Desespero no Shopping

Quando eu era moleque, uma das grandes gozações que aprontávamos com os coleguinhas de sala era inventar elaboradas histórias fictícias a respeito de algum incrível vexame que o sujeito tivesse supostamente sofrido no passado. Você deve ter feito isso também.

Passávamos horas maquiando a história, adicionando detalhes que atestassem a verossimilidade do negócio (“lembra que naquele dia estávamos combinando de ir assistir Mortal Kombat no cinema e foi aí que…”) e adicionando personagens extras à mentira. O Fulaninho teria visto o negócio e espalhado pra nossa turma, e o Sicrano teria sido o responsável por repassar a história pra galera das outras salas.

A vítima da brincadeira estava perfeitamente ciente das nossas maquinações, mas a ele restava apenas levar na esportiva. Qualquer tipo de revolta ou explicações desesperadas de que o evento nunca aconteceu implicava que nossa história era de fato verídica, e que o moleque estava tentando a qualquer custo esconder a verdade, o que acabava complicando mais a situação do infeliz. A única coisa que o moleque podia fazer é dizer, com ar de despeito, “…é tua mãe, Israel” e resignar-se a terminar suas equações de primeiro grau.

Pouco a pouco a história se solidificava no folclore da galera (que sabia se tratar de um ruste, mas se divertiam fantasiando a suposta desgraça do coleguinha), até que vinha a parte mais suculenta – relatar o conto aos alunos novatos como se este tivesse caráter histórico. Não como uma gozação que todos sabíamos se tratar do fruto das nossas imaginações férteis, mas como se fosse um relato 100% factual sobre alguma tragédia que se abateu sobre o João ou o Fernando ou o Pedro; alguma coisa que destruísse completamente sua moral perante o círculo social escolar.

E as farsas sempre tinham a ver com funções corporais. Ou melhor, sobre descontrole de funções corporais. Não sei se há uma explicação pro fenômeno, mas pra um moleque de 14 anos não há nada mais engraçado que a idéia de alguém se urinando (ou deus o livre, se defecando) em público. Por isso, nossas histórias fictícias sempre tinham a ver com alguém supostamente se mijando na sala durante uma aula de matemática, ou se cagando no meio da quadra de futebol durante a aula de educação física.

Mal sabia eu que, mais de dez anos depois, o karma me alcançaria e me colocaria na mesma situação que eu inventava pros meus amiguinhos.

Na semana passada levei minha mulher pro cinema, na tentativa de assistir The Dark Knight. Digo “tentativa” porque aparentemente toda a região metropolitana de Calgary teve a mesma idéia que eu, e escolheram o mesmo cinema que a gente.

O saguão do Paramount Chinook, que é um dos maiores multiplexes da cidade – senão o maior – estava completamente lotado. Pra tu ter uma noção do acúmulo de desocupados no lugar, era uma daquelas situações em que você precisa se deslocar pelo lugar através do fenômeno de osmose. Eu não andei em direção ao guichê; ao invés disso fui fagocitado pela multidão, gradativamente sendo levado até o caixa. Eu tive que NAVEGAR a multidão; o jeito essencialmente era achar uma correnteza que viajasse na direção do guichê e pular nela.

Não dava nem pra ver o chão; além de assediar sexualmente todas as pessoas no meio do caminho de forma involuntária cada vez que eu tentava mover os braços, devo ter pisoteado diversas crianças de colo. Não dava pra quantificar a multidão usando métodos convencionais de contagem de cabeças, um censo do lugar teria que ser efetuado usando medindo o volume de pessoas ocupando o salão. Calculo que houvesse uns 400 metros cúbicos de vagabundos ali.

Antes mesmo de chegar à bilheteria, descobrimos que não poderíamos assistir o filme. Funcionários do cinema navegavam a multidão, gritando a plenos pulmões que todas as sessões de The Dark Knight (que estava sendo exibido em cinco salas) estavam esgotadas. Quase imediatamente o lugar virou uma bolsa de valores – aqui e ali alguns mais afoitos começaram a berrar que ofereceriam 20, 30 dólares por um ingresso, ao mesmo tempo que mãos se ergueram do meio da massa, lá do outro lado do lobby, acompanhadas por vozes que anunciavam que o negócio seria fechado caso o portador do ingresso conseguisse chegar até o comprador.

Já impaciente, mandei a situação inteira tomar no cu. Resolvi passear pelo shoppping com a namorada, me consolando com o fato de que após o furor da semana de estréia, seria possível assistir o filme sem precisar quebrar leis da física e ocupar o mesmo espaço que cinco ou seis outros cinéfilos.

E lá íamos a mulher e eu, de mãos dadas no shopping, espiando vitrines e fazendo planos pra viagem ao Brasil.

E foi aí que eu senti.

Começou inocentemente. Minhas tripas repentinamente se contorceram todas, enviando sinais de dor e desconforto ao meu hipotálamo.

De acordo com a wikipédia, o hipotálamo “está envolvido principalmente no controle das emoções e atividade sexual. O hipotálamo também controla a temperatura corporal, a fome, sede, e os ciclos circadianos.”. Esqueceram de adicionar a função principal do órgao, que é detectar os sinais de uma iminente caganeira.

