Hbdia
  • Feed do Hbdia
  • Twitter
  • Youtube

A epopéia do novo PC

Postado em 5 dezembro 2009 Escrito por Izzy Nobre 331 Comentários

Eu sempre ouvi dizerem que alegria de pobre dura pouco.

Devo ser um completo indigente miserável então, porque minha euforia por ter comprado o PC novo durou aproximadamente cinco minutos após eu clicar em “Publicar” no texto anterior.

Este é um dos três táxis diferentes que eu tive que pegar hoje pra resolver a situação do meu computador. Como você pode ver, o tempo não estava dos melhores, o que tornou a situação exponencialmente pior.

Foi o seguinte.

Quem acompanha minha aventuras canadenses sabe que eu costumo ter um excepcional azar com gadgets. Do meu Xbox 360 dando 3RL três vezes, à GPU do meu Wii explodindo, à tela do PSP se partir ao meio, aos dois HDs queimando no mesmo dia, ao meu laptop tomando recall (e como podemos esquecer daquela tentativa frustrada de migrar pra um MacBook que resultou num iPhone formatado e na devolução no computador), eu já passei por muitos perrengues com tecnologia.

Mas o dia de hoje fez tudo aquilo parecer fichinha.

Lá pelo terceiro dia de posse do meu computador novo, eu comecei a notar que algo estranho estava acontecendo – ele estava se desligando sozinho. Não entrando em modo sleep nem nada do tipo: o gabinete morria como se houvesse faltado energia. Quando eu reiniciava a máquina, recebia aquele aviso de que o Windows havia fechado de forma inesperada e tal.

Na primeira vez, eu supus que fosse um bug qualquer. Quando aconteceu da segunda e terceira vezes, resolvi que algo estava de fato errado. A quarta vez aconteceu quando eu tava no meio do chat com o suporte da HP.

Mas o que seria a causa do problema?

Suspeitei do processador ou da fonte. Mas os crashes haviam acontecido em momentos de inatividade (uma delas foi durante à noite, quando eu nem estava usando a máquina). E no inverno canadense, a temperatura da minha casa dificilmente passa dos 20 graus – não é um ambiente propício pra superaquecimento do processador.

Logo, a fonte me parecia um suspeito mais provável.

Quando descobri que a fonte era de apenas 300w, comecei a ficar convencido que era um defeito de design. O consenso de quase 100% dos internautas a quem expus o problema é que aquela força era insuficiente pra máquina que eu estava tentando rodar.

Corri à Memory Express, uma loja de computadores lá perto de casa, e resolvi fazer a prova dos nove – descrevi a máquina pro atendente e perguntei o que ele mudaria naquela configuração. A resposta dele foi imediata – “eu trocaria essa fonte por uma de pelo menos 500w”.

Pensei “MERDA”. Pelo jeito o design desse desktop é falho. Terei que devolver.

Agora, há algo que você precisa saber sobre mim pra entender um pouco sobre meu estado de espírito durante toda essa presepada.

Eu sou absolutamente NEURÓTICO em relação ao funcionamento dos meus gadgets.

Se eles não estiverem perfeitamente configurados e funcionando em sua máxima capacidade, eu fico completamente paranóico, não consigo dormir, não consigo comer, fico na agonia de chegar logo em casa e fazer todo o setup pra deixar a máquina do jeitinho que eu quero. A idéia de não ter um computador funcional faz meu sangue ferver e minhas tripas darem nó.

Todos temos nossas loucuras, né? Essa é a minha. Herdei-a do meu pai, que também passava madrugadas acordado tentando atualizar firmware de routers, trazer laptops de volta à vida ou configurar o home theater dele do jeitinho que ele gosta.

Então.

Volto pra casa, decidido que o culpado do problema era a fonte do gabinete. Tava quase na hora de sair pro trampo, então eu teria que agir rápido pra formatar a máquina, recoloca-la na caixa, e poder sair pra sex shop tranquilo sabendo que ao menos essa etapa já foi completada.

Se eu saísse de casa e deixasse o PC ainda montadinho na mesa, eu ficaria pensando “ahhhh que merda, ainda tenho que formata-lo, tira-lo da mesa, preciso fazer logo isso…”.

Vou pro trabalho e passo as próximas oito horas completamente neurótico, simulando todos os eventos do dia seguinte na minha cabeça – “sairei do trabalho, pegarei o trem, volto pra casa, chamo um táxi, levo o computador de volta à Best Buy, pego outro, vou instalar tudo de novo e tudo estará bem”.

