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Quando a teoria anarcocapitalista vai ao mundo real — Conheça os “sovereign citizens”

Postado em 11 October 2016 Escrito por Izzy Nobre 33 Comentários

sc

Foi incrivelmente difícil achar uma foto pra ilustrar esse post. Embora os sovereign citizens já tenham se tornado uma espécie de meme na internet (“AM I BEING DETAINED?????”), não existe ainda uma fotinha quintessencial que os resume. Então vai a desse maluco aí. Já já explico-o.

Então. Há algum tempo estou ciente das presepadas dos chamados “sovereign citizens” (a quem tem dúvida: se pronuncia “Só-Vren”), ou de sua franquia canadense, os “freemen on the land”. De forma resumida, é uma espécie de variante mais extrema dos anarcocapitalistas: em vez de apenas argumentar no Facebook que imposto é roubo e que o governo do Estado não tem legitimidade sobre eles, os sóvren citizens (vou escrever só SC daqui pra frente, tá? Se eu precisar falar de Santa Catarina ao longo do texto eu te aviso) realmente tentam exercer essa crença no mundo real, e os resultados são exatamente tão hilariante quanto você está imaginando.

De certa forma, há até algo admirável na coragem (estupidez?) dos SC de realmente tentar fazer um live action role play das maluquices ancaps no mundo real. E como isso me provém uma fonte ilimitada de diversão, eu não sei se devo os criticar per se.

Funciona basicamente assim: os SC argumentam, baseando-se em teorias juridicamente inválidas, que a leis não se aplicam a eles. Mas por que isso?

A lógica deles é que um país é essencialmente uma cooporação (obviamente não é); portanto, todas as leis e estatutos nada mais são que um contrato com essa coorporação. E se você não assinou tal contrato, todo o sistema jurídico nacional é como um EULA da instalação do Corel Draw — você pode pular sem problema algum, porque é irrelevante pra você.

Como eles pensam que o Código Penal/Constituição funcionam.

Como eles pensam que o Código Penal/Constituição funcionam.

Por mais inacreditável que pareça, esse é o argumento dos caras, destilado aos seus componentes mais fundamentais. Eu não concordei em ser cidadão brasileiro, visto que nasci no Brasil contra minha vontade. Isso significa que eu não assinei contrato com o instituição judicial brasileira, logo, não estou sujeito às suas leis, que neste caso eu considero equivalentes às regras de um clube ou coisa similar.

E, como você provavelmente suspeitava, essa turma é daqueles que insiste ferozmente que imposto é roubo. A maluquice onde os SC chegam é a conclusão inevitável dessa crença teoricamente correta, mas pragmaticamente insana de que o Estado não tem legitimdade alguma sobre um cidadão.

Aliás, tanto os SC quanto os ancaps tem como característica recorrente usar argumentos que me lembram aqueles truques de álgebra que “provam” que 1=2. Lembram deles?

prova

Discutir com ancaps, ouvir os “raciocínios” dos SC, ler artigos do Mises, é basicamente isso — um argumento aparentemente coerente, teoricamente bem embasado, mas que chega a uma conclusão que absolutamente não condiz com a realidade e que sempre omite uma divisão por zero escondida em algum lugar.

Se você não entende bem o alicerce argumentativo dos caras (se é que algo tão infundamentado pode ser chamado de um “alicerce”), os vídeos parecem insanidade plena. Não que não seja, mas uma vez que você compreende as terminologias que empregam e a “lógica” a que eles aderem, você solta um “ahhhhhh, então é isso que ele quer dizer…“.

Agora, por que eles esperam que juristas aceitem (ou sequer entendam) as suas insanidades continuará impossível de compreender.

Então, os SC são obcecados com distinções semânticas irrelevantes que eles pensam que são um GAME SHARK JURÍDICO. Um bom exemplo disso é a suposta separação entre “pessoa” versus “indivíduo”. Indivíduo, eles argumentam, são eles próprios — o corpo físico que você habita. Pessoa, por outro lado, é a seu alter ego “legal”.

Em outras palavras, a sua “pessoa” (aqui definida como uma entidade incorpórea e imaterial, com um nome coincidentemente igual ao seu) passa a existir uma vez que o Estado toma conhecimento de sua existência e então assina um contrato em seu nome, sem seu consentimento.

