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5 coisas do Canadá que não funcionariam no Brasil

Postado em 28 September 2011 Escrito por Kid 189 Comentários

É sempre um dilema quando vou escrever um texto desse tipo. Por um lado, eu sei que tem muita gente que me acompanha porque acha legal ler relatos sobre a vida em outro país. Aliás, eu vivo ouvindo dos mais despeitados que “só sou famoso porque moro no Canadá”, o que é um esculacho curioso porque meio que começa como elogio.

Por outro lado tem quem ache que eu falo sobre morar no Canadá porque quero me exibir, ou que não perco a oportunidade de ufanizar o Great White North. Cheguei à conclusão de que, se essa é a opinião que você tem de mim, talvez você não devia perder seu tempo lendo meu site. Ninguém tá te obrigando a isso, né?

Então vamos lá. Ao longo destes quase dez anos morando aqui em cima, eu entrei em contato com diversas facetas da cultura norteamericana que simplesmente não funcionariam no nosso Brasil varonil.

E eu já me acostumei tanto com essas coisas que só percebo que são “novidade” porque volta e meia elas aparecem em meus vídeos ou em algumas fotos que posto por aqui e noto a curiosidade de vocês em relação a elas. Por exemplo…

(Um pequeno parêntese: não moro no Brasil há muito tempo; se uma ou mais dessas soluções já existirem na nossa terra, me dêem um desconto!)

Self checkout no supermercado

Quando eu era moleque, eu morria de vergonha de comprar camisinhas. Eu sempre relegava a tarefa à minha mulher, e uma vez cheguei a entrar num supermercado, comprar um MONTE de coisa que eu não precisava só pra disfarçar o fato de que eu coloquei um pacote de camisinhas no bolso e saí sem pagar.

Se minha adolescência tivesse acontecido no Canadá, pelo menos esse problema eu não teria. O que rola é que a maioria dos supermercados (senão todos) tem uma área chamada “self checkout”, ou seja, uma fileira de caixas que não dependem de funcionários para serem operadas.

Você coloca suas tralhas no aparelho, escaneia o código de barras, o preço vai aparecendo na tela, e aí é só jogar na sacola. A tela exibe a lista de tudo que você escaneou, e o aparelho também tem uma balança pra pesar frutas, vegetais ou sei lá, seu celular, caso você ache que a página de especificações do iPhone mentiu na medição.

Sempre que explico o sistema no tuíter, a primeira pergunta que fazem é MAS SE QUISER ENTÃO ROUBAR COISAS NÃO HÁ NADA QUE O IMPEÇA?!??!

Sim e não. A área da máquina onde as sacolas ficam também tem uma balança — se você jogar no saco algo que você não escaneou, a máquina avisa (com uma mensagem não exatamente acusatória, mas tom de dedo-duro) que há um “item inesperado na área das sacolas”. A operação da máquina só continua se você tirar o item de lá.

Acontece que há um botão pra dar override nisso (“skip bagging”). E você pode levantar a sacolar da balança, também. Ou simplesmente colocar o item no bolso, já que nunca tem ninguém por perto pra fiscalizar a operação das máquinas.

Caixas de jornal

Essa aqui você conhece dos filmes. Não existem muitas bancas de jornal aqui no Canadá (até hoje só vi nos aeroportos, ou assimiladas por supermercados). A alternativa  às bancas de jornal são essas caixas aí. O freguês vem, deposita um dólar, a caixa abre e você pode retirar um jornal.

Assim como o self cashout, é mais um sistema que depende totalmente do sistema de confiança. Não há absolutamente nada que impeça o sujeito de levar TODOS os jornais da caixa — embora geralmente haja um lembrete na caixa implorando ao cliente que não furte os jornais porque a caixa pertence a um distribuidor independente e o hipotético ladrão estará lesando um humilde pequeno empresário, e não uma coorporação milionária.

Ônibus sem cobrador

No meu Ceará a gente chama esses profissionais de “trocador” (apesar da inferência homoafetiva, o termo não deixa de fazer sentido — o sujeito está ali pra dar troco, afinal de contas).

No meu mais recente Daily Vlog, essa cena aí causou dúvida em muitos amiguinhos. “Cadê a catraca e o cobrador do ônibus? Você só mostrou a carteira pro motorista, que mal olhou-a direito…?”

Então, aqui não existe cobrador de ônibus. Nem catraca (aliás, agora que paro pra pensar, não tem catraca em nada aqui no Canadá).

E não há sequer uma maquininha high tech pra garantir que todos estão pagando suas passagens corretamente.

Manja aquela caixa azul ali? Então, você sobe no ônibus e joga suas moedas ali. Aquela caixa não é nem daquelas supertecnológicas que contam o dinheiro; o motorista apenas olha de soslaio (isso SE olhar, na maioria esmagadora dos casos eles não olham nem pra você) e decide na base do olhômetro que a quantia está certa. O que impede que você jogue na caixa menos da metade do valor da passagem, junto com tampas de garrafa, botões e anéis de latinha de cerveja pra fazer volume? Nada.

E na minha carteira eu tinha o passe mensal. Custa 90 dólares (quando eu cheguei em Calgary era 75, maldita inflação/preços altos do petróleo/não sei quem culpar), e me permite passear pela cidade indefinidamente. Posso pegar quantos ônibus ou trens quiser, sem nenhum limite de uso.

Note que eu não escaneio o cartão em nenhuma máquina nem faço nenhum tipo de marcação nela; não há nenhum tipo de limite ou controle de uso.

Ahh, e no final do ano ao fazer seu imposto de renda, o governo te devolve uma parte do custo do cartão, como incentivo para o uso do transporte público.

Postos de gasolina sem frentistas

Essa aqui você também deve conhecer dos filmes

Este maluco aí não trabalha no posto de gasolina. Ele é o próprio dono do carro.

Aqui a gente para do lado da bomba, seleciona o tipo de gasolina e mete aquela mangueira no cu do carro. Gosto de imaginar a saída do tanque como cu do carro, apesar de que na realidade ele deveria ser a boca; o escapamento faria mais sentido como cu.

Há duas formas de pagar. Você pode colocar o cartão de crédito/débito na máquina e pagar ali mesmo, ou entrar na loja de conveniências do posto e falar “ô seu Zé, quero pagar a bomba número 5″. A maioria das lojas terá um sisteminha que informará ao balconista quanto você deverá pagar pelo uso da tal bomba 5. Entretanto, já fui em postos que o cara te pergunta quanto custou o abastecimento. Tive que sair da loja e voltar na bomba pra ver quanto era, porque eu tinha esquecido.

Temo que se o sistema fosse usado no Brasil, veríamos a cena abaixo frequentemente.

Casas sem muros

Mais uma que você deve conhecer dos filmes. Imagine você se esta casa se localizasse no Brasil.

Além de não ter muros, não há grades nas janelas (que são facilmente acessíveis, aliás, graças à garagem.

Ah, e outro detalhe: garagens aqui são geralmente um lugar onde a família guarda todo tipo de tralha. Carros são comumente estacionados na calçada mesmo.

O máximo de cerca que se vê por aqui são as do quintal, pra dar privacidade às família durante lazer churrasquístico, e cerquinhas ornamentais tipo a dessa casa aqui, que fica perto do prédio onde moro:

Enquanto no Brasil a gente ergue muros de 3 metros e põe seringas com vírus HIV no topo, aqui eu morava numa casa no nível térreo (sem muros) com uma imensa vidraça na frente da sala:

No Brasil isso seria equivalente a um convite a com RSVP aos ladrões dizendo “por favor assalte em minha casa e roube tudo de valor que encontrar aqui dentro”.

E nego me pergunta se eu tenho planos de voltar a morar no Brasil.

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About Kid

Kid, ou Izzy Nobre como me conhecem no tuíter. Até "Quide" serve. Tenho 27 anos, moro no Canadá há quase uma década, e escrevo bobagens que vocês por algum motivo gostam de ler. Meu pai foi pastor evangélico, minha mulher é gringa, e eu curto tecnologia. Resumidamente, é isso. Quer o dossiê completo? Clicaí.

189 Comentários \o/

  1. Erick Mask says:

    Muito bom o texto, izzy! Muito legal saber as diferenças entre um país e outro. Faça mais vezes!

  2. Matheus Padilha says:

    “Enquanto no Brasil a gente ergue muros de 3 metros e põe seringas com vírus HIV no topo” AHEUHAEUHAEUHAEUHAEUHAEUHAEUHAEU COMECEI A RIR MUITO AHEUEAHUAEH

  3. Nick says:

    “Enquanto no Brasil a gente ergue muros de 3 metros e põe seringas com vírus HIV no topo”

    Não sei se você falou isso pelo tom de zuera, mas isso ja aconteceu DE VERDADE.

