu PC ou PS3, e o recém lançado Nintendo DSi disporá de uma loja virtual pra compra de software. A tendência de entrega de conteúdo digital via internet já virou padrão.</p>
<p>Distribuição digital é uma daquelas implementações que é beneficial em quase todos os aspectos. Em primeiro lugar, há a imensa conveniência de comprar os jogos, filmes e música sem ter que sair de casa, e recebe-los imediatamente. Além disso, como a natureza do serviço requer uma conexão constante com a internet, é mais fácil combater a pirataria &#8211; o serviço pode, pela falta de um termo melhor, &#8220;vigiar&#8221; o seu console pra ter certeza que você não está usando hardware modificado pra permitir pirataria. Os usuários piratas de Xbox que foram banidos da Live (o serviço online do console) recentemente aprenderam essa lição da forma mais difícil.</p>
<p>A distribuição digital também facilita a entrada dos programadores independentes na jogada. Enquanto antes desenvolvedores independentes sem fundos ou conexões com grandes estúdios enfrentavam grandes dificuldades pra lançar seus jogos no mundo real, eles têm todo o apoio que precisam pra lançar seus produtos no éter digital. E como jogos distribuídos digitalmente não exigem mídia pra serem gravados, capas plásticas com arte gráfica impressa, não precisam ser transportados até lojas e vendidos por pessoas de carne e osso, o preço tende a cair. Até mesmo o meio ambiente se beneficia com a redução do uso de material e de transporte.</p>
<p>Vendas de CDs caem a cada ano, enquanto as vendas de músicas na iTunes Store apenas sobem. A recente AppStore, que vende jogos pra iPods e iPhones, é orbitada por uma excitante comunidade de developers independentes com muito pra oferecer, por um preço camarada. Além disso, a natureza meio viral da AppStore (o maior método de divulgação de apps na AppStore é o ranking regido pelos nossos reviews, o boca-a-boca e blogs especializados) dá muito mais poder aos usuários. Os desenvolvedores reconhecem a voz do público, e se tornam muito mais acessíveis &#8211; já tive a oportunidade de bater papo com os developers responsáveis por grandes lançamentos na AppStore, fui convidado pra beta tests, recebi informações exclusivas de lançamentos. É uma comunidade bastante interessante.</p>
<p>Analistas predizem que a mídia física como método de distribuição de filmes e jogos eletrônicos não sobreviverá a essa geração. Não é a toa que tantos profissionais da área viram a recente guerra de formatos de disco ótico como um exercício em futilidade. Não vai demorar muito até que o mundo se acostume a não ter que sair de casa e pagar mais barato pra montar sua coleção de filmes.</p>
<p><b>Social Networking</b></p>
<p>No longíquo ano de 2004, o orkut era nada além de um serviço misterioso de nome estranho cujo conteúdo parecia ser tão excluviso que era necessário um convite pra participar. Tinha todo aquele quê de sociedade secreta. Ao entrar no serviço pela primeira vez, muitos não estavam muito seguros a respeito do que estavam vendo. Então é um serviço de fóruns&#8230; e você pode manter um álbum de fotos nele&#8230;? É isso?</p>
<p>Quatro anos (e uma infestação geral de brasileiros) se passaram. Hoje o orkut é apenas um entre dúzias de sites de relacionamento que te permite perseguir ex-namoradas e jogar Poker com colegas de escola que você não vê há doze anos. O sucesso dos sites de rede social é tão grande, que muitos usam nada além deles pra ilustrar do que se trata a &#8220;nova internet&#8221;. Myspace/Facebooks da vida viraram sinônimos de web 2.0. A propósito, &#8220;web 2.0&#8243; fica estranho quando está no final da frase, com dois pontos finais e tal.</p>
<p>Essencialmente, sites de rede social concretizaram aquela velha profecia de que a internet nos deixaria cada vez mais próximos uns dos outros. Com três eu menos cliques eu me conecto ao perfil de velhos amigos de escola com quem perdi contato há mais de dez anos, tenho acesso às fotos/vídeos<br />
 que os infelizes produzem, posso ver o tipo de mensagem embaraçosa que eles deixam nos perfis de outrem. O Facebook vai mais longe e tem até uma função que trás à sua caixa de entrada as atualizações do estado civil do indivíduo. Minutos após o cara terminar com a namorada, você ficará sabendo. </p>
<p>Nem quando conhecia os sujeitos pessoalmente eu tinha tamanho acesso à vida íntima dos caras, o que é de fazer pensar.</p>
<p><b>Microblogging</b></p>
<p>A nova tendência internética combina duas outras, na realidade &#8211; auto-publicação e redes sociais. O nome é &#8220;microblogging&#8221;, e no último ano essa porra alcançou tanta relevância no meio digital que o fenômeno já foi comentado em diversas publicações que tratam do assunto. Microblogagem se tornou tão difundido que até mesmo os candidatos a presidência americana mantinham microblogs, pra se comunicar com os eleitores e divulgar datas e locais de comícios.</p>
<p>Essencialmente, microblogging é o ato de postar pequenas mensagens a respeito do seu dia num site como o Twitter. Tais mensagens serão lidas por qualquer usuário que &#8220;siga&#8221; você (enquanto no Facebook ou orkut temos &#8220;amigos&#8221;, em microblogagem o termo é &#8220;seguidores&#8221;). O sujeito poderá então tecer um comentário sobre sua mensagem, e alguém que o siga poderá então se incluir também na conversa entre vocês dois, ad infinitum. O resultado é uma rede baseada simplesmente em discutir minúcias sobre o dia a dia.</p>
<p>Qualquer coisa vale &#8211; comentar o roteiro de um filme, pedir dicas de Pokemon, perguntar como resolver um determinado problema de hardware&#8230; não importa o que você poste no negócio, alguém tomará interesse e transformará seu mísero comentário numa conversa. Antes que você perceba, você estará fazendo amizades com pessoas com interesses similares aos seus.</p>
<p>A natureza instantânea do negócio e o fato de que é possível acessar o site deles de qualquer telefone celular tornou bastante popular microblogar fora de casa, comentando eventos ocorridos fora das quatro paredes em que o internauta geralmente se encontra. E isso deu origem a ainda outro termo &#8211; livecasting ou liveblogging, ou seja, reportar acontecimentos ao vivo, enquanto eles acontecem, permitindo que os espectadores interajam com as testemunhas oculares da situação e possam, de uma certa forma, influenciar a reportagem dos fatos.</p>
<p>Twitter é essencialmente uma de tantas funções &#8220;inúteis&#8221; da internet, mas é bastante fácil se viciar no negócio. Eu mando muito mais tweets do que SMSs, por exemplo. O cliente do Twitter é uma dos poucos apps &#8220;third party&#8221; que eu mantenho na tela inicial do meu iPhone.</p>
<p>Há alguns outros fatores digno de nota (a popularização da internet móvel, o surgimento do youtube, etc) mas essa lista já está ficando grande o suficiente pra que vocês parem de me encher o saco por um post novo.</p>

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		<title>4 formas de viver perigosamente dentro de casa</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 16:12:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Se você fechar esse vídeo pornô que você deve estar assistindo e parar pra pensar um pouco a respeito do século em que vivemos, chegará à mesma conclusão que eu atingi cinco segundos atrás:
Vivemos num mundo muito seguro, e isso tornou nossa existência muito monótona.
