Eu passei UM dia sem checar meus emails

E eu cheguei de Toronto. Corrigindo um erro do post anterior e que ninguém percebeu: Toronto NÃO é a capital do Canadá. A capital do Canadá é Ottawa. Mas não me culpem, porra. Até mesmo os próprios canadenses cometem esse erro. Mas eles são burros, então a gente dá esse desconto.

Foi bacana. Fui assistir um filme com o pessoal, me entupi de pizza de calabresa, fui dormir todo dia às 2 da manhã e NÃO toquei com a banda, porque o cara que tinha a chave do estúdio foi sequestrado por ETs ou algo do tipo, ele não estava um lugar algum.

E eu conheci uma mina super legal quando fui assistir o filme. Adivinhem o nome dela?

Só pode ser uma macumba MUITO bem feita. Tem uma Igreja Universal por aqui, vou lá fazer um exorcismo.

Foi a primeira vez que fui a Toronto completamente desacompanhado e me virando por conta própria. Bem, minha mãe e irmã estavam junto, mas como suas habilidades na língua inglesa se resumem a “plíz” e “tênques”, era o mesmo que estar sozinho. Pegando 2 ônibus e 3 trens (e não estou exagerando agora) e depois de 3 horas que havíamos saído de casa, chegamos lá. Teria sido mais rápido se eu não tivesse que pedir informações em cada estação.

E tem muito viado em Toronto.

E eu cortei o cabelo.

E eu tenho um encontro pro próximo sábado o/

Tire o cursor do mouse de cima de mim!
CN Tower, a estrutura mais alta do mundo. Adivinha onde fica?


Estou no momento em Toronto, tendo uma vida social e tudo mais.

So pra variar a vida de nerd que eu andava levando nos ultimos dois meses.

Se nao fossem meus conhecimentos na lingua inglesa, estariamos perdidos em alguma estacao de trem na capital canadense.

Vou tocar com a banda e conhecer gentes novas, porque as velhas me enchem o saco.

Iurru.

Quando eu voltar pro interior, eu conto minhas aventuras.

E so pra nao perder o habito:

O weblogger fede.

Teclado configurado em ingles sem acentos fede tambem.

Mas nao tanto quanto o weblogger.

Talvez vocês tenham percebido que agora eu estou em outro servidor.



Talvez…


O Eduardo vivia me enchendo o saco para que eu saísse da favela do Weblogger, mas eu morria de preguiça. Aliás, eu cheguei uma vez a dizer pra ele que era “impossível”. Impossível que eu de repente criasse coragem pra criar contador, conta em sistema de comentário… Bleh.

Hoje em dia, com muito tempo livre nas mãos, decidi dar o basta. Essa porra do Weblogger passa mais tempo offline do que online. E pior, de uns tempos pra cá inventaram de colocar um banner fudido que aparece cada vez que alguém entrar no HBD. Não tem como. Ô servicinho ruim do caralho.

Quicifoda a preguiça. Criei uma conta no blogspot…

[que é infinitamente melhor]

…para postar meus textos, e criei uma conta no Haloscan….

[que é infinitamente melhor]

…pra vocês comentarem. E tudo não demorou nem 10 minutos.

Divirtam-se.

Ah, e fique bem claro: o weblogger é uma merda.

Eu quero que o weblogger se foda.

Quero que um avião caia no prédio da Lear Web Solutions e exploda em cima do servidor do Weblogger. E que os passageiros do avião sejam todos blogueiros do Weblogger, também. Aí seria uma maravilha.

Os arquivos antigos estão inacessáveis no momento, mas acredito que ainda não foram pra puta que pariu. Tentarei linka-los para cá em breve. Ou não.

Eu nunca fui muito fã de televisão, mas sempre passava minha cota de horas diárias na frente do aparelho. Sei lá por que. Acho eu fazia isso só pra me contradizer, olha só como eu sou chato.

Aqui não há muitas coisas interessantes passando na TV. Claro, tem Simpsons que passa em uns 30 canais diferentes (e quase sempre no mesmo horário ¬¬), mas tirando isso, a programação canadense fede. A estadunidense também. Não que a programação brasileira seja foda, mas enfim, vá tomar no cu, senão eu acabo fugindo ao tema do post.

