Eu estava aqui ouvindo o Azilacast sobre histórias de colégio (assine o podcast dos caras, é excelente) e me deu vontade de relatar algumas das minhas mais infames bagunças colegiais. Esses são os melhores assuntos pra textos no HBD, aliás, porque se você lê este site as chances de que você tenha um senso de humor semelhante ao meu são altíssimas.
Consequentemente, isso faz com que a probabilidade de você ter sido um arruaceiro mirim em seus anos formativos seja aproximadamente 115%, proporcionando identificação plena com os pequenos gestos de delinquência que você está prestes a ler.
Atenção molecadinha imberbe que lê este site: em primeiro lugar o Conselho Tutelar devia mandar prender seus pais, pois esse tipo de descaso com o conteúdo que você acessa pela internet é negligentemente criminoso. Em segundo, compreenda este texto como um manual. Imprima, leve pra escola amanhã, passe pros amiguinhos.
Papel higiênico molhado no teto do banheiro
Eis a segunda coisa mais divertida que você podia fazer num banheiro quando moleque: encher a mão com uma generosa quantidade de papel higiênico, pôr embaixo da torneira ligada — transformando a bola em papel machê — e em seguida arremessar a massa com força na parede ou no teto do banheiro. Ou, em momentos verdadeiramente mágicos, nos amiguinhos.
Arremessar no teto era o modus operandi tradicional, mas eu pessoalmente preferia jogar a bola de papel molhado na parede lá no fundo do banheiro. A distância maior entre o arremessador e o alvo conferia ao bólido molhado maior velocidade, e portanto maior força no impacto. A bola de papel molhado estourava com força na parede, fazendo aquele sonzinho incrivelmente satisfatório, com pequenos glóbulos de papel machê se projetando pra todo lado.
Essa brincadeira se tornou tão popular na minha escola que em breve o banheiro dos meninos parecia uma caverna cheia de estalactites brancas.
Desenhar pirombas nas cadeiras de desafetos
Boa parte do humor juvenil deriva-se de insinuação (homos)sexual, e essa brincadeira era um bom exemplo desse padrão.
O chiste consistia em desenhar na cadeira de um coleguinha — obviamente sem seu consentimento — uma realística (apesar de amadora) reprodução da genitália masculina em estado de plena ereção. Uma tilápia plenamente entumescida.
Na falta de canetinha hidrocor que permitisse o desenho na cadeira, valia também desenhar a jeriboca num pedaço de papel e repousa-lo na cadeira.
Aguardava-se então que o alvo retornasse ao seu assento onde, sem perceber a obra de arte impressa nele, sentaria-se tranquilamente na piromba rija desenhada em sua cadeira. Aos galhofeiros, sentar na estrovenga — ainda que sem conhecimento disto — era equivalente à admissão de aprazo por catramalhos.
Daquele dia em diante tanto fazia se você confessasse a plenos pulmões no meio do pátio da escola que deleita-se ao ser penetrado analmente por alterofilistas afrodescendentes, porque você seria tratado exatamente da mesma forma.
Os colegas mais escolados tinham a manha de olhar a cadeira antes de sentar. Isso provocou uma corrida evolutiva; os galhofeiros adaptaram-se à estratégia das presas desenhando a piroca vascularizada num pedaço do papel e aguardando até o último instante pra coloca-la na cadeira — ou seja, nanossegundos antes do sujeito sentar-se.
Era preciso ardil: o alvo ia sentando na cadeira e tu jogava rapidamente o papelzinho entre a bunda do cara e o assento. Manja quando os Caça Fantasmas habilmente jogavam aquela armadilha bem embaixo pros desencarnados, capturando-os?
Era mais ou menos isso, só que com uma piromba desenhada a Bic.
Jogar giz no ventilador
Essa era a nossa versão da roleta russa. Na época em que ainda existia giz — meninada mais nova, giz era uma substância cujo pó rendia aos professores um troquinho a mais no salário –, alguns coleguinhas roubavam o instrumento daquela caixinha em que os professores os guardava. Em seguida, quando ninguém tivesse olhando, o safado arremessava o giz com força contra as pás do ventilador.
O giz era fatiado instantaneamente, liberando uma pequena nuvem branca e propelindo fragmentos de giz em direções completamente aleatórias mas que por motivos misteriosos sempre me acertavam na orelha. A turma rejubilava, e o pessoal catava do chão os restos mortais do giz pra um segundo round.
