Há quase dez anos, no dia 11 de setembro de 2001, eu estava no colégio MENG, em São Luís. Era o fim do dia escolar e eu esperava minha mãe no portão da escola.
Reconheci a Parati verde-escura dos meus pais e fui em direção ao carro. Mal entro no veículo (deliciosamente recepcionado por aquela atmosfera gélida do ar condicionado, um alívio num lugar quente como o Maranhão) e minha mãe já diz de supetão: “bateu um avião numa das Torres Gêmeas”.
Fomos pra casa voando, porque ambos queríamos muito ver a cobertura jornalística sobre o que aconteceu — como era diferente o mundo pré-internet móvel!
Lembro de no caminho ter me chateado com o fato de que tivemos a chance de conhecer os icônicos prédios em 1999, quando viajei aos EUA pela primeira vez com minha família, mas as longas filas pra subir ao observatório nos fizeram desistir da idéia.
Cheguei em casa bem a tempo de ver isto:
Por mais distantes que pudéssemos estar (tanto geográfica quanto culturalmente) do acontecido, acho que os atentados de 11 de setembro chocaram o mundo inteiro — exceto, claro, alguns poucos (muitos?) que celebraram o ataque em países islâmicos. Lembra aqueles primeiros dias após o atentado quando o nome do Osama bin Laden ainda não era tão familiar?
Quase dez anos depois, após duas campanhas infrutíferas no Oriente Médio, o responsável pelos ataques foi localizado e morto por soldados americanos. E olha lá, justo no Paquistão — um país supostamente aliado aos EUA na “Guerra ao Terror”, mas que vem há anos dando a parecer que não era assim tão amigo de Washington quando a Casa Branca gostaria que fosse. E agora algumas perguntas inconveniente terão de ser respondidas por Islamabad.
Eu não queria ser o embaixador americano no Paquistão (ou vice versa, o embaixador paquistanês nos EUA) neste momento. Enfim.
Eu estava no trabalho quando vi no tuíter a multidão noticiando a morte do líder da al Qaeda. Noticiar a morte prematura de nomes famosos é brincadeira velha no tuíter, então fechei o app e fui pro site da CNN. Lá estava, em letras graúdas no fundo amarelo: “BREAKING NEWS, OSAMA BIN LADEN IS DEAD”
Pouco a pouco as piadinhas deram lugar as opiniões sérias. E pra uma boa parte de brasileiros, o veredito é “os EUA não deveriam ter matado o terrorista“.
Artigos como este lideram o discurso. O papo é aquele que a gente sempre ouve, uma leve variação da ladainha dos direitos humanos. Os Estados Unidos não tinham o direito de “assassinar” o sujeito que liderou a campanha terrorista que matou milhares de inocentes e mudou irreversivelmente todo o estilo de vida de um país.
O fato de que o contexto cultural do 9/11 é completamente alienígena pra nós brasileiros. Nunca estivemos numa situação em que um estrangeiro organizou e ordenou um ataque que resultou na morte de milhares de nossos conterrâneos. Por isso, talvez, seja mais fácil para nós avaliar a situação sem o efeito de circunstâncias emocionais.
Curiosamente, o mesmo não acontece quando ficamos sabendo de um caso de crime relativamente trivial mas que aconteceu mais próximo de nós. O povo brasileiro em geral — sim eu SEI que estou generalizando, poupe seus dedos — se regozija quando ouve histórias de bandido tomando porrada ou sendo morto por populares antes de ser levado ao julgamento a que todos, supostamente, temos direito.
Procure QUALQUER vídeo de linchamento de ladrãozinho trivial no youtube. Qualquer um. Pra facilitar sua vida deixo aqui este, este, e este exemplo.
Não se limite aos que eu linkei, saia procurando outros aí. Eu aposto que o comentário com mais votos positivos no vídeo é um que aplaude a violência aplicada no marginal. “Se fosse eu batia mais”, “tinham que ter matado”, “vagabundo tem mais é que apanhar mesmo!”.
