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As Patricinhas Intercambistas

Postado em 26 outubro 2009 Escrito por Izzy Nobre 500 Comentários

Yep. Você leu o título. O dia chegou. A partir de hoje as brincadeiras perderam seu sentido. Toda uma era literalmente acabou.

Pelos últimos quatro anos, as Patricinhas Intercambistas foram mencionadas por vocês um sem-número de vezes, consolidando a expressão como parte do folclore popular do HBD (e ao mesmo tempo confundindo os leitores novatos ao ponto de que eu tive que explicar quem ela eram no FAQ do site). Eis a descrição que coloquei lá:

Quem são as tais patricinhas intercambistas escrotas que os leitores sempre mencionam nos comentários?

Longa história, camarada. Resumidamente foi o seguinte – em 2005, eu conheci três garotas que moravam em Oshawa, Ontario. Elas conheciam meu site, me adicionaram no MSN, e me convidaram pra ir a Toronto fazer compras com elas.

E os eventos que se passaram naquela tarde, cujos detalhes nunca revelei mas prometi elucidar num post, renderam-nas a alcunha de “patricinhas intercambistas escrotas”. Os leitores aguardam a explicação da história há ANOS, e por isso mencionam as meninas como uma forma de me provocar a finalmente escrever o texto.

E eu tou escrevendo, porra. Mas, como diria a 3DRealms sobre o Duke Nukem Forever, “it’ll be ready when it’s ready“.

Coloquei essa breve explicação no FAQ e deixei o assunto fermentar.

Bem, se passaram quatro anos. Devo-lhes a explicação.

Meu approach com HBD é muito descompromissado. Como não ganho nada com este site, não há deadlines, não há pressa alguma pra escrever nada. A vantagem disso é que eu não me estresso com a parada; escrevo quando dá na telha.

E a desvantagem é que às vezes eu procrastino tanto que acabo nem escrevendo o texto. Escrevo dois parágrafos, salvo nos drafts, e nunca mais retorno ao texto. E a história das Patricinhas Intercambistas foi um desses casos.


Pensam que tô brincando?

Mas enfim. A história em questão se passou em 2005, a menos que a memória me falhe. Eu morava em Oshawa, Ontario, uma cidadezinha satélite de Toronto. 150 mil habitantes, praticamente nenhum brasileiro.

Aquela era uma época em que eu ainda acalentava a esperança de fazer amizades tupiniquins. A distância da terra natal e a inexistência de uma forma de interagir diariamente com compatriotas (oi twitter) me tornava sedento de contatos brasileiros. E por isso eu vasculhava o orkut – hahahah mas que desgraça ter que depender daquilo pra fazer amizades – pra encontrar outros brasileiros perdidos por aqui.

Não lembro exatamente COMO encontrei as famosas intercambistas; se não me falha a memória uma delas lia HBD, e fui “apresentado” às outras pelo orkut. Uma delas morava em minha cidade, as outras, em cidades vizinhas.

Para não escrotizar TANTO, me referirei à ela como M. E não se assanhem tanto; a M, como todo ser humano que passa uma temporada num país frio, tinha ganhado consideráveis quilinhos na época que a conheci.

(Assim como eu fui de raquíticos 56kg aos lamentáveis 82kg que peso atualmente. Sim, eu era magricelo total.)

Pics or didn’t happen

A M, se a memória me serve bem, era a que conhecia meu site – o primo do vizinho da amiga da escola havia mencionado o HBD alguma vez, ou algo assim. Ela me adicionou no orkut, revelou que morava na mesma roça canadense que eu.

Quando digo “roça canadense”, não é uma expressão exagerada pra efeito cômico. Pra você ter uma idéia do abandono, eis uma foto da avenida mais movimentada do centro da cidade.

Daí tu tira a desgraça interiorana que era aquela cidade. Sendo uma cidade pequena, não havia nenhum núcleo brasileiro.

