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	<title>Hoje é um Bom Dia &#187; Vida maldita</title>
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			<title>Hoje é um Bom Dia</title>
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		<title>Rapidinhas (nem tanto)</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 11:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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		<description><![CDATA[

Rapaz, quase uma semana sem atualizar isso aqui! Estive ocupado pra caralho mas devo uma certa satisfação a vocês. Sei que vocês não conseguem dormir direito quando entram no HBD e reconhecem o post do topo como um texto antigo. Então vumbora nas novidades foda que rolaram/estão rolando no momento em minha fantástica vida:


O colega [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2010%252F07%252F31%252Frapidinhas-nem-tanto%252F%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2FarDRMh%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Rapidinhas%20%28nem%20tanto%29%22%20%7D);"></div>
<p>Rapaz, quase uma semana sem atualizar isso aqui! Estive ocupado pra caralho mas devo uma certa satisfação a vocês. Sei que vocês não conseguem dormir direito quando entram no HBD e reconhecem o post do topo como um texto antigo. Então vumbora nas novidades foda que rolaram/estão rolando no momento em minha fantástica vida:</p>
<p><span id="more-1974"></span></p>
<ul>
<li>O colega Sicko &#8211; do website Lol, Hehehe &#8211; postou uma <a href="http://lolhehehe.com/47465/profissao-lol-vendedor-de-pirocas.html#comments" target="_blank">entrevista</a> comigo lá. Corre.</li>
<li>Hoje terei minha última aula de direção, e poderei fazer o teste pra tirar a carteira definitiva quando quiser. Congratulem-me agora, e quando eu passar nessa porra.</li>
<li>Ah, tou procurando carro pra comprar também. Faça seu tempo de ócio na internet servir pra aluma coisa: Vá ao <a href="http://calgary.kijiji.ca/f-cars-vehicles-W0QQCatIdZ27" target="_blank">Kijiji</a> e me ajudem um carro bacana. Manjo nada dessas porras. Tou querendo gastar no máximo 8 mil.</li>
<li>Eu, juntamente com os colegas @gravz e @morroida, <a href="http://entretenimento.r7.com/jovem/noticias/lingerieday-movimenta-o-twitter-voce-sabe-que-comemoracao-e-essa-20100728.html" target="_blank">aparecemos no R7</a>. Tamos famosos.</li>
<li>Ontem o iPhone 4 foi finalmente lançado no Canadá. Eu ia comprar esta bosta ontem mesmo, no dia de lançamento, como fiz tradicionalmente com todos os iPhones. Aí eu chego na Apple Store e vejo isso:</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/137915853.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1975" style="border: 1px solid black;" title="137915853" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/137915853.jpg" alt="137915853" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Uma pequena fila de umas 200 pessoas. Pelo menos a fila pra entrar na loja só pra VER o iPhone era menor: só umas 20. Poisé, essa merda de celular gera fila de nego interessado só pra VER o bicho.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/iphone4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1976" style="border: 1px solid black;" title="iphone4" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/iphone4.jpg" alt="iphone4" width="400" height="533" /></a></p>
<p>O celular é bacaninha e tal mas&#8230; sei lá. O fato de que eu não me dispus a ficar em pé na fila por horas talvez signifique que não tou <strong>TÃO</strong> tarado pra compra-lo.</p>
<p>Maaaaas, veja pelo outro lado: o iPad eu falei CATEGORICAMENTE que não queria e comprei depois de uma semana. Fazendo as devidas proporções, vai ver que no momento que você estiver lendo este texto eu já tou com celular novo no bolso.</p>
<ul>
<li>Aquela AGONIA da mudança finalmente acabou &#8211; escolhemos um novo apartamento e já pagamos o depósito de segurança (uma burocracia norte-americana &#8211; acho. Tem aí também?) que serve pra oficializar a aquisição do imóvel. Woohoo!</li>
<li>O sorteio da Nerf Maverick já foi realizado, podem parar de dar RT lá. Eu era pra ter enviado hoje pros sortudos que ganharam as arminhas, mas estive ocupado pra caralhos. Tentarei na segunda feira.</li>
<li>Chubiruba.</li>
</ul>
<p>E acho que é só isso, amigos. Tou meio ocupado mas já já boto esse diário virtual (lembram quando chamavam blogs assim, mas sem ironia?) de volta nos trilhos como é de costume.</p>

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		<title>Casório do meu chegado</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2010/07/19/casorio-do-meu-chegado/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 11:25:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>
		<category><![CDATA[casamento saco iphone ipad sono redbull]]></category>

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		<description><![CDATA[

Então moçada, anteontem eu fui num casamento.

