(Durante o Carnaval, acessos à internet despencam mais do que bebum na sarjeta durante a passagem do bloco. Mas eu não queria deixar o HBD completamente desatualizado durante o fim de semana inteiro, então resolvi plagiar a mim mesmo, repostando aqui um dos maiores clássicos do site — e que é extremamente relevante ao feriado.Continue reading

gatinho

A infinita sapiência divina deve ter determinado que apenas homens explorariam os confins do cosmos, dividiriam o átomo, escreveriam sinfonias e jogariam Magic the Gathering. Talvez é por isso que gatos não tem polegares opositores. Se tivessem, sem dúvida os felinos seriam nossa principal competição nestas empreitadas científicas, porque o ímpeto principal para o ensejo da exploração do universo os gatos já tem: a curiosidade.

Acho que nenhum animal é tão curioso quanto um gato. Abro a geladeira? O Marshmallow vem VOANDO, mete a cabeça dentro e começa a investigar as minhas compras. Abro uma caixa qualquer, ele imediatamente mergulha nela, tomando-a para si próprio e explorando cada centímetro quadrado da área interna da caixa, cada aresta. Um simples cadarço, que pra eu ou você serve apenas pra manter o sapato no pé e olhe lá, é uma fonte inesgotável de fascínio para um gato.

Gatos são, à sua forma, cientistas. Por exemplo, o meu gato conduz há alguns meses um experimento cuja finalidade é testar os efeitos da gravidade em copos de vidro. E a despeito de já ter verificado pessoalmente (gatunamente?) que poucos copos em minha residência resistem à parada súbita após cair a 10m/s^2, Marshmallow prossegue diariamente os experimentos, imagino, porque só quer publicar seu paper quando testar a hipótese com todas as possíveis variáveis — copo comprido, copo curtinho, copo cheio de água, copo semi-cheio, copo com suco de laranja, copo com marca de batom. Recentemente, o Marshmallow deve ter recebido um bolsa de iniciação científica ou algo assim porque recentemente ele decidiu upgradear o experimento. Semana passada ele derramou um copo de 700ml de suco de uva em meu livro de trauma e anatomia que custa apenas 300 dólares.

Assim como o próprio ser humano, cuja irresistível curiosidade impulsionou em missões que arriscavam seu próprio bem estar — exploração marítima, e posteriormente espacial –, gatos também colocam a própria segurança em segundo plano quando estão engajados em explorar o mundo em seu redor.

E foi assim que eu mijei no Marshmallow.

Há alguns dias eu estava aqui assistindo House of Cards de boa quando os 2 ou 3 copos de água que eu bebi momentos antes começaram a se manifestar em minha bexiga. Eu estava sozinho em casa e, como rege a cartilha do Homem Casado, exerci toda a minha autonomia e poder indo dar aquela mijadinha aliviadora com a porta aberta.

Agora, eu estou ciente das aspirações científicas do Marshmallow. Sei que o ruído de mijo água caindo no vaso o faz espevitar a orelhinha e escanear o ambiente. Entretanto, há um respeito mútuo entre nós. Talvez porque ele interprete meu alívio renal como uma espécie de marcação de território, o gato geralmente CORRE pro banheiro e, ao me ver regando a porcelana, pensa “opa, aquilo ali é dele. Foi mal aí parceiro, desculpa qualquer coisa. Já que já estou aqui mesmo, a propósito, você viu aquele ponto vermelho que eu tava tentando pegar ontem? Estive procurando hoje e parece que sumiu

(Aliás, me contaram há algum tempo que gatos fazem isso porque eles se amarram em água corrente, e por isso comprei uma pequena fonte pra substituir o pratinho de água estático e sem graça que ele tinha antes)

Então, considerando este contrato social inter-espécies, fui ao banheiro mijar aliviadamente.

Neste dia o Marshmallow me surpreendeu. Poucos segundos após vazar a urina, o gato se materializa no ar entre minha cearense piroca e a privada. Sei que gatos estão acostumados a quebrar leis da física, mas essa foi tão súbita, tão chocante, que mal tive o tempo de berrar de susto — mas berrei assim mesmo porque sempre fui um cara que sabe achar o tempo para funções necessárias.

