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A mulher que tentou ensinar golfinhos a falar (com punhetas e LSD)

Postado em 18 February 2016 Escrito por Izzy Nobre 8 Comentários

golfim

Olhe ao seu redor. Seu computador, seu celular, seu videogame, a própria energia elétrica que permite que você use todos esses equipamentos para ignorar suas responsabilidades e família… a ciência é realmente uma maravilha.

Entretanto, pra cada acerto da ciência, houve um imenso histórico de erros. E ao contrário da nossa vida e do Tetris, onde os acertos se apagam e os erros se acumulam, com a ciência é mais fácil lembrar das vitórias do que das pisadas na jaca. Todos conhecemos e aplaudimos o programa espacial, o GPS e o radinho a pilha, mas você lembra, ou sequer sabia, que a CIA montou puteiros nos EUA nos anos 50 pra meter LSD na galera sem que eles soubessem disso? Poisé.

Então, a história de hoje é mais uma dessas presepadas científicas que se você parar pra pensar eu já devia ter contado aqui no HBD. Esse tipo de história é simplesmente perfeita pro meu site.

Em 1958 um neurocientista chamado John C Lilly montou um mega laboratório pra estudar as capacidades cognitivas dos golfinhos. A teoria é que bebês aprendem a falar por causa do convívio com humanos, logo, e se um golfinho convivesse com um ser humano? Vai aprender a falar, lógico.

O cara montou uma casa parcialmente cheia de água, e botou uma de suas colegas de trabalho pra morar com o golfinho. A garota passava os dias brincando com o golfinho, encorajando-o a fazer sons mais próximos da fonética humana.

O que em golfinhês aparentemente significa que a mina tava afim. Ah, esqueci de mencionar que o nome do bicho era PETER. Eu devia ter dito isso antes, porque o texto fica melhor estruturado, e eu poderia até editar o começo pra incluir o nome do filho da puta lá em cima, mas foda-se.

Então, o Peter começou a fazer avanços sexuais pra cima da Margaret, cujo nome eu também só lembrei de mencionar agora. Minha professora de redação da sexta série me daria um zero redondíssimo por esse texto. As “cantadas” do golfinho, que começaram com mordiscadas nos pés e coisas do tipo, começaram a ficar um pouco mais agressivas, obrigando a mulher a andar dentro da casa com botas de borracha e um cabo de vassoura pra disciplinar o golfinho tarado. Em algumas ocasiões o Peter bateu na mina com tanta agressividade que deixou hematomas.

Se só assistir Tubarão já deixa alguém traumatizado de ir à praia de novo, imagina então essa pobre mulher. Pelo menos o tubarão tá tentando te comer só com a boca.

O jeito foi mandar o Peter pra ter encontro românticos com as golfinhas, pra ver se aliviava o tesão do animal. O problema é que os pesquisadores começaram a temer que esse contato com outros cetáceos iria fazer o Peter “esquecer” o pouco que já tinha aprendido. Não tem jeito, trouxeram o bicho de volta pra casa e a Margaret que tome cuidado.

Mas o golfinho resolveu partir pra outra estratégia. Em vez de descer a porrada na pesquisadora, ele começou a fazer avanços mais tenros — que consistiam em fazer uns carinhos na mulher e depois virar e mostrar a piroca. Conheço caras que fazem isso no Twitter também.

Movida por sei lá que tipo de lógica, a pesquisadora decidiu que fazer uns “agrados” no golfinho talvez o tornasse mais cooperativo. E de fato isso aconteceu — o bicho parou definitivamente de fazer avanços tão agressivos e se tornou mais atencioso durante as lições.

Falando nelas, existem gravações de algumas sessões da Margaret com o Peter. Se parece simplesmente que alguém está peidando dentro de uma banheira, bem, é isso mesmo.

Os pesquisadores decidiram que se o preço da cooperação do golfinho era que a Margaret teria que bater ali umas punhetinhas nele de vez em quando, bem, é o custo do progresso.

Teve uma época em que o governo americano gostava de meter LSD em experiências, de acordo com o princípio da metodologia científica entitulado “Vai Que Dá Em Alguma Coisa”. Seguindo essa cartilha, os pesquisadores começaram a dar LSD pro golfinho. Enquanto a menina lá batia aquela punhetinha no bicho.

Eventualmente alguém decidiu que essa putaria toda aí não valia o dinheiro do contribuinte, e cancelaram os fundos da pesquisa — que também não rendeu nenhum resultado esperado. Jamais conseguiram ensinar o animal a falar nada.

Por outro lado um golfinho conseguiu treinar humanos a lhe dar drogas e punhetas.

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comments

Categorias: ciência

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 32 anos, também sou conhecido como "Kid", e moro no Canadá há 13 anos. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas, e sobre notícias bizarras n'O MELHOR PODCAST DO BRASIL. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

8 Comentários \o/

  1. HNQ says:

    Pô mah, tava precisando aumentar o humor/moral aqui e vem esse ótimo texto, valeu mermo.
    E caraileos, a CIA é pior que os trapalhões.
    De 10 coisas feitas, 9 são merdas e 1 é acidente.

  2. Cris says:

    Os caras da CIA ganharam milhõs pra tentar fazer um golfinho falar. Então inventar projetos inúteis pra tirar dinheiro do contribuinte não é exclusividade do Brasil?

  3. Leon says:

    O ser humano hein….

  4. Alysson says:

    Eu já tinha lido essa história muito tempo atrás, mas eu acho que o golfinho se mata no final, não? Tipo, porque ficou só.

  5. Hugo Saraiva says:

    O que eu me pergunto é o que fizeram com o golfinho depois de anos viciado em LSD e punheta.
    Devolvê-lo pro habitat natural seria uma puta falta de sacanagem.

  6. Kkkkk Que idiotice, mano! Golfinhos falando? -- Impossível!
    Existem as chances de eles responderem, mas passa longe de uma vocalização humana.

    Desperdício de tempo ao invés de focar em algo válido!

    Bom, pelo menos ele se deu bem… Hahah

  7. Bier says:

    “Minha professora de redação da sexta série me daria um zero redondíssimo por esse texto.” -HAHAHAHAHHAHAHA! Como eu ri!