Acho que nunca tivemos um HORA DA JUSTIÇA nacional. Se eu estiver errado, não digam nada. Na verdade é curtinho, então tá mais pra SEGUNDOS DA JUSTIÇA, mas tá valendo

Vamos ao vídeo de hoje!

Como sabemos, motoristas e motociclistas são inimigos naturais — tal qual cachorros e gatos, leões e zebras, corintianos e policiais ou skatistas e seguranças de shopping. Incapazes de dividir as estradas com harmonia e ordem, motociclistas e motoristas as transformam em campos de batalha ao redor do nosso país. Felizmente, o advento dos celulares com câmera tornam essas confusões youtubáveis e assim, podemos disseca-las com detalhes.

No começo do vídeo vemos o motociclista partindo pra cima do carro cujo modelo eu não conheço porque, você quer logo que eu admita que eu não sei porra nenhuma de carros? Ok, eu não sei. É um Corsa, sei lá.

Então, o motoboy vai pra cima do Palio e prepara um chute tal qual era executado quando se apertava a barra de espaço no Road Rash. Acho que era a barra de espaço.

Acontece que o sujeito talvez não tenha jogado este clássico o bastante pra aprender a executar um chute motociclístico bem sucedido. No momento preciso em que o pé do motoqueiro bate contra o carro, as inexoráveis leis de Newton (mais especificamente, a terceira) se manifestam para levar seu rosto de encontro com o chão. Eis o momento exato:

Não capturei este momento no GIF, mas repare atenciosamente que no vídeo, sua cabeça dá até uma quicada bonita naquela barreirinha de concreto — enquanto o cinegrafista no carro que vinha atrás adiciona um “se fodeu, idiota”. Esse curto vídeo se tornou assim o melhor filme com comentário do diretor, e olha que eu tenho o DVD e Aliens.

9 pontos na Escala Capitão América de Justiça. Tentou danificar a propriedade alheia, acabou danificando a própria coluna cervical em resultado.

Vamos direto ao ponto!

Estava o balconista desta loja, do calibre daquelas que colocam placas dizendo “COMPRAMOS OURO!!!” com entusiasmo na calçada, sentado tranquilamente quando um ELEMENTO entra nas dependências da loja proferindo voz de assalto, que eu imagino ser uma voz grossa, vindo direto da goela, talvez no timbre do Darth Vader.

O meliante tinha uma arma, e usando-a, intimidou o balconista a entregar a grana. Perceba que o sujeito por trás do balcão aparenta ter 2 metros de altura por 2 de largura, isso se tornará um problema para o assaltante já já.

O balconista segura o dinheiro, em vez de colocar direto no saco do vagabundo. O marginal caiu na armadilha, indo perto do atendente pra pegar a grana. Nisso, a vítima do assalto enfia um poderoso cruzado de esquerda no nariz, boca e olhos do assaltante, que como sabemos são os botões Liga/Desliga que Jesus instalou na gente ao nos criar. O vagabundo vai ao chão automatica e satisfatoriamente, e o saldo aproximado de sua atividade criminosa neste caso foi de aproximadamente 0 dólares.

Mas aí vem a parada que realmente coloca a JUSTIÇA neste vídeo. Um vagabundo levando porrada na cara são ossos do ofício, um risco ocupacional. Entretanto, o que segue é a real e destilada justiça. O balconista arrasta o elemento, talvez para permitir melhor visualização pelas câmeras de segurança, e então liga para a polícia. Quando o vagabundo volta a si, o balconista então o obriga a limpar o próprio sangue do chão.

Nota na Escala Capitão América de Justiça: 9.7. O vagabundo recebeu um potente soco na faca, o que o desableou tal qual quando eu removo minha praca wifi no gerenciador de dispositivos pra reinstalar o driver. A vítima, que poderia então ter DESMONTADO o sujeito na base da porrada, mostrou honra e auto-controle e apenas o obrigou a limpar o próprio sangue do chão.

paulada

Uma das grandes mentiras da humanidade, além de “é só a cabecinha” e “não é pirâmide, é marketing multinível“, é a brasileiramente clássica “você não sabe com quem está falando/mexendo“. A pecularidade semântica que temos aqui é que enquanto as duas primeiras precedem alguém te fodendo, a terceira é uma AMEAÇA de potencial foditivo que jamais se concretiza.

