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Lembram de Faces da Morte?

Postado em 27 January 2012 Escrito por Kid 55 Comentários

Meu pai sempre gostou muito de cinema. Quando ele era moleque, um de seus hobbies era azucrinar o projetista de um cinema lá de Fortaleza pelas sobras de tiras de filme que eles cortavam durante o processo de exibição das fitas. O projetista (provavelmente soltando um daqueles suspiros empregados por quem já está de saco cheio de ser importunado por alguém, acompanhado daquela rolada de olhos) dava pro meu pai um monte de pedacinhos de filme cortado.

Meu velho corria pra casa, enchia uma lâmpada queimada com água, e usava isso como uma lupa pra examinar os pedacinhos do negativo contra a luz. Meu pai era praticamente um MacGyver nordestino.

Esse amor pela sétima arte acabou passando para mim e meu irmão. Meu pai foi um dos primeiros de sua turma a aderir ao videocassete, e por isso crescemos assistindo filmes com frequência praticamente diária. Foi nesse período que conheci e me apaixonei pelas franquias clássicas dos anos 80 e 90 — Aliens, Terminator, Back to the Future (este em particular eu devo ter assistido, sem putaria, umas 200 vezes quando era pivete).

Assim, as idas às locadoras era também um hábito constante. Meu pai era freguês da King Video, de Fortaleza, que é capaz de nem existir mais. Nosso programa familiar de domingo era comer um caranguejinho na Praia do Futuro e, na volta pra casa, passar na tal King Video, alugar uma ou duas fitas, e assistir o filme enquanto minha mãe preparava o almoço.

Isso é, este era o programa familiar até a chegada da internet e a minha descoberta do tal pulso único. A partir daí eu inventava desculpas pra ficar em casa “surfando na internet” como se dizia na época.

É curioso pensar que naquela época havia tão pouco pra ser fazer na internet, e mesmo assim eu me sentia irresistivelmente atraído por esta rede maldita. Não tinha youtube, nem twitter, nem facebook, nem comentário do HBD pra responder, nem reddit, nem porra nenhuma — e mesmo assim eu conseguia passar o dia inteirinho com o nariz colado naquele monitorzão CRT de 14 polegadas.

A internet era essencialmente só isso aí

Naquelas idas à locadora, havia uma seção que era sempre fora do nosso alcance. Geralmente em um quartinho meio separado do resto do estabelecimento, as fitas de putaria dividiam espaço com a antológica série Faces da Morte.

Em algumas locadoras (creio que era o caso da King Video), Faces da Morte e filmes equivalentes eram categorizado junto com os filmes de terror. Agradeço essa prática, senão eu nunca teria tido contato com o filme quando era mais novo.

Faces da Morte era uma série que era discutida aos sussuros em todas as escolas do território nacional. Tratava-se de uma espécie de documentário repleto de nada senão cenas gráficas de mortes. Fiquei sabendo anos mais tarde que boa parte das filmagens eram reconstituições de eventos que não foram capturados em filme ou pura e simplesmente fake, mas na época a gente não tinha IMDB pra descobrir essas coisas. Ou melhor, até tinha, porque o IMDB começou em 1987, mas tu entendeu o que eu quis dizer né.

Naquela época todo mundo tinha um primo de um vizinho que morava em outro estado que assistiu o filme e relatou as cenas. Sempre rolaram planos de alugar o filme e assistir na casa de um amigo durante ausência paterna, mas isso também nunca dava certo. Por causa disso Faces da Morte me pareceu, por muitos anos, o paradoxal fenômeno cultural que é onipresente (eu sempre o via na locadora e sempre ouvia os testemunhos daqueles que alegavam te-lo assistido), e ao mesmo tempo inalcançável.

Ah, e nenhuma conversa sobre Faces da Morte podia ser completa sem repetir a quase orgulhosa afirmação de que o filme havia sido banido (“proibido” era o termo mais usado na época, na realidade. “Banir” só entrou no vocabulário popular após a internet mesmo) de X países, sendo X um número aleatório de 2 dígitos que jamais coincidia com o número citado por outro suposto espectador.

