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	<title>Hoje é um Bom Dia</title>
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	<description>Leia. Afinal, você não está fazendo nada mesmo</description>
	<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 21:43:02 +0000</pubDate>
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		<title>Como se responde um retardado desses?</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 21:35:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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E o melhor é que o imbecil mandou o link do painel de admin do negócio. Se você não tem a capacidade técnica pra sequer enviar o link do seu próprio blog de forma correta, o que diabos você está fazendo na minha internets? Me pergunto se é o tipo de isento* que soletra o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src="http://img106.imageshack.us/img106/8978/eumereoot0.jpg" border=1 alt="" /></center></p>
<p>E o melhor é que o imbecil mandou o link do painel de admin do negócio. Se você não tem a capacidade técnica pra sequer enviar o link do seu próprio blog de forma correta, o que diabos você está fazendo na minha internets? Me pergunto se é o tipo de isento* que soletra o próprio nome erradamente.</p>
<p>Em tempo - post de verdade chegando, e o HBDcast já foi gravado e tou apenas esperando a bicha do <a href="http://cafeinado.org">hardtimes </a>editar o áudio.</p>
<p>*Concordo<strong> tanto </strong>com o <a href="http://morroida.com.br/">Fábio</a> nesse aspecto que vou usar o termo dele sem permissão.</p>
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		<title>&#8220;Wardrobe malfunction&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 17:56:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

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		<description><![CDATA[Os eventos que narrarei em seguida aconteceram no último sábado, dia 12 de julho de 2008.
09:24 
Estou no trabalho. É sábado de manhã, o tribunal está fechado. Meu parceiro está no banheiro, e pelos sons que ele emite lá de dentro, o canadense está pintando a porcelana com a janta de ontem. Se eu conheço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os eventos que narrarei em seguida aconteceram no último sábado, dia 12 de julho de 2008.</p>
<p><strong>09:24 </strong><br />
Estou no trabalho. É sábado de manhã, o tribunal está fechado. Meu parceiro está no banheiro, e pelos sons que ele emite lá de dentro, o canadense está pintando a porcelana com a janta de ontem. Se eu conheço o padrão das ressacais semanais dele, em alguns minutos ele emergirá do lavatório com uma expressão de confusão impressa no rosto. Em seguida ele despencará na cadeira, perguntará se eu vi o caderno de esportes, e anunciará redundantemente que o banheiro está interditado graças ao vômito explosivo dele. </p>
<p>Abro meu livro, ponho os pés na mesa e me preparo pra matar as próximas oito horas.  Eu não sabia naquele momento que estava prestes a embarcar numa perigosa aventura; uma que quase me custou minha capacidade reprodutória.<br />
<span id="more-892"></span></p>
<p><strong>09:25</strong><br />
Estou apreensivo. Ao erguer minhas pernas em direção à mesa, pude ouvir um perturbante ruído, não muito diferente do som produzido por tecido sendo rasgado. Temo pelo pior, especialmente porque meu parceiro também ouviu o barulho e parece ansioso em repassar a informação ao resto da equipe de trabalho pelo rádio. </p>
<p>Nota pra mim mesmo - na próxima vez que ele sair pra um cigarro, dê algumas corridas ao redor do escritório, depois abaixe as calças e peide no café dele.       </p>
<p><strong>09:29</strong><br />
Seria irresponsável continuar ignorando o problema. Larguei o livro e me dirijo ao banheiro, pra investigar a causa do ruído. Tomo o cuidado de andar a meio-passo, já que qualquer movimento brusco poderia piorar a situação. Na saída, vi Craig puxando o rádio-comunicador pra perto de si, tentando suprimir as risadas. Ele não perde por esperar. Preciso lembrar de não desperdiçar nenhum peido no banheiro.     </p>
<p><strong>09:30</strong><br />
Estou no banheiro, usando apenas minha camisa e meias, examinando cuidadosamente o interior das calças. </p>
<p>Meus piores medos foram confirmados. Há um rasgo de aproximadamente 2cm no tecido da calça, na área dos testículos. O buraco é no tecido, e não na costura, tornando um conserto por meios convencionais - agulha e linha - quase impossível. Ponho as calças novamente, com bastante cautela. Um movimento em falso e o buraco atingirá dimensões que permitirão minha bolsa escrotal a balançar livremente ao vento. O que fazer agora?     </p>
<p><strong>09:32</strong><br />
Voltei ao escritório. Minha mente trabalha redobrado, tentando descobrir uma forma de reverter o cenário. O que MacGyver faria nessa situação? Preciso encontrar os objetos necessários pra remediar o problema. Quão difícil poderia ser, afinal de contas? Há de existir uma maneira de consertar essa desgraça. E eu vou descobri-la.      </p>
<p><strong>09:36  </strong><br />
Este meu real life point and click adventure game acabou sendo mais fácil do que eu pensava. Não tenho como suturar o roto, de fato, mas há uma alternativa. Decidi utilizar uma técnica conhecida nas publicações norte-americanas como &#8220;hobo science&#8221;, ou seja, a ciência do morador de rua. Encontrei um grampeador velho no cesto do lixo do balcão da Corte de Apelos. Há uns 20 grampos ainda no aparelho, esses canadenses desperdiçam demais. Isso deve ser mais que suficiente pra resolver esta crise.      </p>
<p><strong>09:39</strong><br />
De volta ao banheiro, pelado novamente (não costumo ficar pelado no trabalho, qur dirá então ficar pelado duas vezes no mesmo dia), examinando a melhor forma de abordar a situação. Será que basta unir as bordas e meter o grampo, ou precisarei de algum tipo um catalizador, algum material pra cobrir o buraco? Mas não tenho nenhum pedaço de pano pra usar como parte do remendo, então dobrarei um pedacinho da calça por cima do buraco.       </p>
<p><strong>09:41     </strong><br />
O remendo está feito. O resultado não é nada que sugira que eu tenha um talento inato pra corte e costura, (talvez porque não envolveu nenhum corte, e menos costura ainda), mas isso deve segurar a situação até eu chegar em casa. A maneira que a calça dobra na área grampeada indica claramente a gambiarra, mas pra notar o defeito alguém teria que observar a minha virilha a menos de 10cm de distância. A única pessoa no planeta que de vez em quando se encontra naquela área é a namorada, então tá tudo de boa. Até porque geralmente não estou usando calças nessa situação.</p>
<p>Por enquanto o alerta foi reduzido.</p>
<p><strong>09:45</strong><br />
Pelo jeito meus problemas estão longe de serem resolvidos. Ouvi um segundo ruído proveninente das calças, além da estranha sensação de uma picada na bunda. Sinta-se à vontade pra fazer seus comentários de teor homoerótico. Preciso retornar ao banheiro e analisar a nova situação.</p>
<p><strong>09:46</strong><br />
Pelado de novo, examinando o fundo das calças. A essa altura já nem sinto aquele natural odor concentrado de bolas suadas que se embutiu no fundo das calças de qualquer homem. </p>
<p>Dois grampos estão dobrados em V, com as pontinhas afiadas apontando pra cima e completamente inúteis pra tarefa de manter minha calça inteira. A visão dos grampos retorcidos me deu um arrepio na espinha - se eu tivesse me movido da maneira errada, um daqueles grampos poderia estar agora habitando o inteiror dos meus testículos. Removi-os depressa.</p>
<p>Um último grampo se segura vigorosamente, mas ele não será suficiente pra resolver a situação. Até porque a nova análise provou que os grampos causaria mais problemas que eles resolveriam. Uma nova abordagem é necessária, e urgentemente.</p>
<p><strong>09:48</strong><br />
Estou fazendo uma nova incursão pelo prédio procurando materiais pra me salvar desse apuro; cartão magnético que destrava portas numa mão, iPod touch registrando as lembranças do evento na outra. A lembrança dos grampos afiados me cutucando a bunda é de gelar o sangue; aquele plano poderia ter dado MUITO errado. Nessas horas ter um UMPC que eu pudesse trazer pro trabalho diariamente viria a calhar; rodando simulações computadorizadas dos possíveis resultados dos meus planos. Praqueles grampos, furar meu saco não teria sido desafio algum.</p>
<p><strong>09:50</strong><br />
Aleluia! Dessa vez acredito que meus apuros estão terminados. Encontrei um rolo de duct tape dando sopa no armário de material de escritório no sétimo andar, onde ficam os escritórios da Family Court. Avaliei a quantia de duct tape ainda no rolo como mais que suficiente pra consertar mil calças. Respirei aliviado. Se há um problema que duct tape não pode resolver, eu desconheço.</p>
<p><strong>09:54</strong><br />
Nu em pelo pela enésima vez no banheiro do escritório, estou ficando acostumado com a idéia de estar completamente pelado no meio do expediente. Arranco um pedaço de duct tape de 5 centímetros quadrados e aplico ao fundo da calça. Dessa vez, fui mais cuidadoso na avaliação dos resultados da manobra. Previ que as bordas da duct tape eventualmente se soltariam após a movimentação constante, e por isso reforcei o contato deles com a calça, pra ter certeza que a parte adesiva da fita se soltaria e talvez me roube de meus pelos pubianos da forma mais dolorosa possível.</p>
<p><strong>09:56</strong><br />
SITUATION REPORT</p>
<p>A integridade física das calças está estável. O burato continua lá, sim, mas as bordas dele estão firmemente unidas graças à duct tape. O contato da duct tape com os bagos é mais gélido do que minhas simulações mentais previram à primeira instância, mas isso é um problema marginal. Hoje poderei voltar pra casa sem expor minhas partes ao mundo.</p>
<p>Sucesso.</p>
<p><center>****</center></p>
<p>Hoje, quatro dias depois, AINDA não comprei uma calça nova.</p>
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		<title>Quando personagens virtuais morrem</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 20:42:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Internautas Infames]]></category>

		<category><![CDATA[morte]]></category>

		<category><![CDATA[Tina]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante as aulas de redação do colegial, minha professora costumava dizer que a introdução do texto é geralmente a etapa mais desafiadora do processo editorial. Nela, você precisa apresentar a idéia e propôr algum tipo de conclusão de maneira concisa; os parágrafos seguinte é que terão o trabalho de elaborar a idéia.