O som da voz da namorada foi se tornando cada vez mais baixo, até ser bloqueado totalmente graças ao profundo desconforto intestinal. Tentei analisar cuidadosamente a situação, antes de tomar uma decisão drástica. Meus instintos me diziam que seria possível segurar a onda, mas isso exigiria um esforço consciente constante. Qualquer descuido, qualquer arroto/peido/soluço poderia causar meu esfíncter a expelir a massa fecal pressurizada. Não é o tipo de risco que eu queria correr.

Por outro lado, acessar os lavatórios público de um estabelecimento como um shopping é um negócio desconfortável demais. Primeiro, porque o movimento constante de transeuntes pelo banheiro provoca uma situaçãozinha bem desagradável. Quem quer cagar sabendo que há desconhecidos perambulando pelos arredores? Não rola. Isso pra não entrar no mérito da sebozice que é encostar a bunda nua no mesmo equipamento utilizado por milhares de desconhecidos com o mesmo propósito. Bom senso prega que é melhor evitar se colocar nesse tipo de situação.

Porém, como a maior parte das minhas decisões nessa vida, o bom senso não foi um fator determinante. A essa altura dos cálculos mentais, tive que fazer um reajuste – o desconforto intestinal já era tamanho que eu começa a andar em passinhos pequenos, curtinhos, que era um efeito colateral do esforço hercúleo de manter a bunda firmemente fechada pra evitar a fuga de um cocôzinho prematuro.

A namorada continuava tagarelando alegremente, pulando de assunto em assunto com avidez, apontando pra vestidos na vitrines e prontamente me informando que ela acredita ter visto o mesmo vestido, ou talvez um IGUALZINHO àquele, numa loja concorrente por 90 centavos mais barato. A menina estava totalmente alheia ao fato de que eu estava travando uma das mais importantes batalhas físicas e mentais de toda a minha vida.

“Foda-se. Vou cagar aqui mesmo neste shopping, ou não me chamo Israel Nobre”, afirmei mentalmente com convicção invejável.

Não que a decisão fosse sinal de grande bravura. Poderes fora do meu controle haviam determinado que eu cagaria no shopping de qualquer forma. Era apenas uma questão de, vai ser num banheiro, ou aqui na frente da GAP?

Eu já tinha perdido até a noção do tempo; na minha mente, eu estava à horas tentando me segurar pra não me cagar todinho (apesar de que a aflição neste momento não devia nem ter durado 10 minutos ainda). Lá ia eu, fazendo de conta que ouvia a namorada, enquanto escaneava o horizonte do shopping procurando pelo símbolo universal do bonequinho estilizado que representa minha salvação naquela situação.

Nisso a namorada me dá um puxão e me arrasta pra dentro de uma loja de roupas qualquer. Ela continuava matraqueando sobre um vestido ou sapato ou avental ou sei lá o que demônios a menina tava falando; todas as minhas faculdades mentais haviam sido redirecionadas pro controle intestinal. Se por um segundo sequer eu me preocupasse em ouvir sobre que peça de roupa ela pretendia comprar “contanto que não fosse verde… não gosto muito de verde…”, todo o esforço até então teria sido em vão.

De repente sinto uma pontada mais forte na base da barriga, e com total terror interpretei o sinal como um alerta máximo – nos próximos 3 minutos, eu estaria evacuando todo o conteúdo das minhas tripas em uma série de movimentos involutários que me fariam perder uma calça e minha dignidade.

Meus olhos se arregalaram de pavor. Não havia mais tempo a perder. Me desvencilhei da mão da menina e afirmei que iria dar uma olhada no departamento masculino. Ela balbuciou uma sílaba qualquer enquanto segurava um vestido à altura do pescoço na frente do espelho.

Engraçado como os seus princípios são extremamente relativos à sua condição. Se há pouco tempo eu ainda mantinha reservas sobre defecar em uma latrina pública, neste momento isso era a última das minhas preocupações. Eu precisava achar uma privada o quanto antes, meu tempo estava se esgotando.

Fui a uma balconista e perguntei se eles tinham um banheiro na loja. Meu olhar e meu tom de voz não fizeram nenhum esforço em ocultar o nível de alerta em que eu me encontrava. A mulher entendeu perfeitamente que eu era uma bomba-relógio de merda, e se apressou em me apontar na direção da salvação.

Entrei no banheiro quase ofegante, as pernas sacolejando, o suor brotando na testa. Minha exasperação em alcançar o banheiro a tempo me fez até mesmo embaçar os óculos, acreditem se puder. E ainda assim, não esqueci do meu compromisso jornalístico – sabendo que a situação se tornaria um post eventualmente, saquei o telefone do bolso e tirei uma foto do ambiente.

Como não acredito em divindade alguma, não perdi meu tempo oferecendo preces de gratidão – me lancei em direção à privada e…

…de repente a preocupação com germes alheios voltou à tona. Não havia como adivinhar o presente nível de sebosidade daquela latrina. E se a última vez que um funcionário (com a indigna tarefa de limpar o banheiro) passou por lá foi no mês passado? E se o último visitante do negócio tivesse sido um asquerosíssimo mendigo, na intenção de se masturbar usando como auxílio visual os insinuantes catálogos de lingerie da loja?

É um risco que eu não poderia correr. Já às beiras de perder o controle, arranquei uns pedaços de papel higiênico, forrei o assento tal qual uma mulherzinha e pude finalmente me aliviar. O som foi similar àquele causado por pedregulhos caindo dentro de uma bacia com sopa.