Aliás, a caixa do filme trazia essa informação dentro daquele graficozinho de explosão em WordArt, novamente num tom de orgulho.

Muitos anos mais tarde, quando eu já havia perdido as esperanças e boa parte do interesse em ver esse filme, finalmente assisti essa porra.

Se minha memória não me falha (e creio que não é o caso), era 1998. Para mim, é relativamente fácil lembrar em que ano eventos icônicos da minha juventude aconteceram: como estudei em mil escolas diferentes, era só lembrar em que colégio eu estava quando tal evento aconteceu. As mudanças frequentes acabaram servindo como um marca página mental pra minhas memórias infantis.

O Flávio — um estudante repetente que cursava a 8a série comigo, mas tinha 18 anos — alugou a fita. Minha casa era o local perfeito pra assistir a película — não bastasse o fato de que eu era o único possuidor do que se chamava de “telão” na época (um tubão de humildes 29 polegadas que fez muito sucesso na época da Copa do Mundo), meus pais passavam boa parte do seu tempo livre noturno na igreja.

Combinamos a nossa sessão clandestina de cinema e no dia determinado apareceu todo mundo lá em casa. Era uma quarta feira, e eu sei disso, novamente, por causa de uma característica de minha infância que acabou servindo como âncora mnemônica. Nas quartas feiras acontecia o chamado “Culto de Oração”. A congregação inteira se reunia pra orar por causas diversas (uma seleção eclética que ia desde a fome na África até o iminente vestibular do Irmão Paulinho); frequentemente tais cultos iam além do horário determinado porque afinal de contas, quando a pauta da prece é a final do Brasileirão, é melhor ter certeza que Deus ouviu suas preces. Esse ano o Santos tá precisando!

Por isso, quartas-feiras eram o melhor dia pro nosso plano. Reunimo-nos todos na minha sala, onde eu ponderei em relação a obrigatória pipoca que tradicionalmente acompanha seções cinematográficas. Afinal, eu queria ser um bom anfitrião!

Entretanto, por causa do teor da fita e das evidências que pipoca deixam na cena do crime (experimenta dar pipoca pra molecada e observe o fenômeno gradual porém inexorável de engorduração do seu sofá à medida que a criançada limpa os dedos esfregando a mão nas almofadas), decidi que o programa não teria comes ou bebes. E botei o VHS no videocassete.

O filme é bem tosco. Ele tenta ter um viés de documentário mas não há contextualização entre uma cena macabra e a outra, a fita não tem nenhum tipo de teor argumentativo. É só “veja este maluco que teve sua face arrancada por uma lampréia” seguido de “é isto que acontece quando alguém toma um tiro no nariz”. A molecada se estremecia com algumas das cenas mais fortes, mas ninguém iria admitir que estava com medo ou passando mal. Foi uma noite memorável.

E outro dia eu estava pensando no Faces da Morte e na importância que o filme teve na minha infância, quando percebi melancolicamente que meu futuro e hipotético filho (não seus retardados, minha mulher não está grávida) não terá um equivalente de um bicho-papão cinematográfico que foi o Faces da Morte. Com o advento do streaming online de vídeos (e imagina o que não vai existir quando esse moleque estiver crescendo…), filmes de violência gráfica estão a um clique de distância.

Ele não terá aquela misteriosa entidade filmística que, apesar de ser o assunto de todos os coleguinhas de sala, foi supostamente proibido na França e na Guatemala e mostra um sujeito levando uma flechada no meio do olho. Ele não fará planos de trazer amiguinhos pra minha casa pra assistir tal filme escondido. Ele não terá que fazer a difícil escolha entre recepcionar os convidados com pipoca ou preservar a integridade física dos meus móveis.

Acho isso meio triste.

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Categorias: Minha infância

About Kid

Kid, ou Izzy Nobre como me conhecem no tuíter. Até "Quide" serve. Tenho 27 anos, moro no Canadá há quase uma década, e escrevo bobagens que vocês por algum motivo gostam de ler. Meu pai foi pastor evangélico, minha mulher é gringa, e eu curto tecnologia. Resumidamente, é isso. Quer o dossiê completo? Clicaí.

