Vai que esse é o segredo pra eu finalmente emagrecer?

sausage

O eterno galhofeiro de Hollywood (e sósia de Izzy Nobre de acordo com vários de meus seguidores) Seth Rogen chegou hoje no Tuíter todo faceiro com o trailer do seu novo filme, Sausage Party.

Não sei como embedar videozim de tuíter nessa porra aqui então vai o do YouTube mermo.

No começo do filme, eu torci o nariz, pensando que estavam tentando fazer algo similar ao injustificável Foodfight!. Um bando de comida antropomorfizada vivendo loucas aventuras num supermercado — e mais estranhamente ainda, idealizando o ato da sua compra por humanos? Mas que negócio mais bosta.

Aí o trailer, como se estivesse ouvindo meus pensamentos, mostra que está perfeitamente ciente de como isso é absurdo. É justamente daí que vem o humor negro da parada.

Eu já gosto bastante do Seth Rogen e sua trupe, por mais que os filmes sejam previsíveis, os personagens formulaicos — aliás, eles mal atuam, né? Aqueles “personagens” são facsimiles dos próprios atores na real. E uma comédia animada absurdista de comidas desbocadas tentando fugir de sua sina desumana vale meus dinheiros.

Sausage Party, a propósito, é uma expressão idiomática que se usa pra se referir a festas onde só vão homens. Vamos chutar aqui nos comentários como é que a distribuidora traduzirá pro Brasil?

…ou pelo menos é isso que eu espero ver ano que vem no cinema — se o Zack Snyder for fundo nessa paráfrase cinematográfica de The Dark Knight Returns misturado, aparentemente, com A Morte do Superman.

Warner, cê sabe que não precisava daquela spoileada absurda ali no final, né? Esse filme já vai arrecadar 2 bilhões de dólares de qualquer forma.

Mas vamos ao trailer:

Bom, o que posso dizer? Além do óbvio, isso é: é um recado de 3 minutos da Warner, não muito sutil aliás, que berra “EI PESSOAL OLHA SÓ, A GENTE SABE FAZER FILME DE SUPER-PESSOAS SE BATENDO E CONTANDO PIADINHAS AO MESMO TEMPO TAMBÉM!”

Goste ou não — e eu gosto –, o tom de filmes da Marvel sempre fez um equilíbrio competente entre ação quadrinística alucinante e humor galhofeiro pra fazer a pivetada rir. Você pode até torcer o nariz, mas se você lembrar que o nome da mídia que veicula a matéria prima desses filmes é “COMIC book”, você não tem nada que ficar reclamando não. Ature as piadinhas.

Aliás, é óbvio que você atura, porque estatisticamente falando é impossível que você não tenha visto os filmes da Marvel. Essa a atmosfera mais leve do Marvel Cinematic Universe se traduz em montanhas de dinheiro — das 10 maiores bilheterias da história, 3 são de filmes da Marvel. The Dark Knight, que é objetivamente melhor filme de super herói da história (tem a mais alta nota da categoria no IMDb e é o único filme de super-herói a render um Oscar a um dos atores), fica na mísera 23a posição nas maiores bilheterias.

Perde até pra A Ameaça Fantasma, o que é um esculacho.

Então não é de se surpreender que a Warner beba um pouco da água da Marvel e enfie umas piadinhas e chistes nesse crossover aí. Mesmo que pra isso subverta completamente o tom do Homem de Aço que estabeleceu a franquia. Se a Marvel arrecada quantias titânicas de dinheiro fazendo a criançada rir com o Thor levando um soco do Hulk do nada, foda-se então — bota uns gracejos aí, Zack Snyder! Bota o Batman pra fazer gracinha, por que não.

O que eu não esperava, por outro lado, é que o estúdio entregasse basicamente toda a trama do filme. Por dois motivos: o principal, como mencionei no começo, é que o público não precisa realmente de muito convencimento. A primeira aparição cinematográfica do Clark Kent com o Bruce Wayne não precisa se rebaixar a esse nível pra colocar bundas nas cadeiras do cinema.

Se duvidar até minha vó vai querer ver esse filme. Você ri, mas acontece que Batman e Superman são ícones culturais que transcendem umas 3 gerações a essa altura do campeonato. Sua avó não sabe nada desse tal de Snapchat e PS4 e meme de internet e Wesley Safadão que você tanto curte, mas ela sabe quem é o Super Homem.

O segundo motivo é porque eu estava achando que Hollywood já havia decidido coletivamente que entregar TUDO do filme no trailer tá meio demodê.

Mas enfim, a história tá toda aí. Lex Luthor (mais canastrão do que nunca, eu diria) tenta fazer Batman e Superman se matarem. Eles ficam amiguinhos, e o Lex diz “ah é, caralho? Então toma um Doomsday na tua cara!” no terceiro ato do filme. Aí vem a Mulher Maravilha pra ajudar os caras a segurarem a barra. Presumivelmente, como é sempre o caso nesses filmes, ela foi apresentada anteriormente, aí sumiu da película, e aparece no último instante pra salvar o dia.

