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Sobre dar nomes aos filhos

Postado em 23 January 2012 Escrito por Kid 218 Comentários

Essa situação aí da Luíza e do Canadá, que a esta altura já passou de validade e encontra-se fedendo e levemente esverdeada num canto esquecido da geladeira da internet, me fez pensar em algo da minha infância — as zoações com os nomes dos outros. Vou explicar a correlação.

Como expliquei antes, fazendo o Canadá uma parte da minha identidade virtual, o fenômeno da Luíza teve um efeito colateral meio chato — centenas de neguinhos fizeram a mesma piada do “menos o Izzy Nobre, que está no Canadá”, diversas vezes por dia.

Você pode ter achado aquele meu texto ranzinza, mas obviamente isso acontece porque você não estava na minha posição. Durante uns 2 ou 3 dias minha aba de mentions no Tuíter ficou inutilizada tamanha era a incidência dessa genial piadinha. E o mais chocante: apesar dela ser feita literalmente centenas de vezes por dia, cada um dos comediantes que a fazia devia estar se achando um gênio da fina sátira.

E isso me lembra muito dos meus tempos de colégio. Como deve ser de conhecimento geral, crianças são a encarnação do demônio na terra, com a única missão de espalhar o mal pela terra. Qualquer pessoa que creia na suposta pureza infantil certamente não frequentou os mesmos colégios que eu.

Pra você ter uma noção da lucifridade que habita o coração das crianças, contar-te-ei a história de Fabrício. O Fabrício era um garoto que frequentava minha escola entre os anos de 90 e 94. Tanto ele quanto a sua prima Carol, que também frequentava nossa escola, tinham Síndrome de Down.

Não sei se colocar crianças com problemas de desenvolvimento em classes normais era uma sem-noçãozice do passado, ou se é algum super método pedagógico Piagetístico usado até hoje. O que acontece é que a molecada da escola (eu incluso, admito com total vergonha) via o Fabrício como um alvo de atormentações.

Conheci o moleque em 1990, quando eu fazia a alfabetização. Ele já era consideravelmente mais velho que a molecada da sala, tinha uns quatro anos a mais que a gente. Ele foi o primeiro moleque na escola com aquele bigodinho imberbe de cobrador de ônibus, aliás.

Por causa dos problemas mentais do garoto, apenas quatro anos mais tarde ele iria finalmente concluir a alfabetização; então sempre tinha essa piadinha cruel do “hahaha o Fabrício repetiu a alfabetização de novo!”.

Nos anos seguintes o pessoal partiu pra algo mais agressivo — atormentar o moleque (fisicamente) apenas pra ser perseguido pelo pátio da escola por ele e ver quem eventualmente apanhava. Se tivéssemos dinheiro naquela época, era capaz até de rolar apostas.

Como o maluco era quatro anos mais velho que a gente, ele era maior e mais forte, e nisso residia a emoção da brincadeira. Essencialmente transformamos isto:

Nisso:

E Jesus dizia que o céu era das criancinhas, pois estas são puras de coração. Mano, quer crueldade maior que atormentar uma criança com síndrome de Down numa sadística versão escolar de roleta russa?! Em 27 anos fazendo merda, as brincadeiras com o Fabrício são a coisa de que mais me arrependo na vida inteira. E olha o tipo de merda que eu já fiz.

O que me dá uma certa angústia é saber hoje que a escola provavelmente estava ciente desse bullying mas não fazia nada. Presumo que eles não faziam nada porque jamais vi ninguém ser punido por atormentar o moleque, ou ser educado em relação à condição dele. É revoltante.

Então, meu ponto é que a criançada é infernal. E umas das maiores fontes de zoação vinham do nome do sujeito. Por exemplo: na segunda série, estudei com um garoto chamado Mário. Obviamente, a professora era a única que o chamava pelo seu nome de batismo. Pra todas as crianças da escola, ele era o Super Mario. E isso o deixava visivelmente irritado.

Esse jogo de associação livre (pegue o nome do sujeito e combine com qualquer coisa levemente relacionada) me rendeu apelidos como “Palestina” ou “Israelita” — este último sendo particularmente comum nas escolas religiosas em que estudei, onde o povo escolhido de Deus é um termo frequentemente mencionado.

Nessa aí, Paulo César virava PC Farias, Fernando virava Fernando Collor, Ricardo virava Ricardão, e por aí vai.

Rimas com nome era outro negócio problemático, especialmente para mim. “Israel” rima, desgraçadamente, com “pastel” — que tratave-se, coincidentemente, do meu lanche favorito na lanchonete da escola. Aí pronto, virei “Pastel” por vários anos.

Pior ainda, Israel rima com “anel” também. Evidentemente a molecada jamais me deixaria esquecer disso, até musiquinhas celebrando a rima e minha suposta homossexualidade compuseram. Ou é “comporam”? Não sei, sou burro.

Não importa que escola eu frequentasse, essas piadinhas aconteciam espontaneamente em questão de minutos após a molecada aprender meu nome. É como se houvesse um gene adormecido em cada um dos meus coleguinhas de sala que os tornavam exímios zoadores de nomes.

Diga-se de passagem, estudei em diversas escolas:

1990 – Colégio Evangélico. Fortaleza, CE (foi aí que conheci o tal Fabrício)

1991 – Escola Estadual Carlos Dietz. Londrina, PR

1992 – Colégio Adventista. Londrina, PR

1994 – Colégio Evangélico (a família retornou a Fortaleza. O Fabrício ainda estudava lá, e ainda estava na alfabetização)

1997 – Colégio Adventista. Fortaleza, CE

1998 – Colégio Cora Coralina. Fortaleza, CE

1999 – Colégio Evolutivo. Fortaleza, CE (este veio a fechar as portas no ano passado, aparentemente)

2000 – Colégio Dom Pedro II. São Luís, MA

2001 – Colégio MENG. São Luís, MA

OITO escolas diferentes. OITO turmas totalmente diferentes. E de alguma forma as piadinhas com o meu nome eram SEMPRE AS MESMAS.