55 Comentários \o/

  1. Rodrigo says:

    Único faces da morte que conheço é o grupo de RAP hahahah

  2. Guilherme Siqueira says:

    Texto muito foda kid!!!

  3. Wesley Prado says:

    Entendo perfeitamente o que você disse, Izzy. A geração dos nosso filhos e netos jamais terá essas lendas urbanas que cimentaram a infância de quase todos nós que estamos beirando os 30.

  4. Grayce Kelly says:

    Triste mesmo… mas pense na quantidade de avanços tecnológicos que ele (hipotético) conhecerá desde cedo. É o preço da modernidade né?

    • Wesley Prado says:

      É um preço meio caro, acredito. A galera “old school” teve experiências que dificilmente serão reproduzidas no futuro, por conta desse acesso facilitado. Não digo que tecnologia é ruim – se fosse, não estaríamos tendo essa conversa agora, por exemplo – mas certos aspectos que ela traz para as novas gerações tiram um pouco da graça das coisas, sabe? Talvez meu argumento seja confuso, mas toda nostalgia é um pouco confusa, né mesmo?

      • Grayce Kelly says:

        Entendo e acho seu comentário bem válido. Realmente as gerações anteriores à nossa viveram situações que nós nem de longe sabemos como é. Muito menos saberão os nossos filhos. Mas… o processo é esse.

        • molotov says:

          Isto tudo é natural. Todas as gerações acham que aproveitaram mais que as seguintes.

          Inevitável que hoje, aos 22, eu ria da cara da minha irmã de 7 anos que vê Disney Channel o dia inteiro e acha isso o máximo. Do mesmo jeito que meus primos, hoje na faixa dos 30, me achavam um imbecil por ver os meus desenhos.

          De fato, as experiências que a galera “oldschool” teve não serão repetidas. Do mesmo jeito que as experiências da nova geração idem. E das que vêm também.

          Outro dia estive mostrando via youtube pra minha irmã os desenhos que via na idade que ela tem hoje. Ela não achou graça em 90% dos casos.

          O que eu quero dizer é que cada um tem o seu parâmetro pra gosto e o entender de cada geração muda drasticamente.

          Quem tem 20 e poucos anos já se deparou com os pais falando de “Viva o Gordo” e “Tv Pirata”. Eu já assisti uns vídeos e não acho tão genial quanto meu pai fala.

  5. Mohamad says:

    Concordo, também acho isso triste . Ai ai, nada como a doce infância de antigamente!! :D

  6. Aline says:

    Lembro de ter visto Faces da Morte 4 e sofrido com a morte de um porco e filhotinhos de husky sendo cozinhados.

    Mas fez parte da minha vida.

  7. Leonardoneen says:

    Ótimo post…em relação ao fato de seu futuro”PIMPOLHO”não vivenciar essa experiência molequística,eu só tem uma coisa a dizer:ACHO JUSTÍSSIMO!

  8. léo says:

    Cara agora é que saquei de onde vem essa nerdisse toda. Acabei de assinar o VLOG do teu pai.
    Fantástico.

  9. Ráquer says:

    Um bom lugar hj para encontrar esse tipo de filmes é a Deep Web….Cada coisa macabra e nojenta!!!

  10. Vitor says:

    Simples:substitua o Faces da Morte por um filme chamado…”A Serbian Film”.Dizem que tem de tudo,necrofilia,pedofilia e o escambal.Pronto,lendas urbanas para crianças 2.0!

  11. Fica assim não Izzy. Assim que surgir algo do tipo SOPA/PIPA/ACTA que finalmente destruir a internet, a geração do seu futuro e hipotetico filho vai ter uma outra base para lendas pra discutir com os amigos.

  12. Ótimo texto ! Ta aí uma das coisas que a tecnologia nos tirou, a veracidade das lendas e vídeos fora do alcance !

