beeeee

Eu tenho muita coisa pra fazer. Neste EXATO momento, estou editando um vlog da viagem pra Ottawa — na verdade, editando dois: uma versão em inglês e uma em português –, começando a pré-produção do novo episódio d’O MELHOR PODCAST DO BRASIL, estudando pra um exame sobre “airway management” (basicamente, como manter ar fluindo pra dentro de um paciente e assim evitar que ele morra, que é preferível), passando umas correções num capítulo do meu próximo livro, “Crônicas da Sex Shop”, e preparando uma trouxa de roupa imensa pra lavar. Eu estou literalmente sem roupa alguma pra usar, e digitando este texto inteiramente pelado.

Apesar desse MONTE de coisa pra fazer, eu sempre arrumo um tempinho pra jogar conversa fora no Twitter/jogar os eletrojoguinhos no PSP. Como eu já me tornei um workaholic do caralho, esses breves momentos sem trabalhar me fazem me sentir um vagabundo inútil. É estranho como a mente consegue minimizar as 12 horas que eu passei trabalhando pra concluir que eu não estou sendo produtivo o bastante porque passei os últimos 15 minutos jogando Day of the Tentacle. Fico com uma estranha sensação de que estou com muito tempo livre pra justificar sentar no sofá pra jogar um joguinho.

Só que o meu tempo livre não é nada perto do cara que produziu o vídeo abaixo. Nele, o cara pegou o filme Bee Movie – A História de uma Abelha (só vi uma vez, no cinema, e lembro pouco. Mas pelo que lembro é um filme 6/10 no máximo) e cada vez que alguém diz “bee”, o cara acelera a reprodução do filme.

Soa como algo completamente imbecil, porque realmente, mas é uma curiosa experiência cinematográfica que por algum motivo eu assisti inteiro e você provavelmente assistirá também:

https://www.youtube.com/watch?v=E6iN6VTL7v8&ab_channel=AvoidatAllCosts

 

E eu aqui me achando vagabundo desocupado.

maquina

Eu brincava com bolas de gude quando era criança. Não manjava bem da parada, porque sempre perdia todas as bolinhas pros malandros do bairro e era obrigado a caminhar, derrotado, à vendinha da esquina pra comprar mais. Eu sempre achava que ninguém dominava mais o esporte do que aqueles moleques lá do bairro.

Obviamente eu estava erradíssimo porque descobri um sujeito que elevou o “brincar com bolinhas de gude” ao patamar “nossa mano, nem no The Incredible Machines seguindo tutorial em vídeo eu conseguiria montar essa porra”.

O sujeito montou uma imensa máquina de música que funciona mais ou menos com a mecânica daquelas caixinhas de música que tu dá corda e tal, mas usando bolinhas de gude. E a melodia é mó bacaninha, dat bassline doe.

A engenharia por trás da máquina é algo estonteante; eu não consigo imaginar como foi projetar/montar esse negócio. Eu volto pra casa com uma mísera cadeira da Ikea e isso já é o suficiente pra destruir minha sanidade e quase arruinar meu casamento.

E eu já quero é um cover metal dessa musiquinha aí.

Quando seu broder te mandar esse vídeo daqui a três dias porque ele o viu em alguma página de “humor” no FB, diga pra ele que você viu aqui no HBD primeiro.

bebê

No vídeo abaixo, um grupo de robotistas (é assim o nome de entusiastas da robótica…?) criou o que pode ser descrito como “uma criança demoníaca saída diretamente de um viagem de LSD que deu errado”, montou num carro de bebê de controle remoto, e saiu instalando futuros pesadelos e traumas psicológicos em inúmeros incautos que poderiam ou não cair mortinhos da silva ali no ato graças a problemas cardíacos.

Vamos rir:

O robô não apenas salta do carrinho, como você pode ver — ele move a cabeça (exatamente como eu imaginaria que um bebê possuído por Pazuzu moveria, aliás — faltou só o 360), esboça expressões faciais, mexe os bracinhos e tudo. Se pá esse robô é mais fisicamente ativo que você.

Esse time de pessoas sem alma ou coração colocou o robô-demônio pra passear sozinho nas ruas de NYC. Um carrinho de bebê andando por aí desacompanhado obviamente chama a atenção de bons samaritanos, preocupados com o bem estar de um pequerrucho (que aparentemente foi abandonado pelos pais e tá rodando à deriva na maior cidade do mundo onde ele poderia ser agarrado por uma águia ou algo assim).