    Mas em relação ao texto, pena que Brasileiro é um povo hipócrita. Reclama da corrupção na política, mas na primeira oportunidade tenta passar a perna em alguém.

  4. Nick says:

    “Enquanto no Brasil a gente ergue muros de 3 metros e põe seringas com vírus HIV no topo”

    Não sei se você falou isso pelo tom de zuera, mas isso ja aconteceu DE VERDADE.

    Mas em relação ao texto, pena que Brasileiro é um povo hipócrita. Reclama da corrupção na política, mas na primeira oportunidade tenta passar a perna em alguém. Se não fosse isso, seria possivel esse tipo de coisa aqui

    • Moço says:

      Eu tinha um professor que defendia que a origem de toda a corrupção no alto escalão do governo vem do “jeitinho brasileiro”. Ele dizia que pagar “cafézinho” pra não ser multado pelo guarda de trânsito é tão errado quanto rouba milhões do orçamento da saúde.

  5. Stephan says:

    Essa parada de frentista só dá preguiça quando tá muito frio, tipo -20oC… incomoda pra cacete haha
    Gosto desse sistema, pena que nós brasileiros não podemos usufruir, por conta da nossa falta de educação.

    Parecem espécies distintas…

  6. Darox says:

    Muito bom

  7. MaximiliumM says:

    Me sinto deslocado :/!

  8. Marcos says:

    Casas sem muros já existem por aqui, vc está mal informado. Entretanto o resto está bem dificil de acontecer mesmo. A cultura que nós temos, impregnada desde os portugueses, e o famoso jeitinho brasileiro não permitem isso.

    • Sim, existem casas sem muros. Em condomínios fechados com muros LoL

      Ouvi dizer que em Curitiba também. Mas enfim, são exceções =P

      • J. Eduardo says:

        Ouviu errado. Em Curitiba só dentro dos condomínios fechados também. Curitiba também é Brasil, com todas as qualidades que isso traz.

        • Ledd says:

          Em Gramado – Rio Grande do Sul as casas n tem muros, os bancos não tem guardas, quando vc pisa na faixa de pedestre todos param p vc atravessar, na balada se tropam com vc por acidente pedem desculpas imediatamente… Dentro do brasil é uma cidade exceção dentro de um estado que foi colonizado pelos europeus certos e não pelos portugueses…

          • neryuuk says:

            “Europeus certos” adorei essa XD ahhahaha

          • Jamir says:

            Verdade. Estive visitando no ano passado, e é exatamente assim. A parte dos “europeus certos” hahahahahahahahaha

          • Rodrigo Schmidt says:

            Isso é verdade, tenho o prazer (e o privilégio) de morar em Gramado há 15 anos (sou de São Paulo) e nunca morei em uma casa com muros ou cercas aqui, na verdade 90% das casas aqui não tem isso. Pra vocês terem uma ideia, na página policial do jornal da cidade, dia desses, tinha a noticia de um sujeito que foi pego roubando “bergamotas” (mixirica) no quintal de um sujeito eheheh enquanto se você torcer as páginas policiais dos jornais de São Paulo, por exemplo, escorre sangue…

          • Nay says:

            Essa de motoristas pararem na faixa só por ter alguém querendo atravessar também acontece em Londrina – é um projeto do municio/Estado/não sei chamado “pé na faixa” (:

          • Rafael Nicodemos says:

            Fazer o que? Portugueses sempre se aproveitaram de tudo que puderam.

          • Bianca says:

            Essa de motoristas pararem na faixa só por ter alguém querendo atravessar também acontece em Angra dos Reis/RJ. Lembro-me muito bem de ter parado na faixa e como de costume fiquei esperando todos os carros passarem pra atravessar, ja que nao tinha sinal. Eu distraida como smepre, vi os carros parando, e eu la parada, depois de alguns segundos q penso “porra é pra mim” e atravesso hasuhuashus Sou do RJ capital, minha amiga quando veio pra cá tive q puxar ela pelo braço quando foi atravessar a rua, porque senão né, todos sabem o que aconteceria rsrs

          • Camila says:

            Gramado não parece que é no Brasil. Incrível a educação das pessoas e como tudo lá funciona. Um dia ainda vou morar lá.

      • Aqui em Brasília, em regiões administrativas como o Lago Sul e o Lago Norte existem várias casas sem muro.

        • gustavo says:

          lorota.nunca vi nenhuma casa sem muro ou cerca no lago sul e lago norte, só em condominio fechado.isso é B-A-L-E-L-A!

    • Diogo says:

      Ônibus sem trocador (ou cobrador) Pelo menos aqui no RJ é muito comum também.

      • Kid says:

        Mas tem catraca e maquininha, né?

        Você não entendeu o ponto.

        • Igor Coelho says:

          Aqui no Ceara os TOP BUS são sem catraca. São o dobro do preço mas tem ar condicionado e as cadeiras são umas poltronas. Paga ao motorista ele confere sempre.

        • Léo says:

          O grande ponto é que aqui no Brasil não se pode confiar em ninguém, uma vez que a “oportunidade faz o ladrão”. Já em outros países (não só o Canadá) desenvolvidos, as pessoas têm um pouco mais de bom senso pela vida e bem estar alheio.

          Aqui roubam até os óculos do Carlos Drummond de Andrade em Ipanema, acham que não iriam saquear imediatamente um mercado que não tivesse alguém pra recolher o seu dinheiro?

          Só não colocam coleiras na gente aqui porque seria sacanagem com os animais serem comparados aos seres humanos.

      • Thaís says:

        Pensei a mesma coisa, mas tem o lance da catraca.

      • Leandro says:

        Mas você esqueceu de dizer que nesse tipo de ônibus o motorista também faz o papel de cobrador e tem a máquina e a catraca.

      • Daniel Bruno says:

        hauahuahahuh

        Porra, não tem trocador porque o motorista tá acumulando essa função sem ganhar quase nada a mais.

    • Yep, dentro de condomínios fechados tem de monte ¬¬

      Depende muito do local. Se for na colônia, além de não ter muro as casas ficam toda aberta quando não tem ninguém. Mas generalizando (que o que o post faz), sem muros não tem condição no Brasil.

  9. Lucas says:

    Muito bom izzy, sobre as casas sem muros, em alguns lugares no Brasil é possível.
    ex.: dentro de condomínios fechados!

  10. Vitorsemc says:

    Realmente, no Brasil isso ia virar uma bagunça. Ia ter nego saindo do mercadinho com camisinha no bolso sem pagar e.. OOOPS! =D

  11. Thiago Spegiorin says:

    Eu acho isso tudo fodabacarai HEUAHEUahuehauehAUeuah…
    Confesso que quando fiz intercambio pra Vancouver, CA, eu me sentia extremamente invadido e desprotegido morando em uma casa sem muros/alarmes/cercas….

    Uma coisa que notei que eh diferente em Vancouver eh que aquela caixa azul, nos onibus de la, contam suas moedas e emitem um ticket(valido por 40 minutos)…

    Post bacana, como sempre.

    • Micox says:

      Verdade. Eu também me sentiria desprotegido. Aliás, é por isso que o mundo acaba em filmes americanos de zumbis.
      Aqui no brasil os zumbis não conseguiriam vencer muros de 3 metros de altura com cerca elétrica, seringa e caco de vidro. E depois ainda teriam de ter forças pra arrombar portas e janelas.
      Brasil Rules!! Estamos salvos do apocalipse zumbi.

  12. Gustavo says:

    Ouvi dizer que na Alemanha tem, em alguns lugares, um sistema desse de pegar o produto e deixar o dinheiro. Imagino por que será que só no Brasil nego pensa em tirar proveito da confiança dos outros.

  13. Tales says:

    Poxa, só pra gente sentir inveja mesmo. Desde que comecei a acompanha o blog que me dá vontade de me mudar pra aí. Só que até hoje só vi vaga pra parte francesa do país, e eu só sei (falar mal e porcamente) inglês.

  14. Lana says:

    Pena que isso tudo não tem só no Canadá, se fosse só lá eu poderia pensar que esse país é uma exceção. Mas nos EUA, na Inglaterra, no Japão, na Austrália, tudo isso existe, até mesmo em paises mais pobres que o Brasil você encontra postos de gasolina sem frentista. Aqui é que o errado, a tragédia brasileira é ser legal com o mundo todo, mas sermos inimigos de nós mesmos. O jeitinho brasileiro de que o Brasil tanto se orgulha nos mostra como somos atrasados e otários.