Eu particularmente nunca tive [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante as aulas de redação do colegial, minha professora costumava dizer que a introdução do texto é geralmente a etapa mais desafiadora do processo editorial. Nela, você precisa apresentar a idéia e propôr algum tipo de conclusão de maneira concisa; os parágrafos seguinte é que terão o trabalho de elaborar a idéia.</p>
<p>Eu particularmente nunca tive muitos problemas em apresentar uma idéia em algumas curtas linhas. </p>
<p><center><img src="http://img244.imageshack.us/img244/9185/blogdatinafk2.jpg" border=1></center></p>
<p>Isso é, até hoje. A dificuldade de escrever este post me remeteu àquelas aulas de redação há mais de uma década atrás, quando a dificuldade de escrever introduções era apenas uma profecia não-concretizada. E por isso essa é a única introdução que esse texto terá. </p>
<p>Hoje a notícia da morte da Tina atingiu a blogosfera.<br />
<span id="more-891"></span><br />
No <a href="http://attu.typepad.com/universo_anarquico/">blog dela</a>, há um texto autorado pelo marido explicando o acontecido. A mulher andava doente, e entre o círculo de envolvidos nos grandes dramalhões internéticos provocados por ela, era praticamente um consenso de que ela provavelmente não viveria muito tempo. </p>
<p>A notícia se espalhou pelos twitters brasileiros imediatamente. A Tina já havia se tornado relativamente notória no mundo internético brasileiro - tanto pelas intermináveis confusões com blogueiros, tanto pela sua prolífica atividade como comentadora nos mesmos blogs. </p>
<p>Alguns encararam a notícia com perceptível alegria, outros se mostraram movidos com o que não deixa de ser uma tragédia familiar, e houve ainda o grupo de céticos. Segundo o terceiro grupo, não seria de todo improvável que a Tina forjasse a própria morte - seja pra escapar do assédio dos muitos inimigos que ela acumulou nos anos de blogagem, ou talvez apenas pra aliciar reações comovidas da comunidade blogueira. A Tina, <a href="http://www.interney.net/blogs/cintaliga/2008/07/10/tina/">segundo ela mesma costumava dizer</a>, não estava acostumada com demonstrações de empatia.</p>
<p>Quando a notícia estourou, não demorou muito pra que todos os olhos se voltassem a mim. Deu pra imaginar a turma inteira com as mãos no nível da cintura, palmas pra cima, na posição universal de &#8220;e agora?&#8221;, me perguntando se eu me pronunciaria sobre a morte dela. </p>
<p>É entendível. Como disse o <a href="http://grandeabobora.com/">Marcus</a> (e com o perdão da aparente arrogância de mencionar citações sobre mim mesmo), &#8220;A Tina é o Anti-Kid&#8221;. </p>
<p>Não deixa de ser verdade. A confusão entre a Tina e eu ocupou um bom espaço nos holofotes da internet, e por causa disso o nome dela parece irremediavelmente conectado ao meu. Daí a curiosidade geral de descobrir o que EU falaria sobre a morte da mulher, suponho.</p>
<p>Draminhas virtuais não são novidade nenhuma; a umbigosfera já viu tantas briguinhas de ego que já praticamente &#8220;ossos do ofício&#8221;. A Tina no entanto se distinguiu da maioria por procurar confusão com virtualmente qualquer pessoa disposta a responder as mensagens dela. A quantidade de histórias de inimizade dela com blogueiros por aí afora é impressionante. E eu achando que era muito odiado na época da Semeadores da Discórdia&#8230;</p>
<p>Mantenho a opinião de outrora - a Tina era uma mulher solitária e com problemas sérios de socialização. Como já mencionei antes, essa idéia se solidificou na minha primeira troca de mensagens com ela, em que ela respondeu uma crítica minha ao Nirvana com a non sense &#8220;&#8230;meu computador é melhor que o seu&#8221;. </p>
<p>Não vou dar uma de piegas e subitamente mudar todas as minhas impressões sobre a mulher. O que ela fez não será desfeito, ou esquecido. Pra quem não sabe, <b>até mesmo arrumar uma deportação minha ela tentou.</b> E pelo que&#8230;? Simplesmente porque eu não bania usuários do meu fórum que faziam piadas a respeito dela. A mulher levava interações virtuais às últimas consequências, o que provavelmente não colaborou em nada com a situação de saúde frágil dela.</p>
<p>Mas ao mesmo tempo, não posso me referir a ela com o mesmo tom desrespeitoso que muitas vezes usei pra falar sobre a mulher. Apesar de todos os problemas que a mulher me causou - problemas de verdade, no âmbito tangível do mundo real -, no fim das contas, ela era apenas uma mulher velha, desequilibrada e doente. Qualquer pessoa que se ocupasse por poucos minutos conversando com ela chegaria ao mesmo diagnóstico. A Tina era muito mais digna de misericórdia do que de ódio. E talvez teria sido muito mais digno e maturo da minha parte ignorar a gritaria incoerente dela, do que atiçar a coitada.</p>
<p>Talvez é daí que emanava essa forte necessidade dela de se socializar através da internet. O <a href="http://www.interney.net/blogs/enloucrescendo/">Ian</a> falou brincando aqui no MSN que ela &#8220;comentava em todos os blogs do Brasil&#8221;. O sarcasmo não passa muito longe da realidade; nos últimos meses a Tina parecia ocupar boa parte do seu tempo tentando estabelecer uma social network com blogueiros.</p>
<p>E a despeito de tudo que ela fez e falou contra mim (e até mesmo minha família), a verdade é que ela acabou levando a pior. Assim como o marido e o filho dela, que apesar de provavelmente não se surpreenderem com o falecimento dela, devem estar em bastante desalento.</p>
<p>Os incrédulos forçam o coro de que talvez tudo não passe de um elaborado hoax da mulher; eu não acho que ela se daria ao trabalho de tal coisa. E, se há alguém que conheceu bem a Tina nos últimos três anos, acredito que seja eu. Vi o melhor e o pior dela. Como acabou sendo, vi muito mais o &#8220;pior&#8221;. É uma pena, porque nos raros momentos de lucidez, a Tina dava impressão de ser uma mulher vivida, uma intelectual até. Pena que levava tudo na internet tão a sério, algo que muitos começam a suspeitar que foi o responsável pela saúde debilitada dela.</p>
<p>Apesar das desconfianças, a manifestação a respeito da notícia foi imensa no twitter; é provavel que o mesmo aconteça nos blogs de amigos dela. Apesar de toda a atenção que ela arrumou com a fama de treteira, ela jamais havia sido notada antes como hoje. </p>
<p>E a ironia do negócio é a verdadeira tragédia da história. A Tina não viveu o bastante pra se ver atingindo aquilo que ela tanto almejava - relevância no mundo blogueiro ao qual ela dedicava tanto tempo.</p>
<p>Rest In Peace, Tina. Pra melhor ou pra pior, a internet não será mais a mesma.</p>
<p>E pra galera que tá deitando e rolando de tanto rir com o fim da mulher - não sejam <em>tão</em> desalmados assim. A despeito de qualquer outra coisa, a mulher deixou pra trás um marido e um filho. Ou seja, enquanto a encheção de saco promovida por ela (na maioria das vezes) se limitava à internet, hoje na Califórnia uma família ficou um pouco menor; é uma tragédia <strong>real</strong>.</p>
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		<title>Brinquedinhos Voadores Não-Identificados</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 18:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Tech Toys]]></category>

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		<description><![CDATA[Ok, vamos voltar aos posts não-relacionados a Rama? Combinado.
Então, eu detesto começar posts com um clichê que ando utilizando tão frequentemente, mas&#8230; bem, PRA QUEM ACOMPANHA MEU FLICKR, nos últimos dias retomei um hobby que eu arrisquei no ano passado.

Alguns de vocês devem lembrar do meu helicóptro (sic). 
E se você não lembra, clique aí, dê [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ok, vamos voltar aos posts não-relacionados a Rama? Combinado.</p>
<p>Então, eu detesto começar posts com um clichê que ando utilizando tão frequentemente, mas&#8230; bem, PRA QUEM ACOMPANHA MEU FLICKR, nos últimos dias retomei um hobby que eu arrisquei no ano passado.</p>
<p><center><img src="http://farm4.static.flickr.com/3031/2636993430_e2ea9e86ce.jpg?v=0" border=1></center></p>
<p>Alguns de vocês devem lembrar do meu <a href="http://hbdia.com/wordpress/?s=helicoptero">helicóptro</a> (sic). </p>
<p>E se você não lembra, clique aí, dê uma &#8220;batida de olhos&#8221; no texto e refresque sua memória. Essa é a beleza da internet; na vida real quando sua namorada pergunta se você lembra de uma história chatíssima que ela te contou ontem, você não tem recurso algum a não ser admitir que não prestou atenção em nenhuma palavra que saiu da boca dela porque estava pensando se as lâminas daquele liquidificador do <em>Will It Blend? </em> são feitas de adamantium.<br />
<span id="more-890"></span><br />
Como relatei no texto, helicópteros RC de seis canais (como esse meu) são bastante difíceis de pilotar, porque eles funcionam como um helicóptero de verdade funciona. Se você já pilotou um helicóptero em GTA4 ou Flight Simulator deve saber do que eu estou falando.</p>
<p>Uma coisa é se sentir frustrado por não conseguir pilotar a aeronave virtual na sua cópia pirata da popular franquia de simulação de vôo da Microsoft. Outra coisa bem diferente é experimentar sentimento similar, mas tendo gasto 80 dólares num helicopterozinho de controle remoto. Numa explosão de raiva, joguei o bicho na parede, uma das hélices quebrou, e cabou-se a brincadeira. Joguei os restos mortais dele no lixo e voltei à vida anterior, ausente de qualquer espécie de helicópteros.</p>
<p>Outro dia passeando no Walmart vi esse avião da foto lá em cima. Segundo li em respeitáveis fóruns de aeromodelismo, aviões são relativamente mais fáceis de pilotar que helicópteros (mas não TÃO mais fáceis assim, aprendi da forma mais fácil). Então me encorajei a comprar o troço e ver qual a dele.</p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/f3FljEocTH0&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/f3FljEocTH0&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p>E é realmente mais fácil pilotar o avião. Como o bicho se move pra frente naturalmente, você só precisa se preocupar em manter a sustentação e dar curvas. No helicótero, apenas deixar o troço parado &#8220;hovering&#8221; requeria aproximadamente o mesmo nível de habilidade de um piloto comercial da Air Canada, que dirá então movimentá-lo nas posições que você deseja que ele vá.</p>
<p>Não que pilotar o avião seja inteiramente fácil. Como falei antes, você precisa se preocupar com a sustentação, o que é uma batalha constante. Se você colocar o manche em posição de velocidade máxima, o avião joga o nariz pra cima, sobe, e eventualmente dá um &#8220;stall&#8221;, ou seja, perde a capacidade de se manter no ar e começa a cair verticalmente. Nesse estágio, é quase impossível traze-lo de volta a não ser que você esteja bem alto e tenha espaço pra manobrar. Por isso, você tem que constantemente resistir à tentação de meter o pé na tábua. </p>
<p>As curvas também são mais complicadas do que você imaginaria de início. Voltando às comparações com o Flight Simulator - no jogo, se você tenta dar uma curva com o avião puxando o manche pra direita indiscriminadamente, a próxima coisa que você verá serão os pedestres em Chicago. O avião vai dar uma guinada violenta pro lado, numa manobra que acabará trazendo-o ao chão. A palavra de ordem é &#8220;sutileza&#8221;. Um toquezinho no manche, e só. </p>
<p>Graças aos artefatos de compressão do youtube, o vídeo não faz justiça à diversão que é brincar com o troço. Por causa disso comprei uma segunda aeronada, um autogyro (que é um híbrido de helicóptero com avião). E hoje quero comprar um F22 que vi no centro.</p>
<p>Gostei <strong>TANTO</strong> da brincadeira que pretendo comprar um avião similar e enviar pros meus primos no Brasil. Brinquedos voadores ocupam um panteão quase mítico na mente infantil, eu teria alegremente assassinado boa parte dos meus amigos de escola com tijolos se alguém me prometesse um avião de controle remoto após a matança. </p>
<p>Quando eu era moleque tinha apenas soluções low budget pra brinquedos voadores. O gato da minha irmã era uma aeronave formidável, embora suas condições de vôo fossem muito restritas (elas exigiam uma linha reta em direção ao sofá da sala, e que meus pais não estivessem em casa). Meus primos provavelmente têm a mesma carência de brinquedos alados que eu quando tinha a idade deles. Por isso, consigo até imaginar o PLFFFRRTT, que será o ruído do moleque cagando as próprias calças tamanha será a emoção de abrir o papel de presente e ver a ilustração de um avião do lado de um controle remoto.</p>
<p>23 anos no meio da cara e torrando grana com brinquedos. Dá pra acreditar que há pouco tempo eu tava preocupado porque estava virando adulto?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Altas expectativas e decepção</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 01:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Vida maldita]]></category>

		<category><![CDATA[arthur c clarke]]></category>

		<category><![CDATA[rama]]></category>

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		<description><![CDATA[O fenômeno é antigo, mas eu só fui entender recentemente.
