ai fora shaw

O fraquíssimo Prometheus, que foi o equivalente cinematográfico de abrir a caixa de sorvete e encontrar feijão dentro, vai finalmente ganhar uma continuação em outubro de 2017. O Ridley Scott vem soltando detalhes da sequência aqui e ali, e eu como sou fã “mulher de malandro” da série Alien não consigo impedir a empolgação. A essa altura eu bem que já deveria ter abandonado o fandom de uma série que teve DOIS filmes bons entre cinco, que é uma proporção pior do que Star Wars, mas fazer o que.

Além da mudança de nome (originalmente se chamaria Alien: Paradise Lost, agora será Alien: Covenant — lembrando que Paradise era o nome original do próprio Prometheus), o diretor revelou que a Doutora Shaw — a personagem principal do filme anterior — está fora da película.

O que é meio confuso, porque afinal de contas Prometheus termina com um TO BE CONTINUED que deixa implícita a participação da personagem na próxima aventura. Deve ter rolado alguma treta entre a atriz e o diretor, porque inicialmente o cara falou que a menina voltaria pra uma participação especial, e agora ela saiu fora da produção de vez. Estou supondo que ela ficava constantemente sugerindo que o Scott usasse o Spotify.

Protagonistas abandonando uma franquia geralmente é um sinal péssimo, então vamos ver o que sai disso aí. Pessoalmente eu estou bem mais empolgado com o Alien do Neill Blomkamp, que segue a história de Aliens e até traz a Sigourney Weaver de volt… peraí, ele foi colocado na geladeira por causa desse Alien: Covenant aí?!?

Porra, Ridley Scott. Nem fazendo cinco The Martians eu te perdôo por isso.

Sabe aquela abertura do 99Vidas em que três pessoas berram desesperadamente instruções pra alguém que joga videogame? Uma coisa que vocês não saibam é que a terceira voz naquela abertura é do meu irmão, o Daniel.

daniel

Se você tinha alguma esperança de que eu fosse o único maluco da família, aí está.

Gravamos aquilo quando morávamos juntos, há mais de 5 anos, então de certa forma pode-se dizer que meu irmão participou de mais 99Vidas do que eu — afinal, ele está em TODA abertura.

E gravamos aquilo num netbook asquerosíssimo que eu tinha na época. Tentei lembrar desesperadamente o nome da porra do netbook, até o @ericgg apontar que era um Acer Aspire Mini One. Não sabia como diabos ele lembrava disso e eu não, aí ele mencionou que na época eu escrevi sobre a compra do netbook. Pra você ter uma noção, nem microfone tínhamos — usamos o embutido daquela merda.

De lá pra cá investi num equipamento melhor. E uma das coisas que comprei pra melhorar a qualidade de gravação do podcast foi um Corsair Vengeance alguma coisa. 1300? 1400? 1500? Sei lá. Algum desses número de modelo arbitrários aí.

O microfone não era lá essas coisas toooooodas, eu sou o primeiro a admitir, mas dava pro gasto e a comunidade de ouvintes de podcast não costumava reclamar muito. E se tem algo que essa comunidade sabe fazer, é reclamar.

Só que essa semana o Corsair começou a dar mau contato. O microfone funcionava ainda de boa, mas os alto-falantes só produziam som se eu ficasse fazendo contorcionismos no cabinho. Amarrei uma ziptie daquelas que os Navy SEALS usam pra algemar terroristas, pra prender o cabo uma posição específica, mas pouco a pouco o mau contato piorou e o headset ficou imprestável.

Então decidi investir a sério no 99Vidas. Fui na Best Buy e, depois de passar literalmente mais de uma hora no dilema de qual equipamento levar — aguardem, que rendem vlog lá dentro e tudo –, fui convencido por um seguidor no Twitter que me exortou a comprar algo decente, afinal, “você é host de um dos maiores podcasts de games do Brasil, porra!