Eventualmente a prática foi atualizada: migramos do giz às canetas (geralmente “emprestadas involuntariamente” de membros não-cooperativos da nossa sala). Quando o sujeito não estava prestando atenção, afanávamos aquela sua caneta Bic 4 cores que se tornaram símbolo de status escolar nos anos 90 e jogávamos em direção ao ventilador. A caneta explodia num vestival de tinta e fragmentos, as suas tais 4 cores tingindo a galera na área de impacto.
Mas essa não era a única gozação que envolvia o ventilador. Tinham também as…
Notinhas com trollbaits
Estas notinhas com pegadinhas eram essencialmente os precursores — os Neandertais, if you will — das tuitadas trollbait que a gente gosta tanto de soltar pelo tuíter da vida afora e eu não não sei pra onde estou indo com essa frase.
Funcionava da seguinte forma: escrevia-se num pecadinho de papel uma mensagem como “de quem é esse sapato no ventilador?”, com a instrução “passe adiante” embaixo em letrinhas miúdas. O sujeito abria a nota todo desconfiado, e em seguida olhava para os ventiladores. O autor da nota começava a rir, o sujeito entendia que foi engambelado, e passava a nota adiante.
A nova vítima abre o papel — da mesma forma desconfiada do seu antecessor –, e olhava prontamente pros ventiladores. Nada neles, obviamente, e o autor da nota e a primeira vítima riem da cara do terceiro. E isso ia se espalhando pela sala feito vírus.
A outra modalidade da brincadeira da notinha (lembra que eu falei que brincadeira escolar frequentemente fazia alusão a sexo?) era escrever nela algo que afrontasse a masculinidade de quem a lesse.
Uma rima popular passada nessas notinhas era “se você deu a bundinha, dê uma risadinha”. A natureza quase lúdica da composição — combinar o pecaminoso ato de sodomia com diminutivos — provocava inevitavelmente no mínimo um sorriso de lado. Nos piores casos, a audácia da rima fazia com que a vítima risse pra valer. E ai de você se este é o seu caso.
Aos autores da galhofa, isso era indistinguível da admissão plena de que você passa suas noites prestando favores sexuais a todos os vigias noturnos do seu bairro. E quanto mais você proteste a acusação, mais convencidos eles estarão de que o único esporte que você pratica é o levantamento de jibóias.
Deixar anotações para as turmas do outro período
Eu adorava essa. Por motivos inexplicáveis, sempre existia uma rivalidade entra as turmas da manhã e da tarde. O pessoal da turma da manhã considerava a galera do turno vespertino vagabundos incapazes de acordar cedo para estudar; já o pessoal da tarde achava a galera do período matutino uma cambada de CDFs arrogantes e infelizes por não poderem assistir TV Colosso.
Como expliquei neste texto,
Sem contar que rola uma inversão do sentimento de propriedade: durante toda a minha vida, vi as escolas que frequentei como a “minha” escola. Aquele é o meu mundinho, os meus amigos, a minha sala, a minha carteira. Ir à escola de manhã é como explorar uma dimensão paralela em que a sua escola pertence a outros moleques.
Outro resultado curioso do breve contato com a molecada do turno da manhã é que foi quase como visitar outro país e descobrir pela primeira vez as opiniões deles sobre a sua terra natal. Por exemplo, descobri que a turma da manhã considerava os alunos da tarde vagabundos (por serem incapazes de acordarem cedo) ou problemáticos (e por isso os pais os matriculam pras aulas vespertinas, assim a pivetada está longe de casa durante a tarde e os pais podem finalmente relaxar).
Os universos da galera do turno da manhã e do turno da tarde tinham pouquíssima interseção. A única forma de se comunicar com a outra turma era mocozar na sala anotações endereçadas à galera do outro turno. Tais notinhas eram sempre provocativas e que questionava a orientação sexual e/ou a castidade de suas mães do pessoal da outra turma.
Valia de tudo — esconder notinhas em cima do ventilador no final das aulas (para que esvoaçassem pela sala quando o mesmo fosse ligado pela próxima turma a usar a sala), pixar as carteiras, grudar notas atrás das cadeiras… Era meio como jogar uma garrafa com uma mensagem ao mar, se esta mensagem acusasse o hipotético leitor de, em seu tempo livre, manipular gerebas rígidas de todo aquele que requisitar tal serviço.