E foi isso que mais pensei enquanto me mandavam aquela avalanche de piadinhas em relação a Luíza e Canadá. Tal qual a molecada com quem estudei, cada um desses caras fazendo essa gracinha deveria se achar o suprasumo da criatividade humorística, apesar de estar repetindo a mesma piada que centenas fizeram antes dele…

E por isso eu agora começo a pensar “qual seria o MELHOR nome a dar para o meu filho, um que tornasse-o completamente imune de gracinhas escolares?” Inicialmente, achei ter decifrado o problema: dando ao moleque um nome que componha uma frase auto-zoatória, ninguém seria capaz de perverter a alcunha do meu rebento. Como você tiraria onda de alguém chamado “EU DOU O CU” sem automaticamente zoar a si próprio? “Ei, EU DOU O CU, tu é um filho da puta!”?

Obviamente segundos mais tarde eu atentei para o fato de que dar um nome que siga essa estrutura tornaria o trabalho dos bullies mais fácil, na verdade. Alguém cujo nome é “Eu Dou o Cu” não precisa que zoem seu nome. Ele já foi devidamente zoado por seus pais antes de nascer.

Qual seria o nome mais imune de brincadeiras escolares então…? Isso é uma tarefa mais difícil do que eu imaginei. Se até meu nome, que tem o significado mais magnânimo possível, era alvo fácil dos piadistas, imagina um pobre coitado chamado “Rodrigo” ou “Joaquim” ou “Marcelo” ou “Paulo”! Tenho até pena dos possuidores destes terríveis nomes.

Me ajudem aí nos comentários.

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Categorias: Vida maldita

About Kid

Kid, ou Izzy Nobre como me conhecem no tuíter. Até "Quide" serve. Tenho 27 anos, moro no Canadá há quase uma década, e escrevo bobagens que vocês por algum motivo gostam de ler. Meu pai foi pastor evangélico, minha mulher é gringa, e eu curto tecnologia. Resumidamente, é isso. Quer o dossiê completo? Clicaí.

218 Comentários \o/

  1. Iverson says:

    Post pertinente, minha mulher está grávida e estou no mesmo dilema.

    Venho de uma família que é, por assim dizer, bastante criativa ao nomear nascituros. Exemplos: Iverson, Jognes, Reguzina, Roberlei, Lodismar, Sidney (para mulher)

    Eu não tive tanto azar e nunca zoaram meu nome. Apenas meu sobrenome, que é de fuder também, quase só tem consoantes naquela merda.

    Resolvi batizar meu filho/minha filha com nomes comuns, fáceis de escrever e nem tinha me passado pela cabeça a possibilidade de bullying futuro. Merda, vou ter que começar tudo de novo?

    A propósito, havíamos escolhido os nomes Gustavo ou Thaís, dependendo do par de cromossomos sexuais da pessoa.

  2. alpha says:

    meu nome ra tão escroto que eu entrei com uma ação de retificação de registro civel para substituição do prenome e ganhei!

  3. Gustavo says:

    Acho que é melhor optar por nomes mais “neutros”, digamos assim, como Bernardo, Marcelo, Fernando. Estes, obviamente, admitem apelidos relacionados ao nome, como “Be” ou “Nando ou “Fe”, mas acho que é um pouco mais difícil de serem relacionado com piadas e coisas do gênero.

  4. Zé Pequeno says:

    Coloque um desses no seu filho que ele será uma criança muito feliz:

    Para meninos:
    - NicoLAU
    - EsaÚ

    Para meninas:
    - PaÔLA
    - RaimUNDA
    - AntoniETA
    - MalÙ
    - AnETE

  5. Bruno Cabete says:

    dê um nome em binário

  6. Olha, meu nome é Fábio e a única relação que fizeram com meu nome foi “Sábio”, o que não é, de forma alguma, uma coisa ruim.

    Mas ainda não entendi pq diabos vocês estudou em tantas escolas diferentes. Nas trocas de cidade eu entendo… mas dentro da mesma cidade?

  7. Guilherme says:

    Guilherme a galera nunca acha uma rima boa. Me zuavam porque eu era gordo .-.

  8. Bráulio Kingsley-Nobre, obviamente.

  9. ulisses says:

    Na 3a série eu tive uma colega com síndrome de down, que tinha 15 anos. Não lembro de ninguém zoar com ela. Não sei se era por ser menina, mas até onde me lembre todo mundo respeitava. Talvez isso venha do berço…
    Imagina quantos “Guimarães?” eu ouço quando depois que digo o meu nome. Tá cheio de Ary Toledo por aí.

  10. Edu says:

    Bom, nunca fui zoado pelo meu nome. Pelo que me lembro só um ano no colégio brincavam de Du, Dudu, e Edu, por conta de haver mais dois Eduardo’s na sala. Meus apelidos surgiam por conta de características físicas ou bobagens marcantes que eu fazia. Curiosamente a estudar com mais Eduardo’s já era faculdade.

    Quanto aos nomes, qualquer coisa que não seja uma Valdirene, Valdileisson, Lindomar, ou outra invencionice bizarra está bom. Acho que faz parte ser zoado um pouco na infância.

  11. A sua busca de nomes para não serem zoados, com certeza é dificil, já que além das rimas, tem os problemas de associações, do tipo, toda criança que se chamava Justim hoje em dia se fudeu, ou de qualquer criança que tenha um nome de um artista conhecido, ou que um dia vai ser o boom na midia, e ser zoado e etc.

    Nomes complicados podem diminuir esse tipo de coisa, mas podem criar outros, tipo aquele bebé com o nome Dovahkiin lá, talvez com a pentalhada sabendo que ele ganhou jogos gratis ou por que o nome veio de uma língua de dragão criada pelo um jogo e etc, mas o proprio pode ser zoado exatamente por isso, eu considero um nome muito foda de ter, legal pacas, mas e os fedelhos que precisam torturar alguém por que são imbecis?

    Crianças são realmente umas pestes, ela vão encontrar qualquer motivo, seja pintas no rosto, voz diferente, ser alto ou baixo, não ter pernas.

    Acho que o nome é o de menos, compre uma motoca, vista uma camisa de motoqueiro Hardcore, e traga e leve seu filho nela, com uma expressão radical, e não esqueça as corentes em volta do corpo, corentes são legais (pelo menos uma vez, para deixar marcado na mémorias deles), ai talvez os pequenos démonios não atormentem ele, talvez.

  12. Tobias says:

    Se for menina, Dora!

    Afinal, ninguém vai sair falando mal de sua filha, certo? Ou alguém vai andar por ai falando que ‘a Dora ‘dá a bunda por exemplo?