  15. Jozimar Jr says:

    Bom texto, cara. Informações bem uteis pra mim, que estou indo agora pro Canadá. Pensei até em ir pra Calgary, mas tô entre Vancouver e Toronto. 3 meses para estudos apenas.

    Abs!

  16. Alexandre Vaz says:

    Fato, acredito que NUNCA verei isso no Brasil. Sim, é verdade, aqui já temos casas sem muro… Aqui onde eu moro tem. Mas tem um porém. Eu moro dentro de uma vila da aeronautica, POR ISSO as casas não tem muros. Uns poucos condomínios tbm tem isso, mas são poucos, pra isso deixar de ser exclusivo para moradores de areas, digamos, ‘reservadas’, ainda falta bastante… Enfim,ótimo texto ;D

  17. O Izzy é brasileiro, e portanto carrega na sua bagagem genética o dom da filhaputagem.

    Agora fica a pergunta: quantas vezes ele subiu no ônibus sem pagar o cartãozinho?

  18. says:

    Mas vou falar que minha casa nao tem muro nem grades não ein. Tá ok, moro no interior de SC, mas ainda é Brasil né? haha

    • Felipe Freitas says:

      SC tem o melhor IDH do Brasil… é quase a América, tem até imigrantes vindo do sul!

      • Manoel says:

        Nasci no interior de SC. minha casa não tinha chave, confiavamos nos vizinhos pra cuidar quando viajavamos…
        cansei de ir no centro e deixar a chave na ignição, vidros abertos etc
        uma vez fui no banco, deixei td aberto
        quando voltei, um “conhecido” (cidade pequena todo mundo se conhece) tinha fechado os vidros pq tava pra chover e não sabia se eu ia voltar a tempo..
        é um sonho..
        quando me aposentar, vou voltar pra lá.. FATO!

  19. cwf says:

    Morei um tempinho na Russia e no final das contas o povo de lá é um povo brasileiro que fala russo. Nos postos de gasolina nós mesmos abastecemos, porém temos que pagar ANTES. Aí a bomba é liberada exatamente no valor que você falou no caixa. Se você por acaso não usar tudo, após o abastecimento te devolvem o troco.

  20. Roberto says:

    cara… muito bacana.

    alias, alguns dos varios motivos que pretendo imigrar para o canada no Skilled Worker Program :P

    ou pra Quebéc… nao sei ainda.

    Au revoir.

    • Richelli says:

      Imigre e não vai se arrepender… Faz 2 meses que moro em Quebec e foi a melhor coisa que fiz na minha vida… Gosto do Brasil, mas infelismente a realidade de merda daí (em diversos campos) me faz querer cada vez menos voltar pra ai.

  21. Cinthia Prince says:

    Noossaa mto bom Izzy!! Ce podia fazer posts como esse mais vezes!!! ;*

  22. Skooter says:

    Acho que existem dois pontos que tornam essas coisas inviáveis no Brasil. Uma é a óbvia: grande parte dos brasileiros se acham os “malandrões” por praticarem esses pequenos furtos, e parte disso é culpa da impunidade. No Canadá, apesar de quase não haver fiscalização, a multa é pesada para quem anda de metrô sem pagar, por exemplo. De forma que se o cara fizer isso todo dia, um dia a fiscalização pega e tudo que ele “economizou” será gasto para pagar a multa.

    O outro ponto é que os salários canadenses (e do primeiro mundo em geral) são bem mais altos que no Brasil. No caso do caixa de supermercado, a economia que eles tem com o salário de um funcionário no caixa compensa os furtos eventuais. No Brasil fica mais barato pagar uma merreca pro funcionário do caixa do que arcar com o prejuízo dos furtos.

    O mesmo se aplica pro funcionário da banca de jornal, pro frentista do posto e pro cobrador (em SP não tem essa viadagem de “trocador”) do ônibus. Fica mais barato pagar o salário deles do que arcar com o prejuízo causado pelos ladrõezinhos. No Canadá é o contrário, sempre tem algum bebum pegando o metrô sem ticket, mas é um prejuízo mínimo comparado ao custo de manter um funcionário só pra pegar os tickets ou fiscalizando se uma catraca não será pulada.

    Quanto às casas sem muros, é praticamente a mesma coisa: Furtos acontecem, mas em escala bem menor que no Brasil, de forma que a maioria das pessoas se sente segura mesmo sem grades. Mesmo assim a maioria das casas tem adesivos de alarme e/ou monitoramento nas vidraças. A maioria é fake, mas mostra que alguma preocupação com isso já existe.

  23. Thiago says:

    O posto de combustível sem frentista é proibido no Brasil.

    http://jusvi.com/artigos/1040

  24. Murilo Lima says:

    Isso sao so 5 coisas que funcionam aqui e nao funcionariam no Brasil.

    Mas as vantagens sao muito maiores, acredito que o melhor pude encontrar no Canada e o fato de se ter realmente o direito de ir e vir, poder caminhar pela rua as 2 da manha voltando pra casa bebado e nao ser assaltado, poder usar iphone/ ipad/ netbook/ laptop, etc no ponto de onibus ou sentado na calcada sem ter medo de ser assaltado, poder comprar um carro BOM sem ter um preco abusivo (afinal, o preco e um CIVIC no Canada eh o mesmo valor ou ate mais barato que do GOL no Brasil), etc…

    Vim pra Vancouver pra ficar por um ano, mas decidi ficar de fez, se eu voltasse pro Brasil, por mais $ que eu ganhasse la nao seria mais feliz, porque a qualidade de vida que temos aqui, e algo que nem os meus netos vao ver no Brasil, INFELIZMENTE…

    Pra resumir o Canada como praiso, so faltava eu ter minha familia e alguns amigos que deixei no Brasil, eu vim com a minha namorada pra essa aventura, e as vezes a saudades das pessoas que deixamos la e bem grande… Abraco!!!

    • Skooter says:

      Murilo,

      Concordo com tudo que você disse aí, exceto que direito de ir e vir bêbado eu acho que você não tem não. Não sei se é o caso de Vancouver, mas em muitas cidades tem by-laws que te proibem de ficar bêbado em público. Tudo bem que essa lei dificilmente deve ser aplicada, eu mesmo me deparei com vários bêbados pela rua. Mas se estiver perturbando e alguém reclamar, no mínimo vai dar uma passeada na delegacia. :)

  25. Catu says:

    Uma pergunta meio sem sentido, mas o Transporte Público aí no Canada é PÚBLICO ou privado? Eu acho que aqui no Rio de Janeiro, pelo menos, todos os meios de transporte são privados… Barcas, Trens, Metrô, Ônibus… acho que de serviço público sobrou só os garis mesmo, e por sabe lá até quando…

    • Kid says:

      “Público” aqui tem um significado diferente do Brasil.

      • Igor Coelho says:

        Qual a diferença? Aqui a gente também usa o termo transporte publico, mas se refere a empresas privadas. O transporte seria publico porque atinge as massas.
        Acho que é a mesma coisa no Canada, certo? Ou é o governo que controla os ônibus ?

        • Cara, o transporte é público sim, mas explorado por empresas privadas no regime de concessão e/ou permissão, tal qual as empresas de televisão, rádio, telefonia etc.

          Se um governante maluco quisesse, poderia cancelar todas essas concessões, mas é mais econômico manter essas concessões.

          Mesmo sendo explorado por particulares, não deixa de ser público.

          O grande tique que nós brasileiros temos é que público significa gratuito. Mas público significa de interesse público.

  26. São coisas como essas que me fazem ter mais e mais vontade de ir morar no canadá. Acho que assim que terminar a faculdade vou arrumar as minhas malas e me mudar praí. Não só pela estabilidade economica, segurança, honestidade geral da população, igualdade socioeconomica … pensando bem, é por isso tudo mesmo.

    Mesmo nascendo no Brasil e nunca tendo ido na america do norte ou qualquer outro continente no exterior, eu as vezes me sinto mais em casa imaginando a minha vida aí nos proximos anos do que no Brasil.

    Entrei na faculdade de Licenciatura em computação agora, e ainda tenho 4 anos pra me decidir a respeito de qual país eu vou morar, mas tudo está pesando em favor do Canadá.

    O que vocês acham ? acham que eu estou certo ?

    • Philipe says:

      Está certissimo cara… temos que procurar o melhor para nossa vida !! estou indo para o Canadá ano que vem e espero que seja uma das melhores experiencias da minha vida ! abraçao !!