Sai do banheiro literalmente enxugando a testa com a manga da camisa. Procurei a namorada, ela estava esperando uma vaga no provador pra experimentar o tal vestido. Ela olha pra mim, com um semblante completamente neutro.

“Tu tava no banheiro, né?”

Eu fico chocado. Tudo bem que, apesar dos meus esforços em esconder minha aflição, meu desespero era bastante transparente. Mas por que diabos a menina ia me empurrar na parede com uma pergunta dessas? A troco de quê ela exigiria que eu confessasse que por muito pouco não me borrei completamente?

Antes que eu pudesse expôr meus pensamentos de forma verbal, a menina estende o braço em direção à minha cintura e…

…e puxa uma longa tira de papel higiênico que havia ficado presa no meu cinto.

Sim amigos, eu perambulei por uma loja lotada com uma cauda de papel higiênico afixada à bunda.

Riam da minha cara.

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comments

161 comments

  1. confesso q normalmente não acho mt graça em histórias escatológicas, mas rabo de papel higiênico foi foda, hein?
    huauhauha

  2. Ei kid… eh “levar na esportiva” ^^

    “Sim amigos, eu perambulei por uma loja lotada com uma cauda de papel higiênico afixada à bunda.

    Riam da minha cara.”

    estou rindo muito aqui hahahahahahahahahahhahahahahahah

  3. auehuaheuaheuaheuaheuaheuaheuaheuaheuaheuaheuahe

    você é muito bixa, kid. a privada da sua casa pode ser mais contamidade que a de um shopping e vc nem sabe.

  4. Acho que nunca fiz um comentário nessa “nova versão” do HBD, e praticamente nunca comentava na anterior… Porém, depois de um post desses, tenho por obrigação fazer minhas as palavras do Nelson, dos Simpsons: HA HA!

  5. “Riam da minha cara.”
    A ordem foi cumprida com afinco! Eu estava lendo o texto até com pouco interesse, pensando “será que estou mesmo a fim de ler sobre as desordens intestinais do Kid?”, mas o final fez valer a pena, gargalhei alto aqui.

  6. Hey, kid, queria saber depois se vc podia me dar uma ajuda com layout do wordpress.
    To penando em algumas coisas aqui, qualquer ajudinha seria bem vinda[/noob]

    A propósito, ótimo post XD

  7. Caralho, vendo o Flickr, reparei que o Kid foi ficando MUITO mais branco durante esse tempo no Canadá. Michael?

  8. AOEhaeuhaeuieaheia
    eu ri, e mto!
    leva pelo lado bom, pelo
    menos foi melhor do q se borrar
    no meio da loja… apesar
    de q com o papel higiênico pendurado
    no cinto vc acabara de contar a
    loja inteira q estava prestes a fazer isso….

  9. Na real eu acho que o kid se cagou todo e inventou uma histórinha pro post não ser tão vergonhoso.Mais o post não deixa de ser bom já que ele da a pista de “inventar histórias para seus amiguinhos(nós)”…

    Ou talvez eu apenas esteja apenas com sono e falando “merda”.Entenderam “merda”.Eu sou um pandego mesmo.

  10. Aconteceu Algo parecido comigo na semana passada. Recheei o vaso do Frango Assado na Anhanguera, sem o menor pudor, ouvindo os tanseuntes indo e vindo, e eu fazendo efeitos sonoros tipicos de filme :S

  11. lol……..

    Isso já aconteceu comigo, mas foi pior por não haver papel no banheiro… 🙁

    Quanto as histórias de crianças, quando eu estava na 3ª série teve um colega que se cagou na aula de educaão fisica, nem preciso dizer que o cara mudou de escola…

  12. denunciado pela rabiola…

    … e na gringolândia…

    HAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUAHUHUHAUHAUHAUAHUAHKAJHSDKLIJH AJGBSDJHFNSNVSMANSADKA!!!!!1

  13. Banheiro extremamente luxuoso!
    Certa vez cheguei a tal ponto de desespero, que usei o banheiro de um buteco, sim um BUTECO e do BRASIL, associem ae, Banheiro de Buteco, fedendo a cachaça, cerveja e gordura! impressionante

  14. Tuas histórias são muito boas, mas teu estilo literário é um lixo. Perdi as contas de quantas quebras de paralelismo você cometeu. Sério, tu devia perder mais alguns minutos revisando teus posts. E lendo mais textos bem escritos.

    Do jeito que tá, é potencial jogado fora.

  15. “Paralelismo”? Que porra eh essa? Nunca ouvi falar nisso. Deve ser porque nao eh comum vir nego aqui cagar regras estilisticas arbitrarias.

  16. uAUHahuaUHHUauhAUH
    ótimo post kid, eu tambem já quase me caguei, mas eu sou mais fresco que você, nem que esteja prestes a explodir eu cago fora de casa, uma vez sai correndo da casa de uma amiga e atravessei a cidade a pé (35 km) só pra dar uma cagada na minha casinha, fora as inumeras vezes que matei aula pata cagar em casa.