Se você participa de alguma comunidade virtual (fóruns, listas de discussão, canal de IRC, bate papo da UOL, seja lá o que diabo for), você já deve ter presenciado o ódio nerd resultante de más adaptações cinemáticas de quadrinhos.
Aliás, nem precisa ser necessariamente uma adaptação ruim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O fenômeno é antigo, mas eu só fui entender recentemente.</p>
<p><img class="alignright" style="float: right; border: 1px solid black; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://img394.imageshack.us/img394/2488/steve20mcniven20civil20qp1.jpg" alt="" width="250" height="390" />Se você participa de alguma comunidade virtual (fóruns, listas de discussão, canal de IRC, bate papo da UOL, seja lá o que diabo for), você já deve ter presenciado o ódio nerd resultante de más adaptações cinemáticas de quadrinhos.</p>
<p>Aliás, nem precisa ser necessariamente uma adaptação ruim - basta uma decisão duvidosa na escolha do elenco, ou omissões/adições injustificadas no canon do universo das histórias, e pode ter certeza que milhares de nerds ao redor do mundo estarão choramingando e prometendo que jamais passarão perto de um cinema que esteja exibindo o filme (o que é sempre uma mentira, já que os pobres geeks não conseguem resistir àquele anseio enrustido de ver seus personagens favoritos em carne, osso e spandex).</p>
<p>Tamanha choradeira por causa de um filme é um fenômeno à primeira vista patético, e que leva você a indagar quando teria sido a última vez que um participantes desse tipo de gritaria internética teve a esperança de um dia perder sua virgindade. Sob análise mais cuidadosa, esse tipo de comportamento se torna mais que compreensível. É a única reação que alguém poderia exibir quando vê uma história/personagens que ele tanto gostava sendo destroçada pelo bem maior - o enriquecimento dos responsáveis pela produção.<br />
<span id="more-889"></span><br />
Nos últimos meses me tornei um nerd de quadrinhos. Como já comentei antes, era um &#8220;sonho&#8221; que eu acalentava há anos, e em outubro passado resolvi deixar de ler sobre os heróis apenas na Wikipédia e passei a investir em quadrinhos.</p>
<p>Como todo colecionador bicha, não perco a oportunidade de orgulhosamente exibir minha coletânea, e aí está:</p>
<p><center><img src="http://img55.imageshack.us/img55/6848/coleolx3.jpg" border="1" alt="" /></center></p>
<p>Foto grandona <a href="http://img379.imageshack.us/img379/4236/grandonadb9.jpg">aqui</a>, caso você queira saber que revistinhas eu tenho especificamente.</p>
<p>Então. Quando alguém se torna fã de uma determinada história ou personagem, é muito difícil não experimentar um sentimento de &#8220;propriedade&#8221; sobre a obra. Esse é o SEU personagem favorito, aquele cujas aventuras você acompanha todo mês, e ai daquele que pegar o material e cagar em cima dele em troca de uma bilheteria de algumas dezenas de milhões de dólares no primeiro fim de semana.</p>
<p>Assistir <em>Iron Man</em> foi diferente de assistir qualquer outro filme. Por ser meu super herói favorito, eu sou inevitavelmente mais crítico em relação à adaptação, e me &#8220;relaciono&#8221; com a história num nível mais pessoal. É difícil explicar, você teria que ser fã de alguma coisa pra entender o laço emocional.</p>
<p>Esse é o problema - quando nos tornamos fãs de um certo material, a expectativa pra qualquer produção derivante dele se torna muito alta. Mesmo que a continuação seja boa, você não estará satisfeito, porque estava esperando mais. E como quase sempre as continuações carecem da qualidade do original&#8230;</p>
<p>Como mencionei há pouco tempo, eu li recentemente <em>Rendezvous With Rama</em>, e me apaixonei completamente pelo livro. Desde que eu era pivetinho lendo Monteiro Lobato não me enfiava com tanta força em um universo literário fictício. Temos outros fãs do livro por aqui, além do <a href="http://www.contraditorium.com">Cardoso</a>?</p>
<p><center><img src="http://img295.imageshack.us/img295/2386/ramaxq4.jpg" border="1" alt="" /></center></p>
<p>Olha Rama aí. Pra quem não entendeu a imagem, é o seguinte - isso aí é essencialmente uma superfície planetária envolta (ou seria &#8220;envolvida&#8221;?) nas paredes internas de um cilindro. A faixa azul no centro é um mar, que eles chamam de Mar Cilíndrico. Os aglomerados cinzas são &#8220;cidades&#8221; (ao menos, é isso que os astronautas acreditam que eles são). O negócio tem um diâmetro de 20km, ou seja, o &#8220;teto&#8221; - que na verdade é um chão também - fica beeeeem alto no céu. Se é que você pode usar a palavra &#8220;céu&#8221; dentro do cilindro.</p>
<p>O cenário é muitíssimo intrigante, e há bastante explicações científicas dando embasamento à história, tornando o livro essencialmente obrigatório pra gente que curte uma boa ficção científica, como eu e o <strong>Speed Racer</strong>. O desenvolvimento dos personagens é consideravelmente superficial, mas você não consegue dar importância a isso porque Rendezvous With Rama não é sobre os astronautas - é sobre o cilindro.</p>
<p>E o livro termina com uma frase misteriosa que é essencialmente um soco de direita bem no seu estômago, te deixando completamente tarado pela inevitável continuação da obra.</p>
<p>E aí entra Gentry Lee, o &#8220;co-autor&#8221; das três continuações de Rendezvous. O termo &#8220;co-autor&#8221; está entre aspas porque qualquer pessoa que tenha lido alguma coisa do Clarke nota logo de cara que o estilo das continuações é completamente diferente. Enquanto Clarke é bastante conciso e aborda nada além dos dados científicos que tornam suas obras tão interessantes pra nós nerds, Gentry é verborrágico ao ponto do tédio, e seus livros parecem mais focado nos dilemas pessoais dos personagens do que na ficção científica que dá nome ao gênero do livro.</p>
<p>Eu não tenho a quem culpar. Praticamente todas as resenhas dos outros livros deixaram bastante claro que elas não fazem jus ao livro original, mas isso me impediu de comprar todos os outros livros no mesmo dia que terminei Rendezvous?</p>
<p><center><img src="http://img364.imageshack.us/img364/3923/ramasqx0.jpg" border="1" alt="" /></center></p>
<p>Comprei de qualquer forma, na esperança de que algum resquício da magia do original teria sido retida, e que por mais sofrível que a história fosse, uma revisitagem a Rama deveria fazer valer a leitura.</p>
<p>Amiguinhos&#8230; nem sem como expressar minha decepção. Pra você ter uma noção da enrolação do negócio, no primeiro livro os cientistas aterrissam em Rama na página 14. </p>
<p>Em Rama II, isso não acontece até a página 108. </p>
<p>E o que é pior, TODO o conteúdo anterior foi preenchido com dilemas pessoais absolutamente retardados enfrentados pelos astronautas ainda na Terra, me fazendo perguntar o que diabo Lee estava pensando quando decidiu que um leitor de ficção científica dá a mínima pro caso extra-conjugal de um dos exploradores espaciais.</p>
<p>Se aquelas cento e cacetada páginas extras trouxessem alguma coisa relevante à idéia da expansão espacial humana (que o primeiro livro detalha com maestria e concisão), ou revelasse o que aconteceu com os cientistas do primeiro livro, eu não estaria reclamando. Acontece que o foco do segundo livro é exclusivamente os insossos personagens, e foi com isso que o autor ocupou todas os capítulos (pelo menos até onde li). </p>
<p>Enquanto o primeiro livro abordava diretamente o cenário do planeta Terra e a sociedade humana no século XXII, e a exploração do cillindro logo após disso, Rama II se ocupa com os dramalhões românticos entre os astronautas. Por mais de CEM páginas. E olha que tou no comecinho do livro ainda.</p>
<p>Eu tava hoje no trabalho lendo o troço sem acreditar nos meus olhos. Naquelas cento e tantas páginas, não parecia que eu estava lendo um livro de ficção científica. Parecia que eu tava lendo um daqueles romances baratos que se encontram em livrarias de aeroporto. Foi, sem nenhum exagero, revoltante.</p>
<p>Pergunto novamente - por que esse infeliz achou que o público do primeiro livro gostaria de ser entretido com longas ladainhas a respeito dos problemas pessoais dos astronautas? Teria Gentry Lee levado as críticas sobre personagens superficiais muito a sério, e acabou errando pro lado do extremismo? Como já foi falado, apesar das continuações trazerem o nome do Arthur C. Clarke, ele teve pouquíssima influência no livro. Um título mais honesto teria sido &#8220;Escrito por Gentry Lee, baseado no universo criado por ACC&#8221;.</p>
<p>E agora PRECISO continuar lendo, porque já comprei os três livros e preciso ao menos chegar ao final e ver o que acontece. Mas algo me diz que eu vou apenas me decepcionar ainda mais.</p>
<p>Bom, ao menos o filme baseado no primeiro vai chegar em 2009, e com alguma sorte ajudará a tirar o gosto ruim dos outros livros. Só espero que não façam o que a Sierra fez em 1996 com Rama The Game - ou seja, mesclem a história do primeiro livro com o segundo.</p>
<p>Eu devia ter feito o que tantas resenhas no Amazon recomendaram - leia Rendezvous With Rama, finja que não houve continuações, e depois leia-o de novo.</p>
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		<title>Internet - Sendo levada a sério desde 1995</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 19:43:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Essa internerd...]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem me conhece sabe que se tem um comportamento internético que me aborrece é essa onda de levar o meio virtual a sério. 
