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	<title>Hoje é um Bom Dia &#187; Vida maldita</title>
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	<description>Leia. Afinal, você não está fazendo nada mesmo!</description>
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		<title>Uma lição de paranóia/sobrevivência: como fazer seu próprio &#8220;emergency pack&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 20:47:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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		<description><![CDATA[Como vocês talvez saibam, eu sou o cara mais paranóico DO MUNDO. Se houver uma microscópica chance de eu me foder em uma situação qualquer, meu cérebro começa a simular o cenário (em 1080p e em 60 frames por segundo) e eu por alguns instantes me vejo demitido/preso/morto. É uma parada patológica quase, eu não<a href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/uma-licao-de-paranoiasobrevivencia-como-fazer-seu-proprio-emergency-pack/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description>
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<br></div><p>Como vocês talvez saibam, eu sou o cara mais paranóico <strong>DO MUNDO</strong>. Se houver uma microscópica chance de eu me foder em uma situação qualquer, meu cérebro começa a simular o cenário (em 1080p e em 60 frames por segundo) e eu por alguns instantes me vejo demitido/preso/morto. É uma parada patológica quase, eu não consigo me livrar disso. Qualquer que seja o pensamento errante que cruze minha mente, minha psique consegue deriva-la até chegar num resultado em que eu tenha morrido ou esteja diante de um juiz.</p>
<p>Esse estado de espírito &#8212; e inúmeras situações em que eu pensei &#8220;porra, eu não estaria nesta merda se tivesse X!&#8221; &#8212; me levaram a criar o que eu chamo de &#8220;emergency pack&#8221;.</p>
<p>Tudo começou no inverno passado. Eu tenho o hábito de usar os mesmos sapatos até eles se desintegrarem nos meus pés. O resultado disso é que frequentemente meus sapatos tem buracos na sola por onde a neve entra e congela meus dedinhos. Se você pisar na neve com um sapato furado, em questão de 5 minutos seus dedos estaram congelando e doendo tanto que você cogitará corta-los fora, e a sua sorte é que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Frostbite#Stages" target="_blank">talvez eles te poupem esse trabalho caindo sozinhos</a>.</p>
<p>Por isso comecei a colocar um par de meias limpas num bolso da mochila. Não coloquei sapatos porque são meio grandes e pesados, e só a meia já basta (ao chegar no trabalho, não estarei mais pisando na neve, então a meia molhada que é o problema).</p>
<p>Além disso, eu tenho enxaquecas cruéis, daquelas que doem tanto que fazem você desejar a morte fulminante. Enfiei no mesmo bolso um frasco de Tylenol &#8212; nunca se sabe quando precisarei, e eu agradecerei ao meu Eu do passado se um dia for acometido por uma torturante dor de cabeça quando estiver na rua.</p>
<p>Como eu sou paranóico pra caralho, pensei em seguida &#8220;e se um dia eu perder minha carteira e não ter como voltar pra casa?&#8221;. Fui lá e adicionei ao emergency pack 50 dólares em espécie, três passes de ônibus (que me permitiriam voltar pra casa não importa onde eu estivesse, e também quebrar o galho de um amigo que porventura não tenha troco pra pegar o trem).</p>
<p>Pra finalizar, coloquei também uma cópia da chave do meu apartamento e um carregador extra pro meu celular. E como sou gordo, umas barrinhas energéticas porque nunca se sabe quando você fará sua próxima refeição, né?</p>
<p>E você não tem noção de quantas vezes esse pequeno kit salvou minha vida, ou a de amigos. Aliás, seus amigos acharão você o cara mais fidalgo de todos quando você pode puxar um remédio ou um passe de ônibus no ato, assim que eles te informam que precisam de um dos dois.</p>
<p>Pode parecer bobagem, mas creia em mim, não é. Se um dia você falou pra um amigo &#8220;puta que pariu mano que dor de cabeça do caralho&#8221; e o broder disse &#8220;relaxa cupade, tenho uns tylenols aqui, tomaí&#8221;, você sabe do que estou falando. Se o amigo no caso for uma amiga na verdade, você neste momento corre inclusive o risco de come-la.</p>
<p>E agora decidi fazer um emergency pack pro carro também. Colocarei em meu fidalguíssimo veículo automotor os seguintes instrumentos:</p>
<p><strong>Um cobertor</strong></p>
<p>Quando falei no tuíter que colocaria um cobertor no meu porta-malas, a galera não entendeu. Xeu explicar: você sabe como é chato ter que esperar meia hora (ou mais) pelo reboque se teu carro dá pau, correto? Agora imagina este mesmo cenário, porém em temperatura de -25 graus. Isso já aconteceu comigo no meu carro antigo, aliás. A repimboca da parafuseta sei lá das quantas estourou, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Power_steering" target="_blank">power steering</a> do carro foi pro caralho e o aquecimento parou de funcionar. Quase congelei voltando pra casa, imagina se tivesse que ficar esperando reboque lá?</p>
<p><strong>Uma troca de roupas</strong></p>
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</script></center></div><p>Você tem idéia de quantos planos de baladas ou náite ou seja lá como vocês chamam isso foram arruinados porque a galera decidiu tudo quando eu tava no trampo, e eu não quis ir vestido com a roupa com a qual acabo de passar oito horas trabalhando? Uma muda de roupas resolve isso magicamente. E parar o carro no acostamento pra vestir às pressas sua &#8220;roupa de balada&#8221; é a coisa mais James Bond que você fará na vida, confie em mim.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/james-bond-tux-reveal_o_GIFSoup.com_.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-4835" style="border: 1px solid black;" title="Bond. Jamsshh Bond." src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/james-bond-tux-reveal_o_GIFSoup.com_.gif" alt="" width="320" height="180" /></a></p>
<p>E você um dia fará isso. Eu garanto.</p>
<p><strong>Desodorante</strong></p>
<p>Não preciso explicar este né?</p>
<p><strong>Água</strong></p>
<p>Lembro de ter lido uma vez que um ser humano pode viver vários dias sem comida, mas sem água o sujeito morre em 2 ou 3. Não quero morrer de sede, então uma garrafa dágua é necessária.</p>
<p><strong>Lanterna</strong></p>
<p>Lanterna é facilmente o tipo de coisa que você nunca pensa que precisa, até o dia em que precisa de uma desesperadamente. E aí você vai se amaldiçoar por não ter comprado logo umas 3 naqueles catálogos Hermes da sua avó. Aliás, o catálogo Hermes ainda existe? Porque era foda.</p>
<p><strong>Multitool</strong></p>
<p>Como uma criança dos anos 80, eu cresci assistindo MacGyver. Isto resultou numa ilusão irresponsável de que eu também seria capaz de me safar de qualquer situação e tivesse uma ferramenta múltipla como o canivete suíço do cara. Aliás, já mencionei aqui no HBD que cresci desejando ardorosamente um canivete suíço; eu já tenho um que uso como chaveiro (assim ele está sempre comigo), mas fui um passo além.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/Photo-2012-01-30-1-35-34-PM-HDR.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4837" style="border: 1px solid black;" title="Olhaí" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/Photo-2012-01-30-1-35-34-PM-HDR-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
<p>Dentro deste troço há 9 ferramentas (incluindo faca, alicate e abridor de latas). Nunca se sabe.</p>
<p>O que mais os senhores recomendam colocar neste emergency pack?</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Tirei minha carteira definitiva, finalmente!</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/tirei-minha-carteira-definitiva-finalmente/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/tirei-minha-carteira-definitiva-finalmente/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 02:22:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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		<description><![CDATA[FINALMENTE, putaquepariu. Xô explicar a parada do começo &#8212; no longínquo ano de 2007, quando ainda acreditávamos que seríamos hexacampeões na próxima Copa do Mundo, eu tirei o que se chama de &#8220;learners license&#8221;. Pra começo de conversa eu já estava fazendo errado, pois essa learners license é o tipo de habilitação que a molecada<a href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/tirei-minha-carteira-definitiva-finalmente/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description>
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<br></div><p>FINALMENTE, putaquepariu.</p>
<p>Xô explicar a parada do começo &#8212; no longínquo ano de 2007, quando ainda acreditávamos que seríamos hexacampeões na próxima Copa do Mundo, eu tirei o que se chama de &#8220;learners license&#8221;.</p>
<p>Pra começo de conversa eu já estava fazendo errado, pois essa learners license é o tipo de habilitação que a molecada aqui tira com 14 ou 15 anos (se você estranhou ver a criançada dirigindo em filmes, eis o motivo por qual isso acontece). Eu só fui tira-la com 23 anos nas costas.</p>
<p>O motivo disso é porque eu sou burro. Logo que cheguei no Canadá, eu poderia ter tirado essa carteira, mas pensei &#8220;já que não posso trabalhar ainda e tampouco comprar um carro, não vou gastar esses 100 dólares tirando a habilitação&#8221;.</p>
<p>Essa frase, além de provar que eu não sou um sujeito particularmente inteligente, acabou atrasando minha vida. Os anos passaram-se sem que eu pudesse dirigir.</p>
<p>A propósito, essa carteira learners funciona da seguinte maneira: você estuda um livrinho grátis que eles dão nos Detrans canadenses, vai lá e faz uma prova eletrônica molezíssima. Passou no tal teste = ganha a carteirinha. Cabou. Não é obrigatório fazer auto-escola nem nada.</p>
<p>O que isso significa é que teoricamente você pode ser o detentor de uma carteira de habilitação <strong>sem jamais ter entrado num carro na vida</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/learners.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4807" title="Acho até que conheço essa mina, ein" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/learners.jpg" alt="" width="300" height="371" /></a></p>
