Lembro como se fosse ontem.
Meu pai entra na nossa casa com um sorriso no rosto e um envelope grande, de onde ele removeu nossos passaportes. Um por um os documentos foram abertos e inspecionados, pra conferir o importante carimbo do consulado canadense nos nossos vistos. Depois de muitos meses de planejamento, formulários, viagens e entrevistas, finalmente toda a família tinha vistos canadenses.
Eu já havia viajado para o exterior antes — a família inteira fez um mega tour pelos EUA em 1999, dirigimos pelo país inteiro quase –, mas isso aqui era diferente. Uma coisa é você visitar um país por 30 dias e depois voltar à sua zona de conforto e familiaridade; outra coisa totalmente diferente é dar adeus permanentemente a tudo que você conheceu a vida inteira: a cultura, a língua, a família, essas coisinhas que definem quem você realmente é.

Essa foi nossa primeira casa no Canadá. A foto foi tirada pelo meu irmão; aquele indo em direção à porta da frente sou eu. Meus pais e minha irmã tão tirando algumas roupas de dentro do nosso Chevy Venture.
Vale lembrar que essas roupas que você vê na foto eram nossas únicas posses naquele momento. Havíamos vendido tudo pra vir “tentar a vida” no Canadá. Naquela primeira noite na casa vazia, dormimos todos juntos no chão do quarto, usando as jaquetas como cobertores pra tentar se aquecer (a calefação da casa só seria ligada no dia seguinte).
Essa casa ficava num condomínio chamado “Sarasota Village”, pelo qual hoje você pode passear graças à magia do Google Street View.
A data na foto lá de cima é 28 de dezembro de 2003, mas àquela altura já estávamos no Canadá há um mês. Naqueles primeiros 30 dias, moramos em um motelzinho em uma cidade próxima chamada Scarborough.
Aqui cabe um parêntese: motéis aqui não são a mesma coisa que motéis no Brasil. O “motel” aqui é um hotel mais humilde, geralmente em beira de estrada, pra servir viajantes — ou, no nosso caso, uma família de imigrantes.
Lembro da primeira neve. Acordei um dia naquele quarto de motel (que, quando você divide com outros quatro membros da família por um período logo de tempo, se torna cada vez mais claustrofóbico) e noto uma claridade maior vinda da janela. Abro a cortina e lá está aquele tapete branco cobrindo o mundo inteiro lá fora.
A tal claridade maior se devia, no caso, ao fato de que a neve branca reflete muito mais luz solar que o mundo “normal” — uma realização que jamais havia passado pela minha cabeça antes. Foi uma das minhas primeiras descobertas aqui.
Eu já havia visto neve antes, na tal viagem de 1999. Acontece que há uma diferença imensa entre ver neve como um fenômeno incrível e isolado que você experimentará uma vez na vida durante as férias, e a realização de que aquilo será a partir de agora um fato da sua vida. Neve seria a partir de agora a mesma coisa que vento ou chuva — um fenômeno metereológico trivial, senão inconveniente.
Quando meu pai recebeu seu primeiro pagamento, precisou ir a um banco abrir uma conta corrente. A mulher que o ajudou sugeriu que procurássemos casas para alugar na cidade de Oshawa, e é pra lá que fomos.
É curioso pensar que aquele evento completamente casual mudou minha vida permanentemente. Se meu pai tivesse optado por outro banco, ou se tivesse sido ajudado por outra pessoa lá, talvez eu jamais tivesse pisado em Oshawa — e assim nunca teria conhecido minha mulher.
Este sou eu e ela, (com 19 anos e 15 anos, respectivamente), no porão da casa do Andy. Andy era o moleque que dava todas as festinhas da nossa turma, e todo fim de semana estávamos lá. Quando esta foto foi tirada, eu e a Rebecca (que vocês conhecem afetivamente como “Bebba”) nem namorávamos ainda, era só pegação ocasional nos fins de semana e xavecadas no MSN.
