Fala molecada! Se liga no dilema bizarro em que me meti: pintou uma viagem de última hora para Ottawa, a capital canadense. Estou alucinado pra embarcar nessa, tanto porque eu estou louco pra viajar mais, tanto porque eu adoraria finalmente conhecer a capital do país que me acolheu, e também porque eu me amarro pra caramba na ideia de criar conteúdo itinerantemente. Um negócio meio Jack Kerouac do novo milênio, saca?1 Não tem nada que me anime mais do que a ideia de meter câmera e laptop numa mochila e sair por aí filmando minha cara gorda com um background diferente atrás.

O problema, porque obviamente sempre tem um, é que uma viagem assim do nada fode o orçamento de qualquer um bem no meio do cu. E não é nem uma foda carinhosa; esse tipo de viagem pega o orçamento, vira de costa, e mete com força com uma camisinha feita de lixa e cacos de telha. Digamos que não é exatamente um Dia dos Namorados pra minha conta bancária.

Veio-me a ideia talvez brilhante, talvez nem essas coisas todas, que tem potencial de não apenas financiar essa viagem MAS abrir as portas de outras futuras, resolvi abrir um LEILÃO DE ANUNCIANTES.

É simples a ideia. Por míseros R$500, você compra um espaco de 30 segundos (impuláveis através de Adblock, diga-se de passagem — TODOS os meus espectadores verão seu trabalho) em um dos vídeos da viagem. Haverão quatro vídeos.

Basta 4 leitores ou inscritos que tem R$500 e algo pra divulgar pra que eu não saia no vermelho nessa viagem. Para a transferência usaríamos o TransferWise, que eu já usei uma vez e foi uma verdadeira mão na roda.

Eu não almejo lucrar NADA com isso. Absolutamente nada. Pode pesquisar o preço de passagem aí, o voo Calgary-Ottawa não sai por menos de 800 dólares canadenses. Eu quero única e simplesmente neutralizar o arrombamento anal das minhas economias. Pra isso, preciso de quatro anunciantes, cada um me dando 500 reais, ou 200 dólares canadenses. O resto eu mesmo banco, é a passagem área que faz aquele amorzinho gostoso com o intestino grosso da minha conta corrente.

MAS NÃO É SÓ ISSO. Além de divulgar seu canal (ou podcast, página do facebook, seja lá o que for) como patrocinador da viagem, eu também escreverei um texto aqui no HBD avaliando amostras do seu trabalho. Se você tiver um canal, vou avaliar 3 vídeos seus aqui no HBD e dar minha opinião tanto na técnica quanto no conteúdo. Se for podcast, a mesma coisa, mas com 3 episódios que você quiser.
Entendeu? Molezinha. O TranferWise aceita pagamento por boleto, antes que você me pergunte.

Vou repetir por que às vezes vocês leem na pressa e me perguntam coisas que já expliquei: O TRANSFERWISE ACEITA PAGAMENTO POR BOLETO DE BOA E NA TRANQUILIDADE!

Se essa proposta te interessa (vai por mim, NINGUÉM com um público do tamanho e longevidade do meu vai te anunciar por 500 reais), entre em contato comigo AGORA através do izzynobre arroba gmail.com
Eu quero viajar, você quer que a internet (não apenas qualquer internet, a MINHA internet, o meu público, que modéstia à parte é foda pra caralho) conheça o que você cria. Se você tem 500 reais aí dando sopa, vamos fechar esse negócio?

Eu preciso ter uma conversa com vocês.

MELHOR PODCAST DO BRASIL novo logo

Hoje o Evandro, vulgo “Das Fritas”, me mandou o link pra um tópico de discussão num grupo de ouvintes do 99Vidas que, embora eu tenha demorado um tantinho a entender, me fez rir bastante quando a ficha finalmente caiu. Se liga neste galhofeiro:

atraso

Ocultei o nome porque, sei lá né.

Caso você seja burro igual eu, o que o OP quis dizer que enquanto no 99Vidas uma semana tem a duração de 7 dias, no MPB uma semana pode durar até 14 dias.

Que é basicamente uma forma cifrada de perguntar “CADÊ O PODCAST, FILHO DA PUTA?”

Como falei, quando a ficha caiu, comecei a rir.