  17. foda-se o kid não tem paralelismo, tem tanto texto que a gente vê por ai que segue todas as normal cultas da lingua portuguesa e é uma merda foda,sou mto mais o texto sem paralelismo com conteudo da hora do kid do que um texto gramaticamente correto sem conteudo nenhum =]

  18. Já passei por situação semelhante, Kid. Só que creio que meu caso foi ligeiramente mais brutal, porque eu estava preso em um engarrafamento.
    Por extrema sorte, não era eu quem estava dirigindo o carro, e assim pude simplesmente berrar um “PERAUMMINUTINHOAÍ” e pular fora do carro em direção à um restaurante próximo. Ao contrário da sua mente, a minha nem analisou o Sebosity Level do local, tamanho era o desespero. Até que foi tranquila, a evacuação.

  19. Kid, da próxima vez cague sem medo, é ínfimo o número de doenças que você pode pegar sentando num vaso, é mais fácil morrer por não lavar a boca de uma latinha de cerveja…

  20. I kid esse seu foi fixinha; pior coisa é qndo isso ocorre no meio do mato, durante uma pescaria em q toda sua familia e amigos estao reunidos;
    ter de achar uma moita, um terreno plano e discreto sao tarefas quase impossivel sem contar na imaginação necessaria pra achar algo com que possa limpar a bunda…

  21. Ae Kid, essa foi show!

    Você tem meu total respeito cara…

    A umas semanas atrás tive que descer do busão que me leva pro trabalho pq senão ia me cagar todasso….pior do que você tive que recorrer ao banheiro de um posto de gasolina, e se vc ainda tem essa lembrança dos postos tupiniquins vai se lembrar que NÃO HÁ PAPEL DISPONÍVEL nestes locais, provavelmente na intenção de foder bonitamente áquele que precisa de salvação….Além de ter que me limpar com uma revista que eu tinha ainda tinha que aguentar o cara do lado de fora: “tá vivo ai mermão?!”…aheha…quando sai da casinha de força os caras não queriam nem pegar a chave da minha mão…

    Acredite…você não teve tanto azar assim…kkk

  22. Mto bom!! haeuaehuaehuaehaeuhaeu
    Mas todos passamos por situações onde nossa dignidade eh completamente destruída, naum chore hehehe

  23. Ah sim, não sei se alguem aí ja comentou, mas no MythBusters eles descobriram q, assim como a boca de um cachorro é mais limpa do que a do apresentador, um vaso sanitário tem muito menos bactérias do que o chão. Provavelmente sua poltrona eh mais suja do que o vaso q vc rebocou deliciosamente aehueahaeuhaeuaeh

  24. Cara, caganeira acontece com todo mundo, mas… rabo de papel higiênico?! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA quem mandou forrar o vaso com papel… hahahahahahaha
    Mas se faz vc se sentir melhor, comigo a coisa já aconteceu até as últimas consequências, se vc me entende, graças a Deus eu tava sozinho na facul, não dei bandeira, apenas perguntei onde era o banheiro pro cara da secretaria, ele nem desconfiou da tragédia ocorrida…

  25. O feladaputa tem preguiça de tomar banho e nojo de cagar em banheiro de shopping, vai entender a mente humana…

    Já tive que sair da fila do busão por medo de me cagar dentro dele, fui a pé pra casa literalmente cagando e andando…

  26. como assim vc convive com a menina há n sei qnto tempo e tem vergonha de dizer pra ela q vai alí pra fazer o “number 2”?
    porra, kid. é sério?

  27. HAHAHAHAHA!
    Eu ri muito cara, muito.

    E porra, nessas situações, a última coisa em que tu pensas é se o banheiro vai estar limpo ou não.

    É foda.

  28. Cara… Tenho que te dar os parabéns ! Além de estar com problemas seríssimos fisiológicos conseguiu ainda pensar na gente antes de sí mesmo e bater uma foto do lugar… Isso é que é literalmente ficar “on the line of fire” pela gente.

    Abraços, maninho !

    Savordelli.

  29. hAUHAuHUAhUHAuHAuHUAhUAhuHauHAuHA

    Ai que dor….
    AUAHUHAuHuHAUhuahUAhUAHuAHA

    minha ta doendo de tanto rir… ahUAhuAHuHAuhUAhUAHuHAuHUAhuah

  30. Isso já aconteceu comigo, e exatamente com uma namorada. Tínhamos marcado de ir assistir um curta metragem numa livraria com a irmã dela, antes de ir lá passamos por uma loja em um shopping praticamente do lado, foi aí que eu senti. consegui me aliviar um bocadinho no shopping mas a coisa ainda tava apertada, cerca de uma hora ou duas horas depois eu literalmente destrui o banheiro da minha casa e deixei ele inutilizavel por dois dias.

  31. Tu tá reclamando desse banheiro?
    Cara, tu realmente vai morrer quando vier pro Brasil.
    Aqui os vasos ganham tingimento natural de amarelo na primeira semana de uso -- os públicos -, e pra piorar a situação 90% das vezes não há papel higiênico no local.

    Resumindo, ou tu caga na pia cheia de meleca, ou tu não caga. 🙂

  32. Credo.

    O pior aconteceu com a minha mãe quando fomos ao Chile. Sem brincadeira, ela cagou em todos os banheiros disponíveis num raio de 200m de nós. Algo que ela comeu que não fez bem.

    xD

  33. este blog esta muito escatologico. primeiro foram calças rasgadas e agora isso. Jogue a primeira pedra que nunca passou um sufoco por uma caganeira. Afinal como dizia aquela piada a merda é a coisa mais veloz do mundo.

