Diário da Lavoura: ONTEM EU TOMEI NO RABO

Bem vindo ao Diário da Lavoura, minha aventura como pequeno latifundiário em Pelican Town! Pra ler o primeiro episódio da série, clique aqui.

Meu save de Stardew Valley passa das 35 horas, tornando-o hoje meu jogo mais jogado no Switch. E é aí que as desgraças começam a acontecer.

Eu realmente deveria ter escolhido outro nome pra minha fazenda…

Ontem começou razoavelmente bem, o que deveria ter sido uma pista porque todos os piores dias da minha vida começaram razoavelmente bem. Levantei e fui alimentar a as galinhas e colocar seus ovos nas maquininhas de fazer maioneses, parte do meu ritual matinal no meu sítio.

Entretanto, chegando ao galinheiro, tal qual o sujeito que vai fazer turismo sexual na Tailândia procurando especificamente mulheres trans e acaba acidentalmente só pegando mulher “original de fábrica”, percebo decepcionado que não havia ovos lá.

O que acontece é que na noite anterior eu havia chegado em casa cansado após um longo dia nas minas, descendo o cacete em morcegos e fantasmas (sei lá como isso funciona), e esqueci de alimentar as galinhas. E quando não são alimentadas, elas não botam nada, essas vagabundas.

Dormir o caralho, CADÊ MEUS OVOS?!

Estou economizando pra comprar um silo, que converterá grama em comida pros bicho tudo e me poupará o tempo que até aqui venho gastando montando no Pocotó e indo até a vendinha da Marnie comprar ração.

E aí veio a merda. Fui com muita sede ao pote da mina, sonhando com a vasta riqueza que eu conquistaria naquelas cavernas.  Indo cada vez mais fundo na minha escavação, não notei que meu life estava bastante baixo de confrontos repetidos contra as criaturas das profundezas.

De repente, me vi cercado por morcegos. Seus ataques são erráticos, eles mudam de posição a cada investida, o que torna difícil mesmo a um aventureiro experiente como eu repelir cada um de seus golpes. Tentei bravamente enviar aqueles ratos alados de volta para o inferno de onde vieram, e de fato massacrei pelo menos uns 3 naquele combate mortal.

Meu life caia cada vez mais, mas eu seguia corajosamente na peleja.

Eis que uma mordida oportuna finalmente derrubou meu bonequinho, que acordou na manhã seguinte de volta na sua cama, com uma notificação de que os serviços de emergência da JoJa Corp (o conglomerado que age como o antagonista do jogo) me resgataram, pela módica quantia de 1000 ouros.

Até aí tudo bem. O problema principal é que uma vez que você morre, você perde inúmeros itens em sua posse. Eu acabei perdendo praticamente tudo que tinha de valor — incluindo VINTE barras de ouro.

O pior é que eu tenho uma apólice de seguro contra essas coisas — construi uma série de baús na entrada da caverna, onde desovo meus itens de valor antes de embarcar em uma exploração. Assim, se meu boneco morre ou desmaia por exaustão, não perdi nada de muito valor.

Entretanto, em minha pressa de explorar a caverna, eu esqueci de depositar meus itens mais caros nesses baús. Perdi tudo.

E o pior veio depois. 

Meu foco em explorar a caverna era tamanho que eu não percebi que era o último dia da estação. Quando o mês vira, toda a sua colheita da estação prévia morre; o certo é anteceder isso e não plantar nada que demoraria mais dias pra nascer do que há dias até o final do mês, mas novamente — eu estava tão focado na minha aventura nas cavernas que plantei minha colheita no modo automático, sem prestar atenção na data.

Então perdi dinheiro, perdi itens, perdi meu ouro, e perdi minha colheita. Tudo no mesmo dia.

PUTA QUE ME PARIU!

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