É quase uma verdade universal: se alguém manda a bravata do “você não sabe com quem está falando/mexendo”, existe uma garantia inviolável, mantida pela altas cortes internacionais, de que este indivíduo não detém qualquer poder relevante que ele possa usar para antagonizar sua vida. Paralelo ao ditado popular de que “cão que late não morde”, a vaga advertência é justamente o único recurso que o indivíduo tem na altercação. Se alguém solta o VNSCQEF/M, pode falar/mexer despreocupado.

Mas existe sempre uma exceção. Às vezes você realmente não sabe com quem está falando/mexendo, e tão rápido e furtivamente quanto um peido no vento, a maré pode virar e este indivíduo com quem você fala/mexe pode aniquilar completamente o seu dia.

Vamos ao vídeo.

Vemos uma caminhonete estacionada, e dois homens discutindo por motivos que desconheço. Temos o cara de cinza, que chamarei de Cinza, e o cara de preto, que chamarei de Azul. Cinza está falando no celular, e Azul tenta peitá-lo. Percebemos rapidamente que Cinza tem uns 40 centímetros e quilos a mais que Azul, e que se Azul preza pela integridade estrutural de seus dentes ele deveria reconhecer a inferioridade física e abaixar a voz.

Entretanto, não é isso que ele faz. Azul corre pra casa, presumivelmente com o rabinho entre as pernas. Cinza continua falando no celular, provavelmente atendendo algum amigo que tenta o recrutar pra um esquema de pirâmide. Eis que subitamente Azul emerge de sua casa como um Psycho de Borderlands, com um taco de baseball em punho e desejo assassino na alma. Quando digo “assassino” não é uma hipérbole humorística; atacar alguém dessa forma já foi interpretado pela jurisprudência americana muitas vezes como tentativa de homicídio.

Azul desfere o primeiro e único golpe a que ele teve oportunidade nessa briga. Como que trajando um exoesqueleto impenetrável importado direto do universo Marvel, Cinza responde à paulada com quase completa indiferença. Quando você corre pra cima de alguém com um taco de baseball, dá a maior porrada possível mirando na cabeça do cara e como resultado a vítima parece apenas levemente incomodada, ali está vaticinado inegavelmente que você acabou de se foder.

Cinza agarra seu agressor e o enfia como um bate-estacas no carro mais próximo. Como uma prensa humana, ele prende o Azul contra o carro, e em seguida o desarma. Azul ensaia uma fuga, mas Cinza não terminou de deixar hematomas no formato de retrovisores no pâncreas de seu agressor, e então ele o joga contra um segundo automóvel. Um mata-leão bem aplicado envia Azul para a terra dos sonhos, o que é de se esperar de um golpe que de acordo com o nome é suficiente até pra mandar o rei da floresta pra cova.

MORAL DA HISTÓRIA:Não importa o motivo da briga. No momento que você parte pra cima de alguém com uma arma, você se torna automaticamente (eu diria até retroativamente) o errado da situação inteira.

Escala Capitão América de Justiça: 8 de 10. Cinza aplicou sua habilidade de auto-defesa de forma expert, e mostrou calma e auto-controle não jogando o sujeito no sol, algo que a julgar pelo seu skill no vídeo ele só não fez porque não quis mesmo. Perde 2 pontos porque 2 carros inocentes ficaram com algumas marcas de sangue, eu acho.

O vídeo de hoje é saboroso, amigos. Se segurem aí.

O vacilão da história chama-se Bradley Turner.

bradley turner

Num belo dia, o Bradley aí foi  “cortado” por um garoto dirigindo uma caminhonete. Em outras palavras, embora pareça a pior das ofensas à honra de alguém, na prática tudo que aconteceu é que um rapaz passou na frente dele com o carro. Só isso.

O sujeito, levado a uma cólera descomunal por tamanho desrespeito, decidiu seguir os garotos na caminhonete por mais de quarenta minutos, o que já deixa claro que o indivíduo estava com uma coceira pra confusão.

Os garotos da caminhonete, inocentemente, seguem pra casa (com o psicopata aí no encalço). Eles param o carro, o tiozão desce e vai lá extrair satisfação do motorista.

