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Joguinho iOS da semana: Battleheart

Postado em 12 fevereiro 2011 Escrito por Izzy Nobre 27 Comentários

Acho que já mencionei aqui uma vez, mas eu geralmente não tenho o menor saco pra RPG (muito menos pra MMORPG, mas essa é outra história). Minha mulher é perdidamente viciada em RPGs/action RPGs — ela tem, em Fable e Zelda juntos, umas 150 horas de gameplay, e não tou exagerando –, enquanto isso eu não tenho paciência nem pra assistir ela jogando.

O RPG clássico, moleque, de raiz, de várzea, de papel e lápis, eram outros 500. Nesse eu me amarrava — aliás, ainda tenho alguns livros de GURPS e Vampiro aqui em casa. Já os dados devem ter sido aspirados em alguma das faxinas de sábado. Enfim.

Tou te contando isso pra que você entenda que eu geralmente não curto RPG. Então, pra eu estar recomendando um, é porque é BOM MERMO.

Um dos primeiros chefões

Isso talvez se deva ao fato de que Battleheart não é inteiramente um RPG. Tem levelação, tem itens mágicos, tem as classes clássicas (lolwut) do gênero — mago, bruxa, curandeira, cavaleiro, ladrão, bárbaro, pirata (?), você conhece os tipos –, tem habilidades mágicas, tem mil armas que você pode upgradear, tem tudo isso. Entretanto, em seu cerne Battleheart é na realidade um RTS.

Tá vendo esse screenshot aí em cima? Então, tu controla os 4 personagens do seu grupo ao mesmo tempo (e cabe a você escolher a combinação dos quatro — meu time atual consiste em um monge porradeiro, um cavaleiro tanque, uma bruxa macumbeira e uma clériga que exerce ilegalmente a função de médica), como num Command and Conquer da vida. Mande-os daqui pra lá, ou mande-os atacar um inimigo e tal.

O meteoro sinistro do Wizard

O estilo visual é muito bacana, as habilidades mágicas dos personagens são bem variadas, e há uma infinidades de itens pra coletar e melhorar os stats dos seus bonequinhos.

As fases e inimigos também oferecem bastante diversidade, e as lutas com os chefões são apelativas PRA CARALHO. Frequentemente tu terás tua bunda agressivamente chutada por um chefão, apenas pra voltar algumas fases e levelar os bonequinhos um pouco mais antes de tentar novamente.

A grande manha do jogo é o gerenciamento das ações dos personagens — saber exatamente com que herói atacar qual inimigo, em que hora soltar as devastadoras habilidades especiais, quando e qual personagem curar com o seu curandeiro, quando sair correndo de ataques que vão eventualmente matar um dos seus bonequinhos.

A morte dos personagens, aliás, não é definitiva — eles voltam na próxima fase. Entretanto, com um time desfalcado se torna imensamente mais difícil de terminar a fase, e perder um dos caras significa na maioria das vezes que você perdeu todo aquele tempo a toa, e terá que reiniciar a fase.

O misto de RPG com RTS é muitíssimo viciante — já tenho 12 horas cravadas no jogo, de acordo com o meu save game, e ainda nem o terminei. E isso sem contar que, mesmo após derrotar o chefão com seus quatro personagens mais porradeiros, ainda há outros OITO personagens pra levelar — com habilidades legais e inéditas pra destravar e tal.

Se tu é do tipo que gosta de fechar jogos 100%, Battleheart vai te dar muitíssimas horas de diversão.

O joguim custa apenas US$2.99. Compre Battleheart. Recomendo fortemente.

Ah, e o jogo é universal, ou seja — roda nativo no iPad também. Isso é bacana.

Olha a parada em ação:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=qhZzrcrksY8[/youtube]

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Categorias: Games

27 Comentários \o/

  1. Eddy Vengeance disse:

    First

  2. Darox disse:

    Bom demais, valeu.

  3. felipe disse:

    Realmente muito bom o jogo Kidê !
    abraços.

  4. Não sei se e por causa dos gráficos e estilo de batalha, mas lembrou bastante Castle Crashers, da PSN e Xbox Live.

  5. Blyter disse:

    não tme versão flash?