Eu entendo perfeitamente a frustação do ouvinte. Como consumidor de mídia online como você, também dói na minha alma quando uma produção que eu curto atrasa. Eu ia explicar no Twitter, mas achei mais válido comunicar aqui com vocês.

Primeiro de tudo: não pensem que um atraso no MPB significa desinteresse no projeto. De tudo que eu faço na internet — blog, vlog, livros, streams de videogame no Twitch, participação em redes sociais –, acho que podcast é o que eu mais gosto, porque eu consumo podcasts diariamente, obsessivamente. Por causa disso, eu me identifico totalmente com você, ouvinte frustrado do MPB.

O que realmente acontece é que eu tenho pouquíssimo tempo nessa vida. Estou tentando continuamente otimizar a forma como gasto meu tempo, pensando justamente em produzir conteúdo de forma assídua, mas não sou o Superman e não posso fazer voar ao redor do planeta pra inverter a passagem do tempo. Estou ainda sujeito às mesmas 24 horas das quais todos somos reféns.

O MPB, apesar de ser um projeto que eu tenho adorado e me orgulho muito de ver o quão bem recebido está sendo, acaba inevitavelmente ficando em último lugar de “prioridade” por um motivo simples — não é uma atividade remunerada. Tudo que eu faço na internet colabora pra minha renda doméstica (uma equação mais importante no momento, visto que minha esposa largou o emprego pra estudar), exceto o MPB. Aliás, o MPB me CUSTA dinheiro.

Ou seja, eu gasto 16 dólares por mês mantendo o podcast no ar. Não quero que isto aqui seja interpretado como frescuragem e choraminguice, quero que fique compreendido que apesar de apostar MUITO no MPB como projeto, de entender perfeitamente como um podcastmaníaco se decepciona com um atraso de um programa, a falta de tempo endêmica nessa minha vida maldita coloca o MPB numa posição miserável de prioridade.

Aliás, uma coisa que eu nunca entro em detalhes no vlog ou aqui no HBD é o preço que esse estilo de vida tem nas minhas relações com a família. Não quero me estender nisso porque estaria expondo muito da minha privacidade familiar, mas apenas acreditem em mim quando eu digo que sacrifico MUITO por tudo que faço na internet. Já tive que tomar decisões em matéria do uso do meu tempo que, embora sejam a decisão “certa” do ponto de vista business, foram escolhas difíceis de tomar.

Se você vê o quanto eu produzo, quanto tempo eu passo nas redes sociais, você talvez já devia desconfiar.

Mas eu estou bolando soluções.

A primeira é um subproduto do atraso dessa semana, mas que acabou sendo algo POSITIVO pro ritmo de produção. Pulando uma semana e deixando pra domingo o episódio que já tenho aqui na mão, estamos trabalhando agora com uma semana de adiantamento. Isso é, a próxima vez que fomos gravar, estaremos gravando pra edição de daqui duas semanas. Isso me dá um tempão pra gravar e editar o próximo episódio, o que alivia BASTANTE a minha agenda. Quando percebi isso, informei o Evandro sobre essa mudança de cronograma e respirei aliviado. Minha esposa também.

A segunda é que estou trabalhando pra transformar o podcast num produto comercial. E sim, eu estou ciente que na cultura brasileira, obter remuneração — especialmente por trabalho digital — é visto por muitos como falha de caráter ou algo assim. Não entendo exatamente por que, mas penso que possa ter alguma correlação com o fato de que no Brasil,  “sucesso” é mais tradicionalmente visto como trabalhar como concursado no setor estatal; segurança trabalhística é culturalmente vista como superior ao risco do empreendimento liberal. Sei lá.

Enfim. A questão é que a longevidade do programa depende de render retorno aos participantes. Existem duas formas de fazer isso.

  1. A boa e velha publicidade. Fechar acordos com marcas que eu sinta que batem com a proposta do programa, pra uma propaganda que seja tão bem humorada como o resto do programa. Sabe aquele podcast em que a propaganda foge tanto do tom a que você tá acostumado no programa que você acaba pulando com desgosto? Meu foco é que a publicidade no MPB não seja assim. Em vez de um mercenarismo forçado, quero que a publicidade no podcast tenha a atmosfera de um produto bacana sendo recomendado por aqueles seus amigos divertidos. Se for preciso zoar o próprio produto, espero que a marca esteja disposta a isso, porque queremos manter o tom do programa a qualquer custo.
  2. Programas pagos. Esse é mais difícil de vender pro público brasileiro, mas hear me out.