Levar a internet a sério não é nada novo; qualquer pessoa que tenha participado de uma BBS no comecinho dos anos 90 deve lembrar o quanto era fácil ver gente perdendo as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem me conhece sabe que se tem um comportamento internético que me aborrece é essa onda de levar o meio virtual a sério. </p>
<p>Levar a internet a sério não é nada novo; qualquer pessoa que tenha participado de uma BBS no comecinho dos anos 90 deve lembrar o quanto era fácil ver gente perdendo as estribeiras por causa de um comentário maldoso de um estranho qualquer. Foi apenas recentemente, com a mainstreamização da internet e a facilidade de identificar internautas no mundo real, que as coisas começaram a descambar pra um nível mais tangível.<br />
<span id="more-888"></span><br />
Começou com a idéia de processar alguém por causa de uma opinião proferida no meio virtual. Lembram do <a href="http://hbdia.com/wordpress/?s=jaqueta+lantejoulas+japinha">Japa de Lantejoulas</a>? Pra quem não tá afim de ler o texto, o negócio foi mais ou menos assim: O <a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=13432324456839425314">maluco</a> (que ainda se encontra no orkut, e que ainda mantém aquele <a href="http://www.geocities.com/carlostakano/">site fan clube dedicado a ele mesmo</a>) foi ofendido/ameaçado por algum fanfarrão internético, e resolveu levar a ofensa às últimas consequências -o sujeito processou o cara.</p>
<p>Eu o critiquei por mobilizar o sistema judiciário como único propósito de extrair vingança pessoal, ele se ouriçou, eu ri um pouco mais quando ele percebeu que não poderia fazer o mesmo comigo, e ficou por isso mesmo. </p>
<p>Se eu já achava aquele cara um retardado, imagina minha estupefação quando a <a href="http://attu.typepad.com/">Tina</a> apareceu. Enquanto o japinha apenas se injuriava contra as galhofas internéticas, cuspia ameaças de processo e se auto-ostracizava nas profundezas da internet pra nunca mais retornar, a Tina tentava fazer amizades com as mesmas pessoas que ela hostilizava com suas ameaças jurídicas e insistia em se tornar popular. </p>
<p>Numa demonstração impressionante de falta de amor próprio, ela brigou comigo por <strong>MESES</strong> pelo direito de acessar um fórum em que ninguém gostava dela. </p>
<p>E perseguiu ativamente até mesmo familiares dos foristas que fizeram gracinhas com a cara dela. Meus pais por exemplo receberam mais de uma ligação da véia, porque internautas adolescentes a xingavam no meu fórum.</p>
<p>A moral da história é que pra algumas pessoas, nada é mais importante e merecedor de proteção do que o ego delas. E blogueiros são provavelmente os maiores ególatras do mundo atual (não excluo minha parte da culpa).</p>
<p>O caso a qual me refiro não chegou às últimas consequências; até onde sei, ninguém fala sobre processar ninguém. Mas a confusão generalizada resultante a uma simples crítica (que nem era TÃO ofensiva assim, vá lá!) de um blogueiro aí me lembra das reações afetadas do Japinha e da Tina.</p>
<p>A história é a seguinte. O <a href="http://www.bluebus.com.br/">BlueBus</a>, um site horrível de notícias/fofocas (acho que é isso, não tive paciência pra ler o bastante do negócio pra classifica-lo melhor), <a href="http://www.bluebus.com.br/show/1/84915/coca_cola_apresenta_hidrotonico_com_acao_em_blogs_de_aluguel">reportou a ação recente da Coca Cola de enviar geladeirinhas USB como parte do esforço publicitário da nova bebida da empresa</a>. A notícia, a primeira vista idônea, parece ter sido escrita de forma provocar sutilmente a turminha de blogueiros que vez ou outra ganha pra escrever os tais &#8220;posts patrocinados&#8221;. O autor do site chamou-os, em duas ocasiões distintas, de &#8220;blogueiros de aluguel&#8221;. </p>
<p>Não é preciso um diploma do Jep Propulsion Laboratory da NASA pra entender que o motivo da chacota foi justamente provocar os pro-bloggers, que <strong>INEVITAVELMENTE</strong> escreveriam posts/twits revoltados se defendendo da acusação (como se &#8220;blog de aluguel&#8221; fosse aquele tipo de calúnia tão contundente que exige réplica imediata). Polêmica é a forma mais fácil de obter visibilidade, e o BlueBus atingiu exatamente aquilo que tinha como alvo - o frágil ego do blogueiro brasileiro.</p>
<p>Hoje de manhã no twitter não se falava em outra coisa a não ser o tal dramalhão BlueBus versus blogosfera. Como nunca tinha ouvido falar do site, resolvi me informar, e agora que sei o que aconteceu, preferia nem saber.</p>
<p>A blogosfera está em polvorosa. Além do apedrejamento público do Blue Bus, a essa altura já existem dezenas de posts sobre o caso, <a href="http://www.contraditorium.com/2008/07/04/e-o-blueblus-pelo-jeito-se-vende-bem-barato/">alguns de gente que eu admiro</a>, outros de <a href="http://www.brainstorm9.com.br/2008/07/04/caro-leitor-me-responda-uma-coisa/">gente que eu não conheço, mas cujo site eu já havia visitado</a>, e alguns de <a href="http://www.cabianca.net/marketing/?p=361">gente que eu nunca vi mais gorda</a>.</p>
<p>Não consigo acreditar que sou o único que não vê o propósito em tamanha confusão. É como assistir briga de primário; por mais que um lado realmente tenha razão acima do outro, os &#8220;argumentos&#8221; de ambos os lados (&#8221;mimimi vocês são vendidos&#8221;, &#8220;mimimi INVEJA!&#8221;) fazem você desejar que ambos apenas parem coma gritaria, dêem as costas uns pros outros e voltem a se ignorar. <a href="http://www.simviral.com/2008/07/sobre-o-caso-blogs-de-aluguel/">Alguns</a> se sentem <strong>tão</strong> ofendidos por serem chamados de &#8220;blogs de aluguel&#8221; e escrevem longas explicações vaticinando o conceito &#8220;serious business&#8221; de suas participações na internet.</p>
<p>Acho que o que me deixa mais surpreso com a confusão toda é - como é que alguém consegue se ofender <strong>TANTO</strong> por alguma coisa postada em um site como o BlueBus? A acidez das réplicas contra o site fazem parecer que o negócio é uma espécie de grande autoridade internética, cujas críticas devem ser respondidas imediatamente e com muita verbosidade, caso contrário se firmará como verdade absoluta diante os olhos públicos. </p>
<p>À primeira vista eu teria concluído que é um site escrito por uma criança de 15 anos que aprendeu HTML ontem. Por que tanta importância é dada pro que o autor do BlueBus pensa ou deixa de pensar de vocês?</p>
<p>O ego de vocês não é tão frágil assim, vai. Quando foi que esse negócio de blogar passou a se levar tão a sério?</p>
<p>Depois nego não entende por que eu prefiro me manter longe desse negócio de bloguismo corporativismo. Tenho problemas demais pra me preocupar nessa vida, não preciso adicionar &#8220;revolta diante uma provocação na internet&#8221; à lista.</p>
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		<title>Rapidinhas, minha gente</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2008/07/01/rapidinhas-minha-gente/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 00:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Após quatro dias de total inadimplência, aqui estou. Quatro dias nem é tanto tempo assim pra se afastar da internet, mas como eu tava com o propósito de trazer mais conteúdo pra vocês, parece ter sido um tempo absurdo.

