Brasil: o que tenho, e o que não tenho saudade

Comentei nas redes sociais que estava meio sem assunto pra escrever, mas que não poderia deixar o dia passar em branco, e então pedi sugestões de idéias pra um artigo aqui no HBD. O leitor Lucas Hoffmann, @LHoffmann no tuíter, me pediu pra escrever um texto falando sobre o que sinto falta no Brasil, e o que NÃO sinto falta. É uma ótima idéia, Lucas, então obrigado!

brzil

Coisas que sinto mais falta no Brasil:

O clima

Vocês já me viram reclamar disso, mas deixa eu ressaltar a merda que é morar no Canadá (especialmente Calgary, na província de Alberta) no que diz respeito ao clima. O inverno, TEORICAMENTE, deveria durar apenas 3 meses. E nos EUA, que tem latitude mais baixa que a gente, o inverno realmente só dura 3 meses.

Aqui o esquema é mais punk.

EARTH

Cê percebeu que mesmo quando a merda branca recua, ainda fica um pequeno OÁSIS de neve bem em cima da minha região? Isso que dá fundarem uma cidade praticamente em cima das montanhas rochosas.

O que acaba rolando é que o inverno, que teoricamente vai de dezembro a março, aqui começa em novembro e vai até maio.

E o inverno é uma bosta. O sol nasce lá pras 8am e se põe às 4pm, e o frio te impede de fazer praticamente qualquer coisa fora de casa. As estradas ficam mais perigosas, você tem que gastar mais de mil dólares com pneus de neve e suas instalações, as barras das suas calças ficam completamente estragadas, e esquiar/snowboard, supostamente a única parte aproveitável dessa estação do ano, é uma bosta de qualquer jeito.

Por mais pitoresco que os pinheiros sejam num Natal nevado, prefiro infinitamente ir à Praia do Futuro no meio de janeiro e comer um caranguejo.

A comida

Me perguntam muito o que seria o “arroz e feijão” dos canadenses — ou como eu poderia viver sem esses dois elementos fundamentais da alimentação brasileira. A resposta da primeira pergunta é que o canadense não tem uma comida-base como o nosso arroz e feijão, ao redor da qual todos as outras adições alimentícias orbitam. A resposta da segunda pergunta é que só vive sem arroz e feijão quem quer, porque a idéia de que isso é exclusivo do Brasil é completamente sem nexo. Como arroz e feijão todo dia, como aquela foto que eu me arrependo de ter tirado deixa claro.

Mas nem só de arroz e feijão vive o homem. Coxinha, pastel, churrasco a rodízio, Negresco (que é objetivamente melhor que Oreos), guaraná, brigadeiro, beijinho, biscoito Passatempo, feijoada, peixe frito na praia, folheado de queijo (os folheados daqui são exclusivamente doces, de frutas e tal (BLERGH). Tem um monte de comidas exclusivas ao Brasil, e coisa bem mais interessante que um simples arroz com feijão.

Teoricamente dá pra fazer tudo isso em casa (pastel, particularmente, é tão fácil de fazer que até eu consigo), mas uma coisa é ter sempre que se dar ao trabalho de preparar esses quitutes por conta própria, e outra é ir na esquina e comprar já feitinho (e geralmente com um resultado melhor que o caseiro).

A família e os amigos

Este aqui é O motivo pelo qual eu ainda gasto 1500 dólares só com a passagem aérea para o Brasil de tempos em tempos. Meu pai viajava mais que caixeiro viajante quando eu era criança, e por causa disso moramos em inúmeras cidades diferentes. Assim, eu já estava meio acostumado com a distância da família desde pequeno. Pra você ter uma noção, dos meus quase 30 anos, apenas 11 foram vividos na minha cidade natal, Fortaleza — e se você parar pra pensar, metade desses 11 anos foi do meu nascimento até os 5 anos de idade (o que basicamente nem conta).

Eu cresci sem ir em aniversários de primos, formaturas, casamentos (com exceção de um, em 2010, da minha prima Talita Nobre), perdendo essencialmente todos os eventos importantes, os Dias das Mães com almoço de família na casa da minha avó, os Natais, etc.