<p>Esta carteira de habilitação tem várias limitações, no entanto: você só pode dirigir com alguém que tenha uma carteira &#8220;plena&#8221; do seu lado, e você só pode fazer o exame pra tirar a tal carteira plena um ano depois de tirar a learners. A idéia é dar essa carteira a adolescentes, que então dirigirão o carro dos pais por um ano pra aprender como é o negócio, e então poder tirar suas carteiras definitivas (com 15 anos, o que é meio assustador).</p>
<p>Por isso eu protelei tirar essa merda por anos.</p>
<p>Então, em 2007 eu finalmente criei vergonha na minha cara cearense, estudei o livrinho lá, e fiz a prova. Foi molezinha, como eu imaginava que seria.</p>
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</script></center></div><p>O problema é que no mês seguinte, eu saí da casa do meu pai. E o propósito da learners (que é justamente dar ao moleque a oportunidade de aprender a dirigir usando o carro dos pais, encontrando-se os mesmos dentro dele, que é a limitação dessa carteira) foi pro espaço.</p>
<p>Pois bem, mais de quatro anos mais tarde, finalmente tirei essa porra de carteira definitiva.</p>
<p>Marquei o teste de direção pra ontem, segunda feira. Fui lá ao Registry (que é meio como se fosse o nosso Detran), fui apresentado à fiscal que conduziria o exame. Um pouco de nervosismo, mas vamos lá. Ela me manda ir ao carro pra me acostumar com o painel e os controles, e diz que já já me encontra lá. Ok.</p>
<p>Sento no carro, fuço um pouco nos controles (nada muito diferente do meu próprio carro), penso em pedir apoio moral via tuíter mas decido que não pegaria bem ser visto pela fiscal brincando com o celular dentro do carro. Vai que ela aparece justo agora que eu mando um RT falso que fará meus seguidores pensarem que o @gravz realmente sente saudade de um estivador que ele conheceu no Carnavel de 1993? &#8220;Os amigos de bolso terão que esperar&#8221;, pensei.</p>
<p>Em minha inspeção interna do veículo (era um Chevy Cavalier bem fodido) noto aquele pedal de freio do lado do passageiro, projetado pro fiscal enfiar o pé caso minha falta de habilidade com o volante me fizesse ir direto pra cima de uma parede ou um trem ou um alce selvagem. Respiro metade aliviado, metade apavorado &#8212; embora o freio do lado do passageiro dê ao carro uma espécie de rede de segurança, ele é uma admissão e uma confirmação do fato de que este automóvel está nas mãos de alguém que possivelmente dirigirá-lo até o fundo de um despenhadeiro.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/pedal.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4809" style="border: 1px solid black;" title="A única coisa separando o parachoque deste veículo dos órgãos mais macios de uma criança cruzando a faixa de pedestres." src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/pedal.jpg" alt="" width="495" height="321" /></a></p>
<p>Logo de cara, cometo uma cagada &#8212; ao sair do estacionamento, esqueço do detalhe de que aqui podemos virar à direita num sinal vermelho. Você cometer um erro no teste de motorista quando nem saiu do estacionamento ainda é tipo errar o próprio nome no vestibular, ou acertar o próprio pé jogando dardos.</p>
<p>E esse momento de hesitação no semáforo ou sinal ou seja lá como você chama aí no seu estado me rendeu o primeiro ponto negativo. Praguejo sileciosamente, mas prossigo adiante com uma auto-confiança que eu nunca tive.</p>
<p>E no fim das contas, passei no teste. Como no teste pra tirar a learners, não é necessário auto-escola pra ter a carteira plena. Além da atrapalhada no sinal vermelho, cometi poucos erros, o que surpreendeu-me profundamente &#8212; afinal de contas ao entrar no carro do exame, fiz o sinal da cruz e decidi que tive uma boa vida.</p>
<p>E começa o bolão &#8220;quanto tempo até o Kid bater o carro?&#8221;. Só pra vocês terem uma idéia, na primeira vez que dirigi com a learners eu entrei na contramão e quase me enfiei numa picape que vinha em sentido oposto. Berrei prontamente ME ACUDA, NOSSA SENHORA DOS PIRULITOS e, conforme a santa é conhecida por fazer, fui salvo imediatamente. Mas foi por pouco!</p>
<p>Melhor eu deixar um testamento logo escrito.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre dar nomes aos filhos</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/sobre-dar-nomes-aos-filhos/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/sobre-dar-nomes-aos-filhos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 16:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa situação aí da Luíza e do Canadá, que a esta altura já passou de validade e encontra-se fedendo e levemente esverdeada num canto esquecido da geladeira da internet, me fez pensar em algo da minha infância &#8212; as zoações com os nomes dos outros. Vou explicar a correlação. Como expliquei antes, fazendo o Canadá<a href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/sobre-dar-nomes-aos-filhos/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description>
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<br></div><p>Essa situação aí da Luíza e do Canadá, que a esta altura já passou de validade e encontra-se fedendo e levemente esverdeada num canto esquecido da geladeira da internet, me fez pensar em algo da minha infância &#8212; as zoações com os nomes dos outros. Vou explicar a correlação.</p>
<p><a href="http://hbdia.com/wordpress/bobagem-internetica-do-dia/menos-a-luiza-que-esta-no-canada-uma-observacao-sobre-a-geracao-standup-que-o-tuiter-esta-formando/" target="_blank">Como expliquei antes</a>, fazendo o Canadá uma parte da minha identidade virtual, o fenômeno da Luíza teve um efeito colateral meio chato &#8212; centenas de neguinhos fizeram a mesma piada do &#8220;menos o Izzy Nobre, que está no Canadá&#8221;, diversas vezes por dia.</p>
<p>Você pode ter achado aquele meu texto ranzinza, mas obviamente isso acontece porque você não estava na minha posição. Durante uns 2 ou 3 dias minha aba de mentions no Tuíter ficou inutilizada tamanha era a incidência dessa genial piadinha. E o mais chocante: apesar dela ser feita literalmente <em>centenas de vezes por dia</em>, cada um dos comediantes que a fazia devia estar se achando um gênio da fina sátira.</p>
<p>E isso me lembra muito dos meus tempos de colégio. Como deve ser de conhecimento geral, crianças são a encarnação do demônio na terra, com a única missão de espalhar o mal pela terra. Qualquer pessoa que creia na suposta pureza infantil certamente não frequentou os mesmos colégios que eu.</p>
<p>Pra você ter uma noção da lucifridade que habita o coração das crianças, contar-te-ei a história de Fabrício. O Fabrício era um garoto que frequentava minha escola entre os anos de 90 e 94. Tanto ele quanto a sua prima Carol, que também frequentava nossa escola, tinham Síndrome de Down.</p>
<p>Não sei se colocar crianças com problemas de desenvolvimento em classes normais era uma sem-noçãozice do passado, ou se é algum super método pedagógico Piagetístico usado até hoje. O que acontece é que a molecada da escola (eu incluso, admito com total vergonha) via o Fabrício como um alvo de atormentações.</p>
<p>Conheci o moleque em 1990, quando eu fazia a alfabetização. Ele já era consideravelmente mais velho que a molecada da sala, tinha uns quatro anos a mais que a gente. Ele foi o primeiro moleque na escola com aquele bigodinho imberbe de cobrador de ônibus, aliás.</p>
<p>Por causa dos problemas mentais do garoto, apenas quatro anos mais tarde ele iria finalmente concluir a alfabetização; então sempre tinha essa piadinha cruel do &#8220;hahaha o Fabrício repetiu a alfabetização de novo!&#8221;.</p>
<p>Nos anos seguintes o pessoal partiu pra algo mais agressivo &#8212; atormentar o moleque (fisicamente) apenas pra ser perseguido pelo pátio da escola por ele e ver quem eventualmente apanhava. Se tivéssemos dinheiro naquela época, era capaz até de rolar apostas.</p>
<p>Como o maluco era quatro anos mais velho que a gente, ele era maior e mais forte, e nisso residia a emoção da brincadeira. Essencialmente transformamos isto:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/downs.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4797" style="border: 1px solid black;" title="Não vou colocar uma piada aqui" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/downs.jpg" alt="" width="320" height="229" /></a></p>
<p>Nisso:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/matador.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4798" style="border: 1px solid black;" title="matador" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/matador.jpg" alt="" width="324" height="215" /></a></p>
<p>E Jesus dizia que o céu era das criancinhas, pois estas são puras de coração. Mano, quer crueldade maior que atormentar uma criança com síndrome de Down numa sadística versão escolar de roleta russa?! Em 27 anos fazendo merda, as brincadeiras com o Fabrício são a coisa de que mais me arrependo na vida inteira. <a href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/3-motivos-pelos-quais-eu-nao-irei-pro-ceu/" target="_blank">E olha o tipo de merda que eu já fiz</a>.</p>
<p>O que me dá uma certa angústia é saber hoje que a escola provavelmente estava ciente desse bullying mas não fazia nada. Presumo que eles não faziam nada porque jamais vi ninguém ser punido por atormentar o moleque, ou ser educado em relação à condição dele. É revoltante.</p>
<p>Então, meu ponto é que a criançada é infernal. E umas das maiores fontes de zoação vinham do nome do sujeito. Por exemplo: na segunda série, estudei com um garoto chamado Mário. Obviamente, a professora era a única que o chamava pelo seu nome de batismo. Pra todas as crianças da escola, ele era o Super Mario. E isso o deixava visivelmente irritado.</p>
<p>Esse jogo de associação livre (pegue o nome do sujeito e combine com qualquer coisa levemente relacionada) me rendeu apelidos como &#8220;Palestina&#8221; ou &#8220;Israelita&#8221; &#8212; este último sendo particularmente comum nas escolas religiosas em que estudei, onde o povo escolhido de Deus é um termo frequentemente mencionado.</p>
<p>Nessa aí, Paulo César virava PC Farias, Fernando virava Fernando Collor, Ricardo virava Ricardão, e por aí vai.</p>
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</script></center></div><p>Rimas com nome era outro negócio problemático, especialmente para mim. &#8220;Israel&#8221; rima, desgraçadamente, com &#8220;pastel&#8221; &#8212; que tratave-se, coincidentemente, do meu lanche favorito na lanchonete da escola. Aí pronto, virei &#8220;Pastel&#8221; por vários anos.</p>
