Stardew Valley é o tipo de joguinho para o qual eu achava que NUNCA teria paciência — parte RPG, parte simulador de fazendinha, inteiramente desinteressante pra mim. Não tenho paciência ou disciplina pra cumprir nem mesmo tarefas importantes na vida real; como eu poderia então cuidar de um sítio de mentirinha?

O que diabos haveria de divertido em capinar um terreno, alimentar galinhas ou plantar batatas?! Porra, a gente literalmente fala “vá plantar batatas!” como uma alternativa mais cristã ao usual “vai se foder”!

Eu não falo nem com meus vizinhos de verdade, não conheço o nome de nenhum. A que me importaria conhecer os habitantes pixelizados de Pelican Town, o pequeno vilarejo do jogo?

Após duas semanas de vício incontrolável em Stardew Valley eu descobri que estava (como quase sempre em minha vida) inteiramente enganado.

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Eu já expliquei essa história aqui mil vezes. Conheci Pokemon através de um amigo pirateiro na sétima série que traficava ROMs em disquetes, passei boa parte da minha adolescência jogando no computador, e levei pro resto da vida uma paixão pelo RPG clássico cujo público alvo são pessoas com menos de metade da minha idade.

Uma eterna deficiência de atenção me impede de finalmente zerar essa porra, o que às vezes me faz perguntar a mim mesmo por QUE eu curto tanto games, já que raramente me sinto fisgado o bastante pra jogar até o final. Acho que é porque eu gosto TANTO de jogos, mas TANTO, que consigo extrair extrema satisfação com eles mesmo sem às vezes jogar um capítulo sequer da campanha.

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castlevania

O período em que eu pude ser considerado um gamer hardcore, do tipo que zera múltiplos jogos por semana e tal, que senta pra jogar por horas sem se deixar desviar por distrações adversas, foi extremamente limitado. Amaldiçoado desde criança por uma hiperatividade crônica e uma incorrigível falta de disciplina, pra mim é quase impossível sentar quieto e me concentrar numa tarefa específica. O fato de que eu consegui ser alfabetizado chega a ser um pequeno milagre.

Durante a gravação do recente 99Vidas 208, onde refletimos sobre a série Castlevania como um todo, eu resolvi jogar um pouco de pelo menos um dos jogos pra não ficar boiando o programa inteiro. Na outra ocasião em que gravamos um programa sobre Castlevania (dessa vez, o celebrado Symphony of the Night), apesar de achar que fiz uma boa participação no episódio, não ter meus próprios insights sobre a experiência com o jogo fez falta. Então carreguei o Aria of Sorrow nesse PSPGo que você vê acima e acabei passando o mês inteiro debulhando a parada.

É curioso, porque eu peguei o jogo só pra ter ALGUMA exposição ao lore do ‘Vania, por mais mínima que fosse. Não esperava passar o programa INTEIRO jogando AoS no background da gravação, ou de levar o PSPGo no bolso do jaleco a semana inteira pra continuar a aventura nas pausas do trabalho.

Quando finalmente zerei (!!!!!!), me bateu uma melancolia imediata — porra, acabou? Mas já?! Acho que não explorei o castelo todo, e na pressa pulei alguns diálogos… foi um misto de nostalgia e sentimento de ter desperdiçado algo precioso. E é muito estranho sentir nostalgia de algo que você acabou de experimentar.

Felizmente, me informaram que o Aria of Sorrow tem uma igualmente excelente continuação pro DS, Dawn of Sorrow — seguindo aquela sintaxe clássica de enfiar subtítulos com D e S nas iniciais nos jogos do console de duas telas da Nintendo, um fato que precisa ser comentado em qualquer menção de um jogo de DS que siga esse formato.

ds

Eu não consigo lembrar que outro jogo me prendeu dessa forma, de sentar pra jogar e ficar lá jogando até morrer tanto que preciso parar por um tempo pra não saturar completamente do jogo/arremessar o console na parede. Por muitos anos minha experiência com jogos era algo que quem me acompanha já tinha deduzido através das minhas redes sociais — pego o jogo X, jogo por uns 10 minutinhos no máximo, enjôo, pego outro, jogo outros 5 minutos, enjôo também, e nisso vou passando por minha coleção inteira, frequentemente jogando tão pouco que se torna impossível absorver qualquer coisa da história.

É peculiar que Castlevania, uma série que eu negligenciei a VIDA INTEIRA, tenha revertido esse hábito.