Isso é, esta é a cena que o trailer tenta montar, só que trailers sempre mentem. Tive uma longa discussão com o Jurandir Filho e postulo que a cena não ocorre como o trailer insinua. Algo mira no Batman (presumivelmente, o Doomsday); e aí algum outro evento ou personagem impede o Doomsday de atirar — é por isso que o prédio atrás do Batman continua em pé e não há fogo por toda parte, ao contrário da cena da Mulher Maravilha em que TUDO ao redor foi demolido após uma explosão arrasadora.

Sem contar que na cena, não há ninguém realmente atrás da Maravilha — o Superman tá meio que à direita dela, e o Batman sequer aparece no frame.

A continuidade simplesmente não bate; eu esperaria que se o Batman estivesse presente na mesma cena, o cenário atrás dele deveria estar completamente arrasado também. Acompanhe:

Prédio intacto atrás…

Explosão acontecendo e devastando TUDO…

Tudo devastado em consequência da explosão…

Prédio ainda intacto, nada em chamas

A cena seguinte, dos dois fazendo piadinha e implicitamente elogiando a Diana, foi inserida ali pra sugerir que eles estão impressionados com algo que ela acabou de fazer — só que o Batman está totalmente fora do Batmóvel. Ou seja, é outra cena totalmente diferente.

(Lembrando que tem outro trailer que monta uma cena em que a própria Sra Maravilha causa a aquela explosão. Como confiar em trailers?)

O que eu ACHO que vai rolar naquela cena: O Doomsday mira no Batman, mas o Superhomem chega e dá uma porrada nele, impedindo-o de atirar — e é por isso que o ambiente ao redor do Batman quando ele manda o “eita, tô vivo ainda?!” tá intacto, o que é incongruente com a cena montada que mostra uma explosão sendo efetuada e arregaçando tudo.

doomsday

Aliás, e esse Doomsday? A gente sabe que é o Doomsday, mas vamos ser sincero que se tu visse isso aí descontextualizado você ia achar que uma daquelas Tartarugas Ninjas lá do Michael Bay sofreu um acidente de carro e bateu a cara no painel. Puta merda.

E a Mulher Maravilha, mano? Caiu de paraquedas no meio do clímax do trailer, sem muita justificativa ou explicação (custava uma cena apresentando a personagem? Ou mostrando-a fazendo ALGUMA coisa, além de pose?), e ainda por cima forçando a brincadeirinha do PÁRA A MÚSICA, HUH?! ELA TÁ CONTIGO? NÃO CARA ACHEI QUE ELA TAVA CONTIGO RSRSRSRS”.

Faltou só aquele barulho de disco arranhando e não estou completamente convencido de que o Snyder não vai acabar colocando isso na versão final pra “ficar mais Marvel hehehe”.

Eu vou assistir essa parada, óbvio. E vou provavelmente até gostar.

Mas porra Warner.

DAT CHROMA KEY

O que você acha que acontece se tu mistura Fúria de Titãs, Percy Jackson, Imortais, com a cinematografia de A Ameaça Fantasma, salpicando um pouco de mitologia egípcia em cima?

Uma parada que eu literalmente não consegui acreditar que era um filme de verdade. Acompanhe o quase inacreditável trailer de Gods of Egypt:

Cara, eu não sei nem por onde começar.

Vi essa porra pela primira vez num ad do YouTube outro dia. Apesar dos logotipos de estúdios no começo, eu JURO pra você que achava que era alguma propaganda ambiciosa desses joguinhos escrotos freemium de celular, nessa pegada aqui.

O que foi um engano injusto porque esse comercial de Game of War consegue literalmente ser melhor filmado. Sem exagero.

Tudo no trailer de Gods of Egypt é horrível; da cinematografia/fotografia, à atuação, à escolha de atores (por que diabos os deuses egípcios seriam britânicos, caraio?! Cadê os bichos com cara de cachorro, de águia…?), é tudo uma bosta pela qual alguém gastou 140 milhões de dólares.

Broder, com sinceridade: Chaves já experimentava com Chroma Key lá nos anos 70. Como demônios no Ano de Nosso Senhor 2015 ainda se faz filmes com uma cena como essa?

140 milhões de dólares. Não esqueça isso.

Broder, tem cena do filme que literalmente lembra aquelas FMVs chinfrins de Command and Conquer. E alguém vai pagar dinheiro pra ver isso no cinema, eu não consigo acreditar nisso.

Tudo é claramente digital, a iluminação é perfeitamente uniforme, os ambientes são HIPER-SATURADOS, dando aquela aparência de “cutscene de jogo de computador lançado em 2002”, que eu não acho que é exatamente o visual que o diretor tinha em mente.

Quem dirigiu essa bosta, aliás?

alex

PORRA, O ALEX PROYAS?! O cara que dirigiu O Corvo e Cidade das Sombras?!

E pior, o cara nasceu no Egito. Tu acha que o Egito era assim, Alex?!

THIS. IS. EGYPT!

E Gerard Butler. Puta que pariu, Gerard Butler. O cara é um nome conhecido até, mas faz quase que exclusivamente filmes bosta. O que me leva a pensar que ele deve muito dinheiro a um agiota em Las Vegas ou algo assim. O cara assina os contratos já falando pra colocarem no cheque o nome lá do sujeito.