Só que você deve substituir “satisfação” na frase anterior por “os dentes”. À base de socos na fuça. Acompanhe o vêtê:

O que o gordinho não esperava é que os dois jovens reagiriam como que impulsionados por molas no momento em que ele resolveu escalar os ânimos desferindo o primeiro soco. Ambos pularam da caminhonete feito o atletas competindo naquelas competições atléticas que pessoas pulam com total atletismo  e competitividade. Pulo Atleta Competitivo, acho que esse é o nome categoria.

Neste momento, perfeitamente embasados na sagrada e universal doutrina da auto-defesa, os dois jovens entraram com tudo na tarefa de moer a face e alguns órgãos vitais do seu agressor. Vi alguns socos na orelha, nariz e têmporas; em um determinado ocorreu também uma joelhada no pâncras. A dupla dinâmica então arremessa o bully contra o próprio carro, amassando tanto a lataria quando a sua vértebra L5.

Já adquirindo a posição de segurança, os dois rapazes exibem considerável auto-controle e se afastam da encrenca. Nisso chega a esposa do Bradley, provavelmente envergonhada pela surra homérica que seu marido acabou de levar na sua frente por causa de uma briga trivial que ele mesmo comprou. A mulher vai e torna a situação 84 vezes pior:

Ela entrega ao marido sua arma.

Rapidinho, antes que você fale alguma bobagem nos comentários — este respeitável senhor não poderia, EM HIPÓTESE ALGUMA, empunhar aquela pistola e/ou dispara-la sob a premissa de “auto-defesa”. Este conceito não está em vigor quando você segue alguém por quarenta minutos até a casa deles, sai do carro, vai discutir agressivamente com a pessoa e em menos de 2 segundos de conversa toma a decisão de projetar seu punho contra a órbita ocular do outro debatedor.

MESMO depois de levar aquela coça formidável, o simples fato de que os dois rapazes se removeram da situação assim que subjugaram o homem usando força proporcional (eram dois, sim, mas BEM menores que o homem, e pararam assim que ele caiu) desativa o direito de auto-defesa. Se o cara engaja os dois nesse ponto, vira uma “briga consensual”.

Bradley, com orgulho (e o nariz, boca, orelhas, rins, nádegas e antebraço) ferido, aceita a arma e efetua disparos contra a caminhonete dos meninos.

Ele vai embora, mas retorna mais tarde e atira de novo na caminhonete do moleque e até na sua casa; uma das balas acertou a casa do vizinho.

E o resultado dessa putaria que poderia ter matado alguém (por um motivo completamente banal)?

idiota

Ambos foram presos e estão indo a julgamento por diversos crimes. Se condenados, poderão pegar 4 anos de cadeia.

Essa atinge 8.7 pontos na Escala Capitão América de Justiça.

Como sabemos, os altos índices de criminalidade e impunidade no Brasil causam tanta indignação que às vezes fazem com que cidadãos de bem se comportem com uma estranha explosão de violência quando pegam um vagabundo no ato.

Sem entrar no mérito do debate de “bandido bom é bandido morto, tem que apanhar mesmo, direitos humanos pra humanos direitos” e etc, eu acho peculiar ver situações em que gente completamente “normal” se comporta assim. É como se, sob o fino verniz de civilidade, habite um senso adormecido de truculência esperando a oportunidade socialmente aceita pra dar um alô.

E isso nos leva ao vídeo de hoje.

Neste vídeo, vemos um sujeito saindo do seu carro e passando atrás de um Fiat Stilo cinza à esquerda do frame. Neste exato instante o rapaz é abordado por dois homens numa moto; um destes presumivelmente o ameaçando com uma arma (não dá pra ver exatamente, mas vou supor que o cara meteu um berro na cara do indivíduo porque né).

Mas esta tentativa de assalto durou pouco. Assim que a vítima dropou seus itens no chão, um amigo dela que estava passando por perto jogou em cima dos assaltantes a primeira coisa que ele tinha em mãos: uma Saveiro vermelha.

Um dos marginais sai correndo; o outro, provavelmente com a moto em cima do tórax, permanece imóvel. O motorista da Saveiro sai do veículo e começa a sentar o cacete no malandor. A vítima, que havia saído correndo, percebe ao chegar na outra quadra que “ei, pera, agora estamos ganhando” e volta pra presentear o elemento com alguns de seus melhores pisões na cabeça.