Eu não preciso te falar que sou um grandíssimo fã de Shadow of the Colossus porque é difícil conhecer um gamer que NÃO seja. Mas mesmo assim, eu vou te falar.

Shadow of the Colossus capturou minha imaginação desde a primeira vez que vi o trailer. Aliás, é curioso como o framerate do jogo era capenga — eu já sabia, através de comparações no YouTube, que o framerate do release original pra PS2 era sofrível, mas eu tinha esquecido que já era possível ver isso no próprio trailer do jogo. Tínhamos uma tolerância maior naquela época, acho.

Aliás, fui dar uma olhada nas resenhas da época (pra ver se listavam o framerate epilético como demérito do jogo) e me surpreendi com o layout berrantemente escroto da IGN, que era naquele período o site gamer que eu mais visitava. Alguém ainda aguenta ler essa merda?! Aliás, alguém ainda lê a IGN…?

como vcs aguentam

Enfim. Comprei o jogo assim que saiu e zerei em menos de dois dias, tamanha foi a minha conexão com a história. Alternando o Dualshock com meu irmão, ora eu controlava o Wander, ora sugeria ao meu irmão estratégias de como derrotar os colossos. Jogão. Jogão FODA. Existe um motivo pelo qual o jogo sempre consta na discussão “seriam videogames arte?” (que, sinceramente, em 2015 me soa bem datado).

De lá pra cá, é notável o número de jogos que não surgiram se baseando na mesma fórmula. Com exceção de algumas batalhas de chefões do God of War (bom, o primeiro God of War saiu alguns meses antes de SOTC, mas enfim), e mais recentemente o semi-desconhecido Dragon’s Dogma, esse negócio de “bonequinho minúsculo montando em bichões enormes” permaneceu um território relativamente não explorado.

Até agora.

O ambicioso Prey for the Gods — um trocadilho interessante de Pray (rezar) e Prey (presa) — parece finalmente resgatar, uma década depois, aquele gameplay que fez de SOTC uma experiência tão ímpar. Sabe-se pouco sobre o game no momento, além do fato de que a protagonista é uma garota que vive numa região amaldiçoada com um inverno sem fim, e aparentemente a única solução pro problema é matar os próprios deuses a quem a garota (e presumivelmente seu povo) cultua. Esses bichões imensos aí.

A internet obviamente começou a chilicar assim que o trailer apareceu. Versão paraguaia de Shadow of the Colossus, disseram em uníssono. Uma cópia barata e vergonhosa. Nossa, como eu detesto a comunidade gamer as vezes.

Eu acho isso particularmente curioso porque gamers, de forma geral, não são exatamente o grupo que mais preza por direitos autorais. Somos, afinal de contas, a galera que tornou o PS2 o console mais popular no Brasil porque era moleza acumular uma pasta lotada de DVDs piratas. Ou que tomamos banimentos em massa da Xbox Live por tentar a mesma coisa na geração seguinte, mas continuamos acreditando firmemente que nós somos a vítima da situação.

Ou que baixamos ROMs rindo da (agora ultrapassada) recomendação de que só poderíamos manter as ROMs por 24 horas — algo que nunca foi verdade, a propósito. Colocamos vídeos de gameplay no YouTube quer as empresas detentoras da propriedade intelectual queira ou não — e frequentemente elas não querem. Usamos livremente as figuras de personagens de games como identidade virtual em fóruns, sites de redes sociais e o caralho. Somos uma das poucas comunidades que é tão dedicada à pirataria que isso requer gambiarras complexas e hardware específico. Ou tu acha que bootloaders e flashcarts são coisas amplamente conhecidas pela população “civil”?

Por essas e outras, esses berros estridentes reclamando do desrespeito com propriedade intelectual me soa absurdamente hipócrita vindos dessa comunidade. Se tem um subgrupo que definitivamente não deveria atirar pedras por desrespeito com copyright, somos certamente nós.

E não me venham com o argumento de que “ah, o problema não é exatamente o copyright, é a falta de originalidade mesmo!”. Eu aceitaria essa reclamação se não fosse direcionada contra uma indústria que fez 89 Call of Duty, 136 Tony Hawk’s Pro Skater ou 7891 Rock Band. Tem um novo FIFA TODO ANO, todo santo ano, a despeito do fato de que o futebol é essencialmente o mesmo jogo desde os tempos do FIFA International Soccer.