“Quem é esse tal ‘Sr Giovanni’, Gerard Butler?”, pergunta o executivo lá da Lionsgate. “Não se preocupe com isso, só escreve o nome direitinho. Giovanni com dois I’s. E eu tenho que ir correndo porque os cassinos abrem já já!”.

E essa merda ainda vai ser 3D, mano. Se eu descobrir que algum de vocês pagou pra ver essa porra eu vou bloquear você do servidor do HBD.

Você imaginaria que pelo menos a empresa que ganha dinheiro com os abortos cinematográficos do Adam Sandler gosta do cara, mas uma das muitas coisas que descobrimos com aquele hack da Sony no ano passado é que nem eles entendem o apelo do “comediante”. Veja bem: os caras ganham dinheiro diretamente com o sujeito, e nem eles conseguem dar um bom motivo pra continuarem contratando o ator.

Isso é como você ter um amigo que te convida semanalmente pra orgias com coelhinhas da Playboy, e ainda assim você sinceramente não consegue entender por que é amigo do cara. Ou seja — imagine o tipo de personalidade pútrida que o sujeito deve ter.

Pois bem, contrariando qualquer lógica e provando que não existe um deus neste universo, o Netflix resolveu fazer um filme com o Adam Sandler. Aí está a merda:

Enquanto você assiste esta bosta, lembre-se que há pelo menos uns 15 anos o Sandler não faz um bom filme, mas que a despeito disso ele ganhará 15 milhões de dólares por essa porcaria. E não apenas isso, mas há outros 3 filmes agendados com o serviço de streaming, ou seja — O Adam Sandler, que se ganhasse 100 reais pra fazer stand up já estaria sendo bem pago, é agora 60 milhões de dólares mais rico que você.

E eu já sei que você você vai falar: tu fez a conta dos tais 15 anos, viu que Click saiu mais recentemente que isso, e dirá “mas Izzy, e Click? Click é um filme bom!” Isso serve apenas pra mostrar o quão pouco esperamos do Sandler após sua saída do SNL (nem naquela época ele era particularmente engraçado, diga-se de passagem): Click é um filme medíocre com 6.4 no IMDb e 32% no Rotten Tomatoes, mas comparado à filmografia do Adam Sandler, Click é como se O Poderoso Chefão e Um Sonho de Liberdade tivessem um filho juntos, dirigido pelo Paul Tomas Anderson.

Click é como encontrar uma moeda de 50 centavos no meio de um tolete — sim, está coberto de bosta, e mesmo que não estivesse é de pouco valor, mas considerando o contexo em que ele está inserido, é até memorável.

Se há alguma vantagem nessa parceria do Sandler com o Netflix é que ao menos nós não estaremos dando o NOSSO dinheiro pra ele, ao menos não diretamente. Há uma certa ironia no fato de que os próximos filmes do Sandler não venderão um ingresso sequer, sendo pagos inteiramente pelos mesmos executivos que deram luz a filmografia do ator.

É como se os caras que trouxeram a carreira do sujeito à vida estão finalmente pagando o preço pelo que criaram.

Uma pensão alimentícia cinematográfica. Menos mal.

Antes de mais nada eu peço desculpas por negligenciar os amigos leitores. Não sei por que tenho dado mais atenção ao vlog do que ao blog, mas isso acaba agora. Assim como a cor natural do cabelo da sua namorada, vamos voltar às raízes!

neil

Você já leu Perdido em Marte (“The Martian”, no título original)?

Não? Porra mermão, tu tá perdendo tempo. O livro é um instant classic de ficção científica (com pitadas bem vindas de humor) em que um astronauta fica Perdido em Marte — duh — e precisa MacGyverzar tudo ao seu redor pra sobreviver por vários meses até ser resgatado por seus companheiros. Fiz até um vlog pra recomendar o livro:

É uma mistura de Robinson Crusoe com MacGyver com… hmm… não consigo pensar em uma referência espacial pra misturar nisso aí. Não sei se tem. Mais um bom motivo pelo qual o livro é tão único.

Pois bem, se você não assistiu meu vlog sobre Perdido em Marte (com apenas 17 mil views, menos da metade da média pra mim, é um dos meus vídeos recentes mais ignorados. Seus merdas.), certamente você assistirá a adaptação cinematográfica que tá chegando aí com o senhor Matt Damon e uns outros caras, a saber — o Troy de Community, o Soldado Invernal, e o Sean Bean, que vai certamente dar um jeito de morrer também neste filme.

Pois bem. Saíram vários vídeos promocionais do filme, e no mais recente está o Black Science Man em pessoa, Neil deGrasse Tyson (que não é o querido Carl Sagan mas dá pro gasto), fazendo um Cosmos de mentirinha sobre a missão Ares:

Deu até vontade de ler o livro de novo. Ou melhor, ouvir — Perdido em Marte foi o primeiro livro que “consumi” inteiramente em audiobook. A narração do R. C. Bray é excelentíssima e fez todos os audiobooks que ouvi depois parecerem inferiores.

Desnecessário apontar que Perdido em Marte é o segundo filme que mais espero em 2015. O primeiro eu não preciso falar qual é, obviamente: trata-se do aguardadíssimo “Gui lai”, um drama chinês dirigido pelo excelente Yimou Zhang sobre a Revolução Cultural de 1966. O crítico chinês Jia-yi Zhang disse que Gui lai é 有史以来最好的电影, embora 是不是星球大战.