  34. Quando eu terminei de ler a primeira coisa que me veio a cabeça foi como seria contada essa história se a mesma tivesse ocorrido aqui no Brasil.

    Posso afirmar com convicção que um banheiro desses você não encontrava aqui não.
    Post engraçado bagarai

  35. asopaskaspokasp……….

    não sei porque a maioria das pessoas acha que defecar é um ato de vergonha…

    vai ao banheiro e pronto, quem que neste mundo maldito não caga, para poder ficar zuando de quem estava apenas CAGANDO……

    lol

  36. sim claro andar com um pedaço de papel higiênico pendurado no rabo fica feio SIM…..

    ^^

    mas pelo que pude entender vocÊ apenas preservou seu rabo de qualquer infestação de pequenos micróbios que poderia estar naquela privada.

  37. Deu tempo de tirar foto do lugar? Ah então vc não tava tão apressado assim. E o banheiro? Limpíssimo, tem até carpet, vou repostar aqui minha história, aquilo sim foi um apuro. Tá certo que o papel pendurado no cinto foi o a pior parte. Mas te digo que colocar papel enrolado na cueca tal como um MODES para não sujar a cueca/calça, por não conseguir limpar a bunda nem se usasse todo o rolo de papel, foi extremamente humilhante e desmasculinizante ??? Palavras novas!

    Tá ae o relato:

    Sim eu tive uma revolução intestinal que resultou numa desesperante corrida contra o tempo para sentar numa privada. Não rolou acelerar meu golzinho 1.0 , e andar mais 2km. Eu tive que parar num posto Texaco pra cagar!!! Perguntei para uma mocinha: Pelamordedeus onde que eu posso cagar?!!
    ela me indicou o lugar, chegando lá, vi a plaquinha do W.C masculino, abri a porta e para meu desespero² não tinha papel!! , nem a cartolina no papel, e ainda por cima tava tudo fudido o banheiro fedendo merda mijo, cigarro, cachorro e o caralho a quatro. Muito espertamente entrei no banheiro feminino :D, que estava limpinho cheirando a flores, e sem brincadeira , não deu tempo nem de fechar a porta, baxei a calça com cinto apertado e explodi com o banheiro inteiro. caguei pra caralho o/.

  38. Calça rasgada num post, rabo de papel higiênico no outro… auhauahuaha

    Ri muito aqui. Mas que bom que você leva na esportiva!

  39. caraaaalhoooooowwwwwwwwwwwwwwwwwwwww me babei igual um retardado de tanto rir desta merda de post! puuuuuuuuuuuuuuuuuuuta que pareeeeeeo! auehauehaeuaheuaehauhe..

  40. Altas gargalhadas aqui, sorte que eu trabalho sozinho senão teria me ferrado agora. Comédia demais, você tem vez que parece um filme de comédia ambulante, num dia rasga as calças e quase fica estéril, outro dia sai de role em uma loja com uma cauda postiça de papel higiênico.
    Só tenho a agradecer por você compartilhar todas essas coisas de graça porque realmente eu dou risada pra caramba dessas coisas que escreve.

    Td de bom ae e ate o proximo acontecimento.

  41. Eita, sufoco hein!! Mas acho que por esse trauma todos vamos de passar, seja em um restaurante, shopping, faculdade, trabalho, num circo, sei lá… Um dia todo mundo vai ter que cagar em um local público e tomara que tenha papél.

    Que bom que não aconteceu nenhum tipo de fatalidade. Mas chegou a dar aquele barulho tipo “DOOOOOOOOMMMMM…” na barriga?! hehe

    Post muito engraçado, muito bom. =)

  42. AOIUSDHFOIUAHFPOUHAPSDOUFPOIJASFUIHOASIUHOFIUAHISUDHFIUAHDIOUFHAIOUHDSF
    DEFINITIVAMENTE
    vc está voltando ao normal!!!
    siudhauiohdiuohiouashiofuha
    melhor post nos últimos 2 meses!!
    oiashdoiaudhoaiushfuih
    to rolando de rir

  43. Não achava que era humanamente possível alguém deixar um pedaço de papel higiênico preso ao corpo.Quer dizer…meu Deus.

  44. Cruel hein Kid XD.,.,.,
    pelo menos deu certo no final…
    se um dia isso acontecer em casa e o bixo pegar ainda depois, toma o suco de um limao com uma colher de maizena misurada [tem maizena ai no canadá? o_o??]

  45. Ei, qual o problema em dizer pra patroa que tá pra se cagar? Encho minha boca (dedos) pra falar que a Gringolândia afrescalhou você.

  46. Paralelismo é manter consistência no tempo verbal, na pessoa, etc. Exemplos de quebra no seu texto:

    “Antes mesmo de chegar à bilheteria, descobrimos que não poderíamos assistir o filme.” — Pretérito Perfeito

    “E lá íamos a mulher e eu, de mãos dadas no shopping, espiando vitrines e fazendo planos pra viagem ao Brasil.” — Pretérito Imperfeito

    “E lá fomos a mulher e eu, de mãos dadas” — forma adequada

    Outro exemplo:

    “A única coisa que o moleque podia fazer é dizer, com ar de despeito […]” -- Pretérito Imperfeito + Presente

    “A única coisa que o moleque podia fazer era dizer, com ar de despeito” — forma adequada

    Enfim, erros simples simples de se corrigir. Escolha um tempo verbal e não saia dele. O texto vai ficar bem mais agradável de se ler.