Conhecer a M foi emocionante porque até então eu não tinha nenhum amigo brasileiro em Oshawa; sendo uma cidade pequena, eu imaginava que seria uma propabilidade baixíssima esbarrar com outro brasileiro por lá.

Convidei-a pra alguns eventos sociais na minha casa, e como todo bom intercambista ela se isolou num canto e não falou com ninguém (tinha “vergonha” de falar inglês aparentemente). Apareceu então a V, uma amiga brasileira dela de Toronto que ela havia convidado pra comparecer a uma das festinhas. Nisso elas puderam se isolar juntas num cantinho da casa, conversando em português a noite inteira e não fazendo o menor esforço em se integrar ao grupo.

(A V não era intercambista, ela era imigrante mesmo. Ou seja, ela tem menos desculpa pra esse tipo de comportamento)

Achei uma incrível CUZICE o fato de que eu convidei a infeliz pra interagir num evento social com gringos (algo que deveria ser o objetivo de um intercâmbio) e a mulher se limitou a sentar no sofá muda, respondendo monossilabicamente as perguntas que faziam a ela. Porra, ela me reclamava que não tinha muitas oportunidades pra desenvolver um grupinho de amigos gringos, e quando dou essa chance pra ela, a mulé me faz essa desfeita?

Mas tudo bem. Imaginei que ela apenas estava meio tímida naquele dia, por se ver rodeada de um imenso grupo de amigos que se conheciam bem entre si. É fácil se sentir intimidado quando é o estranho do grupo. Dei um descontinho.

Em subsequentes conversas com a menina me revelaram o que pouco a pouco foi cimentando minha opinião sobre intercambistas até hoje. Como quase todos os outros intercambistas, M era a típica filha da burguesia – uma turma geralmente nascida em berço de ouro (senão ao menos prata), filha de pais abastados. Afinal, não fosse o paitrocínio, ela provavelmente nunca teria pisado no Canadá.

Duas coisas são características clássicas do tipo de gente cujos pais com condições financeiras acima da média. A primeira é que eles não estão exatamente acostumados a se adaptar ao ambiente; a graninha dos pais é geralmente empregada pra adaptar o meio a elas. E a segunda é uma derivada da primeira – por causa dessa vida “maleável”, filhos de pais endinheirados não sabem se acostumar a desafios, e eles levam a vida achando que ela os deve alguma coisa.

Eu suspeito que é daí que vem esse papinho cara-de-bunda que tu já deve ter ouvido de muitos amigos que fizeram intercâmbio – “os gringos são muito frios, cara!”. Acostumada à popularidade a a bajulação, essa turma não sabe como reagir quando não são o centro de afeição do seu grupo social. E nisso o intercambista fica inerte, sem tomar iniciativa, reclamando sempre que “ninguém fala com ele”, achando que os gringos deveriam o dar atenção redobrada pelo fato de que ele é especial, é estrangeiro.

(A grande ironia é que o Canadá é um dos países com mais imigrantes no MUNDO; gente de outra nacionalidade aqui é lugar-comum.)

Além disso, há outro detalhe – intercambistas não estão aqui pra ficar. Portanto, se adaptar à atmosfera e à fauna social canadense não é exatamente uma prioridade alta pra eles. É daí que vem esse apego à turma e coisinhas brasileiras.

Duvida? Dê uma averiguada nas comunidades no orkut do Canadá, ou Inglaterra, ou Austrália, ou de qualquer outro país que é destino comum de intercâmbio. Toda semana algum neófito abre um tópico pra perguntar se a cidade X tem bastante brasileiros (e adicionando que não quer ficar “sozinha no meio de um monte de gringo” ou algo que o valha), ou se cidade Y tem onde comprar feijão e arroz.

(Sim – na cabeça dos intercambistas, feijão e arroz são itens encontrados APENAS no Brasil.)