Neste momento chegam os inevitáveis transeuntes que, apesar de não ter nada a ver com a situação, desconhecer o contexto do ocorrido, ou simplesmente provavelmente ter outros afazeres de maior importância, vem CORRENDO pra não perder a oportunidade de sentar um bicudo na coluna vertebral de um sujeito já caído no chão, que não oferece a menor resistência, e que não terá a menor chance de escapar.

Geralmente eu vibro com gente do mal se fodendo, mas hoje, neste vídeo, não senti a mesma emoção. O que vocês acham…?

Ah, e o rapaz atropelado morreu das porradas que levou na cabeça, a propósito.

Faz um tempinho que não escrevo textos d’A HORA DA JUSTIÇA, né? Vamos corrigir isso!

assaltar

Acompanhe aí a rápida saga de Trevonnte Brown, o rapaz de 19 anos que traja o suéter preto. Enquanto os outros cidadãos de bem adentraram o coletivo para ir aos seus nobres porém odiados empregos, contribuir para o PIB nacional e de repente flertar um pouco com a Suélen da Contabilidade, o Sr. Brown subiu no ônibus (em Marrocos) de cano em punho na intenção declarada de promover o mal e subtrair posses alheias.

Trevonnte, que além do berro porta também o típico nome com grafia “criativa” que é uma marca registrada da comunidade negra americana, decide que o “nerdão” ali de óculos à direita, ocupado checando as fotos da peguete no Fêice, será a vítima du jour.

E o meliante mete a arma na cara do cidadão, dando voz de assalto. O homem assimila a situação, agarra a arma do vagabundo sem pensar duas vezes (ilustrando na prática porque policiais são treinados a nunca deixar suas armas ao alcance dos bandidos quando as apontam pra eles) e levanta pra partir pra cima do marginal.

Perceba aos 7 segundos da sequência que o cara tem a calma e presença de espírito de colocar o iPhone no bolso ainda, antes de então desferir poderosos socos na orelha, têmpora e narina esquerda do ex-futuro assaltate.

O pandemônio se instala no coletivo. Alguns justiceiros urbanos se unem à luta do Carinha do iPhone; já a grande maioria dos transeuntes foge correndo porque afinal de contas existe ali uma arma pronta pra “efetuar um disparo”, pra usar o linguajar do estereotípico Cabo Gonçalves que aparece no programa televisivo dando o play-by-play de alguma uma ação criminosa qualquer.

Meu avô costumava dizer (ou talvez li isso num livro do Monteiro Lobato, não sei mais) que durante o desespero, “aleijado sobre em pau de sebo”. Aos 17 segundos do vídeo vemos a confirmação empírica desta sapiência popular quando a gordinha de rosa, com muletas a tiracolo por presumivelmente precisar das mesmas para sua locomoção, passa por cima do conflito com habilidade e corre pra longe da muvuca sem nenhuma vez desmonstrar dificuldades motoras.

Nisso o Carinha do iPhone enfia diversos socos bem na cara do meliante, com os fones de ouvido do celular ainda na mão e possivelmente dando nós ao redor dos dedos dele, que é o instinto natural de fones de ouvido.

E no final das contas, o vagabundo foi preso.

Agora, o plot twist: assista o vídeo novamente e repare que o meliante havia subtraído os celulares de outros dois passageiros antes de partir pra cima da vítima que acabou reagindo. A forma como ele levou os celulares da galera é tão casual e sutil que eu nem tinha percebido a princípio!

Perdeu os frutos do roubo, levou uma surra e ainda foi em cana: 8 de 10 na Escala Capitão América de Justiça.

OPA AMIGOS! Não morri! Estive apenas ocupado pra caralho viajando, jogando GTA 5, viajando NO GTA 5 e outras coisas por aí. Como vai a família, tão bem?

Hoje temos aqui no HBD um histórico e inédito crossover de HdJ com VAdS. Os protagonistas do vídeo e sua presepada são igualmente vergonhosos, e o resultado de sua travessura foi a injeção de justiça que eu tava precisando hoje.