    E não tenho intenções de gerar flame. Tenho certeza que você pensa muito na composição dos textos e no fluxo das idéias quando vai escrever os posts, mesmo que o pessoal nem perceba. Acho que não custa nada pensar na gramática também.

  47. hahahahaha
    que merda! Literalmente!
    Vc tiro a foto DEPOIS ne? hahahahahahaha
    Sua namorada é indiscreta ne?
    E qdo vc fala BAIXO pra pessoa: preciso ir no banheiro. e a pessoa responde no megafone : NO BANHEIRO!?
    hahahah
    pqp …

  48. Huauhauhauhauhuha! =D

    Mermão, ri do começo ao fim, obrigado por alegrar a minha noite e nem pelo desfecho da história, a situação em si e o modo como ela foi narrada foi algo extremamente engraçado. =)

    Ainda bem que não passei nunca por nenhum sufoco desses. =P

  49. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    melhor post kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    e o melhor um caso verídico kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  50. uaheuhaeuhaeuhea mto bom

    já me ocorreu de estar no desespero no shopping e ter q apelar pro banheiro público mesmo.

    minha sorte é q a faxineira tinha acabado de limpar lá ^^

    …e o azar foi q ela esqueceu de colocar papel higiênico. vai arielle berrar “moçaaaa tem papel aí?”, precariamente equilibrada com os pés sobre o assento e a bunda empinada pra não se melar toda. =/

  51. esse negócio de germes em vaso é coisa de viadinho…
    há alguns dias passei por situação semelhante. a diferença é que o banheiro público estava tudo ocupado, tive que cagar dentro do sexto de lixo na frente de umas cinco pessoas!

  52. cara, vc acabou d ocnquistar mais um fã. naum por causa de estoria escatologicas, q nem gosto tanto, mais e pq vc escreve bem d+. esta, portanto, foi uma exceção a regra, quase q eu me cago tbm d tanto rir. ja estou ha horas s parar aki lendo seus posts passados, so n entendi ainda essa bestera dos teus amigos aki em se apressar p comentar s nm ler o post so p poder dizer “premerôôôô…dââh!”. coisa d mongol, eu hein!
    parabens e abaixo o paralelismo!

  53. Kid, quse caguei na calça de tanto rir. Foi o Posto que mais ri desde que conheço o HBD.
    E parabéns pelo blog, está cada vez melhor.

  54. Vocês tiveram sorte, na minha escola um “coleguinha” pegou o pé de uma carteira feito de metal e deu com toda força nas costas do lider dos gozadores abrindo um furo enorme saiu muito sangue e ele ficou chorando foi pro hospital fazer curativo. O agressor não foi suspenso pq até o professor viu que ele tava sendo abusado. Ele ganhou fama na e passaram a temê-lo e falar que ele era psicopata pelas costas. Pq ninguem mais tinha coragem de implicar com ele novamente.

  55. maneh! hUAhuHUA
    uma vez na minha sala tinha um tipinho playboy estupidamente rico. pra se ter ideia, ma época da discada, o sacana deixava a linha 24 horas conectadas, isso dava uns 500 reais por mes de conta no tempo do salario minimo de 100 mangos. esse cara tinha a mania de pedir um pedaço/um pouco de kulker coisa q kualker um tivesse comendo. um dia, uma mente iluminada levou um laxante pra escola. a vítima naum poderia ser outra. plano, destarrachar uma banda de um biscoito recheado, tirar o recheiro, amassar o comprimido de laxante, mistirar com o recheio, passar no biscoito, tampar, por na ponta do pacote e perambular na frente dele. naum deu outra. “me dah um biscoito!?” , “claro…”
    a graça das duas aulas de matemática seguintes foi observar o jeito como o pleyboy se retorcia na cadeira. ineskecivel!

  56. me caguei de rir xD

    mas nao acredito na historia. Duvido que vc tenha conseguido tirar a foto antes de cagar. Do jeito que tu é aposto que vc cagou dentro do pote de sabonete liquido e tirou a foto depois (como o vaso ainda está branco todos pensariam que o q vc falou é verdade)

    Ha, a mim vc nao engana!

  57. CARALHO mto bom pqp hahaha

    Imagino a cara do quide com meia dúzia de vendedoras já sentindo o cheiro que permeia o ambiente (não negue) e vendo o rapagão com aquela cara de alívio com o papel higiênico preso na calça… coisalindadedeus

  58. Porra, Kid… foi foda essa hein =P

    Eu já passei alguns apuros em um shopping center… Quando comecei a sair com uma menina (isso há mais ou menos dois anos), TODA VEZ que eu marcava de ir ao cinema com ela, me dava caganeira… e o pior, era qdo eu ja tava no shopping… mas pelo menos eu conseguia sair do banheiro antes de ela chegar no shopping (bendita mania de chegar mais cedo) e nunca saí com rabo de papel higiênico, embora uma vez o segurança tenha ido perguntar se tinha alguem vivo ali ainda, pq o ambiente estava inabitável… xD

  59. Rapaz,

    Tava no google procurando artigos médicos sobre caganeira e também em busca de alguma coisa sobre a eficiência do biscoito de maizena em “travar” as pregas, e acabei achando isso aqui.

