E então a Sony finalmente revelou o sucessor do PlayStation Portable. Este é o NGP — atual codinome do aparelho –, que é a sigla pra Next Generation Portable.
O NGP (que alguns teimosos certamente ainda chamarão de PSP2) faz jus ao nome. O portátil terá um violento processador quadcore ARM Cortex A9, uma tela de toque OLED de 960 x 544, rádio 3G, dois analógicos, acelerômetro, giroscópio, duas câmeras, GPS e um segundo painel sensível ao toque na parte traseira. O troço será compatível com o PlayStation Suite, ou seja — será retrocompatível com jogos de PSP e PS1.
Como se não bastasse isso, a filosofia por trás desse novo PSP se baseia em “cinco conceitos chave”: Interface revolucionária, conectividade social, entretenimento baseado em localização geográfica, e combinar realidade “real” com virtual (ou seja, realidade aumentada). Sim, eu sei que na realidade isso são quatro e não cinco itens. Reclame com o Engadget.
É um redesign completo no hardware do aparelho, e uma mudança absoluta na filosofia de uso do console. Na superfície parece incrível, mas há algumas coisinhas importantes que você precisa saber sobre ele.
1) Rebranding — Por que “NGP”?
NGP não é o nome definitivo do aparelho; é só um codinome (talvez acabe virando o nome oficial, quem sabe?). Entretanto, o simples fato de que a Sony rejeitou o óbvio PSP2 fala muito sobre a forma como a linha PSP é vista pelo público e pela própria Sony.
Apesar de ser hardwaremente mais parrudo que o seu principal competidor, o PSP vendeu menos da metade de unidades que o DS (62 milhões contra 135 milhões). A seleção de software nunca disparou da maneira esperada, a pirataria galopante desmotivou os developers e a aquela tentativa patética de reformular o console que foi o PSPGo foi um fracasso retumbante, por dois motivos: preço, e seleção fraca de jogos pra download.
Mas é tão bonitinho…
A marca PSP tá marcada na consciência coletiva do público, assim como a Sega também estava quando lançou consoles e add-ons (o Sega Saturn, SegaCD e o 32X vem à mente) apenas pra mata-los pouco tempo mais tarde.
A melhor coisa que você pode fazer ao lançar um produto que se baseia em uma marca vista como fracasso pelo público e pela comunidade acionista é se distanciar do nome original. Isso se chama “rebranding“.
Não se engane: ao inventar esse codinome NGP (que soa completamente monótono e coorporativo/burocrático), o que a Sony está dizendo nas entrelinhas é “a gente sabe que o PSP foi uma merda. Mas isso aqui não é um PSP“.
2) Ele será caro
Essa nova geração de consoles portáteis exibe hardware state-of-the-art, o que é algo que nunca aconteceu antes nesse mercado — o 3DS com sua tela autoestereoscópia que reproduz imagens 3D sem a necessidade de óculos, e o NGP com CPU e GPU quadcore. Compara isso com o GameBoy, que foi lançado com uma tela monocromática dot matrix (tecnologia da década de 70) em pleno 1989.
O resultado disso é uma etiqueta de preço salgada. O 3DS custará 250 pilas americanas (mais caro que um Xbox 360), e a Sony já deixou implícito que o NGP custará mais caro ainda. Não é a toa: processadores quadcore e telas OLED de 5 polegadas e sensíveis ao toque não são exatamente componentes baratos.
Eu chuto que o NGP custará em volta de $300-350 dólares — por esse preço, você poderia muito bem levar um PS3 pra casa.
Consoles portáteis mais caros que consoles de mesa é algo que me deixa meio desnorteado. Os portáteis sempre foram, historicamente, a opção menos onerosa. Um “quase” console com uma etiqueta mais amigável.
O público vai aceitar essa mudança de paradigma…?
3) Ele será, possivelmente, o último PSP
O mercado não é o mesmo que era em 2005, quando o PSP nasceu. Naquele momento, a briga pela hegemonia portátil era apenas entre a Sony e a Nintendo. A Sony, crente no mantra “more is better“, dotou o PSP com hardware mais potente, uma tela maior, e algumas funções multimídia. Já sabemos no que deu essa aposta.
