Uma das coisas legais de morar no exterior é o inenarrável prazer de mostrar aos gringos algumas peculiaridades sobre o Brasil. O choque e a surpresa que eles demonstram ao serem apresentados a algumas maluquices tupiniquins servem como um excelente lembrete de que tem muita coisa maluca no Brasil que a gente aceita pura e simplesmente por falta de referencial.

Como algumas idiossincrasias brasileiras são assim desde sempre, nunca achamos estranho. Se você tivesse nascido com uma piroca na testa, e vivesse cercado de pessoas que também tinham estrovengas brotando do meio da cabeça, a falta de um estromalho na cachola é que te pareceria estranho.

piroca

Imagine se um dia eu cair numa auditoria do Fisco canadense e tiver que explicar que é assim que eu pago meu aluguel — photoshopando porcamente uma piroca na testa de uma pobre coitada

E como estamos justamente em tempos chatíssimos de eleições (que é quando pseudo-intelectuais cegamente partidaristas acreditam serem os únicos que compreendem a sociedade e como conserta-la) uma das coisas mais divertidas é apresentar minha coitada esposa ao horário eleitoral gratuito brasileiro.

É o mesmo prazer meio sádixo de ver aqueles candidatos sem qualquer tino artístico fazendo teste pra aparecer num American Idol da vida (e pagando um mico tão intenso que exposição prolongada a esses vídeos deve até causar esterilidade), com a exceção de que é bem mais deprimente porque o futuro do nosso país está em jogo — e com o agravante de que mostrar isso pra alguém de fora é uma completa vergonha nacional.

Hoje eu reapresentei a Bebba ao Tiririca. Alguns anos atrás, por ocasião da sua primeira candidatura, expliquei à minha esposa que o sujeito era um palhaço de circo (que eu mesmo conheci pessoalmente numa apresentação low budget em Fortaleza em 1997 ou 1998, antes da sua fama nacional). E adicionei que, por motivos que eu até poderia explicar a ela mas que seriam ainda mais vergonhosos pro nosso país, resolveu partir pra vida política.

Digo isso porque foi mais fácil dar de ombros e dizer “haha, que loucura né?”, do que explicar que a manobra política do partido pelo qual ele se elegeu é basicamente a versão brasiliense do cavalo de tróia. Sério, veja a ficha dos indivíduos que foram indiretamente eleitos junto com o Tiririca.

O que não deu pra omitir da explicação foram os slogans das campanhas Tiririca em 2010. Tive que explicar pra minha mulher que o palhaço (literal e figurativamente falando) essencialmente admite que não sabe exatamente qual a função do cargo pra qual concorre, mas que quando chegar lá vai não apenas aprender mas também explicar pros seus eleitores — a insinuação óbvia é que nem estes sabem o que um deputado faz, o que é verdadeiro a respeito de uns 97% da população brasileira.

A coisa toma tons Terry Gillianescos de absurdismo quando traduzi pra minha esposa que a rima “vote Tiririca/pior do que tá, não fica“:

“Ó, é o seguinte: ele está abertamente dizendo que a situação geral do Brasil é o status final, definitivo e insuperável de esculhambação. Sendo assim literalmente impossível tornar a situação pior, que diferença faz votar nele? Não tem como piorar mesmo. Ele não está oferecendo nenhuma plataforma através da qual ele melhoraria a situação — ele está simplesmente pedindo o favor de que votem nele porque foda-se afinal de contas, não tem como ficar mais errado do que já é.”

A cara da minha esposa era indescritível, e ficou pior ainda quando comentei que a candidatura dele talvez fosse anulada porque existe a forte suspeita de que o sujeito não sabe escrever.

Eu tenho certeza que no fundo ela passou os últimos 4 anos acreditando que o vídeo é uma paródia qualquer do YouTube e eu estava simplesmente me aproveitando da sua ignorância sobre o nosso país pra pregar-lhe uma peça.