Meu inglês não era dos melhores, diga-se de passagem. Mas sei lá como, apesar deste pequeno problema começamos a namorar. No começo, nos víamos só nas tais festinhas. Com o passar do tempo o relacionamento foi ficando um pouco mais sério, e nos encontrávamos na casa um do outro.
Aquelas primeiras festinhas eram um negócio mágico pra mim, aliás. As house parties nos moldes que conhecemos por filmes eram uma das coisas da vida norte-americana que eu estava muito curioso para experimentar.
Essa foto foi tirada quando eu estava indo para a minha primeira festa de Halloween — mais uma das inúmeras características da vida norte-americana que eu só conhecia pelos filmes. A garota na foto é a Kelli, uma amiga da irmã da minha mulher. Poisé, eu já fui magro e tinha cabelo meio longo.
Eu estava, obviamente, sem dinheiro pra comprar uma fantasia. Essa garota da foto me deu essas anteninhas felpudas, e falou que eu podia ir de “fada”. O que no Brasil passaria como profunda baitolagem aqui pega mais como uma piada auto-depreciativa. E fui desse jeito pra festinha.
Esse aí é meu primeiro quarto. Na porta do armário, um poster do Foo Fighters que eu ainda tinha até pouco tempo atrás. O computador era umFrankenPC montado pelo meu pai, e aquelas caixinhas de som eu ainda uso no meu desktop até hoje.
E teve a escola, também.
Essa é a Durham Alternative, uma high school pra adultos desajustados onde, sabendo o que eu sei hoje sobre o Canadá, eu jamais teria pisado.
O negócio é o seguinte: eu precisava converter meu boletim pras notas canadenses, e não sabia onde fazer isso. Me disseram que essa escola fazia esse serviço, então me matriculei lá pra ganhar alguns créditos extras enquanto a escola avaliava meu boletim brasileiro.
O que acontece é que foderam a avaliação. Eles não me deram créditos pelas notas que eu tinha no Brasil, apenas “equivalências”. As tais equivalências atestam que eu completei o segundo grau, mas sem as notas é impossível entrar numa faculdade (e evidentemente, eu só fui descobrir isso muitos anos mais tarde, quando tentei me matricular numa faculdade).
O motivo dessa cagada com meu boletim está no nome da escola. No “Durham Alternative”, a palavra “alternativa” significa “se você foi expulso de todas as outras escolas, esta aqui é a única que te aceitará”. Era uma escola pra vagabundos, estudantes com passagem pela polícia, membros de gangues, meninas que engravidaram aos 17 anos, essas coisas. A escola era meio barra pesada.

Aula de sei lá o que. Tá vendo o rapaz de preto lá na frente? Esse foi o cara que me apresentou à minha mulher, o Chris
E eu tive que ir pra lá porque, tendo àquela altura 20 anos, as high schools “convencionais” não me aceitavam. O problema é que a filosofia dessa Durham Alternative era mais “vamos dar a estes vagabundos um papel que prova que eles completaram o segundo ano”, e não “vamos prestar atenção pra que a grade curricular deles sirva pra algum estudo pós-secundário”.
Ou seja: invés de analisar o boletim e converter minhas notas, essencialmente imprimiram um papel que atestava que eu cursei o segundo grau — mas sem nenhuma nota. Expliquei a situação em maiores detalhes aqui.
Tirei essa screenshot assim que conseguimos conexão na internet lá em casa, absolutamente impressionado com a velocidade da conexão. No Brasil, eu já achava minha ADSL da Velox de 256kbps impressionantemente rápida; ao chegar no Canadá fui recepcionado por uma conexão de 1.5mpbs.
E note que eu tava baixando ICQ, pra você ter uma noção de quanto tempo faz. Hoje em dia, esta é minha conexão:

Se meus downloads hoje ficarem em 321kbps eu desisto do meu provedor.
No dia 28 de novembro de 2013, completarei 10 anos de Canadá. É incrível olhar pra trás e notar quanto tempo se passou, e o quanto minha vida mudou após a mudança pro Canadá. Eu definitivamente não sou a mesma pessoa que era em 2003.