Através dessa “lógica”, eles então argumentam que sua “pessoa” (isso é, o “João Silva” sendo citado pelo Estado num mandado de prisão ou coisa assim) é na verdade… a sua certidão de nascimento.

Assim sendo, o Izzy Nobre que recebeu uma multa de 120 dólares por dirigir acima da velocidade não é o Izzy Nobre que você vê nos vídeos ou xinga no tuiter; é aquele papel que meus pais assinaram num cartório em Fortaleza em 1984.

multa

Achou que era piadinha né

Aliás, os caras se apegam tanto a essas maluquices triviais que alguns chegam a argumentar que o uso de letras maiúsculas em documentos oficiais “provam” que aquilo não se refere a eles. Trocando em miúdos: Eu sou Israel Nobre. Já esse ISRAEL NOBRE na multa não sou eu; é, obviamente, a minha “pessoa”. Israel Nobre é um indivíduo que não assinou nenhum contrato com a coorporação “Canadá”.

Conclusão: não tenho nenhuma obrigação legal.

(No meu caso o exemplo não é o melhor, já que eu emigrei pra cá, então pode-se dizer que assinei um “contrato” sim — minha papelada de cidadania. Mas SCs nascidos aqui argumentam exatamente da forma descrita no parágrafo acima)

Pra você ter uma idéia da completa insanidade: uma das coisas que os SC argumentam é que se  a bandeira no tribunal tem borda dourada, isso torna aquele tribunal um tribunal marítimo; como tal, ele tem jurisdição apenas sobre pessoas jurídicas, ou a “pessoa” de um SC, e não ao “indivíduo” do SC, e portanto o processo é inerentemente inapropriado.

Aliás, por que lei marítima? Porque o sufixo “-ship” (equivalente ao nosso “-dade”) permeia o vocabulário legal. Ownership, citizenship, censorship, guardianship, etc. Isso seria uma prova de que o contexto é de lei marítima, e que esta não julga “pessoas”.

Sério mesmo.

Outra viagem semântica é que eles se opõem a dizer que entendem ordens policiais ou leis. Quando um juiz ou policial pergunta se eles entenderam a ordem ou lei citada (“do you understand blá blá blá?)”, eles alegam que o understand (“compreender”) é na verdade “under stand”, ou “stand under”, no sentido de “concordo e aceito os termos”. Logo, eles estariam perguntando se você CONCORDA se sujeitar às ordens deles; basta dizer “não” que tá tudo ok.

Entendeu mais ou menos como é a a maluquice? Agora o vídeo abaixo fica mais claro:

Aos 3 minutos, esse David Hall (preso por dirigir bêbado e sem carteira de motorista) explica que ele não é o DAVID HALL sendo procurado pela justiça. Um pouco mais tarde, ele elabora que ele não é a “pessoa” DAVID HALL, ele é o “indivíduo” David Hall. Ao que o juiz pergunta onde está David Hall, o réu então diz que DAVID HALL só existe no papel; é uma coorporação.

Vendo esse vídeo sem conhecer as minúcias da fé dos caras — porque achar que essas maluquices seriam reconhecidas em tribunal tem que ser fé –, você poderia concluir que o cara é clinicamente insano. O que acontece é que ele quer usar juridiquês fictício pra enrolar um juiz como se fosse um jedi mind trick. Então, pensando bem, de repente é maluquice literal mesmo.

Aliás, repare que no começo o Hall pergunta ao juiz se o tribunal “reconhece seu juramento de exercício da profissão” ou algo assim, que o juiz nem entende imediatamente. Com isso, ele quis saber basicamente se o tribunal reconhece ele… como juiz.

Esse fetiche na literalidade de alguns termos (e mais especificamente, as definições alternativas que eles dão pra eles) faz esses caras me lembrarem os jogadores de RPG que tentam discutir regras com o mestre. Nesse vídeo, e em vários outros, os SC refutam a acusação de que estavam “dirigindo”, insistem que estavam “viajando”, o que seria um direito constitucional (ir e vir). Logo, não precisam de carteira de motorista.

Este vídeo clássico mostra um mindset semelhante. Quando o cara falou que não tem nome nem sobrenome, ele não estava sendo apenas um babaca gratuito — ele de fato pensa que não tem nome nem sobrenome, porque estes são apenas artificialidades inventadas pelo Estado num papel chamado “certidão de nascimento”. Pra recusar dar o nome ao segurança, o cara diz que ele não quer “create joinder with you“, que seria algo como “não estou assinando nenhum contrato que reconheça você como uma figura de autoridade”. Eles realmente acham que alguém vai reconhecer essa metodologia no mundo real, o que é incompreensível.