Hoje revisitei o assunto, explicando pra ela que ele não apenas se elegeu, como foi além disso o segundo deputado federal com mais votos na história lamentavel da política brasileira. E que está se recandidatando, usando dessa vez piadinhas sobre o “papel” de um deputado e um trocadilho sobre o nome da capital do país:

https://www.youtube.com/watch?v=1YJB8Cze0ac

Ela me perguntou porque DIABOS alguém em sã consciência votaria nesse sujeito DE NOVO. Eu expliquei que é provavelmente o que os motivou a votar pela primeira vez — o conceito do “voto de protesto”, um processo em que o brasileiro vota no candidato mais absurdamente ridículo como uma forma de mandar uma mensagem sobre a condição internacionalmente envergonhante da nossa democracia.

Sim, confirmei a ela, é isso mesmo: no Brasil “protestamos” contra a política contribuindo mais ainda pra sua desgraça.

Penso que isso é um subproduto da estúpida obrigação do voto. Pra entender melhor quão absurdo é obrigar alguém a exercer um direito após atingir uma certa idade, imagine se fôssemos igualmente obrigados a nos casar aos 20 anos ou a comprar um carro ao chegar nos 25. Apenas num ambiente em que o sujeito é OBRIGADO a sair de casa pra votar em alguém, seja lá quem for, Tiririca e outros candidatos que usam e abusam do absurdismo em suas propagandas políticas poderiam prosperar.

Neste momento você possivelmente CORREU pro google pra me mandar este link nos comentários, que informa que o Tiririca foi eleito “um dos melhores deputados do ano”. IZZY SEU HIPSTER SUJO PAGA PAU DE AMERICANO E DESMERECEDOR DO BRASIL, você estaria digitando neste exato momento, ENQUANTO VOCÊ VOCIFERA CONTRA O TIRIRICA E SEUS ELEITORES ELE SE DESTACOU ENTRE TODOS OS OUTROS PARLAMENTARES!!!, já consigo prever seu comentário.

Em nenhum momento do seu comentário indignado você parou pra realmente ler a matéria e compreender que aparentemente a única  métrica usada pra determina-lo “melhor deputado” é “compareceu ao trabalho com mais frequência que os outros”.

Como se o melhor aluno fosse simplesmente aquele que não falta as aulas que ele tem como obrigação assistir. Imagina um funcionário exigindo um aumento declarando-se “o melhor trabalhador desta porra aqui” simplesmente porque ele comparece no escritório nos dias em que é pago para estar lá.

Tiririca não é o “melhor deputado” porríssima nenhuma; se isso for de fato verdade nosso país tá mais fodido do que imaginávamos.

Minha mulher fica chocada com o Tiririca e sua candidatura porque ela não vive num local onde candidatos do Partido da Galhofa são lugar comum em todas as eleições (aqueles clássicos que tentam se eleger usando nada senão aparências ridículas ou bordões humorísticos e tal), e onde não se “vota por protesto” também. Pra gente, Senhor Deputado Federal Tiririca nem é lá tãããão estranho.

Afinal, se tem um país que merece um político palhaço, é o Brasil.

Em sua mais famosa contribuição para a filosofia moderna, Platão falou de uma caverna onde prisioneiros vivem em escuridão, sem conhecer o mundo exterior. Por viver lá a vida inteira, eles se adaptaram às condições e interpretam o mundo apenas pelas poucas sombras e sons a que tem acesso. Os prisioneiros não acham que há NADA de errado com sua condição, e chegam a defende-la ou até mesmo atacar alguém que tente os convencer de que o mundo lá fora é diferente, e melhor.

A burocracia brasileira é a caverna de Platão.

passport

Por criticar bitcoin e liberalistas extremistas, sou visto às vezes por essa comunidade como um estadista fanboy de intervenções e burocracias. Realmente não é o caso, e compartilharei com vocês um exemplo excelente, que me afeta diretamente, de como a burocracia governamental brasileira é surreal. Não é hipérbole, é literalmente surreal. Lembrem-se desta palavra.

