Oi seus boiolinhas. Não olhem muito pra superpiroca do Clark aí não, ein.

(Ih, agora TODO MUNDO voltou pra olhar. Confesse.)

Então garotada do meu coração. Hoje atualizei esta merda de site para penetrar (opa) com vocês (vixi, pior ainda) no mais profundo rincão da nerdice. Este é o tipo de debate que separa as pessoas que se dizem nerds porque assistiram dois episódios dublados de The Big Bang Theory, daqueles que realmente respiram e se comprometem com a cultura geek, ao ponto de que vêem a perda da própria virgindade como um objetivo distante.

A pergunta é simplíssima: qual seria o melhor super-poder?

Para estabelecer regras no debate, vamos limitar a comparação entre super-poderes singulares, e não o conjunto da obra apresentado por alguns heróis. Por exemplo, ou comparamos as garras, ou o fator de cura, mas não as habilidades do Wolverine como um todo, ok? Ou o sentido-aranha, ou andar pelas paredes, mas não os dois.

Então. Vamos examinar alguns dos melhores super-poderes.

Vôo

Este é um dos primeiros que me veem à mente. Sendo capaz de voar, eu nunca mais teria que me submeter à indignidade de pegar um transporte coletivo, por exemplo. Eu chegaria na parada de ônibus, perguntaria “ei, que horas passa o próximo 76?”, eles me diriam “não sei, tou aqui esperando-o faz vinte minutos”, e eu responderia “ah beleza” e sairia voando ali na frente deles mesmo e foda-se.

Entretanto, tirando as vantagens em relação a transporte, voar não seria lá essas coisas. E lembre-se: estamos avaliando poderes SEPARADAMENTE. Isso significa que, para fins deste debate, ao optar por vôo você só poderia voar na velocidade máxima que você consegue correr (em vez de gozar da super-velocidade do Super Homem que o permite quebrar a barreira do som voando).

Aliás, pensando por este ângulo, o poder de voar nem me faria substituir o transporte coletivo — o que seria ainda mais deprimente. Imagina que situação de merda! Sou o único ser humano que consegue voar, mas ainda assim preciso pegar ônibus porque após voar por 2 minutos a 30 quilômetros por hora eu caio no chão ofegante.

Então, voar (sem o resto dos super-poderes que geralmente acompanham esta habilidade) seria relativamente inútil.

Invisibilidade

Depois que você passa dos 13 anos, a fantasia de entrar invisivelmente no banheiro feminino perde um pouco seu apelo. Quais seriam as outras utilidades da invisibilidade? Pregar as melhores peças nos seus amigos? Depois da terceira ou quarta vez, isso perderia a graça.

Realizar furtos com impunidade? Talvez; suas vítimas veriam suas carteiras e iPhones flutuando autonomamente pra longe deles, o que seria causa pra alarme mas sem testemunhas pra ver seu rosto, seria praticamente impossível te responsabilizar pelo crime.

Como você pode ver, invisibilidade resultaria num irresistível impulso pela criminalidade. Vemos isso em menor escala na internet — num ambiente onde plena anonimidade é possível (o mais próximo que temos da invisibilidade, conforme definida por “interagir com os outros sem que eles tenham a menor idéia de quem está falando com eles”), a inerente filhadaputice humana exala por nossos poros e nos torna as piores versões de nós mesmos.

O poder da invisibilidade te transformaria num cara totalmente escroto sem grandes benefícios tangíveis. Então, passo também.

Super força

Além de ajudar um amigo a se mudar, e talvez matar alguém acidentalmente de vez em quando, não existem utilidades práticas para a super força. Pior que isso, ter algo como super força no bolso te colocaria em inúmeras situações de conflito diariamente.

Muita da nossa chamada “civilidade” deriva-se do sentimento “se eu não agir da forma socialmente aceitável neste momento, um conflito corporal resultando em minha humilhação pública e ferimentos múltiplos pode acontecer”. Com super força, esse sistema embutido de controle comportamental dissolve-se. Qualquer mínima altercação terminaria com você mandando alguém para a estratosfera com um uppercut.

Caímos no mesmo problema da invisibilidade: nenhuma utilidade prática (como exatamente você executaria melhor o seu trabalho tendo super força?), e uma tentação irresistível de usar a habilidade para o crime.

Eu já pensei muito nisso, e a conclusão que tenho é que a maioria dos super poderes, por mais legais que sejam nos quadrinhos ou nos filmes, não seriam muito úteis na vida real.

Com exceção de um; o poder com o qual eu fantasio desde criança.

Onisciência

Para fins de debate, onisciência seria “saber tudo” — literalmente tudo que pode ser sabido. Se a informação existe, você a detém.

Bolsa de valores? Você seria absolutamente a maior autoridade no assunto, capaz de analisar o vai e vem do mercado com tamanha precisão que você seria capaz de transformar um real em milhares todo dia investindo nas empresas certas.

Física? Seu domínio da ciência faria ganhadores do prêmio Nobel parecerem crianças que o médico deixou cair quando nasceram. Pilotar aviões, falar todas as línguas, conhecer intimamente todo o código penal de qualquer país, compreender todas as etapas do processo de fabricação de sorvete e por aí vai.

Os benefícios de tal poder são óbvios, e infinitamente mais remuneráveis e úteis que qualquer poder mais cinematográfico. Alguém que soubesse literalmente de tudo seria essencialmente um semideus. Não haveria limites pro que você poderia fazer. Quer trabalhar como médico? Advogado? Engenheiro? Astronauta? Todos ao mesmo tempo, cada um num dia diferente? Você poderia fazer isso.

Convençam-me de que estou errado em achar que onisciência seria O melhor super poder.

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