Era legal poder zoar os outros desse jeito sem ter que se preocupar com polícia ou advogados, como é o meu caso atual…







Engraçado mesmo era botar pó de giz em cima das pás do ventilador num dia quente.
Eu fazia questão de pedir pra ir no banheiro pra saberem que fui eu mas sem provas ninguém podia fazer nada.
Melhor sentimento do mundo é o de impunidade XD
hahahahahaha
pior que é verdade
ja passei por tudo isso …
alias, todos nós ne?!
bons tempos
Gostaria de saber onde o Izzy aprendeu todos esses adjetivos para pênis!
Putz, belo texto.. me identifiquei deveras… E acredite ou nao, as notinhas das risadinhas estavam em voga até a minha epoca de faculdade, heheheh… a galera nao presta mesmo, huahuahua.
Abraço Kid!
Legal!
Não vai dar pra imprimir e levar pra escola amanhã, pq a maioria está de férias
Primeira vez que leio um texto do Izzy que já não tem cento e caralhada de comentários…
Todos os seus exemplos são clássicos absolutos, kid.
Me lembro que, durante o intervalo, minha turma ficava dentro da sala de aula desenhando caricaturas e escrevendo ofensas a algum desafeto com giz na lousa. Detalhe que molhávamos o giz antes do ato.
A graça, mais tarde, era ver a professora tentando violentamente apagar aquela merda impregnada na lousa, sem sucesso.
E aqueles desenhos de pirocas na boca de nossos inimiguinhos ficavam lá até o fim da aula.
Tinha também as brincadeiras mais violentas, que envolviam cuspe, tapas, bombinhas no banheiro…bons tempos.
O bom mesmo é mixar as brincadeiras, experimente jogar as bolinnhas de papel higiênico nos ventiladores, isso sim é animal!
Esse texto foi épico, Quide. Sentimento de nostalgia batendo forte.
E btw, no meu colégio a versão do papel-trolbait era “de quem é aquele caderno no teto?”. O auge da trollagem ocorreu quando uma infeliz mulher que foi fazer uma aula de orientação sexual na nossa sala pediu para fazermos perguntas em bilhetinhos anônimos. Em meio a perguntas sérias, obviamente o papel-trollbait chegou às mãos da moça, que invariavelmente olhou para cima.
E a turma toda entrou em convulsões epiléticas no mesmo instante.
P.S: Não sabia que pirocas poderiam ter tantos nomes diferentes
Fiz quase todas!
Admito: cometi algumas dessas!!
Texto muito bom, Kid. E o Azilacast é maneiraço, já sou fã!
bem superficial o texto
A melhor é a zoando o povo do outro período. Quando eu era da sétima série, rolava uma puta guerra com os caras do 2º ano do médio que sentavam na minha mesa(lembrando que se mudava de sala em cada aula), e também adorava encher o teto com papel higiênico. Mas a da piromba me ferrou legal.
Fiz isso com um cara, e ele descobriu que fui eu. O filho da puta, quando eu fui sentar, meteu meio potinho de cola tenaz na minha cadeira, e sentei, ficando de rabo branco. Tive que fingir dor de cabeça e ir embora na hora hahaha
Haha, sensacional. Lembro de ter feito pelo menos a primeira.
A gente jogava borracha no ventilador. A velocidade com que a borracha subia era a metade da velocidade com que a gente procurava abrigo sob as mesas.
Não só seu caso atual Kid.
Atualmente, nos dias de hoje, a molecada acha o mais divertido pedir para o pai contactar um advogado para sodomizar o garoto que zoou ele.
Digo isso pois tenho um irmão de 10 anos (fruto do segundo casamento do meu velho), e qualquer zoeira na escola dele acaba com o rótulo de “Bullying-destruidor-de-infâncias-opressor-moral-dos-bons-costumes-cristãos-e-sociais”, e os pais de todo mundo tem que comparecer para uma interminável DR.
Bons tempos de chá de cueca (ou cuecão, dependendo da região da pessoa), estojos nos ventiladores, pó de giz em cima das aletas dos ventiladores, etc, etc, etc…
Acho justo.