Sei que pareço meio hipócrita em denunciar o desespero dos intercambistas em se agarrar a qualquer coisa que os lembre do Brasil, quando eu de vez em quando me taco do outro lado da cidade pra gastar $5 numa latinha de guaraná Antártica, mas tenha o contexto em mente – moro aqui há SEIS anos, e só visitei o Brasil UMA vez.

Em contrapartida, essa galera vem passar UM MÊS aqui. Se eles não estão disposto a experimentar o país do jeito que ele é por UM MÊS, qual é o propósito de convencer papai e mamãe a gastar alguns milhares de reais enviando o sujeito pro outro hemisfério?

Talvez toda a minha antipatia com intercambistas se resuma nisso – focos diferentes. Enquanto eu tou aqui tentando decidir uma carreira me esforçando em achar aquele mítico grupinho de amigos ao qual você pertencerá a vida toda, intercambistas estão contando a conversão do dólar pra real pra comprar iPod, e tirando foto de neve pra pôr no orkut. Eu chego achando que rolará uma afinidade instantânea pelo fato de que ambos falamos português, mas na realidade os caras tão sintonizados em algo completamente diferente do que eu estou.

E nem vou mencionar o profundo papelão (pra não dizer PAUNOCUZISMO) de gente que vem passar um ou dois meses, e fica enfurnado em casa nos seu tempo livre chorando no MSN com mãe/irmã/melhor amiga/namorado, se lamuriando por ter que aguentar a opressiva solidão. Dá licença.

Imagine aí a pessoa desperdiçar o que pode ser a maior aventura da vida dela porque é incapaz de se distanciar temporariamente da mãe/namorado/qualquer outra muleta existencial.

Hmm, onde eu estava mesmo? Ah, sim – essa impressão de que intercambistas são um tipinho acomodado e sem muita vontade de realmente experimentar as terras gringas se solidificou em conversas com a tal M. Mas tudo bem, era minha PRIMEIRA amiga brasileira no Canadá, eu não tinha muita escolha e resolvi relevar.

E aí ela me convida pra ir a Toronto no Boxing Day. Pros que desconhecem, Boxing Day é como os canadenses e ingleses se referem ao dia após o Natal, quando as lojas precisam torrar tudo que não vendeu pro feriado natalino. O foco maior é em eletrônicos – computadores top de linha de mil (ou mais) dólares são vendidos por $600. Câmeras digitais de marcas top que geralmente custam pra lá de 400 paus saem por menos de $200, dependendo da loja.

É liquidação agressiva geral que gera tanta movimentação nos shoppings que por um momento você pensa que as leis naturais que impedem que dois corpos ocupem o mesmo lugar ao mesmo tempo foram temporariamente suspensas.

Se você acha por um momento que eu estou exagerando (como faço dois bilhões de vezes por texto), vá ao Google imagens mais próximo e pesquise qualquer combinação dos termos “boxing day shopping” pra ter uma idéia do volume de pessoas que esses preços atraem.

Poisé.

M, sua amiga G, a patroa e eu nos encontramos na estação de trem de Oshawa, onde pegaríamos o Go-Train (trem que conecta as cidades próximas a Toronto, às margens do lago Ontario) com direção à New York canadense.

Esse trem é muito bacaninha, aliás. É uma das coisas que sinto falta em Ontario.

Pois bem. Eu, minha (na época) namorada as duas intercambistas embarcamos no tremzão aí. A viagem de Oshawa pra Toronto, se não me falha a memória – tenham paciência comigo caralho, estamos falando de uma série de eventos que aconteceu há quase cinco anos – demorava em média 50 minutos. É o tipo de situação que, por falta de qualquer outra distração, acaba fazendo que os companheiros de viagem se ocupem conversando e se conhecendo melhor.

É uma pena que não foi o caso.

M e G estavam muito mais preocupadas em discutir minúncias sem importância sobre eventos de sua escola (a do Canadá ou a do Brasil, não lembro, mas sei que era igualmente desimportante). Em português, ainda por cima, o que alienou a minha mulher totalmente.