Os sujeitos se aproximam pra investigar a situação e PÁÁÁ, bebê endemoniado pula na cara do pobre coitado, berrando no que talvez seja a língua perdida de Yog-Sothoth.

O bebê (ou melhor, seus controladores) aindam exibem sintomas clássico de filhadaputice derrubando mercadorias de vendedores ambulantes em sua cruzada de terror pelas ruas de Nova Iorque.

E quando você achava que já viu tudo, o bebê faz um cosplay de Regan MacNeil, vomitando com a intensidade com a qual o Jurandir Filho fala besteira no tuíter.

satanico

E QUANDO VOCÊ ACHAVA QUE JÁ VIU TUDO, o bebê demoníaco revela-se também marxista e eleitor do PSTU, dando o dedo médio para as autoridades policiais. Sensacional.

Ah, e é viral pra um filme qualquer aí. Considerando o custo/benefício de um vídeo curtinho e gratuito eu acho que é OBJETIVAMENTE IMPOSSÍVEL o filme ser melhor do que o que você viu aí em cima.

Hoje eu descobrir um site incrível.

hackertype

Sabe nos filmes e séries em que os malucos “hackeiam” esmurrando o teclado e tal? Tipo esta cena clássica de NCIS onde dois malucos tentam combater uma tentativa hackear metendo um samba digital sincronizado em cima do teclado? Se você não teve o desprazer de ver a cena, eu corrijo esta falha:

(Se serve de consolo, existe um consenso na internet de que os roteiristas dessas séries inventam essas maluquices propositalmente por saber que os nerds vão rasgar o rabo de tão inconformados que ficam com uma cena dessa.)

Pois bem. Digamos que você adoraria pagar de super hacker pros colegas de trabalho. Ou de repente você já goza dessa fama por conseguir baixar um driver ou configurar um cliente de torrent, mas você quer CIMENTAR seu status de um dominador completo do meio digital. Você quer que seus colegas de trabalho sejam tão convencidos do seu poder quase sobrenatural sobre instrumentos eletrônicos que eles acharão que só de olhar pro celular deles, tu já interceptou as fotos de piroca que eles andam enviando pelo Snapchat.

Aí que entra o Hackertyper.net. O conceito é muito simples: abra o site, coloque seu navegador em tela cheia — creio que é F11 em todos os navegadores — e em seguida esmurre o seu teclado como os personagens de Hackers (óculos escuros durante o processo são opcionais).

O output da brincadeira é um código em C que parece bastante fidedigno, especialmente pra um leigo. O problema é que todos os seus colegas vão te pedir pra “consertar o Windows” quando pegarem malware nos sites pornôs russos e tal.

Mas se você está lendo o HBD é provavel que você já habite o demográfico de “cara que ajeita o computador da galera”, então dá no mesmo.

Sério, faça isso amanhã no trabalho na frente do seu chefe. Capaz de tu ganhar um aumento. Eu trabalho na área de saúde (ou seja, meus dotes informáticos não importam em nada), e até eu vou esperar a patologista chefona do laboratório passar perto do meu computador com o Hackertype aberto.

Aliás, alguém me explica porque eu fiquei tão eufórico em praticamente danificar meu teclado e ver “codigozinhos de computador” aparecendo na tela não importa qual testículo eu use pra apertar as teclas? Sério, passei uns 17 minutos rindo dessa porra!

Amigos, eu sei que sou uma pessoa horrível que certamente tem passagem já reservada pro inferno. Tenho péssimos ímpetos, falo mal dos outros, rio da desgraça alheia, coloco o feijão embaixo do arroz e cometo todo tipo de desvios sociais que garantem que minha alma sofrerá no colo de Pazuzu no além-vida.

Eu tento mudar, sabe? Às vezes dou dinheiro a obras de caridade. Outro dia elogiei uma colega de trabalho que sei que está passando por apuros no seu casamento e anda meio deprimida. Quando estou particularmente inspirado em me redimir por uma vida inteira sendo uma péssima pessoa, até re-encho a forminha de gelo pra minha mulher após usar todas as pedrinhas pra tentar esculpir sprites de Super Mario World com um palito de dente.