E é natural. A população brasileira em geral se sente à mercê da bandidagem; ao ver de muitos, matar vagabundo ali no flagra é uma forma de garantir que o sujeito jamais poderá voltar a engrossar os números da bandidagem (além de, alegariam alguns, livrar o estado da onerosa tarefa de julgar e encarcerar o indivíduo numa Instituição de Treinamento Criminal).
É por causa desse zeitgeist brasileiro que figuras como Alborghetti se tornam célebres. Num país com criminalidade mais baixa, um sujeito caricato como o apresentador talvez jamais teria conquistado cargo público com esse papo meio extremista de torrar bandido na grelha. Entretanto, o Alborga falava o que muitos de nós queríamos ouvir (ou falávamos entre si na sala de aula e no escritório).
O meu ponto é que é muito conveniente julgar o assassinato do terrorista saudita — e a celebração americana que resultou com a notícia — completamente de fora do contexto cultural. O sujeito matou quase 3 mil americanos e arrastou os EUA pra uma guerra inacabável em dois fronts diferentes; saber que o pivô central da história bateu as botas serve como catarse pra muita gente.
Até porque o nosso povo parece muitas vezes disposto a aplaudir barbárie contra gente que fez muito menos. Este sujeito, por exemplo, roubou um celular. Por este crime, a nossa gente o matou — e muitos outros deram “Like” no vídeo, e fizeram comentários aplaudindo a ação que consistiu de um assassinato em plena luz do dia, em via pública, de um sujeito desarmado e em desvantagem numérica.
Meu ponto é que é fácil criticar o assassinato de um terrorista e simultaneamente manter a opinião de que “bandido tem mais é que se foder mesmo” quando um alvejou milhares de gringos anônimos, e o outro roubou o celular pré-pago da sua avó que custou 50 reais.
(E nem vamos entrar no mérito da histórica antipatia brasileira contra norte-americanos. É compreensível; sempre tive a teoria de que os autores dos nossos livros de história foram os mesmos estudantes espancados pelo DOPS no auge do golpe militar apoiado pelos Estados Unidos. E de fato, nunca tive um professor de história que não fosse extremamente crítico dos EUA)
E sobre as fotos?
O corpo do Osama mal tinha começado a ser mordiscado por peixinhos (pros totais desinformados, o cadáver foi sepultado no mar) quando os conspiracionistas começaram com o coro “mas cadê as provas? Cadê o corpo, cadê as fotos?”
O que nego não atenta é que ações militares de uma superpotência mundial (e seus resultados) não são disponibilizadas para o escrutínio do João Ninguém de Piracicaba-SP meras HORAS após a tal operação. Muitas perguntas precisam ser feitas e respondidas antes que o público geral tenha acesso ao que aconteceu — e às vezes, o público acaba nunca tendo acesso.
No momento, a Casa Branca está num impasse. O único resultado prático de publicar fotos de um corpo de um muçulmano saraivado de balas é irritar as sensibilidades do povo islâmico, a quem o tratamento dado a cadáveres é uma preocupação cultural seríssima. As ações dos EUA no Oriente Médio dependem completamente da boa vontade dos regimes locais, e não é em bom tom provocar desnecessariamente os novos governos democráticos que começam a emergir na região.
O próprio sepultamento no mar foi um resultado de tal dilema — as normas muçulmanas regem um ritual bastante específico de sepultamento, que deve ser efetuado 24 horas após a morte. Sendo a operação extremamente secreta (nem o próprio Paquistão sabia que os comandos americanos estavam prestes a invadir o complexo onde Osama se escondia), não havia a quem entregar o corpo.
E ainda há o risco de que o defunto e/ou seu local de sepulcro servisse pra militantes como um local sagrado de peregrinação, e é melhor não dar esse luxo aos caras.
Resumindo: as mãos dos caras estavam atadas pelo sigilo da operação e o limite de tempo que eles tinham pra se livrar do corpo. Foi o jeito jogar no mar.