Interior de Rama - o planetóide que ocupa as paredes interiores de um cilindro de 50km de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após quatro dias de total inadimplência, aqui estou. Quatro dias nem é tanto tempo assim pra se afastar da internet, mas como eu tava com o propósito de trazer mais conteúdo pra vocês, parece ter sido um tempo absurdo.<br />
<span id="more-887"></span></p>
<p><center><img src="http://img295.imageshack.us/img295/2386/ramaxq4.jpg" border=1><br /><font size=1>Interior de Rama - o planetóide que ocupa as paredes interiores de um cilindro de 50km de extensão - imaginado por Arthur C Clarke<br />
</font></center></p>
<p>A turma que acompanha meu Flickr deve ter visto que no mesmo dia que publiquei o texto anterior, saí correndo de casa até a livraria mais próxima e <a href="http://www.flickr.com/photos/izzynobre/2615906059/">comprei minha cópia de <em>Rendezvous With Rama</em></a>. Li o livro de capa a capa em um dia só; nem preciso dizer que foi de <strong>LONGE</strong> o livro mais cativante que eu já li em toda a minha existência. </p>
<p>Pra você ter uma idéia do <strong>QUANTO</strong> gostei do livro, hoje no trampo eu comecei a le-lo novamente, apenas dois dias após termina-lo. Apenas um livro em toda minha vida me levou a fazer isso - Mundo Perdido, do Crichton. E isso porque eu tinha apenas 13 anos na época, não tinha nada melhor pra fazer da vida.</p>
<p>Estou motivadíssimo a ler as outras três continuações, mas as resenhas que li no Amazon foram unânimes - Gentry Lee, o co-autor dos outros livros, esculhambou o cenário criado pelo Clarke com o primeiro Rama. O segundo livro toca muito pouco nos eventos do primeiro, aparentemente a única coisa em comum é a existência do planetóide. Todos os personagens e as tramas são novos ao ponto de que você poderia começar lendo Rama II e não teria perdido nada. E pior, lendo as resenhas eu já tive uma boa idéia dos spoilers ainda por vir, ou seja, a motivação de ler o negócio caiu um pouco mais. Mas vou acabar comprando mesmo assim, porque a temática é interessantíssima.</p>
<p><center>****</center></p>
<p>Hoje fiz uma descoberta que me deixou chocado - meu celular é compatível com o Youtube!</p>
<p>Eu nunca nem tinha nem <strong>TENTADO</strong> acessar o Youtube no celular, porque julgava que o Netfront não aguentaria o tranco da reprodução de vídeos web-based. Pelo jeito subestimei o K850 grandemente, pois ao clicar num link errante do google caí na <a href="http://m.youtube.com/">versão mobile do site</a>, que me permite assistir vídeos em tela cheia e tal. </p>
<p>Não que a &#8220;tela cheia&#8221; de um celular significa muita coisa, mas ter acesso a qualquer vídeo em qualquer momento e qualquer lugar muda totalmente a dinâmica das conversas com a patotinha de amigos. Eu já tinha me acostumado a puxar artigos relevantes da wikipédia pra resolver discussões; agora ao invés de dizer &#8220;cara, tu já viu aquele vídeo viral qualquer? Quando eu chegar em casa te mando por email!&#8221;, eu digo &#8220;hahaha olha só esse moleque tentando pular de um telhado pro outro de patins e se arrebentando no chão!&#8221;.</p>
<p>Quando você trabalha oito horas por dia sem fazer praticamente nada, ter acesso portátil ao Youtube é um <em>lifesaver</em>, como diz a gringaiada.</p>
<p>Estou me tornando cada vez mais dependente do acesso internético móvel.</p>
<p><center>****</center></p>
<p><center><img src="http://img392.imageshack.us/img392/4294/wiki3fe8.jpg" border=1 alt="" /></center></p>
<p><center><img src="http://img383.imageshack.us/img383/1360/wiki4ig6.jpg" border=1 alt="" /></center></p>
<p><center><img src="http://img364.imageshack.us/img364/4777/wiki5yy2.jpg" border=1 alt="" /></center></p>
<p>A propósito, vocês não tem idéia como acesso à internet no celular é útil. Nem conto as vezes em que tive problemas em achar um endereço e fui salvo pelo MapQuest Mobile, ou decidi ir ao cinema mas não sabia as sessões, então pesquisei no site do cinema local pra não perder tempo indo ao cinema e descobrindo que cheguei tarde demais/cedo demais. </p>
<p>Achar telefone de empresas e serviços fica infinitamente mais fácil tendo o Google na palma da mão. E nem preciso falar sobre a lindeza que é ter a wikipédia no bolso; meu celular virou essencialmente um Guia do Mochileiro das Galáxias. </p>
<p><center><img src="http://img369.imageshack.us/img369/15/wiki6om5.jpg" border=1 alt="" /></center></p>
<p><center><img src="http://img382.imageshack.us/img382/7692/wikiwh7.jpg" border=1 alt="" /></center></p>
<p><center><img src="http://img75.imageshack.us/img75/9117/wiki2mq0.jpg" border=1 alt="" /></center></p>
<p>Conversão de moedas virou problema do passado; idem com conversão de unidades de medida. As aplicações pra internet móvel no dia a dia são literalmente infinitas. Muitas vezes me pego no trabalho curioso a respeito de um certo assunto, quando penso &#8220;preciso anotar mentalmente pra pesquisar um pouco sobre X quando chegar em casa&#8221;. Aí bato na testa e falo, &#8220;porra, por que esperar chegar em casa?&#8221; Puxo o celular, abro os favoritos, carrego a wikipédia e pronto. </p>
<p>O texto sobre as Megaestruturas foi produzido inteiramente com auxílio do iPod touch + wikipédia no celular. A única coisa que fiz no PC foi redimensionar as imagens.</p>
<p>E usaria o MSN mobile bem mais se meu celular tivesse T9 em português. Meio estranho conversar com amigos brasileiros em inglês.</p>
<p>(Tirar fotos da tela de celular é uma desgraça, mas acho que deu pra ter uma idéia de como é a experiência de navegar usando o k850)</p>
<p><center>****</center></p>
<p>O outro motivo pelo qual eu estive meio distante da internet, como vocês devem ter lido no meu twitter, é que minha placa wifi resolveu encher meu saco recentemente. Por motivos que não consigo compreender, quando ligo meu PC minha placa sumiu. O Device Manager nem mostra a presença dela; tinha que ficar ligando e desligando até a parada entrar no tranco. E sem acesso à internet ficava complicado achar uma solução. </p>
<p>Tentei usar o System Restore pra consertar, mas nem isso resolveu o problema. Aliás, por motivos que desconheço meu System Restore parou de funcionar corretamente. Quando eu estava prestes a formatar essa porra toda, achei uma solução que tá funcionando por enquanto (achei drivers perdidos no meu HD). Vamos ver até quando essa solução resolve a parada.</p>
<p><center>****</center></p>
<p>E o outro motivo pelo qual estive meio relapso nas atualizações do blog é que resolvi de uma vez por todas tomar uma atitude a respeito do meu peso. Pra ilustrar melhor meu ponto, analisem as seguintes fotos.</p>
<p><center><img src="http://img75.imageshack.us/img75/7273/cincoanosatrskb4.jpg" border=1 alt="" /></center></p>
<p><center><img src="http://img65.imageshack.us/img65/2128/nowlz9.jpg" border=1 alt="" /></center></p>
<p>A primeira foto foi tirada em Belém, em 2003, poucos meses antes da minha vinda ao Canadá. A segunda foto foi tirada no começo dessa semana. Nem preciso apontar pro fato de que eu engordei nojentamente ao longo dos últimos 5 anos.</p>
<p>Ponho a culpa na onipresença de restaurantes fast food no Canadá. O fato de que almoçar no McDonalds custa metade do preço de um almoço num restaurante &#8220;de verdade&#8221; torna-os ainda mais difíceis de resistir.</p>
<p>Por eu ser muito franzino quando morava no Brasil (meço 1.73 e pesava 50kg, praticamente um anoréxico), minha família recebeu meu ganho de peso com braços abertos. Minha avó particularmente sempre se preocupou muito com meus hábitos alimentares, e por isso ela prefere me ver &#8220;rechonchudo&#8221;, nas palavras dela, que raquítico. Mas isso não significa que sedentarismo + junk food é uma escolha de vida saudável.</p>
<p>Então dei o pontapé inicial de uma experiência científica. Nos próximos 30 dias, não vou nem mesmo olhar pra fast food. Comidas caseiras gordurosas foram igualmente cortadas. Refrigerantes estão banidos terminantemente. Cheguei até mesmo a jogar fora o que restava das minhas Ruffles lá da dispensa. </p>
<p>Me convenci que a mudança alimentar tem que ser completa. Ao invés de comer porcaria no trabalho, levo um almoço com teor calórico bem menor - pão com cream cheese (requeijão?) light e suco natural de laranja sem açúcar. Não é exatamente supernutritivo, mas é o suficiente pra me manter longe da sedução dos junk foods tão amplamente disponíveis por aqui. A idéia é apenas substituir os almoços gordurosos no McDonalds por algo que me segure até chegar em casa.</p>
<p>Mas isso não é o suficiente.</p>
<p><center>****</center></p>
<p><center><img src="http://img65.imageshack.us/img65/9793/runxn3.jpg" border=1></center></p>
<p>Você está olhando pro meu plano de exercício. Todo dia eu me dirijo da minha casa até o Walmart mais próximo, que fica a 1.5km de distância da minha casa. Como sempre esgota alguma coisa aqui em casa (seja graxa de sapato, deck protectors pra minhas cartas de Magic ou Tylenol), aproveito a corrida pra comprar alguma coisa lá, e volto.</p>
<p><center><img src="http://img61.imageshack.us/img61/9821/balanatp6.jpg" border=1 alt="" /></center></p>
<p>Comprei uma daquelas balanças bem tecnológicas que após te envergonhar dizendo seu peso dão também seu índice de banha, massa muscular, e outros troços que imagino que apenas ratos de academia realmente se importam em saber. Assim, o progresso se torna mais tangível, e gera motivação em continuar com o plano. </p>
<p>Nos próximos trinta dias estarei comendo uma alimentação bem mais saudável, e sacodindo o estilo de vida sedentário. Veremos quanta banha conseguirei arrancar do bucho com esse processo. Vou preparar até um gráfico pra documentar a perda de peso e, se conseguir resultados que anulem a vergonha das fotos do ANTES, postarei fotos do DEPOIS. </p>
<p>Torçam por mim. E vou me arrumar pra corrida de hoje; preciso comprar um despertador novo, e uma daquelas mesinhas que se usa pra comer café da manhã na cama. Vou comprar algumas vitaminas e suplementos alimentares também, porque eu odeio absolutamente qualquer tipo de verduras e comendo só arroz, feijão, milho e frango não vou absorver todos os nutrientes que preciso.</p>
<p>Sintam-se a vontade pra me inundar com desejos de boa sorte e dicas de malhação/boa alimentação.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Top 5 Megaestruturas da Cultura Pop</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2008/06/27/top-5-megaestruturas-da-cultura-pop/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 16:44:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Top X]]></category>

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		<description><![CDATA[Aê, turma. Viu como não demorara TANTO assim entre um post de verdade e outro? O que vocês acharam desse novo método de atualização do HBD? Entenderam agora que o foco não era exatamente notícias nerds, e sim textos mais curtos e menos exigentes? Deixe sua opinião aí nos comentários.