Seguindo os moldes do The Biggest Problem in the Universe, um podcast excelente feito por um cara cujo trabalho na web eu acompanho há muitíssimo tempo, pensei em fazer um programa mensal bônus que seria pago. O valor seria de US$2 — odeio ter que usar valor em dólar, mas os sites que fazem esse serviço de vendas são tudo gringo, fazer o que? Basicamente, o comprador estaria nos recompensando por um mês de entretenimento, e recebendo um podcast extra como agradecimento. Manjou a premissa?

O ouvinte que não quer ou não pode contribuir pra continuação do MPB continua ouvindo o podcast que sempre ouviu; aquele que esteja disposto a nos ajudar recebe uma hora a mais de entretenimento como quem diz “valeu aí, broder. Deus lhe pague“.

O progRama bônus não é pra agora, aliás. Queremos gravar mais alguns episódios, trabalhar mais a química, melhorar na parte técnica, e especialmente fixar uma boa grade de produção pra que esses atrasos sejam vistos como nada senão bugs de uma versão 1.0 do programa.

Então é isso. O MPB não tá acabando, eu e o Evandro não estamos perdendo interesse nem coisa do tipo. O programa atrasou duas vezes por questões meramente logísticas/cronológicas, mas estamos trabalhando com urgência pra sanar o problema, e os ouvintes poderão até nos dar uma força se acreditam e apreciam na qualidade do trabalho. E não estamos pedindo dinheiro como mendigagem — a idéia é te dar um pouco a mais em troca do seu dinheiro suado.

E é isso. Obrigado por sua audiência e a propaganda que vocês fazem do programa pros amigos. Guentaí que o MPB 7 tá vindo, e modéstia a parte, acho que esse ficou MUITO bom!

Considerando que essa não é nem perto da primeira vez que eu abordo os descerebrados dos marketing multinível, é meio surpreendente que eu não tenha escrito um post sobre o guru deles mais cedo.

pai rico pai pobre

Esse pilantra aí é o tal Robert Kiyosaki. É possível que você jamais tenha ouvido falar no cara na sua vida; geralmente, o nome dele é conjurado como argumento finalizador dos incrédulos do MMN — e apenas com essa função –, então a maioria esmagadora dos seres humanos neste planeta jamais ouviu falar do sujeito.

Lendo a enchente de comentários sobre meu vídeo mais recente, e vendo este velho e familiar nome mais uma vez sendo esfregado na minha cara, eu parei pra pensar quantos proponentes do MMN realmente sabem que o cara é. Porque enquanto ele é visto por essa galera como um respeitadíssimo profissional da área financeira, com um sucesso atingido por poucos no planeta, na real o cara é uma imensa piada e aqui fora, qualquer pessoa que fale seu nome como argumento de qualquer coisa é instantaneamente visto como um idiota. É o equivalente financeiro de você estar tendo uma conversa sobre ciência com alguém, e o sujeito subitamente fala sobre o seu mapa astral mais recente com tom de autoridade.

Então, escrevi este post pra pedir que vocês me cobrem um post sobre o Robert Kiyosaki. Com alguma sorte, ele se tornará como este post, aparecendo no Google pra malucos que pesquisam sobre o cara. Imagina o ódio que vai pingar nos comentários…

porra caralho

Há um pensamento popular na internet, no que diz respeito a criação de conteúdo — quanto menos você puder depender de terceiros pra manter qualquer coisa, melhor. E hoje eu aprendi isso de uma forma inédita.

Antes de mais nada, peço perdão pelo sumiço. Hoje é o sétimo dia de plantão (dois deles de 12 horas), e eu passei a última semana como um zumbi. O único tempo “livre” que tive foi pra gravar o 99Vidas, e aparecer no Calgary Comic and Entertainment Expo, uma espécie de Comic Con daqui da minha cidade. E vou te falar, ir pra esse negócio saindo de um plantão e tendo outro logo na manhã do dia seguinte foi a PIOR forma de curtir o evento. Enfim.