O Ryan Reynolds é conhecidamente fanboy do Deadpool, e esteve pleiteando o papel de Mercenário Tagarela há anos. Só que como a encarnação do personagem em X-Men Origins – Wolverine foi aquela merda injustificável (aliás, o próprio filme foi tão lamentável que matou a idéia de fazer filmes solos com os outros X-Men), nem o próprio ator defende a parada.

Some isso ao horrível Lanterna Verde de 2011 — caramba, faz tanto tempo assim já?! –, que o Reynolds compreensivelmente também não finge que gostou, e vemos que o histórico dele fazendo personagem de HQ está desabonando futuras tentativas.

Só que parece que o Deadpool nojento lá deixou o cara com mais ânimo ainda de fazer um filme decente com o personagem. Em 2012, o cara se uniu ao Blur Studio e fez aquele videozim lá pra tentar convencer a Fox a dar mais uma chance ao personagem. O estúdio não estava lá tãããão interessado; na San Diego Comic Con do ano passado, mostraram o vídeo para o público com ares de “olhaí, o filme que a gente realmente queria fazer do Deadpool ia ser ASSIM, mas a Fox são uns bando de pau no cu e tomaram a bola e levaram pra casa“. A recepção do público foi infinitamente positiva, e decidiram dar o sinal verde para um novo filme do Mercenário.

E aí está o trailer:

Como não se conserta o que não está quebrado, o Tim Miller (diretor do filme e, não coincidentemente, cabeça do estúdio que fez aquele test footage da Comic Con) reaproveitou no filme a cena de ação da demonstração que vimos no ano passado.

Mais digno de nota é o fato de que Deadpool terá censura de 18 anos — ou seja, “Rated R”. Existe uma polêmica atualmente em relação a filmes Rated R: enquanto nos anos 80 essa categoria reinava nos filmes de ação, os atuais custos de produção faraônicos desse tipo de filmagem deixa o estúdio sem vontade de mostrar sangue e peitinhos, porque isso limita o número de pessoas que pode pagar pra ver a parada no cinema. Se vão gastar entre 150 e 200 milhões de dólares pra produzir um filme, o estúdio quer poder vender o filme pra todo mundo, e não só pra adultos.

E assim, é mais rentável dar ao filme uma classificação PG-13, equivalente no Brasil de “não recomendado para menores de 12-14 anos“.

A propósito, a criaçao dessa categoria foi uma sugestão de ninguém menos que o Steven Spielberg. Gremlings e Indiana Jones, dois filmes a qual o diretor estava associado (e que eram bem voltados pra galera mais jovem) foi duramente criticado pela violência, e o diretor sugeriu uma nova categoria que fosse maior que a PG, mas menor que R. E assim, a PG-13 foi criada no ano seguinte.

Obviamente a fanboyada odeia quando um filme ganha rating PG-13, por mais que isso já seja padrão há uns 10 anos. Em 2007, o nerfado Duro de Matar 4 foi o primeiro filme da série a não ser Rated R, o que significou (além do Duro de Matar mais “família” da franquia) que o John McLane não podia sequer falar seu bordão icônico. Tiveram que abafar o “motherfucker” com o som de um tiro.

(Porque evidentemente um sujeito sendo torturado e finalmente vendo-se obrigado a atirar EM SI MESMO pra matar um cara que está atrás dele é algo bem família. Mas falar “…fucker” é passar dos limites da decência cristã tradicional.)

Então, produzir filmes que eles saibam que receberá classificação R é uma aposta que muitos estúdios não querem fazer. Por este único motivo eu acho importante assistir Deadpool no cinema quando sair, assim como achei importante prestigiar Mad Max: Fury Road (que também desafia a convenção e leva classificação R) — porque eu não quero filmes com potencial foda sendo “suavizados” em prol de criancinhas.

Estou confiante que vai ser um filme bacana. E você?

Ahh, Star Wars… o relacionamento de um nerd com Star Wars é turbulento. Assim como muitos de vocês, a saga de fantasia espacial (NÃO É FICÇÃO CIENTÍFICA RAPÁ!) fez parte intrínseca da minha infância. Eu vi os filmes quando bem jovem, e eles se fixaram firmemente no nas minhas fantasias infantis. Via e revia as fitas VHS na coleção do meu pai, via os desenhos animados (aliás, que abertura longa essa de Droids!), brincava com os bonequinhos… o que tinha de Star Wars ao meu alcance, eu consumia. Lembro aliás do choque absurdo que foi ver essa referência a Star Wars na cultura popular brasileira. “WTF, como assim, falaram CAVALEIROS DE JEDI numa música brasileira?!

Espero que VAAAAI POPOZUDA fique preso na sua cabeça hoje também.

Então. Veio 1999, e eu fui ao cinema ver episódio 1. Lembro exatamente qual cinema fomos — o belíssimo Cine São Luís do centro de Fortaleza: imenso, belíssimo, com saguão de mármore iluminado por um imenso lustre e sala de exibição com dois andares. Bem reminescente da época de ouro do cinema.