Fotos e vídeos do procedimento SEM DÚVIDA foram feitos, e é bastante provável que a Casa Branca ceda à pressão popular e libere os vídeos um dia. Acontece que não há absolutamente nenhum ganho nisso, e a Administração Obama sabe disso.
Analise comigo: a NASA desenvolveu publicamente foguetes e módulos orbitais. O lançamento da Apollo 11 foi registrado ao vivo. A viagem até a Lua foi acompanhada por astrônomos amadores ao redor do mundo. O pouso na superfície lunar foi, também, televisionado ao vivo. Fotos e vídeos foram feitos. Amostras do terreno foram trazidas de volta.
E tudo isso acontecendo sob a vigilância quase orwelliana da União Soviética, que muito se interessaria em expôr a linha de chegada da corrida espacial como uma fraude.
E ainda assim há quem hoje não acredite que o homem foi a lua. A parada aconteceu ao vivo, diante do mundo inteiro, e isso não é suficiente pra quem se dispõe quase dogmaticamente a jamais acreditar na “história oficial”.
Pra pobres coitados com complexos messiânciso estilo “eu sei a verdade mas ninguém me ouve!!!”, nenhuma foto do Osama bin Laden com buracos de bala na órbita ocular será suficiente.
Irritar aliados muçulmanos a troco de nada — isso seria o resultado de disponibilizar as imagens do ícone do terrorismo mundial.






Matou a pau nesse post. Eu só adicionaria que, apesar de não ser a solução mais correta do ponto de vista legal, a morte do Bin Laden foi a solução mais prática encontrada pelos EUA. Imaginem quantos sequestros e atentados terroristas iam acontecer pelo mundo com doidos pedindo a liberdade do cara em troca de salvar a vida de inocentes? Sem contar a enrolação burocrática que um julgamento do Bin Laden causaria. O jeito dado foi o melhor que eles encontraram….
Concordo totalmente, porém é sair da panela e cair no fogo, agora ele vai se tornar um mártir e vai ter um monte amarrando dinamite no corpo e se explodindo em nome do Grande Líder Osama. Não tem jeito, pessoas quando querem matar acham um motivo, tinha mais é que morrer mesmo.
Sem contar que, com um julgamento ao vivo, corria o risco de, assim como o Saddam, o Osama falar coisa que não devia e ficar ruim pros EUA.
Esse pensamento idiota comum do brasileiro é praxe. Sempre foi.
Boa kibe… o/
Matar bandido zé ruela lixando-os no meio da rua todo mundo quer, mas o seu tio deputado que sonega imposto e desvia verbas, ninguém quer né?
Nem acredito que Osama exista, foi meio que um cara criado pra ser a personificação do mal. Mas caso ele exista, então nada mais justo do que respeitar os preceitos dos loucos fundamentalistas do oriente médio. Deixa essa foto na gaveta mesmo, se isso for evitar uma série de atentados no mundo inteiro.
Concordo cm a hipotese de que o Osama seria só uma alegoria… Afinal, serviu como desculpa pro Bush e agora vai servir como desculpa pro Obama.
é, mas quem criou a alegoria não foi os EUA, foi a galerinha do lado de lá (al-kaeda?). um fantoche para se por terror no mundo, um fantoche para se aterrorizar os criadores do fantoche. 10 anos depois…muito emblemático. um fatality nos terroristas.
Meia-hora para o Izzy estar sendo xingado até os ossos
Mas eu pelo menos, apoio totalmente o que tu disse ai cara
Kid errou pra caramba nesse post.
Querer comparar a maioria brasileira a um jornalista grisalho defensor dos direitos humanos foi tosco.
É só parar pra pensar:
- Os que defendem Osama vivo (como o jornalista grisalho) são os mesmos que são CRÍTICOS do Alborgethi e afins. São os defensorezinhos dos direitos humanos. Estes não gostam de ver bandido apanhando e não são a maioria da população.