Cara, de longe o melhor texto que já li por aqui. E leio seu blog desde, sei lá, 2006?
Essa é só a primeira parte do post, né?
Ignoranto a Bebba, você imigraria pro Canadá se pudesse voltar no tempo? Quer dizer, você estava MUITO deprimido quando chegou por aí, tendo “acabado” o blog diversas vezes.
Você mudaria algo nestes últimos 10 anos? O quê?
O que você achava que era o Canadá e hoje você vê que é diferente?
O que te surpreendeu?
Caraca, concordo com tu completamente Davi, é incrível conseguir notar as diferenças depois de tanto tempo. Poder comparar as coisas, e ver que tanto tempo passou.
Também espero que Izzy continue escrevendo mais, há tantas coisas que ele omitiu, da pra continuar isso fácil fácil, e olha que leio este blog desde… 2006, eu acho.
Até falei pro izzy no twitter (mas ele sempre ta ocupado demais fazendo 200 tweets por segundo pra responder) tenho até um texto dele antigaaaaaço que ele havia colocado no perfil do orkut. Nem sei se ele sabe da existência desse texto. Mas era da época que ele só tinha umas 9 comunidades no orkut e uma delas era “jogar worms de madrugada” lol
Abraço Izzy o/
texto profundo kid, só uma coisa
“Este sou eu e ela, (com 19 anos e 15 anos, respectivamente)”
E meus amigos me chamam de pedófilo por ter namorado uma garota de quase 15 tendo quase 18.
a faltou a risada, uhauhauhuhauau lol
Você poderia ter morrido nessa escola cheia de marginais, mas por algum motivo acabou conhecendo a Bebba, é estranho pensar como as vezes a gente tem uma coisa e perde outras…. Kid, você nunca pensou como seria a vida se tivesse entrado na faculdade? Se nunca tivesse conhecido a Bebba com quem poderia está hoje?? (algo nos moldes de Efeito Borboleta…)
outra ‘Bebba” XD
Só de Falar que era um ‘brazilian guy’, os marginais da escola mostravam respeito ao Kid.
Uma lagrima solitária em homenagem ao amigo.
Sua senhora deve sentir falta da terra natal, a cidade do Crato.
Massa, Kid muito bom ver ate onde você chegou !!! fiquei emocionado com seu relato….
Quanto tempo, em…
Malz encher, kid, mas quando eu li “retrospectiva” eu realmente achei que seria um texto profundo que contaria – mesmo que um pouco – da sua trajetória aí, não o que aconteceu logo no comecinho xD Enfim, seria legal se cê fizesse uma saga de 10 textos, um pra cada ano ou coisa do tipo.
boa! um texto por ano seria justo.
Primeirão!!
Pois é Kid, assim como o @darklinkagain eu também esperava um texto mais completo, contando mais e tal. Eu sei que você tem estado bem sem tempo, então imagino que esse foi o motivo dele ter sido relativamente curto. Fica, então, a sugestão de que você faça outros posts, complementares a esse, à medida que você for tendo tempo.
Emocionante ler este post, Kid! Também acompanho teu blog a muuito tempo e é interessante ver como vivi parte dessas coisas pelo blog. Lembro de um post falando da Bebba, uma história dela ter pego a tua carteira (ou algo assim) e ter levado para uma lavandeira (ou algo assim). Se duvidar foi quando ficaram pela primeira vez. Lembro dos post da escola, dizendo como o pessoal ai era burro e não sabia regra de três e recortavam triângulos. Lembro das bandas cover, do post sobre deixar o cabelo crescer e tudo mais. Ver essa retrospectiva da tua vida ai me fez lembrar da minha enquanto lia esses posts todos.
Engraçada essa tal internet e as relações que ela cria…
Eu quase chorei, lol. Sou uma pessoa meio depressiva com esse negócio de passado, nostalgia, então esse tipo de texto sempre me toca. Faça mais desses.