Fizemos o que muita gente fazia naquela época — chegamos no finalzinho do filme, assistimos esse trecho, e aí ficamos para a próxima sessão e assistir o começo. E mesmo com míseros 14 aninhos de idade, sem grande senso crítico pra porra nenhuma, eu sabia que tinha algo errado com o filme. Os efeitos eram legais, a nova coreografia com o sabre de luz então nem se fala. Mas algo não encaixava direito.

E isso iniciou um ciclo: se empolgar com o próximo Star Wars, se decepcionar quando ele finalmente sair. Episódio 3 foi o mais perdoável dos 3, e ainda assim é horrível tanto como filme tanto quanto a conclusão da saga.

Aqui há uma excelentíssima resenha de uma hora e quarenta minutos que destrincha de forma maestral tudo que há de errado com aquele filme. Se você, como eu, é nerd de Star Wars e de cinematografia, e quer ver suas críticas do filme legitimadas em uma análise que desconstrói todas as falhas de Episódio 3, esse vídeo vai te agradar bastante.

Então. Como sabemos há um novo filme de Star Wars no horizonte. As chances de que eu NÃO assista esse filme no dia de lançamento são literalmente nulas. Eu estarei na frente da fila; irei ao cinema horas antes se for preciso. A última chance que um cinéfilo teve de ver um bom filme de Star Wars foi em 1983, um ano antes de eu nascer. Não perderei essa chance.

Passaram esse vídeo aí lá na San Diego Comic Con.

E este é o melhor tipo de trailer que um filme como Star Wars merece.

NADA da trama foi entregue ao espectador; você mal vê os personagens, não sabem quem eles são exatamente, mas você tem um bom vislumbre de como é o universo do filme. E eles estão acertando em tudo que a Nova Trilogia errou. Aliás, se ESTA agora será a Nova Trilogia, recomendo que nos refiramos à trilogia iniciada por A Ameaça Fantasma como a “Merda Trilogia”. Velha Trilogia, Nova Trilogia, Merda Trilogia. O que acham?

Sets de verdade. Efeitos práticos. Explosões, pessoas usando fantasias. Tangibilidade. Passamos os últimos anos vendo filmes de Star Wars que se resumiam por boa parte em “dois ou três personagens explicando a trama do filme num cenário em CG”, que eu tinha esquecido quanto o enredo e a imersão do filme ganham tendo esse tipo de caracterização mais física, mais real.

Nesse Star Wars, as coisas terão tangibilidade. A luz refletirá de forma realística, e as sombras serão de verdade. Objetos terão peso, se moverão de forma autêntica. Os personagens reagirão ao que acontece em sua frente, ao contrário de filmes em que robôs imensos com 4 sabres de luz fazem piruetas com ele na frente de um personagem, e ele não esboça a menor reação.

ben

Aliás, essa cena é um microcosmo de tudo que há de errado com o uso abusivo de CG num filme. Quando tudo que tu vê na tela são uns e zeros produzidos por um computador durante a pós-produção meses após o encerramento das filmagens, perde-se toda a perspectiva, as reações autênticas dos atores, a tangibilidade da cena. Vou dar um exemplo simples no que diz respeito a composição e fotografia.

No começo dessa cena, o Obi Wan se aproxima do Grievous. Estão bem próximos um do outro.

No meio da fala do Grievous, a câmera muda de ângulo q o Obi Wan claramente sumiu da tomada:

Logo em seguida eles estão frente a frente de novo:

A diferença no tamanho do Grievous indica que os ângulos não são divergentes o bastante pra que o Obi Wan ficasse COMPLETAMENTE fora do frame, só que quando você está animando tudo num computador, é difícil manter uma boa noção espacial de onde cada personagem está. Ou melhor; um bom diretor, com bom olhos pra fotografia, teria ao menos corrigido o time de efeitos especiais, dizendo “não, pera, eu lembro como eu filmei isso, e na real o Obi Wan deveria estar um pouco mais próximo, muda isso aí“.

Já abordei o fato de que o Grievous faz a maior firula com os sabres e o Obi Wan não esboça reação nenhuma — porque não havia nada com o que ele interagir na cena, e é capaz que o próprio Lucas não sabia como a cena final seria, então ele nem pensou em dirigir o ator a mostrar alguma reação qualquer. Na hora da montagem final da cena, ele viu como isso aí ficou e falou “é, tá bom”.

Na cena em seguida, o Grievous dá vários passos avançando pra cima do Obi Wan, e ele então finalmente mostra alguma reação — dá uma tímida cambaleada. Mesmo depois dos 5 ou 6 passos que o Grievous deu (e o Obi Wan demorando a reagir se afastando), essa é a distância que um tem do outro:

TODA a a composição espacial da cena tá errada, e consequentemente a continuidade da cena tá errada. E o pior: o filme é TÃO CAGADO, tão cheio de merda pra você apontar, que isso aqui é um detalhe novo pra mim. Eu literalmente só percebi isso hoje quando fui rever a cena pra argumentar um outro ponto — que o CG exagerado faz o filme parecer um videogame.

Por mais que você não seja um especialista em teoria de cinema e fotografia — e eu definitivamente não sou –, existem certas coisas que nosso cérebro capta subliminarmente. Aliás, esse talvez seja o único exemplo de “mensagem subliminar” que realmente ocorre: nossos cérebros sentindo um certo incômodo, ou falhando em aceitar uma cena porque alguma coisa não faz sentido visualmente.