    • Rafael Nicodemos says:

      Sempre tem que procurar o melhor. Como o reply anterior disse: tá certíssimo.

  27. David Lafleur says:

    mesmas coisas aqui na frança mas esse negocio de colocar items no bolso e poder sair sem escanear é balela. Trabalho no carrefour e estou certo disto. A torre apita. Pelo menos aqui.

    Igualmente para o onibus… não tem catraca e nenhum tipo de controle mas de vez em quando tem um funcionario “controleur” que fiscaliza isso ai.

    flw

    • Kid says:

      Não sei se você notou mas o texto é sobre o Canadá, não França. Aqui supermercados não tem aquela “torre” lá do alarme, e não tem ninguém fiscalizando o dinheiro que você coloca na caixinha do ônibus.

  28. QUIDE e quando você precisa de um telefone da lista telefônica, você vai lá e RASGA a página da lista e sai impunemente LIKE A BOSS?

    • Dhix says:

      Esse é mais um clássico do cinema!

      • Catu says:

        Aliás isso dá um bom tema para os vídeos do Rémi Gaillard… Entrar em um bar vestido de Marty McFly, rasgar uma página da lista telefônica, pedir no balcão algum refrigerante que não exista (tipo, uma “Pepsi Magnética” ou “Coca fluorescente”) e ficar preocupadamente olhando uma foto de si próprio com metade do corpo apagada… :)

  29. marcosr. says:

    E os telefones públicos? Me lembro que eles tinham uma vida mt curta no tempo das fichas. Imagine se fosse dinheiro.

  30. Fernanda C. says:

    Na minha cidade tem muitas casas sem muros. Tá bom que não é lá uma grande cidade em Minas Gerais, mas nunca nem tive preocupação com essas coisas de assalto também não. Eu que não passe uma semana numa cidade grande como São Paulo para aprender né? haha

    E que loucura é essa história do muro com seringas com vírus HIV? haha Alguém sofreu trauma.

  31. filipe says:

    Utopia brasileira!

  32. Diones Reis says:

    Não sei se o meu inglês está capenga, mas lá na foto do jornal, na manchete, está escrito mesmo “Saco de Porra”?

    • Julio says:

      Haha, esconderam o S para deixar uma mensagem subliminar ali heim.

      (S)cumbag é uma pessoa asquerosa.

      • Diones Reis says:

        Ahaha..valeu pela ajuda na tradução.
        Já tava achando muito estranho o que o jornal queria dizer.
        BTW, Scumbag pode-se usar também para “xexelento”? :-D

  33. Pierre says:

    Catraca e cobrador de ônibus varia de empresa pra empresa. Muitas empresas daqui não usam catraca no ônibus.
    E o cartão mensal também existe em muitas regiões, mas normalmente é um cartão digital com um “saldo”, que você passa numa maquininha na entrada e na saída, para pagar o equivalente da passagem.

    Já casa sem muro é muuuuito comum, fora das capitais. A primeira vez que fiquei com uma menina de Porto Alegre, eu até me assustei com o fato de ter grades nas janelas da casa dela, enquanto que na minha casa no interior, só colocamos uma cerca recentemente pra poder deixar os cachorros soltos no pátio.

  34. Bruno Santos says:

    Desses aí o único que rola no Brasil (em determinados lugares obviamente) é o lance das casas sem muro. No Rio de Janeiro normalmente elas ficam dentro dos condomínios de casa, então nem são tããão sem muro assim, já que tem um muro que circunda todo o condomínio, que ainda conta com porteiros e vigias, mas as casas em si não tem nada que impeça o vizinho de depositar uma quantia agradável de merda na dua porta caso ele esteja puto.

    O lance é que só moram nesses lugares gente que tem bala pra pagar um milhão de dilmas (nos mais baratos) numa casa, então nem rola de o cara fazer isso, a não ser o filho drogado dele.

  35. Felipe Freitas says:

    Pra algo desse tipo acontecer no Brasil, seria necessário 300 anos e a educação nas escolas públicas (e na vida dos Brasileiros) precisaria melhorar 35523453124048375201938473%

    A código de trânsito diz que quando há um pedestre na faixa, ele tem a preferência. Mas você consegue ficar 5 minutos esperando uma pessoa de bom coração pra parar e deixar você passar… e ainda precisa de outra pessoa de bom coração na outra faixa. Nunca viajei pra fora do Brasil, mas meu pai foi pra Inglaterra, e contou que estava olhando para uma placa na outra calçada, e um carro parou pra ele atravessar, sendo que ele nem estava na faixa, daí meu pai se afastou e o cara no carro buzinou pra ele HAHAHAHAHA!

  36. Igor Coelho says:

    Existem dois quarteirões em Fortaleza por traz da praça da imprensa que tem casas sem muros, não sei se o moradores da região eram gringos mas as casas são tipicamente americanas, com o jardim bem recuado na frente e sem nenhum muro. Eu acho muito bonito, e estas casas não são em condomínio fechado, são no meio da rua mesmo.
    Me lembro também que o posto Guararapes na esquina da Dom Luiz com Santos Dumont a uns 10 anos tinha o self-service do jeito que o Kid descreveu. Mas não vingou. Em conversa com o dono do posto na época ele me disse que o problema não foi nem calotes, mas sim o brasileiro que não é acostumado preferia abastecer com uma pessoa servindo ele a ele ter que fazer o serviço sozinho. Para saber isso antes ele colocou a metade do posto com self-service e a outra metade com frentista. As vezes tinha fila na parte do posto com frentista e o pessoal não queria usar o self-service.
    As caixas de jornal eu acho que não funcionaria realmente. Os fumadores de crack roubariam tudo para vender o jornal no sinal.
    Nem o self-chekout do supermercado. Mas bem que colocando umas câmeras e um cara bem experiente monitorando isso, daria para ele monitorar 4 caixas sem problema vendo se cada cliente passou tudo direitinho. Seria uma economia de 3 funcionários para o supermercado. Mas o que pega aqui seria o cliente passar o cartão digitar a senha, o povo no Brasil ainda é muito bruto. Assim como no posto ia ter fila no caixa normal, mas ninguém ia para o caixa self-chekout

    • Como acontece com os caixas do auto-atendimento dos cinemas. Tem dias que a fila pros caixas tão quilométricas e nas autos tem umas 2 ou 3 pessoas na fila.

    • Alessandra Cavalcanti says:

      Muito bem colocado. Essa coisa de “prefere ser servido” é mais uma questão cultural – bem antiquada, diga-se de passagem – do povo brasileiro, especialmente aqui no Nordeste, infelizmente. Mais uma vez a culpa é de nossa colonização, que criou um grande abismo entre as classes sociais e a baixa auto-estima do povo passa de geração a geração, como uma doença congênita. Na maioria dos países desenvolvidos, em troca da autonomia e liberdade, os jovens saem da casa dos pais cedo, abdicando do conforto e proteção que estes podem oferer, arregaçam as mangas e começam a trabalhar em empregos informais apenas para se manter. Agora imagina aqui no Brasil, o filhinho de papai sair de casa e trabalhar como caixa no McDonald’s só para ser independente? Jamais. Mas isso já é outra conversa…

      • Skooter says:

        Bem lamentável o seu comentário. Procure saber primeiro quanto ganha um funcionário do McDonald’s nos países desenvolvidos e quanto ganha um funcionário do McDonald’s no Brasil.

        • Charada says:

          Praticamente o mesmo tanto. Fui criado no Reino Unido, sei bem do que estou falando. Só que, lá, ficar em casa vadiando nas férias era meio malvisto.

          • Skooter says:

            Salário mínimo no Brasil: R$ 545,00 ao mês, o que dá aproximadamente R$ 3,00 por hora, supondo um trabalho de 44 horas semanais.

            No Reino Unido o salário mínimo por hora vai de £ 2,60 para aprendizes a £ 6,08 para trabalhadores acima de 21 anos. Considerando que £ 2,60 equivale a aproximadamente R$ 7,50, concluo que no Reino Unido alguém que ganha salário mínimo ganha, no mínimo, 2,5 vezes o que ganha alguém que trabalha por salário mínimo no Brasil, podendo chegar a 6 vezes mais no caso de trabalhadores acima de 21 anos e com mais de um ano de emprego.

            Não sei quanto ganha um funcionário do McDonalds no Brasil, mas não deve ser muito mais que o salário mínimo. Então definitivamente, não é o mesmo tanto.

          • Bianca says:

            R$ 2,20 por HORA, vem bem assim descrito no teu contrato, nem é o valor mensal o.o

  37. Eduardo says:

    Casas sem muros até existem fora de condominios fechados em algumas cidades do interior, mas sem dúvida é a exceção, enquanto no Canada (como você mostra) e nos EUA isso é a regra.