O que o NGP me diz é que a Sony decidiu que se “more is better” não deu certo no passado, a palavra de ordem agora é “morer is betterer” (sic). GPS, 3G, dois painéis de toque, funções multimídia, funções de mídia social, processador quadcore, jogos de console no seu bolso…
Você entende o que eu quero dizer? Apesar dos esforços da Sony em nos dizer que o NGP não é um PSP, em seu âmago a filosofia do aparelho é a mesma. Hardware melhor que o da competição, múltiplas funções além de gaming. Já vimos esse filme antes, minha gente.
O problema é que, como eu falei no começo, o mercado atual em que o NGP nascerá não é o mesmo de 2005. Você sabe que outro aparelho tem tela de toque, acelerômetro, 3G, câmeras, GPS e tudo o mais? Um iPhone. O mesmo iPhone que em 2009 abocanhou uma fatia do público do moribundo PSP.
Esse é o problema real do NGP. Chegamos a um período em que a posse de um smartphone não é limita a médicos e executivos, então pra uma grande parcela da população essa listinha de funções do NGP não é uma grande novidade de última geração — são funções que eles já carregam no bolso há mais de um ano.
E ao mesmo tempo, celulares têm se tornado cada vez mais capazes de prover seus donos com games que, enquanto talvez não batam de frente com seus competidores nos consoles dedicados, fazem um trabalho bom o suficiente para que você não considere gastar outros 200-300 dólares pra levar um outro aparelhinho de entretenimento no bolso oposto ao do seu celular.
Isso aí é um jogo de celular, acredite ou não
E a Sony está ciente da ameaça. Não é à toa que eles lançaram aquele comercial envergonhante tentando convencer a molecada a comprar PSPs e relegar seus celulares a mandar mensagens de textos e ligar pra sua avó. Compreendendo a Sony que a Nintendo sempre dominará o pódio da corrida portátil, o que resta agora é brigar com o novo competidor.
E se o NGP fracassar, eu não acho que a Sony tentará sua sorte no mercado portátil uma terceira vez.
Tendo dito isso… tenho uma certa esperança. O PSP foi um dos meus consoles portáteis favoritos — por causa da emulação de SNES, mas enfim… — e se o preço do NGP não fosse tão salgado, eu consideraria comprar um.
Mas sei não. O tempo dirá.








primeiro?
aposto que vai comprar.
“e se o preço do NGP não fosse tão salgado, eu consideraria comprar um.”
LOL
No aguardo de um futuro post seu “NÃO AGUENTEI AMIGOS, COMPREI UM NGP!”
Eu fiquei meio assim também. O preço aqui no Brasil do 3DS não está tããão absurdo quanto imaginei que fosse bater. O DSi chegou aqui custando 1200 reais e se estabilizou em 850. O 3DS saiu (pelo menos em alguns lugares) por 870 pilas à vista.
E eu tô com medo de quanto isso vai custar aqui… Acho que vou ter que passar esse.
Tu vai acabar comprando, tenho certeza. Se falava a mesma coisa do Ipad hahaha
Um coisa o PSP e o NGP tem que o iPhone não possui: botões!
É o que pode salvar esse portátil nessa competição.
Confesse, seu paraíba cabeça-chata sem vergonha, que assim que o NGP chegar às prateleiras canadenses você comprará um!
Pelas fotos do NGP no Engadget, dá pra ver que a Sony continuou com a porcaria da tela reflexiva que inutilizava os PSPs em ambientes um pouco mais claros que a escuridão total…
“O PSP foi um dos meus consoles portáteis favoritos — por causa da emulação de SNES, mas enfim…”
kkkkk você esculacha
[...] This post was mentioned on Twitter by izzynobre, izzynobre, Rodolfo Almeida, Diego Chavão, benecruz and others. benecruz said: RT @izzynobre: 3 coisas que você precisa saber sobre o PSP2 » http://t.co/Jb62BpL (favor não dê RT ou vc derrubará meu site) [...]
CHUBIRUBA
HAHAHA CHUBIRUBA
Aposto que vai comprar um so pra falar mal!
essa imagem tá com muita cara de montagem. Esses círculos na tela são muito ridículos.
A sony falou que o NGP não será mais caro que o PS3. Kid, espero que você esteja errado!