  13. @diegosalsa says:

    Minha família também tem um gosto bastante peculiar para nomes, tais como Benlindo, Autazinha, Joveneza, Zuani, Zenaide, Zael, Samaira, Dyon Everaldo, entre outros…
    Enfim, nomes de famosos são um bullying mais leve, mas a associação tem hora que enche (tem gente que me chama de Maradona até hoje…) Mas acho que não tem muita escapatória… um nome mais simples é alvo de zoação, mas um noome mais criativo parece pior. Prefiro um filho sendo chamado de “João do Pé de Feijão” do que um nome quem nem o próprio moleque saiba pronunciar.

  14. Renan says:

    Renan. Todo mundo que tentava fazer piada com o meu nome esbarrava xD Isso me poupou de ter piadas sem graça com o mesmo =D

  15. Mohamad says:

    Sei como é, também tive esse problema. Eu acho que nomes que não renderiam zoações seriam os nomes comuns, tais como: João, Maria, Pedro, etc…
    E se forem em inglês, acho que nomes como : Paul, William, George, Robert , etc….
    Fica a dica… :D

    • Tito says:

      Pega no meu Paul então

    • João Victor says:

      Experimente colocar qualquer palavra depois de João. Dá certo com qualquer coisa que o torne ofensivo. Nesse caso, qualquer palavr.a

      • João Victor says:

        Sem contar a música de “fulano robou pão na casa do João” e o “amiguinhos” colocando pilha pra partir pra briga. Eu tive até sorte, não fui muito zoado por causa do nome, deve ser porque eu tinha uma certa vocação pra luta livre. Mas sempre surge um apelido.

  16. Iberê says:

    Izzy, compreendo sua dor de uma maneira absurda. Como você pode ver, meu nome é Iberê (muitas vezes qdo me apresento tenho que mostrar meu RG pq acham que Iberê é algum apelido, por ser sonoro e fácil de decorar)
    Meus pais escolheram o nome primeiro pelo significado (Verdade) e depois por ser o nome de um dos pintores da semana de 22 (Iberê Camargo).
    O pintor é do Rio Grande do Sul, e lá existem até escolas e uma fundação com o nome dele.
    Moro, e sempre morei, em São Paulo e ninguem conhece esse nome.
    Pererê, Gererê, Ibieber, Índio… são os apelidos, de boa…
    e pra melhorar, sempre fui nerd e gordo. Um alvo pronto para qualquer piada.
    Crianças apenas falam aquilo que os adultos foram treinados a não falar mais…

  17. Caio Everton says:

    Meu nome, acho que por ser curto e ter três vogais seguidas não muito comuns, não rendia apelidos. No máximo me chamavam de “Caiu”, mas muito raramente.

    Tava lembrando com os amigos de apelido. A gente era “a turma dos excluídos”, os que não eram super estudiosos, nem completamente bagunceiros. Então pelo grupinho ser mais fechado, a gente tinha apelido pra TODO mundo. O melhor é que eram apelidos complexos, começavam com algum fato aleatório e ia se desenvolvendo até chegar na forma mais “concisa” e rápida de chamar a pessoa. Normalmente a gente até esquecia a origem do apelido, apesar dele virar comum.

    Um dos nossos colegas, por exemplo, recebeu o apelido de “Assolan” (por causa do cabelo) por uma professora (sério), e acho que durou um ano inteiro. Não demorou muito pra começarem a associar com Bob Esponja. E de alguma forma o apelido dele terminou em “Caiça” uma forma mais carinhosa/matuta pra “Calça-quadrada”. Durou até o fim do ensino médio.

    Desses com nomes rimando com alguma coisa só lembro de um que se chamava Abimael e todo fim de ano cantavam “Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel”. :P

    Quanto a isso de bullying é realmente algo muito pesado parando pra pensar. Lembro que perturbava muito um moleque com deficiência física, um problema na coordenação motora. Lembro que só acordei pra isso quando me chamaram na coordenação – era primeira vez que eu ia – porque os pais deles haviam dito que o moleque estava apanhando no colégio. De alguma forma ele devia me achar o rei do crime, porque para ele eu “mandava que os outros batessem nele”, só porque eu era o único a perturbá-lo mai “publicamente”. Por sempre ter sido magro, eu nunca tive como revidar fisicamente, então sempre procurava humilhar meus bullies com piadas. Considerava uma “trairagem” das grandes quando algum amigo inventava piadas ou histórias “pelas costas”, afinal era prova que no mano a mano eu seria muito mais rápido e escroto do que ele jamais poderia ser. hehehe

  18. Pablo Victor says:

    Meu nome é a maneira espanhola de Paulo e durante anos me rendeu o apelido de “Colosso”

    • daded says:

      La na minha escola tinha um cara chamado pablo, agente chamava ele de Pablesco! Era a mistura de Pablo com Bradesco, já que ele era gordo e vivia com o ‘cofrinho’ a mostra só que era muito grande pra ser só um cofrinho. Dai um dia um amigo meu, aquele baixinho filha da puta que tem em toda sala, falou assim: “cofrinho? isso ai é um banco! Banco Bradesco né não Pablesco?”

      kkk ri muito aqui quando lembrei

  19. Eric Draven says:

    Não me lembro de nenhuma dessas associações toscas com o meu nome e acho legal o fato de eu não ter que fazer algum tipo de improviso ou coisa do tipo pra falar meu nome em inglês (:

  20. Dayse says:

    Nossa… esse texto me fez lembrar da mania que os pais tinham de colocar os nomes dos filhos com a mesma letra no início….
    Na família da minha mãe é Geralda, Genilza, Genilda, Genalda, Geneide, Genilson e Geraldo… rsrsrsrs e pra acabar de fuder acredita que a minha tia colocou nos filhos dela os mesmos nomes que meus avós colocaram nos meus tios.. rsrsrs

  21. Luiza says:

    Meu nome nunca foi zoado antes, eu até desafiava meu coleguinhas a fazerem rimas com ele. Agora com essa porra de Luiza no Canadá fudeu tudo. Às vezes nem adianta colocar um nome à prova de rimas se anos mais tarde pode surgir algo assim. Foda

  22. Fábio Alves Corrêa says:

    Isso tudo me fez lembrar de uma das maiores merdas que já fiz na escola: tinha uma menina que tinha problemas de dicção (ela falava de um jeito muito escroto), e a professora botou a turma prá falar trechos do livro. Quando chegou a vez dela e ela começou a falar, não sei que espírito maligno baixou em mim que eu tive uma crise de riso inacreditável, a menina quase chorou… até hoje quando vejo ela eu abaixo a cabeça de vergonha, o que me deixa menos chateado é que hoje ela tem a dicção perfeita.
    Sobre o nome do seu futuro rebento, você pode adotar duas abordagens:
    1) Atribuir algum dos inúmeros nomes imunes que já foram citados nos comentários acima (meu inclusive);
    2) Coloque um nome passível de escrotização (mas que não seja escroto por si só), mas faça seu filho ser um dedicado praticante de Jiu Jitsu e halterofilismo desde pequenininho. Não se esqueça de ensinar valores morais úteis tais como “bateu, levou”, “olho por olho, dente por dente”, etc. E tenha saciada sua forra por uma infância atormentada.