Vc deseja que o kid te toque mais entao?
Viado!!!Só falta falar que ama restart!!!
solta isso la no cineplayers pega mal rodrigo hahaha
Bah, Kid, bem legal o texto.
Infelizmente, só consigo imaginar como foi toda essa mudança. O nosso sonho (meu e do namorado) é, um dia, poder fazer o que vocês fizeram e ir “morar fora”. Como ele é tradutor (Inglês > Português > Inglês) e trabalha como freela em casa, a gente pensa que esse sonho tem uma chance de ser realizado. Ele conheceu um pedacinho dos EUA e não queria ter ido embora (e é louco pra me levar pra conhecer, adoramos viajar e ele adora aprender novas línguas).
O nosso estilo de vida é muito influenciado pelo estilo de vida norte-americano (o esporte que ele acompanha e sabe tudo – e também tá sofrendo por causa do lockout – é basquete, só pra exemplificar). Mas é muito legal poder ler os relatos de alguém que, aos poucos, foi se adaptando a vida norte-americana. Espero que tenha outros.
Desejo tudo de bom pra ti e a linda da Bebba.
Esse texto ficou muito bom. Tu esqueceu de dizer o quanto tu xingou todos os seres do planeta na primeira vez qure tu soube que ia pro canada. :p
Graças que algumas pessoas do mundo evoluem né?
Achei muito legal o post, e é super legal olhar pra trás e ver como a vida da gente muda em tão pouco tempo.
A amiga da sua mulher estava fantasiada de que? Dela mesma?
Tem como ver pra mim quanto ela cobra pra assombrar uma casa de 6 cômodos?
até hj eu tenho uma conexão de 600 k. 55 eh dufuturo.
sonho com o dia em que eu terei uma conexão como a do Kid.
Depois de 45 anos lendo esse blog eu descubro que o Kid tem uma irmã. =o
Amigão, aonde você leu isso?!?! kkkk
Melhor ler novamente o trecho!
“Essa foi nossa primeira casa no Canadá. A foto foi tirada pelo meu irmão; aquele indo em direção à porta da frente sou eu. Meus pais e minha IRMÃ tão tirando algumas roupas de dentro do nosso Chevy Venture.”
Maluco.
Releia a frase, preste atenção na foto, e perceba o papel de analfabeto que você acabou de pagar.
Oloco @Kid, eu estava justamente chamando a atenção do @brn para isso. Até escrevi irmã em caixa alta…
Ou foi você que deu reply na pessoa errada?
também fiquei emocionado com o relato ;/
eu quase acompanhei a vida de izzy lol
quase um “Show de Truman” (:
Curti esse post, mas fiquei com a impressão que vc pulou algumas etapas. Confere? Da uma aumentada pq o resultado fiicou show. E quando vc começou a gravar porno cum a beba?
Na foto do Halloween você parece MUITO vesgo!
Nossa, sua net de 2003 ai no Canadá é mais rápida do que a que eu tenho aqui em Sergipe em 2011.
É legal fazer comparações de quem fomos e somos.
Só eu sinto falta dos alt text engraçaralhos?
Sensacional cara. Acompanho seu blog desde 2004 e ler esse post foi fantástico.
O tempo passa rapido demais.
Foda! Textos como esse me faz batalhar ainda mais pra sair daqui, pra buscar algo com que me identifique.
e eu achando que o Johnny Depp que era tipo um camaleão…
Você com 19 e a Rebeca com 15?
Eita, se o namoro fosse agora, seria taxado de pedófilo.
Muito bom o texto kid
É legal as coisas boas que encontramos qdo vamos pra outros países.
Fazem 5 anos e meio que estou no Japão, e não quero voltar pro Brasil tão cedo.
Legal cara, vendo seu desenvolvimento a gente acaba fazendo uma reflexão e vê o quanto nós também mudamos de 2003 pra cá. Ou quanto o mundo ao redor mudou e nos forçou a se adaptar.
Como você acha que seria seu post de retrospectiva de 20 anos de Canadá?
