HORA DA JUSTIÇA: Bully versus irmão da vítima

Você está a breves minutos de entender por que este indivíduo está levando um bicudo na cara

Caso você não saiba como é o esquema aqui na HORA DA JUSTIÇA, eu explico porque é bastante simples: nesta seção do blog, eu irei caçar pela internet afora (a fora?) as cenas mais deliciosamente schadenfreudísticas que foram capturadas por uma câmera.

E no episódio de hoje, temos um embate mais clássico que Fla x Flu no Maracanã, Cruzeiro x Atlético no Mineirão, ou Ferroviário x Itapipoca no Castelão pra vocês cidadãos cearenses: BULLY VERSUS O IRMÃO MAIS VELHO DA VÍTIMA!

Nossa cena começa em algum tranquilo bairro norte-americano onde uma criançada provavelmente se diverte. Como é sempre o caso, a filmagem só começou depois que o cinegrafista percebeu que a situação daria merda, então mais uma vez perdemos o contexto da altercação.

Mas não importa. Como sempre, dá pra sacar quem é o antagonista e quem é a vítima, só pela postura de ambos participantes da porrada. E obviamente, o rapaz de camiseta branca (cujo constante uso de termos racialmente delicados denota que ele está entre pessoas com quem tem intimidade) é o valentão da história.

Como tantos outros bullies antes dele, o cara de branco provoca a sua vítima a desferir o primeiro golpe, provavelmente imbuido de um senso desmerecido de auto-defesa. Talvez na cabeça do bully, se a vítima for suficientemente provocada e bater primeiro — por desespero, como é o caso dessas situações –, a partir desse momento o valentão pode bater até cansar porque estava “apenas se defendendo”.

O carinha de branco empurra o outro moleque, mas ainda sem a reação desejada. Decidindo que terá que iniciar o componente físico do conflito por si próprio, o bully senta uma mãozada na cara da criança.

Foi a gota. Exibindo habilidades quase acrobáticas, a vítima produz um pedaço de pau do nada (depois que revi o vídeo, notei que estava na mesa), dá um exímio rodopio e quebra-o na cabeça do valentão. Infelizmente o tal pedaço de pau era aparentemente o fêmur de um senhor de 93 anos de idade, porque se desintegrou completamente com o impacto — e sem o efeito desejado.

AGORA SIM, pensa o bully, que avança pra cima do outro rapaz. Primeiro eles se abraçam carinhosamente como dois amigos de longa data que não se reveem há anos. Quando a briga vai pro chão e o rapaz de branco estabelece a superioridade bélica na situação, socos voam de todos os ângulos permitidos pela nossa realidade tridimensional, cada um deles conectando dolorosamente com o nariz, orelhas e olhos da vítima.

Só depois que o menino já levou o equivalente a a um ano inteiro de punições paternas condensadas em 6 ou 7 segundos, os “amigos” intervem. A vítima, sangrando, sai de cena — mas prometendo que irá chamar seu irmão e que seu agressor não escapará da terceira lei de Newton.

O vídeo continua no que é presumivelmente dias mais tardes. A vítima cumpriu o prometido e enviou seu irmão, Justiceiro-style, atrás de seu algoz.

E a briga começa logo. Os dois se engalfinham, o irmão mais velho com óbvia vantagem. Uma vez no chão, o bully outrora valente adota a estratégia “tatu-bola” e se comprime no menor volume possível, cobrindo a cabeça com os braços. O irmão aplica alguns poderosos chutes na cabeça do bully, que tenta fugir mas é trazido de volta à porrada.

Novamente no chão, o irmão entrega golpes nas seguintes áreas do corpo do bully: o rim esquerdo, a orelha direita, o suvaco esquerdo, a vértebra L3 e o que eu acredito o fígado do valentão. Finalmente, o coup de grace da performance porradística: um tiro de meta olímpico na cabeça do bully, que manda uma garrafinha qualquer que ele segurou bravamente durante todo o ataque voando pelos ares.