No decorrer do vídeo o sujeito acabou peitou um dos seguranças do tribunal, tomou um choque bonito (cuja filmagem ele mesmo disponibilizou na internet, achando tratar-se de uma vitória), e voltou ao mesmo tribunal pra ser julgado pela presepada.

Repare a altivez do moleque, e a impressionante (mas ao mesmo tempo previsível) falta de moral da mãe do pirralho. Tanto a postura do moleque quando o jeitão de “ah, esse meu filho é foda né…” da mulher me faz pensar que esse desgraçado passou uma vida inteira sem qualquer disciplina, e agora quer estender a carta branca pra fazer o que dá na telha pro universo fora da sua casa.

Se você quer algumas risadas adicionais, aqui tá uma compilação de SCs se fodendo lindamente ao pensar que suas estratagemas pseudo-legais tem qualquer efeito no mundo real:

AM I BEING DETAINED?!??!?!?!?!?!

Se você quer imaginar como seria uma sociedade anarcocapitalista, basta imaginar um país INTEIRO repleto dessa galera aí.

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Categorias: A internet é foda

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 32 anos, também sou conhecido como "Kid", e moro no Canadá há 13 anos. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas, e sobre notícias bizarras n'O MELHOR PODCAST DO BRASIL. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

33 Comentários \o/

  1. Rúbia says:

    Fica evidente que AnCap é só mais uma seita filosófica, como Feministas e Veganos.
    Os caras se juntam numa ideia que gostam e acham que o mundo seria o máximo com ela.

  2. Tobias says:

    Ué, se eles não estão no “sistema”, portando não tem as mesmas obrigações de quem está, também não possuem os direitos.

    • jef says:

      Direitos não existem, são só uma idéia. Se existissem, não poderia ser retirados de ninguem (mas é) e tambem todos teriam os mesmos direitos (não tem).

      Alem de que é só uma idéia. Os tal “direitos” foram criados para LIMITAR governos sob a sua (voce individuo) soberania/liberdade.

  3. Gaius Baltar says:

    Maluquice no estágio mais profundo. Mas se eles não assinaram o contrato com a “corporação Canadá” então como querem permanecer no território da dita corporação?
    PS: agora que me toquei que os “Fremen” de Duna são uma corruptela para “free men”. 😮

    • jef says:

      que território do canada? ninguem tem posse sobre a superficie da terra. Isso é lógico e óbvio. Terras foram ocupadas, tomadas, retomadas.

      não podem te cobrar pra viver na terra, pois não a compraram. Posse mesmo não existe, é só uma ideia conveniente. Só.

      Nós vemos os frutos dessa ideia pois o individuo aceitou em sua mente essa ideia, portanto pra ele é realidade.

      SE a constituição estivesse sendo cumprida, SE.. aí seria outra conversa. Mas logico que nao esta sendo, então questionamentos partem pra ideias e movimentos, e esses vão liderar. Conservadores são liderados pois ñ pensam por si.

  4. Nícolas says:

    Os impostos cobrados pelo império Francês pré revolução não era roubo ? Ou na sua mentalidade o imposto muda de definição dependendo do governo ?

    • João says:

      Gostaria que me explicasse a diferença de um traficante que comanda um morro obrigar seus moradores a pagarem uma TAXA em troca de “”segurança””, lazer, dentre outros, com um governo como o Brasil por exemplo, que provê uma segurança ilusória, mata centenas de pessoas em filas de hospitais públicos e fornece uma educação tão boa quanto nada (como você mesmo já criticou).

      • Izzy Nobre says:

        Simples.

        Cê prefere morar onde você mora, ou sob controle dos traficantes?

        • João says:

          Você não me explicou o porquê do primeiro caso ser considerado roubo e os impostos (segundo você) não serem.

          • Izzy Nobre says:

            TEORICAMENTE, idealmente, analisando de forma crua e descontextualizada, imposto é roubo mesmo, no sentido pleno da palavra. É dinheiro que está sendo tomado de você, sem seu consentimento, com previsão de violência se você resistir.