<p>Pior ainda, Israel rima com &#8220;anel&#8221; também. Evidentemente a molecada jamais me deixaria esquecer disso, até musiquinhas celebrando a rima e minha suposta homossexualidade compuseram. Ou é &#8220;comporam&#8221;? Não sei, sou burro.</p>
<p>Não importa que escola eu frequentasse, essas piadinhas aconteciam espontaneamente em questão de minutos após a molecada aprender meu nome. É como se houvesse um gene adormecido em cada um dos meus coleguinhas de sala que os tornavam exímios zoadores de nomes.</p>
<p>Diga-se de passagem, estudei em diversas escolas:</p>
<p>1990 &#8211; Colégio Evangélico. Fortaleza, CE (foi aí que conheci o tal Fabrício)</p>
<p>1991 &#8211; Escola Estadual Carlos Dietz. Londrina, PR</p>
<p>1992 &#8211; Colégio Adventista. Londrina, PR</p>
<p>1994 &#8211; Colégio Evangélico (a família retornou a Fortaleza. O Fabrício ainda estudava lá, e ainda estava na alfabetização)</p>
<p>1997 &#8211; Colégio Adventista. Fortaleza, CE</p>
<p>1998 &#8211; Colégio Cora Coralina. Fortaleza, CE</p>
<p>1999 &#8211; Colégio Evolutivo. Fortaleza, CE (este veio a fechar as portas no ano passado, aparentemente)</p>
<p>2000 &#8211; Colégio Dom Pedro II. São Luís, MA</p>
<p>2001 &#8211; Colégio MENG. São Luís, MA</p>
<p>OITO escolas diferentes. OITO turmas totalmente diferentes. E de alguma forma as piadinhas com o meu nome eram <strong>SEMPRE AS MESMAS</strong>.</p>
<p>E foi isso que mais pensei enquanto me mandavam aquela avalanche de piadinhas em relação a Luíza e Canadá. Tal qual a molecada com quem estudei, cada um desses caras fazendo essa gracinha deveria se achar o suprasumo da criatividade humorística, apesar de estar repetindo a mesma piada que centenas fizeram antes dele&#8230;</p>
<p>E por isso eu agora começo a pensar &#8220;qual seria o MELHOR nome a dar para o meu filho, um que tornasse-o completamente imune de gracinhas escolares?&#8221; Inicialmente, achei ter decifrado o problema: dando ao moleque um nome que componha uma frase auto-zoatória, ninguém seria capaz de perverter a alcunha do meu rebento. Como você tiraria onda de alguém chamado &#8220;EU DOU O CU&#8221; sem automaticamente zoar a si próprio? &#8220;Ei, EU DOU O CU, tu é um filho da puta!&#8221;?</p>
<p>Obviamente segundos mais tarde eu atentei para o fato de que dar um nome que siga essa estrutura tornaria o trabalho dos bullies mais fácil, na verdade. Alguém cujo nome é &#8220;Eu Dou o Cu&#8221; não precisa que zoem seu nome. Ele já foi devidamente zoado por seus pais antes de nascer.</p>
<p>Qual seria o nome mais imune de brincadeiras escolares então&#8230;? Isso é uma tarefa mais difícil do que eu imaginei. Se até meu nome, <a href="http://hbdia.com/wordpress/historias-biblicas/a-origem-do-meu-nome/" target="_blank">que tem o significado mais magnânimo possível</a>, era alvo fácil dos piadistas, imagina um pobre coitado chamado &#8220;Rodrigo&#8221; ou &#8220;Joaquim&#8221; ou &#8220;Marcelo&#8221; ou &#8220;Paulo&#8221;! Tenho até pena dos possuidores destes terríveis nomes.</p>
<p>Me ajudem aí nos comentários.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre relógios de pulso</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/sobre-relogios-de-pulso/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/sobre-relogios-de-pulso/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 20:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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		<description><![CDATA[Amigo leitor: o senhor usa relógio de pulso? Toda vez que comento sobre relógio de pulso no tuíter, sou inundado por perguntas do tipo &#8220;aff pra que você usa relógio de pulso, basta olhar as horas no celular&#8221;. Sempre, sem falta. Tem gente que vai além da pergunta e dispara logo um &#8220;que negócio mais<a href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/sobre-relogios-de-pulso/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description>
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</script>
<br></div><p>Amigo leitor: o senhor usa relógio de pulso?</p>
<p>Toda vez que comento sobre relógio de pulso no tuíter, sou inundado por perguntas do tipo &#8220;aff pra que você usa relógio de pulso, basta olhar as horas no celular&#8221;.</p>
<p>Sempre, sem falta. Tem gente que vai além da pergunta e dispara logo um &#8220;que negócio mais inútil esse troço de relógio. Você já tem um relógio no seu bolso!&#8221;.</p>
<p>Eu não entendo essa relogiofobia atual de vocês aí. Tá, você até <em>pode </em>relegar a função de ver as horas ao seu celular, mas usando os mesmos artifícios de raciocínio, eu poderia cagar na pia da cozinha também &#8212; mas qual o motivo real pra fazer isso, se existe um outro aparato para executar esta função com mais elegância?</p>
<p>Eu adoro usar relógio. Creio que o relógio completa o visual do indivíduo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/relógios.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4781" style="border: 1px solid black;" title="Meus relógios. Oi Mariana." src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/relógios.jpg" alt="" width="551" height="403" /></a></p>
<p>Essa é minha pequena coleção de relógios. Me amarro nesses relógios de tira de couro, acho estiloso pra caralho. Tudo bem que em dias muito quentes o seu suor impregna completamente as fibras do couro e o relógio fica apertando aquela baba contra o seu pulso, mas é um pequeno preço a pagar pela boa aparência.</p>
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</script></center></div><p>A propósito eu estou cagando se o senhor considera tal qualidade de relógio comparável aos usados pelo Faustão. Como não existe Faustão no Canadá (será que ele algum dia já visitou aqui?), tais relógios são vistos como acessório de bom gosto.</p>
<p>Uma rápida lição de história &#8212; você sabe porque os relógios de pulso existem pra começo de conversa? Santos Dumont, nosso patrono da aviação e um Tony Stark da vida real do século XX, precisava de uma forma mais prática para checar as horas.</p>
<p>O problema era o seguinte: como o cara passava a maior parte do seu tempo pilotando engenhocas voadoras que ele pode ou não ter inventado antes dos Irmãos Wright, o gesto de puxar aquela correntinha pra sacar um relógio de bolso (que você ainda tinha que abrir uma &#8220;capinha&#8221; ainda por cima) podia significar uma morte que, apesar de inédita &#8212; queda de avião &#8211;, não era menos terrível.</p>
<p>Seu amigo Cartier pôs uma presilha de couro num relógio e deu pro maluco, e o resto é história. Isso é, eu suponho que tenha sido assim, <strong><a href="http://rt.com/news/wikipedia-blackout-sopa-pipa-031/" target="_blank">porque a wikipédia hoje tá naquele tal de blackout contra a SOPA</a></strong>, então tou puxando tudo de memória. Enfim.</p>
<p>O relógio de pulso foi feito pra pessoas que tem mais o que fazer e que não podem ficar se arriscando aí a tirar um relógio do bolso. Aliás, o relógio de pulso tornou o hábito de puxar um do bolso algo antiquado inclusive, então eu não entendo porque vocês tão se submetendo a retornar a um hábito de séculos atrás.</p>
<p>Justifiquem-se nos comentários em relação ao hábito de abolir o fidalguíssimo hábito de usar relógio de pulso (sem o qual  eu me sinto pelado) em prol do reloginho do celular, e verei se os argumentos tem mérito.</p>
<p><strong>A propósito</strong>: relógio digital é para crianças de 8 anos que não conseguem &#8220;ler as horas&#8221;. Ver as horas no celular é, portanto, antiquado <strong>E</strong> tem como público alvo o demográfico infanto-juvenil.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Como se arrumar como um adulto</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/como-se-arrumar-como-um-adulto/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 09:29:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Vou começar a me vestir melhor&#8221;, eu disse do nada pra minha mulher sem nem tirar os olhos do iPhone. Apesar da minha súbita e quase espiritual epifania, a tarefa de comandar a trajetória de pássaros raivosos é um compromisso quase profissional. Às vezes nem pisco até que todos os suínos verdes sucubam embaixo dos<a href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/como-se-arrumar-como-um-adulto/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="in_post_ad_top_1" style="margin: 5px;padding: 0px;"><script type="text/javascript"><!--
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<br></div><p><em>&#8220;Vou começar a me vestir melhor&#8221;</em>, eu disse do nada pra minha mulher sem nem tirar os olhos do iPhone. Apesar da minha súbita e quase espiritual epifania, a tarefa de comandar a trajetória de pássaros raivosos é um compromisso quase profissional. Às vezes nem pisco até que todos os suínos verdes sucubam embaixo dos escombros de seus arranha-céus de madeira.</p>
<p>Que péssima engenharia, aliás. Você imaginaria que depois daquele incidente com o Lobo Mau, a raça suína seria célebre no mundo animal como exímios construtores.</p>
<div id="attachment_4747" class="wp-caption aligncenter" style="width: 346px"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/birds.png"><img class="size-full wp-image-4747  " style="border: 1px solid black;" title="Olá Roberto! O que você tá procurando aqui?" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/birds.png" alt="" width="336" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Sabe o que alguém que constrói uma casa de tábuas soltas de madeira tem mais que eu? Tem mais é que se foder</p></div>
<p>Onde eu estava mesmo? Ah sim, eu havia acabado de informar minha mulher &#8212; que encontrava-se do meu lado no sofá, assistindo uma das 80 séries atuais sobre vampiros &#8212; sobre minha decisão de vestir-me como um verdadeiro fidalgo. Minha amada balançou a cabeça distraidamente, emitindo aquele &#8220;humrum&#8230;&#8221; que faz parte do gesto universal de &#8220;nem ouvi o que você falou mas creio que concordar em silêncio fará você calar a boca&#8221;. Aparentemente os músculos abdominais do vampiro televisivo descamisado merecem mais atenção.</p>
<p>A minha epifania nem foi tão súbita assim. Estive pensando muito nisso ultimamente. Meu vestuário &#8212; e, por extensão, toda a atenção que dou à minha aparência &#8212; poderiam receber um upgrade.</p>