É estranho ter dois nicks na internet. No meu caso, por anos fui &#8220;Kid&#8221; e agora recentemente na tuitosfera eu virei &#8220;Izzy Nobre&#8221;.
Caso você tenha curiosidade, não tenho grande preferência por um nem outro. Contanto me chamem de alguma coisa além de &#8220;filho da puta&#8221; já dá pra se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>Então moçada, anteontem eu fui num casamento.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/izzy.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1914" style="border: 1px solid black;" title="izzy" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/izzy.jpg" alt="izzy" width="500" height="375" /></a></p>
<p>É estranho ter dois nicks na internet. No meu caso, por anos fui &#8220;Kid&#8221; e agora recentemente na tuitosfera eu virei &#8220;Izzy Nobre&#8221;.</p>
<p>Caso você tenha curiosidade, não tenho grande preferência por um nem outro. Contanto me chamem de alguma coisa além de &#8220;filho da puta&#8221; já dá pra se considerar no lucro.</p>
<p><span id="more-1913"></span></p>
<p>Na minha vida toda só fui a 3 casamentos. O primeiro foi o da minha tia, quando eu tinha lá meus 7 anos no máximo. Não lembro de absolutamente nada, a única prova de que eu realmente estava lá são fotos velhas e amareladas que minha vó guarda num álbum de família gigante.</p>
<p>Ah, e lembro que meu irmão foi o pagem do casamento. Ou pajem. Essas palavras incomuns eu esqueço como escreve mesmo. Ao invés de ser um curandeiro indígena, que é algo muito mais legal, pagem/pajem é o moleque que carrega as alianças pro altar.</p>
<p>O segundo foi o da minha prima Talita, em janeiro deste ano. Como passei tanto tempo longe da minha família e perdi a maioria dos eventos de grande importância, meti na cabeça que este matrimônio eu não perderia e fui ao Brasil só pra comparecer.</p>
<p>O terceiro foi ontem. E eu sabia desde o começo que seria uma catástrofe.</p>
<p>Eu trabalho de madrugada, das onze da noite às sete da matina. E pior que isso, eu trabalho nos sábados e domingos. Ou seja, eu não tenho nenhuma vida social noturna.</p>
<p>E eu já me acostumei com isso. Vivo como um homem velho ultimamente, mais preocupado com contas, dinheiro e carreira do que com a diversão dos fins de semana cos broders, então já me me resignei à sina de ser a única pessoa em toda a minha cidade que não está de ressaca no domingo de manhã.</p>
<p>Entretanto, casamento é um evento de mais importância, e tanto o sujeito como a noiva são dois chegados do peito &#8211; a menina inclusive é uma das melhores amigas da minha respectiva senhora. Ou seja, eu não tinha a opção de não ir. Beleza.</p>
<p>O casamento começaria às 3 da tarde. Calculei que poderia ficar lá até no máximo 6, e correria pra casa em seguida pra dormir até as 10, que é quando eu saio pro trabalho. De tal forma eu marcaria presença no casório e não comprometeria o soninho tão necessário daqueles que trabalham durante a noite.</p>
<p>Entretanto, tal arranjo não era suficiente pra minha patroa. O que ela queria mesmo era que eu participasse da festa pós-cerimônia, onde ela planejava dançar alucinadamente até que os pés desaparecessem por causa da fricção.</p>
<p>Ok. Neste caso eu precisaria pedir o dia de folga, porque se eu reservasse menos de 4h pra dormir antes do meu expediente, tanto fazia dormir ou não.</p>
<p>A gerência acatou meu pedido e  alguns dias mais tarde lá estava eu desesperadamente procurando no youtube um tutorial de como aprender a dar nó em gravata. Pra piorar o meu terno tava sujo, tive que fazer algunas Macgyverzives pra desfarçar manchas na última hora.</p>
<p>E pra completar o figurino, afivelei o cinto mais nerd que eu possuo que ainda é relativamente aceitável pra um evento formal:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/cinto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1916" style="border: 1px solid black;" title="cinto" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/cinto.jpg" alt="cinto" width="320" height="480" /></a></p>
<p>É um cogumelo venenoso, conforme visto em Super Mario Brothers: The Lost Levels. Ele está aí pra representar o quão pouco eu me preocupo com o que pensam de mim.</p>
<p>O noivo e seus comparsas me pegaram lá em casa. No caminho supliquei que parassem num posto de gasolina ou algo do tipo pra que eu comprasse Redbulls.</p>
<p>Àquela altura eu já tava relativamente sonolento, porque eu havia chegado em casa do trabalho às 8 da manhã, e meu irmão &#8211; que havia dado uma festinha lá em casa na noite anterior &#8211; resolveu aspirar a casa às DEZ da manhã. E eu sou do tipo que se acorda do sono, só consegue dormir de novo no dia seguinte.</p>
<p>Como a loja em que passamos não vendia seringas, meu plano de injetar o redbull diretamente no olho pra fazer efeito mais rápido foi abandonado. Comprei dois redbulls, rezando pra que a potência do energético fosse suficiente pra me manter funcionando a tarde inteira, mas não o bastante pra me causar um ataque cardíaco.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/redbull.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1917" style="border: 1px solid black;" title="redbull" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/redbull.jpg" alt="redbull" width="375" height="500" /></a></p>
<p>E tocamos à igrejinha.</p>
<p>O grupo do noivo, como de costume, chega mais cedo. Sem nada pra fazer e com a igreja ainda vazia, ficamos lá perambulando sem muita razão ou propósito. Abri a primeira latinha e sorvi o líquido vorazmente.</p>
<p>Com tanta voracidade, aliás, que boa parte dele espirrou na minha cara, óculo, nariz, tudo. Me senti o rei dos mongolóides.</p>
<p>Os convidados começaram a chegar e foram se acomodando nos bancos lá da igreja (que era Luterana, conforme descobri por minhas andanças aleatórias pelos interiores). Decidi que era hora de tomar meu lugar, mas e o redbull?</p>
<p>Tomar energético durante uma cerimônia de casamento me pareceu desgraçadamente mal educado, mas sabe o que seria pior? Desmaiar de sono no banco e babar o ombro de alguém. Toquei um foda-se solene, dei outro golão do energético, e entrei no salão.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/panoramica.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1918" style="border: 1px solid black;" title="panoramica" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/panoramica.jpg" alt="panoramica" width="500" height="267" /></a>Panorâmica borrada mas vamos que vamos</p>
<p>Minha estratégia pra escolher um lugar dependendeu do seguinte critério: eu queria ficar próximo o bastante da frente pra poder ver minha menina, mas não tão próximo pra que a turma lá na frente me visse tuitando constantemente.</p>
<p>Ah, é, esqueci de mencionar: uma das <em>bridesmaids</em> (creio que isso é a tal madrinha de casamento, mas não tenho certeza porque acho que madrinha é só uma, né? Bridesmaids são várias) sacaneou a noiva dizendo que não poderia mais ir ao casamento dela UMA SEMANA antes do mesmo.</p>
<p>A única coisa que a noiva podia fazer além de amaldiçoar todas as futuras gerações da desgraçada era se desesperar. Minha mulher, que tem um coração de ouro, se voluntariou pra preencher a vaga. E por causa disso ela precisava ficar lá na frente, em pé do lado dos noivos e das outras <em>bridesmaids.</em></p>
<p>Casamento já é uma parada extremamente chata. Passar a cerimônia inteira sozinho é ainda mais maçante. A essa altura eu já começava a ficar com fome. Quando tempo demorará este estrupício?</p>
<p>Alguém havia largado um programa da cerimônia no banco bem ao meu lado. catei o panfleto, e o desespero se apoderou de mim quando vi que a cerimônia iria durar mais de uma hora.</p>
<p>Chequei a bateria do iPhone. 98%. Decidi que o tuíter seria minha compania pro casamento, então.</p>
<p>Quando a parada começou, rolou um dos momentos mais TENSOS de toda a minha existência neste planetinha miserável. Minha patroa, como bridesmaid, tem um &#8220;par&#8221; pra cerimônia &#8211; um dos <em>groomsmen, </em>ou &#8220;broders do noivo&#8221; em tradução livre.</p>
<p>Não sei a significância da tradição mas é isso aí, cada um dos noivos tem 3 &#8220;acompanhantes&#8221;, que formam casais e entram na igreja de braços entrelaçados.</p>
<p>E enquanto o órgão tocava uma musiquinha qualquer de teor casamentício e a congregação inteira se volta pra porta, lá vem minha digníssima e o groomsman respectivo entrando na igreja de braços dados.</p>
<p>Senti por uma fração de nanocentésimo de segundo um tilt na Matrix e imaginei que eu havia sido transportado pra uma dimensão paralela em que eu estava presenciando o casamento de minha própria senhora com um maluco qualquer.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/tenso.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1920" style="border: 1px solid black;" title="tenso" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/tenso.jpg" alt="tenso" width="457" height="323" /></a></p>
<p>Chacoalhei a cabeça quase imperceptivelmente, pra deletar a imagem mental. E o casório começou.</p>
<p>I Coríntios pra cá, &#8220;pureza do matrimônio&#8221; pra lá, e a difícil missão de se manter acordado tava começando a ficar mais impossível que zerar Contra com duas vidas e um controle levemente defeituoso. O pastor se animava no sermão e meus olhos começavam a ficar pesados. Bati nos bolsos procurando a segunda latinha de Redbull e não encontrei.</p>
<p>&#8220;Ficou no banco do carro&#8221;, conclui com desalento. Foda-se, o tuíter me manterá acordado. Abri o app correspondente e mandei todos se foderem, pra tentar extravasar um pouco a frustração.</p>
<p>A cerimônia pareceu durar uma geração geológica inteira, sendo interrompida de mil em mil anos pra uma oração diferente. Nessas hora eu dava uma olhada pela igreja, tentando achar outros ateus que estariam jogando Bejeweled no celular.</p>
<p>A cerimônia finalmente acabou. Minha mulher, fazendo parte da &#8220;bridal party&#8221;, tinha que acompanhar os noivos e suas famílias pra um parque, pra tirar fotos. Não me deram nem a opção, quando percebi já estava dentro de um carro a caminho do parque.</p>
<p>Chequei o relógio, curioso. Àquela altura, já fazia mais ou menos 26 horas desde meu último sono &#8220;de verdade&#8221;. Eu andava arrastando os pés no chão, com a cabeça baixa, a respiração pesada.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/meninas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1922" style="border: 1px solid black;" title="meninas" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/meninas.jpg" alt="meninas" width="479" height="422" /></a></p>
<p>Enquanto isso o resto da galera tava tirando fotos com a maior animação. Quase DUAS HORAS DEPOIS, finalmente estávamos indo ao salão da recepção.</p>
<p>Na entrada havia fotos dos noivos, com espaços em branco ao lado pra que nós assinássemos com algumas palavras de felicitação.</p>
<p>Sem saber o que escrever&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/epic.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1923" style="border: 1px solid black;" title="epic" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/epic.jpg" alt="epic" width="419" height="500" /></a></p>
<p>Não sei o que estava passando pela minha cabeça quando usei &#8220;EPIC LULZ&#8221; como quem diz &#8220;carinhosamente&#8221;, mas taí.</p>
<p>Na lista de organização das mesas, me veio a descoberta de que a minha mulher não sentaria comigo. Como parte da bridal party ela sentaria na mesa dos noivos, lá na frente.</p>
<p>Ou seja, sozinho pela cerimônia toda, sozinho no jantar de recepção. Ok, ao menos haveria um jantar. Àquela altura do campeonato eu estava me amaldiçoando por não ter aproveitado o pitstop do redbull pra comprar uns biscoitos ou algo assim.</p>
<p>Aí que veio o suplício. Chamaram praticamente qualquer pessoa que algum dia interagiu com os noivos pra ir ao palanque falar alguma coisa. Uma velhinha foi lá pra falar sobre a ÁRVORE GENEALÓGICA do noivo, um discurso tão estimulante quanto escovar os dentes. Nisso eu já tava completamente puto.</p>
<p>Quando o jantar FINALMENTE começou, nossa mesa foi a última a ser chamada. Como sou muito fresco pra comer, praticamente nada no buffet me agradava, meu prato consistiu de milho e pão. E eu fui pegar uma bebida momentos após o bar ter fechado (?????), ou seja, tive que comer milho e pão com ÁGUA MORNA DA TORNEIRA DO BANHEIRO. Eu não estou inventando isto.</p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 6441px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Aí começaram os slideshows. Cinco ao todo, acho, com escolhas duvidáveis de fotos e música de fundo, mas tudo bem. Não lembro se o corte do bolo rolou primeiro ou antes da dança dos noivos, mas sei que depois da dança dos noivos, rolou a dança das bridesmaids com os groomsmen.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 6441px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">E lá vai o maluco lá dançar com a minha mulher, que é tão ou mais indignante que o caboco entrar com ela na igreja no contexto dum casamento. Enfim.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 6441px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Pra terminar logo a porra desse texto que tá imenso, eu só fui ir embora lá pras 11 da noite. Lembrando, o casamento começou às TRÊS DA TARDE E EU SÓ HAVIA DORMIDO DUAS HORAS.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 6441px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Isso não é um casamento, é um expediente.</div>
<p>Aí começaram os slideshows. Cinco ao todo, acho, com escolhas duvidáveis de fotos e música de fundo, mas tudo bem. Não lembro se o corte do bolo rolou primeiro ou antes da dança dos noivos, mas sei que depois da dança dos noivos, rolou a dança das bridesmaids com os groomsmen.</p>
<p>E lá vai o maluco lá dançar com a minha mulher, que é tão ou mais indignante que o caboco entrar com ela na igreja no contexto dum casamento. Enfim.</p>
<p>Pra terminar logo a porra desse texto que tá imenso, eu só fui ir embora lá pras 11 da noite. Lembrando, o casamento começou às TRÊS DA TARDE E EU SÓ HAVIA DORMIDO DUAS HORAS.</p>
<p>Isso não é um casamento, é um expediente. Pelo menos tiramos uma foto maneira no final de tudo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/eu-e-ela.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1924" style="border: 1px solid black;" title="eu e ela" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/eu-e-ela.jpg" alt="eu e ela" width="384" height="512" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Tá vendo o chaveiro? É o R2D2. BAM.</p>

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		<title>CALMAÍ CARAIO!</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 00:04:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Pera um pouquinho, turma. Tou no meio de um processo de mudança (correndo pra visitar mil apartamentos por dia, revendo contratos, etc) e por isso ando meio relapso aqui no blog. Mas já já voltamos!

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<p>Pera um pouquinho, turma. Tou no meio de um processo de mudança (correndo pra visitar mil apartamentos por dia, revendo contratos, etc) e por isso ando meio relapso aqui no blog. Mas já já voltamos!</p>

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		<title>When I Grow Up</title>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 22:19:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/bvyEqMr0pSM&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/bvyEqMr0pSM&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>

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		<title>Puta que pariu :(</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 06:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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Você alguma vez se chateou imensamente por algo completamente banal e inconsequente? Tou me referindo àquela bobagem totalmente inofensiva, e que você pode reverter com pouco ou às vezes nenhum esforço, que não deixa qualquer sequelas permanentes.
Hoje isso aconteceu comigo.