Qual exatamente é a justificativa pra lançarem um novo FIFA todo ano?! Ah, é porque a tecnologia gráfica avança TANTO de um pro outro, o gameplay é remodelado com tanto afinco a cada iteração da série, que no FIFA 54 vai dar pra distinguir cada pelinho da barba dos jogadores e você poderá controlar cada membro individual do corpo do jogador?

Porra nenhuma mano. Só mesmo um total aficcionado pela série, do tipo que lê todos os changelogs entre uma versão de um software pro outra, poderia distinguir com precisão um FIFA novo da versão do ano passado. Aliás, eu arriscaria dizer que se tu colocar alguém pra ver um jogo de FIFA 16 e FIFA 13, a pessoa não conseguiria discernir qual é qual.

Excetuando os menus, evidentemente — através deles é mais fácil distinguir um jogo do outro. Só que eu tenho certeza que você não compra o novo FIFA por causa das melhorias na tecnologia de menus animados então não engane a si mesmo usando isso como argumento.

“Ah mas os uniformes do 16 são diferentes…” se a mudança de uma pequena textura no corpinho dos jogadores virtuais é justificativa suficiente pra lançar um novo jogo — pelo preço inteiro –, acho que você provou meu ponto.

Especialmente quando essa é exatamente a ÚNICA justificativa honesta pra DLC. Não há como os desenvolvedores anteciparem como o uniforme do Itapipoca Esporte Clube mudará ano que vem, ou quem será o goleiro do Pinhalnovense depois do campeonato, então pagar um pouquinho extra pra ter os times atualizados faria sentido pra quem quer. Só que vender um jogo por 200 reais no ano seguinte faz mais sentido pra desenvolvedora, óbvio.

ALÉM DO MAIS, chega a ser realmente surpreendente que a fórmula do Shadow of the Colossus ficou praticamente intocada por uma década. Jogos muito impactantes costumam, pra melhor ou pra pior, render uma série de filhos bastardos — pra cada GTA teve um Saints Row; pra cada Quake, um Unreal; pra cada Medal of Honor, um Call of Duty; pra cada Putt Putt teve… nada, pois Putt Putt foi incomparável.

putt

10/10

Porra, passaram-se 10 anos, galera. O próprio Team ICO, que que está trabalhando no The Last Guardian desde 2007 (!) e que até hoje nos mostrou bem pouco, parece ter abandonado completamente aquele tipo de gameplay. Não vejo absolutamente nada de errado em deixar outra empresa trabalhar com aquilo.

E tem mais. Esses pessimistas profissionais aí já pararam pra pensar que talvez, TALVEZ, Prey for the Gods acaba sendo uma experiência MELHOR que Shadow of the Colossus? Eu sei que estou beirando o sacrilégio, mas não é como se isso nunca tivesse acontecido antes — na época do lançamento de Uncharted, tinha gente dizendo que não era nada senão um plágio de Tomb Raider:

Mimimimi

Hoje, alguém desqualificando Uncharted como “uma mera cópia sem graça de Tomb Raider” soa ridículo, não é? Assim como alguém que chamasse Half Life de medíocre porque “é basicamente (insira qualquer FPS que saiu antes)”. Aliás, sabe o universalmente celebrado Portal?

Aposto que tu não sabia que o conceito dele foi inteiramente copiado de outro jogo:

Se deve haver alguma cautela na sua expectativa por Prey for the Gods, isso se deve mais ao fato de que o time é composto apenas por 3 caras que fazem o jogo no seu horário livre. Vai ser realmente desafiador sair um jogo de alto calibre de um time tão pequeno, mas estou esperançoso de que o jogo será interessante mesmo assim.

A realidade virtual vem chegando aos poucos aí — primeiro com o gambiarrístico Oculus Rift, e agora com uma proposta mais “retail”, mais “consumidor médio” no Playstation VR. Ponho mais fichas no VR da Sony do que no Oculus Rift; não por fidelidade cega à empresa, mas porque eu imagino que a integração com o hardware será melhor quando este é implementado por alguém de peso na indústria. Eu não sei exatamente o que é preciso pra rodar um jogo com Oculus Rift (algum tipo de driver obscuro? Um patch do jogo? Minha máquina sequer tem capacidade de rodar isso aí…?), enquanto o VR eu sei que poderei comprar e plugar no PS4 com bem mais simplicidade.

Haverá, ao menos teoricamente, um incentivo beeem maior pra produzir games pro Playstation VR do que pro Oculus Rift. Compare a base instalada do Playstation 4 (ou seja, consumidores em potencial que de forma geral estão atentos aos lançamentos para a plataforma, seja software ou hardware), com o número de pessoas que sequer sabem que o Oculus Rift existe. É inegável que o VR venderá mais, e com a expansão da base instalada vem os devs loucos pra pegar uma fatia desse mercado.