Vez ou outra eu puxava um assunto em inglês, meio que tentando dar o toque que minha companheira não domava o português o suficiente pra acompanhar suas fofoquinhas adolescentes, mas não adiantava – elas respondiam monossilabicamente em inglês, antes de voltar à papagaiada lusofone.

Parecia quase um esforço consciente em marginalizar a minha mulher, que me lançava olhares como se perguntasse, com semblante triste, “o que elas tão falando?”.

A trivialidade do assunto e meu desinteresse em atribuir a ele qualquer impressão de importância que as fizessem continua-lo (no caso, traduzi-lo) me fez apenas dispensar o pedido da minha mulher. Eu já tava ficando bastante irritado naquele momento. Vale lembrar que não era apenas a minha mulher que se sentia ignorada por causa do papinho adolescente babaca non-stop; eu também me sentia totalmente por fora porque o assunto não me dizia respeito de qualquer forma.

Então seguimos em nossa viagem, sentados juntos mas tendo conversas completamente paralelas. A frustração aumentava gradativamente.

Chegamos em Toronto. Na Union Station, encontramos a terceira intercambista, a L. O bando lendário de quem vocês tanto ouviram falar estava pela primeira vez, diante dos meus olhos, reunidos.

As garotas se abraçaram, trocaram breves elogios em relação suas aparências, perguntaram sobre as novidades escolares… enquanto ignoravam agressivamente a mim e minha mulher. O desinteresse era absoluto. Era como se não estivéssemos lá.

Decidi que não tinha como tanto descaso ser apenas incidental. Rebobinei minha fita mental pra tentar me lembrar se eu havia dito ou feito alguma coisa que as causou a retaliar passivo-agressivamente dessa forma. Não achei nada.

Olhei pra minha mulher e a tristeza era praticamente palpável em seu olhar.

Elas finalmente se viraram pra mim. O plano seria ir ao Eaton Centre, um dos maiores shoppings de Toronto, pra aproveitar as liquidações e comprar X, Y e Z pra primo/tia/amigo da escola no Brasil.

Ok.

E aí veio a parte mais revoltante de todo aquele dia.

A parte que, quando me lembro, me causa gastrite de tanto arrependimento.

Pensar que aturei todas as desfeitas anteriores ao menos me dá alento porque imagino que ganhei bastante pontinhos de karma pra balancear meus incontáveis pecados. Mas quando lembro DISSO, a revolta é absoluta.

Uma das garotas estava indo passar o resto do fim de semana na casa da outra. Por isso, ela havia empacotado TODAS as suas posses (duas maletas imensas), e estava trazendo-as a tiracolo.

Chute aí quem foi o eleito pela turma pra carregar as duas malas durante toda a coisa.

Yep. Sendo o único detentor do cromossomo Y, minhas colegas decidiram que eu era o único capaz de exercer o serviço de um animal de carga. Tentando ainda ser educado, aceitei.

E lá foi a caravana – as três amigas de braços dados caminhando alegremente e batendo papo animado sobre alguma trivialidade qualquer, e eu uns 10 metros atrás carregando as malas, com a futura esposa tentando ajudar, e tristíssima.

O semblante de derrota dela é o que me dá mais ódio hoje. Quem já viu algum vídeo meu em que minha mulher aparece deve ter notado que ela é incrivelmente bem animada, e muito amigável. Ver essa menina que é a personificação de alegria se sentindo tão triste por ser rejeitada me causou um desgosto impressionante.

Em um momento naquele shopping absolutamente lotado, arrastando duas malas abarrotadas e se esforçando pra manter o passo e não perder as meninas de vista, pensei em simplesmente largar as malas no chão, dar meia volta e voltar a Oshawa. Expus a idéia pra mulher e ela, uma santa, se recusou – a canadense falou que devíamos tentar alcançar as meninas e entregar as malas, e dizer que estávamos voltando pra casa.