Enquanto isso, hoje temos um Top [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aê, turma. Viu como não demorara <strong>TANTO</strong> assim entre um post de verdade e outro? O que vocês acharam desse novo método de atualização do HBD? Entenderam agora que o foco não era exatamente notícias nerds, e sim textos mais curtos e menos exigentes? Deixe sua opinião aí nos comentários.</p>
<p>Enquanto isso, hoje temos um Top 5 com um bônus.</p>
<p><img class="alignleft" style="float: left; border: 1px solid black; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://img235.imageshack.us/img235/5001/superthumbvr0.jpg" alt="" width="243" height="338" />Em agosto de 1994 a revista Superinteressante trouxe uma reportagem sobre prédios hipotéticos que mediriam quilômetros de altura. <span style="text-decoration: line-through;">Tá quase invisível nessa minúscula imagem que eu arranjei, mas dá pra ler</span> - é a chamada &#8220;Cidade Vertical&#8221;, no canto inferior esquerdo da capa.</p>
<p>(Agradecimentos ao Nelson Antunes Filho, leitor do HBD que me arrumou um scan bem melhor da parada. A única outra imagem que eu encontrei era imprestável. Foi só mencionar no twitter a dificuldade de encontrar a imagem, que uma boa alma se prontifica a ajudar. Brigadão, Nelson!)</p>
<p>Lembra dessa edição? Eu lembro, porque sempre foi a minha favorita (aliás, vale mencionar que acesso a revistas brasileiras é uma das coisas que mais sinto falta morando aqui).</p>
<p>Uma das idéias por trás das imensas construções era contornar o problema da super população, mais uma das milhares de catástrofe globais que não se concretizou no tempo em que os analistas previam. E olha que nem tivemos uma grande guerra recente pra equalizar a densidade demográfica. Cientistas geopolíticos, vocês não têm desculpa.<br />
<span id="more-886"></span><br />
A reportagem trazia um monte de imagens computadorizadas mostrando vários aspectos dos prédios, junto com uma escala comparando sua altura àquela de monumentos já existentes - e tornando-os minúsculos em comparação -, o que tornava a idéia ainda mais impressionante. Foi uma reportagem bastante interessante, ainda que meio fantasiosa. <a href="http://super.abril.com.br/superarquivo/1994/conteudo_114254.shtml">Um prédio com QUATRO quilômetros de altura</a>? Peraí, né. Aí já tão aloprando.</p>
<p>Super-estruturas não são um conceito arquitetônico recente, já que vem da década 60. O propósito era duplo na verdade: reduzir o impacto humano no ecossistema global concentrando essa gente toda num só ponto, e estabelecer um ambiente isolado e auto-suficiente que servisse como modelo prático da colonização estelar. E nas décadas mais recentes, as superestruturas passaram a ser vistas como solução pra iminente superpopulação global.</p>
<p>Esse foi o foco principal da matéria da Super: &#8220;se não começarmos a nos amontoar em prédios tão altos que chegam a desafiar a grandeza do Criador (ver Torre de Babel, um projeto rudimentar com o mesmo propósito), daqui a pouco teremos ocupado cada centímetro quadrado deste planeta, aí estaremos lascados&#8221;.</p>
<p>Em ficção científica, a noção dos super-prédios é usada constantemente. Acho que é porque a idéia de uma construção tão imponente trás à mente imagens de uma sociedade muitíssimo avançada - afinal, que outro tipo de civilização seria capaz de arquitetar e construir estruturas auto-suficiente monstruosas? Nenhuma representação artística de uma civilização futurista estaria completa sem os prédios gigantescos no background.</p>
<p>Pensando nisso, resolvi fazer uma pesquisa sobre as mais populares superestruturas (não necessariamente apenas prédios habitacionais, embora começaremos a lista com um) a permear o mundo da ficção.</p>
<p><strong>5) <img class="alignleft" style="float: left; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; margin-left: 10px; margin-right: 10px;" src="http://img181.imageshack.us/img181/8008/simcity2000arcologyzz4.jpg" alt="" width="125" height="220" />Arcologies (na figura, um Launch Arco)</strong></p>
<p>A Launch Arco, junto com as outras três Arcos de SimCity 2000, são bons exemplos de <em>arcologies. </em>O termo, cujo nome é uma junção de &#8220;architecture&#8221; e &#8220;ecology&#8221;, é o princípio arquitetônico que tem como alvo a construção de estruturas habitáveis imensas, que aglomerem uma alta densidade demográfica. E a Launch Arco é um bom exemplo disso.</p>
<p>Lembra que a idéia por trás dos mega prédios é diminuir a influência humana no planeta? Então, o plano é que as arcologies seriam totalmente auto-suficientes, usando apenas energia renovável, e com mínima a(ou nenhuma) produção de dejetos. Um prédio &#8220;limpo&#8221;.</p>
<p>Todas as necessidades da vida moderna se encontrariam dentro da Arcology, eliminando a necessidade de sair dela por qualquer motivo que seja.</p>
<p>No entanto, a solução não lida com o problema óbvio da super-população (que é ironicamente o mesmo problema que as arcologies visam resolver). O que fazer quando uma arcology projetada pra manter cem mil habitantes ultrapassa esse número?</p>
<p>Talvez você esteja se perguntando por que o nome do negócio é &#8220;Launch Arco&#8221;. No jogo, se você está no ano 2051 ou depois disso, quando a 250a. Launch Arco é construída a &#8220;launch sequence&#8221; é iniciada. As Launch Arcos decolam, com rumo a planetas distantes, na missão de colonizar o espaço. Similar ao &#8220;fim&#8221; de Civilization, lembram?</p>
<p>No jogo, a animação das Arcos é a animação padrão de demolição, como se você tivesse selecionado o Bulldozer e clicado acidentalmente nela.</p>
<p><strong>4) Mega-City One <img class="alignright" style="border: 1px solid black; float: right; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://img211.imageshack.us/img211/8919/300pxmegacityoneaccordidq5.png" alt="" width="300" height="256" /></strong></p>
<p>Mega-City One é uma gigantesca cidade-país que existe no universo dos quadrinhos Judge Dredd. Por causa de uma guerra nuclear em 2070, a área ocupada pela cidade foi uma das poucas a se manter habitável e fértil.</p>
<p>Aí no mapa dá pra ter uma boa idéia do tamanho do negócio. Toda a área marcada aí, que vai do sul estadunidense até o o meio de Ontario, faz parte de uma imensa metrópole, dividida em Blocos. Cada Bloco é praticamente uma cidade em si mesmo, com escolas, hospitais, clínicas de aborto e lojas de sex toys. Um cidadão de Mega City One pode viver sua vida inteira sem jamais pisar fora de seu Bloco.</p>
<p>Mega-City One segue todas as linhas características de uma distopia futurista, incluindo a presença governamental/policial quase sufocante e o uso de punições drásticas pros crimes mais simples. Aí entra a figura dos Juízes, e se você já assistiu o filme sabe do que eu estou falando.</p>
<p>Na prática, estruturas como Mega City One e seus Blocos já existem. E eu tenho o privilégio de ter acesso a uma delas todos os dias. Já já explico mais sobre isso.</p>
<p><strong>3) <img class="alignleft" style="BORDER-RIGHT: black 1px solid; BORDER-TOP: black 1px solid; FLOAT: left; MARGIN: 5px 8px; BORDER-LEFT: black 1px solid; BORDER-BOTTOM: black 1px solid" src="http://img247.imageshack.us/img247/143/467109465qp9.jpg" alt="" width="251" height="170" />Seahaven</strong></p>
<p>É estranho dizer isso de um filme que cujo protagonista é interpretado por um sujeito que atingiu fama com um filme em que ele faz um fantoche com a própria bunda, mas não há como fugir da verdade - <em>Truman Show</em> é um dos filmes mais inteligentes, interessantes e intrigantes da nossa geração. E é o único filme que eu consigo descrever usando 3 adjetivos que começam com INT.</p>
<p>Se você nunca assistiu o filme, te aconselho fortissimamente a aluga-lo. A história é essencialmente o seguinte - Truman Burbank era um bebê abandonado que foi adotado por uma produtora de TV pra ser a estrela do maior e mais ambicioso (e moralmente ambíguo) <em>reality show</em> da história.</p>
<p>Truman vive em Seahaven, que é na verdade um imenso estúdio televisivo construído atrás da icônica placa Hollywood, em Los Angeles (tentei arrumar essa imagem pro texto, mas não consegui). Dentro do estúdio, os produtores construíram uma cidade inteira, e empregaram atores que fazem o papel de conhecidos do sujeito. Todo o negócio é televisionado 24 horas por dia sem que Truman saiba.</p>
<p>No meio do negócio, Truman começa a notar algo estranho no mundinho em seu redor, e decide escapar dele. Os produtores do negócio, tendo o poder de manipular os eventos dentro de programa, jogam todo tipo de obstáculo separando Truman do seu objetivo de alcançar o mundo exterior.</p>
<p>A trama de <em>Truman Show</em> é tão interessante que ele é um dos poucos filmes que terminam com um final aberto a interpretações que eu gostei.</p>
<p><strong>2) <img class="alignright" style="border: 1px solid black; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; margin-left: 8px; margin-right: 8px; float: right;" src="http://img253.imageshack.us/img253/6573/rama16wikihc7.jpg" alt="" width="320" height="180" />Rama </strong></p>
<p>Uma das belezas da internet é que ela permite que você tenha ao menos um conhecimento superficial a respeito de coisas com as quais você não teve contato profundo. E o caso em questão é o livro <em>Rendezvous with Rama </em>(pronunciado RON-DEI-VÚ, traduzido livremente como &#8220;Encontro com Rama&#8221;. Não sei se esse é a tradução oficial).</p>
<p>Nunca li <em>Rendezvous with Rama, </em>por nunca tê-lo encontrado numa livraria. Mas desde a primeira vez que tomei conhecimento da trama do livro (através da Superinteressante, a propósito), achei a premissa simplesmente irresistivel.</p>
<p>Neste livro que foi o maior clássico do saudoso Arthur C. Clarke, um bólido extraterreste é detectado se aproximando do planeta terra no ano 2131. Primeiro suspeita-se que se trata de um asteróide; uma análise posterior revela que o objeto é perfeitamente cilíndrico, uma ocorrência improvável a não ser que seja um fruto de inteligência alienígena. Os cientistas dão ao objeto o nome de Rama, um deus da mitologia hindu. O motivo disso é que em 2131, astrônomos já haviam usado todas as deidades greco-romanas pra nomear corpos celestes, e começaram a emprestar as divindades menos mainstream.</p>
<p>Eventualmente uma missão espacial de reconhecimento é lançada em direção a Rama. Os astronautas descobrem que o objeto é oco, e que em sua cavidade existe um planeta em miniatura, completo com um mar que divide o cilindro no meio e até mesmo cidades, como pode ser visto na imagem acima.</p>
<p>As dimensões do negócio me impressionaram muito quando criança. Rama é descrito no livro como tendo mais de 50km de extensão, um diametro de 20, e sua &#8220;fuselagem&#8221; tinha mais de 1km de grossura.</p>