No meio dos anos 80, a Coca-Cola lançou uma promoção em que você levava algumas tampinhas [...]]]></description>
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<p>Você alguma vez se chateou imensamente por algo completamente banal e inconsequente? Tou me referindo àquela bobagem totalmente inofensiva, e que você pode reverter com pouco ou às vezes nenhum esforço, que não deixa qualquer sequelas permanentes.</p>
<p>Hoje isso aconteceu comigo.</p>
<p><span id="more-1761"></span></p>
<p>No meio dos anos 80, a Coca-Cola lançou uma promoção em que você levava algumas tampinhas de garrafa e uma quantia desprezível de dinheiro aos &#8220;postos de troca&#8221; e obtinha iô-iôs iguais a estes aí:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/ioantigo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1764" style="border: 1px solid black;" title="ioantigo" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/ioantigo.jpg" alt="ioantigo" width="314" height="223" /></a></p>
<p>Eu nasci em 1984, então obviamente os únicos iô-iôs dessa série aí que eu tive contato foram as relíquias que meus tios deixaram pra trás nos seus antigos quartos na casa da minha avó.</p>
<p>Felizmente nos meus queridos anos 90 a promoção dos iô-iôs (&#8221;iô-iô&#8221; é uma palavra incrivelmente chata de digitar, tenta aí procê ver) voltou, com uma remodelação dos brinquedos:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/yoyo1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1765" style="border: 1px solid black;" title="yoyo" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/yoyo1.jpg" alt="yoyo" width="382" height="279" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto do <a href="http://www.flickr.com/photos/roberto_tumminelli/135505865/" target="_blank">Roberto Tumminelli</a></p>
<p>Eu sempre tive a teoria de que a promoção dos iô-iôs (sério, não aguento mais digitar essa palavra. Tu tentou aí?) era o resultado de algum tipo de ordem judicial com o objetivo de responsabilizar a coca-cola pelos bilhões de tampinhas de garrafa que se acumulavam nas sarjetas do nosso Brasil. Nos meses seguintes ao início da campanha, não se achava mais UMA SÓ tampinha no chão em todo o solo nacional.</p>
<p>Então, assim como muitos de vocês, fucei todas as esquinas num raio de dez quilômetros da minha casa (não se consumia muito refrigerante lá em casa, aí tive que dar uma de indigente catador de latinha mesmo), economizei duas ou três idas à cantina da escola, e adquiri meu próprio ioio. Sim, &#8220;ioio&#8221;. Cansei mesmo.</p>
<p>Bons tempos. Avance a fita pra uns 15 anos mais tarde.</p>
<p>Em uma de minhas sessões nostálgicas, percebi num estalo que havia quase duas décadas que eu não amarrava um ioio no dedo médio da mão direita e me divertia em fazer o briquedinho desafiar a lei da gravidade.</p>
<p>Comentei com a muié e esta, se compadecendo da minha ânsia de reproduzir uma fase icônica da minha infância, saiu comigo à caça de um ioio. Fomos ao Walmart e achei isso aqui:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/ioio.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1766" style="border: 1px solid black;" title="ioio" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/ioio.jpg" alt="ioio" width="320" height="376" /></a></p>
<p>Se houvesse na prateleira do lado uma máquina que transformasse peidos em barras de ouro, pelo menos preço do ioio, e eu tivesse 2 dólares no bolso, eu teria comprado dois ioios.</p>
<p>Peguei o troço no ímpeto e corri pro caixa. Já no caminho pra casa, destruí a embalagem, fixei o bichim no dedo e me deleitei falhando desgraçadamente em todas as tentativas de reproduzir os truquezinhos rudimentares que eu saiba fazer quando criança.</p>
<p>O barbante apertava o dedo cortando a circulação e eu não tava nem aí. A cada rodopio, um grama daquela clássica habilidade infantil perdida voltava; pouco a pouco meus músculos lembravam exatamente a sequência de movimentos sutis que faziam o ioio parar a centímetros do chão e rodopiar em seu eixo sem subir de volta.</p>
<p>E tudo estava perfeito com o mundo.</p>
<p>Hoje fui jogar Magic com meus broders, como fazemos várias vezes por semana &#8211; tou vivendo um período de vício doentio no jogo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/lol.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1767" style="border: 1px solid black;" title="lol" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/lol.jpg" alt="lol" width="400" height="300" /></a></p>
<p>A casa do meu chegado (que não aparece nessa foto) fica próxima ao McDonalds da região, então virou tradição se empanturrar de comida porcaria após jogar com as cartinhas. Fomos à lanchonete, e eu rodopiando o ioio com alegria e explicando pros amigos a história da promoção da coca-cola, a caça das tampinhas, etcétera.</p>
<p>Após o lanche meu irmão recebe uma ligação do meu pai &#8211; ele estava nas redondezas, e nos ofereceu uma carona de volta pro nosso apê.</p>
<p>E lá estava eu, ocupando o assento da frente (que é meu direito inalienável de filho primogênito) e, enquanto meu irmão e irmã tagarelavam no banco traseiro, notei que havia algo de errado. Bati nos bolsos e detectei que havia um ioio a menos do que esperado.</p>
<p>Houve um misto de tristeza com desespero. Comecei a apalpar todos os bolsos da bermuda, do suéter, os compartimentos da mochila. Nada. O ioio havia sumido, certamente deixado pra trás na mesa do McDonalds.</p>
<p>Senti como se meu próprio espírito tivesse levado um chute na cara. Como uma legítima criança de 11 anos, eu havia esquecido meu brinquedo na porra de um restaurante!</p>
<p>A tristeza foi irresistível. Sem muita esperança, continuei tateando os bolsos, revirando a mochila, tendo a plena certeza que o brinquedo havia sido perdido, mas incapaz de parar de procurar.</p>
<p>&#8220;Não há motivo pra chateação&#8221;, tentei negociar comigo mesmo. &#8220;Amanhã você vai no Walmart e compra outro, aliás, foda-se, compra logo DEZ duma vez se quiser&#8221;. Afinal, a porra do ioio custa um mísero dólar. Não é um imenso prejuízo.</p>
<p>Mas algo ainda continuava me chateando, e eu não sabia por que. E finalmente entendi a tristeza.</p>
<p>A minha infância, assim como aquele ioio, foi perdida &#8211; deixada pra trás há quase duas décadas. E embora há muito tempo eu tento revive-la (aquele post dos abandonwares é um exemplo recente desse hábito, assim como a própria compra do ioio), volta e meia eu sou relembrado que o que passou passou e jamais voltará de novo. Assim como o ioio que eu deixei no McDonalds, minha idade áurea já era.</p>
<p>Mas lá vou eu tentar comprar outro pra mitigar a perda. Perder o ioio que me trouxe tanta alegria e planejar substitui-lo foi um triste paralelo da minha condição de estar eternamente tentando reviver minha infância esquecida.</p>
<p>:(</p>

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		<title>Crime e Castigo</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 13:53:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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		<description><![CDATA[

Estava lá eu no McDonalds punindo minhas artérias quando a seguinte notícia no jornaleco local chamou minha atenção. Com um Quarterpounder duplo numa mão (eu preciso parar com isso se não quiser morrer de ataque cardíaco antes dos 30 anos) e o iPhone na outra, tirei uma foto pra você!

Clica aí pra ver grandão
Caso seu [...]]]></description>
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<p>Estava lá eu no McDonalds punindo minhas artérias quando a seguinte notícia no jornaleco local chamou minha atenção. Com um Quarterpounder duplo numa mão (eu preciso parar com isso se não quiser morrer de ataque cardíaco antes dos 30 anos) e o iPhone na outra, tirei uma foto pra você!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/April-437.JPG"><img class="aligncenter size-full wp-image-1733" style="border: 1px solid #000000;" title="Putaqueopariu ein" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/April-437.JPG" alt="April 437" width="332" height="442" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Clica aí pra ver grandão</p>
<p>Caso seu inglês seja limitado, é o seguinte &#8211; uma dupla de velhinhos filhos da puta estavam usando um  parque local como cesta de lixo. Os malucos iam frequentemente ao parque com várias imensas sacolas de lixo e jogavam tudo lá na porra do parque &#8211; bem do lado de uma placa que proibia justamente isso. Uma nota no jornal dizia que a bagunça pode ser vista até mesmo no Google Street View, o que indica que a mequetrefezagem já é antiga.</p>
<p>Felizmente na última viagem do casal pra emporcalhar o parque, havia um maluco nos arredores armado de uma câmera. Ele filmou não apenas a safadeza toda mas também o mais importante: a placa do carro dos vagabundos.</p>
<p><span id="more-1731"></span></p>
<p>O sujeito entregou a filmagem pra redação do jornal e no mesmo dia, um grupo de policiais foi à casa dos filhos da puta e entregou a multinha de 750 dólares. A ironia da situação é que o casal despejava o lixo no parque municipal pra evitar pagar a taxa de uso do depósito de lixo da cidade &#8211; 12 dólares.</p>
<p>A notícia também apontava o fato de que o carro do casal era uma dessas picapes luxuosas e caras, e que no vídeo eles aparentavam bem vestidos. O endereço deles era numa área nobre da cidade, também, o que nos permite concluir que a filhadaputagem não era por causa de uma real necessidade de economizar dinheiro, e sim da necessidade de ser filhos da puta.</p>
<p>No final das contas o que era pra ser uma notícia que deixaria qualquer um feliz com schadenfreude (ando usando tanto o termo que pela primeira vez não precisei recorrer ao google pra corrigir a grafia) me deixou foi puto. Esses desgraçados estavam Capitão Feio-zando a porra da cidade e escapam com uma mísera multa de 750 dólares &#8211; que, ao que tudo indica, eles não terão dificuldade em pagar?</p>
<p style="text-align: center;"><img style="border: 1px solid #000000;" src="http://img490.imageshack.us/img490/9950/capitaofeiovs8.jpg" alt="" width="180" height="221" /><br />
&#8220;GRANDES MERDAS ESSA MULTA AÍ&#8221;</p>
<p>Fiquei puto. Não devo ser o único morador da cidade que leu a notícia e desejou que esses desgraçados tivessem punição maior, especialmente pelo fato de que a infração não teve qualquer justificativa. E entre um gole da minha Sprite e uma mordida no sanduíche, comecei a bolar um sistema de punições mais adequado pra pôr em prática quando eu depor os governos mundiais e me declarar Imperador do Planeta.</p>
<p><strong>Falar no celular no cinema:</strong> um time da SWAT irá à sua casa e, se você tiver animais de estimação, eles os baterão no liquidificador com leite e morangos e o forçarão a beber a mistura.</p>
<p><strong>Beber água e repor a garrafa vazia na geladeira:</strong> remoção de um membro (de sua escolha) por meio de alicates industriais, daqueles de cortar cabos de aço e membros de quem bebe água e repoem a garrafa vazia na geladeira.</p>
<p><strong>Puxar conversa comigo no trem ou ônibus quando tento ler um livro:</strong> reorganização das suas características faciais por meio de ácido sulfúrico.</p>
<p><strong>Quando visitar a casa de um amigo, sair de cômodos sem apagar as luzes:</strong> todas as suas posses e pessoas amadas serão jogadas dentro de um daquelas prensas industriais que transformam um carro num bloco de metal.</p>
<p><strong>Recomendar a compra de um Mac sempre que alguém reportar um problema trivial com seu computador: </strong>o mesmo que o anterior, mas dessa vez instalaremos windows no seu MacBook antes de joga-lo na prensa. E a maça será coberta com um adesivo do Steve Balmer sorrindo.</p>
<p><strong>Fazer a velha piadinha do &#8220;pavê ou pacomê&#8221;:</strong> confinação solitária por um mês numa fossa séptica.</p>
<p><strong>Usar o computador de alguém sem autorização:</strong> sua mãe levará um soco no nariz.</p>
<p><strong>Usar o computador de alguém sem autorização e instalar programas:</strong> sua mãe levará dois socos no nariz e confessará que você é adotado.</p>
<p><strong>Estacionar seu carro na vaga de outrem:</strong> seu veículo será anexado a um foguete Saturn da era Kennedy e atirado diretamente contra o Sol. Dada a idade do foguete, as chances do carro explodir no contato com a estrela ou por pane nos sistemas de vôo do foguete são as mesmas. Isso se chama &#8220;plano a prova de falhas&#8221;.</p>
<p><strong>Postar ofensas na internet sem a coragem de assinar seu nome real:</strong> a polícia desmontará seu computador, derreterá cada um dos componentes e injetará o líquido resultante na sua coluna.</p>
<p><strong>Pegar um livro emprestado e devolve-lo com manchas de café nas páginas:</strong> toda a sua família será condenada a trabalho forçado na Sibéria.</p>
<p><strong>Baixar músicas de cunho homossexual no meu iTunes, que serão sincadas sem meu conhecimento pro meu iPhone e me farão passar vergonha no trabalho quando eu plugar o celular no sistema de som e tais músicas pintarem na playlist: </strong>um chute na boca. Sim, na boca. Sim, é possível.</p>
<p><strong>Trazer seus amigos desconhecidos pra uma festa para qual eles não foram convidados:</strong> ser pendurado de cabeça pra baixo pelos testículos por 10 horas.</p>
<p>Me ajudem a bolar mais alguns.</p>

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		<title>LULZ, fui assaltado</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2010/04/22/lulz-fui-assaltado/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 20:14:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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Ahaha pra você ver ein. Cearenses parecem não ter sorte aqui em cima.