Pensei no bom karma que já havia acumulado até então. Se eu sacaneasse as meninas àquela altura do campeonato, voltaria pra casa sem o saldo positivo, e todo aquele suplício teria sido completamente em vão. Concordei com a mulher.

Mas cadê as desgraçadas? Durante essa conversa acabamos perdendo as meninas de vista. Com aqueles dois milhões de canadenses ao nosso redor, era como procurar uma agulha num palheiro.

Agora eu já estava ficando com dor de cabeça de tanta raiva. A mulher estava se impacientando também, mas a decisão de devolver as malas antes de irmos embora era irredutível.

Eu esticava o pescoço em todas as direções, tentando encontra-las. Nada. Era impossível. Não sou particularmente alto (1,73m), especialmente pros padrões canadenses. Seria impossível acha-las.

…até que eu lembrei que uma delas havia mencionado especificamente que queria comprar uma câmera digital. Pra minha sorte, só havia uma loja de eletrônicos na área próxima.

Entrei na loja lentamente, por osmose, sendo pressionado por todos os lados pela multidão. Fui à seção de câmeras e, maravilha, lá estavam as meninas! Respirei aliviado. Elas me viram antes que eu me aproximassem e a surpresa…

“Ei, que tal a gente se separar e se encontrar no fim do dia, quando for pra voltar pra casa?”

Fiquei sem resposta. As meninas deviam estar planejando se desvencilhar da gente mesmo, porque a pergunta foi muito de supetão. Sem reclamar, entreguei as malas e me virei pra me retirar. Nisso ouço uma delas falando “não esquece de perguntar antes pra ele!”.

Me viro e uma delas têm em mãos um mapa de Toronto. Elas queriam que eu explicasse, antes de ir embora, como chegar de um certo ponto da cidade a outro.

E aí que eu entendi a coisa toda. Elas mostravam completo desinteresse em interagir comigo ou com minha mulher porque de fato nutriam completo desinteresse em conversar comigo ou minha mulher. Do começo ao fim era óbvio, mas só naquele momento a coisa ficou perfeitamente clara – eu era o burro de carga/guia turístico delas, e nada além disso.

Entreguei-lhes as malas e não lembro nem se dei tchau. Eu havia passado do ponto em que me preocupava me manter as aparências de civilidade. Peguei a mulher pela mão e saí daquele inferno lotado de gente, para nunca mais ver aquelas meninas na vida.

E esse, caros leitores, é a lendária história das patricinhas intercambistas.

Vale lembrar que algo ainda PIOR aconteceu na vinda de volta pra Oshawa. Chamo esse acontecimento de “A fatídica viagem de trem”, que deveria ter durado 50 minutos e acabou se estendendo por quase 6 horas, colocando em risco a minha vida, a da patroa, e de um pobre skatista que se viu junto conosco numa desesperada aventura da vida real. Acabei indo parar numa cidade que eu nunca nem tinha ouvido falar na vida, e nesse dia pela primeira ver perdi minha carteira desde que me mudei pro Canadá.

Mas isso é uma história pra outro dia…

E aí está. Finalmente escrevi o texto. Se este post não alcançar um recorde de comentários, morrerei decepcionado com todos vocês. Façam-me sentir que essa espera de 4 anos valeu a pena :D

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Categorias: Sagas intermináveis

500 Comentários \o/

  1. niva disse:

    SAIU ! oh meu deus.

  2. Ana Bintacos disse:

    Caralho não acredito no que eu li. O.O

  3. Anderssauro disse:

    OMG! Uma lágrima escorre do meu olho esquerdo. ;_;

  4. Aroldo disse:

    sempre tem um “zé buceta” pra gritar: “first”…XD

    PS: tou lendo ainda…^^

  5. Bruno disse:

    Eu indo dormir e me aparece com esse texto.

