[ MARAVILHAS DA MOTHER RUSSIA ] Vladimir e as britadeiras

Britadeiras geralmente vem com inúmeras sugestões de uso. Capacetes, protetores de ouvido e/ou testículos, uma admoestação de que você não as opere enquanto está sob efeito de entorpecentes. De uma forma geral a mensagem é “isto aqui é um equipamento pesado que deve ser utilizado apenas conforme indicado, quando necessário, seguindo as devidas precauções e com seriedade”.

E como muitas outros avisos de segurança, o da britadeira é sumariamente ignorado na Rússia. É por isso é que temos o vídeo abaixo:

Num bela manhã de sábado (que na Rússia significa “menos deprimentemente nublado do que de costume”), Vladimir vestiu o que parece ser uma blusa pertencente à sua filha de 5 anos e foi ao point de rolé tradicional na pátria-mãe, uma zona de construção abandonada. Acompanhado por Mikhail, Yury e a única câmera em território russo que não está acoplada ao painel de um Lada, os dois amigos pegaram as britadeiras que encontraram no local e começaram a simular uma batalha com fuzis.

O ponto alto da encenação é aos 11 segundos quando Mikhail — sem dúvida achando que canalizava o espírito da ginasta olímpica Yevgeniya Bochkaryova quando esta ganhou ouro em Atlanta em 1996 — executa o que deve ser a mais desastrada série de movimentos jamais gravada em um arquivo de vídeo (e isso é incluindo aquele target=”_blank”>vergonhoso combo de lip sync com coerografia desengonçada de lesma reumática da Britney no VMA de 2007). Sua cambalhota foi tão inepta que, perceba, ele quase enrolou o próprio pé no cabo da britadeira.

Miraculosamente, nenhum dedo foi arrancado com violência por causa da incauta proximidade da broca.

Já falei isso aqui no HBD; creio que o fim da Guerra Fria foi algo terrível para a sociedade russa. Naquela época, a “certeza” de um fim próximo na aniquilação nuclear produziu uma cultura de disciplina e de avanços tecnológicos com finalidade de auto-preservação e de orgulho nacional (veja o programa espacial deles, por exemplo).

Como escaparam do pior, hoje os russos aparentemente vivem um período de hedonismo auto-destrutivo (com britadeiras).

Que deus permita que tal sina jamais aconteça em nosso Brasil.

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comments

17 comments

  1. Eu ri pra caralho desse post, Izzy.
    Mas não seja ridículo! Tu tá me dizendo que esses caras aí são os mesmos do bung-jump amador? Ou será que eles colocaram um Lada em cima do telhado? … Bom, eu não duvido…

  2. “sem dúvida achando que canalizava o espírito da ginasta olímpica Yevgeniya Bochkaryova quando esta ganhou ouro em Atlanta em 1996”

    Eu ia dizer “Bronze, Kid”, mas uma página da Wiki diz bronze e a outra prata. 😐

    Mais fácil ir de Svetlana Khorkina pra não ter erro.

  3. Aqui não precisamos disso: já temos o “Funk” e o “Sertanojo Universitário”, suficientes pra quem tem 2 neurônios ou menos. Britadeiras exigem skills apropriadas que incluem ligar o equipamento à energia elétrica e/ou compressor próprios, algo longe do alcance dos semelhantes compatriotas do BR.

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