Estava lá eu ontem na minha loja. Como já devo ter mencionado, trabalho no turno da madrugada.
Eram mais ou menos 5:30 da manhã, o sol já começaram a aparecer no horizonte. Eu estava me aproximando do fim do meu expediente, acessando meus fóruns [...]]]></description>
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<p>Ahaha pra você ver ein. <a href="http://www.canada.com/calgaryherald/story.html?id=7572815f-ebd3-4505-af9e-99ecf1ab741e" target="_blank">Cearenses parecem não ter sorte aqui em cima</a>.</p>
<p><span id="more-1719"></span></p>
<p>Estava lá eu ontem na minha loja. Como já devo ter mencionado, trabalho no turno da madrugada.</p>
<p>Eram mais ou menos 5:30 da manhã, o sol já começaram a aparecer no horizonte. Eu estava me aproximando do fim do meu expediente, acessando meus fóruns favoritos naquela tranquilidade que apenas uma loja vazia e o trabalho relaxado provém.</p>
<p>Subitamente, ouço a campainha que indica que a porta da loja havia sido aberta. Ergo os olhos do meu netbook e vejo duas figuras encapuzadas se materializarem na entrada da loja.</p>
<p>Um deles usava uma bandana cobrindo a boca (estilo ladrão de trem de filme de faroeste mesmo) e óculos escuros, e o outro trajava um suéter <em>a la</em> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kenny_McCormick" target="_blank">Kenny</a>, ou seja, com a touca completamente cerrada ao redor dos olhos. Pra completar o anacronismo do maluco com a bandana, antes mesmo que ele declarasse assalto, vi a machadinhas na mão dele — e outra na mão do companheiro. E eles saltaram em minha direção, me empurrando ao chão e berrando, ao mesmo tempo, que eu não olhasse pra nenhum deles.</p>
<p>Estendi os braços e me joguei no chão conforme comandado pelos meliantes, ao mesmo tempo que dizia o clássico (tentando ao máximo me manter calmo) &#8220;relaxa cara, de boa, não vou reagir. Pode levar o que quiser, só não me machuque&#8221;. Por algum motivo os machados instigaram mais medo do que se os caras estivessem com revólveres — a idéia de ser decapitado ou de perder uma mão, por algum motivo, me soa mais doloroso (pra não dizer irreversível) que levar um tiro, que afinal de contas nem sempre é fatal.</p>
<p>Com o rosto no chão, eu estava completamente cego em relação ao que estava acontecendo ao meu redor. Apenas os sons eram registrados: os caras berravam muito, indicando claro nervosismo. Ouvi barulho de caixas caindo no chão, então desenhei mentalmente a imagem de um deles vandalizando o interior da loja. Um dos caras ordenou, ao mesmo tempo que largou uma machadada no balcão (sem dúvida pra me intimidar ao ponto de cooperação) pra que eu abrisse o cofre.</p>
<p>Nessa hora meu sangue congelou. Obviamente não tenho a chave do cofre, e eu tive um medo absurdo de que a frustração levaria o cara a no mínimo realizar ali mesmo uma operação de remoção peniana por intermédio de machado enferrujado. Cruz credo, mermão!</p>
<p>Tive uma idéia. Ergui o braço calmamente e apertei o botão que abre a caixa registradora. Imaginei que isso provavelmente satisfaria os caras, e como a cartilha da bandidagem rege que quanto mais rápido o assalto, melhor, seria o suficiente pra que eles se mandassem de lá.</p>
<p>Meu próximo pensamento foi &#8220;PORRA, MEU LAPTOP E MEU CELULAR&#8221;. Ambos estavam em cima do balcão, pois eu comumente uso meu iPhone como modem 3G pra navegar a internet durante o expediente. E o pior, eu já estava prestes a desligar o computador e iniciar os procedimentos de finalização de expediente; se os assaltantes tivessem chegado 2 minutos mais tarde o laptop e o celular estariam a salvo da ganância criminosa.</p>
<p>Com a cara firmemente pressionada contra o chão, e os malucos berrando e batendo com os machados no balcão e detonando o interior da loja, tive um daqueles clichês momentos em que sua vida passa pelos seus olhos.</p>
<p>Lembrei da infeliz ironia que é um imigrante brasileiro ser vítima do mesmo tipo de violência que ele almejava escapar quando se manda de mala e cuia pro hemisfério norte.</p>
<p>Imaginei qual seria a reação da minha mulher caso algo acontecesse comigo. Uma machadada na cabeça sequer precisa ser com a parte afiada pra provocar efeito fatal, e eu não consigo imaginar dor mais cruel que a perda de um conjuge. E sabe-se lá o que passa na cabeça de um vagabundo desses — vai que ele pensa que eu serei capaz de reconhece-lo, ou se frustra porque o roubo não foi tão lucrativo quanto ele esperava e resolve se vingar do balconista, sei lá.</p>
<p>Pensei naquele velho ditado de que você deve viver todo dia como se fosse o último, &#8220;porque um dia será mesmo&#8221;. E fiz uma recapitulação rápida de tudo que eu havia feito naquele dia: teria eu vivido aquela quarta feira como se ela fosse minha última nesse planeta? Ou eu a desperdicei batendo papo na internet e brincando com meu novíssimo helicóptero de controle remoto?</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/02nA5qxBwrY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/02nA5qxBwrY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Um belo desperdício, ao menos</p>
<p>E — algo que só pensei agora, horas após o ocorrido — verifiquei em primeira mão de que aquela máxima de que &#8220;em assalto e avião em pane, não existem ateus&#8221; é realmente <em>wishful thinking</em> de religiosos: sozinho, com a cara no chão e rodeado por dois marginais armados com machados, em nenhum momento sequer passou pela minha cabeça pedir auxílio ao &#8220;divino&#8221;. Pra alguém que já se distanciou tanto da imagem de um deus pessoal e que se importa com assuntos humanos, rezar por socorro é um exercício tão válido quanto pedir ajuda ao Papai Noel.</p>
<p>Em um determinado momento os vagabundos se deram por satisfeito e saíram, mas não sem antes me alertar que se eu me levantasse do chão, eles arrancariam minham cabeça. Eu quase me borrei nessa hora. Os caras saíram fora e eu, sem ter total certeza de que a barra estava limpa, permaneci deitado por outros 20 ou 30 segundos.</p>
<p>Levantei-me lentamente, olhando pra todos os lados. A loja estava tão silenciosa quanto antes, e eu calculei que a coisa toda durou menos de dois minutos. O celular e o laptop haviam sumido, mas minha mochila (com alguns livros, meu PSP, e meu DS) ainda estava no seu cantinho de sempre. &#8220;Menos mal&#8221;, pensei.</p>
<p>A gaveta do caixa jazia em cima do balcão, vazia. Na pressa, os marginais espalharam moedas por todo canto do chão da loja. Caixas de produtos também haviam sido arremessados por todo canto.</p>
<p>Catei o telefone e disquei 911. Eu ainda estava no telefone com o operador quando 4 policiais chegaram, dois ou três minutos depois. Passei o telefone pra um dos policiais, pra coordenar com a operadora o que já era sabido sobre o assalto.</p>
<p>O tempo todo, o que mais me chateava era o iPhone. Como vocês estão carecas de saber, esse celular é meu gadget de estimação, é essencialmente meu computador de bolso. A idéia de perde-lo — e pior, ter que pagar 700 ou 800 dólares por um novo celular fora do contrato — era de partir o coração.</p>
<p>Enquanto eu dava aos policiais as informações sobre o ocorrido, um deles dava uma volta pela loja procurando por alguma pista deixava pelos vagabundos. E pasmem &#8211; ele achou meu celular jogado no chão, num cantinho da loja. O impacto da queda havia arremessado o case a dois metros de distância de onde o celular foi encontrado.</p>
<p>Miraculosamente, a tela estava intacta. Menos mal, pensei.</p>
<p>Perder o computador (e as informações pessoais contidas nele) é preocupante também, mas próximo ao celular estava a bateria do computador. Ela deve ter caído durante a fuga. Sem o carregador e sem a bateria, imagino que não há muito motivo pra preocupação em relação às informações contidas no HD. E dos males, o menor — antes gastar 300 paus pra substituir um  netbook que já tava defasado mesmo, do que pagar 800 num iPhone novo em vias do lançamento do próximo modelo. Se roubassem meu celular em julho talvez minha chateação fosse bem menor&#8230;</p>
<p>O policial teorizou que os marginais descartaram o celular pela facilidade em tais aparelhos serem rastreados. <a href="http://iphonetheif.blogspot.com/2010/01/iphone-theif-bust.html" target="_blank">Faz sentido</a>.</p>
<p>E é isso. Os vagabundos fugiram com a incrível soma de cem dólares e um netbook velho sem carregador nem bateria. A chefia me deu o dia de folga, com compensação e fala-se sobre ressarcirem o valor do computador roubado. Eu já planejava há algum tempo substitui-lo por um modelo mais recente, então agora é a hora. Escapei intacto com vida e com meu querido iPhone; é motivo pra comemorar a sorte mesmo.</p>
<p>E foi assim que fui assaltado no Canadá. A coisa poderia ter sido muito pior, e eu já me considero um cara extremamente sortudo, então não há porque se lamuriar. Bola pra frente.</p>

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		<title>O velhim Testemunha de Jeová</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2010/04/15/o-velhim-testemunha-de-jeova/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 21:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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		<description><![CDATA[

Um fenômeno que eu sempre achei mó legal é a forma como estímulos cognitivos como cheiros e sons no mundo real conseguem &#8220;invadir&#8221; e até mesmo influenciar seus sonhos. Já aconteceu isso com vocês?