E o que está fazendo hoje pra o que viu no futuro se realize?
Abração e obrigado pela viagem que me proporcionou nas minhas memórias
Muito bom Kid. Mas isso daria um livro e que pena que
só nos participou com o prefácio.
Torço por você e a Bebba.
E que conte aos futuros filhos a saga da família.
Uns dos melhores post do kid,sem duvida…
Eu lembro que uma vez achei um Fotolog seu com umas fotos antigas, ele ainda existe?
Hey Kid! Continua o texto contando até os dias atuais!
Não é que o texto ficou pequeno, mas deu a impressão que foi cortado no meio da história… Sei lá, esperava ler mais sobre o decorrer do relacionamento entre vc e a Becca, as aventuras no primeiro emprego e tudo o mais (sei que partes destas histórias estão em outros posts do blog, mas imaginei algo meio “resumão geral da vida no Canadá”)
No mais, curti demais o texto…
Não é que o texto tenha ficado pequeno, é que ele acabou quando parecia que ia começar =\
mesmas choradeiras e baitolagens
Tenho muita inveja dessa sua possibilidade de mudança de vida em um pais tão foda com a tua familia. Sensacional.
O incrível é que ainda não apareceu um tópico, de alguém perguntando ou debatendo sobre como imigrar para o Canadá.
Eu ainda tenho as caixinhas de som do meu primeiro computador, um K6-II adquirido em 2000. Elas são da Cambridge Soundworks, e chega a ser irônico o fato de hoje em dia elas valerem mais do que todo o resto daquele PC…
Bom texto, mas pelo título, também esperava por algo mais completo. Pelo jeito, vai ficar para 2013
Ha então quer dizer que o @izzynobre gosta de Foo Fighters e de Slipknot né? Tem posteres no quarto dele nessa matéria, não adianta fingir mais não marotão kkkkkkkkkkkkkk
Por falar em ICQ… entrei essa semana no meu… impressionante que ao buscar pessoas on-line (sistema de busca muito melhor que o do msn), ainda aparecem milhares de pessoas!
Pedobear detected
O texto ficou legal , faz uma retrospectiva completa aê Kid , contando sobre mudanças de cidades , empregos , etc
OMFG. 55 Mbps. aqui em casa, agora que vai botar 2 Mbps. Eu usava 300 Kbps. 55 Mbps é algo praticamente impossível no Brasil. A menos que seja em empresas. Pela GVT 100 Mbps custa 500 reais. 50 Mbps são 200.
28/11… meu aniversario XD
nem reclame de 256Kbps eu tinha uma conexão pouco tempo atrás que era 256k, e hoje to com 1,5 Mbps!
e se contente porque em 2003 eu não fazia ideia do que era internet na época, fui ter um PC em 2005, e a conexão era discada e tinha apenas 56k de internet, e nem usava porque tinha uns 5 anos, e todo mundo sabe que nessa idade as crianças usam apenas para brincar no paint, e só usava internet para jogar batalha-naval, enfim, seu texto está excelente!
O texto começou muito bom e depois parou bruscamente
se tiver com preguiça de escrever uma completa, poderia fazer essa retrospectiva virar uma série.
55 megas por segundo. Kid, você é meu herói.
“O motivo dessa cagada com meu boletim está no nome da escola. No “Durham Alternative”, a palavra “alternativa” significa “se você foi expulso de todas as outras escolas, esta aqui é a única que te aceitará”. Era uma escola pra vagabundos, estudantes com passagem pela polícia, membros de gangues, meninas que engravidaram aos 17 anos, essas coisas.”
Realmente, foi uma mancada deles. Você cumpriu o segundo grau na Durham exatamente como se estivesse numa escola do Brasil. Injustiça da porra.
se eu fosse você, dava dinheiro ou flores pra mulher do banco. HUAEUHAUAH
eu acho que já li quase a porra toda aqui (sou um leitor novo, mas passo horas e horas lendo isso), e nunca vi um texto sobre sua irmã :l