Hoje acordei com um monte de mensagens no Twitter; ouvintes d’O MELHOR PODCAST DO BRASIL me perguntando o que houve com o programa. Expliquei que o dessa semana atrasou por motivos de força maior, mas o problema não era esse — o que rola é que os episódios já disponíveis o deixaram de ser. Fui dar uma investigação e a verdade surgiu:

A porra do SoundCloud, onde hospedo o MPB, resolveu fazer uma manutenção que sabe-se lá como desativou os RSS de tudo lá. Não bastasse isso ser um aparente sinal de gritante incompetência (parece o tipo de coisa que eu faria tentando ajeitar o layout do meu site), não há previsão definitiva de quando o feed retornará, e o maior agravante é o seguinte:

ESTES CORNOS JAMAIS INFORMARAM OS CLIENTES DA PARADA.

Se eu estivesse usando meramente a versão gratuita do serviço, vá lá — os gringos sabiamente dizem que você “recebe o que paga”, então embora seja uma escrotice que tira qualquer confiança no serviço, você não pagou nada.

Não é o meu caso. Pra liberar downloads ilimitados, eu pago a versão Pro Unlimited, que custa 16 dólares por mês:

E eu fiz isso especificamente porque o SoundCloud me pareceu a opção mais user friendly. Embora tudo de forma geral tenha ficado mais fácil na internet, manter um podcast é ainda ridiculamente complexo, e o SoundCloud me ofereceu uma solução simples e elegante. E agora eles me fodem no cu desta forma, sem jamais notificar os usuários premium da mudança. Isso é o que me dá mais raiva. Nem um emailzinho, SoundCloud? Foda-se a minha audiência, é isso mesmo…?

Agora é explorar outras opções, porque mesmo que a parada volte AGORA, já cagaram em cima da confiança que eu tinha no serviço.


A essa altura do campeonato, a versão física de Todo Dia Tem Uma Merda está em vias de ser enviada aos compradores (aliás, muito obrigado a você que comprou o livro). O que muitos não sabem, no entanto, é que eu tenho três outros projetos de livro a caminho.

Acima você vê a capa de Crônicas da Sex Shop, um relato sobre os três peculiares anos em que trabalhei no turno de madrugada numa loja de putarias e dildos. Entre as maluquices a que fui submetido, rolou um assalto à mão armada (com um MACHADO), uma stripper me oferecendo um boquete como meio de pagamento, um cara sendo assassinado do lado de fora da loja — o que me colocou na bizarríssima posição de ser testemunha no julgamento do meliante — e um mendigo que peguei fazendo amor com uma buceta portátil de plástico.

Que diabo de vida maluca.

Há também o Todo Dia Tem Uma Merda: Parte 2.

Esse é auto-explicativo. É também o motivo pelo qual eu não posto mais aqui as histórias em que eu me fodo. Tão tudo indo pro TDTUM2.

Além disso, tem também o Caralho, Ele Morreu de Quê?, uma coletânea das histórias mais bizarras que levaram alguém ao óbito. O subtítulo do livro já deixa claro o tipo de maluquice que ele conterá: “O homem que foi esfaqueado por um galo e outras histórias”.
Hiperativo como sempre, estou escrevendo os três simultaneamente. Todos estão em pontos variados de produção, com o Crônicas saindo na frente com 6 capítulos prontos. Olhaí:

Se você curte bastante o HBD e talvez até comprou o TDTUM, você deve ser um dos que me perguntam diariamente onde estão meus outros livros. E o problema é tão besta quanto é paralisante.

Eu tenho um medo completo do fracasso.

Tenho medo de gastar tanto do meu limitado tempo produzindo algo que ou não terá qualidade, ou não venderá uma cópia sequer.

Geralmente quando alguém diz que não teve tempo para algo, todos sabemos (mas omitimos por causa do contrato social) que isso é uma desculpa esfarrapada. Não é o caso comigo: blog, dois canais no YouTube, dois podcasts, um trabalho em tempo integral, e uma esposa que constantemente disputa minha atenção com tudo isso. Uma noite de sono de 6 horas é uma noite excelente pra mim.

Uma coisa é produzir um texto/vídeo/podcast. Você investe lá umas 3 horas, e a parada sai no ato. Você recebe o feedback na hora, vê o que funciona, o que não funciona, sente rápido satisfação do trabalho completo — ou está rapidamente de volta à prancheta de desenho preparando outra coisa caso a primeira saiu uma merda.