Um exemplo disso é esse terrível CG do Múmia 2:

Você não precisa ser um expert em animação, ou em anatomia, ou em ótica/reflexão de luz, pra ver logo de cara que tem algo muito errado com essa cena. Nossos olhos e cérebros foram treinados ao longo de milhões de anos de evolução pra reconhecer o que é real e o que é falso, e nosso software mental usa pra essa tarefa pequenas pistas visuais que você pode até não assimilar num nível consciente, mas você de alguma forma SABE que tem algo errado. A parada parece um cutscene de PS2.

Não que a única falha da Merda Trilogia seja o abuso de CG. O enredo era uma bela bosta do começo ao fim:

  • Anakin criança, o que disperdiça um filme INTEIRO que poderia ter sido usado pra estabelecer melhor sua relação com o Obi Wan, caso ele fosse um pouco mais velho…? Aliás, repare que nos outros filmes faz-se alusões a grandes aventuras que os dois viveram, mas não as vemos de fato. Eles desperdiçaram um filme que poderia ter MOSTRADO essas aventuras dos dois lado a lado, lutando/se ajudando como iguais;
  • Uma trama que orbita ao redor de uma entediante disputa comercial/política interplanetária…?
  • Uma cena imensa de uma porra de corrida de pods (além das cenas anteriores estabelecendo as tais corridas, a aposta, o fato de que o Anakin nunca terminou uma corrida antes) pra mostrar as habilidades de pilotagem do pivete…? Essa era a MELHOR forma de mostrar tal coisa?
  • A presença de um sidekick tão irritante e inútil que virou uma eterna piada cinematográfica?
  • MIDICHLORIANS?!

Não sabemos o que nos aguarda no roteiro de The Force Awaken, mas se houver nele o mesmo esmero que claramente está sendo mostrado na produção do filme… já fico bem mais animado.

Então. O Suicide Squad, mais um filme da DC que já estamos coletivamente antecipando que será uma merda, está sendo filmado neste exato momento. E o diretor David Ayer decidiu que nós reles mortais merecemos dar uma olhadinha no design que seu diretor de arte (aka, o provável real culpado por esta abominação) bolou pro Coringa do Jared Leto:

joker

Então. Referências óbvias a momentos clássicos do Coringa a parte, não estou sozinho em achar que a direção que tomaram para a caracterização do Coringa tá meio… lolwut. Primeiro, e principal, essas tatuagens. Não que eu me oponha ao Coringa ser tatuado — até porque eu duvido que o veremos TANTO ASSIM sem camisa — mas porra, essas tattoos com referências ao personagem são o tipo de coisa que um fanboy do Coringa faria, não o PRÓPRIO Coringa. Tá tão douchebag quando os malucos que fazem tatuagens do próprio nome, por exemplo.

E pra piorar, esse “DAMAGED” na testa (em caligrafia e itálico ainda por cima) é o que há de mais desnecessário. Primeiro que tatuagens propagandeando problemas psicológicos — e ainda mais no meio da cara — faz o Coringa parecer um cara que não foi abraçado o bastante pelo pai ou teve a mesada cortada. Segundo, CALIGRAFIA E ITÁLICO PORRA? Sério mesmo?

E os grills estilo Marilyn Manson/MC Guimê… é. Não tenho nem o que falar. Combina com o contexto “criminoso urbano porraloca” que estão claramente bolando pro Coringa, mas sei lá.

Eu nem teria reclamado tanto da foto se não tivesse visto a photoshopagem em que consertaram os dentes e as tatuagens desnecessárias.


Olhaí. Ficou bacana. Precisava MESMO de tanto guéri-guéri no maluco…?

O Jared Leto é um excelente ator, e foda-se, vou falar mesmo: gosto até do 30 Seconds to Mars, uma frase que não acredito ter sido digitada antes na internet. Estou plenamente confiante de que ele vai bolar uma intepretação foda pro Coringa, bastante distinta da do Heath Ledger.

Mas essa caracterização aí, sei não.

aranha

A estratégia da Sony de continuar rebootando o Aranha até dar certo (a contragosto dos fanboys que adorariam que eles passassem 5 anos sem gravar nada com o personagem para que seus direitos retornem à Marvel) parece ter chegado ao fim. Após meses de especulações, a Marvel anunciou ontem orgulhosamente o retorno do filho pródigo.

Mas acalme esse cu aí: o personagem não foi exatamente DEVOLVIDO para a Marvel. Ao contrário do Thor, Ghost Rider e Punisher (que haviam sido vendidos para a Sony e voltaram pra Casa das Idéias em 2006 e 2013, respectivamente), o Aranha será apenas emprestado pra Marvel. Os últimos dois (horríveis) filmes do Andrew Garfield serão esquecidos como um sonho febril de um paciente terminal de pneumonia, e o Aranha terá seu SEGUNDO reboot em menos de 10 anos, dessa vez na mão de quem sabe o que está fazendo.