Assim sendo, criei vergonha na cara e peguei o tal do Blue Yeti, que sempre me foi recomendado como um microfone top das paradas. Ó o bicho aí:

headphones

Aproveitei e peguei também um par de Logitech G930, que deram uns perrengues pra configurar mas a falta de fios faz valer a pena.

Hoje tem gravação do 99 Vidas. Quero ver todo mundo nos comentários elogiando a qualidade do som, caralho, porque essa porra toda aí custou quase 400 dólares!

Lembram desse malandro?hunter

Esse é o Hunter Moore, um marginal do qual já falei aqui no HBD alguns anos atrás. O que você precisa saber, pra poupar tempo, é que este lixo humano era responsável por um site que divulgava fotos íntimas de garotas sem sua autorização — junto com informações pessoais, links das redes sociais e o caralho, numa incitação flagrante de assédio contra as vítimas. Aparentemente a casa finalmente caiu pro rapaz, porque ele vai ver o sol nascendo quadrado em breve.

2 anos e meio de detenção, multa de dois mil dólares, e… 145 dólares de indenização. O BO era mais grave — crime federal de hackeamento pra roubar fotos privadas de umas minas aí –, mas ele foi esperto e fechou um acordo com a promotoria. Basicamente ele admite culpa em acusações “menores”, o que garante a prisão (ainda que por menos tempo do que ele poderia pegar), e assim não oneriza tanto o sistema legal. Se parece que ele tá escapando

E se você ainda não está completamente certo se deve ou não odiar este franco desperdício de células-tronco (e de cabelo, a julgar por esse penteado aí), tem essa também: quando perguntado se ele sofreria remorso se alguma garota eventualmente se suicidasse pelo bullying causado pelas publicações do site do vagabundo, ele falou sem cerimônias que pelo menos ganharia bastante dinheiro por causa disso.

Se você está decepcionado com as configurações de justiça desse Universo claramente abandonado por seu criador, não fique triste — eu estou disposto a ir até Las Vegas pra apostar meu carro no fato de que assim que o vagabundo sair da cadeia ele vai voltar a aprontar.

Eu não consigo entender o mindset de alguém tão porra-louca assim. Eu sou o tipo de paranóico que deletava ROMs do SNES dentro de 24 horas como os sites mandavam, com medo do FBI chutar a porta da minha casa e me levar algemado na frente dos vizinhos. Como que alguém divulga publicamente fotos íntimas de outrem junto com informações pessoais e tudo, mostrando a cara e o nome completo pra facilitar o trabalho das autoridades, eu jamais entenderei.

Caso a comunidade global tenha esquecido que os EUA e seus aliados/interesses estratégicos podem foder com qualquer um, qualquer dia que quiserem, em qualquer posição desejada, os americanos feat. Coréia do Sul fizeram uma série de exercícios militares esses dias pra servir de lembrete.

Num vídeo pro YouTube (completo com musiquinha temática de abertura de jogo de guerra), os americanos foderam completamente algumas montanhas enquanto olhavam fixamente pra Coréia do Norte como quem diz “vem, filho da puta. Vem. Pisa aqui pra você ver.”:

Total, completa e gloriosa destruição de alvos imaginários em 1080 e 60 frames por segundo — eu não via algo assim desde a última vez que joguei GTA5. Esse armamento todo irá, quem sabe um dia, explodir os tratores táticos do Grande Líder como se fossem feitos de papel machê.

tactical

Claro que tinha que ser vermelho.

Dou um destaque especial inclusive pro famigerado A-10, que singra os ares soltando seu característico peido da morte. Dizem os estudiosos (comentaristas do YouTube que parecem saber tudo sobre máquinas militares) que quando você ouve o BRRRRT de um A-10, você provavelmente já está morto.

E as bomba, mermão? Que bombas. Eu espero que não haja nenhuma fauna num raio de pelo menos 10km do campo onde estavam fazendo o exercício militar (cujo nome oficial deve ser algo como “NEM PENSE, KIM”), porque senão o NPK dá pra entrar também no Guiness como maior churrasco do mundo.