Pense comigo um pouco: cintos de segurança, backups, vacinas, airbags, botes [...]]]></description>
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<p>Se você fechar esse vídeo pornô que você deve estar assistindo e parar pra pensar um pouco a respeito do século em que vivemos, chegará à mesma conclusão que eu atingi cinco segundos atrás:</p>
<p>Vivemos num mundo muito seguro, e isso tornou nossa existência muito monótona.</p>
<p>Pense comigo um pouco: cintos de segurança, backups, vacinas, airbags, botes salva-vidas, capacetes, seguros de vida, função &#8220;Desfazer&#8221; do Word, <em>continues</em> infinitos em Mario World&#8230; Temos ao nosso dispor incontáveis mecanismos de proteção que, ao mesmo tempo que nos dão segurança, acabam roubando todo aquele friozinho na barriga, a sensação de perigo, o próprio gostinho de viver. Que tipo de emoção se pode ter num mundo onde você pode comprar uma pílula de emergência minutos após ter estourado uma camisinha?!<br />
<span id="more-947"></span></p>
<p>Alguns indivíduos mais ousados, não conformados com essa sociedade medrosa que nos tornamos, adotam estilos e atividades ditos &#8220;extremas&#8221;. Mal sabem eles que até mesmo os esportes radicais foram infectados por essa covardia contemporânea:</p>
<p>• Em rafting, se usa colete salva-vidas;<br />
• Skatistas usam capacete;<br />
• A mochila do paraquedista tem um paraquedas de emergência.</p>
<p>Que porra é essa? Se arriscar sendo cuidadoso? Isso não faz o menor sentido. Ou você se preocupa com sua segurança, ou você pratica essas atividades. Tentar ambos prova não apenas que você tem tanto medo como o resto das pessoas, mas também que você tem medo de admitir esse medo, e é por isso que sai fazendo essas maluquices &#8211; pra que ninguém saiba que você é um puta dum cagão.</p>
<p>Tá, tudo bem, talvez essa cultura de auto-preservação tenha salvo algumas centenas de milhares de mortes trágicas, dolorosas e prematuras. Mas gente, e a adrenalina? E o senso de aventura?! Milhões de mortes por ano me parece um preço justo a se pagar por um friozinho na barriga de vez em quando.</p>
<p>Não chorem ainda. Essa situação pode ser revertida. Basta seguir meu simples <strong>Manual de Aventuras Domésticas</strong>, que pode ser praticado por qualquer pessoa, em qualquer idade, sem necessidade de esperar meia hora após ter tido uma refeição.</p>
<p><strong>1) Fazer pipoca sem a tampa </strong><img class="alignright" style="float: right; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://pagpessoais.iol.pt/eb2.3pegoes/adivi/image/pipoca.gif" alt="" width="175" height="172" /></p>
<p>Imagine a cena: é um sábado à tarde, e há um filme na TV a cabo que por algum milagre não é uma merda repulsiva como os filmes de sábado à tarde geralmente são. Todo serelepe, você decide que a experiência cinematográfica não pode ser completa sem uma bacia fumegante de pipoca quentinha no seu colo, recém saída da pipoqueira. Você vai à cozinha, simultaneamente coçando o ovo esquerdo &#8211; não porque estava coçando, você coçou de graça mesmo &#8211; e joga os grãos de milho na panelona. Aí, de <strong>MEDROSO DE MERDA QUE VOCÊ É</strong>, você põe a tampa em cima de tudo, senta ao lado do fogão e começa a morder uma unha do pé pra passar o tempo.</p>
<p>Aí que está o seu erro. Você acabou de sepultar toda a adrenalina que a confecção de uma rodada de pipoca envolve. Já pensou? Um grão pode ou não voar por uma brecha entre a panela e a tampa, quando você a levanta pra ver se tá tudo no ponto, e pode ou não acertar você no meio do olho! Praticamente uma roleta russa culinária.</p>
<p>Os praticantes mais extremos desse esporte não apenas jogam fora a tampa, mas comumente mantém o rosto centímetros acima da panela, só pra ver se conseguem tirá-lo na hora H. Como em outras técnicas que envolvem tirar uma parte do corpo na hora H, não preciso dizer que isso nem sempre dá os resultados esperados.</p>
<p>Mas ao menos você não será um covarde de merda.</p>
<p><strong></strong><img class="alignleft" style="float: left; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://www.nature.com/news/2004/041004/images/crossword.jpg" alt="" width="180" height="180" /><strong> 2) Preencha cruzadinhas com caneta<br />
</strong><br />
Poucos sabem, mas cruzadinhas podem ser uma das atividades mais extenuantes e radicais que um ser humano pode se submeter. Basta remover o lápis, jogar a borracha fora e puxar uma caneta da gaveta. A excitação será palpável quando você se deparar com o item &#8220;<em>Capital da Iuguslávia</em>&#8220;, X letras, vertical, e não houver uma forma de verificar o Google no momento.</p>
<p>O que fazer? Deixar em branco? Fechar a revistinha e perguntar a alguém menos burro? <strong>ESCREVER QUALQUE COISA COM LÁPIS E DEPOIS APAGAR?</strong></p>
<p>Mas claro que não. Escrever com lápis &#8211; se garantindo na segurança que uma borracha oferece &#8211; é pra gente frouxa e que está acostumada a sempre sair errando tudo. Fazer cruzadinhas com lápis é não apenas mais um dos milhares de sistema de segurança que nos protegem como bebêzinhos indefesos o tempo todo, mas também um atestado de ignorância.</p>
<p>Passe a caneta (de preferência vermelha, pra que alguém que veja as cruzadinhas pense depois &#8220;<em>caralho, esse cara era realmente um aventureiro!</em>&#8220;) enquanto repete para si mesmo &#8220;<em>ah, foda-se</em>&#8220;. Muito em breve você saberá se acertou (o que fará você soltar um longo suspiro de alívio, confie em mim) ou não. E nesse caso, <strong>FODEU</strong>.</p>
<p>E até descobrir isso, o suor descerá continuamente de sua testa.</p>
<p><strong>3) Morda o sorvete com os dentes da frente </strong><img class="alignright" style="float: right; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img390.imageshack.us/img390/2586/sorvete0yz.jpg" alt="" width="239" height="246" /><strong><br />
</strong><br />
O corpo humano é composto por vários órgãos e membros, e quase todos trabalham incansavelmente para tornar nossa existência mais dolorosa. Canelas, amídalas, apêndices, molares&#8230; parece que certas partes do nosso corpo foram colocadas lá apenas causar dor e encheção de saco. Como se não fosse só isso, até mesmo as partes &#8220;úteis&#8221; causam uma dor impressionante por motivo nenhum.</p>
<p>Os dentes, por exemplo. Sozinhos eles são apenas mais uma engranagem da complexa máquina que é o corpo humano. Com eles você morde uma rapadura, segura o celular enquanto amarra os cadarços, arranca o piercing do mamilo de alguém&#8230; Ou seja, nossos dentes são uma excelente ferramenta.</p>
<p>Mas experimente combiná-los com sorvete. E não qualquer dente, mas especialmente os dentes da frente. Há terminações nervosas naquela área que potencialmente tornam o ato de comer sorvete tão doloroso quanto levar um choque de quarenta milhões de volts após ter perdido o braço numa mina terrestre que um soldado iraquiano pôs no seu caminho após estuprar sua mãe com um taco de baseball em chamas.</p>
<p>Alguns, entretanto, desenvolveram técnicas inconscientes e conseguem desviar da dor lacinante que vem após morder um gélido picolé com os incisivos. Alguns não. A que grupo você pertence?</p>
<p>Dê uma dentada naquele Frutilli e descubra, seu medroso!</p>
<p><strong></strong><img class="alignleft" style="float: left; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img140.imageshack.us/img140/7853/notoiletpaper4yc.jpg" alt="" width="260" height="166" /><strong> 4) Vá ao banheiro de olhos fechados<br />
</strong><br />
Só aquele que já passou pela situação de ter estar trancado num banheiro em falta de papel higiênico sabe o quanto isso é desesperador. Acho que a única coisa pior que isso seria estar trancado num banheiro sem papel higiênico num prédio em chamas, minutos após ter sido demitido e não saber como pagará a prestação do carro no mês que vem. Mas como a maioria de vocês não tem carros, pelo menos dessa vocês escaparam.</p>
<p>Claro que ninguém quer se ver numa situação como essa. Por isso é lugar comum verificar &#8211; antes mesmo de arriar as calças &#8211; se há um volume satisfatório de papel higiênico naquele buraquinho da parede, justamente pra evitar a desagradável surpresa de estender o braço em direção ao rolo e sentir apenas o papelão.</p>
<p>E mais uma vez as conveniências e medos da nossa sociedade contemporânea estragam o que poderia ser uma aventura de proporções inimagináveis.</p>