<p>Vou sair procurando esse livro <strong>HOJE</strong> mesmo.</p>
<p><strong><img class="alignleft" style="float: left; margin: 5px 8px; border: black 1px solid;" src="http://img157.imageshack.us/img157/387/582pxdeathstar2yq0.jpg" alt="" width="274" height="280" />1) Deathstar</strong></p>
<p>Cês acharam que eu ia esquecer dela, não é? Falem a verdade!</p>
<p>A Estrela da Morte é provavelmente a superestrutura mais icônica na cultura popular. Fruto da imaginação de George Lucas, a Estrela é uma imensa estação espacial com poder de fogo suficiente pra condenar planetas inteiros à morte, e que nas horas livres serve como base de operação do temível Império Galático.</p>
<p>O que poucos não-nerds sabem é que na verdade existiram duas Deathstars - a que você vê ao lado é a segunda versão da estação, que apareceu em O Retorno de Jedi. A primeira havia sido destruída por Luke no primeiro filme. A aparência escangalhada da Deathstar II é porque ela ainda estava sob construção durante os eventos do terceiro filme. Se bem que, se você está lendo este site, você provavelmente já sabia disso.</p>
<p>A propósito, &#8220;Retorno de Jedi&#8221; foi uma má tradução do título, já que &#8220;The Jedi&#8221; se refere à ordem Jedi, e não ao Luke Skywalker (como a maioria interpreta o título) que na verdade não estava &#8220;retornando&#8221; de lugar algum na verdade. Até porque ele só passa a ser um Jedi no último filme, sua aparição não poderia então ser considerada &#8220;O retorno do Jedi&#8221; já que ele não era um Jedi anteriormente. <em>O Retorno Do Moleque Que Estava Treinando Pra Se Tornar Um Jedi É Agora É Um</em> teria sido mais apropriado.</p>
<p>No Universo Expandido que acontece após o Episódio VI, Luke reinstaura a ordem Jedi (que havia sido aniquilada pelo Imperador). Esse era o retorno referenciado pelo título original. O que o título realmente queria dizer é &#8220;O Retorno DOS Jedi&#8221;.</p>
<p>Má tradução de títulos pra português não é nenhuma novidade, vide o clássico exemplo do livro &#8220;The Physician&#8221;, de Noah Gordon, que inexplicavelmente virou &#8220;O Físico&#8221;. &#8220;Physician&#8221; significa &#8220;médico&#8221;. Enfim.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>***</strong></p>
<p>Essas são as cinco mais distintas superestruturas da cultura pop. Todas fictícias, claro, porém há um interesse bastante real na logística da arquitetura desse tipo de construções titânicas. E formas primitivas de algumas delas já existem no mundo real. Lembra que eu mencionei que tenho acesso a uma delas todo dia? Então. Estou me referindo ao&#8230;</p>
<p><strong>0) Sistema Plus 15 de Calgary <img class="alignright" style="border: 1px solid black; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; margin-left: 8px; margin-right: 8px; float: right;" src="http://img181.imageshack.us/img181/1034/plus15signandwalkwaycalzj5.jpg" alt="" width="320" height="298" /></strong></p>
<p><a href="http://esculhambacao.com.br/">O Diogo do Esculhambação</a> teve a oportunidade de morar na minha cidade meses antes de eu me mudar pra cá, então ele deve ter entrado em contato com o +15 antes de mim.</p>
<p>O Plus 15 nada mais é que um sistema de passarelas erguidas a cinco metros do chão (o que equivale a 15 pés, dando o nome ao negócio) que conectam os prédios do centro da cidade minha cidade. O sistema se espalha por 16 quilômetros, ligando prédios residenciais, faculdades, shoppings, farmácias, livrarias, lojas de videogames, ou seja, todas as amenidades da vida moderna. O sistema é particularmente útil no inverno, já que elimina a necessidade de andar por aí sob frio de trinta graus negativos.</p>
<p>Os críticos do sistema o acusam de diminuir a movimentação &#8220;pedestre&#8221; no centro da cidade, o que é um argumento besta. A maior vantagem do negócio - oferecer proteção contra o frio durante o inverno, permitindo que você ande pelo centro inteiro sem sair na rua - automaticamente derrota qualquer criticismo. Isso sem contar na segurança proporcionada pelo sistema; ao invés de andar pelo meio da rua durante à noite, você transita dentro de prédios com câmeras de vigilância e seguranças.</p>
<p>Isso pra não mencionar a economia de tempo, já que você pode chegar ao seu destino cortando caminho pelos vários prédios que ficam no meio da sua trajetória.</p>
<p>Pra você ter uma noção da extensão do negócio, se liga nessa imagem:</p>
<p style="text-align: center;"><img style="border: black 1px solid;" src="http://img181.imageshack.us/img181/7181/800pxcalgary2b15pb4.png" alt="" width="320" height="192" /></p>
<p>As áreas vermelhas representam os prédios interligados pelas passarelas. Boa parte do centro da cidade está coberta pelo sistema, e a receptividade do negócio garante que muitas adições aparecerão no futuro. Tenho um amigo no trabalho que, nas folgas do horário de almoço, sai desbravando as +15 pra encontrar lugares novos pra comer.</p>
<p>Há alguns meses eu estava indo pra uma boate com conhecidos brasileiros. Fazia -5 graus com vento, e apesar de descermos do trem a mais de 6 quarteirões de distância, o único momento que passamos na rua foi ao sair de um shopping e atravessar a rua pra chegar à boate. </p>
<p>Se eu morasse no centro, só pisaria na rua pra descer até a calçada e entrar no trabalho.</p>
<p>Isso é, até conectarem o tribunal ao sistema Plus 15.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Filmes de &#8220;paródia&#8221;</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2008/06/26/filmes-de-parodia/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 17:06:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando Scary Movie (Todo Mundo Em Pânico) saiu em 2000, eu sabia que não seria o tipo de filme que eu iria gostar. Comédias de paródias dependem muito de humor físico e trocadilhos (quase sempre de contexto sexual), o que eu considero humor &#8220;barato&#8221;, de denominador comum pra agradar as massas. Sou elitista mesmo. 
Porém, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando <em>Scary Movie</em> (Todo Mundo Em Pânico) saiu em 2000, eu sabia que não seria o tipo de filme que eu iria gostar. Comédias de paródias dependem muito de humor físico e trocadilhos (quase sempre de contexto sexual), o que eu considero humor &#8220;barato&#8221;, de denominador comum pra agradar as massas. Sou elitista mesmo. </p>
<p>Porém, era interessante ver o resurgimento desse estilo de filme. <em>Airplane!</em> (Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu) foi o maior expoente dessa categoria de filmes, e desde então não havia nada que se comparasse. Com a exceção talvez de Spaceballs, mas por ser fã de Star Wars eu considero aquilo uma blasfêmia.<br />
<span id="more-885"></span><br />
Scary Movie tinha como alvo específico os filmes de terror e os estereotipos a respeito deles; seria ao menos interessante ver como eles iriam parodiar os temas constantes dos filmes do tipo.</p>
<p>Isso foi a oito anos atrás. Nos anos mais recentes, a turma responsável pelo filme parodiando filmes de terror achou que a idéia poderia se extender com sucesso aos outros temas cinematográficos. Deve ter parecido uma idéia <strong>GENIAL</strong> pra eles, tenho certeza.</p>
<p><center><img src="http://img503.imageshack.us/img503/1657/meetthespartansposterbf9.jpg" border=1> <img src="http://img503.imageshack.us/img503/4269/200pxdatemovielx1.jpg" border=1> <img src="http://img503.imageshack.us/img503/5907/200pxepicmoviepostergd3.jpg" border=1> </center></p>
<p>Not Another Teen Movie. Date Movie. Epic Movie. Meet The Spartans. Superhero Movie. Isso pra não mencionar os outros três Scary Movies, cada um exponencialmente mais burro que o outro, e as inevitáveis sequências dos outros [Gênero] Movies. </p>
<p>E, agora, os mesmos culpados trazem ao mundo Disaster Movie, cujo trailer você poderá &#8220;apreciar&#8221; abaixo.</p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Xbw0J0UhyH4&#038;hl=en"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Xbw0J0UhyH4&#038;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<p>Não sei você, mas eu me sinto 70% mais burro só por ter assistido o trailer até o fim (não quero nem imaginar as consequências de assistir o filme inteiro, ou pior ainda, pagar pra vê-lo no cinema).</p>
<p>O mais recente desses filmes que eu assisti foi Epic Movie, justamente porque eu queria escrever uma resenha sobre ele. Lá pela metade do filme eu percebi que gastar mais de uma linha pra descrever o quanto o filme é retardado seria um desperdício de tempo e energia, porque a idéia parte do princípio que alguém precisaria ser informado que o filme é ruim. </p>
<p>O filme vai além de ser simplesmente &#8220;retardado&#8221;. Ele é um filme retardado e com crise de identidade. A premissa do filme é parodiar filmes &#8220;épicos&#8221;, supostamente os <em>summer blockbusters</em>. Por isso eu entendo que o pano de fundo principal pra &#8220;paródia&#8221; é Crônicas de Nárnia.</p>
<p>O que eu não entendo é por que, em um determinado momento do filme, um sujeito vestido de Borat aparece do nada no meio do filme.</p>
<p><center><img src="http://www.mtv.com/shared/promoimages/movies/e/epic_movie/borat/281x211.jpg" border=1></center></p>
<p>Não há uma piada. Não há uma paródia (até porque, qual o sentido de parodiar <b>UMA COMÉDIA</b>?). Há apenas alguém fantasiado de uma outra figura facilmente reconhecível. </p>
<p>Aí eu notei que esse é o principal mote por trás dos [Gênero] Movies. Não há realmente uma paródia; é simplesmente piadinhas referenciais. Os caras enfiam uma sósia de um personagem qualquer (esteja este personagem relacionado ao tema sendo parodiado ou não) no filme, e pronto. &#8220;Ei espectadores, lembram disso que você viu em outro filme? Engraçado pra caralho, né não?&#8221;</p>
<p>Essa é a piada.</p>
<p>E nesse Disaster Movie eles resolveram remover todos os escrúpulos e apelar firmemente nessa técnica humorística. Veja a aparição do Iron Man, cujo único propósito pra estar no filme é&#8230; ser esmagado por uma vaca? Hilário. Iron Man não é um filme-desastre, e pelo jeito nenhuma faceta da história do personagem é parodiada. A única coisa que acontece nesse trailer é a) um personagem reconhecível aparece na tela, e b) uma vaca cai em cima dele, numa provável referência a Twister.</p>
<p>Idem pra aparição de Hancock, protagonista do filme homônimo do Will Smith. Ele tenta voar, tal qual no trailer, e bate com a cabeça num poste e cai.</p>
<p>O pequeno problema é que <strong>HANCOCK AINDA NEM FOI LANÇADO.</strong> Não sabemos nada da história do filme além do que pode ser visto no trailer, e de fato Disaster Movie está simplesmente parodiando o trailer de Hancock. A fórmula se repete - o personagem reconhecível aparece, e se machuca em seguida. O mesmo acontece em novamente com a &#8220;paródia&#8221; de Ella Enchanted. Ela aparece, é atropelada, pronto, aí está a piada.</p>