E eu começo a achar que esses pequenos gestos de bom coração poderão me salvar as chamas infernais que já senti até em alguns pesadelos. Só que às vezes algo aparece aqui na minha frente através da internet mundial de computadores em rede e eu lembro que estou invariavelmente condenado à perdição eterna porque minha alma é mais sebosa que um paninho que deixamos embaixo da pia durante um vazamento dos canos e está completamente coberto de mofo podre. A concentração de fungos ali é tão forte que olhar embaixo da minha pia conta como uma injeção de penicilina.

Então. Me mandaram este vídeo no tuíter.

Meus amigos, este vídeo tem apenas 35 segundos, mas eu creio ter rido mais o assistindo do que ri em toda a minha vida, incluindo os anos de lançamento das minhas comédias favoritas. Vamos fazer um post-mortem destes incríveis 35 segundos.

Primeiro, não há contexto algum em relação aos motivos da briga. Digo “motivos” porque um combate generalizado desse não pode ter sido desencadeado por UM motivo singular; este fenomenal troca-tapa tem todos os sinais clássicos de uma série de chateações que finalmente entrou em ebulição com a proverbial “última gota”.

O vídeo abre com duas pessoas já no chão, com uma terceira se aproximando com a maldade e crueldade e plantando um chute bem mirado no cu de uma das lutadoras. Outros personagens da batalha desferem seus próprios pontapés covardes nas brigonas que estão no chão. A sonoplastia aliás é um espetáculo à parte, emprestando emblemas sonoros que permearam nossas infâncias coletivas como a canção do Rocky e sons de Street Fighter.

Lá pros 6 segundos você percebe que o rapaz de laranja, que desferiu alguns sopapos covardes nas mulheres que estão no chão, recebeu rapidinho os frutos kármicos disso — aparece um sujeito de camiseta listrada que lhe planta uma mãozada nas costas e sai correndo em disparada. Este justiceiro noturno faz uma escala no outro maluco ali nas redondezas, pregando-lhe também um tabefe na orelha. Tão rápido quanto surgiu, este personagem misterioso some do vídeo.

…e é neste instante que o rapaz de laranja insere um soco bem no rosto da tiazinha que, por motivos que eu só posso especular, passeava pela briga com uma garrafa térmica a tiracolo.

soco

Aqui é necessário um disclaimer — bater em mulher é obviamente errado. Aliás: bater em QUALQUER PESSOA é errado, independente do gênero da vítima. Violência e selvageria são sem qualquer sombra de dúvidas o pior elemento da condição humana.

Só que mano… quando esta distinta senhora toma um soco bem no meio da cara, largando até sua amada térmica… Aliás, ela está com a garrafa na mão porque é de fato uma de suas mais importantes posses, da qual ela precisa tomar conta até mesmo quando uma briga estoura nas proximidades, ou porque estava usando-a como arma branca…? Tal qual o clássico filme Zapruder, esta gravação elucida alguns mistérios mas causa outros.

Então. Quando esta mulher toma um sopapo — uma inevitabilidade quando você está NO MEIO DUMA PORRADARIA né porra. Não consigo me padecer muito quando participantes voluntários de uma briga acabam levando –, é um momento único na história da internet brasileira.

O vídeo continua nessa porrada desorganizada quando DO NADA, aos 23 segundos, um ninja salta da escuridão tentando enfiar uma voadora na orelha dum cidadão.

voadora

Exceto que a trajetória foi mal calculada e o ninja urbano (ou rural, pelo jeito do vídeo) acaba é enfiando uma PELVIZADA no ombro de sua vítima.

Este vídeo é incrível. INCRÍVEL. Tal qual os livros do Onde Está Wally ou grandes clássicos do cinema, é preciso ver e rever pra absorver todos os detalhes.

Eu aconselho que você assista essa sequência focando em um personagem de cada vez, acompanhando toda a sua trajetória neste inacreditável vídeo.

Eu sempre fui um nerd franzino (hoje, nerd gordino) sem jeito pra esportes. Quebrei uns 3 óculos tentando jogar futebol — por obrigação, nunca por livre e espontânea vontade — nas aulas de educação física, fico sem fôlego subindo metade de uma escada e o máximo esforço esportivo que eu pratico é um Magic semi-ocasional com meus amigos.