Livro não. Livro é compromisso. Toma o tempo que eu uso pra produzir coisas com rotatividade maior. E, se sair uma merda/ninguém comprar, foi um mal investimento do meu escasso tempo.

Enfim. Os livros vão sair, eu prometo. Só não posso dar uma data definitiva.

aMIGOS, PEÇO eita, o Caps Lock prendeu. Agora vai.

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Amigos, peço sinceros perdões — vários ao mesmo tempo — pela minha ausência aqui no HBD Media & Carpintaria LTDA. Eu estive ocupado feito a polícia federal em Brasília esses, mas logo menos estamos aqui de volta atualizando este dinossauro da era áurea dos blogs brasileiros. A única coisa que tenho tido tempo ultimamente é de atualizar meu canal, já que fui confrontado pelo Jovem Nerd em relação à definição da palavra “diário”, que eu aparentemente estive considerando que significava “de três em três dias mais ou menos”. O erro foi corrigido.

VOLTE AMANHÃ!

CORNÃO

Lá nos idos de 2006 ou 2007, que foi mais ou menos a época em que as massas começaram a aderir ao orkut, surgiu o a máxima de condenar a “inclusão digital”. Lembra? Qualquer mazela na internet era colocada na conta da “inclusão digital”, que queria dizer que a nova facilidade de acesso à internet e facilitação de compra de computadores e celulares estava nos obrigando a coexistir na web com os “pobres”.

Embora não seja exatamente um fenômeno recente, a inclusão digital veio atingir força máxima com o recente advento do WhatsApp. De certa forma um sucessor espiritual do Orkut no Brasil — por essas bandas ele é definitivamente usado como rede social –, o WhatsApp nos permite uma janela pro mundo dessa galera. E hoje chegou à minha atenção um vídeo mais ou menos nesse estilo.

Não que os participantes do vídeo sejam pobres, necessariamente — é que tem certas tragédias da vida cotidiana que, em minha experiência, acostumam acontecer mais frequentemente nas periferias e tal; são o tipo de coisa que a classe média não costuma ter tanto contato assim. Antes que você me encha o saco, eu morei no que era praticamente uma favela de luxo na periferia de Fortaleza.

Meu ponto é que agora podemos vislumbrar todo tipo de maluquice das quais fomos resguardados a vida inteira, graças à magia de um plano de dados barato, um smartphone xingling parcelado em 400 vezes, e um app de instant messenging que brasileiros transformaram em rede social.

Enfim, vamos ao tal vídeo que aparentemente levou o Facebook ontem à ebulição.

Já já o YouTube deve tirar esse vídeo do ar então veja logo enquanto está quentinho.

Eis o play-by-play. O motorista da Saveiro tem no banco do passageiro a esposa do sujeito que o está impedindo de sair do carro. A mulher tinha dito que ia fazer as unhas, mas na real estava indo a um motel com o tal motorista — que é, de acordo com relatos, o melhor amigo do corno que está detonando seu carro, possuído de ódio.

O corno então segue detonando o carro do gordinho completamente (e detonando as próprias mãos no processo, que é o que acontece quando você soca vidro). O gordinho peralta assiste a cena com total impotência, sem dúvida sabendo que está errado de qualquer forma. em um momento o corno chega a arrancar a mina de dentro do carro pelos cabelos, ao passo que o cinegrafista amador manda um “deixa disso”. Aliás, o “comentário de diretor” do autor da filmagem começa como um bom acréscimo à narrativa mas rapidamente se torna irritante.

O corno insiste o tempo inteiro que chamem a polícia, o que me deixou em dúvida inicialmente porque até onde sei meter chifre em alguém não é um crime qualificado pelo Código Penal Brasileiro. Colegas no Twitter ofereceram a interpretação alternativa, no entanto — o corno estava tentando lavrar um registro de um PEF (Putaria Em Flagrante) para lograr êxito no divórcio mais fácil da história brasileira.

Meu veredito é que todos os envolvidos neste vídeo são escrotos. A mulher é escrota por trair o marido. O gordo é escroto porque além de gordo, comeu a mulher do melhor amigo. Se isso não é crime, deveria ser.