É sério, izzy, já cansou esse discursinho de que o iphone é uma plataforma de games que vai destruir o mercado de portateis. Ele é um celular, e como tal, oferece jogos casuais a pessoas que não compram videogames de verdade. Sabe qual é a diferença entre o iphone e o NGP? O NGP é dedicado a games, e ele tem o apoio não só de uma comunidade (ainda que dedicada) de desenvolvedores indies, mas de uma empresa agressiva, que comete muitos erros, é verdade, mas ainda assim tem capital de bilhões pra investir somente em pesquisa e desenvolvimento pra games. GAMES, é isso que a Sony Entertainment faz, e o NGP, assim como o 3DS é uma plataforma DE GAMES. Os seus argumentos simplesmente não se sustentam, por vários motivos: vc diz que o iphone roubou mercado portatil em 2009. Sim, se vc analisar somente os números, as vendas cairam. Mas ja parou pra pensar que os portateis já tinham atingido o seu apice de vendas? e que quem tem um psp agora VAI comprar o NGP e quem tem um DS VAI comprar o 3DS, que é a sua evolução natural? Isso vc não leva em conta,a inovação das empresas, numeros nao significam nada se não são cruzados com o tempo e a estratégia das empresas. Vc diz que o NGP será caro, e isso é fato, mas vc sabe quanto custa um iphone? quase 800 dólares, se não for vinculado a uma empresa. Se o NGP custar 300 so com wi-fi, o que é provavel, já desbancou completamente o “oponente” tanto em hardware quanto em preço quando em jogos. Vc continua a citar esse jogo ai da epic, sem esclarecer que o jogo é inteiramente estático e com cenas praticamente automáticas. É um gimmick pra parecer um jogo de aventura de verdade, e é divertido, mas é um gimmick. E vc viu o representante da epic na PALESTRA DE LANÇAMENTO do NGP, não MESES DEPOIS, desenvolvendo uma engine. Vc viu o representante da activision e hideo kojima, desenvolvedores de renome, todos empolgados com as possibilidades infinitas do NGP. Possibilidades é a palavra de ordem, não limitações, como no caso do iphone. Limitações incentivam a criatividade? Claro que sim. Mas tem uma hora em que todos os gamers, casuais ou hardcore, se cansam de atirar passarinos em porcos. E quando isso acontece, o casual desliga o videogame, e o harcore liga o seu console pra jogar zelda, ou halo ou uncharted. E agora eles podem fazer isso tudo on the go. Vc acha que o iphone realmente pode concorrer com isso?
Nice.
Comparar um jogo de iPhone com um jogo de PSP/DS é comparar um joguinho do orkut/facebook com um jogo de console.
Giroscópio, acelerômetro e tela de toque, pra mim, gritam “gimmick”. É pouco prático jogar com a tela de toque na maioria dos jogos, e, convenhamos, é ridículo o cara ficar balançando o portátil pra fazer alguma coisa.
Esse nunca relou num DS, pra abrir a torneira de bosta desse jeito.
Uma coisa que como portador de um smartphone com tela multitouch eu posso dizer: botões fazem a diferença. Nada da tela imunda com marcas de dedos tendo que limpar a cada 5 min…
Vamos fazer um bolão pra ver quem acerta quanto tempo após o lanćamento o kid compra?
eu to apostando 1 mes e 8 dias.
Eu tenho um PSP e um Itouch 4g…tive boas lembranças do meu PSP. tenho boa lembraças dele =D. emulador de NES, SNES, MEGA DRIVE, MASTER SYSTEM alguns games de PS1 e do proprio PSP. Hj eu me divirto mais com meu Itouch jogano Zenonia e ouvindo Calibre 12 XD…..mas sei la…a Sony tem capacidade de desenvolver um portátil foda…resta saber como vai estar o mercado ate 2012, 2013…já q todas as funções q ele apresenta ate la estejam obsoletas
Amigo, Izzynobre.
Por favor, mostrar para esses incultos que o iPhone não tem só jogo casual e que comparar o iPhone ao PSP/DS não é a mesma coisa que comparar joguinhos de Facebook a consoles.
Estou jogando Dead Space no meu iPhone. Se isso é casual pra vocês então não sei mais o que pode ser hardcore, amigos.
Ah, só pra constar, a Capcom vai lançar DMC para o iPhone. Se não sabe o que é isso, Google, casual gamer do inferno.
Então, acho que quem tem que parar aqui com a palhaçada de tentar desmerecer o iPhone como uma plataforma de jogos são vocês, caros amigos.
Abs.