<p>Roupas não são apenas uma ferramenta para proteção contra os elementos da natureza ou para evitar que você seja banido do supermercado. O seu guarda-roupa é, também, uma forma de expressão. E como todo bom nerd, boa parte da minha indumentária reflete meu apreço por videogames e quadrinhos.</p>
<p>Dei uma olhada rápida no meu armário neste exato instante. Isto é o que estou vendo:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4749" style="border: 1px solid black;" title=":)" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/Photo-2012-01-16-1-09-23-AM.jpg" alt="" width="391" height="522" /></p>
<p>Nessa olhada de relance, identifiquei umas 8 camisetas com estampa de videogame ou revista em quadrinho. As camisetas são bacanas e tal, e feitas sob medida pra eventos nerds (você deve ter notado que em literalmente TODAS as fotos do Desencontro eu estou usando uma camiseta com estampa nerd), mas seria interessante ter um acervo comparável de roupas de &#8220;gente grande&#8221;.</p>
<p>O inverno está finalmente chegando em Calgary, e outro dia tive que tirar meu peacoat do fundo do armário. Peacoat, pra você que não sabe, é um <a href="http://www.google.ca/search?client=opera&amp;rls=en&amp;q=peacoat&amp;oe=utf-8&amp;channel=suggest&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;hl=en&amp;tbm=isch&amp;source=og&amp;sa=N&amp;tab=wi&amp;ei=7NwTT97fKampiQL52pG3DQ&amp;biw=1600&amp;bih=778&amp;sei=9NwTT5ThCvTXiAKBzpm_AQ" target="_blank">sobretudo elegantíssimo</a> que o frio ártico nos permite usar sem parecer um paga pau do caralho.</p>
<p>Sério meu amigo, 20 graus e tu sai todo agasalhado, de luva, cachecol, gorro e tudo? Vá tomar nesse seu fiofó sensível, pelo amor de deus. Sempre que eu vejo fotos de paulistas mais embrulhados que astronauta com aqueles termômetros rua atrás marcando 22 graus, sinto que metade da minha flora intestinal morreu de desgosto. Cadê a garra, cadê o espírito MacGyverzístico puramente tupiniquim, cadê aquele suíngue &#8220;sou brasileiro, aguento o que vier pela frente&#8221;?</p>
<p>Enfim. Outro dia fez frio, pus o peacoat e tirei uma foto para mostrar pra galera do tuinter.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/peacoat.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4750" style="border: 1px solid black;" title="A pronúncia é PICÔUT, não PEÁ COLTE que eu sei que você pronunciou mentalmente." src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/peacoat.jpg" alt="" width="281" height="405" /></a></p>
<p>Tirando a camada adiposa (acumulada ao longo de muitos anos de total desleixo com minhas artérias e com o fato de que provavelmente enviuvarei minha mulher bastante cedo), eu até fiquei bastante apresentável. &#8220;Apresentável&#8221;, permita-me ser o primeiro a apontar, é apenas um termo bondoso dedicado para feios arrumados. Mas vale o esforço.</p>
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</script></center></div><p>Comecei aos poucos a pegar o gosto por me arrumar. Não é nem que eu vá largar mão das minhas camisetas nerds; o negócio é que pra algumas ocasiões mais formais (festas de fim de ano, por exemplo) você pintar no ambiente com uma camiseta comemorando nostalgia pelo Mario é virtualmente indistinguível de usar como camisa um saco de batatas com buracos para os braços.</p>
<p>E assim meu guarda-roupa começou a ficar mais respeitável. Dispensei minhas roupas compradas no Walmart (pra vocês que não manjam, trajar roupas compradas no Walmart e rouba-las de um mendigo morto é virtualmente a mesma coisa pros padrões de moda norte-americanos) e passei a acumular, pouco a pouco, panos mais finos.</p>
<p>Minha mulher, que já tinha se resignado a ter um marido com a noção de moda e estilo de um manifestante sem-terra, aprovou imensamente esta mudança de mentalidade. Gastadeira como ela só, a mulher me arrastou pras lojas chiques cujo catálogo ela aprova.</p>
<p>Essa tal de Guess, por exemplo. Ouço falar dos fabulosos jeans da Guess desde que morava no Brasil, numa época em que eu não podia pagar nem um botão de uma calça deles.</p>
<p>Entramos lá e a minha mulher vai logo correndo ver os microvestidos que adornam as paredes da loja. Eu adoro esses tais microvestidos aliás, se dependesse de mim minha mulher só usaria isso.</p>
<p>O atendente exageradamente baitola da loja me entregou lá um par de calças de um estilo que ele jura que é a última moda italiana. Mando aquele mesmo &#8220;humrum&#8221; distraído que descrevi no começo do texto. Vou ao provador, experimento as calças, e aprovo o visual.</p>
<p>Uma olhada de soslaio para a etiqueta de preço revela três dígitos que me assustam. A parte do meu cérebro que lida com cálculos matemáticos inúteis faz o câmbio rápido &#8212; uma calça da Guess equivale à cifra de 5 calças de procedência walmártica.</p>
<p>Chacoalho a cabeça rapidamente para espantar os pensamentos de pobrice (ambos de espírito quando de carteira mesmo). Eu preciso ter <strong>AO MENOS </strong>um conjunto de roupas respeitáveis/invejáveis. Passou-se o tempo de que eu não tinha nem duas moedas pra esfregar e fazer faísca né? Se é pra gastar dinheiro de alguma forma, que gaste melhorando minha aparência.</p>
<p>Mas roupas não são tudo; decidi mudar minha rotina de corte de cabelo também. Dispensei o barbeiro confiável que apara minha sebosa cabeleira em prol de um desses salões chiques em que as cabelereiras são tudo gostosas e fazem você sentir vergonha porque andou sendo relapso com o shampoo anticaspa. Aliás, é engraçado isso &#8212; sei que não vou comer essa menina e ainda assim preferia que ela não soubesse que minha cabeça tá cheia de floquinhos.</p>
<p>E falta a barba, também. Como todo preguiçoso, eu não tenho uma rotina pra fazer a barba &#8212; quando os protestos da minha mulher começam a ficar muito frequentes, sei que é hora de passar a lâmina. Comecei a me barbear todo dia, e até arrisquei arrancar a barba na pinça como eu imagino que vikings deviam fazer. A pele fica lisinha e o pelo demora semanas pra aparecer de novo.</p>
<p>Mas mano, <strong>dói</strong> viu? Puta que pariu. Aquele trecho entre o lábio superior e o nariz é particularmente problemático. Você puxa o pelo pra fora e ele sai arrancando lágrimas dos seus olhos.</p>
<p>Mas é isso aí. Agora com meu novo guarda-roupa &#8212; que não foi comprado no mesmo lugar onde se compra desentupidor de privadas e testes de gravidez &#8211;, um corte de cabelo cujo custo poderia alimentar quatro famílias somalianas e uma barba milimetricamente jardinada, posso me passar por um adulto bem ajustado que não coleciona bonequinhos de super heróis.</p>
<p>Deixem aí nos comentários suas dícas de garbosidade e fidalguia.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Lá e de volta outra vez: Flórida!</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/la-e-de-volta-outra-vez-florida/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/la-e-de-volta-outra-vez-florida/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 21:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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		<description><![CDATA[Sup poríferos! Seu blogueiro cearense expatriado favorito está de volta! Como informei-os neste post, fiz uma viagem de última hora para a Flórida, nos EUA (comumente conhecido como o calção do Canadá). Fazia um bom tempo que eu não ia aos Estados Unidos, nem lembro quando foi a última vez &#8212; escalas em vôo não<a href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/la-e-de-volta-outra-vez-florida/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="in_post_ad_top_1" style="margin: 5px;padding: 0px;"><script type="text/javascript"><!--
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<br></div><p>Sup poríferos! Seu blogueiro cearense expatriado favorito está de volta!</p>
<p>Como informei-os <a href="http://hbdia.com/wordpress/geral/vou-ali-viajar-pros-eua-e-ja-volto/" target="_blank">neste post</a>, fiz uma viagem de última hora para a Flórida, nos EUA (comumente conhecido como o calção do Canadá).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/calção.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4573" title="E a Flórida é a piroca pra fora do ziper" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/calção.jpg" alt="" width="240" height="308" /></a></p>
<p>Fazia um bom tempo que eu não ia aos Estados Unidos, nem lembro quando foi a última vez &#8212; escalas em vôo não contam, né.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" title="Avião" src="http://i.imgur.com/NJbhk.jpg" alt="" width="560" height="418" /></p>
<p>Eu adorava viajar de avião quando era moleque. O que eu antes como uma divertida aventura agora é 50% encheção de saco e 50% terror absoluto.</p>
<p>A encheção de saco: desde onze de setembro, todos os passageiros de avião &#8212; especialmente os que viajam pelos EUA &#8212; são vistos como possíveis recrutas da Al Qaeda. Sob olhares desconfiados dos agentes de segurança da <a href="http://www.tsa.gov/" target="_blank">TSA</a>, tenho que tirar relógio, cinto, sapato, tudo que exista dentro dos meus bolsos, e passar pelo detector de metais.</p>
<p>Como se isso não fosse o bastante, tenho que pisar também na polêmica máquina de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Backscatter_X-ray" target="_blank">backscatter xray</a>, que permite aos agentes da TSA uma visão completa de meus órgãos genitais. Tudo em nome da segurança, né.</p>
<p>Como se não bastasse isso, tenho que aturar um insuportável vôo de quatro horas numa aeronave xexelenta da Continental, que é essencialmente a Viação Cometa das linhas aéreas americanas. As aeromoças são mal educadas, os acentos são apertados e desconfortáveis &#8212; especialmente os circunflexos &#8211;, e esses cornos têm a cara de pau de cobrar pelo entretenimento a bordo (os filminhos que passam naquelas telas que você vê na foto acima) e pelas refeições!</p>
<p>Que me lembre, o almoço a bordo dos aviões da AirCanada são digrátis. E os filminhos que passam naqueles televisores lá são gratuitos na AirCanada também, disto tenho certeza.</p>
<p>Pra você ter uma idéia do nível de insalubridade dos aviões da Continental, no vôo de retorno não havia essas tais televisõezinhas nos assentos. Invés disso, umas telinhas de 5 polegadas se destacavam do teto do avião, me obrigando a espremer meus olhinhos míopes pra assistir  <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1637706/" target="_blank">Our Idiot Brother</a></em>. E o pior, no meio do filme a imagem fica toda zoada e o comandante manda o recado que o VHS travou e vão tentar pôr outra fita.</p>