Só que às vezes eu vejo certas coisas que me fazem repensar minha aversão esportiva. Penso que passei uma vida inteira me negando pequenos prazeres relacionados a esportes, como o quase orgásmico sentimento de ver seu time ganhando algum desses importantes torneios futebolísticos nacionais (hmmmm… a Taça Futebol Nacional 201X, ou sei lá como se chama o grande campeonato que tem todo ano) e levando a vitória justo em cima da equipe pelo qual seus colegas de trabalho torcem.

Presenciei essa quase dança do acasalamento por anos — o torcedor “vencedor” fala como se este título recém-conquistado como se este fosse o mais importante de todos; já o torcedor “perdedor” ressalta bufando de ódio que seu time tem inúmeras outras premiações mais prestigiosas. Os papéis de cada um se invertem quando seus times passam de vendedores a perdedores e vice versa.

Mas eu sempre vi essas coisas com o olhar impassivo do observador externo. Nunca participei ativamente e agora, chegando em minha meia meia-idade, penso que perdi muitos prazeres.

Aí eu vi esse vídeo abaixo e me convenci de que a vida esportiva é repleta de galhofas e zueiras das quais eu bem que gostaria de fazer parte.

Aí no seu tele-monitor digital você está acompanhando uma partida de basquete universitário, os times da Columbia e Michigan State combatem pelo importante… ahhh… digamos que é o Cinturão dos Pesos-Pesados do Basquete 2013. E aí os torcedores do Michigan State cometem a empáfia safadeza.

O “shot clock” da jogada se aproxima da contagem final, só que os jogadores não tem um método muito bom de acompanhar o número (tem que manter ozóio na bola, e não nos relógios no teto), e muitas vezes acompanham a contagem pelos brados dos torcedores.

Aí vem a sacanagem.

Os torcedores então fazem a contagem com vários segundos de atraso, induzindo o jogador ao erro por achar que tem mais tempo sobrando do que realmente tem. E acabam perdendo a… como é? O turno? Bom, o relógio chega ao final e aí eles tem que entregar a bola e contar até 10 enquanto os outros jogadores se escondem, algo assim.

Não sei muito de esportes mas sei que eles se foderam de forma brilhante.

Só fui em circo duas vezes na vida. Na primeira, foi um cirquinho beeeem mequetrefe que pintou num terreno baldio perto da casa da minha avó — parecido com este aqui, aliás — talvez até mais ralé. Acho que só tinha mágico e palhaço.

E a lona era tão carente e tão esburacada que na realidade só pagava pra entrar e assistir o “espetáculo” quem queria fazer uma caridade com a trupe, porque dava pra ver tudo tranquilamente de fora.

Na segunda foi um circo mais decente, mas me lembro de muito pouco. Fui com meus pais e lembro claramente das fotos que tiramos do lado de FORA do circo (que foi montado no estacionamento do Shopping Iguatemi, o local tradicional desse tipo de entretenimento itinerante. Ficava revezando entre parque de diversão e circo).

Enfim. Aparentemente o motivo pelo qual eu lembro bem pouco das minhas experiências com circos é porque nada tão incrivel quanto isto aqui aconteceu quando eu estava nas arquibancadas:

O vídeo, gravado na Ucrânia, começa bem inocente e até chato — os domadores fazem algumas firulas, e em seguida abrem uma portinhola dessa jaula e adentram mais leões. Aos 2:13 o domador faz um gracejo com um dos felinos e escapa de levar um tapa wolverinesco (cheio de garras) por poucos centímetros.

por pouco

Este foi o primeiro e único aviso de que iria dar merda

Nos 3:07 os leões se atrapalham na coreografia, esbarram um no outro, e decidem que a culpa é do domador. Após soltar um rosnado que anos vendo filmes da MGM me permitiu dizer “yep, isso aí é barulho de leão mesmo!“, um dos leões parte pra cima do domador. O outro retoma a apresentação ensaiada com aquela cara de “olha eu não fiz nada” que aparentemente é universal.

A equipe de resgate (leia-se “um maluco com uma vara e o outro com a mangueira de incêndio mais fraca da história dando apoio”) entra na jaula pra interromper o jantar o rei da selva. O domador quase devorado sai fora e pronto, a situação foi domada (hehehe).