- A maioria da população quer sim ver bandido apanhando. Esta maioria não tem NADA CONTRA a morte do Osama e odeia defensores de direitos humanos, principalmente pra bandidos.
Se confundiu todo Kid. Não é porque moro no mesmo país de um repórter de direitos humanos que tenho a mesma opinião dele.
Mas se fosse um filho seu, vc não ia querer que fosse espancado em praça pública, né?
tem que continuar matando os líderes da al Qaeda, e sem noticiar nada… povão nunca vai entender nada além do superficial mesmo
Eu presenciei os atentados quando o Plantão da Globo interrompeu os desenhos animados matinais para falar de um incêndio no WTC. Imagina minha reação aos 10 anos ao ver um avião sendo jogado num prédio. Surreal, nem acreditava.
Engraçado pensar que dentre esse pessoal que duvida de tudo, muitos sequer eram nascidos na época dessas coisas.
É como diz um bombeiro num documentário sobre a teoria da conspiração do 9/11, em que fala que enquanto ele presenciou o terror, tem gente do outro lado do mundo que acha que vendo vídeos e fotos sabem o que “realmente” aconteceu. =/
Muito bom, Caio…. eu estava morando em NY na ocasião, estava na faculdade, e fiquei apavorada ao sair do prédio que ficava no Queens e ver do outro lado do rio a fumaceira…. que vontade de sumir de lá, foi terrível e tem gente falando tanta besteira que dá até raiva… Mas fazer o q? Esse povinho com cabeça de bagre nem merece que nós fiquemos escrevendo pq nem entender o português eles entendem….
Bah, ontem a noite estava discutindo isso com o meu namorado, e nós dois pensamos da mesma maneira que tu pensa.
Muito bem escrito, parabéns. (:
cara, irritados os aliados islamicos JÁ ESTÃO, afinal, mataram o lider deles, e sem foto do corpo, eu não acredito, ñ me desce essa papo de ter “sepultado no mar”…e ñ, eu ñ acredito na ida do homem a lua
Discordo. Bin Laden não era um líder relioso ou líder político. Era apenas um líder terrorista. Tinha muitos seguidores e admiradores. Esses estão irritados.
Mas dizer que os aliados islâmicos estão irritados porque o líder deles morreu é afirmar que o Oriente Médio estava unido sob o controle do Bin Laden, contra os EUA.
Você não prestou atenção ao texto, pelo jeito. Muçulmanos em geral são bastante sensíveis em relação aos rituais post-mortem de defuntos muçulmanos, independente de quem seja.
Não falei que o Osama era LÍDER DOS ALIADOS ISLÂMICOS. Falei que expor o corpo de um muçulmado cravado de balas pega mal pra uma administração que está tentando continuamente deixar claro que o que ocorre não é uma guerra cultural contra o Islã, e sim contra extremistas.
O cara duvida da ida à lua. Não merece reply.
A história toda, inclusive do tal do ritual não é estranha? Os americanos já mostraram não ter nenhum respeito pelo povo e pela cultura do Oriente Médio, começando uma guerra que mataria milhares de civis árabes, apenas por dinheiro e petróleo. Eles resolveram então, só dessa vez, respeitar os costumes muçulmanos, como se isso fosse fazer o pessoal de lá esquecer de toda a matança que eles já fizeram na região.
Tudo o que os americanos precisavam era de uma desculpa para invadir, matar e conquistar árabes tal qual fizeram os comunistas durante a Segunda Guerra e de repente: BAM! Um grupo terrorista árabe explode aviões em símbolos do capitalismo americano. Exatamente do jeito que os americanos precisavam que fosse, exatamente na hora que eles precisavam que fosse.
O mesmo se aplica agora. O governo não tinha mais desculpas para permanecer no país, a popularidade do presidente não era das melhores. Tudo o que o governo precisava era mostrar serviço para o povo. Era mostrar que seus “heróis” estavam realmente engajados na “guerra ao terror”. BAM! Por pura sorte, encontram e matam rapidamente o terrorista mais famoso do mundo, garantindo a permanência das tropas na região para continuar a luta e dando ao povo americano o gosto da vingança do 11 de setembro.