SEU CASO ATUAL?
Tulla Luana processando o Kid com vontade.
kid, muito bom mas… ainda se usa giz nas escolas brasileira(maioria)
E os professores também não ganham nenhum centavo a mais por causa do pó.
não sei onde você estudou, mas eu não vejo mais um quadro negro e giz desde 98..
Muitas escolas públicas usam ainda giz, em pouquíssimas e nas escolas particulares se usa piloto ou canetão (dependendo da região).
Na sala de aula eu costumava acertar os amiguinhos com bolinhas de papel molhado zarabataneadas pelo tubo de caneta bic. Desenvolvi uma técnica ultra-rápida de recolocar a carga da caneta e recomeçar a escrever para não ser pego pelo alvo.
Outra variação era usar um elástico de dinheiro para lançar pedacinhos de papel dobrado na direção de seus colegas de sala. Às vezes era o próprio elástico que assumia o papel de munição.
Ah, participei de muitas dessas brincadeiras, nem sempre como autor.
Lembro de um dia épico em que um maluco jogou uma borracha no ventilador e as pás a rebateram direto pra lâmpada florescente!
Parecia que eu estava jogando Gears of War e alguem tinha soltado fumaça.
\o/ eu ja fiz quse todos, menos a do giz =(
ah, a da piromba que eu disse, era com corretivo, pintado na cadeira. Só tinha graça se a pessoa sentasse c a cadeira molhada.
faltou colar adesivos nos outros
o mais foda era quando o cara ia sentar tacar o adesivo do cadeira e torcer pra parte da cola cair pra cima
Falou de todas as que eu conheço, e até outras que eu nunca tinha ouvido falar. E esse negócio de rivalidade entre turma da manhã e da tarde é bem verdade.
(…penetrado analmente por alterofilistas afrodescendentes…)
O Canadá fez tu esquecer aquelas aulinhas de português da quinta série, Quide? Se escreve “halterofilistas”, com “h”.
provavelmente é trollbait…
Talvez o Kid seje analfabeto.
1st??
Desenhar pirombas em folhas aleatorias do caderno e usar a mochila como bola para “brincar” de futebol kombat. Além de brincar de dar tapa na pessoa quando estava distraida…
Eu lembro que existe algo pior para uma criança que ofender a mãe ou chamar de viado: dar um tapinha na cara…
Aparentemente não sou só eu que tô com preguiça de comentar…lol
tinha a clássica “escrevi e sai correndo pau no c. de quem tá lendo”, pixado na parede do banheiro
“Escrevi e saí correndo pau no cu de quem ta lendo”,esse era o papelzonho que era tipo um spam na época. Hoje em dia a cambada brinca de fazer filhos.
Tô pasmo de você não ter citado aquela de colocar pó de giz no ventilador desligado. É cruel.
kkkkkkkkk muito bom o texto kid como sempre, mas e o HBDTV? Vai fazer quando?
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Nunca tentei jogar a caneta no ventilador nem passar notinhas com trollbaits. Mas Fevereiro que me aguarde!! Obrigado pelas dicas, Izzy!! Você é o melhor.
além dessas brincadeirinhas, na minha sala tínhamos a mania de puxar a cadeira quando o colega ia sentar, era cada tombo melhor que o outro, era bom ser criança!!
Até alguem fuder a coluna por causa disso, hehehe…
Isso não tem a MENOR graça, babaca.
Alguém aqui andou sentando no vácuo..
tem sim Filho da Puta!!!
Eu já quase quebrei o pescoço por causa do retardado ter puxado e eu ter batido com a nuca na cadeira, fiquei desmaiado por um tempo .-.
HAHAHAHAHAHAHAHA. Chorei de rir, Kid. A parada do papel higiênico, eu não praticava, mas na quinta série, o banheiro vivia cheio disso. Quanto às canetas, elas devem ter ficado mais resistentes, ou os ventiladores mais fracos, elas não espatifam mais como vc mencionou, no máximo dá um rachadinho ao longo da lateral. Ano passado a galera ficava jogando borracha também.
Excelente texto, nem lembrava de algumas dessas coisinhas… e eu já fiz praticamente tudo.