  6. E assim nasce outra lenda: “a fatídica viagem de trem”.

  7. Luisão disse:

    Que maneiro! Eu li o lendário texto! Muito bom!

  8. dimensionzero disse:

    carayocolês!! uhauauhauha.. q merda hein!? … eu teria largado as malas por aí ou feito um brechó com o que tinha dentro!

    quero só ver o q rolou na viagem de volta

  9. @zhandor disse:

    é um momento histórico!!! mêudêus!

  10. Tatato disse:

    Agora mais 4 anos até alguém saber em detalhes, o que foi “A fatídica viagem de trem”.
    Abs

  11. renata disse:

    Cara eu moro 5 anos em Lima e já cansei de bloquear gente que me add no msn só pra me perguntar quanto tá o cambio ou quanto custa a cerveja…. quando comecam perguntar preco de passeio turistico eu já mando pro google e bloqueio…. nao tenho menor paciencia….

    apesar deu ter um grupo de amigas Brasileiras casadas com Peruanos que se reunem a cada 2 ou 3 meses eu já me acustumei morar no Perú, tanto é que agora eu acho extranho ter uma conversa em portugues… mas é isso q é viver em outro pais.

  12. Ana Bintacos disse:

    Depois de ler este texto só me vem uma palavra em mente para resumir as patricinhas: VACAS.

    Depois reclamam que o povo é frio, mas a tua noiva lá junto e elas não falavam nem um pouco de inglês para se enturmar, ficaram só olhando pro próprio umbigo. AAAA que raiva, deveria pelo menos ter chutado a mala das meninas e mandado elas tomarem no cu…

    E agora mais 4 anos pra ver a continuação…OMG.

  13. Gustavo disse:

    Foi tudo o que eu precisava pra acabar de vez com meu rendimento da madrugada, o Kid aparecer com esse texto lendário. Mas interessante, eu acho que faria a mesma coisa, mas teria perdido a paciência um pouco (muito) antes. Ou não.

  14. Eu ia escrever que era inacreditável, mas não é. Tem tanta gente desse jeito que não me surpreendo. Pena que quem deveria ler esse texto, provavelmente, não tem a capacidade de ler algo com essa extensão.

  15. Leonardo disse:

    Sinto muito pela sua experiência, mas o pior é que essas pessoas sao assim mesmo, acho que uns 80% dos brasileiros que vao pro exterior andam só com conterrâneos, nao interagem com os locais e tudo o mais. Essas mocas foram particularmente escrotas, mas o esterótipo de intercambistas é assim mesmo. Nem me dou o trabalho de me relacionar com brasileiros (moro na Alemanha), porque eles nao vao me agregar nada, e nao fui para meio mundo para fazer excrusaozinha com ninguém. Excecao disso naturalmente sao amigos meus de longa data, que sao sempre muito bem vindos.

    Btw, este post apareceu pela metade do RSS no fim de semana, nao sei se estava bugado ou algo do tipo.

  16. @Cassiano disse:

    Ei Kid! Bela estória.. Acho que pela mitologia gerada acabei me decepcionando um pouco..

    Valeu, entretanto, para ficar sabendo da EQM com sua noiva e um skatista!

  17. Brenda disse:

    Conheci o blog hoje, e justo num post épico! Intercambistas são mesmo indignos, a maioria, ao menos. E fiquei com raivinha das gurias u_u
    Bem, gostei muito do modo como você escreve :) e que você não perca a carteira de novo (?).

  18. Tatato disse:

    Seria MUITO legal, se uma das meretrizes lesse o texto e viesse de mimimi.
    Na boa. Parece mais que elas são classe média-baixa que os pais apertaram os cintos em casa, quebraram os cofrinhos e se endividaram até a alma, para poder proporcioná-las um passeio para elas dizerem para as amiguinhas que passaram uma temporada no Canadá.
    heheheh