<p>Os riscos nessa atividade são maiores que qualquer outro. Uma coisa é despencar de um avião a cinco mil metros de altura, cair de cabeça e ter uma morte instantânea e indolor. Outra bem diferente é despejar a feijoada de ontem na privada de um conhecido durante uma festa, dar de cara com a falta de papel higiênico e ter que contemplar a possibilidade do uso da cueca para o fim higiênico. Já viram o filme <em>Saw</em>, em que os malucos têm a opção de cortar os próprios pés para escapar do assassino? A solução está lá, na sua frente, mas você simplesmente não consegue tomar a decisão. E além disso, o tempo vai passando, lentamente mas inexoravelmente, e em breve perguntarão por que você ainda está no banheiro.</p>
<p>O que eu estou querendo dizer aqui é que verificar a existência do papel antes de liberar o esfíncter é coisa de gente <strong>FROUXA</strong>. Feche os olhos, feche a porta (e o nariz, dependendo do que você comeu ontem), e vá na fé.</p>
<p><strong>&#8230;</strong></p>
<p><strong></strong><br />
E é isso. Adotem essas simples atividades radicais e injetem alguma emoção em suas vidinhas hermeticamente fechadas e protegidas 24 horas por dia, seus molengas!</p>
<p>Hm, mó vontade de fazer cruzadinhas comendo pipoca agora. Cadê minha BIC?</p>

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		<title>5 motivos pelos quais namoro à distância é uma merda</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 00:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
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Se você é como eu, você deve passar uma boa parte do seu tempo visitando fóruns de discussão na internet. Fóruns são uma ótima forma de adquirir uma montanha de opiniões sobre diversos assuntos em que os opinadores obviamente não têm qualquer conhecimento, embora isso não os impeça de falar com a pompa de um [...]]]></description>
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<p>Se você é como eu, você deve passar uma boa parte do seu tempo visitando fóruns de discussão na internet. Fóruns são uma ótima forma de adquirir uma montanha de opiniões sobre diversos assuntos em que os opinadores obviamente não têm qualquer conhecimento, embora isso não os impeça de falar com a pompa de um especialista. Não importa o assunto sendo debatido (Pontes de hidrogênio? Acasalamento de maripousas norte-americanas? O padrão da bolsa de valores de New York?), sempre aparecerá alguém disposto a se pintar como um profundo expert no negócio.</p>
<p>E um debate que aparece com frequência preocupante é &#8211; Namoros à distância valem a pena? Pode ter certeza que o seu fórum favorito já viu pelo menos 5 tópicos sobre o assunto.</p>
<p>Não duvide de mim, seu corno. Abra um fórum qualquer, dirija-se à barra de busca e pesquise o termo. Tente as diversas grafias &#8220;alternativas&#8221; da expressão (&#8221;namoru há distânsia&#8221;, por exemplo) porque afinal de contas não podemos dar muito crédito às habilidades gramaticais dos habitantes de uma nação que transformaram o orkut em mania nacional. Clique em SEARCH e você verá que eu, como sempre, estou certo.<br />
<span id="more-944"></span><br />
Já me envolvi em quatro relacionamentos à distância. Todos foram resultado do mesmo processo &#8211; meu pai recebia uma oportunidade mais interessante em um estado que não era aquele em que morávamos, e lá ia a família de mala e cuia seguindo o velho. </p>
<p>A namoradinha ficava pra trás, ambos prometíamos fidelidade, e em menos de 3 meses depois o namoro havia acabado. A exceção dessa tendência foi a Becca, que ficou em Oshawa por um mês quando nos mudamos pra Calgary. Um ano depois, ainda estamos juntos. Foi o meu único relacionamento à distância que durou, e por condições específicas.</p>
<p>Após experimentar os mesmos sentimentos e chegar ao mesmo resultado nas minhas três primeiras experiências com essa modalidade de namoro, concluí que esse tipo de relacionamento é uma fenomenal perda de tempo &#8211; por vários motivos. Cinco motivos, aliás.</p>
<p><strong>5) Manter um namoro à distância é uma espécie de admissão da sua incompetência romântica.</strong> </p>
<p>Imagine que você conheceu uma garota interessante na internet. Após conversar com ela por três ou quatro meses, você decide que está gostando da menina o suficiente pra considera-la uma namorada. Essencialmente, você está dizendo pra si mesmo &#8220;<em>jamais conseguirei convencer outro ser humano a gostar de mim, portanto preciso fazer qualquer coisa pra manter esta menina/menino</em>&#8220;.</p>
<p>Ainda que isso seja verdade (e se você é o tipo de maluco que gosta de ler o HBD, provavelmente é), o namoro virtual não está te provendo com absolutamente nada que o faça merecer o título de &#8220;namoro&#8221; (intimidade, companheirismo, ou a boa e velha fodelança). Ou seja, você está <b>a troco de nada</b> admitindo que é um merda completo com o sexo oposto. </p>
<p><strong>4) O relacionamento a distância perverte a própria premissa de um namoro.</strong></p>
<p>Entenda uma coisa &#8211; seres humanos normais namoram porque gostam de passar tempo junto à outra pessoa. Quando o sujeito começa a namorar (salvo por cristãos, cujas filosofias a respeito de relacionamentos devem ser ignorados de qualquer maneira), ele não está pensando em passar o resto da vida com a menina. E igualmente, uma garota não começa a namorar ninguém tendo em mente a data de casamento. Pessoas namoram porque apreciam a presença do parceiro; o período de namoro é um teste de compatibilidade ao fim do qual ambas partes decidem se poderiam suportar viver juntos pelo resto da vida.</p>
<p>Como o namoro a distância não tem o contato próximo que é justamente o propósito de um namoro, os amantes pulam a etapa de testes e focam suas atenções e esforços na outra finalidade &#8211; o casamento. E aí você vê moleques de 17 anos que mal criaram pêlo no saco, mas estão fantasiando em se casar com uma garota que mora a 800km de distância e que eles nem teriam conhecido se não fosse a magia de World of Warcraft.</p>
<p>A ironia destes relacionamentos virtuais iniciados em MMORPGs (e acreditem, existem MUITOS) é que ambos os participantes teriam muito mais chances de se relacionar com alguém no mundo real se não investissem tanto tempo na babaquice que é um MMO.</p>
<p>That&#8217;s right, I said it. </p>
<p><center><img src="http://img267.imageshack.us/img267/728/longdistancre1.jpg" border=1><br /><font size=1>Este é você num relacionamento à distância. Tou talvez você goste de jogar Ragnarok no telhado de casa, sei lá.</font></center></p>
<p><strong>3) Namoro à distância toma mais tempo na vida do indivíduo do que um namoro convencional</strong></p>
<p>Por causa da falta de contato próximo, os namorados procuram saciar as necessidades românticas passando o máximo de tempo possível se contatando. E assim você acaba vendo aquele amigo que tem que estar em casa às nove hora SEM FALTA por que a namoradinha chega em casa da faculdade e ele não poderá sobreviver se não passar quatro horas no MSN com ela, ou interrompendo uma atividade com os amigos de dois em dois minutos pra responder SMSs da menina. Enquanto isso, namorados &#8220;de verdade&#8221; podem se dar ao luxo de se ignorar um pouquinho de vez em quando, já que no dia seguinte recompensarão a ausência com o mais espetacular sexo que os vizinhos deles jamais ouviram.</p>
<p>Esse tipo de comportamento é, como você poderia imaginar, extremamente irritante. Não se surpreenda se seus amigos decidirem te alienar porque você é incapaz de dar toda a sua atenção à partida de War à mão caso o celular esteja por perto.</p>
<p>Isso pra não entrar no mérito das viagens que o sujeito invariavelmente planeja pra cidadezinha cu-do-mundo onde a menina mora &#8211; viagens que custam dinheiro que ele frequentemente não tem, e que o obrigam a colocar sua vida (família-trabalho-faculdade-amigos) no pause só pra poder ver a menina por três ou quatro dias.</p>
<p><strong>2) Namoro à distância é matematicamente falando um mau negócio</strong></p>
<p>Perdoe-me a sinceridade, mas num ponto de vista estritamente matemático um namoro a distância é o pior negócio em que você poderia embarcar. Afinal de contas, um relacionamento wireless combina tudo que há de <strong>PIOR</strong> em ser solteiro &#8211; a falta de intimidade com outro ser humano, a profunda tristeza sentida nos Dias dos Namorados, a masturbação crônica &#8211; com tudo que há de <strong>PIOR</strong> em ser comprometido &#8211; não estar romanticamente disponível, ter que dar satisfações pra um cônjuge ciumento, a paranóia de estar levando um chifre as we speak.</p>