Coisas que eu NÃO sinto falta no Brasil:

O péssimo atendimento ao consumidor (e a falta de educação em geral do povo brasileiro)

Já comentei uma situação que passei no Brasil que ressalta algo que acontece tanto com o nosso povo — apesar de estar 100% errado na situação, ainda achar que stá certo. Existe um elemento cultural e endêmico de “se dar bem por cima dos outros” no nosso país, e me parece que isso desencadenou uma corrida evolutiva onde os estabelecimentos presumem com antecedência que você está tentando trapacear de alguma forma.

O resultado é um péssimo atendimento ao consumidor, que acaba sendo um reflexo da nossa tão debatida falta de educação de um modo geral. Acho que este vídeo ilustra bem o meu ponto:

São pequenas coisinhas. Em minhas últimas idas ao Brasil, se destacaram quase todos os atendente de qualquer estabelecimento comercial sempre me cobrando o troco exato da transação (e esboçando clara frustração quando eu não o tinha). Ou um atendente do cinema, que cortou a fila na minha frente — enquanto eu fazia uma pergunta pro guichê — pra jogar um papo furado qualquer na amiga de trabalho. Ou basicamente qualquer servidor público que te atende com má vontade e indiferença, como se você o estivesse incomodando durante seu horário livre pra pedir um favor, em vez de exigindo que ele faça o trabalho pelo qual é pago.

Quando você mora num lugar onde você esbarra em alguém e ESSA PESSOA te pede desculpa (não é uma hipérbole, isso acontece mesmo; você esbarra em alguém e a pessoa frequentemente presume que ELA que estava no local errado, e se desculpa), as pequenas nuances de como brasileiros se comportam parecem ainda pior.

Sei que soa como babaquice criticar a falta de educação do brasileiro em geral, mas eu não estou INVENTANDO esse conceito, né.

A falta de segurança

No Brasil, fala-se muito que a melhor forma de evitar a violência é “não dar mole”, geralmente acompanhado de uma longa lista do que seria “dar mole”: ficar escaneando o ambiente o tempo inteiro, não deixar relógio ou celular a mostra, não usar headphones brancos típicos de iPhones, não parar no sinal vermelho de madrugada (????), colocar a carteira no bolso da frente, etc. Existem mil lifehacks no Brasil pra evitar entrar nas estatísticas de violência, e querendo ou não eu mesmo perpetuei essas instruções pra tantos amigos gringos que queriam ir ao Brasil ver a Copa, mas estavam apreensivos sobre a tão falada criminalidade do nosso país.

Pra alguém que mora num país como o Canadá, essa constante vigilância parece absurda. Existe crime aqui também, evidentemente (eu mesmo consegui a proeza de ser assaltado), mas é numa escala tão inferior ao nosso país que acontecem coisas absurdas como o fato de que canadenses estão TÃO acostumados a deixar seus carros destrancados por aí que a polícia precisa alertar pra que eles parem de fazer isso. Casas ficam geralmente destrancadas, também, como mostrou Michael Moore em Tiros em Columbine.

E isso é algo DIFÍCIL de abrir mão. Pra vocês já deve ser algo completamente normal, faz parte do dia a dia. Pra mim, ou pra minha esposa, o sentimento de paranóia é exacerbado pelo fato de que não temos esse hábito de esperar sempre pelo pior e agir de acordo. Depois que meu pai teve suas malas roubadas dentro do aerporto de Guarulhos, eu ando por lá olhando pra tudo quando é canto, segurando a mochila firmemente. E ter que se comportar assim dentro de um AEROPORTO é uma parada muito sem sentido.

E termino essa lista com algo que eu sentia muita falta, mas após mais de 10 anos morando fora (e tendo visitado o Brasil apenas 4 vezes), é um sentimento que vai se esvaindo cada vez mais.

A sensação de “pertencer” ao Brasil

No começo, estar aqui era uma novidade como nada antes na minha vida; o clima, estar cercado de pessoas falando em inglês (que tornava a experiência equivalente a “estar dentro de um filme”), até a simples diferença arquitetural das casas realçava aquela sensação de mundo alienígena, muito diferente do meu contexto cultural. Lembro que até as maiores trivialidades, como ver comerciais em inglês na TV, ou usar um dinheiro diferente, era muito surreal. Mesmo sabendo que minha vinda pra cá foi definitiva, tudo era tão diferente, tão “isso aqui não tem nada a ver com o meu background… Isso aqui é a terra de outra gente!“, que no meu âmago eu ainda sentia que minha casa mesmo é no Brasil.