    Quanto aos postos sem frentistas, em SP, há algum tempo tentou-se implantar esse sistema, mas os postos foram proibidos pelo sindicato dos frentistas. Alguns postos ainda mantiveram o esquema de pagar dentro da loja de conveniência, com você informando o numero da bomba, mas quem pega na mangueira (uia!) é o frentista.

    Kid, como me considero do primeiro grupo que você cita no início do texto, pintou aqui uma curiosodade: O quê (de bom, evidentemente) que existe no Brasil e não funcionaria aí de jeito nenhum? Lembra de algo?

    No mais, parabéns pelo texto!

  38. Bem legal, Kid.

    Lembrei de mais duas coisas absolutamente comuns no dito “primeiro mundo”, que parecem inacreditáveis para nós, habitantes deste país tropical de vergonhas descobertas:

    1) Os carrinhos de supermercado/aeroporto que você só consegue usar depois de depositar uma moedinha (cansei de ver turista brasileiro chegando em Milão e tenanto ARRANCAR os carrinhos na marra!!!);

    2) Os banheiros sem aquele lixeirinho destinado a receber o papel higiênico contaminado com os resquícios cocozísticos das pessoas. Lá vai tudo pro vazo, junto cás bosta (acho que no Canadá é assim também, se não tô enganado…).

    Até fiz um post nessa mesma linha do teu:

    http://construindopensamentos.wordpress.com/2011/09/17/top-10-coisas-comuns-na-europa-que-parecem-inacreditaveis-pra-nos/

  39. Bruno Rafaeli says:

    Ai Izzy,como são as noticias do dia a dia que passam na TV ? tem algum assunto que é tipico como no Brasil (ex : violência,corrupção….) ?

  40. Rafael says:

    Só 5 coisas foi bondade sua…

    Mais fácil dizer o que FUNCIONARIA no Brasil(se é que existe)…

  41. Tumpli says:

    Que tal um post sobre experiências gastronômicas do canada?

  42. Rafael says:

    Aqui na minha cidade (São José – SC)abriu um posto sem frentista, a 12 anos atrás. Ele ainda está aberto, mas tem frentistas, visto que o sindicato dos frentistas entrou com uma ação contra o posto. Mas antes que essa ação pudesse dar qualquer resultado a vigilância sanitária (LOL) proibiu os postos sem frentistas, pois nós seres humanos normais não temos a capacidade pra colocar gasolina pra dentro de um carro.
    Brasil-sil-sil!

  43. algust says:

    Caralho, a quanto tempo não comento aqui!
    O texto ficou animal izzy!

    Só pra constar: É só em países do terceiro mundo que as maquinas custam mais que pessoas, mesmo!

  44. Danilo Sato says:

    Muito bom o post!!! Gosto muito dos seus textos sobre Brasil x Canada. Parabens mesmo!

  45. Lucas says:

    Mto bom o texto.. mas temos q lembrar q tem exceções… me lembro de ter visto em algum desses canais inteligentes ae.. se não me engano no national geographic. q em uma cidade do canada não tava me lembrando acho q eh vancouver.. é o paraiso dos junkies, com indices de assaltos altissimos, homicidios e tals.. fizeram até um lugar pros malucos poderem se injetar com segurança dando agua esterelizada e seringas (antes eles usavam serigas usadas e agua de poça de chuva).. como não lembrava fui procurar no google e uia soh o video q achei de calgary uauhuauhahu: http://www.youtube.com/watch?v=ZC20KjFr3io

  46. Fabiano Chiaretto says:

    5 – Casas sem muros eu já vi em quase todas a cidades que conheço, e fora de condominios fechados.

    Tudo é uma questão de costume né. Assim como não jogar papel na rua, isso tem melhorado muito na cidade onde eu moro nos últimos anos. Vai muito de concientização.

    Não é pq não tem no Brasil que não funcionaria. Levaria um tempo, mas acho que em todos os paises que tem os itens que vc listou teve problemas com a implantação.

  47. Rodrigo Borges says:

    Izzy, esqueceu as BIXI (ou o sistema de Bike sharing) usado em Montreal, Ottawa e acho que em Toronto também). No Brasil NUNCA daria certo.

  48. Artur says:

    Ônibus “sem cobrador” é bem comum aqui na minha cidade. As aspas são porque o motorista exerce a função do cobrador. E sim, tem a máquina e a catraca então na verdade isso só atrasa um pouco as coisas.

    Antes de qualquer outra mudança nesse país, eu gostaria primeiro de uma segurança desse nível aí. Andar na rua a qualquer hora sem medo, não usar 30 fechaduras nas portas… Quem sabe no futuro.

  49. Agnaldo says:

    Só seria perfeito se o Canada fosse aqui.

  50. Thiago David says:

    Kid, só informando que em algumas cidades brasileiras o sistema de ônibus sem trocador já existe porém, nunca vi um sem catraca…
    Uma das capitais onde eu pude presenciar isso funcionando em 100% da frota do transporte público foi Goiânia que tem um sistema totalmente baseado em cartões e tickets que você deve comprar antes de “pegar” o ônibus. O sistema funciona porém, no meu primeiro dia na cidade fiquei meio perdido quando entrei no ônibus e não tinha trocador (além de não ter ninguém que me avisasse do sistema diferente).

    • Gary says:

      Eu tenho família em goiânia, e de vez em quando vou lá. Esse sistema é bem bacana. E tem passes de variados tipos. 1 viagem, duas viagens… Outra coisa tbm, é que se vc for até o terminal, pode pegar outro ônibus lá sem pagar. E se pegar o “sanfonão” pode ir de estação em estação pagando uma única vez.

  51. Jey says:

    Kid,
    morei um semestre no sul da Alemanha e pude ver as mesmas coisas q vc: a falta de frentistas, o ônibus com o cartão-passe/motorista q nem te olha, casas sem muros. Todo mundo lá pega trem, não tem catraca em lugar nenhum e TODO MUNDO paga o ticket direitinho (mas tem o controller, e se por acaso vc não tiver pago… multa de 40 euros). No mercado, vc pode pegar seus produtos, botar dentro da bolsa e só tirar quando chegar no caixa. Os bancos não tem todo esse sistema de segurança (portas que travam, guardas, etc).

    Como disse o Murilo, “poder usar iphone/ ipad/ netbook/ laptop, etc no ponto de onibus ou sentado na calcada sem ter medo de ser assaltado, poder comprar um carro BOM sem ter um preco abusivo ” (e os alemaeszinhos fazem auto-escola em BMW.

    Hj comentando isso com um amigo, chegamos a observação de que aqui no Brasil a gente parte do princípio que todos são desonestos, e precisam provar q são honestos.
    Lá na Alemanha (e aí no Canadá), eles partem da idéia de que todos são honestos. E ponto.

    • Gary says:

      Os carros da polícia alemã tbm são fodas pra caramba. Mas é pq muitas marcas de carro são alemãs: Volkswagen, Porsche, BMW, Audi, Bugatti, Mercedes-Benz. E a maioria só tem carro de luxo né.

  52. Pedro Ivo says:

    Foda isso. Quero ir pro Canadá já!

  53. AgaGê says:

    nossa, esse lance das casas sem muro facilitaria demais minha volta bebado pra casa, evitaria 3 metros de possiveis quedas

  54. Suzy Takano says:

    Oiiii moro no Japao faz 15 anos entendo bem o q diz e aqui tbm tem essas coisas, ja to acostumada mas no Brasil certamente nao funcionaria…(^-^)/

  55. sebastiao neto says:

    posto sem frentista já houve. durou acho que uns 3 meses. os sindicatos caíram em cima

  56. raphs13 says:

    Esse tipo de texto é um dos meu favoritos, apesar de eu ficar com uma puta inveja (no bom sentido, ou talvez não haha).

  57. Kaybara says:

    aqui no Japão é igualzinho!
    Aqui os postos o pagamento é somente no cartão.
    Somente essa caixa do jornal que não tem aqui mas o resto é igualzinho!
    Outro detalhe aqui maquina de refrigerante tem a cada 100m ou seja em todas as esquinas.

  58. @thomazmaia says:

    Sem falar que na aqui na capital do ‘seu ‘ Ceará não tem sequer metrô.

    Fui a Buenos Aires semana passada e achei uma evolução o sistema de metrô (não o de lá, mas o sistema em si)… pra você ver o nível da matutice do cearense.