Depois da aparição do novo Aranha num filme da Marvel (espera-se que seja o Capitão América 3, que adaptará a storyline Civil War), a Sony vai tentar DE NOVO uma nova franquia com o Cabeça de Teia e eu percebo nesse momento que estou ficando já sem sinônimos pro Peter Parker. Assim sendo, o Homem Aranha vai estrear num filme da Marvel, e continuar em “carreira solo” na Sony com mais filmes provavelmente horríveis.

O que eu acho disso: Como fã do Aranha (existe algum leitor de HQ que não é? Sinceramente?), acho excelentíssima a inclusão do personagem entre o panteão do Marvel Cinematic Universe. É onde ele realmente deveria estar, e como a Sony NUNCA vai abrir mão de um personagem que lhe rendeu 4 bilhões de dólares, fazer aparição especial com o Homem de Ferro é melhor que nada.

US$3.9 bilhões. Mesmo com os últimos dois filmes tendo a pior bilheteria de todos, consideremos-nos sortudos que a Sony resolveu dividir o personagem.

Há ainda a questão de que talvez seja tarde demais. Os fanboys estão alucinados com a integração do Aranha ao MCU, mas considerando essas bilheterias decadentes dos filmes solo do personagem sob direção da Sony… que desempenho terá uma TERCEIRA série do herói nos cinemas? Será que ainda cola?

Se a gente decidir unanimemente não assistir mais nada do Aranha na Sony, será que teremos um executivo do estúdio com lágrimas nos olhos jogando o contrato do personagem na mesa da Marvel furiosamente, dizendo “toma logo essa porra então, eu nem queria mesmo!“?

 

Perdoem minha falta de atividade aqui no site. MAS EU VOLTEI!

btff2

De Volta Para o Futuro é uma das séries favoritas de todos os tempos; uma que consegue o feito raríssimo de manter ou exceder a qualidade do primeiro filme nas continuações. Salvo por pequeníssimas incongruências e contradições na forma como o filme trata das viagens no tempo (um deslize completamente inevitável quando se aborda o tema), a série é basicamente perfeita; numa época em que usamos o termo de forma muito liberal, posso dizer com toda segurança que De Volta Para o Futuro é verdadeiramente icônico.

Nos anos 90, tínhamos lá em casa uma fita VHS naquela configuração que resultava numa qualidade cagada, mas que rendia tipo 6 horas de gravação (era o formato EP? SP? Algo assim. Refresquem minha memória!); nela, meu pai gravou os 3 De Volta Para o Futuro. Aliás, posso usar a sigla da série em inglês, BTTF, daqui pra frente? Posso? Ok. É pra evitar a fadiga.

Então. Em algum ponto de 1993 ou 1994, meu pai copiou os 3 BTTF nessa tal fita, grudou um adesivinho da Kodak com os nomes de cada um dos filmes, e adicionou-a à nossa coletânea de filmes piratas. Aliás, vamos visitar rapidamente a sala de estar da Família Nobre nos anos 90:

À esquerda temos um rack de madeira clássico compartilhado por 95% das famílias brasileiras nesse período. Temos também ali uma vitrola pra discos de vinil (!), uma mini árvore de natal (devia ser final do ano), um sistema de som, um videocassete, e inúmeras fitas VHS que mencionei mais cedo. À direita, a “telona” que meu pai comprou em 1994 pra assistir a copa — um tubão de míseras 29 polegadas.

Sim, amigos mais novos: nos anos 90, uma TV de 29 polegadas era como uma dessas TVs curvas de 4K hoje. Era o tipo de coisa que você não via por aí. Minha mãe passou meses criticando meu pai pela “extravagância”.

E acima da TV, uma Millenium Falcon que meu pai comprou nos EUA. Essa aqui, aliás. Eu adorava brincar com ela quando meu pai não estava em casa, e no processo fui destruindo-a aos poucos. Hoje tenho uma idêntica.

(Gadgets, ficção científica e brinquedinhos baseados em filmes — já dá pra sacar de quem eu puxei a nerdice, né?)

VOLTANDO AO ASSUNTO: BTTF 2 fez algumas previsões bastante acertadas. Por exemplo…

Lixo como combustível

BTTF 2 abre com o Doc chegando na casa do Marty e alertando que precisa de sua ajuda pra evitar algo que acontecerá no futuro com seus filhos. O que não faz taaaaanto sentido assim, porque visto que a parada ainda não aconteceu, bastava simplesmente explicar a situação pra que o Marty fizesse uso da informação 30 anos mais tarde pra impedir o incidente. Enfim.

O Doc Brown começa a revirar uma lixeira, explicando que precisava de combustível. Ele começa a jogar o lixo dentro do Mr Fusion, uma modificação no Delorean que o Doc fez no futuro. Mais tarde no filme, vemos outro reator da Fusion Industries:

fusion

A implicação era que no futuro, descobrimos uma forma de converter lixo em combustível. E isso não é exatamente ficção científica. Ainda não chegamos lá, mas é uma possibilidade bem mais realistica hoje do que era em 1989.

Mídia física no lixo

Assim que Marty chega no futuro, ele dá uma olhada ao redor e vemos várias pilhas laser discs e CDs compactados para coleta de lixo — o que parece ser uma referência de que muita mídia física não é comprada pelos habitantes do futuro. Por que inserir TANTOS laser discs na tomada, quando poderia ser literalmente qualquer outra coisa sendo jogada no lixo…?