  13. Blyter says:

    Coloque câmeras em todos os cômodos da casa e ele terá a melhor infância possível, no melhor estilo brucutu MacGyver.

  14. Tb foi um filme icônico pra mim, tanto esse como os “spin-offs”, tipo Mondo Bizarro. E o texto me fez pensar: qual será a graça da infância do meu filho (sim, tenho um com 4 anos) se ele puder pesquisar pela loira do banheiro … Na Wikipédia?

    Realmente, lendas urbanas agora, só via email, e olhe lá … Um tanto triste isso, realmente.

  15. Junior says:

    Quando vi o título achei que ia falar sobre aquela música onde a empregada do cara rico é estuprada e no fim o filho, fruto do estupro, mata o pai.

    Acho que é vingança o nome da música.

    Do filme nunca ouvi falar.

  16. Leandro says:

    Seu filho pode ter esse prazer se o SOPA/PIPA/ACTA for aprovado e a Internet como conhecemos hoje deixar de existir.

  17. Robson says:

    Putz, varias lembranças vieram a tona agora rsrs
    Assisti vários desses faces da morte, fizeram umas sequencias meio malucas mesmo.
    Lembro bem da cena do macaquinho vivo com a cabeça enfiada de baixo para cima em um buraco no centro da mesa, os caras com uns martelinhos iam batendo na cabeça do macaco até abri-la e depois a refeição: cérebro fresco de macaco.

  18. alpha says:

    Banned in America. assisti ontem. real gore!

  19. @copperkid3 says:

    Caralho, eu cagava de medo disso. Tinha mó agonia vendo os vídeos, haha
    Tenho um amigo que era fanático, tinha 3 Faces da morte e três genéricos, acho que “traços da morte”, mas jogou fora após a mãe dele dizer muito que atraía coisa ruim, e ele em pouco tempo cair de uma laje quebrando a perna e ter 40% do corpo queimado.

  20. crippoe says:

    bró .. encanação sua .. nossos filhos serão outra geração, e salvo alguma exceções, ela não se importará tanto assim com o q foi legal pra gente, pq ela construirá a sua própria timeline com elementos do seu tempo .. é a mesma coisa q meu pai dizendo “pôxa, meu filho nunca terá a sensação de ir ao matinê ver filmes de faroeste e depois trocar quadrinhos com os amigos no final da sessão” .. o q era legal pra ele, ficará na memória afetiva apenas dele e de seus contemporâneos. É fato, para alguém de 15 ou 16 anos Crepúsculo sempre será mais legal q Goonies, pq pertence à geração deles.

    • Uai formulário preenchido já. 1984 feelings.
      Bom para um preguiçoso com eu, que n precisa ficar preenchendo

      Concordo com o crippoe, essa geração buddypoke construirá suá própria memória afetiva.

      Ainda acho que os filmes de antigamente são melhores, mas não vejo a menor graça em “Ferris Bueller day off – Curtindo a vida adoidado” que é ícone de uma geração por exemplo (http://bit.ly/x65xAH).

      Tá é engraçado em certas partes mas não vejo nada demais nele. Acho que o amigo retardado de Ferris que perde a Ferrari do pai me faz ter essa opinião.

      O comentário final me faz entender um pouco a adoração da geração oitentista
      “Curtindo a vida adoidado é a materialização dos desejos de todo e qualquer aluno que já sonhou em sumir da escola para aproveitar um dia de sol…”

      Mesmo assim penso: Meh. Da mesma forma como Jaspion será pro seu futuro rebento.

      Não percebemos que essa galera não assiste mais sessão da tarde, fica direto no computador e baixa o filme. E não só ele. Você também.