  59. Simone says:

    Muito legal o texto. Lembro que quando passei um semestre em terras canadenses eu morria de medo da vidraça que dava pra rua da sala da minha casa. Essas casas meio velhas ainda fazem uns ruídos que não estamos tão acostumados aqui, o que piorava muito a minha neura. Eu poderia jurar, pelo menos umas 2 vezes por dia, que estava sendo assaltada. O costume de deixar a porta aberta, então, mesmo que de dia, eu nem comento. Apesar de que não sei qual a extensão desse hábito, é comum mesmo?

  60. leonardoneen says:

    O negócio é se mudar para o canadá…ñ suporto morar mais aqui nesse cu de mundo.

  61. Vladesko says:

    Kid, sem querer ser chato (mas, como qualquer um que use essa expressão, já sendo), mas bem que você podia pôr textos que nem esse na categoria “Morando no Canadá”…
    Conheço uma galera que quer conhecer o “Great White North”, pra quem eu gostaria de apresentar o HBD, mas só leriam essa parte específica =X

  62. Cada vez mais que eu vejo seus posts/tweets fico com mais vontade de ir morar no canadá.

    Está quase decidido, terminando a faculdade daqui 1 ano e meio vou para o canadá, vou dar uma pesquisada para ver como alugar casas(VocÊ mora de aluguel ai?) e começar uma vida nova…

    Você mora perto de alguma estação de ski ou algo do genero? É facil de fazer isso ai?

    Abraços e faça mais textos com as coisas boas do canada obrigado!!

  63. Diego says:

    Eu faço parte do time que gosta das curiosidades de outros países. Legal o texto, bem bacana essas paradas! e que venham mais curiosidades! =)

  64. Lucas says:

    quando estava fazendo meu treino com meu cão guia nos EUA, eles faziam algumas perguntas do tipo: – quem aqui usa escadas rolante? Quem aqui usa portas rotatórias? Quem aqui anda em campo aberto? Quem aqui usa catracas? Incrivelmente, só eu usava uma catraca, no caso, sempre que vou pegar ônibus passo por uma. Os outros, nunca usavam e nem sabiam onde encontrar uma….

  65. Gabriel says:

    Creio que a maioria das coisas aí não funcionariam não só no Brasil, mas nos EUA tbém.. e na maioria dos países do mundo.. hehehe.

    Mas acho frentista um luxo legal. Além de não te deixar com cheiro de gasolina, ainda pode limpar o parabrisa, calibrar o pneu etc. Lembro de uma época em que alguns postos aqui no Brasil tentaram implantar self-service, mas não funcionou, pq nego sempre pagava “um cafezinho” pro funcionário do posto fazer o serviço.. hehe.

    A desvantagem é que sem frentista o preço do combustível poderia cair um tanto!

    PS: fiquei curioso em relação a NADA ter catracas. E no metrô, por exemplo, como eles contam os passageiros (o que é importante p/ cálculos logísticos)?

    • Gary says:

      Como assim a DESvantagem é o que o preço do combustível diminui? Isso não deveria ser bom? Afinal tá todo mundo reclamando do preço dos combustíveis hj no Brasil.

      • Rodrigo says:

        Claro q tá.. Já viu quanto é pra abastecer nos países aqui em volta? Tem muita gente que mora em região de fronteira que cruza a fronteira pra abastecer.. Sai metade do preço.
        Maldita carga tributária.

  66. Douglas says:

    Izzy saca só, tem um americano que vem a empresa todo ano e claro a gente sai, um dia eu fui abastecer o carro e ele tava junto, ai ele achou estranho, afinal nos EUA (e agora no Canada tbm), não tem frentista, enfim, aí tava explicando pra ele e etc… Ele começou a me explicar também como funfa lá, aí eu perguntei:

    “mas e se o cara sair sem pagar”

    Ele me retrucou:

    “por que ele faria isso?”

    Meu mundo caiu.

  67. Aztronauta says:

    Adoro o sistema dos cartões mensais. Aqui na Suíça funciona do mesmo jeito. E o mais absurdo pra brasileiro é os pontos terem escritos os horários dos ônibus e bondes passarem por ali e eles realmente funcionarem…

  68. Faltou algo, banco (esses de dinheiro) sem detector de metal.

  69. Joao says:

    resumindo.. canada = cidade do interior
    moro no litoral do rs, aqui as casas nao precisam ter muros, os onibus tambem se paga pro motorista..

    e quanto aos postos e mercados, pq eu vo fazer, se alguem ta ali fazendo pra mim? bom pros donos de postos e mercados, mas nao vejo vantagem nenhuma pro cliente

  70. Bier says:

    Pegou pesado na parte das seringas. Mas tá um ótimo texto. Continua, “Kidi”.

    Outra coisa: me chama a atenção essa confiança mútua entre usuários e empresas não precisando investir tanto em segurança. Povo muito íntegro, cara. É óbvio que vc não ia querer voltar pra cá.

  71. lucas says:

    Em jurere internacional, Florianópolis, as casas não têm muros, então, há exceções, auheuae

  72. Skooter says:

    Outra coisa que me ocorreu agora. Seria interessante falar também das coisas que funcionam no Brasil e não funcionam no Canadá. Por é que restaurante por quilo (self-service) não funciona no Canadá e na “América”?

  73. Kantynho says:

    Todos esses sistemas também existem em Portugal. Morei em Lisboa por mais de um ano, e é basicamente a mesma coisa. Menos a parte das catracas. Nos ônibus não existem, mas no metrô, sim. Ha, e em Portugal há bancas de jornal.

    E depois os burros são os portugueses…. sei…!

  74. Murdock says:

    No RJ tentaram implantar ônibus sem cobrador mas veio o sindicato, CUT e sei lá mais quem dizer que seriam muitos desempregados. Existe hoje um sistema de bilhete eletrônico, aqui e em outros estados, mas o trocador ainda existe pois muitos pagam com dinheiro e alguns tipos de cartão precisam da liberação dele. É esquisito e ruim de explicar em pouco espaço. Acho que algo assim aconteceria para caixas de supermercado também e jornaleiros (que hoje são lojas de conveniência). Claro que estou colocando de lado a honestidade do nosso povo…

    Para frentistas também seria parecido, chegaram a tentar implantar isso aqui também mas o que barrou foi a questão da segurança, a roupa dos frentistas, etc.

  75. Expedito Paz says:

    Seria bacana um texto ao contrário, de coisas típicas daqui (positivas, claro) que não funcionariam no Canadá:)

  76. @jp_ferraz says:

    em toronto é a mesma coisa :B

  77. Peter says:

    Certo dia, conversando com um suiço sobre eleições ele contava que além do sistema parlamentar ser totalmente diferente, cada estádo tem seu método,em estados pequenos até levantando a mão se vence uma eleição, no mesmo estilo quando a professora no primario perguntava: “quem gostou mais deste trabalho levanta a mão”.
    Mas o fato é que um determinado estado, ele falou que qualquer um chegava escrevia em um papel o nome do candidato e colocava na urna, sem controle de quem votou ou não. Aí eu perguntei: E se uma pessoa chegar lá e votar duas vezes ninguem vai saber?
    E ele respondeu com toda inocência de uma pessoa criada em um país civilizado: “Mas porque uma pessoa ia querer votar duas vezes?”

  78. rafaqueque says:

    Em Portugal temos essas todas. u mad?

  79. David says:

    Kid, em relação aos postos de gasolina, quando eu estive nos Estados Unidos no ano passado, foi uma situação um pouco diferente.

    Para abastecer, você tem que pagar antes na loja de conveniência para eles liberarem a bomba:

    - Você chega para o sujeito e fala que quer colocar X dólares em gasolina no seu carro na bomba de número Y;
    - Você paga a quantia ao sujeito e ele libera a bomba para o abastecimento;
    - Você aperta o gatilho da mangueira e a bomba para de funcionar quando a quantidade de combustível despejada no tanque é igual à quantia paga previamente na loja ou quando o tanque do seu carro encher;
    - Caso o tanque do seu carro encha e o valor que você pagou antecipadamente seja maior do que realmente deu de gasolina, você tem que voltar na loja e pedir o reembolso. O vendedor confere no computador e te devolve o excedente.

    Tem algum lugar aí por perto que seja assim? Abraços!

  80. Jean says:

    POstos de gasolina eu não faço a mínima questão.
    BEM melhor ser atendido e alguem q faça o serviço por você.
    Igualmente no ônibus.. Basta somente dar o valor aproximado da passagem (Valor maior) que o pobre trabalhador salariado te devolve o troco.
    AContece com os jornais, camisinhas, e qqr outra coisa.. Ainda prefiro alguem me servindo.
    Ainda prefiro “a la carte” do que “self service”.
    Empregos, fazem o mundo girar.