<p>É o pior dos dois mundos. É mais ou menos como se alguém te vendesse um carro sem rodas. Talvez o fato de ter um &#8220;carro&#8221; na sua garagem te deixe feliz, mas você continua tendo que andar até a parada de ônibus pra ir pro trabalho. Então, qual a diferença?</p>
<p>Em outras palavras, namoro a distância não suplanta as necessidades românticas do indivíduo &#8211; ao invés disso, esse tipo de relacionamento acaba é sendo emocionalmente desgastante. O que nos leva ao próximo item nesta listinha, o motivo principal pelo qual namoros à distância não valem a pena. E este é o fato de que&#8230;</p>
<p><strong>1) &#8220;Namoro à distância&#8221; e &#8220;felicidade&#8221; são mutualmente exclusivos</strong></p>
<p>Se você já alguma vez teve um relacionamento à distância, deve concordar que é um negócio extremamente desgastante. Todo relacionamento tem seus prós e contras, mas no relacionamento à distância não existe tal equilíbrio. O ciúme, a paranóia, a saudade e todos os outros pontos ruins desse tipo de relacionamento acabam cansando emocionalmente o sujeito.</p>
<p>Sem exceção, você perceberá que pessoas que terminam namoros à distância descreverão o fim do negócio como um profundo alívio. Afinal de contas, o que o sujeito está perdendo quando termina esse tipo de relacionamento? Ele não tinha contato com a &#8220;namorada&#8221; mesmo. </p>
<p>Por outro lado, foi-se a constante paranóia de ser traído, e também se foram as limitações que um compromisso romântico impõe. O sujeito agora está livre pra fazer o que quiser.</p>
<p>Tendo exposto minhas opiniões, pergunto a você &#8211; por que diabos você mantém um namoro à distância? </p>

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		<title>10 lorotas em que todos caímos</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 02:55:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
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Rumores urbanos são relativamente fáceis de criar. O processo é sempre o mesmo &#8211; alguém interpreta erroneamente uma nota noticiosa, ou um resultado de uma experiência científica, ou um factóide oferecido numa obra de ficção, e passa a vaticinar a má interpretação como se fosse fato verificado. Antes que você perceba, a população em geral [...]]]></description>
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<p>Rumores urbanos são relativamente fáceis de criar. O processo é sempre o mesmo &#8211; alguém interpreta erroneamente uma nota noticiosa, ou um resultado de uma experiência científica, ou um factóide oferecido numa obra de ficção, e passa a vaticinar a má interpretação como se fosse fato verificado. Antes que você perceba, a população em geral acredita e perpetua tais contos como se fossem fatos historicamente documentados.</p>
<p>A nossa única proteção contra lendas urbanas é o fato de que elas costumam carregar um ou mais elementos extraordinários. Uma boa parte de nós tem aquela às vezes irritante porém fundamental característica de questionar imediatamente qualquer coisa que ouvimos &#8211; especialmente as extraordinárias. Estes indivíduos são menos propensos a acreditarem em lendas urbanas, e pode ter certeza que após ouvir uma o sujeito se encontrará googleando furiosamente para averiguar a veracidade da história.</p>
<p>Por causa disso, os factóides mais insidiosos são justamente os que não trazem nenhum elemento extraordinário; elas não registram no nosso detector de lorotas e passam totalmente despercebidas. E pior, esse tipo de mito contemporâneo geralmente é repassado com uma maquiagem científica/histórica (ou foi repetido tantas vezes ao longo dos anos) que nos torna mais vulneráveis a ele. </p>
<p>Este texto examinará algumas destas lendas, tenho plena certeza que você já ouviu &#8211; e acredita em &#8211; ao menos uma delas.<br />
<span id="more-940"></span><br />
<b>O fluxo de água nas descargas gira em sentidos diferentes nos hemisférios Norte e Sul</b></p>
<p>Errado &#8211; e suspeito que aquele clássico episódio dos Simpsons (em que a família vai à Austrália) ajudou a perpetuar este mito.</p>
<p>O efeito Coriolis (ou seja, o aparente movimento circular tal como visto por um ponto referencial inerte num objeto em giro) realmente explica por que a água, quando em repouso, tende a ser afetada de forma diferente graças a sua localização no planeta. Acontece que a força é extremamente fraca, e há um fator muito mais decisivo pro giro da descarga que esse efeito Coriolis: o ângulo em que a água é injetada no sanitário. </p>
<p><b>Se o Pólo Norte derretesse, o nível do mar subiria tanto que cidades litorâneas seriam obliteradas</b></p>
<p>Esta é clássica. A teoria já existia há muito tempo, mas foi a cena de abertura de Waterworld (o icônico logotipo da Universal sendo coberto de água à medida que o Círculo Ártico derretia) que levou a idéia às massas. E Al Gore, num arroubo de joselitice científica que quase remove todos os méritos do documentário, perpetuou a noção com o seu An Inconvenient Truth.</p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7P1U9SdVKNg&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/7P1U9SdVKNg&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p>Acontece que esse cenário é uma balela. Ele não é apenas exagerado, é absolutamente falo.</p>
<p>Se o Pólo Norte derretesse, o nível das águas oceânicas não subiria um milímetro sequer. Isso se dá graças ao princípio de Arquimedes. O Pólo Norte é essencialmente um grande bloco de gelo flutuante; corpos flutuantes deslocam água equivalente a sua massa. O derretimento do bloco de gelo não acrescentará massa adicional aos oceanos e por isso não provocará elevação do nível dos mares.</p>
<p>Não acredita em mim? Coloque um ou mais cubos de gelos num copo dágua. Observe que o nível sobe assim que o gelo toca o líquido. Marque a altura do nível da água, e cheque novamente quando o gelo houver derretido. Não há mudança alguma.</p>
<p>O derretimento de gelo não-flutuante, tal como <s>glaceiras</s> geleiras (thanks, <a href="http://www.contraditorium.com" target=new>Cardoso</a>) ou a Antártica, poderia elevar o nível do mar &#8211; mas não na escala apocalíptica que se acredita. O Pólo Norte não afeta este nível, quer congelado ou derretido.</p>
<p><b>Deve-se esperar alguns segundos antes de abrir a porta do microondas pra evitar radiação</b></p>
<p>Se isso fosse verdade (ou seja, se uma ação tão trivial resultasse em perigosa exposição a radiação), o microondas seria o aparato doméstico menos seguro na história da humanidade. Eu imagino que esta crença nasceu da confusão entre radiação nuclear e radiação eletromagnética. </p>
<p>Radiação nuclear é o tipo de energia emanada de núcleos instáveis de substâncias radiativas; exposição a esse tipo de radiação, mesmo por períodos curtos, é realmente perigoso. Radiação eletromagnética, por outro lado, está ao seu redor o tempo todo &#8211; celulares, TVs, routers wifi, rádios, lâmpadas, praticamente qualquer coisa que você ligue na tomada emite algum nível de radiação eletromagnética.</p>
<p>Em primeiro lugar, todos os microondas são fabricados com um &#8220;killswitch&#8221; que desliga o magnetrômetro imediatamente assim que você abre a porta. Como as ondas eletromagnéticas viajam na velocidade da luz, elas não ficam rodopiando infinitamente, como uma nuvem invisível de radiação, esperando sua mão incauta remover a pizza do prato giratório. Antes mesmo da porta abrir, todas as ondas foram absorvidas pela comida ou pelo escudo do interior da máquina.</p>
<p>E em segundo lugar, exposição a radiação não causa efeitos nocivos imediatamente, ela precisa ser mantida por algum tempo. A exposição resultante a abrir a porta de um microondas imediatamente seria na ordem de uma fração de um segundo.</p>
<p><b>Lúcifer é o nome bíblico do diabo</b></p>
<p>Errado. Pra começar, &#8220;Lúcifer&#8221; jamais apareceu nos pergaminhos originais que o Concílio de Nicéia transformou na bíblia atual; a palavra apareceu pela primeira vez na Vulgata, a bíblia em língua latina. Lúcifer é a tradução em latim pro termo que significa simplesmente &#8220;o que trás a luz&#8221;. Esse termo é usado apenas duas vezes na bíblia &#8211; pra descrever o rei da Babilônia, e &#8211; PASMEM! &#8211; se referindo a Jesus, no livro de II Pedro. </p>
<p>Yep, isso mesmo &#8211; o apóstolo Paulo (autor da epístola a Pedro) usou o termo &#8220;Lúcifer&#8221; pra se referir a Jesus. Aposto que seus amigos evangélicos não sabiam disso. </p>
<p>(O texto, caso estejam curiosos, é II Pedro 1:19)</p>