Aliás, quando a Sony flexionar seu poderoso braço de marketing pra empurrar o VR pra todos os donos de PS4 (ou até usa-lo para convencer alguém de adotar o console), o Oculus Rift vai ironicamente se tornar mais conhecido — porque os fanboys early adopters torcerão o nariz pro headset de realidade virtual da Sony, dizendo “bah, eles não inventaram isso na real, o Oculus Rift veio primeiro!!!!!!!!” pra qualquer pessoa num raio de 10 metros toda vez que o Playstation VR for mencionado.

Particularmente, como dono de Playstation 4, eu estou bem animado para o VR — por mais que não tenha nem preço nem data de lançamento ainda. Eu estou cansado dessa corrida besta por gráficos; isso já atingiu o ponto de diminishing returns há um bom tempo (em outras palavras, já atingimos um ponto de fotorrealismo que torna impossível alguma grande revolução gráfica).

Afinal de contas, uma coisa foi o salto disso…

pitfall

…pra isso:

pitfall2

Mas quando o atual análogo de Pitfall já tem essa aparência:

uncharted

…que espaço há para evolução gráfica? Dará pra perceber mais pelinhos na barba do Drake? Vai dar pra perceber melhor a costura do camiseta dele? Se o Drake peidar durante um tiroteio, a composição do ar nas proximidades será levemente afetada pelo metano e causará uma refração maior na luz virtual do jogo?

Lembra quando era um hábito em fóruns de games esmiuçar as comparações gráficas de um jogo do PS3 versus o mesmo game no Xbox 360, literalmente procurando pixels no aliasing de uma screenshot?

Não sei você, mas quando vi o Pitfall do SNES (tendo jogado bastante o do Atari), meu queixo caiu. Agora, vemos uma imagem que poderia facilmente confundida com um screenshot de um filme e não achamos suficientes. Eu já cheguei a ver uma partida de FIFA e por alguns instantes não sabia se estava vendo um jogo de verdade ou não, e uma pesquisa rápida no Twitter revelou que não fui o único.

carro

A versão do ano que vem terá três cores adicionais que acabaram de ser inventadas, e o reflexo nos óculos do cara ali na terceira fileira da arquibancada do meio terá uma resolução maior e física mais realista

Sei que prever que atingimos o limite de algo referente a tecnologia é arriscado, mas admitirei esse risco: gráficos não tem como ficar muito melhor que o que já temos. Isso é o conceito diminishing returns em ação — chegamos ao ponto de que qualquer esforço, por maior que seja, dará um retorno levemente incremental no que diz respeito a gráficos e nada mais.

E por isso estou bem empolgado para a popularização da realidade virtual. Não colou nos anos 90 (RIP in peace Virtual Boy e aqueles arcades caríssimos que pareciam que você estava se equipando para pilotar um Jager), mas AGORA VAI!

meu deus

Por apenas 10 reais por segundo você também poderá ver as pecinhas de Tetris bem grandes na frente da sua cara

E essa minha animação com realidade virtual me lembrou do hoax mais cruel que a internet já produziu: o Nintendo On.

nintendo

No longínquo ano de 2005 (porra, DEZ ANOS ATRÁS CUPADE), quando a Nintendo estava em vias de finalmente nos mostrar o que era o tal “Nintendo Revolution”, este vídeo apareceu nos fóruns de games da internet e fez todo mundo cospir o que estava bebendo naquele momento, que no meu caso era suco de uva:

Caso você tenha achado a música legal, taí. E ó que curioso: a música é do mesmo compositor que fez a trilha de Perdido em Marte.

A única indicação de que a coisa poderia talvez ser fake é que parecia muito ambiciosa, e sem um grande antecedente (digamos, uma versão mais rudimentar mas que fizesse algo similar) pra garantir que a tecnologia funciona tão bem quanto mostrada. Com um nível de produção que a gente simplesmente não esperava de um simples pregador de peças — ainda mais numa época pré-super produções Youtubísticas vindas de indivíduos comuns –, o Nintendo On passou a perna em MUITA gente. Cético que sempre fui, eu tinha 5 pés atrás com o Nintendo On, mas ainda naquele espírito de “I Want To Believe”.