<p><strong>OS AVIÕES DA CONTINENTAL PASSAM FILME EM VHS, VAI TOMAR NO CU!</strong></p>
<p>Essa é a parte do inconveniente. Tem ainda a parte do terror: de uns tempos pra cá me tornei completamente paranóico em relação a vôos. Sentadona poltrona do lado da janela, é só olhar pro lado, ver aquela osciladinha característica da asa da aeronave, e crer com toda convicção do mundo que estou prestes a morrer.</p>
<div id="attachment_4590" class="wp-caption aligncenter" style="width: 400px"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/aviao.jpg"><img class="size-full wp-image-4590 " style="border: 1px solid black;" title="ME ENGANA QUE EU GOSTO NÉ" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/aviao.jpg" alt="" width="390" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Em caso de emergência, estas serão as saídas que você não usará pois seu corpo foi completamente desintegrado graças às forças naturais da gravidade e inércia&quot;&quot;</p></div>
<p style="text-align: left;">E quando o avião dá aquela <strong>QUEDA</strong>? Pros não-iniciados, o que acontece às vezes é que a turbulência faz com que o avião aparentemente DESPENQUE do meio do ar, tal qual o Fiat Uno do seu pai quando passa por um buraco. É sinistro, é de borrar a cueca, e é incompreensível como um objeto que voa pelos ares é capaz de &#8220;cair num buraco&#8221; desse jeito.</p>
<p>Lá pelas tantas no meio do meu terror eu ficava pensando o quão absurda é a idéia do vôo humano inventada pelos irmãos Wright. Lá estou eu, a 30 mil pés de altura, voando a uns 500 quilômetros por hora, comendo uns M&amp;Ms e lendo a revistinha do Homem Aranha. É um negócio completamente aberrante.</p>
<div id="attachment_4591" class="wp-caption aligncenter" style="width: 514px"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/houston.jpg"><img class="size-full wp-image-4591 " style="border: 1px solid black;" title="Não sei o que estava passando naquela TV." src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/houston.jpg" alt="" width="504" height="377" /></a><p class="wp-caption-text">Fila de embarque em Houston, no Texas (também conhecido como Goiás americano)</p></div>
<p style="text-align: left;">Então, depois de uma oito horas de vôo &#8212; e uma correria filha da puta no aeroporto de Houston, TODA VEZ que passo lá os cornos responsáveis pelo tráfego aéreo ficam  mudando os portões de embarque e eu tenho que correr desesperadamente, ao ponto de um ataque cardíaco, pra chegar do outro lado do aeroporto a tempo de embarcar &#8211;, chego no glorioso estado da Flórida.</p>
<p>E precisei me acostumar com isso aqui também:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/IMG_2969.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4592" style="border: 1px solid black;" title="O horror de estar desconectado" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/IMG_2969.jpg" alt="" width="235" height="137" /></a></p>
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</script></center></div><p>Como vocês talvez saibam, eu tenho uma dependência quase terminal de internet. Por aproximadamente 2 horas em solo americano me resignei a não poder me comunicar com meus amigos de bolso; logo em seguida comprei um plano de dados roaming caríssimo só pra não ter que me abster da internet móvel.</p>
<p style="text-align: left;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_4593" class="wp-caption aligncenter" style="width: 317px"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/dados.jpg"><img class="size-full wp-image-4593 " style="border: 1px solid black;" title="Isso me custou 20 dólares" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/dados.jpg" alt="" width="307" height="461" /></a><p class="wp-caption-text">Nunca na vida valorizei tanto 40 megabytes</p></div>
<p style="text-align: left;">Os melhores momentos da viagem:</p>
<p style="text-align: left;">O Swap Shop, que é uma mega feira bizarra no coração de Fort Lauderdale. Fui lá a fim de comprar videogames antigos pra minha coleção. Achei alguns, mas os malucos lá tavam me cobrando valores safados (tenho cara de turista?) e acabei saindo de lá de mãos vazias.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/swap-shop.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4594" style="border: 1px solid black;" title="Swap Shop" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/swap-shop.jpg" alt="" width="563" height="422" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Vende de TUDO lá: roupas, brinquedos, eletrônicos de procedência duvidosa, tudo mermo. Pra galera de Fortaleza, esse Swap Shop é como se fosse uma Feira dos Pássaros. Só que não dá pra dizer que é uma &#8220;Feira dos Pássaros americana&#8221; porque não vi um americano sequer no estabelecimento; era tudo mexicano, cubano, haitiano e até mesmo alguns brasileiros perdidos.</p>
<p style="text-align: left;">Aliás, passou do meu lado um mexicano tradicionalíssimo, com poncho, chapeuzão, barba e bigode do jeitinho que manda o figurino. Se a indumentária do cara fosse cor de rosa, eu teria berrado emocionado &#8220;ERES TÚ, CORMANO, CABRON!&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/cormano.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4595" style="border: 1px solid black;" title="cormano" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/cormano.jpg" alt="" width="366" height="210" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Aquele lugar é uma torre de babel de idiomas latinos. Eu fiquei com a impressão de que se eu berrasse &#8220;<em>LA MIGRA!</em>&#8221; não sobraria ninguém no estabelecimento inteiro.</p>
<p>O outro ponto alto da viagem foi, obviamente, o Universal Studio.</p>
<p style="text-align: left;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_4596" class="wp-caption aligncenter" style="width: 546px"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/universal.jpg"><img class="size-full wp-image-4596 " style="border: 1px solid black;" title="Universal Studios" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/universal.jpg" alt="" width="536" height="323" /></a><p class="wp-caption-text">Possivelmente a foto mais bonita que já tirei, apesar de torta</p></div>
<p style="text-align: left;">Fiz uma viagem pros EUA em 1999 com a família inteira, e fui no Universal Studios. Apesar da viagem ter sido FODA, eu tinha um trauma dela: meu pai já tinha estourado todas as verbas que tinha e as que não tinha pra levar uma família de cinco pra passar 20 dias no exterior; não sobrou muita grana pra comprar brinquedinhos e lembrancinhas no parque.</p>
<p style="text-align: left;">A memória do passeio foi incrível e é uma das que guardo mais profundamente no ventrículo mais gorduroso de meu coração cearense; entretanto, era foda passar pelas gift shops e não poder comprar nada. Era triste demais.</p>
<p style="text-align: left;">Portanto dessa vez eu fui pra Orlando motivado a estourar minha grana toda comprando bonequinhos e chaveirinhos e o caralho a quatro, pra exorcisar o demônio da desilusão infantil da minha alma.</p>
<p style="text-align: left;">Acontece que eu não tive vontade de comprar <strong>NADA, </strong>e acho que é por dois motivos: primeiro, porque quando adulto brinquedinhos com temas de filmes são um pouco menos interessantes &#8212; abro exceção só pra filmes absolutamente icônicos que moldaram minha infância &#8211;, segundo porque morando no Canadá, esse tipo de souvenirzim  de apelo nerd não é mais tão exclusivo a uma ida a parte temático.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>POR EXEMPLO</strong>: quando fui ao Universal pela primeira vez em 1999, eu fiquei vidrado nos bonequinhos e nas traquitaninhas de Exterminador do Futuro. Tinham chaveiros, camisetas, copos, etc. Obviamente não pude comprar nada, porque eu tinha 15 anos, nenhum puto no bolso, e acho que àquela altura meu pai já tinha estourado oito cartões de crédito trazendo a família toda pra tão maravilhosa viagem.</p>
<p style="text-align: left;">Era muito difícil (impossível?) achar brinquedos de Exterminador do Futuro no Brasil nos anos 90, jamais vi nenhum. Acontece que aqui no Canadá, onde moro há quase uma década, este não é o caso: tem bonequinho do filme em tudo quando é loja de brinquedo, por causa da <a href="http://www.imdb.com/title/tt0438488/" target="_blank">mais recente continuação da franquia</a>. Até o 7/11 faz promoção dando copos comemorativos de filmes desse tipo por mixaria.</p>
<p style="text-align: left;">Por isso, esses souvenirs perdem um pouco da graça e acabei não comprando é nada.</p>
<p>E esta foi a minha viagem pra Flórida.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Pronto, formatei a BOSTA desse computador</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 08:27:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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		<description><![CDATA[Como todo filho de técnico em informática, eu cresci rodeado de computadores. Ter mais computadores do que gente foi uma constante em praticamente todas as casas em que morei na vida. (Nesta aqui, por exemplo, moramos eu e minha mulher, e CINCO computadores: 2 HTPCs plugados às TVs, o meu desktop principal, meu notebook e<a href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/pronto-formatei-a-bosta-desse-computador/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description>
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<br></div><p>Como todo filho de técnico em informática, eu cresci rodeado de computadores. Ter mais computadores do que gente foi uma constante em praticamente todas as casas em que morei na vida.</p>
<p>(Nesta aqui, por exemplo, moramos eu e minha mulher, e <strong>CINCO </strong>computadores: 2 HTPCs plugados às TVs, o meu desktop principal, meu notebook e o laptop dela)</p>
<p>E logo cedo, quando eu ouvia meu pai berrando revoltadíssimo contra seu computador, com um tom de voz que indicava completo desespero e quase chorando de tanta frustração até, aprendi algo importante sobre computadores: eles trazem mais problemas que resolvem.</p>
<p>Eu odeio iniciar frases com o clichezíssimo &#8220;como vocês sabem&#8221;, então vou apenas apresentar o fato sem presumir que ele é de conhecimento prévio de vocês: no ano de 2009, <a href="http://hbdia.com/wordpress/sagas-interminaveis/a-epopeia-do-novo-pc/" target="_blank">comprei um computador desktop</a>.</p>