Chega sete da manhã, o horário em que termino meu expediente, e corro pra casa. A mulher, sabendo que eu estava já meio estressado com toda a confusão (eu havia atrasado minha agenda totalmente por causa do dia sem computador, aliás esse é o motivo pelo qual o HBDtv não saiu hoje como eu planejava), se prestou a me acompanhar à Best Buy pra dar aquele apoio moral.

Agora, a coisa INTELIGENTE a ser fazer teria sido tirar a roupa do trabalho, tomar um banho, comer alguma coisa, me dirigir ao quarto, meter a piroca na noiva pra desestressar, dormir pelado e satisfeito, e só quando acordasse muitas horas mais tarde, já relaxado, me metesse a resolver o problema.

Mas eu não sou uma pessoa particularmente inteligente. Sou o cara mais AFOBADO do mundo. Aliás, a palavra “afobado” é engraçada, não? Enfim.

Ligo pra compania de táxi e eles informam que demorará 40 minutos pra chegar um táxi na minha casa. Eu penso “mas que infernos?!” aí lembro da notícia que ninguém parava de falar no dia anterior.

A pior nevasca do ano estava sendo esperada ontem, o que causa inúmeros acidentes de tráfico (110 batidas de carro em CINCO HORAS) e paralisa o trânsito na cidade inteira. Em uma das avenidas mais movimentadas rolou um acidente envolvendo CINQUENTA veículos. Imagine a cena.

Tipo isso aí

“Ok”, pensei. Sou um cara bem humorado que ri das próprias desgraças e tenta sempre ver os sobressaltos da vida com esportividade. “O trânsito vai atrasar um pouco as coisas. Isso significa na pior das hipóteses que terei que ficar acordado por mais tempo. Tudo bem.”

Uns 40 minutos mais tarde o táxi aparece. Pulo do carro com a caixona do computador a tiracolo e a patroa ao meu lado, me acalmando dizendo que já já tudo se resolverá, que o novo computador será ainda MELHOR que o outro, blá blá blá.

Chego na Best Buy e jogo a caixa no balcão do serviço de atendimento. Essa é uma das coisas que eu adoro a respeito de morar aqui – nego não embaça suas devoluções, não fazem corpo mole pra te ajudar a trocar uma mercadoria.

O cara abriu a caixa, viu que o gabinete tava lá, e falou “ok, trás lá outro qualquer”.

Não perguntou por que eu tava devolvendo, não exigiu que eu explicasse o problema, nem sequer checou pra ver se a máquina tava ligando. Tudo na base da confiança mermo. Lembro que a única vez que eu precisei devolver um eletrônico no Brasil (uma webcam) a mulher da loja colocou TANTOS empecilhos que eu tive que fazer escândalo na loja, berrando e o cacete.

Por uma porra de uma webcam. Enfim.

Vou à área dos computadores e pego uma outra máquina. Esta aqui.

Um p6242f, que é um modelo bastante similar ao computador problemático, porém com chipset Intel – o que deveria agradar meus amigos fanáticos pela marca que predisseram que toda sorte de infortúnio cairia sobre mim se eu comprasse um computador com processador AMD.

Já um pouco mais relaxado, eu pego a caixona e levo ao serviço de atendimento ao consumidor. Porém, um problema.

O preço que eu paguei originalmente era um disconto porque comprei o PC e o monitor juntos. Devolvendo apenas o computador mas mantendo o monitor, o desconto não seria mais válido, e nessa eu acabei tendo que pagar o preço total do monitor por fora – 130 dólares.

Como se isso já não fosse um chute nas bolas, que tal esta? Se eu tivesse empacotado o computador inteiro e fizesse retorno da transação inteira, eu poderia pegar o PC acima com um monitor de 23″… por apenas 50 dólares a mais do que eu gastei no total.

Ou seja, ao invés de voltar pra Best Buy, desembolsar outros 50 contos e retornar com um monitor maior, eu paguei 130 dólares e fiquei com o de 20″ mesmo.

Novamente, uma pessoa com um cérebro funcional decidiria que isso é um péssimo negócio e simplesmente voltaria outro dia, com mais calma, pra devolver tudo junto e pegar o PC Intel junto com o monitor maior.

Mas não eu. Eu sou afobadíssimo e preciso ter tudo resolvido e funcionando o mais rápido possível, custe o que custar. É uma fúria cega.