    Muito bom, cara. Fico realmente agradecido por isso. Agora me sinto melhor e feliz por ter ficado em casa essa semana, mentindo na cara-de-pau pro meu chefe que estou doente e evitando sair de perto do banheiro a qualquer custo.

    Mas, bom.. enfim.. agora que já estou aqui: sabe se biscoito de maizena ajuda ou piora a caganeira? Alguma outra sugestão?

  60. Embora note-se que vc rascunhou esse texto no próprio ato “esfincterual”, (nota-se a pressa), esse é sem dúvida o melhor texto de internet que eu já li na minha vida…

  61. Pingback: felipetenor
  62. + de 2 anos depois de ler este artigo, sempre que estou saindo de um banheiro público após uma seção do descarrego, ainda me certifico de não ter nenhum papel higiênico grudado p/ fora da calça ou preso no sapato.

  63. UHAHUAHUAUHAHUAHUHUAUHAHUA! PUTAQUEOPARIU!

    Veio, realmente os seus amiguinhos difamados tiveram o dia de glória quando vc passou por isso xD

  64. “A necessidade é o algoz da honra” diz sempre meu pai.

    Sorte minha não ter esse problema. Cago em qualquer lugar contanto que possa limpar o assento com um pouco de papel higiênico e sabão liquido.

    Muito bom o texto, kid. Defecação involuntária é sempre um bom tema hehe.

  65. esse doce todo porque o banheiro era limpinho hein, pega um banheiro de shopping aqui no brasil ai sim vai ter medo de pegar alguma dst…

  66. HUAHUAHUAHUA

    Eu quero te desejar mais criatividade para criar textos hilários como esse sem necessariamente ter que passar por cituações desagradáveis huahuahua

  67. uhauauaah imagina nesse dia você passando o mesmo aperto que aquele cara no onibus que você postou o link uma vez no twitter hahahahaaahaha…. que alias podia postar de novo ;P
    Seus textos são otimos Izzy, você escreve mto bem!

  68. Cara, eu já passei por uma situação parecida, acho que todo mundo aqui já foi molestado por uma iminente avalanche de merda, mas que foi salvo no ultimo instante por uma irônica cagada, ou em outras palavras, o famoso “golpe de sorte”.

    Na ultima páscoa, passei os quatro dias entricheirado em minha residência, não fazendo NADA alem de ficar no MSN, jogar e obviamente me entupir com todos os chocolates que minha mãe ganhou dos seus alunos e bebendo coca cola. Nada mais do que isso, me dediquei a comer essas porcarias e ficar num estágio de ócio tão grande que eu poderia ser comparado a uma versão bizarra de monge eremita.

    Acaba a páscoa e lá voltam as provas, nas quais eu estava me fodendo pra estudar. Depois de terminar a ultima caixa de chocolate que havia sobrevivido lá vou eu, feliz da vida fazer aquela prova de Teoria das Relações Internacionais, matéria que sem falsa modéstia, escrevo textos como respostas com a mesma facilidade com que falo asneira.

    Lá está meu cérebro trabalhando a todo vapor, caprichando no texto, a milhão, quase fazendo aquele barulho de cooler, que quando incautos na informática pensamos ser o barulho do PC quase decolando vôo tamanha a quantidade de trabalho. Eis que na metade da penultima resposta da prova, sinto aquela cutucada medonha na parte debaixo da barriga, acompanhada com o clássico movimento de tripas que mais me lembra uma Hidra acordando de seu sono.

    Taquei o foda-se pra Marx, pra Teoria Crítica, Horkheimer e a porra toda, escrevi o mais rápido que pude, minha ultima resposta tinham apenas 6 linhas, comparados aos homéricos textos de uma página feito antes. Não hesitei em voar para o ponto de ônibus com toda a rapidez que minhas pernas permitiriam-me caminhar. Tinha a insensata certeza de que o ônibus chegaria em menos de 5 minutos, seria o que para a uma quadra de casa e que minhas tripas segurariam a bronca até eu poder cagar em minha huilde residência, depois de ignorar os 9 banheiros masculinos presentes na minha faculdade.

    Ao chegar no ponto de ônibus, percebo que eu me fodi. Era tarde pra voltar para a faculdade e talvez cedo demais até que o ônibus chegasse. Desesperado liguei para minha melhor amiga, que cursava Design de Interiores a uma quadra dali. Supliquei pela sua ajuda como um turista perdido no deserto suplicando por água a um beduíno. Após explicar minha situação de risco, recebi um riso como resposta, não havia o por que d’eu ficar puto, minha situação era deploravelmente risivel!

    Para a minha sorte, o ônibus chega, lotado, mas com lugares para nos sentarmos lá no fundo do ônibus, uma zona aparentemente neutra para minhas futuras flautulências de potência semi-atômica que estariam por vir em muito breve. Segurei a mão de minha melhor amiga como se estivesse pronto para ter minha perna amptuada. Depois ponderei e me perguntei por que caralhos tinha chamado ela pra me ajudar, ela nada poderia fazer senão rir da minha cara, mas poderia me dar apoio psicológico para tentar quase que em vão passar vergonha comigo ao lado.