Dou ao vídeo 8 de 10 na Escala Capitão América de Justiça. O cara teve tanto o seu corpo quanto seu orgulho completamente moídos de forma praticamente profissional.

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Deixe sua opinião aí. Você não tá fazendo nada mesmo!

comments

42 comments

  1. Só estranhei no início do vídeo a passividade dos “amigos” da vítima. Todos negros, o bully com agressões racísticas e ninguém entra no meio.

    Se fosse no Harlem exibido em Duro de Matar 3 o cara teria virado peneira!

    1. Cara, é meio que normal pra falar a verdade. Quando a briga está entre dois, os amigos não se metem, uma regra implícita. Senão vira linchamento. O mesmo acontece depois, quando o irmão vai lá papear com os brancos que, devido a separação de raças ser mais distinta por lá, nós supomos que sejam os amigos do bullie.

      Já aconteceu umas duas ou três vezes comigo, um amigo meu brigando, acabou perdendo e fomos lá separar, mas não nos metemos na briga dele. Até o primo dele, que estava com a gente, não se meteu.

    2. Em rua nenhuma, de lugar nenhum, ninguém se mete na briga.
      Só irmão tem essa liberdade.
      “Amigo chega na voadora” tem seu significado, você sabe quem é seu amigo mesmo quando entra na porrada junto. Não da pra simplesmente assistir.
      Só que nesse momento o acordo não verbal muda pra grupo x grupo. Aí o bicho pega. hahauhauuah
      Na ocasião ainda tinha o peso de “vários negros contra um pobre branco indefeso” que fatalmente aconteceria se alguém entrasse no meio.

  2. Intervem está errado, o correto é intervêm.

    Os acentos diferenciais dos verbos derivados de ter e vir não foram tocados pela reforma ortográfica.

    Fica a dica.

      1. Só quando o verbo intervir se referir a uma palavra no singular. Como se referia à palavra “amigos”, usamos “intervêm”.

        Mais ou menos a mesma coisa que acontece com vem e vêm.

  3. Izzy, curti demais o texto!
    Aqui no serviço o youtube é bloqueado e deu pra acompanhar com a narração. Se pah o vídeo nem é tão bom assim…ah quem eu estou enganando, ver os outros se fuder é uma coisa extremamente animadora!

    Posta pra gente o frame do vídeo de segurança do dia que o crackhead roubou uns dildos (“don’t mess with izzy”)

    1. Acho que nem pode postar cara, deve estar com a loja/polícia ou já gravaram em cima da fita/deletaram o arquivo. MAS no caso do vídeo poder ser postado eu também adoraria vê-lo.

  4. O maneiro é ouvir os “Punchs” a lá Street Fighter
    quando o irmão mais velho bate no BULLIE.
    Só posso dizer umma coisa: Bem feito…

  5. Cara, sou muito contra a violência, mas quando é contra o bully, porra, dá aquela sensação de vingança que é inexplicável! Senti a mesma coisa de quando vi o Zangief Kid.

  6. Eu só estranhei o fato da proximidade de pessoas de cores diferentes no vídeo, pq é normal que tenha uma segregação de grupos de amigos por cor de pele lá, e no final, o irmão da vítima vai lá e cumprimenta um mlk branco. Achei legal, o fato de pelo o menos na situação, a cor não interferir na interação do pessoa.

  7. Não importa quantas vezes eu leia essa palavra “Schelduelshaueausehusa”, todas as vezes eu tenho que pesquisar o significado novamente. T.T

  8. Ahhh, agora eu saquei! Tu tá fazendo curso superior na área da saúde só pra dar o diagnóstico dos bullies no final dos vídeos, né? hahahahahaha

  9. Infelizmente removeram o video, mas a descricao do Izzy foi tao precisa que praticamente dispensou a necessidade de ver o video. Tenho ate medo de que o video nao seja tao divertido quanto a forma como foi descrito. Parabens!

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