<p>Quando as &#8220;paródias&#8221; desse tipo de filme nem mesmo requerem conhecimento do material parodiado, você sabe que as piadas são realmente sem nenhum tipo de esforço ou inteligência. O humor desse tipo de filme, que aparentemente foi maximizado em Disaster Movie, se limita a &#8220;ei, lembra desse personagem daquele outro filme? Aqui está ele se machucando de alguma forma!&#8221;</p>
<p>Você tá entendendo o que eu tou tentando falar? Não há uma piada de verdade nesse tipo de filme. Não há sátira alguma, não há uma reinterpretação sarcástica de material relacionado ao tema de filmes-desastre. Não é preciso nem que você tenha assistido um filme de desastre pra entender o negócio. O que há é um personagem reconhecível - de filmes que nem haviam sido lançados ainda quando este começou a ser produzido - levando socos nos ovos ou sendo empurrados pra dentro de buracos. A premissa desses filmes é &#8220;aqui estão referências a vários outros filmes que você assistiu antes, sem necessariamente uma trama que conecte essas aparições de uma forma coerente&#8221;.</p>
<p>Chega a me dar tristeza o fato de que pessoas que eu conheço não apenas assistirão o filme, mas também PAGARÃO pra isso, e pra piorar, vão falar que foi engraçado pra caralho.</p>
<p>Ao menos o nome é apropriado. Esse filme será um desastre.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Da arte de implorar por jogos</title>
		<link>http://hbdia.com/wordpress/2008/06/23/da-arte-de-implorar-por-jogos/</link>
		<comments>http://hbdia.com/wordpress/2008/06/23/da-arte-de-implorar-por-jogos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 02:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kid</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Minha infância]]></category>

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		<description><![CDATA[Ei seus viados, já ouviram falar na EB Games? Não? Calma que eu explico. Com foto e tudo, olha só:

A EB Games é uma popular loja de jogos que era uma franquia da Electronic Boutique, que eu acredito que faliu há algum tempo. Nunca mais vi uma Electronic Boutique em lugar algum, embora haja EB [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ei seus viados, já ouviram falar na EB Games? Não? Calma que eu explico. Com foto e tudo, olha só:</p>
<p><center><img src="http://img.qj.net/uploads/articles_module/68931/ebgames_qjgenth.jpg" border="1" alt="" /></center></p>
<p>A EB Games é uma popular loja de jogos que era uma franquia da Electronic Boutique, que eu acredito que faliu há algum tempo. Nunca mais vi uma Electronic Boutique em lugar algum, embora haja EB Games em qualquer shopping. Ouvi falar por aí que a rede americana Gamestop havia comprado a EB Games; isso explicaria por que o departamento de jogos não sumiu junto com a Electronic Boutique.</p>
<p>A EB Games não é uma loja de jogos como as outras; o foco dela é venda de jogos usados. Ou, como os cartazes informam eufemisticamente, <em>previously enjoyed</em>. Há jogos lacradinhos também, naturalmente, mas são os jogos usados que ocupam espaço proeminente nas prateleiras da loja. E há um bom motivo pra isso.<br />
<span id="more-882"></span><br />
A beleza desse sistema é que você tem acesso a jogos originais por uma fração do preço convencional, com garantia de um mês. Se por algum motivo o jogo der pau (algo que normalmente se percebe nas primeiras horas de jogo), leve de volta e receba seu reembolso. Eu particularmente jamais precisei usar o sistema de devolução, até porque os critérios dos caras em relação a discos arranhados são espartanos - um risquinho de nada no seu DVD do My Little Pony Barnyard Adventures já desqualifica a troca do jogo. Afinal, se eles aceitarem qualquer jogo fodido, quem fica no prejuízo são eles quando cliente aparece pra pedir o dinheiro de volta.</p>
<p>Por causa do meu péssimo hábito de comprar jogos assim que eles são lançados, ultimamente não costumo comprar jogos usados (os DVDs usados só começam a aparecer na prateleiras algumas semanas após o lançamento; tempo demais pra esperar enquanto o resto dos habitantes da internet se divertem com o jogo). A exceção é quando encontro um jogo usado cujo novo preço causa interesse que a etiqueta original não conseguiu despertar, como foi o caso do novo Trauma Center pro Wii, que eu fisguei por míseros <a href="http://www.flickr.com/photos/izzynobre/2536761703/">9 dólares</a>, ou Spider-man 3 pro Xbox 360, que custou ainda menos - <a href="http://www.flickr.com/photos/izzynobre/2432921000/">8 dólares</a>. Originalzim, na caixa, com manual e tudo. Quem acompanha meu flickr deve ter visto no dia que comprei.</p>
<p>Gamer brasileiro pobre no exterior deve fazer a maior festa na EB Games, eu imagino. Embora eu não consiga imaginar um cenário verossímil que explique a presença de um gamer pobre no exterior.</p>
<p>Outro dia eu estava numa EB Games com a minha namoradinha - que ultimamente abandonou a sutileza e passa a declarar com todas as letras que pretende se tornar a Sra. Nobre muito em breve, HELP - e notei uma curiosa comoção acontecendo na seção de jogos da Nintendo.</p>
<p>Uma mulher que aparentava ter uns 35 anos tava ladeada de dois pirralhos catarrentos, um de 8 e outro de 13. A propósito, acho que nunca mencionei isso, mas tenho um talento sobrenatural pra descobrir a idade de transeuntes. Através de brilhantes técnicas de dedução, estabeleci que a mulé era mãe dos dois moleques. E em menos de 5 segundos decidi que odiava profundamente os três.</p>
<p>O moleque menor, que parecia o mais catarrento dos dois, segurava No More Heroes. O outro guri, que demonstrava características distintas de uma homossexualidade latente que aguarda os anos de rebeldia adolescente pra se manifestar como forma de protesto contra suas figuras paternas, tinha Zelda Phantom Hourglass nas mãos. E eu presenciei algo que protagonizei durante toda a minha infância, mas nunca observei do lado de fora:</p>
<p><strong>Dois moleques tentando convencer os pais a comprar um jogo.</strong></p>
<p>Parei de prestar atenção no resto da loja e dediquei todos os meus sentidos à tarefa de escutar a conversa dois três. Era como um julgamento - a mãe, fazendo as vezes de juíza <strong>E</strong> promotora, lançava acusações que comprometeriam a compra - esse jogo é violento, já comprei aquele outro jogo semana passada, não sei se você tá merecendo - enquanto os moleques se contorciam pra tentar rebater os argumentos maternos e garantir posse do jogo.</p>
<p>Um dos moleques levantou aos olhos da mãe a caixa do jogo que ele queria, num esforço pra desmistificar o conteúdo e o tema do bagulho. Não é tão violento assim, olha só, não tem sangue e o&#8230; &#8220;<em>Objection!</em>&#8220;, imaginei o outro moleque falando, porque na ânsia de garantir que seu jogo seria comprado ele cagou o argumento do irmão apontando que, apesar de não exibir sangue, há &#8220;demônios&#8221; no jogo dele - um conteúdo ainda pior do que violência.</p>
<p>Os dois continuaram discutindo, e a mãe continuava suspirando com impaciência, e foi nesse momento que eu me senti sugado por um wormhole em direção a 1999 - uma época mágica e inocente quando eu também não tinha uma fonte de renda e tinha que implorar a meus pais por jogos. Meu domínio de retórica e minha característica forma de apresentar argumentos foram desenvolvidos graças a necessidade de convencer os progenitores a me presentear com Mortal Kombat 3 ou Super Star Wars Return of the Jedi.</p>
<p>Era realmente um desafio às vezes. Como convencer os seus pais religiosos a comprar um jogo tão notoriamente violento e com tantas referências claras a ocultismo? Qualquer coisa ao menos levemente parecida com uma caveira já seria interpretada como uma conexão direta com Satanás em pessoa. Imagina então os montes de símbolos esotéricos explícitos em MK?</p>
<p>Eu não lembro como convenci meus velhos. Mas devo ter feito um trabalho melhor do que os pivetes da EB Games, porque a mãe deles começou a se impacientar com o ritmo da fila e levou os pirralhos embora sem os jogos. Haha, se foderam.</p>
<p>Às vezes por mais que o jogo fosse livre de relação com práticas macabras, era difícil convencer os pais. Como fui aprender no futuro, meus pais tinham mais medo de se estourar com o cartão de crédito no fim do mês do que com a presença de um artefato demoníaco dentro de casa. Preço era um fator mais definitivo que conteúdo, e aparentemente o princípio contra material espiritualmente duvidoso era flexível. Se Super Mario Kart custasse R$100 e Killer Instinct custasse R$89, Jesus Cristo o perdoe, mas meu pai levaria o jogo de luta.</p>
<p>Um negócio curioso também é que tínhamos às vezes que explicar pros pais as caracteristicas dos jogo. Culpo a revista Veja, que veiculou matérias sobre envolvimento paterno com os videogames quando estes começaram a se tornar populares. &#8220;Preste atenção no conteúdo que seus filhos estão absorvendo&#8221; e outros conselhos idiotas me impediram de liberar Fatalities recém aprendidos caso meus pais estivesse no meu quarto vigiando a jogatina naquele momento.</p>
<p>Hoje eu tenho minha própria renda e gozo da liberdade de entrar numa EB Games da vida e escolher exatamente o jogo que eu quero; e decidir compra-lo com base no conteúdo do jogo e não no preço da etiqueta, e não preciso convencer ninguém a nada, basta tirar o Visa do bolso e entregar pro moleque atrás do balcão. Recibo no saco, tenha um bom dia senhor, aproveite o jogo, e tchau.</p>
<p>É bem menos frustrante que passar quinze minutos explicando todos os atributos positivos de um jogo e ouvir um &#8220;não&#8221; no final, mas por outro lado aquela MÁGICA não existe mais. Ir a uma loja de jogos era uma experiência ímpar porque a expectativa era inebriante. Nunca sabíamos se íamos realmente ganhar o jogo que queríamos tanto, e não esqueça que isso era um período anterior à internet e o fácil acesso a reviews. Tínhamos que descobrir se o jogo era bom ou horrível baseando-se quase que exclusivamente em screenshots de 200&#215;300 pixels no verso da caixa, sabendo que não ganharíamos um jogo novo por muitos meses após a compra deste.</p>
<p>Ou seja, MESMO que teus pais atendessem seus pedidos sob ameaça de você prender a respiração até ficar roxo, você não teria certeza se o jogo era bom até chegar em casa. E talvez fosse tarde demais.</p>
<p>Caro leitor (voyeurs, estou falando com vocês também), que jogo você precisou implorar pros seus pais comprarem? E ele acabou sendo um jogo sensacional cujas maravilhas você pregou pros amiguinhos no outro dia na escola, ou uma porcaria miserável que minutos após jogar pela primeira vez você já planejou trocar com um coleguinha desavisado?</p>
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