DAT ONDA DE CHOQUE

E teve uns negócio que fizeram só pra esculachar mesmo, tipo colocar fumacinha colorida nos aviões — pra talvez, dar um toque mais festivo na chuva de liberdade que despejaram lá embaixo. Eu deveria ter nomeado esse arquivo como “Enquanto você não consegue alimentar sua população adequadamente, a gente tem grana pra transformar um jato de guerra em avião da esquadrilha da fumaça só pela galhofa”.JPG

O azul e vermelho são auto-explicativos, enquanto o amarelo-xixi é pra dar a sugestão de que fluido corporal a Coréia do Norte deve produzir ao assistir o vídeo

Parafraseando o Robocop: your move, Coréia do Norte.

whatss

Sim, eu sei que o HBD não tem sido atualizado com frequência. Estou em semana de provas fodidas (a nota de corte é 75% e as examinações práticas contém INÚMERAS questões cujo erro causa reprovação imediata, então imagine minha tensão aqui) e não era nem pra estar na frente do computador no momento, mas tá rolando algo tão peculiar que eu precisava reportar aqui. Acredite em mim, minha distância do HBD e do meu canal no YouTube dói mais em mim do que em você. No sábado estou de volta!

Pois bem. Como os senhores indubitavelmente já sabem a essa altura do campeonato, um juiz do Piauí decretou o bloqueamento nacional deste sucessor espiritual do Orkut. E sim, eu acho realmente interessante do ponto de vista sociocultural como o Whatsapp virou uma rede social no Brasil. Aqui fora, por outro lado, SMSs ainda são padrão.

O motivo é que rola uma investigação sobre a divulgação de um vídeo de cunho sexual que levou ao infeliz suicídio de uma garota do Piauí, e o Whatsapp foi convocado (em 2013) a liberar informações sobre usuários envolvidos na parada. Pela omissão em cooperar com a investigação, o juiz determinou que o serviço deveria ser tirado do ar em todo o país.

As empresas de telefonia estão lutando contra a decisão, o que me surpreendeu um pouco porque eu imaginei que forçar o país inteiro a abandonar sua predileção por apps de mensagem instantânea em prol das paleolíticas e onerosas SMSs faria os olhinhos dos executivos das operadoras cintilarem.

E aí chega a parte mais engraçada da notícia sem a qual eu não teria me dado ao trabalho de interromper minha memorização da farmacologia de nitroglicerina e sua aplicação para tratar dor cardíaca. A nitroglicerina, aliás, é contraindicada se o paciente consumiu Viagra nas últimas 24 horas, e sua ação se dá primariamente por relaxamento dos músculos vasculares, causando dilatação venoarterial, aliviando a dor coronária mas ao mesmo tempo baixando pressão como efeito colateral.

disponivel

Disponível como spray (0.4mg), comprimido (0.3mg) ou adesivo cutâneo (0.6mg/hora). No cenário emergencial, só usamos os dois primeiros.

O brasileiro, já dependente de seu Zapzap, se desesperou ao saber que o brinquedo poderia ter sido tomado das suas mãos assim “do nada”. Com isso rolou um grande êxodo pra apps de serviços similares, como o Telegram ou Viber. Aliás, decida logo qual você vai preferir ouvir na rua daqui alguns meses, “Vi” ou “Telê”.

gata

ME PASSA TEU TELÊ AÍ, GATA

O Telegram, que até hoje era uma espécie de Whatsapp hipster (trazendo de volta pra analogia de redes sociais, o Telê estava para o Whatsapp assim como o Facebook estava para o Orkut em meados de 2008 ou 2009), explodiu de popularidade da noite pro dia em solo tupiniquim. E assim como o seu crescimento súbito durante o período da puberdade, o Telegram está sofrendo perrengues nesse período de adaptação.