O melhor foi quando escreveram na lousa “tem um texurro no lustre” (sim, texurro. Não me pergunte o que é isso, nem o autor da frase devia saber) e cada um que caia esperava os outros entrarem na sala pra rir dos desavisados. Até que a sala toda estava lá aguardando a professora entrar, e invariavelmente verificar o lustre em busca da anomalia genética mencionada na lousa.
Estripulias fracas…. Você era um nerdzinho desde sempre Kid…. Shame on You!
Que bom que eu ainda estudo e faço… Quase tudo isso.
Quide, você é um “deabo”, viu?
Aliás, você me ensina a programar em html?
Faltou aquela de puxar a cadeira do colega q ta sentando!!classica!!
Primeiro (eu acho)
Quem nunca fez nada disto atire a primeira pedra.
Kansas forever
rsrsrsrsrsr
Eu fazia várias dessas coisas….
Uma variação era colocar pó de giz nas pás do ventilador da outra turma na hora do intervalo….
Já fiz todos na “minha época”.
Mas hoje (acho que) não pega bem eu fazer isso no 5º ano de direito. rs.
kid vai ficar obeso de tanta brincadeira de escola no cu
É o seu trabalho ou algum desejo subconsciente que lhe faz pesquisar tanto sobre sinônimos da genitália masculina, conhecida pelos médicos por pênis e pelo popular por caralho? Nunca vi alguém não repetir sinônimos em um texto a respeito do órgão reprodutor masculino.
Sobre o texto: realmente nos divertíamos fazendo “traquinagem” nas aulas e levando à tormenta professores menos afortunados de compreensão. O problema é que quando o efeito disso atingia diretamente o dito cujo, rendendo reações adversas, desde uma saída repentina da sala de aula até mesmo um pedido (nada) gentil para que os menos comportados se retirassem da sala de aula.
PRIMEIRO?
ainda existe gente q faz isso??? sério??
FIRST
HBDIA, minha fonte diária de risadas e dicionário prático online para gírias e sinônimos para pênis.
A maior parte dessas parlapatonices aí, acontecem na minha escola em pleno 2011.
Só que a gente tem uma variação:
Em vez de caneta bic ou giz, jogamos aqueles sachêzinhos de maionese, ketchup ou mostarda.
O efeito produzido é épico, e provavelmente o unico uso praquelas merdas, que não tem gosto de maionese nem a pau
Um dos melhores textos, Kid. Morri de rir!
Tinha uma aprontada com professores que era molhar o apagador.
Uma das turmas em que estudei se comunicava com a turma do lado passando “faxes” pelo espaço entre a divisória e a parede.
Uma notinha clássica era aquela escrita “vire” dos dois lados.
Trollagens modernas (Fiz na faculdade pq na minha época de escola também só tinha Giz):
Sabe aquele PC que fica na sala de aula pra usar no projetor? Então:
1 – Tire um printscreen da área de trabalho.
2 – Coloque o printscreen como papel de parede do windows.
3 – Esconda o menu iniciar, ícones, enfim, qualquer coisa clicável da área de trabalho.
4 – Divirta-se com o professor tentando clicar em vão no print.
Tem também a do projetor:
1 – Inverta a imagem do projetor nos menus (dá pra colocar como espelho, de cabeça pra baixo, ou melhor ainda, os dois juntos)
2 – Use suas habilidades visuais para, mesmo com tudo invertido, colocar a linguagem dos menus em Japonês.
3 – Nada paga a cara do professor espertalhão apertando menu pra mudar a imagem e se deparar com um menu em japa.
Israel, obrigado por me fazer lembrar dos meus momentos de infância e início da adolescência nas escolas públicas onde passei (foram duas), mas como sou suburbano e carioca, as coisas por aqui eram mais… digamos, dolorosas. Uma das brincadeiras – estúpidas – da turma era a famigerada “Licença Moca”. Era assim: o participante que levantasse da cadeira, ao sentar-se, teria que pedir licença em alto e bom som. Caso esquecesse ou não fosse escutado (fato comum e que gerava debates intensos, mas nunca “porrada lá fora”), os outros signatários dessa merda – ou um, no caso do professor estar em sala (geralmente o que tinha a moca mais forte) aplicava a moca (também conhecido como cascudo tunado, pois no golpe, o polegar servia de base ao dedo médio, que tornava o cascudo contundentemente perfurante), óbvio, por trás, de maneira covarde . O incrível é que, quando o mestre estava na sala, o agente do mal se movia tão sorrateiramente que eu cheguei a conclusão, agora, enquanto escrevo o texto, que o criador de Metal Gear só pode ter estudado numa escola pública de subúrbio. Depois da moca, havia uma explosão de gargalhadas na sala. Curioso é que, apesar dessa estupidez, havia um código de conduta com uma regra: não se podia fazer reclamação com professores ou pais. E, nos meus, sei lá, 6 anos que vivenciei isso, NUNCA houve incidente deste tipo. A “Licença Moca” não era uma brincadeira constante; iniciava-se no final do turno, meio que para quebrar o tédio, uma vez por semana (ou menos) e era passada de boca em boca (“aí, licença moca, hein!”).