Como num filme em câmera lenta, vi o gato singrando os ares, girando levemente num eixo imaginário que ia de sua cabeça ao rabo. O gato pulou intencionalmente no meio do meu jato de mijo, e eu mal consegui desviar — antes que eu pudesse reagir, sua cabeça e pescoço foram encharcados de mijo.

O meu instinto natural foi virar na posição oposta. O problema é que, se eu tivesse dedicado um segundo a mais pra calcular e antecipar a trajetória de vôo do Marshmallow, teria sido óbvio que ao tentar fugir pra direção OPOSTA, eu estaria apenas igualando sua direção, rotação e velocidade tal qual uma sonda que acopla na Estação Espacial trazendo mantimentos. Como resultado, eu acidentalmente mijei mais ainda no pobre gato.

Demorou menos de um segundo pra compreender a trajetória de colisão prolongada entre o gato e a torrente de xixi. Executei manobras evasivas (apontei a piroca pra cima) ao mesmo tempo que tentava expulsar o gato verbalmente do banheiro. No processo, mijei também a privada, o chão, um pouco da parede, a cortina do box, a lata de lixo e aquela escovinha de limpar a privada.

O gato foi saindo do banheiro se sacodindo e assim borrifando mijo nas superfícies em que eu ainda não havia mijado.

Só mijo de porta fechada agora.

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Eu sempre me considerei um cientista amador, desde criancinha. Tive um daqueles kits de Pequeno Químico quando era criança, assistia o Mundo de Beakman religiosamente (RIP in peace Lester o Rato), e gostava de ler uma enciclopédia que meu pai tinha lá em casa nos momentos de tédio. Aprendi muito com aquela enciclopédia — por exemplo, que o ar na terra é 78% nitrogênio, 20% oxigênio, e o restante é composto de peidos, gás carbônico que escapa daquela latinha de coca cola que você deixou na geladeira e do cheirinho que sai quando você abre boosters de Magic.

Por causa dessa inclinação científica que senti durante toda a minha vida, alguma vezes eu fiz coisas que sabia não serem exatamente a melhor idéia do mundo, mas a curiosidade em relação aos resultados foi irresistível.

A foto acima é de um sanduba de frango do KFC que eu havia comprado alguns dias antes na saída da aula. Não terminei o bagulho e deixei na caixinha, na intenção de termina-lo mais tarde. Com o movimento do carro a caixinha caiu no assoalho e eu não a vi quando saí do carro.

Alguns dias mais tarde, estaciono o carro aqui no estacionamento do prédio e noto a caixinha do KFC que estava abandonada. “Que merda!”, pensei no momento. “Desperdicei meio sanduíche!”. Eu não sabia exatamente quantos dias haviam se passado desde a compra do sanduba. Não sou perito legista mas a consistência borrachuda da “carne” do sanduíche sugeria que ele havia sido esquecido no carro por uns 3, talvez 4 dias.

Subo pro apartamento com o sanduíche na mão, incerto se ele ainda seria próprio para o consumo ou não. A curiosidade, inicialmente inocente, começou a me corroer por dentro. Seria de fato aquele semi-sanduíche impróprio para o consumo humano? Ou os conservantes nos quais esses fast food mantem suas carnes de minhoca submersas derrotaram a microbiologia que leva tudo ao pó?

Photo 2015-01-26, 3 29 39 PM

O sanduíche

Não era mais nem uma questão de não querer desperdiçar este “sanduíche”. A coisa agora era maior que isso.

Eu decidi que se jogasse o sanduíche no lixo, a pergunta “um lanche do KFC continua comestível após 4 dias ao léu?” ficaria eternamente sem resposta. E perguntas sem resposta me causam profunda agonia psicológica.

Não sabemos, por exemplo, se estamos ou não sozinhos nesse universo. Não sabemos o que acontece depois da morte. Não sabemos se a porra da Intelligent Systems vai finalmente lançar um Advance Wars pro 3DS.

Seria eu responsável por adicionar mais uma pergunta sem resposta a essa lista? Não. É uma responsabilidade grande demais. Eu não posso fazer isso.

Eu tenho que comer esse sanduíche.

Photo 2015-01-26, 3 29 15 PM

Coloquei o bicho no microondas por 30 segundos e, disposto a sacrificar meu próprio bem estar pela ciência, comi o sanduíche.