Outro dia eu estava zapeando com o controle remoto e achei um programa interessante. Se chama REAL TV, e é similar ao OS VÍDEOS MAIS INCRÍVEIS DO MUNDO, que passa aí no Brasil em algum canal underground. Acho que na Band. Ainda existe a Band?

Na chamadinha do programa, algo me chamou atenção: no próximo segmento, o programa exibiria um vídeo caseiro de uma prisão de traficantes. As cenas mostravam policiais empurrando dois neguinhos por vielas esburacadas, cercadas por casinhas de papelão…

Meu amor a pátria despertou naquele momento! Só podia ser uma favelinha no Brasil!!!

O apresentador narrava a prévia do vídeo, e por trás de sua voz, eu consegui ouvir o som original da filmagem. Acho que ouvi alguém dizer “caralho!”.

Então, segundos antes da cena cortar e os comerciais entrarem, um dos polícias do vídeo se vira e deixa à mostra a manga do seu uniforme. Uma pequena bandeira do estado de São Paulo se fez visível.

Comerciais. Um remédio pra tosse, uma propaganda no McDonalds e algumas outras bobagens.

Volta o programa. Eu tinha razão, era um vídeo brasileiro! Que honra, que patriotismo. Não é a toa que os americanos pensam que somos índios e ouvimos samba na floresta amazônica, quando não estamos jogando futebol ou nos preparando para o carnaval. As imagens da favela não eram nada lisonjeiras. Mas enfim… vá tomar no cu.

Os polícias pegaram dois “aviõezinhos”, o que na gíria malandra significa “aquele mané que faz o intermédio entre o traficamente fodão e aquele playboy que pensa que fai cheirar uma carreira da boa, mas na verdade tá inalando talco”. O narrador dublava os rapazes.

– Qualé chefia, num foi eu não, aí! Esse pó aí é pra mim mermo! Sou viciado, pô! Qualé?

– What´s the problem, mister oficer? I wasn´t the one who was carrying those drug! By the way, those are for my own personal use! I´m addicted!

Impagável. Meu irmão rolava de rir.

Aí os tiras levaram os dois rapazotes às “casas” de suas respetivas mães. Digo “casas” porque apenas uma morava em algo que se assemelha a uma casa. A residência da outra digna senhora parecia a caixa de papelão da TV em que eu assistia o programa. O narrador chamou as habitações populares de BARRACOS mesmo, em português, porém com aquele sotaque americano que todos conhecemos e amamos. Hilário. Ah, e o apresentador ainda discorreu brevemente sobre o método e materiais de construção dos tais BARRACOS: papelão, madeira podre, etc.

Não é a toa a imagem que os gringos têm da gente. Além de índios dançarinos de samba, moramos em caixas de papelão e nossos filhos vendem drogas para sobreviver.

A reação das mães, nos dois casos, foi violenta: elas explodiram em cima dos filho, batendo e xingando. Mais traduções!

– Seu filho duma puta! Vagabundo, marginal! Cachorro sem vergonha! Ainda bem que teu pai já morreu, pra ele não ter que ver uma putaria dessa! Seu marginal sem vergonha, seu filha duma puta do caralho! (e descendo o cacete no pobre “aviãozinho”).

E o narrador:

– You are so inconsequent! You are just a lazy boy! God will punish you!!

E o pau comendo, porém sem tradução porque cacetada é uma linguagem universal, que nem a matemática. Teve até soco na cara, que significa a mesma coisa em qualquer país do mundo.

Infelizmente, em nenhum momento da pancadaria temos visão do rosto dos policiais. Mas aposto que estavam rindo pra caralho, porque não tentaram impedir a mãe de espancar seu filho traficante e vagabundo.

TV de qualidade é isso aí.

E viva o Brasil!!!

Ok, em algum tempo migrarei pra cá.

Se alguém se dispor a fazer um template novo pra mim, seria bom.

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