<p>O relato da compra do computador é uma maravilhosa história de masoquismo; provavelmente foi o maior suplício que eu passei na vida. Mas como dizia Chiquinho Scarpa &#8212; eu juro que não sei quem é esse cara, mas o nome me pintou na cabeça agora do nada &#8211;, no fim tudo dá certo.</p>
<p>Mas, como todo computador Windows, este aqui tem um problema de bomba relógio de auto-destruição. Aliás, não, pára: a culpa não é inteiramente do OS. Eu fiz muita merda nesse computador também, jogar a culpa inteiramente num software inanimado é filhadaputice e falta de responsabilidade pessoal.</p>
<p>Após 2 anos de instalar porcaria, desinstalar porcaria (às vezes na correria e do jeito &#8220;errado&#8221;), esbarrar o dedão na precária tomada do gabinete e desligar o computador do nada, e p nunca reiniciar o computador como ele vive me implorando, a máquina estava uma desgraça.</p>
<div id="attachment_4292" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/08p-0-win7-restart-update.jpg"><img class="size-full wp-image-4292" title="08p-0-win7-restart-update" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/08p-0-win7-restart-update.jpg" alt="" width="408" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">Você conhece olhar pra essa janela sem esboçar descaso?</p></div>
<p style="text-align: left;">Tu aí que é usuário de Windows deve conhecer bem os sintomas de um OS totalmente aidético e necessitando de uma morte piedosa. Manja quando desligar o computador é uma tarefa que demora pra caralho, o pobre Windows fechando mil processos que você nem lembra de ter instalado? Ou quando o sistema já boota com janelas de erro relacionadas a sabe-se lá o que? Ou quando BSODs já não são mais nenhuma surpresa; invés disso você as recebe com uma estranha resignação.</p>
<div id="attachment_4294" class="wp-caption aligncenter" style="width: 322px"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/Photo-2011-11-18-2-01-16-AM.jpg"><img class="size-full wp-image-4294 " style="border: 1px solid black;" title="Photo 2011-11-18 2 01 16 AM" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/Photo-2011-11-18-2-01-16-AM.jpg" alt="" width="312" height="418" /></a><p class="wp-caption-text">Uma BSOD capturada em seu habitat natural</p></div>
<p style="text-align: left;">&#8220;<em>Caralho, fazia tempo que não dava uma dessas, né?</em>&#8221; você pensa consigo mesmo, paradoxalmente vendo isso como sinal de que o computador tá &#8220;melhorando&#8221;. Tal qual marido acostumado a tomar chifre, você interpreta as decepções como parte da experiência. &#8220;<em>Tem que aceitar do jeito que é, né?</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: left;">Pra entornar o caldo de vez, na semana passada peguei um desses <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ransomware_(malware)" target="_blank">ransomware</a> que finge ser um antivirus e desabilita seu PC inteiro até você mandar dinheiro pros caras. Sou como os Estados Unidos: gordo e não negocio com terroristas. Portanto, pedi socorro aos diversos de desocupados que me seguem no tuíter.</p>
<p style="text-align: left;">A galera deu mil dicas (ComboFix, HijackThis e diversos outros programas de diagnósticos extremamente técnicos e sinistros que, na verdade, me davam mais medo que o próprio vírus), mas no final das contas a única solução foi dar aquela restauração do Windows pra alguns dias antes de ter sido infectado.</p>
<p style="text-align: left;">Naquele dia tentando me livrar do &#8220;vírus&#8221; (os broderes hackeristas insistem que isso tecnicamente não é um vírus, tem algo a ver com a programação HTML do software), um conselho foi dado repetidas vezes, e ignorado o mesmo número de vezes: &#8220;formata essa desgraça logo aí&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Alguns mais espirituosos deram esse conselho no formato da piada informática mais satisfatória que existe, vou ensinar a vocês. Ouvi-a pela primeira vez acho que em 2000 ou 2001, e ri pra caralho (apesar de ser a versão micreira do &#8220;pavê ou pacomê&#8221;, tamanha é a infâmia deste chiste). É assim:</p>
<p style="text-align: left;">Seu amigo relata, tristonho, problemas com seu computador pessoal. Você alega confiante que há forma (bastante simples até) de resolver a situação. O colega se apruma todo, com um brilho especial nos olhos, aguardando ansiosamente a solução divina que você está preste a oferecer. Ele confia no seu tato tecnológico; é justamente por isso que ele contou sobre o problema com o computador &#8212; ele tinha justamente a esperança que você pudesse oferecer uma solução.</p>
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</script></center></div><p style="text-align: left;">&#8220;<em>Vi muito isso aí no meu curso</em>&#8221; diga enfático. A mentira é importante para firmar sua imagem de expert com formação acadêmica. Continue com &#8220;<em>isso aí tá parecendo problema de junta.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: left;">Seu colega é um pobre coitado que não sabe a diferença entre um bit e um cabo VGA; em sua mente primitiva e quase indígena, &#8220;junta&#8221; é um jargão extremamente tecnológico. Ele perguntará, à guisa de maiores explicações, &#8220;<em>problema de junta?</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: left;">Pronto. A instalação da piada está completa, basta roda-la &#8212; diga, com total malícia,</p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;ISSO, PROBLEMA DE JUNTA. JUNTA TUDO E JOGA FORA&#8221;</strong></p>
<p style="text-align: left;">Uma filha da putagem clássica. Mas voltando à história:</p>
<p style="text-align: left;">Dei o restore pra me livrar do vírus e deu de boa, mas aí o Windows começou a chilicar epicamente. Se eu abria o Windows Explorer, demorava uns 2 minutos pro conteúdo da janela aparecer. O iTunes demorava literalmente 20 minutos pra abrir. Editar o conteúdo de pastas (deletar ou renomear um arquivo, por exemplo) exigia um F5 pra exibir resultados.</p>
<p style="text-align: left;">A essa altura eu imaginava que o registro do Windows tava parecendo uma sopa de letrinhas. Dando razão aos amigos que recomendaram a formatação, sentei o dedo nesta porra.</p>
<p style="text-align: left;">Tive medo que a migração do iTunes &#8212; o passo mais crucial de uma formatação &#8212; acabaria dando errado, mas tudo rodou macio. Durante o processo de formatação, no entanto, eu fiquei pensativo. &#8220;<em>Será que este é o momento de admitir que não dá mais e finalmente me render de vez à Apple?</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: left;">E passei o resto do dia pensando nisso. Eu já sou meio que fanboy bichinha da empresa faz algum tempo, ao ponto de que revelar que sou usuário de Windows chega a ser desconcertante a alguns dos meus seguidores. Não estaria na hora de um iMac?</p>
<p style="text-align: left;">E decidi: se o processo de formatação desse qualquer problema, por mínimo que fosse, eu iria jogar esta porra deste computador da varanda (desde que me mudei pra um apartamento morro de vontade de usar a gravidade como agente de extravasação de fúria tecnológica, mas ainda não tive a oportunidade), marchar até a porra da Apple Store e comprar um iMac logo duma vez.</p>
<p style="text-align: left;">Feliz ou infelizmente, a formatação rodou macia. Tive que rebolar pra instalar drivers do adaptador wifi USB (que até hoje era plug and play, mas hoje resolveu ser plug and pau), mas no final aqui estou eu com o computador &#8220;novinho em folha&#8221;, pronto pra mais abusos de um usuário desleixado.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_4297" class="wp-caption aligncenter" style="width: 579px"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/Clipboard01.jpg"><img class="size-full wp-image-4297 " style="border: 1px solid black;" title="Oi Lucas!" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/Clipboard01.jpg" alt="" width="569" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">E não podia faltar o wallpaper clássico que uso em todos os meus aparelhos</p></div>
<p style="text-align: left;">Por enquanto o computador tá uma delícia. Aplicativos abrem imediatamente, em vez de uma semana depois; nenhuma janela de erro apareceu (ainda) pra perturbar minha paz, e agora posso dormir tranquilo sabendo que o tal vírus lá <strong>REALMENTE</strong> foi-se de vez &#8212; pois, tal qual naquela piada do cara que, ao indagado pela mulher recém-fornicada sobre qual nome desejariam dar ao seu filho, dá dois nós na camisinha e joga na descarga, este vírus seria um verdadeiro MACGYVER se escapasse de uma formatação.</p>
<p style="text-align: left;">Ah, xeu aproveitar que já tou atualizando essa merda de site pra avisar que minha última prova de admissão pro meu curso é segunda feira. Voltarei a ter algum tempo livre e aí HBD e meu canal do youtube voltarão com a força da ereção de Odin, o Deus Pai.</p>
<p style="text-align: left;">Por enquanto lê os históricos ou algo assim, sei lá.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>E o Halloween, Quide?</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/e-o-halloween-quide/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/e-o-halloween-quide/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 01:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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		<description><![CDATA[Então, o Halloween! Mas antes de começar esse texto, eu gostaria de reportar aqui a viagem no tempo que eu fiz hoje. Estou ouvindo a trilha sonora de Matrix no Winamp. WINAMP, mano. It really whips the llama&#8217;s ass e tal. Mais paleozóico que isso só o tal do Jet Audio, cuja base instalada era<a href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/e-o-halloween-quide/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description>
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<br></div><p>Então, o Halloween!</p>
<p>Mas antes de começar esse texto, eu gostaria de reportar aqui a viagem no tempo que eu fiz hoje.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/winamp.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4246" style="border: 1px solid black;" title="Alguém ainda usa essa merda?" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/winamp.jpg" alt="" width="297" height="256" /></a></p>