<p>O nome se tornou associado à figura do inimigo divino graças a interpretação católica de que o texto em Isaías 14 (o profeta se dirigia ao rei babilônico, alertando-o que sua soberba e aspiração por suposta divinidade o faria pagar muito caro em breve) era uma alegoria sobre um anjo que se rebelou contra Deus e caiu do céu.</p>
<p>Entretanto, a tal história do anjo revoltado não aparece em lugar <b>ALGUM</b> na bíblia. O texto se referia claramente ao tal rei. Chocante, né?</p>
<p>O fato de que o termo foi utilizado na bíblia apenas pra se referir a um rei e, mais tarde, a Jesus, leva muitos teólogos a acreditar que a figura do diabo tal qual conhecemos foi criada pela Igreja Católica pra tornar seu credo mais similar a outras religiões, em que o foco não é na salvação humana, e sim na eterna luta do bem contra o mal.</p>
<p>De repente o Padre Quevedo (e sua icônica insistência na não-existência de Satanás) não parece mais tão estranho.</p>
<p>As outras aparições do diabo na bíblia são igualmente vagas. A serpente do Éden nunca é identificada como Satanás, apenas como uma serpente com pernas. O mesmo vale pro personagem que debateu com Deus a respeito da virtude de Jó. O termo usado no texto original pra descrever o sujeito foi &#8220;andarilho&#8221;.</p>
<p>A mitologia judaica que forma o Antigo Testamento, por mais que os cristãos tentem negar, mostra indícios de influência de outras fés politeístas. No Gênesis, por exemplo, Deus diz &#8220;criemos o homem à NOSSA imagem e semelhança&#8221;. Como assim, &#8220;nossa&#8221;?</p>
<p>Cristãos tentarão te confundir dizendo que Deus estava conversando consigo mesmo, ou com Jesus. Acontece que o termo usado no original foi Elohim, que dá a idéia de um panteão de várias divindades. Isso pra não mencionar que Gênesis foi escrito por Moisés, um judeu, e ele obviamente não acreditava na figura de Jesus.</p>
<p>E pra cimentar ainda mais essa noção, o primeiro &#8211; e presumivelmente mais importante mandamento &#8211; dá ainda mais indícios disso. Nele, Jeová instrui os israelitas a não adorarem &#8220;outros deuses&#8221;. Mas como assim, outros deuses? Ele não é o único que existe&#8230;?</p>
<p>Ou seja &#8211; é bem provável que os autores dos mitos cristãos acreditavam em várias divindades. As várias figuras perversas que aparecem ao longo da bíblia seriam múltiplos deuses maléficos, o que explica por que eles eram referidos por nomes diferentes.</p>
<p><b>Evolução é um processo aleatório, e é apenas uma teoria</b></p>
<p>Você já deve ter ouvido esta aqui milhares de vezes, caso tenha se dado ao trabalho de explicar a ciência por trás do trabalho de Charles Darwin pra lunáticos religiosos.</p>
<p>Em primeiro lugar, evolução não é um processo aleatório. Alguns fatores do mecanismo evolutivo (tal como mutações espontâneas) são aleatórios, mas daí concluir que todo o sistema é aleatório é como observar um pneu, concluir que este é circular, e declarar que carros são igualmente circulares.</p>
<p>Mutações aleatórias benéficas ao organismo são filtradas por meio de ontogenia e seleção natural, que não são de forma alguma processos aleatórios. A afirmação de que evolução é um processo<br />
aleatório (e portanto menos acreditável que a idéia de um Papai do Céu invisível) é geralmente feita por pessoas que jamais a estudaram. Evolução não é aleatória; nenhum proponente dela jamais sugeriu isso.</p>
<p>A estratégia de desmerecer a teoria da evolução chamando atenção ao fato de que ela se define como uma &#8220;teoria&#8221; mostra ainda mais ignorância em relação ao contexto científico. </p>
<p>O termo &#8220;Teoria&#8221;, embora interpretado por religiosos como &#8220;fato não comprovado&#8221;, significa no meio metodológico uma série de princípios que, por dedução lógica, descreve e prediz fenômenos naturais. Evolução é FATO, e a teoria da evolução descreve os mecanismos internos do fenômeno.</p>
<p>&#8220;Teoria&#8221; não significa que há discussões no meio científico em relação a sua credibilidade, outra falácia constante dos proponentes do Design Inteligente. A teoria da evolução é tão aceita científicamente quanto a teoria gravitacional ou a teoria relativística.</p>
<p>Não existem explicações alternativas pra nenhum desses fenômenos; as escolas de pensamento atuais descrevem e prevêm perfeitamente tais fenômenos.</p>
<p><b>O Sahara é o maior deserto do mundo</b></p>
<p>O deserto do Sahara é o maior deserto QUENTE do mundo. Na verdade, a maior região árida da superfície terrestre é a Antártica. Há menos precipitação que a região sahariana, não há nenhuma água em estado líquido, não há plantas de qualquer espécie, e a presença de vida no continente só não é completamente nula graças às estações científicas operadas por seres humanos.</p>
<p><b>Até Einstein acreditava em Deus</b></p>
<p>Einstein, coitado, é o cientista mais frequentemente citado fora de contexto do século. Einstein era um feroz oponente da emergente idéia de caos e incerteza no nível quântico; ele acreditava que a ciência deveria ser capaz de prever com precisão os processos e interações das partículas. De sua frustração neste assunto veio a célebre &#8220;Deus não joga dados&#8221;.</p>
<p>Entretanto, era apenas uma figura de expressão. Einstein, criado judeu, era na verdade um teísta racionalista &#8211; ele acreditava no &#8220;Deus de Spinoza&#8221;, como ele mesmo disse em resposta à má interpretação da clássica expressão dele. Ou seja, ele via Deus como uma força invisível por trás dos fenômenos físicos universais, e não acreditava em céu/inferno/diabo.</p>
<p>Era uma maneira essencialmente filosófica de admirar a precisão e o poder das leis físicas. Einstein não era um cristão.</p>
<p><b>Adão e Eva comeram a maçã proibida e foram banidos do Paraíso</b></p>
<p>Curiosamente, o texto original jamais faz menção de maçã, ou de nenhuma outra fruta em particular. A expressão lida no Gênesis é &#8220;o fruto da árvore&#8221;. Postula-se que o tal fruto poderia ser até mesmo um abacaxi, ou não ser nenhuma fruta existente atualmente. Até mesmo entre os cristãos, há grupos que declaram que a história inteira é uma alegoria, e não fato literal.</p>
<p>A imagem do fruto como uma maçã começou a ser produzida em afrescos e pinturas do século XVII, e a idéia ficou.</p>
<p>Quick fact, já que estamos no assunto de interpretação bíblica &#8211; apesar do fato de que a direita cristã americana se opõe à prática do aborto por causa de noções religiosas, a bíblia (mais especificamente, o livro de Levítico) declara que matar um feto é um crime de propriedade, e não homicídio. A punição não era mais severa do que aquela dada a alguém que acidentalmente matou o cavalo ou a cabra de outrem. Claramente, um feto não era visto nos tempos bíblicos como um ser humano.</p>
<p><b>Noé colocou em sua arca um par de cada animal</b></p>
<p>Outra má concepção que teve origem na interpretação literal de obras artísticas ilustrando contos bíblicos.</p>
<p>Na verdade, a bíblia afirma Jeová ordenou que Noé salvasse sete pares de animais &#8220;puros&#8221;, e dois pares de animais &#8220;impuros&#8221;. Essencialmente, animais &#8220;puros&#8221; eram aqueles que os judeus podiam comer. Ou seja, catorze vacas/ovelhas/galinhas, quatro cavalos/porcos/escorpiões</p>
<p>Se a história da arca de Noé já era altamente fantasiosa quando esperavam que acreditassemos num barco grande o bastante pra conter &#8220;apenas&#8221; um casal de cada animal no planeta, imagina então agora.</p>
<p><b>Thomas Edison inventou a lâmpada incandescente</b></p>
<p>Nope. A primeira lâmpada incandescente foi criada em 1802, por Humphry Davis. Oitenta anos depois, Thomas Edison viria a melhorar a combinação gasosa dentro da lâmpada, e desenvolver um filamento incandescente mais durável. As melhorias de Edison tornaram a lâmpada mais durável e economicamente viável. </p>
<p>Como as lâmpadas incandescentes só se popularizaram após a pesquisa de Edison, convencionou-se erroneamente a dizer que ele inventou o negócio.</p>

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		<title>5 piores conversões de 2D pra 3D</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 15:55:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[Top X]]></category>

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		<description><![CDATA[

A geração 16 bits (Super Nintendo e Mega Drive) brindou nossa infância com franquias absolutamente inesquecíveis. Alguns jogos daquela época não eram apenas excelentes, eles carregam hoje a bagagem da nostalgia, aquele sentimento saudoso que nos torna ainda mais aficcionados por eles.