  23. @octhavio says:

    Opa quide, blz?

    Esse seu texto – muito bom diga-se de passagem – conseguiu surtir um efeito 8 e 80 total em mim.

    No começo do texto, ao ler sobre a zoação com o menino Down, automaticamente – sei que é algo que vc se arrepende com total razao e sei também que criança é a imagem.iso do capiroto – senti uma raiva ABSURDA, talvez por ter um irmão especial e a parada ser pessoal pra mim, caralho mano, é foda! mesmo vc deixando mais do que claro que é algo q vc se arrepende e fez quando era um moleque sem noção (pleonasmos a parte) consegue ‘trigger’ uma revolta absurda em mim! anywayz…we r cool, we r cool…

    Nevertheless, no final do texto quase cuspi a água que tomava ao ler sobre seu projeto de offspring chamado ‘EU DOU O CU’ de tanto rir! PQP

    Parabens pelo texto!

    • Kid says:

      Tenho dois familiares PRÓXIMOS (e nascidos após essas histórias de zoação com o Fabrício) que nasceram com problemas de desenvolvimento. Creia-me, eu sei exatamente como você se sente e outro dia pensando sobre isso eu quase chorei de arrependimento (sério).

      • PG says:

        Colocar crianças especiais em turmas normais é lei. Sem noção são as escolas que fazem isso errado.

        Você mesmo apontou isso no texto. É dever das escolas fazer uma lavagem cerebral nas crianças para integrar o amiguinho à turma.

        Já vi duas escolas diferentes que tratavam disso de formas opostas: uma simplesmente jogava a criança na sala, a outra estimulava que as crianças acolhessem e aceitassem a pessoa especial.

        As diferenças eram notáveis. Enquanto na primeira a criança especial era jogada no canto, na outra as crianças disputavam para ver quem sentaria ao lado do amiguinho e o ajudaria nas tarefas.

        Bullying é o caso mais extremo de abandono da criança pelo colégio. Não se pode simplesmente ignorar o problema, sob pena de transformar o colégio num criadouro de marginaizinhos.

  24. Dani says:

    Peraí, a Bebba tá grávida????

    Enfim, sempre vai ter um motivo pra zoar, o nome acaba sendo o de menos.
    Pra ilustrar, tenho uma aluna que se chama Rytchelle Avadar. Já sofria com o Avadar (Rytchelle vai dar, lálálá), depois de Harry Potter, virou Rytchelle que-vai-dar Avada Kedavra. Coitada.

  25. Nunca fui zoado por causa do meu nome, mas como vc disse, mesmo tendo estudado em algumas escolas diferentes, as diferentes turmas faziam sempre as mesmas piadas sobre o tamanho da minha cabeça. =/

  26. Bruno Alves says:

    Bruno não rima com coisa alguma, é virtualmente inzoável.
    Pelo menos eu nunca fui zoado por ter esse nome.

    • Kid says:

      Te chamariam de BRUNIMARRONE

      “OLHALI O BRUNIMARRONE”

      (quem entendeu me add)

    • Geralmente você sofre mais com a questão de ter que usar um sobrenome pra não ser confundido com os outros trocentos mil Brunos que existem por aí. Do ensino fundamental ao médio meu nome sempre veio seguido da clássica pergunta “qual deles?”

      A propósito, na época do ensino fundamental passava aquela novela “O Rei do Gado”. Tinha DOIS Brunos na tal novela, e um se chamava “Bruno Mezenga”.

      E Mezenga dá uma rima muito engraçadinha, pode apostar…

  27. André says:

    Quando eu era criança (tenho a mesma idade que o Kid), tinha zoação e tal, mas não chegava nesse nivel não. Os moleques da sua escola eram meio psicopatas, pois zuar tanto com um garoto com problemas assim não é normal não, pelamordeusjezuisdenarzaredomontesinai. LOL.

  28. @lucasmcl says:

    Nunca tive problemas com me nome, o máximo de apelido que me deram foi Lucão pq tinham 2 na sala e outro era mt menor que os outros da turma. Naquela epoca de apelidos femininos como “lucio” que virava “lucia”, eu lembro que nunca conseguiram me zoar por isso. Enfim, mas meu ultimo nome é Leite, mas isso nunca descobriam nessa época pq ninguem me conhecia por esse sobrenome.
    Abraço

  29. Renato Junior says:

    Nenhum nome está a salvo da maldade infantil. Tente achar algum nome de respeito, que vão tirar menos sarro.

  30. Cristiano says:

    Homer Simpson pensou nisso ao escolher o nome do primeiro filho e escolheu Bart porque parecia imune a zoações. Agora, infelizmente, esse nome também está fadado a zoação.

  31. Leandor says:

    Acho que um nome composto não deixa brecha para apelidos. Fico imaginando um João Victor, um Paulo José ou uma Ana Maria. No máximo deixa brecha para apelidos tipo “Jão” ou “Paulinho” ou “Aninha” sei lá. Talvez nomes compostos possam ser uma alternativa, apesar que pessoalmente não me agrada. Eu não daria um nome composto ao meu filho. (BTW, eu sei que foge ao texto, mas meu sonho é ter um Huskye chamado Yoshi)

  32. Blyter says:

    Eu vou deixar meu filho escolher o nome dele. Enquanto ele não toma maturidade o suficiente para isso, vou chamá-lo de Link.

    Brincadeirinha. Mas nomes são estranhos mesmo…quando a criança nasce, você escolhe o nome mais bonito que há, aí depois de algumas décadas, aquele nome se torna meio obsoleto, ou estranho, como Edna, Edson, Vilma, Elvis (para gringos), entre outros.