(NOTA EDITORIAL: vocês talvez tenham notado que o a Hora da Justiça não tem rolado com tanta frequência. É que os vídeos geralmente são tirados do youtube rapidamente, graças à natureza justicística deles. Por isso, os posts dessa categoria acabam tudo “quebrado”, sem os vídeos que são justamente a sua razão de ser. Mas hoje resolvi abrir uma exceção)

Então, como você talvez saiba, existe uma cultura de vídeos de “pranks” (“pegadinhas” no bom português) no youtube. target=”_blank”>Alguns são bem bolados e realmente engraçados; entretanto, existe uma tonelada de vídeo de “prank” que não é nem engraçado, nem bem bolado, e na real target=”_blank”>configura como vandalismo gratuito.

Esses “gallon smash prank” são o melhor exemplo disso. Uma cambada de garoto retardado vai a supermercados e quebra galões de leite fingindo que tropeçou. Nesta suposta “pegadinha” eles estão danificando mercadoria do local, dando trabalho à equipe de limpeza, e potencialmente machucando outros consumidores que correm ao seu auxílio no piso lacteamente escorregadio.

A propósito, se você quer ver gente se fodendo na tentativa de reproduzir essa brincadeira estúpida, leve seu instrumento clicador target=”_blank”>aqui e target=”_blank”>aqui. Este último é particularmente brutal, aliás. Você não vai se decepcionar.

Mas então, pegadinhas idiotas. Este é o ponto central desta merda de texto que já tá mais longa do que precisava ser. Vamos lá.

Então, eis o setup da pegadinha: um rapaz de muletas pede um celular emprestado. O bom samaritano empresta o aparelho, e o zuão solta as muletas e corre loucamente.

Boa parte de nós tem a vida inteira nos seus celulares. Contatos, aplicativos que nos permitem gerenciar nossas vidas, agenda de compromissos, etc. E ser roubado não é uma experiência bacana; ela coloca o sujeito num stress e revolta absurdas. Uma coisa é você dar um susto bobo no seu amigo; outra totalmente diferente é fazer um completo estranho achar que acabou de ter uma importante posse sua roubada. Pegadinha alguma justifica isso.

Aliás, tomar no cu com essa passada de mão na cabeça que é o uso dessa nomenclatura no caso deste vídeo. Não é pegadinha porra nenhuma, tecnicamente e legalmente o rapaz de fato ROUBOU o celular de alguém e depois devolveu.

Pois bem. O rapaz é alcançado pela galera, e então devolve o celular e diz que era só brinks. Evidentemente o stress que ele causou nos caras não passa assim tão facilmente, porque um dos homens partiu pra cima do cara e desferiu um poderoso soco de direita no queixo do brincalhão. “Era só uma brincadeirinha, cara…” este diz, em tom de choro.

E a coisa piora. A galera partiu pra cima dos cinegrafistas e tentou quebrar as câmeras destes. E no final de tudo o rapaz por trás das câmeras foi preso.

Vergonha alheia (que idéia mais imbecil desses otários) misturado com 8.7 na escala Capitão América de Justiça. Que excelente vídeo!

Olá turma. Vamos ver a desgraça alheia mais uma vez, capturada pela magia do cinegrafismo amador de celular? Sim.

A cena a seguir desenrolou-se dentro de um McDonalds, parece-me. Acompanhe:

O rapaz de camisa amarela, chamado Josh (aparentemente embriagado) berra com os atendentes do restaurante. Ele reivindica, irado, um cheeseburger que ele supostamente não recebeu. Seus amigos — talvez por já conhecer a índole do rapaz — prevêem que “merda” é o único resultado possível e o abandonam. Ele que apanhe/seja preso sozinho, pensou provavelmente o jovem que na marca dos 20 segundos tentou remover Josh da situação.

Quando seus amigos o abandonam é porque eles SABEM que você só faz merda.

Josh então compra briga com um rapaz que, a julgar pela natureza da interação, estava galhofando os esforços dele em conseguir seu cheeseburger. Josh tenta calar o engraçadinho, que responde apenas “olha, tou comendo um cheeseburger aqui e tá uma beleza!” A câmera vai pro rapaz zombeteiro, que revela-se um sujeito bem menor que o Josh, além de estar desacompanhado no restaurante.

“Ah, tô ligado, a mulher deste indivíduo o chifrou e ele perdeu o emprego, então ele resolveu abandonar este mundo cruel”, pensei. Josh, talvez ainda não completamente enfurecido, dá impressão que vai sair do estabelecimento — não sem antes desejar os votos de que o galhofeiro vá se foder juntamente com o seu cheeseburger.