Hoje não é mais o caso. Após uma década morando aqui, se tornando proficiente com a língua, decifrando os referenciais culturais e sendo absorvido pela comunidade canadense… eu não me sinto mais que minha casa é o Brasil. De fato, estou cada vez mais por fora dos assuntos vigentes: as novelas do momento, as músicas que dominam nas rádios/baladas, os jogadores de futebol ou atores mais conhecidos, os jargões populares, a música brasileira… Isso chega por mim aos poucos, filtrado lentamente via redes sociais. Me sinto totalmente por fora na maior parte do tempo, alienado.

No final das contas é uma questão simples de aritmética, na real. Vim ao Canadá com 19 anos, e estou aqui desde 2003. Comparado ao tempo em que passei no Brasil, 10 anos é mais da METADE da minha vida brasileira. Se você considerar que sua vida realmente consciente só começa mesmo lá pros 6 ou 7 anos, podemos concluir sem exagero que eu passei quase tanto tempo no Canadá quando passei no Brasil. E em breve, eu terei vivido mais tempo no Canadá, do que no Brasil — e quando isso acontecer, algo que é um fator tão determinante de quem eu sou, que significou boa parte da minha vida (ou seja, o fato de que nasci e vivi no Brasil) vai se tornar um detalhe secundário.

E embora seja meio triste essa sensação de “desligamento” da sua terra-mãe, é meio inevitável no processo de adaptação de outro país.

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comments

27 comments

  1. Do Brasil acho que eu sentiria falta da TV: do Silvio Santos, de um ou outro programinha de humor e dos filmes dublados.

    Se eu estivesse no Canadá ou EUA, também faria falta os 220 V: é uma tensão perfeita, usada pela maior parte do mundo, e melhor que o despadrão que vai de 100 V (Japão) aos 127 V (alguns estados azarados do Brasil).

    E, realmente, não faz falta a grosseria de alguns brasileiros e essa maldita Lei de Gérson.

  2. Acredito que o constante contato com seu público brasileiro, tanto no site, quanto no vlog, não vai permitir que esse desligamento se dê por completo. Não adianta, Izzy, estaremos sempre por aqui!!! :o)

  3. Graças a Deus eu moro no sul, mais precisamente no Paraná. Confesso que não conheço muito dos estados mais ao norte, mas de relatos eu tenho a impressão que as pessoas das outras regiões são realmente muito mal educadas (generalizando, claro). Meu irmão morou em Salvador -- BA por 2 anos e voltou horrorizado de lá, dizendo que todos os estereótipos são verdadeiros. Aqui a gente educada nível pede-desculpas-por-você-ter-esbarrado-nelas é a maioria.
    A segurança aqui é boa também, basta você não morar em nenhuma capital que tá relativamente tranquilo, nunca fui assaltado, conheço pouca gente que foi, só tranco a casa à noite, a vizinhança se ajuda na vigilância. Lógico, existem nichos de violência, onde vira e mexe rola umas paradas mais punks, mas acho que não se pode ter tudo né.
    E o clima é agradável até. No inverno faz frio de verdade apenas em uns 2 períodos de 2 semanas cada, mais ou menos. O resto é aquele friozinho que uma blusa só resolve, ou nem isso.

    1. Essas horas que me sinto com sorte e orgulho de viver em São Paulo, segundo estado mais seguro e o mais desenvolvido economicamente. Nunca fui assaltado, e praticamente ninguém também da minha família. Teve uma exceção de uma vez que meu pai foi viajar à capital e foi furtado, mas ele diz que foi distração dele, apesar de ter distribuindo dinheiro entre os bolsos (coisa que já deve estar manjada entre batedores de carteiras).
      Clima é o mesmo, friozinho agradável durante metade do ano, o resto é aquele calor~clima agradável que nós brasileiros já conhecemos.
      Sobre a educação eu também tenho nada a reclamar, vejo que todo mundo é educado e paciente (até de mais).
      Tem outras coisas que eu adoraria falar aqui também que o pessoal reclamaria de mão cheia se presenciasse o que eu presencio, mas não é o caso (claro que ainda existem muitas coisas “padrão Brasil”).

      1. […] mas ele diz que foi distração dele, apesar de ter distribuindo dinheiro entre os bolsos (coisa que já deve estar manjada entre batedores de carteiras).[…]

        cara, eu ando no canadá com a cara enfiada no celular e meu dinheiro já caiu no chão quando eu botava no bolso na estação de trem. O pessoal correu pra pegar as notas e me entregar. Perceba a diferença da segurança.