Como vocês sabem, eu sou cidadão brasileiro e cidadão canadense. Estou em vias de tirar, finalmente, o meu passaporte canadense. Eis a documentação necessária:

O Canadá pede pouca coisa, como se pode ver — basicamente, um documento que prove seu status de cidadão. Pode ser uma certidão de nascimento, que aqui é só um cartãozinho,  ou um certificado de cidadania, que é o que eu tenho. Em seguida, pede-se também uma carteira de identidade que traga fotografia, já que os outros dois não a tem. Tradicionalmente se usa a carteria de motorista, que é aceita no país inteiro como documento único de identificação pra toda e qualquer função.

Pronto. Isso é tudo que você precisa pra provar a eles que você é canadense. Com isso, você pode tirar o passaporte e exercer seu direito constitucional de ir e vir.

Vamos comparar com os requerimentos brasileiros, que não cabem no screenshot mas que podem ser vistos aqui.

Enquanto aqui é preciso simplesmente provar que é canadense, no Brasil você precisa de de diversos outros documentos, cada um tendo seu próprio processo burocrático, e cada um deles mais inútil que o outro — como o título de eleitor, que não serve pra votar; ou o RG junto com CPF, a redundância de dois números únicos de identificação. E não esqueçamos do alistamento militar, também — mais um papel que eu tenho que guardar pro resto da vida pra tirar futuros passaportes.

Ou seja: um monte de documento INÚTIL, perpetuados por uma máquina burocrática que nos custa MUITO caro, que complica a vida do brasileiro completamente a toa. Que limita nosso direito constitucional de ir e vir a uma miríade de condições. Só posso sair do país se… votei na última eleição, ou fui prestar contas da ausência e pagar uma multa…? Se me alistei no exército, mesmo quando isso quase sempre resulta em uma automática dispensa? Por que?

Por que eu, que moro fora do país e não sou mais afetado por sua política, continuo sendo obrigado a votar (em outra cidade, porque não há consulado em Calgary) pra poder tirar meu passaporte…?

Agora vem o tal “surreal” que mencionei antes. Como mencionei, sou cidadão brasileiro E cidadão canadense. Pra tirar meu passaporte brasileiro, eu preciso manter em dia e guardar com cuidado meu título de eleitor (porque sou obrigado a votar), meu número de CPF (eu não o tinha quando tirei meu RG, aos 16 anos — e que sou obrigado a ter pra uma miríade de finalidades), Certificado de Dispensa de Incorporação (porque fui obrigado a me alistar).

E preciso manter tudo isso em dia e guardadinho com cuidado pra ter passaporte brasileiro, pra que eu possa entrar no país em que eu nasci.

Por outro lado, pra um canadense ir ao Brasil, só precisa do seu passaporte canadense e uma cópia do itinerário da viagem. Pronto.

Aí chegamos no realmente surreal — pra facilitar minha vida/me livrar da obrigatoriedade de manter tanto documento absolutamente inútil, ou seja, PRA CONSEGUIR ENTRAR NO PAÍS ONDE EU NASCI SEM TANTAS CONDIÇÕES, eu cogito a possibilidade de abdicar minha nacionalidade brasileira, e aí aplicar pra um visto de turismo pro Brasil (que tem exatamente os mesmos 5 anos de duração). E é necessário abdicar a nacionalidade porque o Itamaraty não emite visto de turista para brasileiros.

Agora vamos tentar absorver essa informação.

Eu, um brasileiro por consanguinidade e nascimento, preciso encarar tanta burocracia pra obter o FAVOR de visitar meu país (que deveria ser um direito incondicional e inalienável), que pra mim é infinitamente mais fácil abrir mão da nacionalidade brasileira, e pedir este mesmo favor COMO UM ESTRANGEIRO. Em vez de ficar provando que eu sou eu, por meio de inúmeros documentos arcaicos e redundantes, e mante-los desnecessariamente… eu posso entrar como gringo tendo que providenciar apenas uma cópia do meu itinerário de vôo.

Ao perder a nacionalidade brasileira eu não preciso mais ficar guardando um monte de papel inútil, votar ou justificar voto, etc. Entro com mais facilidade do que um nativo. E pra esculachar de vez, entrando no Brasil como gringo, até a fila que eu pego pra passar pela Polícia Federal é menor.