<p>Estou ouvindo a trilha sonora de Matrix no Winamp. WINAMP, mano. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=cKqKrH0O9yg&amp;feature=related" target="_blank">It really whips the llama&#8217;s ass</a> e tal. Mais paleozóico que isso só o tal do Jet Audio, cuja base instalada era formada por dois computadores: o desktop do meu pai, e o laptop do meu pai.</p>
<p style="text-align: left;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_4247" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/jet-audio.gif"><img class="size-full wp-image-4247 " style="border: 1px solid black;" title="Ahahaha essa interface. Mas que merda." src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/jet-audio.gif" alt="" width="450" height="574" /></a><p class="wp-caption-text">Fig2: absolutamente nada a ver com o assunto do texto</p></div>
<p style="text-align: left;">Olha essa merda de design tentando simular um stereo.</p>
<p style="text-align: left;">Meu pai curtia o Jet Audio porque era o primeiro media player que permitia ripar CDs &#8212; ou, pelo menos, o primeiro que ele descobriu. Ele até mesmo comprou a licença do Jet Audio (se não me engano era algo na faixa dos 50 dólares).</p>
<p style="text-align: left;">Naquela época, e no Brasil ainda por cima, comprar software pela internet era algo impensável. Isso era a época em que a gente via a foto do Khaled Mardam-Bey implorando que registrássemos uma conta do mIRC e clicávamos no &#8220;Continue&#8221; com vontade.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 286px"><img src="http://i.imgur.com/1w5ot.jpg" alt="" width="276" height="279" /><p class="wp-caption-text">Ahahahahahahhahahaha não, obrigado</p></div>
<p>Na versão do mIRC que eu usava (lá nos idos de 1998), a foto do cara ainda era em preto e branco. Ter seu próprio programa era algo meio romântico na época. Hoje em dia programação banalizou, até eu programo meu site aqui em HTML e tal.</p>
<p style="text-align: left;">Eu gostava do Sonique também. E por um único motivo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class=" aligncenter" title="Sonique Player. Eu tenho total certeza que sou a única pessoa que usava esse player." src="http://i.imgur.com/DHru7.png" alt="Sonique Player. Eu tenho total certeza que sou a única pessoa que usava esse player." width="562" height="406" /></p>
<p style="text-align: left;">O Sonique tinha a incrível função &#8220;esquilinho&#8221;. Era possível acelerar o ritmo da música, dando aquela sonoridade Tico e Teco style às suas canções favoritas. E vou te contar, após anos usando o Sonique eu não consigo mais apreciar a voz real do Rob Zombie.</p>
<p style="text-align: left;">Do que diabos eu tava falando mesmo? Ah, sim, Halloween.</p>
<p>Pra você ver como o Halloween deste ano foi sem graça, só tou escrevendo sobre ele hoje.</p>
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<p>Obviamente que algo como o Raluin não precisa realmente de uma explicação, mas minha professora de redação insistia que todo texto precisa de uma introdução pra estabelecer alguns conceitos pro leitor. Por outro lado a reclamação mais frequente dela em relação às minhas redações era minha constante fuga do tema &#8212; e olha a merda que eu já fiz nesse texto. Metade dele não tem nada a ver com Halloween.</p>
<p>É o seguinte: Halloween é o dia 31 de outubro, quand rola a tradição norte-americana de se fantasiar e a) bater de porta em porta recolhendo doces dos vizinhos ou b) ir a festa e se embebedar.</p>
<p>Infelizmente sou muito velho pra primeira alternativa, então vou pras festinhas. Esse ano tais festinhas foram meio paias &#8212; uma delas a gente não conhecia ninguém e chegamos quando boa parte da galera já tinha ido embora, e a outra foi uma festa com a merda rapaziada de sempre então é meio sem graça também.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_4249" class="wp-caption aligncenter" style="width: 253px"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/bebba1.jpg"><img class="size-full wp-image-4249 " style="border: 1px solid black;" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/bebba1.jpg" alt="" width="243" height="419" /></a><p class="wp-caption-text">Olha a Bebba aí!</p></div>
<p>Então este ano o Halloween foi meio fraco. Isso é, as FESTAS de Halloween foram fracas; existe uma outra tradição relacionada a Halloween que, este ano, foi mais interessante.</p>
<p>Manja só: sabe aqueles docinhos que a gringaiada distribui pra pivetada durante o Halloween? Caso os senhores não saibam, aquilo não são barras de chocolate de tamanho convencional. Trata-se dos docinhos &#8220;fun sized&#8221; ou &#8220;snack sized&#8221;, ou seja, são chocolates pequeninhos do tipo que você colocaria na sacola de lembrancinha de festa de aniversário de criança.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Pequenininhos, ó" src="http://i.imgur.com/DbypE.jpg" alt="" width="300" height="270" /></p>
<p>E o que acontece é que esses chocolates só são vendidos mesmo durante o Halloween, em caixas imensas que a galera compra pra distribuir pras crianças fantasiadas que batem em suas portas.</p>
<p>E, como qualquer mercadoria sazonal, quando a data comemorativa em questão passa sobram VÁRIAS toneladas desses chocolates nas prateleiras do supermercado. E o preço despenca no dia seguinte.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" title="Note o peso da caixa" src="http://i.imgur.com/SbDh7.jpg" alt="" width="537" height="401" /></p>
<p>Tá vendo essa caixa diabeticamente imensa de chocolate (jogarei todos os kitkats fora, diga-se de passagem, essa imitação barata de Bis não merece estar dentro da minha casa)? 3 dólares. Mais de um quilo de chocolate por menos de cinco reais.</p>
<p>Antes que vocês me aloprem maldosamente, saibam que eu nunca como esses chocolates todos. TODO ANO depois do Halloween eu vou e compro 3 ou 4 caixas dessas, e espalho chocolate pela casa toda &#8212; ponho guloseimas na gaveta do escritório, do armário, numa tigelona de vidro na sala, para as visitas acharem que somos chiquérrimos, etc. E <a href="http://hbdia.com/wordpress/rage/uma-surpresa-que-eu-tenho-todo-ano/" target="_blank">como vocês devem saber</a>, às vezes o ano passa e eu ainda não comi tudo.</p>
<p>Acho que vou empilhar todos os kitkats, colocar no microondas e setar o tempo pra 10 minutos só pra ver o que acontece.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Carro novo, enjoy your busão lotado featuring DJ Motorola</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/carro-novo-enjoy-your-busao-lotado-featuring-dj-motorola/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/carro-novo-enjoy-your-busao-lotado-featuring-dj-motorola/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 17:12:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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		<description><![CDATA[Oi. Então. Ano passado eu comprei este carrinho: Este é um Buick Century 1997. É um carrim marromenos, que eu comprei com mentalidade puramente utilitária &#8212; contanto que tenha rodas, apoio pra copo do McDonalds e eu não precise move-lo com os pés através de um buraco no assoalho, tava bom demais. O carro me<a href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/carro-novo-enjoy-your-busao-lotado-featuring-dj-motorola/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description>
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<br></div><p>Oi. Então.</p>
<p>Ano passado eu comprei este carrinho:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" title="Buick Century" src="http://fp.images.autos.msn.com/merismus/gallery/c448242a.jpg" alt="" width="380" height="228" /></p>
<p>Este é um Buick Century 1997. É um carrim marromenos, que eu comprei com mentalidade puramente utilitária &#8212; contanto que tenha rodas, apoio pra copo do McDonalds e eu não precise move-lo com os pés através de um buraco no assoalho, tava bom demais. O carro me custou 1600 dólares.</p>
<p>Logo de cara fui alertado sobre o perigo de comprar carro velho. Acontece que como o preço do bicho era bem em conta e tinha muitas features que eu queria, pensei &#8220;<em>foda-se, se essa merda durar pelo menos um ano já valeu a pena</em>&#8220;. No momento que tais palavras saíram de meus lábios, Lúcifre exibiu a seguinte pose:</p>
<p><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/challenge.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-4207" title="challenge" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/challenge.png" alt="" width="325" height="265" /></a></p>
<p>E mais ou menos um ano depois da compra do carro, ele explodiu. Figurativamente, claro &#8212; deu um problema lá com a repimboca da parafuseta, e o conserto da parada custaria mais que o carro. Ou seja, foi necessário procurar outro veículo.</p>
<p>Verifiquei vários modelos, tudo com assistência da galera do tuíwter. Vi um Chevy Cruze, um Kia Forte, alguns que não lembro mais e finalmente um Toyota Camry.</p>
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<p>Esse aí. Levamos pro test drive, gostei das features, gostei do teto solar, gostei do preço (15 mil dólares). Assinei a papelada &#8212; sem ler, que é mais emocionante &#8212; e levei o carro pra casa ontem.</p>
<p>Vou te contar, eu já tava com um desgosto <strong>INCRÍVEL </strong>de ser pedestre. Que vida maldita ter que correr atrás de ônibus, fazer compras com uma mochila, nunca ter tempo de fazer coisas porque o transporte público faz cada tarefa demorar uma hora a mais. <strong>NUNCA MAIS ESSA VIDA DESGRAÇADA</strong>.</p>
<p>Como gosto de ser dramático e exagerado eu queria poder reclamar dos infames DJ de ônibus com seus celulares MP6.02 x 10^23 mas o Canadá é meio atrasado nas tendências e essa moda não chegou aqui ainda.</p>
<p>Eis as primeiras coisas que preciso fazer com o carro novo:</p>
<p>1) Migrar meu iPod touch velho pra lá, pra servir como sistema de som. O que significa que precisarei comprar um cabinho P2 pra plugar o bicho no painel do carro, e preciso criar uma playlistzinha já que sou pobre e o iPod touch tem menos espaço do que minha library no iTunes.</p>
<p>2) Batizar o carro. Colegas casados, vocês sabem a que me refiro.</p>
<p>Tendo dito isso não sei porque ainda estou aqui perdendo tempo na internet. Grande abraço.</p>