E quando a Nintendo finalmente nos mostrou o Wii (logo após parar de fazer piadinhas com o nome) bateu aquela “nostalgia do que nunca tivemos” quando comparamos o console imaginário que seria o Nintendo On com a maquininha de jogos casuais pra mamãe e pro vovô que o Wii acabou sendo.

Hoje em dia, o hoax do Nintendo On teria durado, se muito, algumas horas. Primeiro, já estamos mais familiarizados com magos do After Effects que populam o YouTube hoje em dia, então a hipótese de um fake (muito) bem produzido seria bem mais crível.

Segundo, vivemos numa era em que empresas conseguem se comunicar diretamente com seus consumidores através de redes sociais, então a Nintendo desmentiria a parada no mesmo dia, para o choro de muitos.

Terceiro, de lá pra cá tivemos bem poucas tentativas de produtos de realidade virtual, e todas elas lembram mais o tal “uma versão mais rudimentar mas que fizesse algo similar” que mencionei antes. Então, conhecendo o Oculus Rift, a chance de você acreditar que DE REPENTE a Nintendo conseguiu enfiar aquilo tudo num aparelho não muito maior que óculos pra natação, em vez de ter feito uma evolução mais gradual do que o Oculus Rift é (veja o próprio VR da Sony — é basicamente um Oculus Rift melhorado, mas em essencia bem similares) seria baixa.

Ou seja, o sensor de “esmola grande” apitaria, o que faria o canonizado expressar incredulidade.

Mas que foi uma pena, foi. O Nintendo On chega a ser, eu diria, uma crueldade com o gamer cansado da mesmice e que deseja uma mudança mais radical de paradigma.

O foda é que o On só teria Mario e Zelda mesmo, então se pensar bem perdemos relativamente pouco.

Rapaaaaaaaz, vocês já viram o lindíssimo trabalho histórico que o Archive.org está fazendo no momento?

Clicando na linda imagem acima tu chegarás numa página contendo literalmente mais de 2 mil joguinhos clááááássicos de DOS que sem dúvida permearam sua infância.

Tem Carmen Sandiego, um ícone das aulinhas de informática na escola:

Tem o tal do Stunts, que eu não curtia mas tou ligado que vocês se amarram pra caralho:

Tem o ALLEY CAT, cujo gameplay já mostrei num vídeo:

Tem até o Life and Death 2, um joguinho de cirurgias que na época foi incrivelmente revolucionário pelo realismo nos procedimentos médicos:

Tem nada pra fazer hoje? Agora tem.

Então, galera! Manja que eu dei o bizu de como jogar Pokemon FireRed online com os broders? Aquele é possivelmente o texto mais importante da internet.

izzy mode

E aqui o resultado daquele post

Ah, faltou um passo: pra ver os pokemonzinhos te seguindo, cate a ROM de HeartGold/SoulSilver, jogue na pasta de ROMs, e aí tá vendo essa barrinha vertical da direita?

barrinha lateral

É só arrastar um pokemon de lá pra cima do seu bonequinho e pronto.

Agora vamos DE FATO jogar juntos. Através da minha conta no Twitch, onde estive transmitindo joguinhos de SNES e jogatinas de CounterStrike com meus leitores.

Aliás, diga-se de passagem, o CounterStrike com a galera foi de um nível inacreditável de tão divertido.

Confira um dos melhores momentos:


Watch live video from izzynobre84 on Twitch

(Quem quiser jogar é só me adicionar no Steam — nick IzzyNobre — ou entrar no nosso grupo)

Em outra ocasião, joguei Slenderman ao vivo com minha querida mamãe e demos berros desesperados quando levamos um mega susto do bicho:


Watch live video from izzynobre84 on Twitch

MAS ENFIM: Pokemon.

Hoje entrei lá no PokeMMO com vários leitores do site e inscritos do canal e foi SENSACIONAL. Após a live minhas bochechas doíam de tanto rir das palhaçadas da galera, ou de simplesmente sorrir pelo simples fato de que vivemos num mundo onde é possível jogar Pokemon FireRed online.

Aí um trechinho da live, pra você que perdeu e/ou precisa ainda ser convencido a instalar o PokeMMO:


Watch live video from izzynobre84 on Twitch

Como foi absolutamente sensacional, decidi tornar esta jornada conjunta por Kanto numa nova série do meu canal no Twitch. Sempre que possível nos reuniremos pra avançar mais entre ginásios e aqueles treinadores vagabundos que ficam naquelas estradas só de esperando pra comprar briga.

Vai ser bom demais.

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