            Acontece que imposto é, não importa quanto você esperneie, vitalmente importante e absolutamente inevitável para a manutenção da sociedade. Não precisa nem acreditar em mim, basta olhar ao redor do mundo e perceber que TODOS OS PAÍSES EM EXISTÊNCIA tiveram que adotar tributação como uma forma de financiar o bem público. Sem governo não existe ordem nem “rule of law”, manda literalmente quem tem mais recursos pra se armar. E querendo ou não, sem imposto o governo é impossível.

            Anarcocapitalismo inevitavelmente evoluiria pro governo atual que temos hoje; foi exatamente isso que aconteceu no final do feudalismo. Feudalismo era o mais próximo que tivemos de anarcocapitalismo no mundo real (que vocês se recusam a admitir berrando “ESPANTALHO! ESPANTALHO!” sem explicar o argumento.

          • Rúbia says:

            Você prefere trafegar por uma estrada esburacada porque ninguém tem recursos para consertar os problema, ou por uma estrada em boa qualidade, com pedágio?

            E as placas de trânsito? De limite de velocidade? Quem regulamenta o que é seguro? Quem pune quem corre à 250km/h atropelando pedestres estilo GTA?

            Traficantes? Paramilitares? Estado? Monarcas?

            Quem arrecada recursos para consertar os problemas da sociedade? (Ou seja, os problemas dos outros)

        • Ândres says:

          Imposto é roubo. Tu concorda. Logo, imposto é errado e o Estado ilegítimo por cobrá-los sob ameaça de agressão. Deveríamos sempre nos revoltar e lutar contra algo que é errado. Logo, deveríamos lutar contra impostos obrigatórios e contra a existência de Estados obrigatórios. Isso é o correto a se fazer, é o o mais moral, ético e justo. Se o Estado vai ou não desaparecer, se ele naturalmente sempre vai voltar, etc, é indiferente… O importante é lutarmos contra algo que é errado (ou você não considera roubo errado?).

          Farei um paralelo.

          Estupro é algo errado. Deveríamos sempre nos revoltar e lutar contra algo que é errado. Logo, deveríamos ser contra e lutar para que os crimes de estupro parem de ser praticados. Isso é o correto a se fazer, é o o mais moral, ético e justo. Se os crimes de estupro vão ou não desaparecer, se vamos ou não conseguir zerar as incidências de estupro, é indiferente… O importante é lutarmos contra algo que é errado (ou você não considera estupro errado?).

  5. Albino says:

    Daí a gente concluí o seguinte: se um austríaco qualquer tivesse criado uma teoria maluca contra a lei da gravidade, hoje em dia ia ter doido se jogando de prédio e acusando o chão se aproximando de estar infringindo seus direitos como indivíduo/pessoa/entidade/corporação.

  6. C says:

    Realmente, eu não assinei nenhum contrato com o governo. Nem com o oficial de justiça que vai me notificar se eu descumprir as regras dele. Nem com os policiais que vão me prender em seguida e nem com as balas que vão me acertar se eu resistir a isso.

    Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

  7. Pedro says:

    Fico imaginando a merda que não seria numa sociedade Anarcocap dois caras desse discutindo sobre o pedaço de rua que um limpou sem o outro autorizar.

    “Você indivíduo, não pessoa, realizou tal ação que contraria o que o meu tribunal julga como correto”

    “O eu indivíduo realizou essa ação e não aceito o seu tribunal como julgador”

  8. Giordano says:

    Achei bastante desonesto da parte do Izzy de equiparar “SC’s” com “libértários”.

  9. LG says:

    Antes de argumentar gostaria de deixar claro que sou sim um Anarquista, mas não pelo fato de acreditar que nossas vidas seriam melhores sem um estado, mas sim porque o estado é uma instituição imoral e violenta. E não acho que se abolisse o estado o mundo se tornaria um paraíso overnight.
    Agora sobre o texto, esses SC’s são de fato uns garotos mimados nutridos de uma lógica ilógica. Ninguém vai ser preso/processado/multado se estiver dirigindo bêbado, ou fazendo qualquer outra merda dentro da própria fazenda/casa, mas a partir do momento que você põe seu pé na rua, que na prática é propriedade do estado Brasileiro, você tem que respeitar as regras/leis do dono, é simples.
    E sobre artigos do Mises, você sabe muito bem disso Kid, nossa educação é triste e as pessoas são preguiçosas, muitos lêem apenas um lado e tomam tudo como verdade, não refletem sobre, apenas reproduzem. O Surita do pânico fala muito disso, que hoje a molecada só quer saber de guru, ninguém quer pensar.