nessa de jogar giz no ventilador, uma vez me empolguei e joguei o Errorex (ainda falam assim?).
resultado: estraçalhou uma lampada, chovendo caco de vidro em todos moleques, que me custou uma semana da mesada =/
BITCH PLEASE
O negócio era pegar um rojão de 12 tiros, encher a boca dele com farinha esconder no banheiro, colocar uma vela como bomba relógio e após o intervalo escutar o estrondo gigantesco e sua turma ser dispensada.
BITCH PLEASE
O negócio era pegar o fio do alarme, fazer uma extensão e colocar no portão, qdo tocasse os nerds otários (vulgo 30% dos leitores do HBDIA) levarem choque, pra largarem a mão de ficar no portão esperando pra entrar na sala.
Izzy, vc foi Padre Cícero perto do que eu fiz.
Lendo cada um desses tópicos me veio à mente as imagens correspondentes a cada uma dessas situações. Nivel de nostalgia: EPIC.
A gente pegava apostila dos mais desprovidos de neurônios, tirava as espirais, embaralhava as páginas e colocavamos as espirais de volta. Imagina a cara do cidadão quando o professor pedia pra abrir na página 127.
Muito Bom Kid! Mais uma vez um texto de ótima qualidade. Enfim, sobre desenhar pênis nas carteiras de terceiros, no meu tempo era quase impossível escrever de caneta (impossível não,digamos fácil de apagar) ,porém, nós pegávamos estiletes e “rasgávamos” o assento da carteira em forma do genital.
O que eu fazia regularmente era desenhar as pirombas nas cadeiras dos colegas usando o giz branco e ficava quieto … a cadeira funcionava como um carimbo e assim que o sujeito levanta-se ele teria uma impressão exata de um cacete na parte de tras da calça …. isso sim era comico …
*halterofilistas
Como alguém aí de cima disse, nunca vi tantos adjetivos para o órgão genital masculino. Você se superou, Izzy.
A única coisa que não fiz foi desenhar pirombas, porque sou menina e rola todo aquele preconceito haha. Gosto muito daquela de amarrar uma mochila na outra, depois na carteira e nego ficar 3 horas pra descobrir onde começa a caçamba do nó hahah. Jogaram minha mochila no lixo e me zoaram, fui lá e rasguei apostila, cortei mochila e estojo do nego no meio, não sobrou migalha hahha. Colegial, essa época mágica.
O Papel molhado é na cara dos coleguinhas
Maldita época em que a mania era baixar as calças dos colegas em meio ao pátio lotado.
Aqueles shorts e calças de tectel com um mero cordão ou elástico segurando a calça na cintura, em um simples puxão ia pro chão e começava a tiração de sarro.
Fiz muito disso e levei muito.
Época d interclasses o q rolava d palavrão e “pêa” não era pouco… hahahaha
Eu gostava de cagar na pia do banheiro.
Quero compartilhar algumas, mas não vou descreve-las tão bem quanto você.
1 – Rabiscar em todas as folhas de um caderno alheio, em branco ou não, um grande risco ou uma frase do tipo “passei por aqui”.
2 – Jogar os cadernos dos outros no telhado da escola.
3 – Pendurar as mochilas no mastro da bandeira.
4 – ameaça de bomba.
5 – sachê de catchup na cadeira do professor.
Minha turma era mais cruel. Quando uma gordinha entrava na sala logo começa um barulho de missel caindo, e coidado da moça quando sentava. a turma toda gritava bum e alguns se jogavam no chão fingindo ser vitima do impacto.