Pela ciência

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O sanduíche tinha exatamente a consistência que você esperaria de um sanduíche esquecido no chão de um carro por 4 dias. Parecia uma borracha levemente salgada. O pão já estava praticamente uma torrada de tão duro e esfarelante. Foi possivelmente a pior coisa que já comi na vida.

Aí eu comecei a pensar que não sabia exatamente quanto tempo o sanduíche passou fermentando no meu carro. Eu tenho um absolutamente PÉSSIMO senso de passagem de tempo, nunca sei se algo aconteceu há 3 dias ou no mês passado. Aí lembrei que como paguei o sanduíche no cartão, bastava logar no e-banking pra ver exatamente quando a parada foi comprada.

Com uma certa consternação vejo que o sanduíche havia sido comprado não 3 ou 4 dias como eu imaginei — mas exatamente uma semana antes. O arrependimento começou a bater levemente. Contei pra minha mulher o que havia feito e ela ficou REVOLTADÍSSIMA. Ela não compartilha do meu senso científico, obviamente. Ela reduziu minha importante experiência gastro-biológica a “uma jumentice que vai acabar de levando pro hospital”. Veremos o que a bancada do Prêmio Nobel dirá.

Fui uma vez no dentista com a família inteira lá pros meus 10 ou 11 anos e o doutor (dentista é “doutor”? Eu sinceramente não sei) se surpreendeu com o fato de eu ser o único entre nos Nobres que não precisava de uma obturação. Ele hipotetizou que meu sistema imunológico era hiperativo e não permitiu que meus dentes fossem dominados pelas cáries.

Por isso, passei a vida inteira me vendo como um Wolverine cearense, totalmente imune a mazelas e essencialmente invencível.

Evidentemente, essa teoria iria por água abaixo umas 12 horas mais tarde, quando me vi no hospital.

Em aula no dia seguinte, comecei a sentir um profundo mal estar. Estômago e cabeça doendo em dueto, detectei o começo de uma enxaqueca. Fui levado ao hospital, onde vomitei aproximadamente 1/3 do meu peso. A enfermeira cuidando de mim substuiu os fluidos perdidos com uma deliciosa mistura de soro fisiológico com uma pitadinha de morfina pra dor de cabeça.

Não faço a MENOR idéia se a enxaqueca e o desarranjo estomacal foram provocados pela minha experiência. Entretanto, vou aconselhar que você não replique meu experimento e não coma um sanduíche que foi abandonado no seu carro por uma semana.

Nossa senhora, eu não acredito que permiti que uma desgraça dessa aconteça totalmente de bobeira. Por um lado me sinto ainda mais adulto — se foder em relação a dinheiro é um pré-requerimento para maioridade plena, né? — mas por outro tudo que eu consigo pensar é SEU ANIMAL INVERTEBRADO COMO É QUE TU FAZ UMA MERDA DESSA COMPLETAMENTE À TOA.

Senta que lá vem história.

Como os senhores sabem, comprei um carro novo — um belíssimo Toyota Camry (2007, visto que sou pobre) pra substituir aquela caixa dágua de amianto com rodas que eu dirigia antes. Pois bem.

Na hora de fechar a transação, a concessionária ofereceu um plano de garantia estendida por um preço que achei que valia a pena. O valor da tal garantia estendida (que cobre QUALQUER problema em QUALQUER componente do carro por 5 anos) fez sentido.

Pensei “melhor comprar essa merda que chorar quando a repimboca da parafuseta do carro explodir, algo que, com a minha sorte, é capaz de acontecer quando eu entrar no carro pela primeira vez”. Decidi que tal garantia valia a pena.

Na decisão de como pagar a garantia estendida, titubeei: jogo isso no Visa ou no Master Card? Qual tem maior limite mesmo? Nem faço a menor idéia, evito usar cartão de crédito porque aquilo ali é uma lâmina com a qual sua vida financeira corta os próprios pulsos e então morre uma morte indigna, a ser encontrado pelos familiares com as calças cagadas.

Pensei “acho que é melhor jogar no Master Card, sei lá.” Burro que sou, nem verifiquei antes nem nada. Passei o cartão porra-louquissimamente.

Você já sabe pra onde essa história está indo.