É muita coincidência. Deus só pode mesmo abençoar a América.
Cara, o que o Obama tem a ganhar mentindo assim? Ele vai, diz que matou o Bin Laden, aí o Bin Laden aparece em um novo vídeo daqueles que ele sempre aparece dizendo: “to vivo, to aqui!”…
E aí? Essa história do Osama tava meio morna, é dar um tiro no próprio pé reacender isso dessa forma…
Ajudando a opinião do amigo pois eu acredito em conspiração. Cito como exemplo e essa todos que estudaram devem saber, é a ação da Mão Negra ao matar o herdeiro do império Austro-Hungaro que foi o que deu início para a Primeira Guerra Mundial, mataram um líder deles mesmos para iniciar uma guerra. Além de essa não ser a primeira vez que um líder fala da morte de Osama, MUITOS outros já falaram sobre, eu acredito na morte dele por meados de 2003 pois o mesmo sofria de problemas renais e estava sendo tratado inclusive por supervisão da CIA meses antes do “atentado”.
Apesar dos apesares, esse é o comentário e opinião mais sensato que já li.
O que o Felipe e o Nohander disseram +1
é só parar pra analisar um pouquinho a série de “felizes coincidências” que dá pra ver que essas histórias tão muito mal contadas.
Marcel,
bin Laden não vai aparecer porque ele já deve estar morto! Como o amigo Roberto disse aí em cima, ele já tava muito mal e isso era de conhecimento de todos por volta de 2003. Imagina ser tratado ao mesmo tempo em que você é o cara mais procurado do mundo.
Seria mesmo burrice forjar uma morte de um cara que ainda tá vivo. O que o governo mais precisava era reacender uma história como essa e “dar um fim” a ela. Alegria para o povo garantida. Todos nós sabemos como é fácil manipular o povo americano. Todo o sistema do país é feito pra isso, enfim…
Se a mentira fosse uma opção, ela teria sido usada no fim do governo Bush.
Claro que não. Não havia nenhum motivo pra história vir a tona. Ela podia ser guardada para o momento em que o povo começasse a questionar o motivo da guerra.
“Porque meu filho não volta se os terroristas pararam de aparecer?”
Entendam que outra opção é do governo saber exatamente onde se encontrava Obama (e isso não seria difícil, afinal estamos falando do império dos tempos atuais) e ter deixado para realizar toda a operação em um momento de necessidade como o atual.
Mas falando do texto, o argumento usado é péssimo. Defensores dos direitos humanos que são contra a morte de bin Laden certamente não apoiariam a morte de um ladrão de celular.
Dessa vez não tem nenhuma União Soviética e seus comunistas do mal querendo criar histórias para difamar os americanos. A história oficial deve ser questionada sim. Ela pode ser verdadeira em vários casos, sim. Mas não se pode aceitar tudo o que os governos vão empurrando.
A Primeira Guerra Mundial citada aí em cima é um belo exemplo disso. Levaram anos para as pessoas descobrirem a verdade e ela não era a oficial.
Quem sabe com a queda do império capitalista quantas verdades virão a tona?
Bom, sei lá, se o mundo inteiro não sabia não sou eu ou você que iria saber… se ele já tava ou foi morto agora tá ótimo, rs. Não vai fazer falta alguma, pelo menos pra mim…
Gostei do texto. Não tinha parado pra pensar sobre a incoerência desse pensamento que eu mesmo chego a adotar de quando em vez. Refletirei.
Até que me provem ao contrário não acredito que Osama tenha sido morto em 05/2011. Primeiramente só deus sabe quantas mentiras foram contadas pelo governo americano e informações ocultadas, uma das hipóteses que acho possível é que o cara já estava morto e o governo americano ter ocultado ou só ter conhecimento agora.