A minha primeira experiência com o fenômeno rolou há dez ou doze anos atrás. Eu estava dormindo e sonhando que estava jogando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2010%252F04%252F15%252Fo-velhim-testemunha-de-jeova%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22O%20velhim%20Testemunha%20de%20Jeov%C3%A1%22%20%7D);"></div>
<p>Um fenômeno que eu sempre achei mó legal é a forma como estímulos cognitivos como cheiros e sons no mundo real conseguem &#8220;invadir&#8221; e até mesmo influenciar seus sonhos. Já aconteceu isso com vocês?</p>
<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter" style="border: 0px initial initial;" title="soninho" src="http://img59.imageshack.us/img59/7924/dreaming.jpg" alt="" width="256" height="222" /></p>
<p>A minha primeira experiência com o fenômeno rolou há dez ou doze anos atrás. Eu estava dormindo e sonhando que estava jogando bola no colégio, mas o colégio era dentro de um McDonalds (não tente entender). De repente, os auto-falantes do pátio começaram a tocar Dancing Queen, do Abba.</p>
<p>Acordei subitamente na minha cama, o sol batendo forte na minha cara através das venezianas abertas. Minha querida mãezinha estava fazendo a faxina na casa ouvindo música no sistema de som da sala, um hábito que ela cultivava nos fins de semana.</p>
<p>E a música era justamente Dancing Queen.  O que acontece é que nossos sentidos não acordam todos subitamente ao mesmo tempo no momento do despertar. Audição e olfato voltam à ativa primeiro, visão vem depois. Por causa disso, os impulsos sonoros são registrados pela sua mente inconsciente, e são incorporados na fantasia.  Como você já estava imaginando, o texto não é sobre sonhos ou Abba.  <span id="more-1703"></span></p>
<p>Ah, antes de mais nada, deixa fazer uma pesquisa aqui rápida com vocês. Uma leitora chata outro dia me criticou agressivamente no twitter pelo fato de que eu não &#8220;cito fontes&#8221; no HBD. Não entendendo o que ela quis dizer com isso, pedi esclarecimento.</p>
<p>Ela apontou <a href="http://hbdia.com/wordpress/2010/03/30/o-jeitinho-nao-tao-brasileiro-3-pilantras-historicos/" target="_blank">este texto</a>, e reclamou que não havia no final do post uma lista com as fontes acadêmicas de onde pesquisei a informação pra produzir o texto &#8211; um ato que ela equivaleu a plagiarismo. Pra ressaltar ainda mais o fato de que isso é um terrível faux paus internético, ela equivaleu isso a entregar à banca um TCC sem bibliografia.</p>
<p style="text-align: center; "><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/whatevs.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1704" title="Whatevs." src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/whatevs.jpg" alt="Whatevs." /><br />
</a>&#8220;A ABNT NUNCA APROVARIA SEU BLOG&#8221;</p>
<p>Expliquei pra ela que não digo explicitamente que peguei todas as informações que uso em textos da wikipédia porque considero isso 1) redudante, já que é a mesma fonte que qualquer leitor usaria pra aprender sobre algum tema, e 2) desnecessário, porque meu propósito é fazer piadinhas e não EDUCAR ninguém. Mas ela continuou chilicando e equivalendo a falta de bibliografia a &#8220;kibagem&#8221;.</p>
<p>A falta de links com fontes de pesquisa irrita vocês, ou cês tão cagando pra isso? Só pra saber mesmo.  VOLTANDO AO TEXTO.</p>
<p style="text-align: center; ">****</p>
<p>Eu havia acabado de aprender a voar, mas por algum motivo eu só conseguia voar enquanto prendesse a respiração, e nunca voava a mais de um metro de distância do chão. Essas limitações que os sonhos dão aos seus poderes são uma merda, né?  Mas era melhor que ser eternamente escravo da força gravitacional, então era melhor que nada. Tendo aprendido a habilidade de vôo, comecei a levitar ao redor do bairro, em alta velocidade e com aquele vento gostoso na cara.</p>
<p>E ao longe ouço o barulho de uma campainha, como se o som tivesse vindo por trás de mim.  Me viro subitamente pra descobrir a origem do ruído, e nisso eu acordo.</p>
<p>Através dos olhos remelentos vejo uma fina lâmina de luz que traça uma diagonal que vai da fresta entre as grossas cortinas do meu quarto até a cama; mais precisamente, até o lado da minha mulher.  Coberta dos pés à cabeça &#8211; ela é muito friorenta, o que pra uma canadense parece irônico -, ela percebeu minha movimentação na cama mas se limitou a soltar um grunhido que soôu como &#8220;ahngghhhn&#8221; e virou-se pro outro lado.</p>
<p>Incerto se a campainha que eu ouvi era real ou um artefato do meu sonho, repouso a cabeça novamente no travesseiro coberto de baba matinal.</p>
<p style="text-align: center; "><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/YEP.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1705" style="border: 1px solid black;" title="YEP" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/YEP.jpg" alt="YEP" width="222" height="300" /><br />
</a>Yep</p>
<p>Eu estava tentando me concentrar e voltar ao sonho (algo impossível, aliás) quando ouço a campainha novamente, dessa vez inconfundível. De olhos fechados e sem o menor sendo de urgência pra atender a porta, tateio o criado mudo até que meus dedos tocam o iPhone. O bicho me falou que eram exatamente 8:27 da manhã de sábado.</p>
<p>Soltei um &#8220;what the fuuuuuck&#8230;.&#8221; silencioso e rabugento.  Sabendo que meus pais ou irmãos simplesmente entrariam na casa sem tocar a campainha, conclui que quem perturbava meu sono não era família, então não valia o gasto energético de levantar da cama, atender a porta, interagir com seja lá quem, e explicar pra mulher quem estava apertando a campainha quando eu voltasse pro quarto.</p>
<p>A cabeça voltou ao travesseiro. Quase que imediatamente, a campainha toca novamente. Agora já puto, levanto-me e marcho em direção à porta.  Na frente da minha casa encontrava-se um velhinho de sobretudo marrom.</p>
<p>O cara era bem idoso, caquético mesmo, daqueles cuja densidade óssea se equivale a uma xicará cheia de bolinhas de algodão. Os poucos fios de cabelo que ainda lhe sobravam tentavam, futilmente, proteger aquele cocoruto enrugado das intempéries.  Com um sotaque esquisito (acho que era polonês ou ucraniano, algo do leste europeu), o velhinho me lançou a pergunta:</p>
<p>&#8220;Meu jovem, se alguém te perguntasse quem foi o homem mais importante da história da humanidade, quem você diria que foi?&#8221;</p>
<p>Examinei o cara e vi a bíblia na mão. Não havia qualquer dúvida, eu estava prestes a ser evangelizado!</p>
<p>Agora, a grande maioria das pessoas detesta encontros-surpresa com esses proselitistas e não faz nenhum esforço em esconder isso. Se você montasse um grupinho pra recolher arrecadações de porta em porta pra qualquer causa controversa (digamos, jogar uma caixa de papelão cheio de gatinhos dentro de um triturador industrial), você seria melhor recebido que Testemunhas de Jeová ou mormóns.</p>
<p>Mas eu não. Minha criação religiosa e a subsequente anátema (aliados a minha natural predisposição pra discutir) me tornaram mais receptivos a crentes, em parte pelo interesse em me colocar em dia nos dogmas e interpretações bíblicas atuais (&#8221;ah, quer dizer que agora ir à praia não é mais pecado?&#8221;), e em parte pelo desejo de desprovar todos os seus argumentos.</p>
<p>E não tou me gabando não, porque isso não é algo difícil de se fazer.</p>
<p>Anyway, a pergunta do velho pairava no ar. Escorei o ombro contra a porta, numa posição mais confortável, já antecipando que o papo seria longo. Cocei a cabeça e respondi:</p>
<p>&#8220;Bom, Einstein ou Newton. A contribuição deles pra ciência foi sem paralelo. E na parte humanitária eu diria <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Norman_Borlaug" target="_blank">Norman Borlaug</a>.&#8221;</p>
<p>A propósito, se você não sabe quem é Norman Borlaug, primeiro dê um murro na sua própria cara,  em seguida leia o link acima.</p>
<p>A pergunta do cara era totalmente retórica, já que ele não parou nem por um minuto pra debater minha resposta.</p>
<p>&#8220;Bom, e se eu falar pra você que <strong>JESUS </strong>foi a pessoa mais importante que jamais pisou nesse planeta?&#8221;</p>
<p>Me aprumei. Eu estava esperando essa resposta.</p>
<p>&#8220;Bom&#8221;, pigarreei, &#8220;eu lembraria você que não há muita evidência histórica pra existência de Jesus, só pra começo de conversa.&#8221;</p>
<p>E a armadilha estava pronta. Quando confrontados com este argumento, os crentes sempre vão pro mesmo lugar. Esboçando um certo ar de contentamento &#8211; afinal ele sabia exatamente o que responder &#8211; ele sacou uma revista Watchtower de sua pasta.</p>
<p>&#8220;É curioso você falar isso, porque aqui eu posso te mostrar os registros históricos da existência de Jesus!&#8221; ele falou, folheando a revista.  O que o coitado não sabia é que nos tempos áureos da Semeadores da Discórdia (in memoriam), desmantelar argumentos de católicos em comunidades do orkut sobre Renovação Carismática era o que eu comia no café da manhã.</p>
<p>&#8220;Ah, nem precisa abrir. Vai citar Flávio Josefo, né? Antiguidades dos Judeus? Essas passagens há muito tempo foram consideradas fraudulentas, <a href="http://www.jesusneverexisted.com/josephus-etal.html" target="_blank">por vários motivos</a>.&#8221; e citei alguns deles.</p>
<p>O cara engasgou FODA. Ele folheou a revista em silêncio por alguns instantes, tentando organizar os pensamentos. Aí ele mudou de assunto completamente:</p>
<p>&#8220;Um dos argumentos de que a bíblia é a Palavra de Deus&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;&#8230;além do fato de que ela mesma fala isso&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Sim! Justamente! A própria bíblia confirma que&#8230;&#8221;  Esse velhinho tava muito despreparado. Eu já tava quase com pena de trollar o coitado.</p>
<p>&#8220;Ahhhhh, mas isso é uma lógica circular. A preposição (a bíblia é a palavra de Deus) sustenta o resultado (a bíblia é infalível), e vice versa, mas nenhum se sustenta sozinho. &#8221;  O velho pareceu não entender a explicação. Devo ter falado muito rápido. Expliquei de novo.</p>
<p>&#8220;Você supõe que a bíblia é a palavra de Deus. Você tira esse pressuposto da própria bíblia, que faz essa afirmação. E você sabe que ela não pode estar errada, porque ela é a palavra de Deus. É um círculo&#8221; tracei um círculo invisível no ar, teatralmente, na altura dos olhos do veiaco.</p>
<p align="center"><img class="aligncenter" title="Lógica Circular" src="http://img406.imageshack.us/img406/5985/91507990.jpg" alt="" width="224" height="320" /><span style="font-size: xx-small;"><br />
Anule o argumento alvo a menos que seu controlador pague 1 pra cada card no seu cemitério</span></p>
<p>&#8220;Mas e as profecias? Se a bíblia não fosse realmente a palavra de Deus, como ela poderia conter TANTAS profecias sobre os tempos modernos, sendo que todas se realizaram sem falha?&#8221;</p>
<p>Ahh, o papo de profecias é de longe o mais fácil de desconstruir. Frequentemente fiéis atrelam qualquer passagem bíblica vaga (de interpretação ambígua e fora do seu contexto original) a um acontecimento contemporâneo, e dão a essa forçação de barra o nome de &#8220;cumprimento de profecias&#8221;.</p>
<p>Mas o velho era tão despreparado que nem pra isso ele apelou.  Quando perguntei &#8220;mas que profecia, por exemplo?&#8221; já me preparando pra explicar que a tal profecia seria coincidência na melhor das hipóteses, e esquizofrenia na pior, ele simplesmente falou:</p>
<p>&#8220;Ah, há várias. Centenas de profecias na verdade.&#8221;</p>
<p>&#8220;Por exemplo&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;São muitas. Muitas mesmo!&#8221;</p>
<p>&#8220;Tipo qual?&#8221;</p>
<p>&#8220;Ah, são tantas que nem lembro mais.&#8221;</p>
<p>É isso mesmo, o velho empregou aquela desculpa clássica da época ensino fundamental que você usava pra convencer o seu coleguinha de sala que você já traçou um número tão alto de parceiras que é difícil até apontar uma só, que dirá então uma que ele conheça.</p>
<p>Eu fiz uma careta de insatisfação e ele miraculosamente conseguiu recordar uma das &#8220;profecias&#8221;.</p>
<p>&#8220;Você sabia que Moisés profetizou que ninguém quebraria os ossos de Jesus durante a crucif&#8230;&#8221;</p>
<p>Novamente, o cara deu o imenso azar de citar passagens que eu ainda lembrava por causa das incontáveis discussões em fóruns evangélicos. E não são tantas passagens bíblias que eu memorizei, só as mais importantes &#8211; essa, a justificativa pra proibir sexo antes do casamento, o significado do meu nome, entre algumas outras. Me apressei pra interromper o cara:</p>
<p>&#8220;<a href="http://scripturetext.com/exodus/12-46.htm">Êxodo 12:46</a>, né? Você por acaso já leu o resto da texto? Aquilo era apenas uma instrução sobre como preparar a ceia da noite de Pessach, ou Páscoa. Não era profecia nenhuma, isso é um simples exemplo de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Postdiction" target="_blank">vaticinium ex eventu</a>. E a maioria de profecias bíbilas cai na mesma categoria.&#8221;</p>
<p><a href="http://solascriptura-tt.org/Cristologia/25ProfeciasCumpridasMorteCristo-AELinls.htm" target="_blank">Eis um linkzinho útil que comprova essa afirmação, aliás</a>. Se você for ler o texto completo das supostas &#8220;profecias bíblicas&#8221;, todas invariavalmente caem na mesma definição &#8211; os caras pegam UMA frase isolada de seu contexto e aplicam pra um evento que aconteceu em seguida. Usando este método é possível achar profecias em QUALQUER livro, ora! Veja esse trecho de Rendezvous With Rama, meu livro favorito ever:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/911.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1712" style="border: 1px solid #000000;" title="911" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/911.png" alt="911" width="500" height="375" /></a></p>
<p>A introdução do livro descreve um evento trágico que mudou completamente a sociedade humana (no caso, a queda de um asteróide, mas se os crentes podem tirar frases do contexto eu também posso). E isso aconteceu no dia 11 de setembro de 2077 &#8211; às 09h46m. Pra quem não lembra o primeiro avião bateu na Torre Norte do WTC às exatas 8h46m. E pra tornar a coisa ainda mais sinistra, 2077 &#8211; 2001 = 76, e 7 + 6 = o fatídico número TREZE. TAN TAN TAAAAAAAAN.</p>
<p>Arthur C Clarke não previu os ataques do Onze de Setembro. É uma mera coincidência derivada de passagens textuais removidas de seu contexto original, e é muitíssimo mais específica que QUALQUER profecia bíblica.</p>
<p>O cara realmente não esperava que alguém tivesse uma cópia de Rendezvous With Rama a menos de 5 metros de distância &#8211; muito azar do coitado. Mostrei pra ele exatamente o mesmo que mostrei aqui pra vocês; e ele estava já visivelmente chateado. Com um gesto de desprezo, ele prontamente desconsiderou o que eu mostrei pra ele.</p>
<p>Ele mudou de assunto de novo. Dessa vez, ele citou a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Profecia_da_estátua_de_Nabucodonosor" target="_blank">interpretação de Daniel sobre o sonho de Nabucodonosor</a>. Ignore o fato de que o artigo foi claramente escrito por um evangélico e tenta de todo modo confirmar os dons mediúnicos do profeta. A profecia, no caso, é o fato de que o reino de Nabucodonosor não seria eterno, e que um dia seu império cairia.</p>
<p>O velhinho, todo cheio de si, afirmou que isso é uma profecia pros dias atuais, e traçou um  paralelo com a total quebralheira financeira nos Estados Unidos.</p>
<p>&#8220;O império americano está pra cair de vez, e este é um sinal do fim dos tempos conforme previsto por Daniel. Tá tudo lá na bíblia, não dá pra negar ou ignorar!&#8221; o alarmismo do cara era quase caricato.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid #000000;" title="The End is Near!" src="http://img227.imageshack.us/img227/9605/theend.jpg" alt="" width="217" height="320" /></p>
<p>Aí eu decidi esculachar de vez.</p>
<p>&#8220;Então a &#8216;profecia&#8217; é simplesmente a afirmação de que reinados poderosos um dia chegarão ao fim? Isso não é uma profecia, ora, é uma inevitabilidade. É como &#8216;prever&#8217; que no futuro os Estados Unidos bombardearão algum país &#8211; é algo que já aconteceu mil vezes no passado, e a falta de um prazo específico pro cumprimento da profecia torna a coisa ainda mais fácil pro suposto profeta&#8221;.</p>
<p>Aí a coisa degringolou de vez. Agora visivelmente revoltado, o velhinho começou a falar que eu era muito mal educado, e estendeu a mão pra tomar as revistas de volta, já que &#8220;era uma perda de tempo&#8221; tentar me salvar. Nesse momento canalizei completamente o espírito da filha da putagem e apertei o punho ao redor das revistas.</p>
<p>&#8220;Mas o que? Você me deu as revistas, ora. Já era, são minhas!&#8221;</p>
<p>O velhinho, muito consternado, exerceu toda a pouca força que pôde comandar e puxou a revista da minha mão. Não precisei nem oferecer muita resistência porque como já falei, o pobre senhor tinha idade pra ser tripulante das caravelas.  Esse cabo-de-guerra desequilibrado se manteve por uns 10 segundos que pareciam que não iam acabar nunca. Compadecido com a luta do velhinho pra retomar as revistas &#8211; que 99% dos recipientes joga no lixo antes mesmo de folhear -, comecei a rir duma vez.</p>
<p>Opa, falei &#8220;compadecido&#8221;? Quis dizer &#8220;achando graça pra caralho da situação&#8221;, foi erro de digitação.</p>
<p>O velhinho largou as revistas e falou que &#8220;um dia eu me arrependeria!&#8221;. Respondi &#8220;ok tenha um bom dia ^_^&#8221;  e o velho deu as costas e saiu pisando duro, bufando de raiva. Enquanto isso eu voltei pra cama e me joguei com tudo por cima da mulher, só pra não perder o embalo de irritar os outros.</p>
<p>O que estou querendo dizer é que aquele foi um dia muito produtivo pra trollagem.</p>
<p>(Fonte: 220v)</p>