  33. Leonardo says:

    Leonardo (meu nome mas enfim) nunca zoaram meu nome, a não ser meu tio que ficava AHAHAHA LEO CARA DE PASTEL mas na escola NUNCA.

  34. Pedro says:

    Meu nome é Pedro e eu NUNCA fui zuado, alvo de trocadilhos e nem nada por causa desse nome, o problema é que meu sobrenome é Papadópolis, aí não tem jeito… me zuavam mais pelo fato de não conseguirem pronunciar meu nome completo em menos de 2 minutos do que qualquer outra coisa.

  35. Pedro Ivo says:

    Nunca sofri zoações por causa do meu nome, nomes compostos ajudam tbm

  36. Guilherme says:

    Sempre tive sorte com apelidos… Guilherme é um nome de apelido pré pronto “Gui”… Em toda minha vida nunca encontrei ninguem com criatividade suficiente para perverter esse! ( nem o meu nem dos xarás que encontrei por ai )

  37. Tenho que aguentar perguntas sobre o Mario (talvez seu amigo aí, Kid)todas as vezes que me apresento…

  38. Daniel says:

    Chame seu filho de Perfeito Nobre. Quem vier zoa-lo vai ter que elogiar antes.

    F*da-se quem vier chamá-lo de Piter Perfeito. Afinal de contas, é perfeito de qualquer forma, não?

    Taí: um nome perfeito e nobre

    Eu lembro que eu tava na 1a série e um moleque da 2a veio me chamar de Daniela (mudar o gênero do nome é algo que enraivece a maioria dos garotos de 6 anos).

    O problema é que o nome do moleque era Vítor… e o feminino de Vítor é Vitória.

    Na minha cabeça infantil, se eu chegasse chamando ele de Vitória eu estaria atribuindo a ele um estado vitorioso na discussão.

    Por falta de argumentos parti pra briga, e foi a única vez na vida em que eu bati em um cara de óculos.

  39. Sobre isso de zoar pessoas com algum tipo de deficiência. Como bastante gente da internet sabe, sou cego. Muita gente já me perguntou se sofri alguma coisa no colégio por esse motivo. Embora eu fosse do time dos nerds, que tinha no máximo 3 ou 4 por turma, acredito que sempre foi assim (tirando cursinho pro ita que só tem japonês nerd), nunca sofri algo muito sério. Consigo lembrar uma vez na segunda série que um muleque fez uma zoação um pouco pesada. Alguns amigos durante o intervalo se reuniram, e bateram pra caralho no cara. Fiquei sabendo dessa história ano passado……. bem que na época achei estranho eles terem ficado uma semana sem recreio :P – combinaram com a diretora que não iriam me contar o que havia acontecido. Lembro outra vez na quarta série que fui pegar uma cadeira de plástico para sentar no intervalo, e um muleque que estava sentado na pilha das cadeiras me deu um chute e não me deixou pegar. Logo puxei o piá pro chão e começamos a brigar. Em segundos, só ouvi uma galera gritar: “O lucas ta brigando!!!” – e pelo menos uns 5 amigos vieram me ajudar na pancadaria, embora eu não precisasse muito. Desse episódio, o cara tem uma cicatriz na bochecha até hoje, que não fui eu quem fiz, mas deve ter sido algum dos muleques que vieram ajudar. A lição é essa: tenha bons amigos!

    • Gabriel Aquino says:

      É até engraçado. Enquanto eu enxergava(de um olho só, mas enxergava), eu fui bastante zuado. Assim que perdi a visão por completo, não houve mais zuação.
      E a parada é bem essa mesmo: Tenha bons amigos!

    • Flav says:

      Agora quero ver te zoarem com o Timmy do lado XD Tá bem que ele é mansinho e treinado, mas o tamanho é capaz de botar medo XD

  40. Fernando says:

    Não consigo achar uma zoação para “Alice”

    • Marco Antônio says:

      Vão chamar a coitada de drogada sem noção, q via coelhos falarem e um exército de cartas correr atrás dela!!!

      • Dan says:

        Poucos vão conhecer/lembrar do livro e/ou do filme.E, qualquer coisa, é só ensinar umas respostas zoando o engraçadinho que logo ele cala a boca, lol.Na dúvida, fala dos pais.

  41. Marco antonio says:

    Esse pessoal é mto leve….
    Conheço duas irmás cm sobrenome Rola!

  42. Kely says:

    O meu nome (Kely) foi cuidadosamente escolhido pelo meu pai para evitar zoações, mas ainda assim conseguiram me perturbar com um “kelinguiça” quando era criança.

    Outra gracinha era acrescentar um “cristina”, para ficar “kely cristina”, mas é totalmente inofensivo e até sem graça. Sofri um pouco na época da Kelly Key, mas foi bem passageiro.

    O meu MAIOR incômodo de TODOS é ter que soletrar meu nome de quatro míseras letrinhas SEMPRE. Digo “Kely com um ele e ipsolon” e conseguem errar: q, ll, i, e à vezes tudo isso junto: quélli – com acento, para piorar.

    Para ajudar meu sobrenome é daqueles estrangeiros e complicados :(

  43. Nunca fui zoado por causa do meu nome… Tirando “Calvin e os Esquilos”, “Calvin Klein” ou me perguntam “Cadê o Haroldo?”, além do meu sobrenome complicado…
    Ok, sempre me zoaram por causa do meu nome, hahah.

  44. Artur says:

    Olha, a unica coisa que associaram ao meu nome era rei, então eu não me importava, até porque eu adoro o Rei Artur.

  45. Tibo says:

    Izzy falando sobre filhos? será que a mulé tá pressionando o nosso pequeno cabeça chata canadense? ou será que ele tá querendo engravidar a menina pra finalmente deixar de ser a pessoa mais barriguda da casa?

    P.S.: não coloque o nome de Marcel, senão ele terá eternamente a cara de pastel

  46. Diego says:

    Diego! =) HAHAHA

    Sempre tive apelidos na escola, mas nenhum relacionado ao meu nome, e sim, ao meu formato esférico! Bom texto, Kid! divertido como sempre!

  47. vick says:

    Meu nome é Vitória, o que me rendeu piadinhas do tipo:
    “E ai Derrota, quer dizer Empate, ops Vitória….”
    E sempre se achando os super criativos.