Como eu esperava, a transação foi aprovada, apanhei meus papéis e fui-me embora no carrim “novo”.

Passa-se uma semana inteira e nenhum pio da galera do Master Card. Gosto de imagina-los fazendo natação numa caixa-forte igual a do tio Patinhas, lotada do meu e do seu dinheiro. Talvez por isso não me ligaram, estavam ocupados jogando waterpolo. Ou, no caso, dinheiropolo.

Nesta bela madrugada eu vejo um joguinho de iPhone que atiça meus interesses — joguinho de zumbi, cheio de armas bacanas com a quais é possível explodir os mortos vivos. Ou seja, uma excelente alternativa a uma noite de sono.

Vou lá mequetrefemente comprar o jogo e sou saudado com esta seguinte janelinha de erro:

“Eis aqui as forças malignas de Satanás mais uma vez atrapalhando minha vida”, imaginei. Tentei comprar de novo o joguinho e nada. Ok, temos um problema aqui.

Logo na iTunes Store no computador e YOUR METHOD OF PAYMENT IS INVALID. Meu amigo, meus músculos esfinctorais contraíram-se de tal forma que quando terminar de redigir este texto precisarei chamar paramédicos para me separar da cadeira do computador.

Meu primeiro pensamento: FUI HACKEADO. Meu segundo pensamento: PUTA QUE PARIU FUI HACKEADO. Decido então ligar pro Master Card, e aí a cagada é explicada para mim.

Digamos que o limite do meu Master Card é X (que eu até hoje não sabia, nunca me informei de limite dos meus cartões, porque nunca nem cheguei perto deles). E imagine que o valor daquela garantia lá é Y. Acontece que X + Y = X + $200 dólares.

Entendeu a equaçãozinha? Pagar a garantia do carro fez o balanço do cartão passar do limite por $200. Por algum motivo inexplicável, a transação foi aprovada na concessionária, invés de ser recusada e a maquininha emitir aquele completamente humilhante recibo com os dizeres “INSUFFICIENT FUNDS” — que sempre causa o cliente a fingir surpresa e dizer que “deve estar havendo algum problema com a sua máquina, eu sei que tem dinheiro nesse cartão, passe novamente por favor”. Isso acontece lá na minha loja todo dia.

O vacilo maior dessa situação se deve por dois motivos — o primeiro é que, agora que eu verifiquei as coisas direitinho, o limite do Visa é 4 vezes o limite do Master Card, daria pra pagar umas doze garantias do carro na porra do outro cartão e eu não sabia. E o segundo é que eu poderia ter pago a porra da garantia a vista, mas pensei muquiranamente “foda-se vou botar essa merda no cartão, esse plástico existe é pra isso mesmo!”

Neste momento já suando frio corro pro online banking e jogo algumas centenas de dólares no cartão pra aliviar o balanço. Pronto, crise desativada.

Mas eu continuava agoniado: e agora? Vão cancelar minha conta? Vão pegar o arquivinho intitulado “Crédito do Sr Israel Nobre” e jogar dentro de um moedor de cana? Vão mandar a polícia aqui em casa? Meu deus que terror, na minha cabeça a qualquer momento executivos da Mastercard Incorporated vão derrubar a porta do meu apartamento, amarrar meus braços e pernas em motocicletas em direções opostas igual fizeram com o Ben em Full Throttle.

Procurei pra caralho a screenshot deste momento no jogo, mas pelo jeito nenhum ser vivo jamais tiro foto daquela parte do jogo porque eu não achei.

São 1 da manhã no Canadá. Vou correndo pro quarto, onde a patroa dorme o milésimo sono, sonhando com iglus ou focas ou sei lá com o que canadenses sonham. Quando eu me tornar cidadão canadense descobrirei.

Acorda menina, acorda” eu digo chacoalhando os braços dela vigorosamente.

Ela abre um olho só, depois o outro, de uma forma descoordenada que me lembrou um marionete.

“O que?” ela pergunta, ao mesmo tempo que limpa a baba ressecada na bochecha com as costas da mão. Meu deus que menina linda.

“Fudeu geral, vamos fazer nossas malas e atear fogo nesse apartamento porque os homens tão vindo aí”

E aí explico a ela a situação. Ela analisa o problema por 2 ou 3 segundos (talvez quatro) e então dá o conciso prognóstico:

“O MasterCard que se foda, eu vou dormir” tendo dito isso, dá um peidinho, vira pro outro lado e volta a sonhar com os iglus.