Com a evolução do hardware, era inevitável que muitos daqueles clássicos ganhassem versões mais incrementadas, beneficiados pelas [...]]]></description>
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<p>A geração 16 bits (Super Nintendo e Mega Drive) brindou nossa infância com franquias absolutamente inesquecíveis. Alguns jogos daquela época não eram apenas excelentes, eles carregam hoje a bagagem da nostalgia, aquele sentimento saudoso que nos torna ainda mais aficcionados por eles.</p>
<p>Com a evolução do hardware, era inevitável que muitos daqueles clássicos ganhassem versões mais incrementadas, beneficiados pelas máquinas com capacidade de animar polígonos ao invés de meros sprites BMP. O maior símbolo e arauto da evolução pra terceira dimensão foi Super Mario 64, considerado até hoje o marco da jogabilidade tridimensional.</p>
<p><img style="width: 295px; height: 211px" src="http://img81.imageshack.us/img81/2189/mario64xb9.png" border="1" alt="" hspace="7" vspace="8" width="320" height="224" align="left" />Acontece que pra cada Super Mario 64 tridimensional e bem sucedido, houve trocentas tentativas frustradas de trazer personagens da geração anterior pra terceira dimensão. Aliás, agora que paro pra pensar, Super Mario 64 foi o único exemplo que consigo lembrar de personagem antigo ganhando jogabilidade 3D decente. Ou seja, a proporção pende mesmo pro pessimismo.</p>
<p>Pensando nisso, bolei aqui essa listinha das piores e mais desastradas empreitadas pelo mundo tridimensional. Se você lembra de algum jogo que fez a transição de 2D pra 3D de forma graciosa e não-tragicômica, por favor, se manifeste nos comentários. Vamos dar crédito onde crédito é merecido.</p>
<p>Mas até lá, vamos aloprar alguns jogos.<br />
<span id="more-808"></span><br />
<strong>Street Fighter</strong></p>
<p><img style="width: 301px; height: 205px" src="http://www.armchairempire.com/images/Reviews/Playstation2/street-fighter-ex3/street-fighter-ex-3-2.jpg" border="1" alt="" hspace="7" vspace="8" width="320" height="240" align="right" />Vou confessar logo aqui de cara &#8211; eu nunca fui fã de Street Fighter. Ok? Pronto, falei. Ao contrário de muitos, não passei tardes jogando alucinadamente, salvo na ocasião em que tentei elucidar <a href="http://hbdia.com/wordpress/?p=324">uma das maiores lendas dos videogames de todos os tempos</a>. Portanto não tenho nenhuma dívida de gratidão para com a franquia. Eu sempre preferi Mortal Kombat, e assim será até o dia da minha morte.</p>
<p>Entretanto, isso não é desculpa pro horrível Street Fighter EX 3. A jogabilidade tornou o jogo absolutamente irreconhecível, e os personagens novos (você sabe, aqueles com quem ninguém se importava) só piorou o problema. O que era antes um dos mais icônicos jogos de luta da geração Super Nintendo se tornou um fighter 3D genérico admiravelmente sem graça.</p>
<p>Street Fighter IV está prestes a ser lançado, e a Capcom dessa vez optou por um gameplay em faux-3D. Ou seja, embora os cenários e os personagens sejam modelados em 3D, na verdade você continuará indo apenas pra frente e pra trás no campo de batalha; a terceira dimensão foi abandonada completamente. É essencialmente o mesmo jogo de outrora, com gráficos melhorados.</p>
<p>Megaman Maverick Hunter X, outro título da Capcom,  seguiu o mesmo rumo no PSP e foi um sucesso de público e crítica. Hmmm, agora vejo de onde eles tiraram a idéia pro modelo de Street Fighter 4.</p>
<p><strong>Contra Legacy of War</strong></p>
<p><img src="http://img266.imageshack.us/img266/8537/me00004090852yq8.jpg" border="1" alt="" hspace="7" vspace="8" width="320" height="224" align="left" />Quando comecei a escrever este trecho, eu percebi que os jogos que mais sofreram com a passagem pro mundo tridimensional foram justamente os que mais marcaram as nossas infâncias. Talvez isso signifique que na verdade as versões 3D dos clássicos não são tããão ruins assim, é que eles foram vítimas de uma expectativa desproporcional.</p>
<p>Ahhh, quem eu estou tentando enganar? Esses jogos foram horríveis, e levaram pra lama os nomes que outrora simbolizam a nata do mundo dos games. Não há desculpa nenhuma pra eles.</p>
<p>Contra Legacy of War não era apenas um jogo ruim &#8211; parece que naquela época os produtores de videogames não entenderam a idéia das três dimensões no console: eles incluíram um superfluoíssimo par de óculos 3D pra você usar enquanto jogava em &#8220;Modo 3D&#8221;. Como mil resenhistas já falaram antes de mim, era aquele negócio legal pra mostrar pros amiguinhos por dois minutos, mas que na prática não adicionava <strong>NADA</strong> ao jogo e por se tratar de uma tecnologia fajuta, acabava sendo deixado de lado.</p>
<p>CLoW foi uma das centenas de vítimas do pensamento &#8220;<em>bom, estamos em 1996, agora TEMOS que criar versões 3Dlizadas desnecessárias de todo o nosso catálogo de jogos</em>&#8220;. O resultado desse tipo de mentalidade foi um jogo com péssimos gráficos e um modo 3D que, como eu falei antes, foi um exemplo clássico de feature desnecessária.</p>
<p><img class="alignright" style="float: right; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img395.imageshack.us/img395/7809/812301qt5.jpg" alt="" width="250" height="188" /><strong>Bomberman Act Zero</strong></p>
<p>Oh, Konami. Como é que você consegue pegar um jogo clássico e tão venerado como Bomberman, que era brilhante em sua simplicidade, e fazer uma versão 3D dele cuja  experiência do gameplay poderia ser descrito como &#8220;mergulhar numa piscina de diarréia morna&#8221;?</p>
<p>Alguns culparam o suposto &#8220;Halo effect&#8221;. FPSs em consoles eram meio que um tabu da indústria (salvo a rara exceção de Goldeneye no N64); é natural que após o sucesso indiscutível de Halo no primeiro Xbox, as gamehouses tentassem agregar algumas das características daquele  jogo nas suas próprias produções.</p>
<p>Por mais que tais produções não tenham absolutamente nada a ver com o estilo e temática de Halo.</p>
<p>E foi nessa tentativa de agradar as sensibilidades dos gamers ocidentais FPS-maníacos que isso:</p>
<p style="text-align: center;"><img style="border: 1px solid black; vertical-align: middle;" src="http://www.snesclassics.com/snes-roms/images/boxart/super%20bomberman%203-1.jpg" alt="" width="256" height="223" /></p>
<p>&#8230;se tornou isso:</p>
<p style="text-align: center;"><img style="border: 1px solid black;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/c/c1/BombActZerobox.jpg" alt="" width="320" height="453" /></p>
<p>Simplesmente não há desculpa.</p>
<p>Se você precisa de mais provas de que esse jogo é uma aberração imperdoável, saque essa: não existe continues no jogo. Morra na terceira ou na penúltima fase, você deverá recomeçar <strong>DESDE O COMEÇO</strong>. A palavra &#8220;imperdoável&#8221; é realmente a mais apropriada pra definir este desperdício de mídia óptica.</p>
<p>Empresas de qualquer ramo são geralmente aconselhadas pelos departamento de Relações Públicas a ignorar críticas aos seus produtos ruins e, sempre que se referindo a eles, repetir uma ladainha artificial que põe o  foco nas qualidades do negócio. Isso  se chama &#8220;misdirection&#8221;. Pois bem, <a href="http://www.joystiq.com/2007/07/05/hudson-admits-bomberman-act-zero-was-bad/">quando a própria produtora do jogo admite que foi uma merda</a>, isso simboliza a total desistência dos caras de defender o negócio. Talvez &#8220;indefensável&#8221; seja, no final das contas, o melhor adjetivo pra Bomberman Act Zero.</p>
<p><strong></strong><img class="alignleft" style="float: left; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img72.imageshack.us/img72/5824/bubsy3d7wg3.png" alt="" width="320" height="240" /><strong>Bubsy 3D</strong></p>
<p>Bubsy 3D é um jogo tão monumentalmente feio que dá desgosto de pôr essa screenshot aqui, e não estou falando isso como exagero cômico.</p>
<p>Quando ficou claro pra toda a indústria videogameira que o Mario e Sonic permitiam aos seus criadores vender mais parafernálias baseadas em suas imagens do que meros jogos, e que criar um personagem &#8220;gostável&#8221; significava por tabela que os fãs dele se tornariam fãs incondicionais das empresas que os pariram, todas as outras companias correram pra criar seus próprios mascotes. A Epic &#8220;Gears of War&#8221; Games apareceu com o seu Jazz Jackrabbit, a Sony inventou o Crash Bandicoot, a Eidos criou a Lara Croft, a Microsoft veio com o esquecível Blinx (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Blinx#Blinx_as_a_mascot">quem</a>?) e a Accolade nos trouxe o Bubsy.</p>
<p>Bubsy surgiu em 1993 no SNES e no Mega Drive com uma vontade imensa de ser o próximo Sonic/Mario. A screenshot do seu jogo de estréia, <em>Claws Encounters of the Furred Kind </em>(trocadilho de <em>Close Encounters of the Third Kind</em>, ou Contatos Imediatos de Terceiro Grau. Aquele filme do Spielberg, lembra?) deixou isso muito claro:</p>
<p style="text-align: center;"><img style="border: 1px solid black;" src="http://img72.imageshack.us/img72/804/bubsysnesdm2.png" alt="" width="256" height="223" /></p>
<p>Após dois jogos no SNES e uma tentativa pífia de se estabelecer no Jaguar, Bubsy decidiu migrar pro meio 3D.</p>
<p>E a coisa fedeu. Todos os outros jogos dessa lista eram clássicos amados por milhares quando tentaram desenvolver uma dimensão extra, e nem isso ajudou o processo. O que acontece quando um jogo que ninguém gostou, estrelado por um personagem que não agradou ninguém, tenta explorar a terceira dimensão?</p>