  48. Angelica says:

    Sempre que digo meu nome as pessoas fazem a original piada: “Cadê a pinta na perna?” ou “Cadê o Huck?” ou até mesmo “Vai de táxi?”, mas nunca me incomodei muito com isso, até porque o bullying que eu sofria era mesmo com a minha altura (Pintora de rodapé, salva-vidas de aquário, anã de jardim, etc.)E pior mesmo foi quando eu entrei em arquitetura e ganhei apelidos novos como Planta baixa e moradora de maquete.

  49. Gabriel Aquino says:

    E você quer privar seus filhos das clássicas zuações escolares? Por que, Izzy?
    Isso faz parte da vida escolar, nem se você quisesse conseguiria evitar tais zuações com seus filhos. Por mais que você tente pensar em um nome, com a metade do tempo que você gastou e com o dobro de criatividade, as outras crianças encontrarão uma forma de zuá-lo.
    -
    Faz parte e não faz mal a ninguém.

  50. @mos_axz says:

    Use um nome de rpg(Raufen, Braulius Minimus III, sei lá)…
    Also: A Bebba está gravida?

    • lmt says:

      Braulis Minimus III? AHUAHUHAUHEUAHUEHAUHEUAHUEHUAHEUAHAUHAU BR BR BR HAUHUAHUAUAHUAHA BR BR BR AHUAHUAHUAHUHAUH BR AHUAHUHUAHAUHAUHUA BR HAUAHHUA BR HAUHAUHUAHU BR

  51. Over9000 says:

    Lúcifer.

  52. Chubiruba says:

    Me deu vontade de comer pastel.

  53. diabo do meu ódio says:

    ii vai ser papai

    Coloca o nome dele de ‘Mãe’. Nenhum pivete ousaria a dizer algo como “vai se f*, Mãe”. Mas pra não pegar tão mal pode chamá-lo de ‘Pai’, que tem quase o mesmo efeito.

  54. Ilton Alberto Junior (@iltonjr) says:

    Olá Quide, excelente texto.
    Entendo isso de zoações de nomes, também zoei muitos nomes de colegas nas escolas que frequentei. Apesar de ter estudado em 3 escolas diferentes, meu nome (Ilton) nunca foi vítima de nenhum apelido/rima de cunho homossexual. Não sei se tu ou algum outro comentarista fidalgo conseguiria achar alguma zoação para tal nome diferente como o meu, mas até então meu nome foi a prova de zoações.

  55. Gabu says:

    Você morou em Londrina, que legal, eu moro em Londrina e conheço os colégios mencionados, você morava perto deles? Caso sim, sem considerar a 4ª dimensão do tempo, eu morei perto de você!!!
    uahsuahsuahs XD

  56. Marcelo Omini says:

    Bradley é o nome perfeito, Quide.

    Nenhum nome nessa terra soa tão badass quanto Brad.

  57. Marco Antônio says:

    Coloque no seu mlk o nome de Megatron, Optimus Prime, Dovahkin ou Alduin, a criançada vai se sentir mal qnd zuar um nome bolado desses. QUEM EM SÃ CONSCIÊNCIA VAI ZUAR UM KRA Q CHAMA OPTIMUS!?

  58. Leo says:

    “Como você tiraria onda de alguém chamado “EU DOU O CU” sem automaticamente zoar a si próprio? “Ei, EU DOU O CU, tu é um filho da puta!”?”

    Cara isso foi de fato muito engraçado UAHUHA!!

    • ogro says:

      me lembrei do classico “kimikome” na epoca das lan houses de cs, quando um novato berrava “HAHAHA HEADSHOT NO KIMIKOME”

  59. Daniel Bruno says:

    Bebbael seria um belo nome.

  60. Dhene says:

    Nunca tive problemas com meu nome na escola… Muito pelo contrário, já é um nick para qualquer cadastro online, e se não tem disponível uso apenas as consoantes+91 dhn91… \o/

  61. buvilagran says:

    Bom, meu conselho é não dar o nome de “Bruna”, hahaha!
    Na escola eu virava Bruxa, Brunda… e as minhas queridas tias adoravam me chamar de Brunilda e Brunete.
    Fica a dica.
    :(

  62. Humberto says:

    Humberto seria legal pois eu nunca fui zoado e é “diferente”

  63. r.melo says:

    O problema, as vezes, não é o nome e sim o sobre-nome.
    Perdi a conta de quantas vezes cheguei sujo de lama do recreio porque:
    “Eu não melo ninguém, mas o Rodrigo Melo”

    Yep, incrivelmente hilário… not.

  64. rubbaum says:

    Passo pelo mesmo dilema, minha filha nasce semana que vem se tudo correr nos conformes, logo o nome escolhido por mim e sua mãe será Luana. normal, sem zoações previsiveis.

  65. Caio says:

    Meu nome, assim como o outro Caio acima, o unico apelido foi Caiu. Minha mae que sofreu. Ela se chama Eva, e os amigos dela sempre falavam : o eva, cade adao? ai ela retrucava: DENTRO DO SEU BUTAO!Outro nome ruim e Sofia (sofiadaputa).

  66. Artur says:

    Artur. É sério, não me lembro de nenhuma piadinha com meu nome. Rima com poucas palavras (não lembro de nenhuma agora) e o único personagem famoso com esse nome é o Rei Arthur.

    Ou que tal essa: Jesus. Isso elimina as zoações de qualquer evangélico/católico. “Vai tomar no cu, Jesus!” certamente rende uma passagem só de ida pro inferno.

  67. rodrigo q says:

    Nunca tive apelidos relacionados ao meu nome.

  68. Felipe [ @mindnerdy ] says:

    Nunca tive nenhum problema por causa do meu nome. Também, tem que ter uma imaginação muito grande pra conseguir sacanear alguém com o nome Felipe!

  69. anonimatron says:

    Piaget não é pedagogia. Colocar crianças com sindrome de down em classes “normais” é um ato defendido até hoje, o problema disso é que os professores (muitas vezes) não sabem lidar com essas crianças e não existem psicólogos (ao menos no brasil) trabalhando dentro da escola de forma efetiva com intúito educacional em vés do clínico.