Mas só o futuro dirá(ou não!?)!
Bom, entendo seu ponto de vista Kid, mas os EUA criaram uma visão na cabeça dos americanos de que o Osama Bin Laden é o Super Mal, e o culpado por tudo que rola. Ele cometeu sim, atentados terroristas. E eu não sou ninguém pra julgar se merecia ou não morrer, vai saber a situação que ele foi encontrado também. Mas não vamos fingir que os EUA são o país dos bonzinhos. O que eles fodem os outros a muito tempo é absurdo. A bomba de Hiroshima, por exemplo, é considerada por muitos praticamente um ato terrorista, aniquilando milhares de inocentes, mas nenhum dos envolvidos foi linchado. Pelo contrário, uma parte dos EUA realmente apoia os caras.
Veja também as tropas que os EUA não retiram. Se eles querem mesmo acabar com o terror, podiam começar por si próprios, pois já e de conhecimento publico que são um país -assim como tantos outros, inclusive o Brasil- governado por pessoas com bocas limpinhas, mas mãos sujas de merda.
Bom, enfim. Não estou te criticando, qualquer um de nós pode estar errado, afinal, só quem sabe o que realmente acontece é que está dentro do que aconteceu. Sou seu fã, espero que não ache que estou trolando aqui, ou algo assim, hahaha
Rodrigo, caso tenha faltado a esta aula de história, aS bombaS (sim, plural) de Hiroshima e Nagasaki foram lançadas porque uma guerra convencional entre o Japão e os EUA traria centenas de vezes mais vítimas para ambos os lados, e demoraria meses, consumindo assim muito dinheiro e vítimas…
Lançar as bombas foi uma maneira de obter uma vitória rápida.
Note que não estou defendendo os EUA, mas sim mostrando que guerra é guerra, e nesse caso o Japão atacou primeiro forçando uma guerra que os EUA não queriam. A bomba foi a solução.
Agora, quanto a os EUA não serem bonzinhos, concordo. Mas ainda prefiro eles a República Democrática Popular da China.
@engdavirocha
Caso não saiba, o governo americano já tinha total conhecimento do ataque japonês a Peal Harbor. Mesmo com o conhecimento do governo a base não foi avisada. Seu argumento vai por água abaixo, pois os americanos estavam claramente querendo guerra e ficaram esperando os japoneses jogarem a primeira pedra para poder cometer o maior ato terrorista da história e ainda se achar no direito de gritar depois “Foram eles que começaram!”
Quanto a ser uma maneira rápida de acabar com a guerra, a guerra estava praticamente terminada! O Japão desistiria da guerra pouco tempo depois. Os bombardeios diminuam aos poucos. A esperança do povo começava a voltar. Quando chegam os americanos e apagam completamente duas cidades inteiras do mapa. Não existe lógica nisso! Os japoneses atacaram uma BASE MILITAR e os americanos em resposta explodem duas cidades cheias de CIVIS!
A China com todos os seus problemas não causa morte e destruição como os EUA. Porque alguém iria preferir os EUA a China?
Felipe, pelo que eu vejo o seu conhecimento de história é sofrível, ou pelo jeito mais voltado aos ensinamentos contados pelos camaradas do Kremlin na era Stalin, ou pelo professor amigo do curso de Ciencias Sociais.
Sugiro que você leia “O Último Trem de Hiroshima”, onde relatos comprovam que a guerra no lado japones ainda não estava terminada, ou seja, mesmo com a precariedade e a escassez, o império japonês ainda não cogitava a possibilidade de rendição.
Somente com o lançamento da segunda bomba, que foi a de nagasaki, é que o império japones, temendo que novos ataques como esses acontecessem, (embora na realidade, os EUA não tivessem mais bombas e demorariam meses para novas bombas ficarem prontas) concordou em uma rendição.