<p>(Talvez eu fale sobre o Halloween amanhã)</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como eu decidi deixar de ser gordo (e como você pode também)</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/como-eu-decidi-deixar-de-ser-gordo-e-como-voce-pode-tambem/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/como-eu-decidi-deixar-de-ser-gordo-e-como-voce-pode-tambem/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 18:48:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hbdia.com/wordpress/?p=3857</guid>
		<description><![CDATA[Vou compartilhar uma foto com os senhores internautas. Observe: Esta fotografia foi tirada em 2002 &#8212; meros meses antes de eu emigrar para o Canadá. Como você pode ver, meu índice de gordura corporal era -10%. A seguir, uma foto mais recente, tirada no Desencontro. Caso você seja o amigo @lucasradaelli, eu descrevo a diferença<a href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/como-eu-decidi-deixar-de-ser-gordo-e-como-voce-pode-tambem/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description>
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<br></div><p>Vou compartilhar uma foto com os senhores internautas.</p>
<p>Observe:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/09/magrelo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3858" style="border: 1px solid black;" title="Não, eu não tinha AIDS" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/09/magrelo.jpg" alt="" width="332" height="273" /></a></p>
<p>Esta fotografia foi tirada em 2002 &#8212; meros meses antes de eu emigrar para o Canadá. Como você pode ver, meu índice de gordura corporal era -10%.</p>
<p>A seguir, uma foto mais recente, tirada no <a href="http://hbdia.com/wordpress/brasil-2011/desencontro-eu-fui" target="_blank">Desencontro</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/09/desencontro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" style="border: 1px solid black;" title="Note o proeminente BUCHO" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/09/desencontro.jpg" alt="" width="212" height="384" /></a></p>
<p>Caso você seja o amigo <a href="http://www.twitter.com/lucasradaelli " target="_blank">@lucasradaelli</a>, eu descrevo a diferença entre as fotos &#8212; na primeira, eu aparento ter no mááááximo uns 50kg (isso contando a mochila que eu estava carregando no dia). Já na foto abaixo, 50kg teria só o hemisfério esquerdo da minha pança.</p>
<p>O que aconteceu nos quase 10 anos entre as fotografias? Ora, é simples: a combinação maldita de fast food (que aqui na América do Norte é onipresente) com o estilo de vida sedentário.</p>
<p>Pois bem. Eu decidi que não tem como continuar vivendo assim, e de forma literal &#8212; se eu mantiver esse estilo de vida, morrerei antes dos 30 anos, e olha que tou quase lá. Pra você ter uma idéia da minha total indiferença em relação às minhas artérias, tinha dias em que eu passava num McDonalds da vida no caminho do trabalho e devorava um xisbúrgue duplo com fritas e Sprite. Lá pelo meio do expediente batia a inevitável fome, e eu pedia uma pizza grande com dois litros de refrigerante.</p>
<p>E comia a porra toda sozinho, duma vez só.</p>
<p>Agora imagine isso se repetindo 3 ou 4 vezes por semana. É um milagre que eu ainda estou vivo (e que não fui à falência, porque ficar comendo porcaria todo dia custa caro no fim das contas).</p>
<p>Pois bem. Decidi que não quero ser balofo para sempre, porque vai que minha mulher percebe que está se casando com um sósia do Kevin Smith, porém sem o dinheiro  e a fama internacional e os contatos em Hollywood? Aí não dá, vou acabar tomando um pé na bunda e indo morar embaixo de uma ponte onde certamente adquirirei vício em crack e morrerei de AIDS.</p>
<p>Resolvi tomar uma atitude.</p>
<p>A forma mais simples e barata de perder gordura, diz o senso comum, é caminhar por aí. Como estamos apreciando os últimos resquícios de verão, decidi que tinha que começar <strong>ONTEM</strong>.</p>
<p>Primeiro, baixei o app <a href="http://runkeeper.com/home" target="_blank">RunKeeper</a>. O app utiliza o GPS do celular pra registrar o seu percurso, a elevação, sua velocidade, quantas calorias você perdeu, tudo. Ele ainda sincroniza suas atividades com o seu perfil no site, o que é bastante bacana. Pra nerds que se amarram em contabilizar tudo (tipo eu, que curto saber quantas horas passei jogando ou lendo um determinado livro, por exemplo), é uma beleza.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/09/activity.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3861" style="border: 1px solid black;" title="Sim, em agosto apenas caminhei. Calma que já comecei a correr!" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/09/activity.jpg" alt="" width="278" height="448" /></a></p>
<p>Estipulei que caminharia 5 quilômetros todo dia (ao meu passo de lesma com cãimbra, dá exatamente uma hora), <strong>TODO DIA</strong>, sem desculpas. Nessas últimas duas semanas eu fui caminhar gripado, com o tornozelo fodido, e debaixo de chuva pesada. Sem determinação não se obtém resultado em nada, acredito, então minha missão pessoal é não deixar que nada sirva como desculpa pra &#8220;pular&#8221; um dia.</p>
<p>Me acompanhando na caminhada estão meus podcasts favoritos (o que faz o tempo passar bem mais rápido), e meus amiguinhos de bolso do tuíter. Fico andando por aí e conversando com eles, que também me dão bastante motivação. Alguns decidiram até seguir meu exemplo e largar a vida adiposa.</p>
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</script></center></div><p>Além disso, é preciso dizer que dei adeus aos fast food definitivamente. Por muitos meses eu pensava &#8220;ok esse é meu <strong>ÚLTIMO </strong>xisbúrgue, agora paro, sério&#8221;, mas em menos de 24 horas tava lá na fila do McDonalds de novo pedindo outro Quarteirão Duplo com queijo.</p>
<div id="attachment_3862" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/09/xburger.jpg"><img class="size-full wp-image-3862" title="Este atentado arterial tem 740 calorias. Puta que pariu." src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/09/xburger.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Melhor nem olhar muito pra essa foto, senão bate saudade.</p></div>
<p style="text-align: left;">Dessa vez eu larguei mesmo. Pena que nem lembro qual foi minha última refeição fastfoodística; talvez se eu soubesse que aquela era minha gordice derradeira, eu teria apreciado o sabor com mais intensidade. Oh well.</p>
<p style="text-align: left;">No momento que escrevo este post no meu diário virtual online, o qual é visitado por 70 mil vagabundos por semana (vão ler um livro, seus infelizes), faz mais de uma semana que não como nenhum tipo de fast food &#8212; minha única passada nesse templos de culto aos triglicerídios foi no dia 22 de agosto.</p>
<p style="text-align: left;">Passo correndo pelas praças de alimentação no shopping quando me encontro por lá, aliás, sem nem olhar pras tentações gordulenticas.</p>
<p>Uma semana talvez não pareça um grande &#8220;achievement unlocked&#8221; pra você, mas pra mim, que comia fast food praticamente <strong>todo dia</strong>, é uma marca inacreditável. Meus colegas de trampo, que estão acostumados a me ver com uma sacolinha engordurada do McDonalds a tiracolo, estão surpresos.</p>
<p>Sem contar que estou economizando uma grana agressiva também. Além de torrar dinheiro comendo porcaria fora de casa quase todo dia, esse hábito me fazia estragar MUITA comida aqui em casa.</p>
<p>Era sempre a mesma coisa: eu ia ao supermercado, comprava carne e frango, mas aí passava a semana toda comendo fora. Joguei MUITA carne estragada no lixo nos últimos meses, era um prejuízo filho da puta. Minha carteira chorava sempre que eu achava bifes verdes no fundo da geladeira, ainda na embalagem.</p>
<p>Agora, invés disso, faço comida em casa e levo pro trabaio. Mais barato, mais saudável, menos desperdício.</p>
<p>Nesta semana, decidi que tá na hora de passar pro próximo nível. No meio de uma das caminhadas, decidi ir a uma loja de fitness que fica a mais ou menos 3 quilômetros daqui de casa (encarei a caminhada extra como &#8220;bônus&#8221;). Compre um haltere de 5 quilos &#8212; bastante peso pra um frangote feito eu &#8212; e uma daquelas barras pra fazer <em>chin-ups</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/09/barrinha.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3863" style="border: 1px solid black;" title="Incrivelmente essa porra não caiu quando me pendurei nela." src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/09/barrinha.jpg" alt="" width="496" height="346" /></a></p>
<p>Tudo bem que no momento eu mal consigo fazer <span style="text-decoration: underline;">UM</span> chin-up, mas tou tentando todo dia &#8212; junto com 10 minutos de bicicreta ergométrica, flexões, e <strong>curls </strong>com os halteres.</p>
<p>O negócio é encarar a parada como uma mudança no estilo de vida. Todo santo dia eu acordo já pensando &#8220;<em>opa, vamo lá pra caminhada!</em>&#8220;. Hoje comecei a correr, e terminei meu percurso de 5km em 40 minutos, invés dos 60 de outrora.</p>
<p>Então é isso. Cortei o fast food drasticamente (o único luxo adiposo que ainda me permito é a batata palha com o almoço; essaí eu não abro mão (por enquanto) porque também sou filho de deus caralho), passei a caminhar/correr 5 quilômetros por dia, seguida de uma malhaçãozinha de leve aqui no escritório.</p>
<p>Uma semana depois de começar essa porra toda, resolvi tirar uma foto <strong>LAMENTÁVEL</strong> de cueca na frente do espelho. Devia ter tirado ANTES de começar essa porra toda, mas esqueci. Bom, uma semana só não teria feito muita diferença mesmo.</p>
<p>Só liberarei essa foto do &#8220;antes&#8221; para o mundo quando tiver um &#8220;depois&#8221; que seja menos humilhante. Estou perfeitamente resignado ao fato de que só detectarei mudanças visíveis daqui uns 3 meses (senão mais), então veremos.</p>
<p>Ah, e eu nem me pesei quando comecei essa merda toda aí. Minha balança tá sem bateria, e é daquelas esquisitas e difíceis de achar. Procurarei hoje no shopping.</p>
<p>E você? Vai ficar gordo pra sempre, ou quer vir comigo rumo ao físico espartano? Vai terminar essa coca cola aí, ou fazer a coisa certa e jogar na pia?</p>
<p>Ahhhh, quase esqueci: muita gente me pergunta porque não entro numa academia. É que quero aproveitar o restinho do verão pra me exercitar <strong>SEM </strong>precisar gastar dinheiro (afinal, são os últimos meses em que dá pra fazer isso). Quando chegar o inverno, entrarei na academia.</p>
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