  81. Jean says:

    POstos de gasolina eu não faço a mínima questão.
    BEM melhor ser atendido e alguem q faça o serviço por você.
    Igualmente no ônibus.. Basta somente dar o valor aproximado da passagem (Valor maior) que o pobre trabalhador salariado te devolve o troco.
    AContece com os jornais, camisinhas, e qqr outra coisa.. Ainda prefiro alguem me servindo.
    Ainda prefiro “a la carte” do que “self service”.
    Empregos, fazem o mundo girar….

  82. carol says:

    Moro no Allphavile e aqui não tem muros dividindo as casas, acho uma medida precipitada dizer isso.

  83. Marcos says:

    Estou fazendo meu mestrado em Toronto, e em meu primeiro dia aqui, fui ao Canadian Tire, e lá eu ví os Self checkout, pensei exatamente o mesmo.. “isso nunca daria certo no Brasil.”
    E em Toronto para você entrar nas estações de Metrôou você mostra o seu cartão para o Funcionário da TTC (Toronto Transit Commission) ou você passa o seu cartão na catraca.

  84. Leticia says:

    Vi um documentário do Michael Moore há um tempo (nao lembro qual…) em que ele vai no Canadá e descobre que quase ninguém tranca a porta de casa de noite ou quando sai.

    Fiquei espantada mas pensei que fosse só pq é 1° mundo e blá e não tem muitos ladrões que tenham coragem de se arriscar invadindo a casa dos outros… mas pelo que li no post(excelente,btw), é questão de cultura mesmo…

  85. Eduardo says:

    Haha, interessante! moro (relativamente) perto daonde a médica colocou as seringas na casa (Na verdade só moro na mesma cidade, brasilia, nunca nem passei por lá) mas por aqui aonde eu moro , talvez por ser um condominio fechado os portões são raros. existem sim, mas a maioria fica aberta quase sempre, jornal também tem as assinaturas que ficam na portaria, normalmente só vai lá quem tem, mas vou confessar quej á fui lá algumas vezes e não tinha a minha

    Abraços e muito boa a materia

  86. Dany says:

    OMG q inveja! shauHUAHSHAUSHAushuaHSUASh
    quero morar no canadá now xD

    cada vez que eu leio esses seu relatos da vida aí, eu fico mais deprimida com a vida daqui… LOL

  87. Caio Everton says:

    Resumindo, os honor systems funcionam aí, e aqui a gente nem sabe o que são. xD

  88. Franco says:

    Mesmo que no Brasil as pessoas fossem mais honestas e tudo o mais, ainda assim seria difícil ter isso, porque os IMBECIS argumentariam que isso tira o emprego dos balconistas, cobradores, entregadores etc etc etc blá blá blá.

    Ao invés de investir na capacitação das pessoas, por aqui se mantém esses empregos e a morosidade das pessoas.

  89. daiagon says:

    KID REVIVE AQUELE TEXTO EM QUE VC FALA QUE NO BRASIL A MOEDA DE TROCA É O OLHO DO BAIACU, SEI LÁ UM PEIXE AE…. AHUEHAUHEUAHEUAHEUAHEUAEHUAHE EH MTO BOM

  90. piromba é umreal says:

    filho da puta

  91. É bem difícil mesmo que algumas dessas coisas funcionem aqui no Brasil… Precisamos evoluir muito, principalmente na questão da educação, para só depois pensar em implementar algo assim por aqui…

  92. Melina says:

    Aqui em bh tem uma linha de onibus que alguns não tem cobrador… mais ou menos porque o motorista é cobrador ao mesmo tempo, mas não tem catraca e você paga na hora de sair :T vai ver já é uma evolução.

    Mas TODOS os restaurantes e bares que eu entro, no primeiro segundo de tédio que aparece eu começo a bolar planos de como eu poderia sair sem pagar, e constatei que 90% tem um sistema anti-calote BEM precário. (mas não, eu nao tenho coragem de testar)

  93. Jonny Ken says:

    Aqui em São Paulo já tivemos 2 coisas que estão nessa lista, mas foram retirados.

    Quando os postos self-service começaram a surgir aqui, foi bem na época da crise do álcool (ou da gasolina?) que para compensar a falta de combustível no mercado, aumentaram (e muito) a quantidade de metanol misturado. Rolou até campanha na TV para frentistas e usuários falando sobre os riscos do Metanol (toxidade e fogo invisível).

    Por causa da possibilidade de contaminação por metanol, os postos “serve serve” (como dizem por ai)foi proibido.

    Outro fato foi dos ônibus. Com a implantação do bilhete único, existiram muitas linhas que simplesmente tiraram os cobradores dos ônibus. Mas devido a reclamação das pessoas (falta de lugar para comprar bilhetes, valor mínimo de recarga, etc e tal) as empresas voltaram com os cobradores (ou pior até… transformaram motoristas em cobradores).

    MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS…

    Na minha opinião, o maior motivo em ambos os casos foi a ação dos sindicatos das categorias, que bateram o pé alegando possíveis demissões em massa e conseguiram reverter a situação para o lado deles.

    Sinceramente? Para um país onde existem milhões de desempregados não por falta de vaga mais sim por falta de qualificação, manter pessoas empregadas diminui todos os outros problemas, inclusive violência e saúde.

    Obviamente, e leva em consideração a parte mais importante: a pessoa e sua auto estima de estar trabalhando.

    • Rkl says:

      Boa. Se por um lado não temos aqui essa relação de confiança, ao menos isso gera emprego. Realmente quando vi saírem ônibus em Campo Grande sem cobrador me senti incomodado pelo corte de empregos. É o outro lado da moeda, se serve de consolo…

  94. Eric Draven says:

    “E nego me pergunta se eu tenho planos de voltar a morar no Brasil.”

    Tenho orgulho de ser brasileiro e gosto daqui mas se tivesse a chance de morar no canadá também não voltaria pra cá.

    E questão de bom senso escolher entre um país com melhor qualidade de vida e de pessoas com senso de cidadania e respeito ou um país onde a palavra de ordem inexiste, corrupção toma conta de cada fresta da política e tudo o que todos pensam é na melhor maneira de passar o compatriota pra trás a troco de uns trocados a mais…

  95. Renato says:

    Em santos (sp) já não tem cobrador no ônibus faz tempo… nem dá tanta merda…

  96. Allan Souza says:

    Gostei muito das 5 coisas que não daria certo no Brasil, acredito que isso acontece pelos costumes das pessoas daí do canadá e eua, é o jeito deles mesmo de serem assim. acho uma palhaçada fazer muros ou grades nos quintais, para o ladrão não existe muro e se eu fosse um ladrão eu preferia roubar uma casa com muros, para que depois q eu já estivesse dentro do quintal ninguém na rua e nas casas vizinhas iriam ver minha movimentação lá dentro, já a casa sem muros todos que passam na rua e os vizinhos iam ver toda a ação do ladrão.Agora falando da caixa de jornal… é uma puta sacanagem o cara pagar 1 jornal e levar todos. se fosse aqui no Brasil certamente isso iria acontecer.ahahahahah!

  97. Hawk says:

    Acho que aqui no Brasil tem este esquema do posto, pois já vi algumas bombas de gasolina com a opção de pagar com cartão direto nela. Tem uns botões para digitar senha/quantidade e tal.

  98. Eu realmente não entendo o que esse povo critica ao ver você falando bem do Canadá o blog e no twitter.
    Acho muito interessante saber os costumes e as diferenças que há em um país tão diferente do nosso :)

  99. lolerson says:

    Pois é.. Pra termos uma idéia de como 98% dos brasileiros são uns bostas. Me envergonho desse país medíocre e de fazer parte desse povo que reclama de ladrão, mas que tem espírito de um.

  100. Gustavo P. Montanha says:

    Só uma curiosidade: Alguns Self Checkout que tem no mundo sao montados aqui no Brasil pela Itautec, especialmente os de Portugal.
    E, nao, a empresa nao tem o menor plano de vender essa parada aqui no Brasil.

  101. Vortex says:

    Eu sempre me perguntei o negócio da caixa de jornal. “Pq será que não roubam tudo? Tem algum mecanismo para soltar apenas 1 jornal? Pq nunca vi uma dessas em São Paulo?”

  102. susana says:

    Olá a todos! Vivo em portugal e posso dizer pra vcs que das 5 coisas listadas em cima só as caixas com os jornais não existem aqui.

