A Uberização do mundo continua com a Amazon Go

Eu sei que isso aqui não é exatamente um “uber de supermercado”. Uso o termo “uberização” mais no sentido de “tecnologia tornando algumas profissões obsoletas, com um possível backlash de pessoas muito investidas nesses métodos arcaicos de fazer as coisas”.

Em outras palavras, eu chamo isso aqui de “uberização” porque é possível Pelo jeito em breve teremos caixas de supermercado tocando o puteiro e depredando propriedade alheia também. Olha o que a galera da Amazon inventou agora:


Basicamente, a Amazon Go é um conceito de um supermercado sem caixas e, portanto, sem filas. Através do aplicativo da loja no seu smartphone, você pode ir enchendo o carrinho de produtos, que as máquinas tomam conta do resto. Elas sabem exatamente o que você tá pegando e vão adicionando a mercadoria no seu carrinho de compras virtual ao mesmo tempo que você as coloca num carrinho no mundo real — tudo através da mágica de machine vision e algoritmos de inteligência artificial que vão muito provavelmente ser usados pra nos escravizar no futuro quando esses robôs decidirem que cansaram de ser nossos servos.

Tecnologia vem substituido trabalho pesado e/ou não-especializado há anos; dá até pra se argumentar que esse é o propósito da tecnologia. E sempre rola que alguns menos dispostos a aceitar a realidade tentam reagir com truculência; o termo ludita (como alguém que se recusa a usar tecnologia) se rende justamente a isso.

É de se pensar: o trabalho que você executa HOJE poderia ser operado por uma inteligência artificial? Isso te preocupa?

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comments

13 comments

  1. Isso nao e’ exatamente novidade nos EUA. Tem algumas filiais da CVS que ja tem isso -- voce poe os produtos numa balanca e escaneia eles. So tem um ze ruela na loja para supervisar tudo e e’ so’.

  2. o trabalho que você executa HOJE poderia ser operado por uma inteligência artificial?

    R: Sim, e ele é por drones predator.

    Isso te preocupa?

    R: Á mim não.

  3. Acho que uma inteligência artificial poderia sim me substituir no emprego. Mas é como o cara que comentou lá em cima disse, se um trabalho pode ser feito por máquinas, para outros ainda vai ser preciso mão-de-obra humana e os trabalhadores serão deslocados pra essas funções. Duvido que possamos chegar a um mundo onde nenhum trabalho humano é necessário.

  4. Aqui no Brasil é obrigatório que os postos de gasolina tenham frentista (sob o argumento do ministro do trabalho de que as “classes mais baixa se sentiam ultrajadas em ter de abastecer o próprio carro”, de duvida, joga ai no google) agora imagina o dia em que um mercado quiser abolis os caixas… vai ter lei pra “proteger o emprego” sim… até imagino os argumentos, de que agora as velhinhas não vão ter com quem conversar na hora de passar as compras.

  5. Para os gestores e economistas que vêem a mão -- de -- obra como um dado a ser manipulado e “economizado e reduzido”, isso é uma maravilha. Agora eu quero ver esses cornos darem uma resposta ao problema humano a ser gerado, que é o de pessoas que não se integra~rão mais ao mundo do trabalho. Ah, sim, a uberização já chegou, de certa forma, às profissões mais especializadas. Um exemplo concreto está aqui: http://www.conjur.com.br/2016-mar-05/robos-escritorio-atua-360-mil-processos-420-advogados

  6. Essa tecnologia já está há um bom tempo no mercado e utiliza o RFiD (a mesma tecnologia utilizada para pegar o tempo nos carros de fórmula 1, por exemplo).

    Diz a lenda que alguns pão de açúcar em São Paulo contam com essa tecnologia, mas eu nunca comprovei.

  7. Maravilhoso. Vai facilitar imensamente, sem dúvida. E nem dá pra dizer que vai deixar o processo menos pessoal e reduzir a socialização, afinal compras em poucos casos são algo pessoal. E no fim das contas, as praças públicas não foram extintas e nem por isso as vemos sempre sendo usadas como deveriam — especialmente agora em tempos de smartphones cada vez mais acessíveis aliados a uma educação terrível em relação a eles.

    Sim, meu emprego pode ser trocado com o tempo por robôs, ou de forma geral por alguma máquina? Sim. Me preocupo? Sim e não. Afinal tenho minhas várias competências fora do que faço no trabalho; porém não estou tão firme economicamente com elas (ainda), então…

    Mas de forma geral acho louváveis esses esforços.

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