Mantendo a tradição áurea, a súbita entrada de brasileiros num serviço online esculhambou a parada pros usuários americanos.

E não ficou só nisso. Apesar das reclamações de falta de serviço dos users gringos, o competidor Viber viu o influxo de brasileiros como um sucesso comercial e pensou, porra, podia ser nóis nesse bem bom aí, parceiro!

Então, o Viber resolveu atrair atenção de usuários em potencial atacando a reputação dos competidores:

O Telê (já estou tentando te acostumar de antemão) não deixou barato:

Sendo estapeado na cara com tão flagrante “fica na tua aí broder porque senão vai dar ruim pra você”, o Viber respondeu com um meme pífio que na minha época de quarta série teria sido interpretado como uma arregada nervosa com tons de “era só brincadeira mano, calmaí!” na tentativa de evitar uma surra na saída.

Estaríamos presenciando o começo de uma GUERRA DE INSTANT MESSANGERS?

A notícia não informa que Victor White III era mágico, mas essa é a única conclusão que eu posso tirar.

De acordo com a matéria, o rapaz teria sido preso por posse de drogas. Após revistado, algemado por trás das costas, e colocado no banco traseiro do carro da polícia, Victor White III (que se pronuncia “the third”, caso você esteja curioso; seria o equivalente de “Neto” na cultura brasileira) teria então produzido uma arma e deu um tiro nas próprias costas.

O que já seria absurdo o bastante (como ele tinha uma arma após ser revistado e algemado…?), até que um pequeno detalhe inconveniente apareceu na autópsia: o tiro foi no peito. Ou seja, ou o rapaz era o Doutor Estranho e usou artes arcanas pra produzir uma arma e manipula-la astralmente pra atirar no próprio peito, ou então há uma família de contorcionistas circenses de luto hoje na Louisiana.

Tá rolando uma espécie de meme na América no momento de matar negros desarmados. Teve o Mike Brown em Ferguson, teve o Kajieme Powell em Saint Louis — em que há um vídeo que contradiz a versão dos policiais –, teve o Eric Garner em New York, e estes são apenas os que eu lembro aqui de cabeça porque foram os mais recentes. Em todos há um leve grau de ambiguidade que vai servir pra inocentar os policiais, mas este último tá difícil de ignorar o fato de que estão executando negros a torto e a direito, e por motivos completamente triviais.

A menos, novamente, que Victor White III era a identidade secreta do David Blaine.

(Sei que o zeitgeist vigente no Brasil é “fodam-se, matem todos os marginais, por mais triviais que sejam os crimes”, mas antes de ter essa reação tente compreender o absurdo que é um estado policial matando pessoas no meio da rua e mentindo sobre os detalhes do incidente — e onde isso vai parar)

carcereiro

Antes de mais nada, fica aí o aviso: as cenas do vídeo que linkarei aqui são meio fortes. Não há sangue nem fraturas expostas visíveis ou coisa do tipo, mas é uma pessoa morrendo de qualquer forma. Então se tem crianças pequenas aí na frente do computador, coloque o vídeo em tela cheia pra elas poderem ver melhor.

Markeith Council, um carcereiro americano, estava lá de boa passeando pelo presídio ou seja lá o que carcereiros (“carcereiam”?) fazem quando Shon McClain, um dos detentos, se aproximou de forma meio agressiva. Os dois começaram a discutir, o prisioneiro levanta a mão no rosto da otoridade — bad move — , e o carcereiro empurra o detento pra longe agressivamente com a facilidade de como se este fosse feito de caixas de sapato vazias.

Aparentemente ignorando o fato de que o carcereiro 1) tem o dobro do seu tamanho e 2) é um carcereiro, um oponente que vai sempre vencer um confronto com um detento — ou simplesmente achando que seu sobrenome  o imbui das habilidades do clássico personagem de Duro de Matar –, McClain parte pra cima do do Council mais uma vez, jogando os braços espasticamente em todas as direções no que eu imagino ser algum tipo de tentativa de ataque.