    De resto, dos transportes ao posto de gasolina passando pela caixa self checkout (que ja surge cm alternativa nos supermecados para quem n que estar esperando na caixa normal), tudo isso é normal aqui!

    Custa-me sempre ler esses comentários azedos de algumas pessoas contra portugal e os portugueses que quando à falta de melhor argumento lá vão buscar a velha conversa da colonização.

    Acho o Brasil um país maravilhoso cheio de defeitos como qq outro país (falo pq conheço ao contrario das mts pessoas que se queixam mas nunca devem ter tido oportunidade ou vontade para vir conhecer melhor estes europeus daqui que pelos vistos não são os “europeus certos”)

    Um abraço

  103. Jairo Luiz says:

    Tô morando no Chile já faz quase um ano, e do que citou, aqui temos as casas sem muro, os postos de auto-atendimento e ônibus sem catraca/cobrador.
    Mas não é tão maravilhoso quanto parece, porque apenas em alguns bairros as casas podem ser sem muros, os postos de auto-atendimento tem filas gigantes e ninguém paga as passagem de ônibus.
    O resumo da ópera é: Existe aqui também, mas não funciona como deveria.

  104. gostei do texto e é sempre bom saber as diferenças que existe em outros lugares, pretendo daqui alguns aninhos sair do Brasil.

  105. Yuri says:

    Eu percebo que o povo brasileiro é corrupto, assassino, vil, ladrão, idiota, criminoso e etc quando estou no 4chan (adivinha onde) e os caras falam às vezes “coloca uma fotografia e salva uma” e eu nunca sequer na vida upei nada apesar de ter salvo milhares delas… a única saída é o Canadá se entupir tanto de imigrantes, mas tanto (o que já tá quase por acontecer, creio eu) que a população se corrompa por culpa dos SUB (e europeus de países em crise, asiáticos, melanésios, africanos, etc) que entram tanto por lá, daí será uma EPIC WIN para nós do Terceiro Mundo, já que nosso povo é horrendo, ladrão, corrupto e etc, a única coisa que resta é ESTRAGAR a festa dos outros. (mas o Canadá até sente POUCO isso, países escandinavos, com 99% – não é chute – dos crimes feitos por imigrantes, sofrem bem mais)

  106. T Fabricio says:

    Não vejo as coisas da mesma forma que voce. Em Vancouver tem sempre alguem vigiando nos check out. Nos onibus, a maquininha que recebe o dinheiro marca cada centavo que está entrando e vc tem que ter o dinheiro CERTO (imagina como o povo aqui ia reclamar disto!)ou fica sem troco. Todos que tem passe ou carteira para não pagar apresentam ao motorista e os que tem pré pago registram na maquininha, que também avisa se o seu bilhete ainda é válido (seu bilhete é válido por 2 horas, não importa quantas vezes seja usado). Acredito que tudo isto possa ser implementado hj no Brasil, a margem de desonestos aqui não vai ser muito maior do que lá. A única diferença é a impunidade daqui… a corrupção, ainda assim, funcionaria sim!
    Em compensação, damos um banho de gentileza e bom humor! Abraços.

  107. Renata says:

    Um exemplo bobo de como brasileiro pensa. Casal e dois filhos indo fazer um cruzeiro. A mulher pergunta quanto sai o pacote de refrigerantes. Ao saber que ia gastar 100 reais somente pros filhos beberem refrigerante na viagem ela fala…
    - Ah, então a gente compra somente dois pacotes e pega o refrigerante e coloca em copo descartável pra gente tomar né!

    Meu, será que é pela grana? Duvido! É pelo jeitinho brasileiro mesmo, a eterna mania de querer ganhar em cima dos outros…

  108. Marco Antônio says:

    Não importa como eu começe, ou o esforço que vai me custar, quando eu tiver idade/dinheiro/conhecimento do q eu tenho q fazer pra ficar de fato, EU SAIO DESSE BURACO E VOU PRO CANADÁ

  109. Alexandre Rodrigues says:

    Só 90 doláres o passe mensal em Calgary?!?!?
    Em Toronto eu pagava 146 doláres… TENSO!
    E em Toronto tinha pouquissímos Self-checkout…
    Saudades do Canadá…

  110. Marci says:

    Antes de fazer comparação de um país de 1º mundo…com um país q luta contra o preconceito de ser uma das escória da américa…que tal fazer uma reflexão? Acho ótimo n termos caixas com jornal, acho ótimo n termos ônibus sem cobradores…acho ótimo…n ter que colocar gasolina no próprio carro…pq tdo isso gera empregos…se n tivessem eles…poderiam estar estar tentando ganhar a vida de forma ilícita…já que aqui ainda n é o canadá…acho ótimo ter que colocar um muro de três metro…pq significa q tenho casa pra morar…enquanto mtos n a tem…acho ótimo n ter lugar pra checar os preços dos produtos…pq aí posso perguntar e ter a chance de ganhar um bom dia…um sorriso e poder me relacionar e n ser alguém frio e individualista q n olha nem na cara da balconista.
    Ao invés de criticar…que tal continuarmos trabalhando pra mudar isso…e a mudança começa a partir da gente…e como posso mudar isso? Passe os seus conhecimentos, principalmente de política, de direitos, de leis, àqueles que n tem.
    Esse país com dimensões e diversidade maior que o Canadá, nos últimos anos, está um país melhor é a ¨6ª economia mundial, ultrapassando o Reino Unido…E vai se tornar uma grande potência…quem faz um país é o seu povo. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/12/111226_grabretanhabrasil_ss.shtml

    • Felipe says:

      Primeiro problema do Brasil, eh que as pessoas acreditam realmente que estamos melhorando. Melhorar nao significa ser a 6 maior economia do mundo; melhorar significa:

      - NAO TER QUE ESPERAR 3 HORAS PARA SER ATENDIDO NO SUS;

      - NAO TER MEDO DE SER ASSALTADO;

      - TER ESCOLAS DE QUALIDADE, PAGANDO BEM OS PROFESSORES;

      - TER UM SISTEMA VIARIO DECENTE, NAO RUAS ESBURACADAS COM PEDAGIO A 5 REAIS (PESQUISE PEDAGIO NO RIO GRANDE DO SUL PARA VER);

      - TER AEROPORTOS CONFORTAVEIS E SEGUROS, NAO SUPERLOTADOS;

      - ETC ETC ETC

      Brasil melhorando? Para quem?

  111. Guiggsz says:

    “Enquanto no Brasil a gente ergue muros de 3 metros e põe seringas com vírus HIV no topo”

    Raxei. HSUAHSUAHSAUHSAU

  112. Mathadorszz says:

    Cara… essa é a diferença entre um país desenvolvido como o Canadá e um pais, acho q todos vcs vão concordar, q na maioria das vezes pode ser chamado de MERDA… Simplesmente isso… MERDA…
    Eu tenho certeza que se o brasil fosse melhor essas coisas listadas acima poderiam ser utilizadas aqui… mas pô… aqui o povo quer roubar coisas inúteis só por diversão.. quer fazer merda só pra aparecer… se o povo faz merda, o País tem que ser uma merda então

  113. Andrew says:

    é uma pena essas coisas não funcionarem aqui, seria bem mais pratico. :/

  114. patricia says:

    Olha,acho super interessante o modo como os canadenses acolheram tais práticas, mas pensando bem,não me importo em passar minhas compras no caixa independente do que estiver comprando, ir até as bancas comprar jornal e ainda de quebra bater um papo ncom o amigo jornaleiro folheando revistas,entregar o dinheiro da passagem para o cobrador que precisa do seu emprego e não precisar sair do carro para abastecer e olha que já vi em alguns programas pessoas sendo assaltadas e levando tiros quando saiam para abastecer e não eram situações ocorridas aqui no BRASIL. Enfim, quanto as casas ,pesquisas feitas pela polícia militar brasileira,afirmam que 71 por cento dos ladrões preferem assaltar casas com muros por ocultarem melhor a ação criminosa, talvez seja um dos motivos da alta taxa de roubos residenciais aqui.Por fim,é bom demais o calor humano brasileiro e poder ir a várias partes do Brasil de acordo com o clima ,pegar uma praia num calor intenso , fazer um grande churrasco na sua casa sem ninguém olhando e principalmente saber que o país,mesmo aos curtos passos está melhorando e caminhando com as próprias pernas sem ter precisado que um país milionário tivesse vindo e o ”descoberto” ,como foi o caso de países da América do Norte.CADA UM PODE SER FELIZ ONDE ESTIVER,depende de uma série de fatores ,inclusive,muita SORTE.