      Uma coisa que é imutável e atemporal:
      O perrengue prum moleque dar uma.
      Izzy dirá pra seu filho nunca trepar na cama da sogra. hauhauahuahauahuahauhauahau

      [Off Topic] Izzy e a S.O.P.A CANADENSE, o que vc acha?

      http://dearthey.com/2012/01/26/a-copyright-quickie-canada-is-about-to-pass-sopas-evil-little-brother-politely/

      http://www.ccer.ca/canadian-copyright-reform/canadian-copyright-reform-back-with-vengeance/

  21. Guilherme Máximo says:

    putz….. voltei no tempo agora… lembro de algumas cenas do faces da morte que assisti com os amigos nos anos 90, lembro do bungee jump da morte, do concerto macabro, do homem bomba que explodiu na hora errada (esse é trash!!!), bons tempos que não voltam mais!!!

  22. Paulo Bardes says:

    [off-topicp]

    Izzy, já perguntei em todos os lugares, nenhum deles foi respondido, mas: Você estará na CPBR5?

  23. Dani says:

    Nunca ouvi falar. E não, eu não nasci depois de 1990.

  24. Luís Bizzi says:

    Pai do Izzy, mto MacGyver véi !!!

    colocar água numa lâmpada e usar ela como lupa, tem q ser foda !!

  25. Fabio says:

    Acho que os unicos filmes snuff de verdade é o “Cannibal Holocaust” que todas as cenas de morte de animais são reais…e o filme “Execução” que a capa era toda preta com uma foto bem pequena do rosto de uma pessoa vendada… o filme era uma compilação de execuções de pena de morte em diversos países… realmente é perturbador… assim como os famosos videos de execução da Al-qaeda que por mais que sejam sempre a mesma execução… é perturbador demais!
    Sou casado e não tenho filhos… mas minha mulher nem suporta a idéia de ver algo.. ela nunca viu e não pretende ver… sempre vemos as coisas por curiosidade… mas eu acho que esse tipo de coisa não deveria ter acesso fácil como é hoje.

  26. droantjk says:

    Kid tu ja foi melhor nisso.

  27. Epitácio Pessoa says:

    Pior mesmo é a pornografia. Antigamente os meus dois centimetros de piromba ja ficavam endurecidos com a possibilidade de comprar revistas playboy. Hoje em dia depois de tantos pornôs assistidos no xvideos, meus 10 centimetros penianos não se estimulam nem com o mais absurdo sexo animal.

  28. Marcelo says:

    Antes da internet chegar ao Brasil eu já acessava o IMDB. Ele aceitava comandos por email. Basicamente você enviava o email com o comando e o nome do filme e ele enviava de volta um email com as informações.

  29. sagaz says:

    Existe um programa na tv a cabo chamado mil maneiras de morrer que passa o dia inteiro. Definitivamente, ver coisas proibidas nao tem a mesma emoção e nossos descendentes ainda nos chamarão de frouxos por temermos coisas banais como a morte e a putaria

  30. Diones Reis says:

    Não só isto.
    Acredito que no futuro, aquelas seções de videogame na sala de casa, regado a bolachas e refrigerantes, como muitos daqui já fizeram, vão ser cada vez mais raros, o que é uma pena.

  31. Tibo says:

    Segunda vez essa semana que o assunto “filhos” entra em pauta, sinto que alguém no Canadá está se coçando de vontade de ser pai.

  32. Zehro cool says:

    Eu assisti em 97 por causa de um primo meu, foi na casa da minha avo e me lembro os anos pq como minha vo se muda mto.

  33. Fernanda C. says:

    Olha, mesmo hoje aí com a facilidade em baixar um filme e tals eu mantenho meu bicho papão: Laranja Mecânica. KKK Ouvi que nem é tão pesado assim e até cheguei a baixar, mas enrolava para assistir até que o meu computador pifou e eu deixei pra lá (de novo).

  34. Suzana says:

    Meus pais sempre deixaram eu alugar esse tipo de filmes. Cresci vendo filmes trash/gore, ao invés dos clássicos da Disney, que todas as crianças criavam um grande alvoroço pra ver.

  35. vitor says:

    Logo no início da banda larga, surgiu o Assustador.com.br que era basicamente um site montado com o conteúdo dos Faces da Morte.

    Grupo de amigos se reuniam e assistiam na encolha o conteúdo do site (que tinha fotos de celebridades mortas, videos de gente se fodendo magnânimanete e etc) com o volume baixo e a luz apagada para não chamar a atenção dos pais. Quase o mesmo preparo para um site de putaria, todavia, em grupo.