        Tem coisas que só vivendo aqui pra entender a diferença. Eu não me sinto nem um pouco confortável no quesito segurança em São Paulo como eu me sinto aqui no Canadá.

  4. “não parar no sinal vermelho de madrugada (????)”

    se bem me lembro, no rio de janeiro, depois das 22:00 os radares dos semáforos são desligados pro pessoal cortar sem medo de levar multa. O táxi que me falou, e ele aproveitou bem essa brecha!!

    1. Na minha cidade tem placa nos semáforos com radar dizendo o horário de operação (das 6h até 22h, se não me engano)

  5. A minha única experiência vivendo fora do Brasil foi durante 7 meses, quando vivi na Libia, pais do norte da África que nessa época ainda era governado à mais de trinta anos por Muammar Gaddafi. Muito embora fosse uma ditadura, onde o Islã era a lei maior, não me sentia em nenhum momento tão inseguro quanto quando saio as ruas aqui em Recife. Lá nem a polícia andava armada, apenas o exército. Quem fosse pego roubando ou furtando algo, seria severamente punido, independente de sua nacionalidade. As pessoas abriam um grande sorrisa quando falava que era do Brasil e logo perguntavam sobre como era aqui, seguido dos nomes Kaká, Ronaldinho e Rivaldo. Com certeza sentia falta da minha familia e amigos, mas como morávamos em “repúblicas” todos tinham sempre com que conversar e estávamos sempre juntos, fazendo o possivel para nos sentir em casa. O problema mesmo era o fato de que não existia nenhum tipo de diversão, como conhecemos aqui, nada de barzinho(bebidas alcólicas são proibidas por lei), nada de cinema, boates, shows e dar aquela velha paquerada com uma gatinha poderia levar você a morte. A única coisa que podíamos fazer era ir as compras, pois como praticamente não existiam impostos sobre os produtos, pude facilmente adiquirir produtos como um PS3 e meu lap top Sony, coisas que naquéla época(2009) para min eram completamente impessaveis. O que posso concluir é que se tiver uma oportunidade de morar em outro lugar, seja lá onde for, eu vou, pois a experiência adiquirida com a superação dos desafios é incrivel.

  6. Moro na Alemanha há cerca de um ano (devendo retornar ao Brasil em fevereiro próximo) e compartilho de algumas das conclusões. Já de outras, nem tanto. Todavia, obviamente, são países diferentes e, da mesma forma, venho de um estado diferente do seu (Santa Catarina, no caso), o que constituiu uma observação importantíssima, considerando as dimensões continentais do Brasil.

    No cômputo geral, posso dizer que não vi um incremento muito drástico na qualidade que tenho aqui na Alemanha, comparando-a à que eu tinha no Brasil. Com toda certeza sentirei falta da qualidade do transporte público, da possibilidade de viver uma vida sem depender de carro, assim como de me sentir quase que plenamente seguro, não importando o horário e o local.

    Nada, no entanto, que me faria trocar o Brasil em definitivo pela Alemanha. Com certeza temos problemas, mas tenho consciência de nosso potencial e isso me move a lutar por um Brasil cada vez melhor. Não digo isso de maneira ufanista ou julgando quem optou por viver em outro país, é só minha observação pessoal.

    E não poderia discordar mais sobre a suposta falta de educação do brasileiro. Percebo que você relativizou a situação, dizendo que, em geral, a má educação é característica do brasileiro. Ao que me consta, no entanto, em geral, o brasileiro é, sim, muitíssimo bem educado. Talvez não seja dos povos mais cordiais, porém considero educação um conceito mais amplo do que cordialidade. Mas, novamente, o Brasil é grande e falo apenas por mim.

    Um grande abraço!

  7. Por morar em uma terra com clima mais ameno (Portugal) não sinto tanta falta do clima. As comidas brasileiras são incrivelmente comuns por aqui (até caldo de cana tem!), então é outra coisa que não me faz falta. Já a falta da família é algo comum a (quase) todo emigrante. Com exceção da família nada mais me prende ao Brasil.

  8. Senti falta de exemplos do “atendimento ao consumidor” que você experimentou no Canadá. Imagino que no setor privado seja que nem nos EUA (exemplo: você pode trocar ou devolver um produto sem questionamentos, o que inclusive acho que você já relatou), mas estou curioso sobre o servidor público. Eu digo de experiência que é uma bosta; seja no Brasil ou na Alemanha.