Já o corno é escroto porque tá dando um escândalo vergonhoso e ainda agrediu a mulher. O cinegrafista amador é escroto porque fica enchendo o saco o tempo inteiro com seus comentários impertinentes.

Segundo imagens que vi na internet, a polícia realmente foi acionada, e dando continuidade ao comportamento de cachorrinho com o rabo entre as pernas, nem a mina nem o gordo prestaram queixa contra o corno.

Será que os dois se tornarão um casal? A essa altura não há mais nada a perder, né.

lol

Já alertei vocês aqui a respeito do Albertinho Gazio, um vlogger brasileiro racista que tem como hobby iludir seus inscritos a uma suposta maravilhosa vida ilegal nos EUA. Pra convence-los de que seria excelente abandonar suas posses, famílias, amigos, formações acadêmicas e carreiras profissionais tentando a vida incerta num país estranho, Albertinho seduz sua audiência com bugingangas em lojas de um dólar e roupas chinfrins do Walmart.

O que estou querendo dizer é que tal qual Pedro Álvares Cabral, Albertinho considera seu público um bando de selvagens deslumbrados com a “civilização”, que se deixariam se feitos de otário em troca de algumas quinquilharias triviais.

(Ou isso, ou ele é de fato um pobre coitado sem instrução que realmente acha que comprar bobagens em lojas de um dólar é um litmus test de qualidade de vida. O fato de que o sujeito está nos EUA desde os anos 90 e ainda mora de aluguel, traja vestuário do Walmart, não tem formação acadêmica nem profissão formal, nunca se integrou à cultura e população americana, nunca aprendeu a falar inglês e tem como fonte de renda aliciar seus inscritos a morar ilegalmente nos Estados Unidos indica que essa hipótese tem maior probabilidade de ser verdadeira)

Então. Apesar do fato de que o serviço coioteiro oferecido pelo Albertinho é crime federal nos EUA, ele faz isso porque cobra uma taxa de “consultoria” a seus “clientes”. O Albertinho costumava admitir abertamente que ajudava seus clientes turistas a conseguir emprego informal nos EUA, mas depois da minha última denúncia ele saiu apagando todos os vídeos em que isso ficava claro — já que isso categorizava MUITO CLARAMENTE uma infração flagrante do Federal Immigration and Nationality Act –, mas eu salvei alguns.

É por isso que o Albertinho nunca fala nada negativo sobre a vida ilegal nos EUA, e fica constantemente fazendo vídeos falando mal da corrupção e criminalidade no Brasil, incitando um sentimento anti-patriótico em sua audiência. Não é que ele realmente se importa com o que é honesto e legal (ele claramente não se importa); é que ele está literalmente vendendo uma ilusão pros caras que confiam nele, então esse teatrinho vira-lata de “TUDO NO BRASIL É HORRÍVEL E NOS EUA TUDO É PERFEITO!!!!11” é necessário.

Então, Albertinho em momento algum diz a verdade sobre ficar “fora de status”. Esse é seu eufemismo favorito pra insinuar que ficar além do tempo permitido pelo visto é “mais ou menos legal”; ficar fora de status, no entanto, é virtualmente indistinguível de morar ilegalmente nos EUA.

Ele também jamais diz aos seus clientes que apelam pra essa tática de entrar com visto de turista e ficar por lá mesmo jamais poderão se aposentar, ou comprar uma casa, não terão plano de saúde, estarão sujeitos a ser deportados, jamais trabalharão com nada que não seja emprego braçal sem segurança ou estabilidade financeira, e diversas outras desvantagens de morar irregularmente no país alheio.

Ele omite esses detalhes, obviamente, porque não é interessante veicular a verdade. Quanto mais pessoas souberem que ir morar ilegalmente nos EUA não é um bom plano de vida, menos dinheiro ele ganha. É do interesse dele que não saibam a verdade, e daí fica explicado por que ele fez TANTOS vídeos raivosos contra mim.

Não é exagero meu. Depois da minha denúncia, o Albertinho se espevitou todo. Sua PRIMEIRA reação foi fazer um vídeo me xingando, porque esse é o calibre intelectual do sujeito com quem estamos lidando aqui. A vergonha bateu, e ele apagou o vídeo. Se minha conta está certa, depois desse incidente ele fez 6 ou 7 vídeos mandando indiretas a mim, o que me levou a concluir que acertei um nervo exposto.