    O ônibus que eu peguei dá uma volta INTEIRA na cidade, para quem não sabe Santos é uma ilha, ele estava mais ou menos na metade dela quando eu o tomei, ele iria até uma das pontas e depois voltar tudo, até o outro lado, em minha humilde residência. O ônibus conseguia parar em cada sinal, cada ponto, era incrível, pela primeira vez eu acreditei no Segredo, que o universo conspira, mas seria muita ingenuidade pensar que não seria contra. Lá estava eu, com o cu na mão quase que praticamente, com a mão da minha melhor amiga na outra, me concentrando na rua, eu podia sentir cada buraco, cada incongruência do asfalto molestando-me para que eu finalmente me deixasse me esbanjar em MERDA.

    Cada parada do ônibus era uma agonia, mas finalmente, FINALMENTE havia um trecho em que ninguem havia pegado o ônibus e o sina estava verde, suspirei a maresia do mar, sorridente, a esperança aumentava em meu coração a medida que o ônibus ganhava velocidade. Como se Deus tivesse um negro senso de humor, tudo isso foi para que o ônibus passasse numa elevação no asfalto com altura o suficiente pra dar um tranco no ônibus e fazer todos pularem. Não deu outra, meus nervos de aço vacilaram por um momento, pude sentir em câmera lenta o breve alívio que veio com a sensação quente e pastosa da merda lutando pela sua liberdade, consegui me recompor a tempo, mas já estava feito. Apenas uma “gota” daquela lama do inferno foi o suficiente pra empestear o ônibus inteiro com aquele cheiro podre dos incontáveis copos de coca cola, ovos de chocolate e bomboms que fermentavam em minhas entranhas. Sentei-me como um lorde, não podia me apavorar, tinha que se concentrar novamente em minha tarefa, a despeito de todos os olhares de repúdio que me encaravam, minha amiga ficou minuscula de vergonha, mas amigo é pra essas coisas.

    Finalmente cheguei no ponto perto da minha casa, era uma quadra e meia, a distância mais longa que percorri na minha vida inteira. Andava calculando todos os meus suaves e perigosos passos, como se fosse um astronauta na lua. Ganhei o portão do meu prédio com um sorriso no rosto, entrar pelo Hall foi como passar sob o Arco do Triunfo após conquistar a França, podia ver as trombetas dos anjos declarando aos sete mares o meu triunfo. Mas era cedo demais pra cantar vitória, ainda haviam três andares e muita merda até que tudo isso passasse.

    Subi o primeiro degrau e vi que seria a subida mais tensa e perigosa da minha vida, dei o segundo passo, tudo bem até aqui, dei o terceiro passo, fodeu, havia ultrapassado a dilatação máxima permitida ao abrir demais a perna, agora era inevitável, eu tinha poucos segundos até badalhocar toda a escadaria do meu prédio. Meus 6 anos de kung fu me salvara, pude subir as escadas com rapidez necessária para chegar em casa. Abandonei a porta da cozinha aberta com a chave ainda!, atravessei ela, jogando tudo no chão, já baixando minhas calças enquanto passava para a área e serviço, o banheiro recem reformado da empregada seria meu ultimo bastião e minha salvação contra essa Conspiração Fecal Universal. Aquele banheiro todo brancom com aquela luz ainda mais alva, ah! senti que entrava no áureo banheiro dos anjos, sentei-me no trono, não era mais um mero assento, uma privada, era um trono para um vencedor pois cheguei no timing perfeito da queda dos meus ultimos nervos e por pouco do fim do meu convivío social. Caguei por uma hora e quarenta minutos sorrindo. Eu havia vencido. Eu havia sobrevivido ao dia em que Caio QUASE se cagou nas calças… depois de grande.

  69. olhe cara eu nao li a historia mas ja achei engraçada viu,na hora que vi a privada eu pensei que vc iria fazer com ela…kkkkkkkkkkkkkkkkk…

  70. cara pq vc nao enfiou a cabeça no vcaso satitario.ou a bunda igual ao texto que eu li so gente que fede bunda pra mais de metro e vc deve ser um deles

  71. Mais um excelente texto relacionado a merda.

    Me faz lembrar aqueles momentos em que estamos com a namorada segurando a necessidade urgente de inscrever o Robinho na natação e somente após horas de forças concentradas no esfíncter, a mulé se vai e temos finalmente o direito de deixar o resto sob os cuidados do DMAE.

    É um misto de orgasmo com alívio intestinal.

  72. Cara você é louco! kkkkkk ri demais aqui!
    É a primeira vez que entro no seu site, mas acho que vou virar freguês! kkkk

    “era uma daquelas situações em que você precisa se deslocar pelo lugar através do fenômeno de osmose. Eu não andei em direção ao guichê; ao invés disso fui fagocitado pela multidão, gradativamente sendo levado até o caixa. Eu tive que NAVEGAR a multidão; o jeito essencialmente era achar uma correnteza que viajasse na direção do guichê e pular nela.”

    Fagocitado pela multidão kkkk hilário!

    No início desse ano eu andei numa neura de tentar ir pro Canadá, mas meio que dei uma desanimada. É muito difícil e precisa de muita grana, o que me fez mudar de planos. Continuo louco pra ir embora do Brasil, mas estou considerando outras opções, países também bons de se viver mas que não sejam tão visados, como é o caso do Canadá.

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