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		<title>Amiga da mulher</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 02:35:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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Semana passada uma amiga da minha mulher lá de Oshawa (imagine que nós moramos em Fortaleza e a amiga é de Porto Alegre) veio passar a semana aqui em casa. Nunca fui muito amigão da menina; aliás já discutimos agressivamente uma vez &#8211; já nem lembro o motivo, mas tenho certeza que ela estava errada [...]]]></description>
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<p>Semana passada uma amiga da minha mulher lá de Oshawa (imagine que nós moramos em Fortaleza e a amiga é de Porto Alegre) veio passar a semana aqui em casa. Nunca fui muito amigão da menina; aliás já discutimos agressivamente uma vez &#8211; já nem lembro o motivo, mas tenho certeza que ela estava errada (e de que eu falei isso pra ela).</p>
<p>Aliás, eu lembro sim! Isso aconteceu faz uns 3 ou 4 anos, quando todos morávamos em Oshwa. Não lembro as circunstâncias, mas estávamos na praça de alimentação do shopping eu, minha mulher, ela &#8211; chamarei de J &#8211; e uma gordinha escrota que é abertamente odiada por todos. J e Gordinha Escrota (cujo nome também começa com J, por isso a alcunha alternativa) detestavam um colega meu, e neste dia por algum motivo ambas desandaram a falar mal do sujeito gratuitamente.</p>
<p>Não era um tópico relacionado à nossa conversa nem nada; sem qualquer motivo a Gordinha Escrota falou algo como &#8220;&#8230;e o Adam, que babaca, ein?&#8221;, e as duas passaram a escrotizar o indivíduo.</p>
<p>Eu nem era tããããão amigo assim do cara (aliás, perdi o contato com ele até), mas a arrogância com a qual as duas alopravam o cara tava começando a me irritar.</p>
<p><span id="more-1615"></span></p>
<p>A indignação aumentava com as risadinhas que as duas davam às custas do meu chegado. Finalmente, chutei os bons modos pra escanteio e falei, de forma visivelmente confrontacional, &#8220;aê, se vocês têm TUDO ISSO a criticar em relação ao cara, por que não falam isso na cara dele?&#8221;.</p>
<p>Meu tom era inequívoco &#8211; eu estava, nas entrelinhas, chamando as duas de covardes. Diante a afronta completamente inesperada, as duas se espevitaram e começaram a falar uma por cima da outra, tentando se justificar. Não lembro o progresso da confusão a partir desse ponto, mas sei que rebati os &#8220;argumentos&#8221; delas e sai fora aborrecido.</p>
<p>Isso aconteceu há muitos anos. Como a J é uma das melhores amigas da minha patroa, no final das contas a diplomacia venceu e adotei uma política de boa vizinhança com a menina. Não há nada mais chato do que briguinhas de casal alimentadas porque um dos dois não gosta de um(a) amigo(a) do outro.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/bebba-and-her.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1616" style="border: 1px solid #000000;" title="bebba and her" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/bebba-and-her.jpg" alt="bebba and her" width="381" height="459" /></a></p>
<p>Então quando a noiva me perguntou minha opinião sobre a J nos visitar, me animei por ela. Qualquer pessoa nessa casa que assista Sex and The City/New Moon/qualquer comédia romântica chata com ela significa que EU não precisarei fazer isso.</p>
<p>Obviamente, como um bom otimista que eu não sou normalmente, eu havia avaliado apenas a vantagem da nova compania feminina. Minha vida na última semana foi dramaticamente diferente do que eu esperava.</p>
<p>Primeiro, a presença de uma outra menina aqui em casa tornou o banheiro virtualmente inacessível pra mim. Quando não estão demorando duas horas pra se maquiar, estão demorando quatro horas pra se maquiar. Não sei quão complicado aplicar maquiagem é, mas se eu tivesse um amigo pra me ajudar numa função que eu estou acostumado a executar TODO DIA, pode apostar que em menos de 3 minutos eu estaria pronto.</p>
<p>Em alguns momentos de desespero, cogitei até me aliviar na pia. Veja você que indignidade, o homem da casa, que paga as contas e o cacete, de cócoras na pia da cozinha. Puta que pariu!</p>
<p>Outra coisa que me remoeu a alma foi o fato de que, sendo nosso apartamento pequeno, a amiga acampou em nossa sala tal qual uma integrante do Movimento dos Sem Terra. O que significa que assim que ela notou que havia um computador ligado à TV, a menina tomou posse do equipamento sem qualquer cerimônia. O MSN dela estava permanentemente online, me enchendo o saco quando eu tentava assistir alguma coisa. Favoritos de procedência ou gosto duvidáveis foram adicionados ao meu navegador, e nestes sete dias todo desenho animado produzido no Japão nos últimos dez anos passou pelo meu router e lotou meu HD.</p>
<p>Mas isso nem chega perto da pior afronta relacionada ao computador. Como vocês sabem, eu tenho uma série de servidores rodando nas minhas máquinas em casa que me conferem total acesso aos meus computadores, de qualquer lugar do mundo, do meu celular.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/IMG_1018.JPG"><img class="aligncenter size-full wp-image-1617" style="border: 1px solid #000000;" title="IMG_1018" src="http://hbdia.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/IMG_1018.JPG" alt="IMG_1018" width="480" height="320" /></a></p>
<p>Tá vendo essa screenshot aí? Estou acessando o computador da sala pela internet pra baixar meus programas favoritos e, em seguida, assisti-los no iPhone diretamente por streaming. Terminado o programa, logo novamente pra deletar o arquivo. Tudo isso é feito a oito quilômetros de distancia do computador, via 3G. Eu moro no futuro.</p>
<p>Então. Tomar o controle da máquina remota por VNC e assistir vídeos por streaming é algo que eu faço com frequência, e que foi interrompido pela presença da amiga e pela sua posse temporária do computador da sala. Vez ou outra eu perdia o sinal dos servidores porque a infeliz resetou a máquina. &#8220;Tava muito lenta&#8221;, ela explicava.</p>
<p>Eu SEI que a máquina tá lenta aí, caralho &#8211; estou convertendo um vídeo em alta resolução pra stream em tempo real via internet. Se isso está te impedindo de assistir seus desenhos japoneses toscos, o problema é seu. Eu comprei essa porra e eu quero usa-la DESTA FORMA neste exato momento. Vá ler um livro, sei lá.</p>
<p>Enfim. A menina finalmente se foi, e não chiliquei pra cima dela nenhuma vez &#8211; o que me rendeu pontos com a patroa. Então, no final das contas, valeu a pena o suplício.</p>
<p>E posso voltar a perambular pela casa de cueca, que é essencialmente o único motivo pelo qual tenho meu próprio apartamento.</p>