  36. Clerton says:

    pqp…

    vc acabou com a minha infancia dizendo que o faces da morte e um mockumentary…

    pior que fui checar no imdb e eh verdade mermo…

  37. Vitor says:

    Passei por coisa parecida, todos falavam no tal faces da morte.
    Até que um dia consegui ver essa porra, tinha uns 10 anos, fiquei chocado por dias.
    Até hj nao consigo ver essa porra, fiquei traumatizado.

  38. Raizen says:

    Falando em ‘Streaming’ e ‘tudo em um clique’…

    e a SOPA eim..?!

  39. Yuri says:

    A King Vídeo ainda existe btw

  40. Fernanda says:

    Eu nunca cheguei a assistir faces da morte, mas é incrível a quantidade de cenas da minha juventude que pipocaram na minha cabeça lendo este texto. Entre boatos e mais boatos a respeito do filme, me veio a memória também o fato de que eu cheguei a alugar o VHS do filme (pq a locadora perto de casa não estava nem ai se eu era menor de idade ou não) mas eu era tao cagona a respeito dos boatos que não tive coragem de assistir a fita que foi devolvida intacta, o que também resultou na economia de cerca de R$ 0,50 da minha mesada pois eu SEMPRE esquecia de rebobinar os filmes que eu assistia….

  41. JFR says:

    Droga de memes que ficam na cabeça que nem um parasita… No último parágrafo, fui lendo “mostra um sujeito levando uma flechada” e meu cérebro automaticamente completa: no joelho.

  42. Jonathan says:

    Bom texto, mas só uma coisa: o correto é Projecionista ou Operador de Projeção

  43. Victor Eguchi says:

    Eu acabei de ler um texto no deadspin sobre o Faces of Death e como isso infuenciou na vida do Alan Schwartz. Foi impossível não voltar aqui pra comentar.

    Take a look:
    http://deadspin.com/5855402/cut-back-to-a-wide-shot-open-the-skull-the-faces-of-death-guy-looks-back

  44. bertim says:

    Nunca assisti e nunca irei pois cago de medo do que dizem desde muleke iusahuss!

  45. Nestek says:

    Vc já foi mais humilde e o retardado é vc filho da puta!!!

  46. Conrado says:

    “É curioso pensar que naquela época havia tão pouco pra ser fazer na internet, e mesmo assim eu me sentia irresistivelmente atraído por esta rede maldita. Não tinha youtube, nem twitter, nem facebook, nem comentário do HBD pra responder, nem reddit, nem porra nenhuma — e mesmo assim eu conseguia passar o dia inteirinho com o nariz colado naquele monitorzão CRT de 14 polegadas.”

    Compartilho perfeitamente esse sentimento =P

  47. OlUmOr says:

    hahaha lembro q qd assisit isso foi num domingo eestava tendo um almoço com visitas e tal. e ja estava na hora da sobremesa que era aquela gelatina toda colorica com creme de leite e qd começou a passar a cena da operação encefálica de uma criança em q eles soltavam a pele do rosto da criança…quase vomitei. lol

  48. @paulonaz says:

    Rapaz, acabei vendo vários desta série, mais o “Traços da Morte”, que parece que era mais hardcore e com todas as cenas e casos reais. Depois voltei para a pornografia, de onde nunca deveria ter saído. Hahahah. Escrevi sobre o assunto aqui
    http://quandoabaratavoa.blogspot.com/2009/07/farsas-da-morte_31.html

    =D. um abraço

  49. Nihil Lemos says:

    Faces da Morte é para os fracos. Traços da Morte era mais foda.

  50. Eder says:

    Kid, vc por acaso não conhecia o Sóren (filho de Pastor), lá dos 1989 (+ ou -) em Fortaleza, não?
    (Acho que tinha um tal de seminário, ou coisa parecida)
    A Igreja a que vc se referia dos cultos de quarta-feira era a Presbiteriana? Acertei?