Sentindo a frustração subir novamente, eu me acalmei pensando “esquece, é apenas dinheiro, não se estresse por causa disso”. Graças às minhas manobras financeiras friamente calculadas e meus planos de orçamento (que um dia explicarei aqui no HBD pro benefício de vocês), felizmente dinheiro não costuma ser um grande problema pra mim, por isso sempre tento não me abalar por causa de cifras.

Falei “FODA-SE” mentalmente, paguei a diferença, e fui pra porta da loja ligar pro táxi.

E só dava ocupado. Quando o clima vai pra merda desse jeito, o sistema de táxi da cidade fica completamente sobrecarregado, já que ninguém quer usar transporte público.

Demorou mais ou menos meia hora pra finalmente conseguir um táxi. Chego em casa já mais tranquilo, embora a idéia de ter que setar o novo computador disparasse meus genes da afobação e me deixasse um pouco frustrado.

Chego em casa, passo a faca na caixa, puxo o computador pra fora e quando começo a plugar os cabos no gabinete…

Não.

Não é possível.

Revido o gabinete todo. Checo a parte da frente, as laterais, a traseira. Não. Não. Não. Não acredito nisso.

Escrevi esse tweet só com uma mão, porque com a outra estava arrancando os cabelos e arremessando objetos aleatórios contra paredes e familiares.

Agora, a coisa inteligente a se fazer seria dar de ombros, aceitar a derrota, cair na cama e dormir. A esta altura eu já estava acordado há quase 24 horas, tendo acabado de trabalhar a madrugada inteira.

Alguém sugeriu que eu voltasse à Memory Express mais tarde, que é mais perto do que a Best Buy e eu poderia ir andando, e simplesmente comprasse um adaptador wifi USB (já que instalar uma placa wifi interna violaria minha garantia, o que não é uma boa idéia).

Mas pra alguém com meus problemas mentais, essa era uma opção inválida.

Poisé. Acredite se puder, eu liguei pro táxi de novo. Meia hora depois lá estava eu, dentro do carro, BUFANDO COM O MAIS PURO ÓDIO DA VIDA.

Pedi pro taxista me esperar do lado de fora da Best Buy, já que eu não esperava demorar tanto. Ele aceitou, mas alertou que o taxímetro rodaria enquanto eu estivesse na loja.

O que é um peidinho pra quem já está todo cagado? Aceitei os termos. Já estava resignado a ir à falência ontem mesmo se fosse o custo de ter um computador funcionando.

Agora deixa eu revelar um detalhe pra vocês – o PC de onde escrevo este conto não é o computador novo, é meu netbook. Além do netbook, eu também tenho um desktop na sala, ligado à minha TV, servindo como media center. Há também o desktop do meu irmão, o meu laptop antigo, e o laptop da minha mulher. Tenho acesso livre e pleno a qualquer um destes computadores, e todos acessam a rede wireless da minha casa.

Ou seja – há CINCO outros computadores na minha casa. Eu tenho internet até no meu celular, ou seja, não é como se meu vício no twitter fosse interrompido se eu desistisse temporariamente dessa caçada maluca por um computador novo.

Mas, como já expliquei, eu sou completamente e perdidamente afobado.

Minutos depois eu estava de novo depositando o computador no balcão do serviço ao consumidor. O carinha me olhou com semblante de dúvida.

“Não tem placa wifi” eu disse, sem esperar resposta do cara – parti em disparada pra área de computadores de novo.

Nessa altura, eu tive uma epifania. Eu já tava duvidando desde o começo que a HP realmente colocaria no mercado um modelo com fonte insuficiente, e eu ser o primeiro e único a notar o problema (pesquisei com mil termos diferentes no Google e não recebi nenhum resultado indicando problemas similares ao meu).

O design do computador, o vilão original, talvez fosse inocente. Parecia mais lógico que o PC que eu peguei estava danificado de alguma forma. E como ele tinha os melhores specs pelo preço que eu paguei, além de vir com wifi (apenas dois outros modelos de desktop na Best Buy tinham wifi embutido), por que não pegar OUTRA unidade do mesmo modelo?

E nessa hora algo aconteceu que me fez não apenas berrar “FUCK” em plenos pulmões no meio da Best Buy lotada, mas também me fez crer que eu estava participando de algum tipo de pegadinha cruel.

No intervalo de mais ou menos quarenta minutos desde minha última passada na Best Buy, praticamente todos os bons computadores haviam sido vendidos. Só Dual Cores vagabundos de 4gb de RAM sobravam.