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		<title>Retrospectiva HBD 2009</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 09:12:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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Puta que pariu vocês, ein? Mal entrei no ramo literário e já tou sofrendo com pirataria. Se bem que o fato de que tem tanta gente no desespero pra ler um rascunho tosco de um livro de blogueiro deveria me deixar é lisonjeado e não revoltado. Enfim.
Se você está lendo este texto, parabéns! Ao contrário [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fhbdia.com%252Fwordpress%252F2009%252F12%252F31%252Fretrospectiva-hbd-2009%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Retrospectiva%20HBD%202009%22%20%7D);"></div>
<p>Puta que pariu vocês, ein? Mal entrei no ramo literário e já tou sofrendo com pirataria. Se bem que o fato de que tem tanta gente no desespero pra ler um rascunho tosco de um livro de blogueiro deveria me deixar é lisonjeado e não revoltado. Enfim.</p>
<p>Se você está lendo este texto, parabéns! Ao contrário de Michael Jackson, Farrah Fawcett, o tiozinho que interpretava o Lester no Mundo de Beakman e a Brittany Murphy, você sobreviveu 2009.</p>
<p>Entretanto você deve estar pensando &#8220;Kid ou Izzy Nobre ou seja lá qual é o seu pseudônimo internético esta semana, estive tão ocupado sobrevivendo 2009 que não tive tempo de ler esta sua merda de diário virtual weblog. Aliás &#8216;blogs&#8217; já perderam a graça, morra&#8221;.</p>
<p>Não se estresse. Pensando no seu bem estar (e não apenas indo nesse clichê de fim de ano), fiz uma retrospectiva AgáBêDê. Abaixo, os eventos relevantes que abalaram minha vida virtual neste querido 2009 que se vai. Adoce a gosto, serve doze pessoas.</p>
<p>Ou DOUZE. Já notaram esse hábito (acho que é carioca) de dizer &#8220;DOUZE&#8221;? E &#8220;culégio&#8221;? &#8220;Guverno&#8221;? Cruzes, cariocas são uma espécie asquerosa.</p>
<p>Aí está uma lista de todos os acontecimentos interessantes do HBD em 2009. Clique rápido, porque já já o ano acaba e o post se tornará irrelevante.<br />
<span id="more-1455"></span></p>
<p><strong>Janeiro</strong><br />
- <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/01/03/ahahahaha-meu-deus-do-ceu/">Aloprei a Dani Koetz</a>, que foi a uma festa vestida com uma embalagem descartada de Doritos, transformando minha analogia  &#8221;probloggers = homens-sanduíche&#8221;  num termo quase literal.</p>
<p>- <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/01/09/tchanana-awards-eu-o/" target="_blank">Fui indicado (e ganhei) o Tchãnãnã Awards 2009 na categoria melhor blog</a>. Obrigado.</p>
<p>- E foi praticamente só isso. Assim como no mundo real, janeiro na internet é meio paradão.</p>
<p><strong>Fevereiro</strong></p>
<p><strong>- </strong>Terminei a saga da minha ida ao hospital graças a uma queda da cama. Foi a coisa mais patética de toda a minha vida, e aí está, <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/02/05/o-dia-em-que-eu-me-fodi-conclusao/" target="_blank">exposta a milhares de desconhecidos</a>.</p>
<p>- A AirCanada complica minha ida ao Brasil, <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/02/13/eu-so-me-fodo" target="_blank">remarcando meu vôo de forma que exigiria um Delorean e um capacitor de fluxo pra que eu pudesse pega-lo</a>. Felizmente eles resolveram tudo após apenas 3 semanas de ligações constantes e cada vez mais escandalosas.</p>
<p>- <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/02/22/please-stand-by/" target="_blank">Perdi meu primeiro emprego ever</a>. Se eu dissesse que não foi traumatizante, eu estaria mentido. Por outro lado, eu não estaria sendo tão dramático.</p>
<p>- <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/02/22/please-stand-by/" target="_blank">Arrumei outro emprego um dia depois</a> e já comecei a me animar, avaliando a perda do emprego como uma boa mudança.</p>
<p><strong>Março</strong></p>
<p><strong>- </strong>Em março não postei praticamente nada, pois estava passando férias no Brasil. Voltar pra terrinha após 6 anos distante dos amigos e familiares é sensacional. Deixo que o vídeo abaixo fale por mim:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ySrwOMt9hJM&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/ySrwOMt9hJM&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>- Não consigo centralizar a porra do vídeo (nenhum outro também, aliás) nem com reza. Eis meu primeiro voto pra 2010, consertar seja lá o que for que está esculhambando o meu wordpress.</p>
<p>- Minha prima anunciou que se casaria em janeiro do próximo ano, e me fez prometer que eu retornaria pra prestigiar o casório. Disse que sim, mas incerto. Afinal, eu havia economizado por anos pra essa viagem, e tinha acabado de perder o emprego.</p>
<p>Passei o resto da viagem prometendo a todos os parentes que retornaria em janeiro e decidindo lidar com esse pepino mais tarde.</p>
<p><strong>Abril</strong></p>
<p>- Já de volta às terras canadenses, deliciei os leitores com o conto da Puta Vermelha, uma desgraçada que eu tive o imenso prazer de <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/04/03/o-retorno-ao-canada-prologo/" target="_blank">esculachar em público no meio do saguão de embarque do aeroporto de Guarulhos</a>. Foi o tipo de coisa que se desenrola tão perfeitamente que só acontece uma vez na vida.</p>
<p>- Logo em seguida, postei <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/04/16/dossie-da-ida-ao-brasil-parte-1/" target="_blank">um longo dossiê documentando a ida ao Brasil</a>. Cheio de fotinhas e tal, bem do jeito que vocês gostam. E olha só &#8211; são fotos que mostram os locais onde muitas de minhas aventuras infantis aconteceram!</p>
<p>- Voltei aos estudos. Estou atualmente estudando pra obter um certificado de assistente legal, que me dá o currículo necessário pra adentrar o ramo jurídico (trampando em escritórios de advocacia ou no tribunal). Planejo embarcar na faculdade de direito após experimentar com a indústria, se eu decidir que essa área é mesmo pra mim.</p>
<p><strong>Maio</strong></p>
<p>- Postei a <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/05/01/dossie-da-ida-ao-brasil-parte-2/" target="_blank">segunda parte do dossiê da viagem ao Brasil</a>.</p>
<p>- Gravei (junto com o Geekpobre, o Maurício Carvalho e o TioSolid) <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/05/06/hbdcast-numero-sei-la/" target="_blank">um episódio do HBDcast</a>, que era bacana mas meio que morreu por causa das diferenças de horário dos participantes. Reviver o HBDcast &#8211; tarefa mais importante de 2010? Anotarei na agenda com &#8220;MAYBE&#8221; do lado.</p>
<p>- Ganhei um MacBook da minha mulher e, 3 ou 4 dias depois, devolvi-o a loja por motivos que expliquei detalhadamente <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/05/12/macbook-e-frustracao/" target="_blank">aqui</a>. Fui hostilizado por inúmeros fãs da Apple porque, como se sabe, não gostar de um determinado computador ou sistema operacional significa que você é uma pessoa ruim.</p>
<p>- Eu sou meio assim &#8211; saio produzindo um determinado conteúdo agressivamente, aí paro e passo um tempão sem nem pensar na coisa. <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/05/14/hbdcast-7-minha-gente/" target="_blank">Saiu em maio mesmo o HBDcast #7</a>, gravado só comigo e o Maurício. Quando ouço o troço, me dá uma vontade louca de voltar a produzir essa parada.</p>
<p>- E falando em podcasts, foi em maio que<a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/05/28/recomendacao-podcast-matando-robos-gigantes/" target="_blank"> descobri e recomendei o Matando Robôs Gigantes às massas</a>. É um excelente podcast, caso você ainda não conheça. Eles dividem o programa em três segmentos que tu baixa separadamente:  cinema, games e quadrinhos. Muito bacana.</p>
<p><strong>Junho</strong></p>
<p><strong>- </strong>Comecei o mês de junho celebrando a história de Marvin Heemeyer, melhor conhecido pela sua criação que ganhou nome de supervilão &#8211; o <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/06/04/quatro-de-junho-long-live-killdozer/" target="_blank">Killdozer</a>. Vá lá ler o relato de um homem que era louco o bastante &#8211; e tinha recursos suficientes &#8211; pra se tornar um supervilão da vida real (ou herói, dependendo de suas ideologias).</p>
<p>- Pus um <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/06/11/o-hbd-agora-tem-media-kit/" target="_blank">media kit no HBD</a> e deletei-o menos de uma semana depois. Recebi ao todo 5 ou 6 propostas de parcerias, apenas UMA dela era algo que eu realmente poderia escrever sem sentir que tinha vendido minha alma, e no fim das contas acabei nem escrevendo. Descobri na prática que realmente não pertenço a esse mundo de promover produtos alheios.</p>
<p>- Morreu o Michael Jackson e eu <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/06/26/good-night-sweet-prince/" target="_blank">postei uma screenshot de Moonwalker, do MegaDrive, como homenagem</a>. Isso coincidiu com um ataque hacker ao ImageShack, o que fodeu o layout do HBD porque eu sou um blogueiro amador e hospedo minhas imagens em serviços gratuitos apesar de ter um servidor pago.</p>
<p>- Após pensar e repensar, <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/06/29/meu-novo-emprego/" target="_blank">divulguei publicamente meu novo local de trabalho</a> &#8211; uma sexshop. É curioso o número de pessoas que se aproxima por comentário/email/orkut/twitter pra perguntar se eu REALMENTE trabalho numa loja de artigos eróticos.</p>
<p><strong>Julho</strong></p>