E chegamos ao mito da caverna. Quando expliquei esse problema aos meus compatriotas no Twitter (e que fique claro, é apenas a ponta do iceberg de burocracia perpetuado porque essa máquina emprega muita gente), fui atacado por vários. Disseram que é “frescura” minha. Que é só guardar esses documentos todos/renova-los/tirar segunda via quando preciso, qual o problema? Qual o problema do país te exigir um monte de processos desnecessários, e gastando dinheiro público no processo? Inúmeros realmente não acham que toda essa documentação é exagerada ou desnecessária. Que era implicância boba minha.

Como imigrante que mora em um país sem tanta complicação há 11 anos, me sinto voltando a caverna pra explicar como as coisas são melhores lá fora, apenas pra ser hostilizado.

Fui até xingado. Tentei mostrar DIVERSAS vezes que outros países, como os EUA ou Canadá,  permitem seus cidadãos exercerem o direito de ir e vir (o que é um passaporte senão O documento que encarna esse conceito?) com uma fração dos empecilhos que o Brasil exige. Nos EUA, aliás, você pode tirar passaporte com um ÚNICO documento — Certificado de Naturalização.

Alguns de vocês estão perdidamente acostumados com burocracia que já a encaram como um fato normal da vida. Teve gente que falou que eu estava chilicando por bobagem, porque os documentos que o Itamaraty pede pra emissão de passaporte são “documentos ‘normais’ que você precisa pra sair na rua”.

Pra você ter uma idéia, você sabia que existem DEZ documentos que provam o status militar de alguém? Você consegue imaginar 10 documentos que provem seu estado civil, ou se você tem habilitação pra dirigir um carro, por exemplo? Por que seriam necessários tantos…? Por que não poderia haver UM documento…? Isso é mais um pequeno exemplo do inchaço da nossa burocracia orwelliana (com a exceção de que o governo da Airstrip One era mais eficiente).

Acho que é porque não conseguem perceber que parte do dinheiro que falta pra escolas, faculdades, hospitais e polícia tá indo pra um maquinário burocrático LITERALMENTE inútil.

[ Update ] Inacreditavelmente, tem gente defendendo a burocracia brasileira nos comentários. Isso se chama “Síndrome de Estocolmo”.

Não sei nem como fazer uma introdução pra esse vídeo. Não é o primeiro vídeo dessa categoria que vejo no youtube, e certamente não será o último. Toda vez que alguém me manda um vídeo desses, o sangue ferve.

[youtube]

Essa macaquice é um dos bons exemplos de porque eu não gosto de intercambistas e turistas. Esse é o tipo de merda que essa gente vai fazer fora do país.

Imigrantes geralmente tentam se adequar às práticas e costumes gringos, se assimilar à cultura estrangeira. A missão do imigrante é compreender o zeitgeist do seu novo país, captar as pequenas deixas que o informam a respeito da forma que a sociedade gringa espera que nos comportemos. A gente tenta agir como os próprios gringos, ou até melhor do que eles mesmo se comportam.

Afinal, compreendemos que estamos aqui por privilégio, não por direito. Você pode ver um nativo fazendo merda, cometendo crime, etc e tal, mas MUITO RARAMENTE você verá um imigrante fazendo esse tipo de coisa. Só a gente sabe o quão difícil foi se estabelecer no novo país, e a gente não quer perder essa benção — ter permissão pra morar no exterior legalmente — por besteira.

Já turista e intercambista… Essa gente acha bonito fazer algazarra em público e pior, quase sempre anunciando sua nacionalidade aos berros, ou pior ainda, empunhando a bandeira nacional. Ou seja, mesmo que a barreira da língua proteja nossa reputação e o gringo não compreender o “é Brasil caralhooooo“, a bandeira resolve.