O QUE FAZER AGORA ENTÃO? Poderiam todos ter saído da jaula naquele momento e encerrado a apresentação. Acontece que o companheiro que resgatou o domador pensou “é minha vez de brilhar no picadeiro!” e começou a hostilizar o Mufasa aí sem muito motivo. Este é mantido à distância por alguns instantes, até que ele lembra “ei, pera, eu sou uma máquina assassina de 300 quilos que habita o topo da cadeia alimentar e não apenas isso, mas meus irmãos tão tudo aqui comigo também. Vou jantar este maluco é agora mesmo.

Nesta reversal russa (ou quase, reversal ucraniana) o bom samaritano é então atacado pelos leões, e a sua vítima anterior tenta tirar o rapaz de dentro de suas mandíbulas. E volta a mangueira com disfunção erétil. Tô ligado que gatos não gostam de água e que leões são basicamente gatos tamanho família, mas pra proporção se manter você teria que estar esguichando sangue de Alien dessa mangueira pra que os leões esboçassem alguma reação maior que cócegas.

Mais uma chance de sair fora da jaula se apresenta e é ignorada. Leões não perdem a oportunidade quando alguém desafia Darwin — sendo predadores máximos eles são literalmente forças da seleção natural, afinal de contas –, então eles vão pra cima de seu captor novamente.

Aos 4:54 o vídeo, que já tava apresentando tons de rebelião de cadeia, fica ainda mais presidiarístico quando vemos um leão solitário se equilibrando na plataforma, quietinho na dele. Lembrei-me dos detentos que se fecham em suas celas e esperam a putaria passar, antecipando as punições que receberiam se unissem-se à turba.

E o vídeo acaba sem sabermos se os domadores viraram janta de leão. Considerando o quanto eles abusaram da sorte… sei não, viu.

Existe uma teoria científica de que qualquer situação se torna 187% mais engraçada se unida à canção Yakety Sax. Meu futuro TCC defendendo a teoria constará apenas de uma folha A4 com o link pra estes dois vídeos em fonte tamanho 40.

Não que a Teoria Geral de Yakety Sax precise da minha defesa; ela já foi posta à prova com este vídeo que é um dos maiores expoentes do exulismo internético, perdendo talvez apenas para esta incrível composição. Acho que ri por 13 minutos consecutivos quando vi esse vídeo da mulher escorregando na enxurrada pela primeira vez.

Então. Tava passeando por essas internets aí e achei este vídeo em que um sujeito moddou GTA 4 pra remover toda o atrito sofrido pelos pneus dos carros. Pra garantir que o vídeo atingiria a mais alta pureza cômica, o autor jogou Yakety Sax por cima.

Sabe aquele mundo mágico dos professores de física? Aquele universo fantástico em que, pros cálculos funcionarem do jeito bonitinho que as fórmulas pedem, o atrito não existe?

Poisé, aparentemente este mundo seria ATERRORIZADOR. Se ligaí:

Eu achava que atrito servia basicamente apenas pra que meus carrinhos de fricção funcionassem. Na realidade, atrito é a cola que mantém nossa civilização.

Sem ele, nosso mundo seria muito parecido com aquelas minhas brincadeiras com carrinhos da Hotwheels quando eu era moleque — pra ficar ainda mais fidedigno, faltou só uma criança de 8 anos fazendo barulhos de explosão com a boca e mandando cuspes pra todo lado.

A propósito, pelo andar da carruagem um dia Michael Bay lançará um filme que será basicamente isso aí que você viu nesse vídeo, só que por 2 horas.

E com trilha sonora do Linkin Park.

Uma vez eu falei que a abundância de câmeras basicamente matou a idéia de ocorrências sobrenaturais acontecendo ao nosso redor o tempo todo, como os proponentes de tais coisas juram de pés juntos que é o caso. Se realmente fosse assim, teríamos registros fotográficos de toda espécie de seres inexplicáveis, não é mesmo? Fantasmas, alienígenas, pé grande, mulher bonita usando celular Android…

No entanto, hoje percebo que minha teoria de que a onipresença de câmeras confirmando a inexistência de paranormalidade é falha.