  70. Pedro says:

    Isso me lembra que numa aula no ens. médio, uma professora tinha me pedido meu nome pra anotar pq eu tava fazendo alguma coisa qualquer que a incomodou. Aí eu respondi “Pedro Veríssimo”
    Só, que ela não escutou. Aí eu repeti, e ela “O que, Meríssimo? Não tem outro nome pra me falar?”
    Eis que eu respirei fundo e falei meu segundo sobrenome: “Kauati. Mas é com K, viu?”
    Nem preciso dizer que a sala caiu na gargalhada.

  71. Gley says:

    Eu, obviamente, tive meu nome zoado por toda a infância. Aliás, até hoje (aos 31 anos) tem gente que acaba de me conhecer e me diz: “você sabia que seu nome parece com ‘gay’?”

  72. Bianca says:

    Bianca.. Não consigo lembrar de nenhum apelido sem ser rimas do tipo “Bianca cara de banana”. Mas é um nome muito comum, e ser conhecida como “Bianca 1″ não é legal.

  73. Bianca says:

    Also, Bianca cara de banana rima? Não sei o motivo disso até hoje.

  74. léo says:

    Cara mas a molecada acha um jeito.
    Meu primo estudava na mesma classe que eu e
    Luis Donizete logo virou “Luis Donizete puxador de charrete”.
    Nem sei em quantas brigas ele se meteu ao longo do
    primário por conta disso.
    Quanto mais furioso ele ficava mais a coisa lastrava.

    Eu que sou gordinho e não tinha nada ligado ao nome fui logo chamado de “BARRIL”.

  75. Eu nao tenho essa preocupação, é só nao ter filhos :)

  76. Mariana says:

    Meu nome rima com uma caralhada de palavras. Pra piorar, na minha época de escola a gente respondia qualquer xingamento com uma rima que tinha um monte de “amas/anas”. Era algo mais ou menos assim:

    - Fulano é cuzão!
    - Cuzão é quem me chama! Bate a bunda e cai na lama! Diabo é quem te ama! Comendo banana! Debaixo da sua cama!

    E por aí ia. Desnecessário dizer que usavam diversas dessas rimas pra zoar meu nome. Quando o mesmo não ia parar no meio da bagaça. “Mariana cara de banana” (ou Adriana, ou Fabiana, ou Juliana…) é o feminino equivalente a “Rafael cara de pastel”. Já pensei muito a respeito do nome que pretendo dar a meus filhos e decidi que eles vão se foder da mesma forma que eu e meus irmãos: com rimas babacas. Se for menino, Gabriel. Se for menina, Nana.

  77. Halysson says:

    Ser zoado independe de nome. Nunca tive apelidos derivados da minha cabeça avantajada. Et de varginha, Jack Cabeça, Bobby Generick, e Cabechu, dentre outros. Mas isso nunca me afetou não.

    Mas definitivamente o nome do meu filho vai ser foda. Máximo

  78. Zeca says:

    Acho babaquice ficar “filtrando” nomes de acordo com uma provável zoação futura. Nome é nome, pô. Desde que não seja autozoável, do tipo “UADISNEI”, tá valendo.

    Em tempo: Minha cunhada ficou escolhendo a dedo também o nome do filho. Excluiu “Luiz”, “Fernando”, “Thiago”… e escolheu – wait for it – CAIO! Porra, CAIO! Até eu zoo o moleque.

  79. Zeca says:

    Aliás, certa vez conheci um cara chamado “Homem”. Mentalizem.

  80. Saulo Prudente says:

    Na época do ensino fundamental fui metralhado com variações por causa do meu nome (e sobrenome). “Dinossaulo” era o mais usado e por incrível que parece bastava só a primeira silaba do meu nome para criaram apelidos: “SAlada”, “SAlame”. Um colega chegou o fazer uma paródia da música do Danette (http://1.bp.blogspot.com/-OWH87YEFOSc/Tkb6pR6b-wI/AAAAAAAAAcs/zhU79yqtrAY/s320/danete.jpg) usando esses apelidos. No caso do meu sobrenome “Feliciano” sempre tinha um “suprasumo da criatividade humorística” que me chamava de “Seu Feliciano, o senhor por aqui!!” que era o bordão que se dizia quando encontravam o tal personagem do Zorra Total.

  81. BrazucaUSA says:

    Escolher um nome é uma parada complicada mesmo, por que vc pode ter o maior cuidado do mundo e mesmo assim se quiserem vão achar uma maneira pra zoar com vc. Aposto que tem varias outras Luizas da vida que estão sendo zoadas nessa última semana por causa da ínfame publicidade. Pior ainda pro Kid que quando for ter filho vai ter preocupação em dobro já que terá que procurar um nome “neutro” que funcione no Brasil e onde ele mora também; ou quem sabe vai zoar de vez a criança como no caso desse moleque de Singapura (que certamente é filho de um fan da DC Comics) http://1.media.collegehumor.cvcdn.com/20/30/collegehumor.b620bac4d8aca4703adee885b92559f4.jpg

  82. eu sou o Daniel, obviamente, cara de pastel…

  83. luiz filipi baraun says:

    cabe aqui uma menção honrosa aos Valdisneis do meu Brasil, que na verdade se chamam Walt Disney.

  84. @Galbiin says:

    Estudei com um Aderbal, que sempre ouvia: Aderbal? pega na meu pé! hahha

  85. Carol says:

    Carol / Caroline rimam com o que?

    Faziam piada com meu sobrenome Bahiense (baiana/paraíba/coco da bahia).

  86. Fernanda says:

    só passei pra dizer que estudei com um negão chamado Acre!

    tinha uma musiquinha meio “árabe” que cantavamos, mais ou menos assim “Acre acre acre, acre acriolo na nari nari nari nari nari na…”

  87. Joao says:

    Bota o nome Goku, Gohan que ninguém vai zua

  88. Ana says:

    Não sei se alguém já disse, mas preciso salientar que qualquer pessoa que creia na suposta pureza infantil certamente não frequentou NENHUMA escola na infância.

    E hoje existe todo um negócio de incluir crianças com deficiências diversas em escola regular, mas como não ensinam os professores a lidar com elas, eu corri da sala de aula antes de ser tarde demais e não sei como (se) funciona na prática.

    Enfim, meu nome foi bastante zoado com rimas e musiquinhas até 1998. “Ana Banana faz xixi cama” era o mais comum.., até que, em 1998, o tal do Los Hermanos facilitou a vida de todo mundo fazendo “oooh Anna Juliaaaa” estourar por aí (do que não me livrei até hoje, diga-se de passagem). Única coisa que eu sei é que nunca vou dar pra um filho meu nome que apareça em música nenhuma. O resto posso pensar depois.