<p>- Postei o primeiro &#8220;Conto da Porn Shop&#8221; &#8211; <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/07/14/o-gordao-reclamao/" target="_blank">O Gordão Reclamão</a>. Nasceu a idéia de escrever um livro com as histórias insólitas que eu presencio &#8211; e às vezes participo &#8211; aqui na loja.</p>
<p>- Lancei uma pergunta à leitoras do HBD: quem seria mais bonito, eu o o <a href="http://www.grandeabobora.com" target="_blank">Marcus</a>? Até hoje não li as respostas pois meu ego é frágil.</p>
<p>- Fiz minha <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/07/27/minha-primeira-tatuagem/" target="_blank">primeira tatuagem</a>. Doeu pra cacete e ficou muito bacana, embora eu precise retoca-la.</p>
<p>- <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/07/31/calcinhas-cuecas-e-confusao/" target="_blank">Abordei a confusão gerada pelo #lingerieday</a>, um evento que eu ajudei a promover que sugeria que as meninas trocassem seus avatares por fotos delas mesmas de calcinha e sutiã por um dia. <a href="http://izzynobre.tumblr.com/post/151271808/lingerie-day" target="_blank">Aí estão as meninas, antes que você peça o link</a>.</p>
<p><strong>Agosto</strong></p>
<p><strong>- </strong>Estréia o segundo Conto da Porn Shop &#8211; <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/08/22/o-ladrao-de-dildos/" target="_blank">o ladrão de dildos</a>. Tive a indescritível satisfação de pular o balcão  de uma loja e perseguir um ladrão brandando um banquinho de bar na mão.</p>
<p>- Publiquei o <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/08/27/hbdtv-11-macacada/" target="_blank">HBDtv #11</a>, que acabou <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/08/31/mamae-eu-tou-na-mtv/" target="_blank">passando na MTV</a>. Meu queixo caiu. Tendo oficialmente aparecido na televisão por causa do que eu faço na internet, meus inegáveis desejos de fama estavam finalmente realizados.</p>
<p>E como apareci na TV em outro país, posso dizer que sou famoso INTERNACIONALMENTE. Obrigado.</p>
<p><strong>Setembro</strong></p>
<p>- <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/09/03/faq-atualizado/" target="_blank">Atualizei o FAQ do HBD pela primeira vez em meses</a>. Apesar disso todo dia nego me faz as mesmas perguntas, me levando a pensar que aquele FAQ é a coisa mais inútil que eu já escrevi.</p>
<p>- Meu vício no twitter foi documentado de forma oficial &#8211; um seguidor meu <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/09/12/voce-acha-que-e-viciado-na-internet/" target="_blank">escreveu um script que catalogava meus twits e deduziam o período em que eu dormia</a> (ou seja, quando não havia atividade na minha timeline). A internet descobriu chocada que eu durmo menos de 5 horas por noite e consigo funcionar tranquilamente nessa agenda.</p>
<p>- Comprei Scribblenauts, <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/09/13/scribblenauts-o-jogo-do-ano/" target="_blank">um jogo pelo qual me apaixonei perdidamente</a>. Acabei virando garoto propaganda do jogo, ao ponto que <a href="http://www.matandorobosgigantes.com/2009/09/mrg-64-montando-no-cthulhu.html" target="_blank">apareci no Matando Robôs Gigantes pra falar sobre ele</a>.</p>
<p>- Escavei as profundezas da internet pra trazer a vocês <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/09/27/top-6-videos-que-vao-te-traumatizar-hoje/" target="_blank">seis vídeos que vão te traumatizar</a>. Tou até hoje dormindo com a luminária acesa.</p>
<p>- O mundo inteiro percebeu subitamente que já fazia três meses que o Michael Jackson tinha morrido, a despeito do sentimento mundial generalizado de que &#8220;parece que foi ontem&#8221;</p>
<p><strong>Outubro</strong></p>
<p>- Comecei o mês provocando a esfera macfaguista com <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/10/02/you-cant-spell-windows-without-win/" target="_blank">este vídeo</a> de um iMac rodando Windows XP dentro da própria Apple Store. Quanto mais os fanboys davam desculpas, mais ficava clara a ironia de vender um sistema operacional sob a premissa de que ele é superior, ao mesmo tempo que dentro da loja se usa o OS competidor.</p>
<p>- Contei a vocês a história da <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/10/03/surra-de-mangueira/" target="_blank">Surra de Mangueira</a>, um dos episódios mais clássicos da minha infância. Meu pai leu o texto e ocasionamente me pede desculpas pelo incidente, a despeito do fato de que ele aconteceu quase 10 anos atrás.</p>
<p>- <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/10/14/agora-eu-aparentemente-sou-um-problogger/" target="_blank">Fui contratado pelo TecnoBlog</a>, me tornando finalmente um problogger &#8211; ou ao menos o mais próximo disso que eu jamais serei. Entretanto, ao invés de falar bem de marcas por dinheiro a despeito dos méritos do produto, escrevo uma coluna sobre gaming.</p>
<p>- <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/10/15/arrumando-as-malas-de-novo/" target="_blank">Anunciei a segunda ida ao Brasil</a>. O que há sete meses parecia completamente inviável mostrou-se perfeitamente possível.</p>
<p>- <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/10/25/pedofilos-e-as-pessoas-que-os-defendem/" target="_blank">Comprei uma briga feia com a Barbara Gancia</a>, colunista da Folha de São Paulo que defendeu o Roman Polanski num texto absolutamente condenável. O texto foi retuitado mais de mil vezes, recebeu quase 400 comentários e a mulher foi completamente avacalhada internet afora, o que por um momento me levou a considerar a possibilidade de ser recepcionado no Brasil com uma intimação judicial.</p>
<p>- Choquei os leitores do HBD ao finalmente publicar <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/10/26/as-patricinhas-intercambistas/" target="_blank">a história das Patricinhas Intercambistas</a>, que eu havia prometido em 2005. Como sou bom marketeiro, a história terminou dando o gancho pra uma continuação que eu não vou nem pensar em começar a escrever antes de 2011.</p>
<p><strong>Novembro</strong></p>
<p>- Novembro é indubitavelmente o mês mais importante do ano, já que é o mês em que emergi do útero de minha santíssima e querida mamãe pra trollar o mundo.</p>
<p>- Descobri o fenômeno que é o Lucas Celebridade <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/11/10/lucas-celebridade-o-clamor-luzilandense/" target="_blank">e ajudei o resto do mundo a conhece-lo também</a>.</p>
<p>- <a href="http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-188-historias-de-emigrantes/" target="_blank">Fiz minha primeira e provavelmente única aparição no Nerdcast</a>, pra total e completa revolta dos ouvintes do programa.</p>
<p>- The Settlers, um dos meus jogos favoritos da vida toda, <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/11/12/resenha-the-settlers-pra-iphoneipod-touch/" target="_blank">foi lançado pro iPhone</a>. Me senti como no dia que descobri o sexo.</p>
<p>- <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/11/21/tentando-perder-a-banha/" target="_blank">Comprei uma bicicleta ergométrica</a> pra perder um pouco da banha antes do retorno ao Brasil e, como imaginava, usei-a duas vezes antes que ela se tornasse um porta-casaco.</p>
<p><strong>Dezembro</strong></p>
<p>- Tendo a perspectiva de quase um ano, revisitei aquele post em que anunciei minha demissão. <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/12/01/o-perigo-da-bolha-de-seguranca/" target="_blank">Concluí que ser posto à rua foi a melhor coisa que aconteceu comigo em 2009</a>.</p>
<p>- Após 2 anos com um laptop porcaria, <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/12/03/finalmente-um-pc-decente/" target="_blank">comprei um computador decente</a>. No dia seguinte o computador novo foi o estopim de <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/12/05/a-epopeia-do-novo-pc/" target="_blank">uma interminável &#8211; e enlouquecedora &#8211; aventura</a>.</p>
<p>- Escrevi um post em que explico como <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/12/10/top-5-desejos-infantis-que-eu-consegui-realizar/" target="_blank">o adulto que sou hoje é exatamente a realização de todos os meus desejos infantis</a>. Acho que esse foi o texto que mais ressoou com os leitores.</p>
<p>- Desenterrei um monte de vídeos antigos de família e estou lentamente disponibilizando pra vocês, oferecendo um registro maior da minha infância que vocês parecem gostar tanto. Comecei por <a href="http://hbdia.com/wordpress/2009/12/26/os-irmaos-nobre/" target="_blank">este vídeo</a>, que revela o qual mau irmão eu era.</p>
<p>- Publiquei uma prévia com tempo limitado do primeiro capítulo do meu futuro livro sobre minhas aventuras da sex shop. Pra minha surpresa a reação foi muito boa, e mesmo após tirar o texto do ar, a galera continuou repassando o rascunho uns pros outros.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>E cá estamos. 2009 será um ano muito memorável pra mim. Visitei meu país pela primeira vez após um auto-exílio de seis anos, apareci na TV em rede nacional, fui convidado pra participar de dois podcasts que eu sou muito fã, as visitas do HBD aumentaram não sei por que, retomei os estudos que estavam paralisados desde 2003, acabei vindo parar num emprego que eu adoro e consequentemente estou melhor financeiramente agora do que jamais estive na vida.</p>
<p>2010 vai ter que ralar muito pra chegar perto do que 2009 representou pra mim.</p>
<p>E você? Seu 2009 foi tão foda quanto o meu, ou foi um ano lamentável que você se sente feliz por estar dando adeus?</p>

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