E depois nego não entende por que é tão difícil tirar visto pro exterior. Tem mais é que fechar todos os consulados no Brasil e deixar essa macacada fazendo suas estripulas em solo nacional mesmo, e que o único contato que a comunidade global tenha com esses desgraçados seja quando forem passar férias no Brasil, tal qual  a gente só vê macaco jogando merda um nos outros quando vai ao zoológico.

E pior é que tem retardado que acha isso bonito, que vê algazarra como evidência da espirituosidade do povo brasileiro. Putaqueopariu.

Antes que nego mal amado e com complexo de inferioridade dê chiliquinho, vou deixar algo bem claro: eu amo o Brasil.

Parece contraditório, considerando o quanto eu já critiquei a cultura e o povo brasileiro neste blog, mas é a pura verdade. Eu amo minha terra natal. Sinto uma certa saudade do nosso jeito de ser, da nossa língua, da minha família, das raízes, manja?

Olha só, vou te provar de uma forma prática o quanto eu amo meu país. Isto é o que estarei pagando pra ir ao Brasil agora em abril:

Só pra contextualizar: 4323 reais, de acordo com a cotação de hoje

Mesmo que eu não fosse pagar a passagem da minha mulher — ai, minha carteira… –, ainda estamos tratando de uma cifra de quase 1300 dólares. Isso pra não contar as DUAS conexões (Houston, São Paulo) e um total de 22 horas de vôo. Pra ir ao Brasil passo praticamente um dia inteiro dentro dum tubo de metal viajando a 600 km/h, a dez quilômetros de altura, que pode explodir a qualquer momento.

Digamos que ao invés de passar férias na minha amada cidade natal, eu decidisse ir a, sei lá, Cuba. Meu irmão e meus pais já foram lá (aliás, esquece, meu pai foi pro México na verdade), ficaram em hotéis fodíssimos, e sempre recomendam o local.

Este é o preço de um pacote de viagem de uma semana em Cuba, que inclui comida e estadia num resort cinco estrelas.

Com os impostos, não dá nem mil dólares. O vôo é direto de Calgary pra Cuba, demora apenas 6 horas. Chego no país e em questão de 30 minutos tou na piscina do hotel.

O que tou querendo mostrar pra você é que eu gasto uma nota federal pra ir ao Brasil todo ano porque sinto falta do meu país. Apesar de qualquer coisa, ser brasileiro é uma parte irremovível de quem eu sou. E isso é mair amor pela pátria do que muitos de vocês que acessam esse site provavelmente sente (o que mais ouço quando aviso que tou indo passar férias aí é “caralho, por que diabos você quer voltar pra cá?”).

Ok. Tendo dito tudo isso, é inegável que NOSSO PAÍS É UMA VERGONHA. E eu já presenciei tanta desgraça que aflige nosso país que resolvi documenta-las aqui nesta pocilga digital, como registro histórico. E esta é a primeira história.

Então, tem esta mulher, né? Ela comprou um carro da Renault, e o carro nunca funcionou. Ela tentou entrar em contato com a fabricante, sem sucesso — eles aparentemente sugeriram que ELA consertasse o carro por conta própria.

A mulé, sem recursos, resolveu usar seu direito de liberdade de expressão pra veicular sua frustração com a situação. Ela criou um perfil no tuiter (onde ela iria, subsequentemente, xingar muito no), uma conta no youtube, e um site entitulado “Meu Carro Falha“.

Sabe o que a Renault fez? Processou a mulher. E ganhou.

Ela se viu obrigada a remover da web todo o conteúdo contra a montadora, sob ameaça de multa diária de R$ 100.

Sério, uma putaria dessa me enche o coração de fúria. Como demônios o juiz decidiu dar razão à montadora ao invés de permitir à mulher lesada seu direito básico de se expressar é um mistério pra mim. Manjo nada dessas porras, coleguinhas juristas, defendam a decisão aí nos comentários. Suspeito que tem algo a ver com uso indevido de imagem, passei perto?

O nosso jurídico é historicamente retardado no que diz respeito a lidar com conflitos internéticos. Esse é só mais um exemplo disso.

Nosso país é uma vergonha.

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