O oficial domina o detento com a facilidade e indiferença de alguém que está carregando um saco de lixo parciamente vazio. Em seguida, o guarda enfia o sujeito no chão, de cabeça, como se estivesse tentando encontrar um lençol freático usando para isso o corpo do detento como uma broca industrial.

A força do impacto é perfeitamente registrada pelo fenômeno de ejeção dos sapatos do coitado — algo que acontece sempre em atropelamentos e outras circunstâncias de incrível cacetada –; calculo que o impacto foi suficiente pra quebrar o pescoço do detento como se este fosse um palito de dente sendo usado pra suportar o peso de um cofre de chumbo cheio de âncoras.

O guarda, não satisfeito em reduzir o detento a uma pilha de ossos fraturados, pega o sujeito e manda o replay real time da cacetada — enfia o pobre coitado no chão novamente. E a toa, porque o maluco já passou dessa pra melhor na primeira porrada.

Legal é que o guarda em seguida põe algemas no sujeito completamente desativado — algo tão desnecessário quanto ativar o freio de mão num carro sem rodas. O detento passou alguns dias na UTI, e aí morreu.

Já o guarda foi preso, julgado, e condenado ao equivalente de homicídio culposo. Por causa das circunstâncias, o juiz o condenou a apenas 90 dias na cadeia. Na mesma cadeia em que a parada aconteceu, aliás. That’s gonna be interesting.

Agora eu jogo a bola pra vocês. O guarda tava na execução de seu serviço, sim, mas teria sido aqueles dois body slams um leve exagero…? MATAR o meliante foi justificado…? Caso faça grande diferença, o crime do carinha não era violento: ele foi pego bebendo numa parada de ônibus e com “drug paraphernalia”, que era provavelmente um cachimbo de fumar maconha ou coisa similar.

E aí? Mereceu morrer ou o guarda exagerou…? E a pena do guarda? Tá no grau, ou ele merecia algo mais severo…?

E a pergunta mais importante: estaria aquele detento na esquerda do vídeo no telefone com o Papa ou algo assim? Porque porra, tem nego morrendo ali do lado e nem assim o cara interrompeu a ligação!

parça

“Fala mais alto aí parça, é terça feira, tão matando um cara aqui do lado já”

Tenso.

prof

Você já se arrependeu de mandar aquela mensagem no Facebook? E no finado MSN? No Whatsapp? E uma SMS?

Acho que todo mundo já se arrependeu de mandar uma mensagem. Esse é o problema das mensagens instantâneas; nossos dedos são mais rápidos que o raciocínio de “eu deveria MESMO enviar isso aqui?“. Se o sujeito está embriagado então, puta merda.

Então, uma assistente de uma professora nos EUA acabou de passar pelo processo mais fodido de arrependimento de mensagem enviada. A garota ia mandar um email pra classe com respostas de um dever de casa, e acidentalmente ela enviou em vez disso um arquivo zip.

O conteúdo deste arquivo zip, como você já decifrou pelo título deste inacreditável post, eram inúmeras screenshots da garota peladíssima e sem roupas na frente da webcam, se mostrando pro namorado.

vixi

Os garotos acharam que leriam as soluções dos problemas 76 e 78 (aposto que eram inclusive os mais fáceis, o que tornou o envio desse email bem desnecessário e assim a tragédia pessoal da garota fica ainda mais irônica), e no entanto viram as peitcholas da menina — a a piroca de seu provável namorado.

Que merda. Imagina a vergonha de aparecer na faculdade no outro dia!

E antes de mais nada: a HBD Web Media e Espetinhos na Brasa condena total e completamente a cultura de “nossa, as fotos delas cairam na net, QUE PUTA“. Putaria é não apenas um fato saudável da vida — é o o mais importante requerimento para a própria vida. Você só está vivo pra falar merda na internet condenando esta garota porque sua própria mãe curtiu uma putaria há algumas décadas atrás.