Tinha também o ato de passar corretivo na cadeira e esperar a vitima sentar, com o tempo as pessoas começaram a colocar papel para nao sentar no cirretivo, como o papel era branco as pessoas continuaram colocando corretivo, so que sobre o pael, por isso as pessoas passavam a mao para ver se o papel tava sujo. ai alguem colocava uma taxinha fazendo com que a mao do individuo furasse.
bacana era colar a caneta do amigo otário com super cola.
eita,primeiro comentário do ano!
(eu acho,sabe-se lá quantos comentários aguardam moderação…)
UIAHUAHIA MTO BOA…. PÓ-DE-GIZ, OU O PRÓPRIO APAGADOR TBM ERAM COLOCADOS NAS PÁS DO VENTILADOR, O Q NO CASO DO APAGADOR SEMPRE RESULTAVA EM ALGUM GALO NA PRÓXIMA TURMA… UIAHIUAHHA UMA VEZ COLOCAMOS UM MORCEGO MORTO IMAGINA O ROLO…… MTO BOM O TEXTO…
“A distância maior entre o arremessador e o alvo conferia ao bólido molhado maior velocidade, e portanto maior força no impacto.”
WTH?
Sei lá mano, sou burro.
Um coice!
O que eu fazia era pegar uma folha de papel e encher com pentelhos e mandar a galera colaborar com o chumaço e depois passar a folha dobrada pra aquela menina chata da primeira fila escrito “leia”.
Quando ela abria a folha uma moita de pentelhos caía sobre suas pernas, geralmente gerando um grito seguido de choro e professor indignado.
Esse sim é hardcore!
Qnd eu era moleque la na 5a serie tirava queijinho do pau e grudava na cadeira das colegas. Um dia tirei queijo dum sanduba e coloquei e mina sentou e depois da aula tava uma gordura nojenta na saia dela toda.
Na minha escola anterior, o negócio era hardcore. Na falta de canetas, tinha gente que literalmente entalhava trolhuços nas cadeiras de estudantes incautos, e isso era motivo pra que 90% das cadeiras da sala fossem inutilizadas. Bons tempos aqueles.
Véi, dou risada demais com o jeito do senhor Kid escrever. Genial!
Ahhh
Quase fui expulsa da escola porque desenhamos na carteira a “Surubada do Elias”…muito bom, faria tudo de novo…
A propósito Kid, eu diria que seu jeito de escrever me lembra um pouco o do Caio Fernando Abreu, se ele fosse mais…”cotidiano” do que foi…
Parabéns!
Bjs
No meu colégio a brincadeira de jogar giz no ventilador era a mais engraçada… Então o inteligente que voz escreve resolveu “aprimorar” o negócio, jogando o compasso no ventilador, que tinha as pás de ferro… Resultado um grande estouro, fiquei desesperado procuanrdo o artefato, quando vejo a professora de física paralisada com o compasso cravado no quadro negro a mais ou menos uns 3 centímetros de sua cabeça…. Eu,fui suspenso e ela não leciona mais….
Q mico… Ainda bem a o pessoal não gostava dela, então me tornei a sub-celebridade da semana.
hahaha Eu já fiz a maioria, só não desenhei pirombas porque sou menina e rola todo aquele preconceito²
mas lembro de muita coisa que minha turma fez…
Minha sala (na época) era considerada a mais satânica de todas KKK todos os professores odiavam dar aula para nós porque sempre estávamos aprontando.
Lembro que a gente tinha um grupo que aterrorizava escola.
todas essas citada no post eram clássicas. Uma vez o “grupinho” começou a fazer guerra de argila e um pedaço do tamanho de uma bola de golfe foi parar grudado na lousa a uns 5cm de distancia da cara da professora, , guerra de giz, guerra de lapiz (uma vez acertaram o rosto da professora),GUERRA DE COMIDA KKK essa foi a melhor de todas, mijar no banheiro inteiro, colocar tachinha nas cadeiras, a sala inteira dormir na aula, entre outras que eu nao lembro agora…
Que saudade dessa época maravilhosa que ninguém se importava com essas merdas de bullying e o caramba… era todo mundo amigo de todo mundo(:
Sem ki-suco no bebedouro?
Nem corretivo fresco na cadeira dos outros?
esse post merece um round 2