Josh então declara que o piadista está mexendo com a pessoa errada — uma frase que, em toda a história da humanidade, só é dita quando não é verdade.

O brigão perde a paciência e avança no outro rapaz. Este imediatamente assume uma posição de lutador greco-romano e leva Josh ao chão com facilidade — junto com suas calças, expondo o cofrinho do rapaz ao olhar atento da câmera. Em questão de instantes, o piadista está segurando o brigão no chão, perguntando se “tá bom já? Parou?”.

Eles continuam se debatendo, o gordão tentando cobrir suas vergonhas (uma bunda branca gorda daquela é de fato uma vergonha), enquanto o piadista mantém controle da situação tranquilamente através de um keylock habilidoso, enquanto constantemente pergunta se o rapaz vai parar com a putaria. O lutador poderia ter aproveitado o momento de clara vantagem para descer o sarrafo neste brigão, mas mantendo a compostura de um monge budista, ele se satisfez apenas em desativar a ameaça.

O brigão terminou a confusão sem o cheeseburger, sem as calças, sem o apoio dos broders e sem dignidade. Nota 8 na Escala Capitão América de Justiça; ele só não recebeu nota maior porque o lutador teve compaixão e não sentou a mão nele.

Bem vindos, amigos da rede Globo! Como foi o seu fim de semana? Espero que tenham conquistado vitórias pessoais e nos negócios.

É o seguinte. Como sei que nada aquece mais o coração de vocês do que desgraça alheia, tragos-lhes de presente mais um excepcional vídeo de pura justiça sendo aplicada com brutalidade, porém honesta necessidade. Arraste seu instrumento clicador USB para o botão triangular que iniciará a reprodução das imagens móveis apresentadas abaixo desta linha:

O vídeo se inicia com vários broders reunidos para assistir o que acredito ser um dos filmes da saga O Senhor dos Anéis, marcando a primeira vez que você ouvirá esta trilha acompanhando um vídeo que vale a pena assistir. Sim, estou dizendo com todas as letras que a série cinematográfica é terrível.

Um dos colegas começa a antagonizar um rapaz que tenta assistir o filme. O jovem, que tentava apenas tuitar o filme inteiro em paz como a gente faz hoje em dia, ignora todos os convites de altercação física feitos pelo rapaz de camiseta branca. Por vários minutos o indivíduo de branco insiste que o outro cara se levante para que engajem numa disputa corporal, enquanto o outro moleque continua querendo apenas ver as aventuras de Will Turner, Magneto e os outros caras.

A perspectiva da câmera fica zoada, de lado, e você por um instante acredita que este trata-se de mais um vídeo de briga estragado por um cameraman inepto. Como em tantas outras coisas na sua vida, você está errado: o operador da câmera nos presenteia com um ângulo perfeito lá pelos 3 minutos. Enquanto isso, o cara de branco continua insistindo, sem grande motivo, para que o outro rapaz fique em pé para que iniciem seu confronto físico. Talvez ele esteja com pressa porque ainda tem que pegar o metrô depois pra voltar pra casa, sei lá.

Aos quatro minutos o jovem de branco comete um erro crítico — desmerecendo as capacidades físicas de seu oponente, ele dá um tapinha de leve na cabeça deste. Ao contrário dos tapinhas que nos ensinaram através de letras de funk, este tapinha, de fato, doeu.

Foi a deixa. O jovem de preto avança furiosamente contra seu agressor, levando-o ao chão em nanossegundos e servindo de um exemplo visual do fenômeno Dunning-Krueger em ação: o indivíduo que se achava tão apto a resolver diferenças por intermédio de violência apanhou rapidamente sem exercer grandes habilidades lutadoras.

Evidentemente, este justiceiro urbano não está satisfeito. O rapaz de branco queria uma porradaria, e é apenas isto que o garoto agredido o dará. Se ele perdeu seu filme, é apenas justo que alguém perca os dentes — esta é a justiça das ruas.

Segurando seu covarde agressor firmemente, o rapaz bullyado empurra sua cabeça não uma, não duas, não três, mas QUATRO VEZES contra o chão de madeira, dando um Force Quit em seus processos mentais e desligando o rapaz. Vitorioso, a outrora vítima declara “don’t fuck with me, bitch”, em posse de toda a envergadura moral requerida pra dizer esse tipo de coisa.