  89. Gabu says:

    Lendo os comentário, lembrei que tive um professor chamado Bube, sério o nome dele era Bube!!!

  90. Rael says:

    Nome imune a zoação?
    Chuck Norris Nobre

  91. Diego Ferreira says:

    Ah izzy da logo o nome do seu filho de Super mario World

  92. Ronaldo says:

    Olha, não importa o nome que coloque em seu herdeiro, desde que coloque ele bem cedo para praticar alguma arte marcial obscura tipo Krav Maga, garanto que terá somente uma zoação, no máximo duas!

  93. Tanarim says:

    Meu nome é tão escroto que ele passou no teste para nomes escrotos, que consiste em ter um email com seu nome ou seja nome@hotmail.com.

    Não é tanarim…

  94. maROCKosu says:

    Kid só para constar… aqui na cidade.. a Secretaria de Educação tem um programa de inclusão para crianças com “deficiencias”, problemas de aprendizagem diagnosticados e afins… chama-se educação inclusiva… e as turmas são reduzidas e escolhidos os alunos “menos problemáticos” quanto ao comportamento… e muitas vezes também o conteúdo é adequado a aquele(s) aluno(s)…
    E também é feito um trabalho de conscientização com os alunos já pensando em evitar estes tipos de coisas com esses alunos com necessidades educacionais especiais…

  95. MP3 says:

    Me chamo MÁRIO PAULO PERES PESSOA. Até hoje não perdoei meus pais.

  96. André says:

    Nunca fui alvo de piadinhas, acho que estou imune hehe… (Se você tiver uma, dê reply)

  97. Cindy says:

    Nunca fui zoada pelo meu nome. Meus coleguinhas caçavam rimas mas o máximo que conseguiram foi “Brinde”, que não faz sentido como zoação.
    Mas de qualquer jeito, não adianta arrumar um nome livre de apelidos, crianças sempre acham algum motivo pra chacota e sinceramente, acho que isso até me ajudou a crescer (e colecionar rimas pra zoar os outros também).

  98. Vitor says:

    Com meu nome nunca tive muitos problemas. Óbvio que uma coisa ou outra sempre aparece, acho que não existe um nome completamente imune, mas nunca aconteceu comigo o mesmo que com você, de mudar de colégio e logo em seguida já fazerem as mesmas piadas.
    Mas Kid, você que mora na grigolândia, não tem algum nome em português que os gringos sofreriam para dar algum apelido, mas que ao mesmo tempo não seria esquisito ai no Canadá?

  99. Daniel Vitor says:

    Goku. Quero ver alguem zuar com ele

  100. Lopídio says:

    Caramba… Fabrício! É o novo!
    Lembrei agora do dia que ele cagou nas calças.
    Tadinho.

  101. Yanna says:

    Zoada fui eu. De “Yanna cara de banana” a “hiena” e “iguana”.

  102. Caio de Pauli Cordeiro says:

    Bom, meu nome é o verbo Cair conjugado na primeira pessoa do presente e no meu sobrenome tem a presença de “Pau” e o nome de um animal.
    Acho que não preciso dizer mais nada, preciso?

  103. Lucas S. says:

    Um ótimo nome: Lucas. Nunca fui zoado por nada com esse nome.

  104. Israel says:

    Realmente, o pessoal que quer zoar com o nosso nome sempre acha q ta ABALANDO GERAL. Coitados … e nao sei com vc, mas comigo essas zoações pioraram exponencialmente depois de 11 de setembro …

  105. AgaGê says:

    Ninguém nunca rimou nada com hugo ‘-’

  106. awey21 says:

    meu cú gelou quando você disse Paulo…
    eu me chamo Paulo,e nunca fui zoado por causa dele

  107. Ivo Solano says:

    Bitch, please. Meu nome é Ivo SOLANO, e eu sou músico há mais de 13 anos. Consegue pensar em alguma piadinha com isso?

  108. eraldo says:

    A galera zoa de todo jeito! Bem coloca um nome que vc julgue bom ou uma homenagem interessante que nao faça o “Kid” te odiar pro resto da vida!

    E eh sendo zoado q se aprende o mundo eh cruel e maligno mesmo!

  109. Caio says:

    Olha o que acontecia comigo:

    Os caras da escola me chamavam:

    “O Caio olha pra trás”

    Daí eu olhava

    Daí eles me empurravam e falavam:

    “Caiu”

  110. Pietro says:

    Meu nome é quase imune a piadinhas escrotas – o maximo que podem me chamar é de “pipi”, que se falado por uma criança de até 10 anos provavelmente chamaria de “xixi”,mas nunca tive esse problema. so quem me chama de “pipi” sao mulheres e eu tomo como um apelido carinhoso, AUFHEUD

  111. Maria Luiza Menin says:

    Nunca tive nenhum problema com o nome, o que complica é o sobrenome, que nas aulas de biologia me transformavam em MENINgite

  112. Mailson Lira says:

    Basta ele ter um defeito físico (uma cabeça grande, um nariz enorme, ser gordo) que ninguém vai zoar o nome dele.

    Eu mesmo nunca tive problemas com meu nome :P

  113. Lu says:

    Olha, meu sobrenome é Bonilha.

    A quantidade de vezes que ja me perguntaram se eu sou parente do Hector Bonilla… e o pior: sempre com aquela cara de “meu, que piada genial eu acabei de fazer!”.

  114. @Galao66 says:

    Victor não tem né…pelo menos nunca ouvi um.

  115. Vivi says:

    Minha irma se chama Priscila, virou bisquila na escola.

  116. Vinnie says:

    Bem, meu nome é Vinicius e eu nunca sofri nada por causa dele
    O jeito do universo me trollar foi me fazer gordo
    Aí eu era o snorlax da turma :/ (pois só eu era considerado nerd até então, aí começou a passar pokémon na tv e tinha o snorlax lá)
    Mas fora isso, foi sussa

  117. Leandro says:

    Me chamo Leandro, nunca tive problemas com apelidos, pois meu nome já vem com um apelido “Embutido”, Léo (Eu sei esse apelido é mais comum para Leonardo, mas foda-se).
    Por Léo, ser um nome pequeno e fácil de se dizer, nenhum outro apelido consegue substitui-lo