Putaria é algo que todo mundo gosta e todo mundo faz; por que diabos demonizar as garotas que tornam nosso mundo mais feliz topando putaria?

Parem e pensem no mundo que vocês estão criando pra si mesmos com essa vilificação de garotas cujos momentos de intimidade vazam pro mundo.

Outrora fã quase incondicional da Apple e do seu celular carro-chefe, eu ando publicamente decepcionado com a empresa da maçã e o smartphone dela. Só não me desfaço de vez porque já aderi demais ao iEcossistema pra largar assim do nada. Suspeito que a essa altura, largar crack seria menos traumático que abandonar minhas playcounts, playlists, músicas e filmes comprados na iTunes Store e etc.

O que mais me incomoda é que o iPhone está estagnado. Em 2007, o iPhone era aquele gamechanger proverbial que REALMENTE mudou tudo. Você pode mimimizar o quanto quiser, insistir que o LG Prada já tinha tela capacitativa antes, mas a imagem abaixo é difícil de refutar:

after iphone

Entretanto de 2007 pra cá o iPhone vem estagnando lentamente como o Fiat Uno da sua mãe naquele dia em que ela jurava que tinha gasolina suficiente pra ir visitar sua tia.

Mesmo este recente iOS7, cheio de features “sensacionais” — entre uma delas apagar minha Biblioteca de conteúdo no iTunes, mas isso é história pra outro dia –, faz nada além de finalmente adicionar funções que usuários de Android já aproveitam há literalmente ANOS. Não há mais real inovação; a empresa que — como você vê na imagem acima — pautou o mercado de smartphones agora se limita a copiar, com anos de atraso, funções de outros sistemas operacionais.

iphone 5C

“E não é só isso: vamos lançar de novo o celular do ano passado mas dessa vez de plástico. E colorido!”

Eu, como ex-fã, fico puto e desapontado com o fato de que o iPhone está basicamente parado no tempo.

Só que aí o resto do mundo, que obviamente discorda de mim, compra 9 milhões de iPhone 5S e 5C. Sites especializados já podem deixar um layout com título “Novo iPhone bate recorde de vendas” pra soltar todo setembro que tá de boa.

Ou seja: os consumidores estão encorajando a Apple; talvez deixando implícito que a necessidade constante de inovação é algo do qual o público abriu mão.

Que bosta. Eu tava mantendo fé de um iPhone 6 pelo menos com tela maior, mas se as vendas dos novos iPhone servem como indicação de qualquer coisa, é que a Apple pode continuar fazendo tudo igual e a negada vai comprar de qualquer jeito.

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Anteontem o Instagram resolveu mandar o Vine, o serviço de micro-vlogging do Twitter, pra puta que o pariu.

Aliás microblogging, microvlogging… Ninguém quer inventar um MICROWORKING não? Vou pro trabalho por 15 minutos e recebo o salário normal, que tal?

Enfim. Percebendo que tem base instalada grande o suficiente para tomar o público de qualquer outro serviço se oferecer funções similares, os executivos do Facebook chicotearam seus desenvolvedores e o resultado está aí: o Instagram agora permite a gravação de vídeos de até 15 segundos (com a habilidade de aplicar aqueles filtros que vocês adoram, e capacidades rudimentares de editar a filmagem).

Lembro de outro site fotográfico que tentou implementar funções de vídeo pra competir com serviço similar: o Flickr, que há alguns anos tentou oferecer alguma resistência contra o YouTube habilitando usuários a uploadear vídeos. Adivinha qual foi a reação da galera.

Não acho que haverá esse mesmo chilique em relação aos vídeos no Instagram. O Vine condicionou a galera à idéia do microvlog, e o Instagram permitirá esse hábito numa rede maior e melhor estabelecida.

Foi bom enquanto durou, Vine!

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