Você já leu a bíblia alguma vez na vida? Provavelmente não, você é um pecador sem chance. Recomendo que você a leia.

Seja de papel ou narrada pelo Cid Moreira em oitocentas fitas cassete, a Escritura Sagrada é o documento central da fé cristã; ela estabelece os preceitos de moralidade e instrui seus fiéis a vários gestos de altruísmo e camaradagem, como o perdão, a caridade, e a boa vontade para com os irmãos — com algumas passagens que se usam como justificativa pra negar direitos e dignidade básica aos gays mas vamos ignorar isso no momento. Teve uma época em que mulher não podia nem falar na igreja mas já deram uma aliviada interpretativa nesse versículo, então há esperança!

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Stardew Valley é o tipo de joguinho para o qual eu achava que NUNCA teria paciência — parte RPG, parte simulador de fazendinha, inteiramente desinteressante pra mim. Não tenho paciência ou disciplina pra cumprir nem mesmo tarefas importantes na vida real; como eu poderia então cuidar de um sítio de mentirinha?

O que diabos haveria de divertido em capinar um terreno, alimentar galinhas ou plantar batatas?! Porra, a gente literalmente fala “vá plantar batatas!” como uma alternativa mais cristã ao usual “vai se foder”!

Eu não falo nem com meus vizinhos de verdade, não conheço o nome de nenhum. A que me importaria conhecer os habitantes pixelizados de Pelican Town, o pequeno vilarejo do jogo?

Após duas semanas de vício incontrolável em Stardew Valley eu descobri que estava (como quase sempre em minha vida) inteiramente enganado.

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_LittleNerdmaid, uma seguidora portuguesa minha, me mandou essa foto já clássica de uma geladeira decorada pra parecer um Game Boy:

As dimensões do console tão erradas, mas ok

Já tinha visto essa geladeira duas mil vezes na internet — e até planejei recriar algo similar com a minha, um plano abortado 2 minutos após sua concepção pelo fato de que a minha geladeira é cinza e não branquinha igual essa da foto.

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Estes são os Amazfit Pace e Stratos, dois smartwatch “budget” que me foram enviados pela galera da Gearbest pra resenhar pros inscritos do meu canal. “Budget” é um termo chique (millenial acho que é como chamariam hoje em dia), pro que minha mãe em minha infância chamava de BBB — bom, bonito e barato.

Pace, o da esquerda, é o que tenho usado há mais de um ano. Recebi o relógio pra resenhar no começo do ano passado e me apaixonei completamente pelo aparelho. Cheguei a fazer o impensável — aposentei terminantemente meu antigo Pebble Time Steel, que havia custado literalmente mais que o dobro.

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Eu já expliquei essa história aqui mil vezes. Conheci Pokemon através de um amigo pirateiro na sétima série que traficava ROMs em disquetes, passei boa parte da minha adolescência jogando no computador, e levei pro resto da vida uma paixão pelo RPG clássico cujo público alvo são pessoas com menos de metade da minha idade.

Uma eterna deficiência de atenção me impede de finalmente zerar essa porra, o que às vezes me faz perguntar a mim mesmo por QUE eu curto tanto games, já que raramente me sinto fisgado o bastante pra jogar até o final. Acho que é porque eu gosto TANTO de jogos, mas TANTO, que consigo extrair extrema satisfação com eles mesmo sem às vezes jogar um capítulo sequer da campanha.

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Mesmo sabendo que alguns se irritarão com essa declaração, você sabe tão bem quanto eu que não é mentira — nós brasileiros não temos muuuuuuitos motivos pra nos orgulhar da nossa bandeira.

Tirando ser o maior país da América Latina, como se fosse um moleque grandão com quem ninguém mexe no recreio, e o fato de que fomos geograficamente abençoados com a ausência de furacões ou terremotos,1 não sobra muito que nos faça dizer “rapaz, que SORTE de ter nascido no Brasil!”.

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Inglês e português são línguas bastante distintas, como qualquer falante nativo de uma que sofre tentando aprender a outra vai te garantir. Vivenciei os dois lados da moeda — aprender inglês falando português, e ensinar a língua lusófona a um gringo. Uma das grandes dificuldades é o fato de que as expressões idiomáticas de um não tem literalmente nada a ver com o outro. Nada revela tão crua a estranheza que é o modo estrangeiro de pensar do que analisar suas expressões idiomáticas literalmente, sem o contextual cultural que dá sentido a elas.

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Quando a Nintendo lançou o 3DS em 2011, eu fui extremamente cético sobre seu futuro. Esse foi um dos vários artigos negativos sobre o console que escrevi pro TecnoBlog na época, e minha posição sobre o console é que seria a última tentativa da Nintendo de disputar seu bolso — literal e figurativamente — com smartphones.Continue reading

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