Eis a maneira como minha teoria passou pelo processo de falseabilidade: não existe nada mais onipresente que as câmeras do Google Street View né? Ela está LITERALMENTE no mundo inteiro. E veja o que ela capturou.

Nada fora do comum, né? Dê um passo a frente na navegação da imagem.

Poisé. Essa cidade é toda bugada no Street View, e não um bug do tipo “as imagens não carregaram” ou “as fotos estão em baixa resolução” ou até mesmo “as fotos estão de cabeça pra baixo e com a marca dágua do Brazzers”.

Mas não. Elas foram passados pelo filtro do Instagram “MORADA DE BELZEBU”. Não que diabo de magia negra arcana é conduzida nessa região durante a calada da madrugada, mas eu só sei que se o GPS me mandasse passar por essa cidade durante a noite eu traçaria uma nova rota para a puta que pariu se fosse o necessário pra evitar essa cidade.

Cansei de Ser Sexy, assim como Sakamoto e Neymar, são o tipo de coisa que eu só conheço por ouvir vocês reclamando a respeito no tuíter quase todo dia. Uma das (des)vantagens de morar no exterior é que estamos um pouco desconectados da cultura popular nacional; se não fosse as redes sociais eu realmente não saberia é PORRA NENHUMA do zeitgeist brasileiro atual. Há alguns meses vocês falavam direto dum tal de, como era o nome mesmo do negócio? Temaki ou algo assim. Até hoje penso que é um tipo de arroz.

Então, essa Cansei de Ser Sexy, né. Tudo que sei dos caras é que são uma banda, que cantam algumas músicas em inglês, e que o nome da banda não me parece justificável — já que eles teriam que um dia ter sido sexy para então posteriormente cansar-se disso; no entanto, a aparência dos integrantes da banda está num espectro que varia entre “parecem mendigos” e “não vou zoar porque pode ser doença”. Vai ver eles cansaram de ser sexy muito antes da formação da banda, e vêm exercitando esta nova filosofia de vida já há muito tempo.

Enfim,

Chegou aqui em minhas mãos um link de uma jam session da tal banda, que usa também como identificação a sigla “CSS”. Com vocês, DEIXEI DE SER SEXY:

Vixi maria.

O vídeo não começa tão terrível. A fonética da cantora entrega que inglês não é sua língua nativa, o que geralmente complica a sua vida quando você está interpretando uma música gringa; mas até aí tudo bem. Seu cabelo, ou talvez “peruca molhada que ela achou no beco atrás do estúdio”, combinado à voz que falha às vezes e o olhar morto na cara da vocalista, me faz suspeitar que esta terrível performance se deve ao uso de entorpecentes (que, tradicionalmente, MELHORAM os músicos que você curte. Ou você acha que os Rolling Stones estavam sóbrios quando escreveram Jumpin’ Jack Flash?).

Qualquer esperança que eu tinha nesse vídeo morreu aos 43 segundos, quando a vocalista tenta emular os agudos do Pharrell Williams e erra por umas 4 ou 5 oitavas. Alguns segundos mais tarde, no verso “So let’s raise the bar / And our cups to the stars”, é que a parada, como dizia o poeta, vai pro caralho duma vez por todas.

Além disso, ela ainda erra a porra da letra da música logo em seguida, cantando “She’s up all night ’til the sun/I’m up all night to get some” em vez de “We’re up all night ’til the sun/We’re up all night to get some“, que é o verso correto. Cagou a melodia, cagou a letra, cagou a presença de palco — essa performance é a santíssima trindade das apresentações desastrosas.

Lá pelos 2min28seg, a vocalista (como é o nome dessa desgraçada, aliás? Tenho a suspeita de que é algum nome engraçado) começa a fazer uma voz bizarra, a fim de simular a voz “metalizada” que é comum nas músicas do Daft Punk. E existe um motivo pelo qual a dupla francesa não tenta realizar esse efeito com a voz “nua”: porque o resultado é semelhante às futis tentativas de comunicação de uma vítima de derrame cerebral.

O vídeo vai dessa pra pior. Presenciei rodinhas de violão pós churrasco, com todos os participantes etilicamente calibrados e sofrendo indigestão graças a linguiças mal passadas, com sonoridade melhor do que essa suposta banda profissional.

É de cair o cu da bunda.

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