<p>Um jogo célebre por ser um dos piores jamais concebidos. A Accolade foi obrigada a eutanizar o personagem após o lançamento de Bubsy 3D.</p>
<p><strong></strong><img class="alignright" style="float: right; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img88.imageshack.us/img88/4848/sonicandthesecretringszf4.jpg" alt="" width="320" height="224" /><strong>Sonic em 3D (todos)</strong></p>
<p>Pobre Sonic. Outrora estandarte do líder de uma geração, hoje Sonic se arrasta pelo chão como um pai alcólatra prometendo ao filho que vai abandonar os maus hábitos e mudar de vez.</p>
<p>E nós, como crianças esperançosas, acreditamos. Mesmo quando no dia seguinte tal pai em casa aparece com uma garrafa de 51 na mão, mais bêbado que o Boris Yeltsin durante uma visita à destilaria da Absolut, e bate na mulher, nos filhos e no cachorro.</p>
<p>Entra ano e sai ano, a Sega aparece com um novo jogo do Sonic nas prateleiras. Aparentemente incapaz de aprender com os erros do passado, a Sega continua repetindo todos os erros que tornaram cada novo jogo do personagem 100 vezes pior que o último &#8211; uma absolutamente desnecessária interação com seres humanos (que destrói aquele visual idílico dos jogos originais), adição de personagens que ninguém dá a mínima e que somem no próximo jogo, e o fato de que o jogo se passa no mundo real tangível, ao invés daquele universo mágico em que robôs inimigos são controlados por esquilos e coelhinhos agindo contra a própria vontade.</p>
<p>A Capcom provou com Megaman Maverick Hunter X que se você pegar um jogo clássico amado por todos, recauchutar os ambientes e os modelos dos personagens, remixar as músicas e relançar a bagaça mantendo a base inalterada, tal jogo será recebido de braços abertos pela crítica e pelo público.</p>
<p>Por que diabos a Sega não refaz o primeiro Sonic the Hedgehog em 2D, do jeito que a Capcom já ensinou como se faz, ninguém jamais compreenderá.</p>

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		<title>Top 5 Comportamentos Vestigiais Que Controlam Sua Vida</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 18:55:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Top X]]></category>

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De todas as grandes descobertas das ciências biológicas, o estudo da genética foi provavelmente o mais importante. Gregor Mendel foi o primeiro a elaborar, ainda no século XIX, a idéia de que certos atributos são passados geneticamente dos pais pros filhos. Um conceito aparentemente tão simples e óbvio mudou completamente a forma como o ser [...]]]></description>
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<p>De todas as grandes descobertas das ciências biológicas, o estudo da genética foi provavelmente o mais importante. Gregor Mendel foi o primeiro a elaborar, ainda no século XIX, a idéia de que certos atributos são passados geneticamente dos pais pros filhos. Um conceito aparentemente tão simples e óbvio mudou completamente a forma como o ser humano vê a própria fisiologia e deu a fundação pra outras idéias revolucionárias, como a teoria da evolução.</p>
<p>Nas primeiras décadas de estudo da genética e da evolução, o objeto da análise era muito específico &#8211; estudava-se o resultado isolado da evolução num espécime qualquer de um animal. Ou seja, o importante era entender como este animal desenvolveu seu bico, ou como aquele outro aprendeu a voar. O foco da ciência eram modificações biológicas tangíveis.</p>
<p>Só mais tarde é que ficou claro que a evolução não atuava simplesmente dando aos animais novas funções biológicas ou aprimorando mecanismos de auto-defesa. Os genes também eram capazes de perpetuar certos comportamentos que há milhões de anos agiam de forma beneficial ao grupo. Daí vem o termo &#8220;comportamento vestigial&#8221;, porque ele é um vestígio de um estágio evolutivo inferior.</p>
<p>Hoje em dia, no entanto, tais comportamentos vestigiais não fazem muito por nós. Alguns deles chegam a ser uma encheção de saco.</p>
<p>Vamos dar uma olhada em alguns desses comportamentos evolucionários vestigiais.<br />
<span id="more-925"></span><strong></strong></p>
<p><img class="alignleft" style="float: left; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img80.imageshack.us/img80/4757/pareikd7.jpg" alt="" width="200" height="217" /><strong>5) Pareidolia</strong></p>
<p><strong>Que diabo é isso?</strong></p>
<p><strong></p>
<p></strong></p>
<p>Pareidolia é uma conjunção das palavras gregas <em>para</em>, que significa &#8220;junto&#8221;, ou &#8220;ao lado&#8221;, e <em>eidolon</em>, que significa &#8220;ídolo&#8221;, &#8220;icone&#8221; ou &#8220;imagem&#8221;. Ou seja, o termo significa &#8220;aquilo que está junto à imagem&#8221;.</p>
<p>Essencialmente, pareidolia se refere ao fenômeno de ver formas simples sem estrutura bem definida (sombras ou nuvens, por exemplo) e identificar padrões ou imagens específicas. Sacou? Aquilo que está junto à imagem. &#8220;Aquilo&#8221;, no caso, são as interpretações que fazemos quando vemos imagens sem definição clara.</p>
<p><strong>Isso era útil porque&#8230;</strong></p>
<p>O homem é provavelmente o animal mais social de todos neste planeta. Não nos contentamos simplesmente em reconhecer membros da própria espécie e nos organizar em bando. Isso é algo simples demais que todo animal levemente bem desenvolvido faz, através de odores e ferormônios e outros métodos cognitivos menos sofisticados.</p>
<p>Vamos muito além disso. Nossa visão é muito mais especializada do que a da maioria dos animais, e usamos isso pra reconhecer uns aos outros usando certas &#8220;âncoras visuais&#8221;. O formato do nariz, o tipo de cabelo, a largura da boca, a posição dos olhos e outros pequenos detalhes da nossa fisiologia ajuda membros do grupo a identificar uns aos outros.</p>
<p>Como o homem não é um animal particularmente rápido ou forte, sua existência dependeu desde o princípio da convivência em bandos. E essa habilidade de reconhecer visualmente uns aos outros se tornou algo extremamente útil; indivíduos que apresentavam essa capacidade se mostravam mais aptos a se socializar, e assim sobreviver, e acabaram passando a habilidade aos seus descendentes.</p>
<p>Pareidolia acabou se estendendo além do simples reconhecimento facial. Quando expostos a qualquer forma que se assemelha meramente com um objeto familiar, nosso cérebro automaticamente &#8220;conecta os pontos&#8221; e vemos naquela sombra ou mancha algo que na verdade não está lá. Novamente, isso se mostrou útil a um animal dotado de uma inteligência primitiva que o permitia usar ferramentas rudimentares. Pareidolia era duplamente importante.</p>
<p><strong>Hoje em dia é uma merda porque&#8230;</strong></p>
<p>Em primeiro lugar, hoje em dia nossa sobrevivência não depende mais de reconhecer membros do nosso círculo social. Pareidolia ficou encalhada no nosso cérebro como uma habilidade vestigial semi-inútil. Claro que é importante não confundir sua namorada com o negão de 2 metros que está do lado dela na parada de ônibus, mas num ponto de vista evolutivo, é uma bagagem desnecessária que não contribui diretamentepra sua sobrevivência.</p>
<p>E sabe todas essas histórias de aparições de anjos/demônios/fantasmas e tal? Essas americanas que acreditam que Jesus decidiu tirar umas férias do Paraíso e passar um tempo na torrada delas? Então. Isso é a pareidolia trabalhando contra o pensamento crítico. Entenda-se &#8220;crítico&#8221; como &#8220;não-retardado&#8221;.</p>
<p><strong>4) Dominância Masculina </strong><img class="alignright" style="float: right; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img511.imageshack.us/img511/8004/fightju6.jpg" alt="" width="200" height="158" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Que diabo é isso?</strong></p>
<p>Ora, você já sabe o que é isso. Saca todas aquelas ocasiões em que alguém pisou no seu pé, ou te empurrou numa boate, ou fez um comentário idôneo que você intepretou como uma ofensa? Aquela súbita vontade de tirar satisfação de forma desnecessariamente agressiva nada mais é que o instinto de dominância masculina sussurando no seu ouvido após tantos milênios de evolução que provavaram que tal comportamento garantia sucesso no mundo.</p>
<p><strong>Isso era útil porque&#8230;</strong></p>
<p>Nos tempos primórdios, violência era tudo. Ela fazia a diferença entre voltar pra casa com um javali enfeitado com flechas no lombo ou morrer de fome; entre passar as noites fornicando com a fêmea mais atraente do grupo, ou se masturbar solitariamente numa caverna escura, usando as próprias lágrimas como lubrificante.</p>
<p>Naquele mundo ancestral em que imperava a lei do &#8220;o mais forte sobrevive&#8221;, era importante &#8211; a coisa MAIS importante do mundo, aliás &#8211; ser um machão briguento com nervos a flor da pele prestes a explodir em cima dos competidores pela comida ou fêmeas. Voar pra cima dos oponentes mostrando os caninos era a única forma de garantir sua sobrevivência, e a perpetuação da espécie.</p>
<p>O macho-alfa do grupo tinha a sua disposição toda a comida e sexo que quisesse, por isso era muito importante se mostrar melhor e mais forte que todos os outros machos do bando.</p>
<p>Nossa amiga Seleção Natural meteu o dedo aqui, novamente, garantindo que apenas os mais violentos e agressivos vivessem pra contar a história e pôr num mundo filhotinhos que invarivalmente herdariam o mesmo tipo de comportamento.</p>