Não é novidade que a mídia física está indo pro caralho no ramo fonográfico. DVDs e Bluray tem vendido cada vez menos, também.

Gadgets pessoais

Esse aparelhinho que o Doc tira do Delorean pra filmar/observar o Marty Junior parecia bastante futurista pro público de 1989; naquela época, o máximo que um gadget pessoal fazia era tocar fitas. Perto dos smartphones de hoje, o binóculo eletrônico do Doc parece até antiquado, mas ele ilustrava algo comum hoje — usar aparelhos eletrônicos pessoais portáteis para tarefas do dia a dia.

Inflação louca

Doc explica o plano pro Marty, e um dos elementos do plano depende dele ir ao Cafe 80’s e comprar uma Pepsi. O cientista oferece uma nota de 50 dólares pro moleque, insinuando que o dólar perdeu e muito o seu valor.

Os 50 dólares são um exagero — a inflação americana foi de “apenas” 120% nos 30 anos entre 1985 e 2015; uma Pepsi que custava 1 dólar no ano em que o filme se passa custaria só US$2.20 em 2015 — mas hipérbole não é necessariamente um erro.

Talvez eles estavam querendo ilustrar a inflação brasileira, que de 1985 pra cá foi uma das maiores do mundo — 800 bilhões porcento. É sério.

E você aí achando que 50 dólares por uma Pepsi parecia exagero.

Aliás, em 1985 especificamente o Brasil tinha a pior inflação do mundo.

Logo em seguida vemos um USA Today de 2015, e abro um pequeno parêntese pra uma previsão errada:

Entre as manchetes do jornal vemos uma referência à Rainha Diana. Erraram porque a Diana morreu em 1997, né?

Nope! O erro é o seguinte: na monarquia inglesa (e acredito que em outras também), o cônjuge do monarca não ganha também o título de monarca. Quem se casa com um rei será eternamente princesa; quem casa com rainha, príncipe. É por isso que apesar de ser casado com a rainha Elizabeth, o príncipe Phillip é apenas um príncipe até hoje. A única exceção foi a mãe da Rainha Elizabeth, que talvez por ser muito gente boa ou algo assim era referida como rainha.

E assim sendo, Diana jamais se tornaria rainha. Os filmes da Disney nos ensinaram errado! Voltando ao tema…

Sequels e 3D

Fazer filmes se tornou um exercício extremamente caro e talvez por isso Hollywood não gosta de arriscar; mais de 20 dos filmes lançados no ano passado se baseiam em material previalmente existente ou são continuações. Estamos vivendo uma época aparentemente infindável de sequels, remakes e reboots.

E BTTF2 previu tanto as continuações sem fim, quanto o retorno do cinema 3D com o Jaws 19, dirigido pelo Max Spielberg, filho do Steve.

Aqui o filme errou de novo; o Max só tem alguns créditos humildes trabalhando com produção de games. E todos em games produzidos pela Dreamworks, a empresa do papai.

Veículos aéreos não-tripulados

Depois que a gangue do Griff arregaça o tribunal de Hill Valley, um drone do USA Today aparece tirando fotos do evento para a edição do dia seguinte do jornal.

A presença de veículos áereos não-tripulados com aplicações civis (muitos deles equipados com câmeras) estão mais presentes do que nunca, e não é só isso: já temos alguns drones jornalísticos também.

Biometria com aplicação civil

Usuários de celulares com sensores biométricos concordarão comigo que é a forma mais segura e ao mesmo tempo conveniente (dois adjetivos que raramente combinam) de destravar o celular ou fazer compras. Trancas de casa com biometria ainda não são tão populares, mas já os temos também.

Orgia de conteúdo 

Nesta cena o Marty Jr pede à TV (usando comando de voz, algo também já trivial hoje em dia — não lembro a última vez que procurei um trajeto via GPS sem pedir à Siri) 6 canais simultaneamente. Na época parecia um negócio bem exagerado, né? Aí eu olho pro meu próprio computador, com DOIS monitores — pra maximizar as informações jogadas na minha cara — e um navegador com TREZE abas abertas, além de uma barra do Windows mostrando 8 aplicativos rodando ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo que edito esse post, estou com o Twitter aberto em um monitor, acompanhando o papo nas redes sociais.

Isso faz os seis canais do Marty Jr parecer fichinha, até porque são entretenimento passivo. Dessas minhas 13 abas no Chrome, cinco são conversas ativas em fóruns/Facebook/Reddit…

Wearables

O Google pode ter tirado o Google Glass do mercado recentemente pra focar em melhorar as versões futuras, mas isso não quer dizer que os gadgets “vestíveis” estarão fora do nosso futuro. Smartwatches estão dominando as notícias de tecnologia ultimamente, e isso provavelmente se tornará mais intenso com o iminente lançamento do Apple Watch.

O mais profético nessa cena não é tanto o form factor de gadget-óculos, ou a forma como a os irmãos McFly os usam pra atender ligações — é o fato de que os moleques estão vidrados nos aparelho durante uma refeição com a família.

Agora, sabe qual a merda? O futuro nos deu TUDO ISSO, mas não a única coisa que queríamos — a porra do hover board.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...