Aí eu me toquei que estava disputando por eletrônicos numa das maiores lojas do gênero, poucas semanas antes do Natal. O que parecia ter saído de um livro surreal do Kafka começou a fazer sentido. Os PCs não evaporaram, foram comprados pelos outros trocentos clientes que perambulavam pela loja.

Catei o primeiro computador que tinha specs similares sem sequer olhar pra etiqueta de preço e corri pro balcão. Chegando lá dou de cara com uma fila de CINCO pessoas. Nessa hora lembrei que o taxista estava lá fora, com uma conta de dígitos triplos e provavelmente puto porque eu falei pra ele que não demoraria nada.

Engoli o ódio que eu sentia do universo no momento. Senti claramente o coração batendo acelerado, a pressão subindo, as primeiras pontadas da dor de cabeça castigando minhas têmporas.

Pensei com certa melancolia que se tivesse um infarto ali mesmo, ao menos não teria mais que passar algumas horas deixando o computador do jeitinho que eu queria quando chegasse em casa.

Finalmente chega minha vez no caixa. Sacando o recibo do bolso pra executar a troca, notei que a lateral da caixa dizia “Comes with Windows Vista”.

Windows Vista.

Soltei um desesperado YOU GOT TO BE FUCKING KIDDING ME. Todos os olhares na loja se voltaram pra mim. Cliente xingando em estabelecimento comercial é geralmente admoestado pelos funcionários, mas a essa altura sem dúvida os caras estavam com pena da situação, ou com medo de eu me transformar num troglodita e sair quebrando tudo e espumando pela boca.

Corri feito um maratonista pra área de computadores. O taxímetro rodando, a dor de cabeça batendo, o estômago protestando a fome, o cansaço de ter passado um dia inteiro em pé… eu não estava na melhor situação pra tomar uma decisão.

E eu estava encurralado. Não havia mais computadores disponíveis, a única escolha seria pegar uma porra dum Athlon Dual Core com 2GB de RAM e Vista – ou seja, exatamente a mesma máquina que eu queria substituir desde o começo!

A frustração começou a tomar conta de mim. Eu estava longe de casa, com fome, cansado, já tinha torrado uma bela grana e não tinha uma solução pro problema.

O único jeito seria apelar pra uma solução que eu rejeitei a princípio – comprar uma placa wifi USB. Lá se vão mais 70 dólares. Fazer o que.

Ou seja – eu havia empacotado o computador pra nada. No final de contas, levei-o pra um passeio de táxi, porque a melhor escolha seria mante-lo.

Pego o primeiro DLink que vi pela frente (ACHO que era Dlink, mal li a caixa), corro pro serviço ao consumidor, e havia agora DEZ pessoas na fila.

Àquela altura a máxima “o que é um peidinho pra quem já está todo cagado” não era mais apropriada, porque eu não estava apenas “cagado”. Estava nadando em (e simultaneamente COMENDO a) merda.

Avistei um caixa que tinha acabado de abrir e então corri pra lá, fazendo malabarismos com a caixa do PC e a do adaptador wifi. Quando chega na minha vez, sou atendido por uma lésbica gorda e bem feia que, como ela mesma explicou, era novata no trabalho.

A mulher passou uns 5 minutos lendo as instruções na tela do computador, sem saber como prosseguir com a minha transação.

Eu não podia acreditar naquilo. A menina estava inclinada na direção do monitor, seguindo as linhas das instruções com o dedo, lendo em voz alta pra si mesmo e com a maior cara de retardada que eu já vi na vida.

“OLHAQUI MINHA FILHA” eu comecei a berrar antes mesmo de perceber o que eu estava falando. Foi meio que um reflexo.

“GERALMENTE EU NÃO SOU FILHO DA PUTA DESSE JEITO MAS EU TOU COM PRESSA PRA CARALHO, PELO AMOR DE DEUS CHAME ALGUÉM AQUI QUE SAIBA OPERAR A PORRA DESSA MÁQUINA”.

Senti que toda a loja tava olhando na minha direção.

A menina olhou pra mim com olhos arregalados e falou, de voz baixa e com muita vergonha:

“Desculpa senhor, é meu primeiro dia…”

Isso me desarmou completamente. Eu já estava a ponto de lágrimas a essa altura. A menina finalmente entendeu o que deveria fazer, pegou minha grana, me deu o recibo e me desejou um sincero “bom dia”. Corri em direção à saída, mas parei no meio do caminho, olhei pra trás e falei “Me desculpa. Tou tendo um dia horrível. Você tá fazendo um bom trabalho”. Ela sorriu de volta.