    Ah, eu moro em Chicago e posso dizer que o inverno hardcore foi de Novembro a Abril este ano… então não acho que o midwest tenha estações muito bem definidas em 3 meses…

  9. Poxa Izzy Nobre, eu que falei com você pelo twitter à um tempão pedindo o seu email para lhe escrever, e até hoje você não me respondeu…

    Mas respondeu um pedido de outro leitor parceiro do HBDia, que por coincidência fez um pedido parecido com o que eu lhe enviei por email -- que é até um pouco extenso…rsrsrs

    Não quero parecer mau educado -- espero que você entenda o meu sacarmos -- mas como ouvinte fiel do 99vidas eu quero a minha resposta!!!! Rsrsrsr

    Flw!!!

  10. “sempre me cobrando o troco exato da transação (e esboçando clara frustração quando eu não o tinha)”

    Como assim? você saia sem pagar o valor total? dando troco. Eu não entendi… ele estavam te cobrando troco… eu não entendi

    1. acho que ele falou no sentido de vc entregar um valor maior que o do produto, por exemplo algo é 16,25 vc entrega 20 sempre vão perguntar se vc num tem os 1,25 centavos, e caso vc não tenha eles ficam de cara feia…

  11. Poxa, Kid, reclamou do troco exato, mas nem mencionou as famosas balinhas que são oferecidas no lugar dos centavos na hora do troco. hahahaha

    Cara, é incrível que as coisas que vc sente falta são pra maioria de nós coisas absurdamente triviais ao ponto de não darmos a menor bola e sermos indiferentes ou muita vezes desvalorizarmos mesmo(isso quando não ODIAMOS).

    Mas olha, muito bem apontado as coisas que vc não sente falta. Eu trabalhei com atendimento e pude ver do outro lado da moeda como são as coisas. Maioria das pessoas que estão atendendo simplesmente não fazem a menor idéia de que estão prestando um péssimo serviço e isso é triste demais, pois não é problema apenas dela(falta de qualificação/instrução/educação/blablabla), mas de todo o estabelecimento em questão pq pra ela estar alí alguém de cargo superior achou que ela era qualificada para a posição e isso meio que cria uma bola de neve de incompetente contratando incompetente que contrata incompetente… é foda!

    Segurança então, putz, chega a ser ridículo o protocolo que é preciso seguir a risca para apenas diminuir o risco de vc ser assaltado ou algo do tipo. E como vc disse, é coisa que a gente mesmo as vezes se pega passando pra algum conhecido as dicas de como não ser assaltado. Lamentável demais =/

    Mas sabe, eu sou do tipo que sempre peço desculpas ao esbarrar em alguém, independente de quem estava certo no momento. É completamente automático. Sinto que esbarrei em alguém ou alguém esbarrou em mim e já olho imediatamente pra pessoa e peço desculpas. Na maioria das vezes a pessoa não dá a mínima bola, continua o seu trajeto como se nada tivesse acontecido. Raras são as vezes que a pessoa se importa em pelo menos olhar pra sua cara.

  12. O Brasil ainda é refém da falta de educação agressiva nas escolas. E a falta de senso de ética na convivência pública, na minha, visão ainda é consequência da colonização.

    Acho incrível como a educação pobre faz pessoas adultas acreditarem que é certo levar vantagem sobre outras.

    Aqui será um ótimo lugar, mas ainda não no nosso tempo.

  13. Sinceramente, é muito relativo a maioria dos problemas brasilieros enumerados, obviamente não há como desmentir o primeiro item, a falta de respeito com o consumidor é latente. Moro em uma cidade onde o respeito com o terceiro impera, e a segurança não é um problema, isto que é uma cidade pequena (600 mil habitantes).

    Enfim, depende muito de região e cidade.

  14. Poucos dias atrás tava andando na calçada quando “uma mão quase entra no meu olho”. Era uma garota que resolveu estender a mão para dar sinal ao ônibus no exato momento que passei ao lado dela.

    Olhei para trás, puto. Ela sequer esboçou uma reação. Sequer pediu desculpas. Povinho filho da puta. 😀

  15. Mas quanto ao arroz e feijão canadense, vem com o feijão em cima do arroz ou o contrário? Ou pior ainda, um separado do outro? ashiudjioaskodpl

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