Fico lá em pé no quarto por um minuto. Aí apago a luminária e volto aqui pro escritório.

Meu deus, o que diabos faço agora? Ok, já paguei o cartão, o balanço retornou a um valor inferior ao limite, mas ainda estou apreensivo. Não é possível que a galera dessa instituição permita que uma cagada dessas passe em branco.

E enquanto a piromba magnânima da prestigiosa instituição financeira não chega aqui em meu domicílio, resolvi apelar pro último recurso que tenho em mãos quando acontecem essas situações que fodem minha vida:

Compartilhar com vocês.

Agora me contem as SUAS historias de se foder com cartão de credito!

Uma das coisas mais legais da internet são as amizades que fazemos por aqui — apesar de que vez ou outra ter amigos famosos fode o seu rabo de uma forma indescritível.

E hoje foi um desses casos.

O meu caro broder de longa data @viniciuskmax, que é um ráquer de certa infâmia na esfera internética brasileira, estava passeando pela blogosfera procurando o que raqueres costumam procurar: portões virtuais escancarados que os permitam fuçar no conteúdo de sistemas por aí.

O colega começou a soltar indiretas no Tuíter, dizendo que havia encontrado uma falha seríssima em um “site famoso” que tinha potencial pra se tornar um dos maiores escândalos da internetosfera. Eu, paranóico que sou, fui perguntar pro cara que papo era esse. Vai que é o HBD, né? Nunca se sabe.

Nisso eu descubro que o Kmax, o @gravz e o @morroida estavam agindo em conjunto no que seria uma das maiores trolladas dos últimos meses. O Morróida me manda uma mensagem privada no Twitter com a seguinte inocente pergunta:

Eu GELEI NO ATO. O Morróida citou uma senha antiga minha, uma que eu costumava usar em vários serviços online e mudei em virtude daquele escândalo recente da PSN. Tenho quase certeza que não utilizo essa senha em mais nada, mas o problema não é esse. O problema é

COMO DIABOS ESSE CABEÇUDO CAMPINENSE SABE UMA SENHA MINHA?!?!!??!!?

Nisso estes três cornos me ligam no Skype. Atendo no celular e ouço a voz deles do outro lado da linha, rindo descontroladamente que nem aquelas hienas do Uma Cilada Para Roger Rabbit.

Mano por que demônios luciferísticos vocês sabem minha senha?!” exigi logo de cara, desesperado.

Hahahah seu cearense burro do caralho, como você faz uma merda dessa?” veio a resposta do outro lado, em meio a uma cacofonia de risadas.

O que rolou foi o seguinte: o companheiro Kmax encontrou, em sua busca por problemas de segurança em sites conhecidos, um arquivo de backup antigaço do HBD que estava, por cagada minha, numa pasta pública no meu servidor. Tal arquivo trazia alguns dados de configuração do meu servidor, incluindo a senha que eu usava na época (o arquivo era de 2009).

Entrei em desespero ao descobrir que meu site estava assim tão desprotegido. Apesar da senha ser antiga, quem garante que um arquivo similar (e mais recente, portando a senha atual) não está igualmente exposto?

Os broders zoaram mais um pouco, e aí explicaram como resolver tudo. Contatei o meu excelente host e eles me atenderam prontamente como sempre, fechando todas as brechas possíveis.

Acontece que os manos ainda estavam com sangue nozóio e queriam evidentemente me zoar. Nosso grupo nunca perdoa ninguém, e isso inclui nós mesmos. Vacilou = é esculachado, não há como escapar.

O Kmax perguntou se eu ainda usava essa senha em algum serviço online, porque eles iriam liberar a parada ao mundo. Disse a ele que acho que não usava mais em nada, mas nunca se sabe, né? Vai que esqueci de mudar de algum serviço não-crucial? Melhor evitar dor de cabeça, pensei, e pedi ao broder pra deixar a parada quieta.

“Beleza”, falou o ráquer. E sumiu do Skype.

Momentos mais tarde o desgraçado me aparece no tuíter com essa:

“Porra, que mancada!” pensei tristonho. “Pedi pro broder não esculachar e ele vai e solta o negócio na internet…”. Aí cliquei no link dele.