Chego em casa 10 minutos e cem dólares mais pobre (70 do adaptador, 30 do táxi). Instalo tudo e posso dizer com felicidade que tenho um bom computador novamente.

A placa wifi está meio instável (ás vezes pego velocidades de 11mbps, e às vezes isso cai pra 4mbps), mas ao menos tá tudo funcionando lá.

Até agora, ao menos.

Minha mulher acompanhava meu trabalho de perto com atenção. Quando ela viu que o computador estava funcionando perfeitamente, ela carinhosamente me puxou pra longe do computador. Ela conhece essa minha doença da afobação, e sabia que tava na hora de interceder.

Eu falava “pera, tenho só que ver isso…” e estendia a mão pra pegar o mouse, mas ela pegava minha mão, entrelaçava os dedos com os meus, e falava com voz maternal:

“Meu amor, o seu computador já tá pronto. Vem deitar aqui comigo”.

Eu tava sem forças pra protestar. Cai de sapato e calça e tudo na cama. Fechei os olhos assim que a cabeça bateu no travesseiro. A última recordação que tenho é que ela tava tirando meus sapatos e perguntando se eu tava com fome.

E aí eu apaguei. Era uma da tarde a essa altura do campeonato.

Acordei às 10 horas, em cima da hora pra sair pro trabalho. A patroa havia preparado uma janta, mas não havia tempo pra comer. Pulei na cadeira do PC, verifiquei que tudo estava às ordens, e me arrumei pra sair pro trabalho.

Pensando em registrar as condições climáticas pra poder provar pra vocês que o negócio tava realmente tenso, saquei o iPhone pra uma filmagem rápida. E enquanto filmo a cidade completamente coberta de neve e explico que tive um dia de MERDA… eu escorrego e caio.

Comentei no twitter que hoje foi o pior dia que consigo recordar em toda a minha existência. E a resposta unânime foi “então você não teve muitos dias ruins”.

E eu percebi que é a pura verdade. Sou um cara bastante sortudo no geral (por motivos que não enumerarei por medo de soar muito arrogante), então é natural que o Universo cague na minha cabeça de vez em quando pra equalizar as coisas.

Agora é rezar pra que eu chegue em casa e o computador ainda esteja ligado, e a placa wifi esteja funcionando como deveria.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Categorias: Sagas intermináveis

331 Comentários \o/

  1. Diego Maia disse:

    Épico. RT @izzynobre: A Epopéia do Novo PC, o pior dia da minha vida http://hbdia.com/wordpress/2009/12/05/a-epopeia-do-novo-pc/

  2. Hoje é um Bom Dia » Blog Archive » A epopéia do novo PC http://bit.ly/4v9rlO

  3. Thomáz disse:

    Morrendo de rir lendo a história do novo PC do @izzynobre – http://bit.ly/4v9rlO

  4. Hoje é um Bom Dia » Blog Archive » A epopéia do novo PC http://bit.ly/4v9rlO

  5. Fabio Lima disse:

    Nossa ri demais com isso http://bit.ly/5ZR68u @izzynobre não teve um dia bom! E a patroa ficou a 'ver navios' HAHAHA

  6. felipetenor disse:

    Hoje é um Bom Dia » Blog Archive » A epopéia do novo PC http://bit.ly/4v9rlO

  7. [...] This post was mentioned on Twitter by izzynobre, felipetenor. felipetenor said: Hoje é um Bom Dia » Blog Archive » A epopéia do novo PC http://bit.ly/4v9rlO [...]

  8. caliano saqua disse:

    RT @fabioagora: Nossa ri demais com isso http://bit.ly/5ZR68u @izzynobre não teve um dia bom! E a patroa ficou a 'ver navios' HAHAHA

  9. diego maia disse:

    Épico

  10. Julix disse:

    #euri com a epopéia do novo PC do @izzynobre, passei algo parecido faz um tempo, mas não tão épico http://tinyurl.com/ykxcrdp

  11. Rafael Rubia disse:

    RT @izzynobre: A Epopéia do Novo PC, o pior dia da minha vida http://hbdia.com/wordpress/2009/12/05/a-epopeia-do-novo-pc/

  12. tplayer disse:

    Era só ter pegado um Intel como eu recomendei e nada disso teria acontecido.

  13. Henrique disse:

    Não quero se babaca, mas se vc tivesse montado o pc, não tava nessa merda.