  10. LG says:

    Na verdade a teoria deles é um pouco mais louca que isso. A questão do nome em letras maiúsculas, dizem eles, tem a ver com a questão de propriedade, ou seja, eles acreditam que somos todos propriedades da Marinha. Isso porque, dizem eles, reitero, a lei naval diz que tudo o que relativo à água, é assunto da Marinha e como nascemos rodeados de água (que na verdade é liquido amniótico, mas ignore a lógica por ora) pertencemos automaticamente à Marinha. O nome em letras capitais prova isso porque as forças armadas redigem seus documentos em letras maiúsculas.

    Sobre os artigos dos Mises, entendo eu que a lógica deles é: 1) explicar questões econômicas sob a ótica deles. O porquê deram certo ou errado, p. ex; 2) Propor um mundo ideal na visão deles. Estes textos realmente dão um salto de fé na lógica, mas são exceções. E geralmente são textos “importados” dos EUA, em que a realidade social é outra. Acho válido como ilustração, mas creio que até eles sabem que tem pouca aplicação no mundo real (ou ao menos aqui no Brasil). [OBS: nesse sentido, artigos do site Atlantos, por exemplo, tem muito mais valor “prático”]. na verdade eles são meros “think-tankers” e é exatamente essa a função: polemizar, causar “buzz”.

    De qualquer forma muitos princípios podem ser aproveitados. É como o exemplo 1=2, se não serve para provar a teoria das supercordas, ao menos serve como um divertimento e que leva ao interesse pela matemática (afinal, fica a pergunta, em que parte do problema está o erro?)

  11. Cris says:

    Ou seja, os sujeitos inventaram uma seita pra poder fazer merda sem enfrentar as consequências e pra poder usufruir das benesses do Estado sem contribuir, é isso?

    • jef says:

      não.

      cansaram da inadimplência do governo, ausencia da constituição e hipocrisia geral do cidadão que não questiona, e se questiona, não faz.

      isso é um protesto, mas de verdade. Entenda o que significa SOVEREIGN. Soberania. Todo ser é soberano, naturalmente. Todos tem poder próprio e direito de escolher. Voces são tão guiados pela narrativa dos outros, que não conseguem enxergar que esse paradigma foi entregado à voces. Essa narrativa não é sua, voces podem ver o mundo de outra forma.

  12. Elytton says:

    A lógica deles é que um país é essencialmente uma cooporação(corporação).

    Isso significa que eu não assinei contrato com o(a) instituição judicial brasileira[…]

    Acho que deveria ter um botão de erro pra poder te notificar

  13. Silvio says:

    Peraí… O cara diz que viajar (direito de ir e vir) está na constituicao, portanto ele não precisa de carteira de motorista…. Porém, a constituição não é parte do contrato que ele não assinou?
    Direitos sem deveres… Típico de criança mimada.

  14. Pia says:

    Anarquista de condomínio se beneficia de ruas asfaltadas, iluminadas, calçadas, sinalizadas, limpas e seguras. Daí sentado no sofá no apartamento dos pais, pega seu iMac Air e chama IPTU de roubo no Facebook.

    Havaiana de pau é um ótimo corretivo pra tirar essas ideias da cabeça desses adolescentes rebeldes. #ficadica

  15. Andre pessimista says:

    Típico papo furado da turma do mises e afins:
    -- algo é ruim;
    -- é culpa do governo;
    -- no livre mercado não aconteceria;
    -- e a natureza é sua inimiga.

  16. soph says:

    pensamento idiota. o cara foi preso dirigindo embiagado numa estrada construida pelo Estado (ou seja pelo contrato com o resto da sociedade) e afirma não estar sujeito as regras do Estado. Pqp!
    É tipo entrar numa casa com placa de aluga-se passar a habita-la e dizer que não vai pagar aluguel pq afinal não assinou contrato

  17. Pedro says:

    Já viu o canal ”Bel Pesce Internacional” no youtube? a moça tá expandindo seus conhecimentos para outro horizonte… rsrs.

  18. Magno says:

    Explico, Não ache q os libertarios acreditam em todos esses jogos de palavras, pois estao apenas buscando brechas juridicas para sair da mao do estado. Ex: um processo ganho q teve na redbull, alegando q nao fazia voar, qm processou nao acreditou q fazia voar, mas achou essa brecha hilaria, mas aceitavel na lei