<p><strong>Hoje em dia é uma merda porque&#8230;</strong></p>
<p>Como você deve ter notado, o contexto social em que o homem atual vive é consideravelmente diferente daquele que gerou esse tipo de comportamento. Nossa sobrevivência e sucesso com o sexo oposto tem muito menos a ver com agressividade, e sim com a sua posição social e o conteúdo da sua carteira (sua aparência física também é muito importante, e isso também é um comportamento vestigial). Você não poderá pagar as compras do mês espancando o caixa do Bom Preço, e aquela menina do RH provavelmente não dará pra você só porque você espancou o noivo dela com um pedaço de pau que você encontrou no estacionamento.</p>
<p>Aliás, dominância masculina não se manifesta exclusivamente através de atos de violência. Você já viu duas ou mais pessoas discutindo de maneira incrivelmente arrogante e beligerante, nenhuma das duas querendo admitir publicamente estar errado (você está na internet, é claro que você já viu isso acontecendo)? Então.</p>
<p>Isso nada mais é que milhares de anos de comportamento condicionado fazendo dois nerds disputarem a posição de macho-alfa perante o seu grupo. Pode parecer engraçado, mas é a mais pura verdade. A necessidade de aparentar ser melhor (mais forte, mais inteligente) que outros indivíduos está escrito nos seus genes.</p>
<p><strong></strong><img class="alignleft" style="float: left; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img511.imageshack.us/img511/6260/hotgirlji4.jpg" alt="" width="200" height="300" /><strong>3) Atração sexual baseada em aparência física</strong></p>
<p><strong>Que diabo é isso?</strong></p>
<p>É o motivo pelo qual você deseja penetrar vaginalmente aquela loirinha do seu grupo de estudos, e não a amiga dela cujo peso necessita de três dígitos pra ser escrito.</p>
<p><strong>Isso era útil porque&#8230;</strong></p>
<p>Apesar do que os filmes adolescentes tentam insistentemente nos convencer, o nerd gordo não deveria pegar a cheerleader no final do filme. Isso é especialmente verdadeiro caso o outro pretendente seja o quarterback musculoso do time de futebol da escola (que acabou de marcar o touchdown de vitória na final do campeonato escolar).</p>
<p>Num ponto de vista estritamente biológico, dar pro nerd adiposo seria a pior coisa que a mocinha poderia fazer. No mundo animal, as características mais importantes na escolha do parceiro sexual são força e beleza. O macho-alfa do grupo (ou seja, aquele que já provou seu valor espancando ou matando os outros machos da tribo) tem direito de escolha entre as fêmeas, como já explicamos. E dominância não é o único fator &#8211; ser bonito importa muito também. O melhor exemplo disso é o pavão, cuja cauda de penas coloridas<br />
são essencialmente a versão aviana de bíceps esculpidos, cabelo loiro sedoso e olhos azuis.</p>
<p>Um animal visivelmente atraente está passando a seguinte mensagem pra possível parceira: &#8220;Tenho ótimos genes. Dê pra mim, e seus filhos também os terão&#8221;.</p>
<p>Pavões com caudas vistosas atraiam mais fêmeas que os pavões sem tais apetrechos, e por isso o gene da cauda bonitona acabava sendo mais propagado. A característica acabou se tornando a norma.</p>
<p><strong>Hoje em dia é uma merda porque&#8230;</strong></p>
<p>Você é um nerd gordinho? Se sim, você deve saber melhor que ninguém o quão prejudicial a atração sexual baseada em características físicas é.</p>
<p><strong>2) Medo do desconhecido </strong><img class="alignright" style="float: right; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img390.imageshack.us/img390/5962/fearzt8.jpg" alt="" width="150" height="193" /></p>
<p><strong>Que diabo é isso?</strong></p>
<p>O motivo pelo qual você muda de canal imediatamente quando percebe que tá passando um filme de terror e você está sozinho em casa.</p>
<p><strong>Isso era útil porque&#8230;</strong></p>
<p>A Mãe Natureza é uma professora impaciente, que dá punições cruéis aos animais que cometem vacilos (dica &#8211; a punição é a morte violenta, o único tipo de morte que o mundo selvagem conhece). Animais burros dificilmente recebem uma segunda chance, então é garantir que você agiu certo da primeira vez.</p>
<p>Por causa disso, animais não esperam ter certeza de que viram um predador pra sair correndo em disparada, defecando-se a si mesmos de tanto pavor. Aquela sombra movendo-se sorrateiramente atrás de uma árvore pode ser apenas estar sendo projetada pelos galhos acima, ou pode ser um leão que não come a duas semanas. O ruído que você ouviu vindo da moita pode ser apenas o vento, ou um grupo de hienas prestes a disputar uns com os outros pelas suas tripas, enquanto seus últimos suspiros o mantém vivo pra assistir a cena.</p>
<p>Em que possibilidade você colocará suas fichas?</p>
<p>Exatamente. No mundo animal, supor automaticamente que qualquer fenômeno desconhecido é a personificação da morte (e agir de acordo, ou seja, correr na direção oposta) é a melhor maneira de manter-se vivo. Como qualquer outro comportamento que mantém o indivíduo vivo por mais tempo, o medo do desconhecido foi recompensado através da perpetuação genética.</p>
<p>O resultado disso é que nossa fisiologia é sofisticadamente especializada pra lidar com essa situação &#8211; quando exposto ao desconhecido, seus batimentos cardíacos se aceleram (pra oxigenar os seus membros e possibilitar uma corrida), suas pupilas se dilatam (pra permitir maior passagem de luz, melhorando sua percepção do ambiente), seus pelos se eriçam (numa tentativa pífia de te fazer aparentar maior e mais intimidante) e seus sentidos se aguçam, deixando o animal em estado de tensão, aguardando o menor sinal de perigo como um disparo de largada de uma corrida de cem metros rasos. Isso se chama &#8220;fight or flight instinct&#8221;, ou seja, instinto de fuga ou luta. Como em qualquer sistema ecológico há muito mais presas que predadores, o instinto de FUGA foi o que ganhou prioridade.</p>
<p><strong>Hoje em dia é uma merda porque&#8230;</strong></p>
<p>Sabe o texto sobre mistérios inexplicados? Então. Minha namorada tem dois empregos e meu irmão passa todo o tempo livre na casa da namorada. Isso significa que durante toda a pesquisa dos mistérios debatidos naquele texto (e vários outros que acabaram não entrando no corte final do post) eu estava sozinho em casa.</p>
<p>Com todas as luzes da casa acesas.</p>
<p>Olhando pra trás a cada cinco minutos.</p>
<p>E seriamente pensando em mijar no aquecedor pra não ter que ir até o banheiro.</p>
<p><strong></strong><img class="alignleft" style="float: left; border: 1px solid black; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://img520.imageshack.us/img520/4908/partyuz8.jpg" alt="" width="200" height="159" /><strong>1) Promiscuidade</strong></p>
<p><strong>Que diabo é isso?</strong></p>
<p>De maneira simples, promiscuidade é simplesmente aquele desejo incontrolável de comer o maior número de mulheres possível, de preferência simultaneamente.</p>
<p><strong>Isso era útil porque&#8230;</strong></p>
<p>Só existem duas prioridades no mundo animal &#8211; sobreviver e foder. Comportamentos vestigiais são essencialmente aquilo que nos ajudava a sobreviver, perpetuado geneticamente através da fodelança.</p>
<p>Isso é a base da teoria de seleção natural. Animais mais aptos a sobreviver no ambiente tendem a viver por mais tempo, o que significa que eles treparão com mais frequência, tornando os genes dele mais propagados. E esses genes carregarão justamente aquilo que os ajudou a viver por mais tempo e trepar mais. A prole sortuda do animal neste exemplo nasceria com um Manual do Escoteiro Mirim embutido no seu DNA, garantindo que ele também sobrevivesse por bastante tempo e trepasse incessantemente.</p>
<p>Outra coisa digna de nota é a clara diferença nos comportamentos sexuais masculinos e femininos. Homens, como sabemos bem, sentem uma vontade irresistível de enfiar seus membros reprodutores em qualquer mulher que se mostre solícita o bastante. Já mulheres são (geralmente) mais criteriosas na escolha dos parceiros, e liberam apenas sob condições específicas.</p>
<p>Isso é, como você deve ter imaginado, mais um comportamento evolutivo vestigial. Biologicamente falando, esperma é barato; óvulos são caros. Homens produzem milhões de espermatozóides por dia, enquanto toda mulher nasce com um número fixo de óvulos.</p>
<p>Além disso, some o fato de que o ato da procriação é bastante fácil pro macho, e muito complicado pra fêmea. A fecundação exigirá da fêmea um investimento energético alto, já que ela precisará alimentar a si mesmo e o bebê.</p>
<p>Já o homem pode sair dando sêmen a torto e a direito, e cinco minutos e um cochilinho depois, já estar pronto pra outra. Nós machos temos <strong>tantos</strong> gametas que podemos nos dar ao luxo de desperdiçar alguns milhões deles na frente do RedTube quando não há ninguém em casa.</p>
<p>Por causa dessa diferença, é importante à fêmea ter certeza de que escolheu o parceiro certo, com os genes certos, com quem copular. Afinal, ela só poderá repetir o feito nove meses depois.</p>
<p><strong>Hoje em dia é uma merda porque&#8230;</strong></p>
<p>Infelizmente, tentar fecundar o número máximo de fêmeas possível não é mais socialmente aceito. Nem adianta tentar explicar pra namorada que é um comportamento evolutivo que você não consegue controlar &#8211; eu já tentei.</p>

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