E o final só não foi pior porque um cachorrinho aparece para lamber seus ferimentos em solidariedade. Se o cão estivesse com a bexiga cheia, o vídeo teria atingido níveis de Justiça incapazes de serem medidos com a tecnologia atual.

NOTA FINAL: 8.9 pontos na Escala Capitão América. Se alguém tivesse colocado mais água no pratinho do cachorrinho, teríamos talvez presenciado um raríssimo nível 11 na ECA.

AGORA COM LOGO E TUDO

Quem me conhece sabe que sou bem contra o armamento da população. Compreendo os argumentos a favor, mas é que no apanhado geral, não acho que mais armas nas ruas sejam a solução. Armamento civil pode às vezes resultar em tragédias, e acho que na maioria dos casos, reagir a vagabundo é pedir pela morte. Vale realmente desgraçar o dia do seu pai e mãe os fazendo receber a notícia da morte do filho porque você inventou de reagir pra evitar o roubo do celular?

Só que uma vez ou outra, um cidadão de bem armado executa justiça destilada de forma que quase me faz repensar minha posição em relação ao porte de armas.

Este é o caso de Samuel Williams.

Samuel Williams estava num cybercafe em julho deste ano quando dois vagabundos adentraram o local com malícia nas idéias, um sentimento conhecido em círculos jurídicos como mens rea e nos círculos do meu avô como “o vagabundo entrou lá pra causar o mal, Geraldo. Eu tou te falando. Entrou lá com o Cão na mente”.

Como o vídeo mostra, os dois marginais penetraram o recinto, armados com uma pistola e o que parece ser um bastão de baseball ou “beisebol” conforme grafado nas revistinhas da Turma da Mônica. Eles também escreviam “Bátima” e “Superomão”, lembram?

Então. Os energúmenos entram no estabelecimento na pura maldade, na intenção de subtrair as posses dos cidadãos de bem e pagadores de impostos. O plano até que funcionou… nos primeiros dez segundos. A Justiça espreitava nas sombras, prestes a arruinar o plano dos vagabundos quando estes menos esperavam.

Note que quando os meliantes invadem o local, um tio de branco se põe de cócoras — como se o pavor fosse suficiente para faze-lo cagar ali mesmo. Já Canelinha, o sujeito de branco no centro do vídeo cujos cambitos que ele chama de pernas medem aproximadamente 4 centímetros de diâmetro, põe as mãos para o alto tal qual vemos nos filmes. Um outro rapaz de branco (caralho, mas que diabos, ninguém tem roupas de outra cor nessa cidade não?) que estava se espreguiçando entra em visível modo “lol o que diabos eu faço agora”, frequentemente visto nos semblantes de estudantes em dias de prova.

Os crápulas achavam que eram donos do pedaço e que o resultado da “fita” da noite seria lucro e glória criminal. Eles não contavam com Samuel Williams, de 71 anos, possuidor de uma pistola semi-automática.

O ancião, camuflado entre tantos outros sujeitos vestidos de branco, levanta-se na velocidade característica de geriátricos e “efetua disparos” (como diz todo policial que já foi entrevistado em um programa policial) contra a bandidagem, que pega tais balas com as pernas e braços. Repare que Canelinha está tão alheio à situação que demora pra perceber o tiroteio acontecendo literalmente centímetros atrás dele.

Os malacos, que embora burros não são suicidas, dão no pé.

Não satisfeito com seu exercício de tiro-ao-alvo, este Frank Castle setentão vai no encalço dos meliantes (ainda mantendo o passo de lesma reumática), metendo bala a gosto. Um dos pilantras estatela-se no chão de forma cômica; seu parceiro passa correndo por cima do primeiro infeliz numa fiel pantomima da expressão “cada um por si e deus por todos, broder”.

Com os vagabundos já na calçada e tendo efetivamente abandonado seus planos ladroísticos daquela noite, o velhote pistoleiro ainda dá alguns tirinhos porque, afinal de contas, ele já correu até lá né. Não custa nada esvaziar o pente.

Como se não bastasse seu quase-óbito nas mãos de um idoso rápido no gatilho, os dois marginais acabaram presos.

Dou a este vídeo 7.9 pontos na Escala Capitão América de Justiça.

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