Depois, ele resolveu apelar pra outra estratégia: provar pros seus inscritos que eu tenho inveja dele (?), ou que não quero que ninguém mais imigre (??), ou que tenho ódio de imigrantes ilegais (???). Qualquer coisa, menos a hipótese de que eu estou me oponho à sua atividade de mentir para seus inscritos, os incentivando a adotar uma vida sem direitos num país alheio, sem contar pra eles os riscos a que eles estão se submetendo, e cobrando dinheiro deles por esse serviço.

Uma das estratégias do Albertinho pra convencer seus inscritos de que “nãããão, que é isso, não é nada disso, os EUA querem imigrantes ilegais”, foi mostrar em seu canal o trabalho de uma organização que dá apoio ao imigrante, de acordo com o Albertinho, independente de seu status no país.

https://www.youtube.com/watch?v=KcL1bfgEdOo&ab_channel=AlbertinhoGazio

Pois bem. O sujeito (que é alguém de confiança pra muitas pessoas) está dizendo que há uma agência que existe apenas pra dar apoio ao imigrante, na tentativa de fazer o argumento de que os Estados Unidos querem muuuuuuito que você vá morar lá — custe o que custar. Mesmo que nem legalizado você seja. Inclusive, parte do serviço que ele oferecia a seus clientes era leva-los à tal Casa de Maryland.

Isso foi em julho. Agora, em novembro, o Albertinho tomou um esporro da Casa de Maryland (que pediu literalmente que ele tirasse o vídeo do ar) e foi obrigado a admitir que não é beeeeeem assim não:

https://www.youtube.com/watch?v=JXyLvUPGwL4&ab_channel=AlbertinhoGazio

Caso você não queira ver mais um vídeo do sujeito histericamente dizendo que brasileiro nenhum presta (só ele, presumo), o que aconteceu foi o seguinte: após a publicação do vídeo, que dava a entender que existia nos EUA uma organização que existe apenas pra te ajudar a morar lá, a tal Casa de Maryland entrou em contato com ele TRÊS VEZES pedindo que ele tire o vídeo do ar, porque ele claramente deu uma impressão bem errada do serviço que a tal organização presta.

E a agência estava sendo sobrecarregada de ligações do público do Albertinho (que na real nem tem culpa da parada, já que o sujeito vendeu uma idéia errada do que a Casa faz). Imagino que a pessoa da organização da parada se arrepende MUITO de ter aparecido no vídeo do maluco. Até o trabalho do mulher ele atrapalhou.

Então. Depois de toda essa treta, agora ele teve que mandar um certo disclaimer em relação do serviço salvador de brasileiros nos EUA. E é curioso que enquanto ele parece compreender que é diretamente responsável por esses incidentes, ele se nega a assumir completamente a autoria da merda.

Sim, é culpa do Albertinho que tem um monte de brasileiro desesperado ligando pra tal Casa de Maryland. Porque após anos alimentando o sentimento de “VOCÊ PRECISA FUGIR DO BRASIL O QUANTO ANTES!”, anunciar o trabalho de uma organização dizendo implicitamente “…E ESSES CARAS AQUI VÃO TE AJUDAR, TAQUI O TELEFONE DELES!” é como jogar uma bisteca num tanque de piranhas e se chatear porque elas a comeram.

Eu realmente tenho pena do Albertinho. Né nem raiva, é pena mesmo.

Como todos esses caras que vão pros EUA na irregularidade (ele tem toda uma rede de amiguinhos vloggers em situação similar), o cara jamais arrumou uma profissão formal lá, e então precisa apelar pra esses “bicos”. Não que haja nada de errado com o trabalho de subsistência… quando ele é honesto.

Quando ele se resume a violar leis federais do país dos outros E enganar pessoas que o vêem como formador de opinião… são outros 500.

Arrume um emprego, Albertinho. Pare de seduzir seus inscritos com promessas falsas, pare de aporrinhar a paciência da Casa de Maryland, e principalmente, e pare de cobrar dinheiro pra cometer um crime federal.

Um dia a casa cai pro teu lado, e você vai ter que finalmente admitir que VOCÊ é exatamente um desses brasileiros que você vive criticando por ir aos EUA pra fazer merda.