Usando a China como exemplo de país em que o uso da força é errado, mais uma vez prova que os seus argumentos são baseados em doutrinas, pois como se sabe, Mao Mao Tsé-Tung ao implantar o Comunismo, através de decisões erradas e tirânicas, provocou a morte de milhões, sem contrar outros que foram para campos de trabalhos forçados ou perderam famílias.
Álias, Foxconn é um belo exemplo atual de como funciona a China de hoje.
Somente retificando…
O correto é
República Popular da China
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Popular_da_China
Não incluir Taiwan (Republica da China), que desde o final da guerra civil, tem relações separadas da China Comunista.
Eu acho que não deviam ter matado o Osama não por questões humanistas, mas porque existem coisas piores que a morte. Podiam ter dado um tratamento à lá Guantânamo ou Brian Manning pra ele.
Eu sou humanista secular, entendo a validade da vida humana e acho errado matar um cara por roubar um celular. Mas o cara foi responsável por um movimento radical que precisa ser eliminado de todas as maneiras. Eu não ligo nem um pouco que ele tenha morrido. Só acho que podiam fazer uns waterboardings diários no feladaputa.
Esqueceu de dizer que muitos também acha esse negócio de WTC uma farsa. O Bush foi quem mandou tudo pelos ares rsrsrsr
Nessa história toda só não acredito que tenham
jogado Osama no mar ou mesmo que tenha sido morto só agora.
Mas que está morto isso é fato.
Digo que a maioria do que está nas notícias são tudo mentira do governo dos USA,eles querem o pessoal assustado e cagado de medo pra manipular as massas.
O Obama tinha uma tarefa das mais complicadas nas mãos. Já imaginou se ele não autoriza que matem o cara?
Iam levar ele pra onde? Guantanamo? Supermax? Já imaginou o que ia ter de seqüestro e ameaça de atentado pedindo a libertadção do terrorista?
Obama foi praticamente obrigado a autorizar a execução, não que ele não tenha apreciado também.
Caraca Izzy, eu tava protestando no twitter sobre as fotos e teu texto convenceu sobre o contrário. Análise sóbria. Parabéns.
Depois procura no twitter: “bin laden dbz”.
Taí a verdadeira vingança brasileira.
Acho que a melhor frase sobre isso é essa:
“A morte de Osama Bin Laden é um grande resultado na luta contra o mal, mas comemorar isso é a mesma coisa que comemorar o assassinato de um homem”
Não acho que Osama morreu e nem que ele tenha sido metade do que os EUA disseram, mas esse pessoal dos direitos humanos não tem nenhum direito de falar algo sobre esse acontecimento.
E não quero saber de fotos ou vídeos, encenados ou não. Estou pouco me importando com a morte deles. Eles supostamente derrubaram duas torres em território americano, a morte de um líder simbólico vai causar poucos dano a moral deles.
“Eles supostamente derrubaram duas torres em território americano”
SUPOSTAMENTE meu amigo? Qual parte de dois aviões jogados contra as torres, três mil mortos, e Osama assumindo a autoria precisam ser esclarecidas?
Supostamente você defecou pelas pontas dos dedos.
Assumir a autoria nao vale muita coisa, meu querido.
É um exemplo do que o texto diz brasileiro “supostamente” procura cabelo em ovo sempre.kkk
E com isso, você não diz nada. .-.
É muito bonito dizer “prendam-no e o levem a julgamento” e ponto, sem sequer dar atenção às enormes impossibilidades práticas disso. Onde mantê-lo preso enquanto o julgamento não acontece? Como garantir sua segurança? Como lidar com os inúmeros sequestros de notórios americanos que se seguiriam, na tentativa de forçar uma “troca de prisioneiros”? Como executar a sentença (considerando, é claro, a mera hipótese de que ele não fosse absolvido pela corte)?
Como você bem falou, Izzy, é parte do inconsciente coletivo brasileiro defender os inimigos dos EUA. Quando é brasileiro, bandido bom é bandido morto. Quando matam Bin Laden, fingem que estamos falando do assassinato de um panda.