Dois segundos depois a minha timeline LOTOU de gente zoando e rindo da minha cara.

Você notou por que? Talvez esta screenshot da hashtag que os zombadores adotaram te dê uma dica:

Manolos, este crápula pegou o arquivo, editou a tal senha pra BRADPITT69 e soltou a parada no mundo selvagem da internet.

Em questão de segundos já tinha montagens mil e até mesmo um perfil no tuiter entitulado BradPitt69. Isso aqui foi aparecer na capa do 9gag brasileiro:

ISSO TUDO ACONTECEU NUM INTERVALO DE NO MÁXIMO 5 MINUTOS.

Pra você ver como esses meus amigos são malignos: eles bolaram algo PIOR do que liberar uma senha antiga minha. Toda a internet agora acha que sou viado e não há como explicar que foi metrequezice deles.

Houve até quem corresse pro MSN esbaforidamente pra me perguntar se isso significava que eu tava “saindo do armário” — curioso é o interesse dos caras nisso, mas enfim.

Trollagem maestral. Sou obrigado a tirar o chapéu.

Mas vocês me pagam.

 

Mimimimi cadê a continuação do texto da suspensão mimimi Kid fdp nos deixou na mão mimimi

Se acalmem, seus vagabundos! Ao contrário dos senhores eu tenho mais o que fazer. Como vocês talvez saibam, estou estudando biologia e química pra fazer um “vestibular” semana que vem. Digo “vestibular” entre aspas porque não é a mesma coisa que o nosso vestibular (não é a mesma concorrência, pois nem todo mundo precisa fazer essa merda).

E eu preciso fazer porque minha escola em Ontario fodeu meu boletim e não “converteu” minhas notas brasileiras. Tou tendo que rever mols e mitocôndrias e e enzimas e anéis aromáticos e aquela porra toda que eu fiz questão de não aprender no colegial porque achava que jamais precisaria usar. A única coisa que eu aprendi sobre esse material foi a velha piada “como as enzimas se reproduzem? Uma enzima da outra”.

Meu único consolo é imaginar que, mesmo que eu tivesse me esforçado e aprendido essa porra toda naquela época, as chances são altas de que eu já haveria esquecido tudo a esta altura.

Então, acalmem os briocos aí, que a continuação do texto da suspensão está chegando. Só preciso decorar essa merda aqui sobre fotosíntese e já volto.

E hoje eu acordei meio zonzo, meio com mal estar. Como só como porcaria e não me exercito jamais — o máximo exercício que eu pratico é subir as escadas do prédio –, não é nenhuma surpresa que meu corpo me odeia.

Dou aquela checadinha no twitter, a urinada matinal obrigatória (em pé, mijando as bordas do assento e o chão do banheiro com total desapego, como faz um verdadeiro macho alfa), venho para o computador pra ser absorvido pela internet até a hora de ir ao trabalho.

Aí eu logo no Facebook e o site diz o seguinte:

Sou chique, todas as minhas interfaces são em inglês

Primeiro de tudo: como diabos o Facebook sabe a data exata em que eu comecei a namorar minha muié?

Eu não lembro em nenhum momento de ter colocado essa informação lá. Evidentemente deve ter sido minha mulher; mas acontece que eu já fucei naquela porra toda e nunca vi uma opção pra definir o dia exato de aniversário de namoro. Fica difícil crer que ela, que só usa a parada superficialmente, achou esse negócio. Enfim.

Agora, vamos ao cerne da situação. Não comprei presente, não comprei flores, não marquei reserva em restaurante chique, NADA. Nem a casa eu arrumei hoje. Não pedi o dia de folga no trampo, também, então ela ficará aqui em casa sozinha hoje.

Preciso, urgentemente, de dicas para contornar esta catástrofe. Conto com a sagacidade dos meus leitores pra me salvar.

Ontem no tuiter eu tava reclamando que tem muita gente que me adiciona no MSN apenas pra elogiar um texto ou outro e nunca mais se manifestar. Não que eu não goste de receber elogios (quem não gosta?), mas isso é uma prática meio chata que me obriga frequentemente a limpar minha lista de contatos.

Até aí beleza.Continue reading

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