  6. Fabio Bracht disse:

    Eu tava pensando nesse joguinho, tentando racionalizar uma compra, afinal, por mais que eu não tivesse me atraído, ele realmente parecia bom. Mas tu me convenceu terminalmente a não comprar esse jogo de jeito nenhum, em dois atos.

    Ato 1: “Frequentemente tu terás tua bunda agressivamente chutada por um chefão, apenas pra voltar algumas fases e levelar os bonequinhos um pouco mais antes de tentar novamente.” –> GRINDING. I FUCKING HATE GRINDING.

    Ato 2: “O misto de RPG com RTS é muitíssimo viciante — já tenho 12 horas cravadas no jogo, de acordo com o meu save game, e ainda nem o terminei. E isso sem contar que, mesmo após derrotar o chefão com seus quatro personagens mais porradeiros, ainda há outros OITO personagens pra levelar — com habilidades legais e inéditas pra destravar e tal.” –> Longevidade artificialmente inflada. Prefiro jogos que durem pouco, mas não se repitam nem reciclem ideias dentro de si mesmos.

    Valeu, Kid!

    PS.: Publicidade entre o título do post e o início do mesmo é de foder o cu palhaço, hein? Considere rever essa atitude de muito mal gosto, amigo.

  7. Gabriel Padilha disse:

    Peguei ontem pra jogar! Bem legal mesmo!

    O estilo do jogo lembra um pouco o Infinity Blade. Voce nao explora nada, só luta e faz upgrades. Mas a parte divertida é que são vários personagens e voce nao fica fazendo o mesmo caminho 67 mil vezes.

    Só passei de umas 5 fases, o joguinho é dificil pra caralho. To usando o mesmo time que você.

  8. Christian disse:

    Mas Easy, esses jogos que misturam RTS e RPG não são nenhuma grande novidade, começaram há alguns anos com o DotA, que é um mod pro WC3. Hoje, já tem alguns joguins dedicados que são assim, como o HoN e o LoL(googleiem aí)[mas só o HoN é legal] e eu curto muito, porque é muuito mais rápido e menos escroto que um RPG que consome a vida, e menos desesperador que um RTS que pode te deixar paranóico {LOL}

  9. @King_Matheus disse:

    Me lembra aquele Mario & Luigi de GBA.

  10. Amanda disse:

    Tão fofo!!! *.*
    Merda, nao tenho iPad nem iPhone (nem nada que pegue iOS, eu acho) ¬¬

  11. GustCM disse:

    Como vc consegue usar o Monge e o Cavaleiro juntos? O cavaleiro é perfeito pra defesa, mas parece que o monge tem prioridade e os monstros viram pra ele!
    Gosto de Clerico + Bardo + Cavaleiro + Mago/Witch (dificil de morrer esse time, tem tanker, um damage dealer, um healer e o suporte do bardo, que tambem cura)
    Ou Clerico + Cavaleiro + Mago/Witch + Bárbaro (esse ultimo é mais um otimo damage dealer, quando ativa todos os buffs mata mais que mago. Além disso os monstros nao viram pra ele quando se tem cavaleiro)

  12. Flav disse:

    Kid, já pensou em mudar essa publicidade para o final do post, antes dos comentários? Tipo assim, pessoas zangadas não clicam em anúncios .-.

    Deu ainda mais vontade de ter um iPad .-.

  13. André disse:

    Cuidado ao classificar Zelda como RPG. Toda vez que eu faço isso aparece um monte de fanboy de outros RPGs reclamando “mimimimi Zelda nao é RPG é adventure”.

  14. Higor disse:

    Quando tiver um iPhone eu compro. Enquanto isso vou contentar-me com o quebra-cabeças do meu SE K550i.

  15. Algust21 disse:

    puta merda

    Com esse você apelou comigo. comprei muito fácil

  16. Paulo Bardes disse:

    Isso não tem nada com o post de hj, mas acabo de descobrir que Calgary é a cidade mis limpa DO MUNDO!

    http://lista10.org/miscelanea/as-10-cidades-mais-limpas-do-mundo-2011/

  17. Kaisermetal disse:

    Kid se e muito burro, isso ja existe e chama Dragon Age: Origins

  18. Bruno disse:

    A proposta de controlar uma “party” toda de avenureiros me lembrou de Dragon Age… recomendadíssimo pra fãs de RPG.