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Sobre a merda toda entre a Palestina e Israel

Postado em 16 July 2014 Escrito por Izzy Nobre 38 Comentários

Há algum tempo estou sendo cobrado uma opinião sobre a mais recente confusão no Oriente Médio entre o Estado de Israel e o Hamas. Não sou nenhum especialista em política externa e é possível que eu fale um monte de merda aqui que será corrigida com brilhante eloquência por um comentador com alto calibre no assunto. É o risco que eu aceito correr nessa “profissão” de opinador de internet.

israel

Vamos lá. Como vocês devem saber, o pau tá quebrando lá por aquelas bandas de novo. Não é novidade: a situação é tensa lá há décadas, muito antes de nossos pais nascerem, e infelizmente é provável que continue assim muitas décadas após a nossa morte. Guerra no Oriente Médio já virou parte do nosso folclore contemporâneo.

A versão resumida da história é que Israel se instalou na região após a Segunda Guerra, e o povo palestino (e o mundo árabe em geral, por proxy) é contra isso. Israel teve apoio Ocidental, e por isso acabou se desenvolvendo como um poderio militar sem similares na região — e que claramente não tem muitas ressalvas sobre usar esse poderio pra revidar os ataques do Hamas, e de quem mais se atreva.

E é justamente dos tais ataques que eu queria falar, especificamente. Percebo atualmente, de uma forma que eu não notava há uns 10 ou 15 anos, um apoio político/social bem maior do povo e causa palestina. Talvez porque não tínhamos os mecanismos para opinar publicamente, talvez porque recebíamos notícias de fontes mais limitadas na época (Jornal Nacional versus uma MIRÍADE de sites e vídeos noticiosos de outros países, caso você fale alguma língua além do português), mas hoje é BEM comum ver pessoas apoiando a Palestina de uma forma que eu jamais vi quando era mais novo.

E acho que isso é bom. Mostra que estamos tendo mais informação do que naquele tempo, e que estamos mais alertas em relação ao conflito. E a causa palestina (do POVO palestino, que fique bastante claro) MERECE apoio. Mas voltando aos ataques e, mais importante, às mortes resultantes.

Graças às mídias sociais, podemos ver a realidade não-filtrada do conflito. Prédios destruídos, civis mortos ou deformados, aquela desgraça clássica que ilustra matérias sobre a situação, mas bem mais rápido e em muito mais abundância que o pouco que víamos nos jornais 10 anos atrás.

E essas imagens geram o principal argumento contra o Estado de Israel — elas ilustram, argumentam os críticos, a carnificina que o país promove. E não há como refutar que matar quase duas centenas pra revidar contra ataques de foguetes que quando muito matam um é realmente desproporcional.

Mas, como tudo nesse mundo, a situação não é tão fácil de resumir assim. Existem elementos em jogo aqui que alguém disposto a simplesmente criticar um lado ou o outro com uma afirmação simples e categórica (“Israel mata mais que a Palestina, logo, é tudo culpa deles!”) está ignorando.

O Hamas é, acima de tudo, uma organização terrorista, racista, facista, e sexista. Pra você ter uma noção do nível de revisionismo histórico que eles empregam, o Hamas é contra dar aulas sobre o Holocausto em escolas da Faixa de Gaza. Seus líderes negam que ele sequer tenha acontecido.

Não há também liberdade de expressão ou de imprensa — dois importantíssimos pilares da democracia, diga-se de passagem.

E o que é mais trágico: faz parte do modus operandi do Hamas instalar plataformas de lançamentos de foguetes em proximidades de áreas populadas, como mostra o vídeo abaixo (e inúmeros outros):

Isso é deliberado, a propósito — a idéia é justamente atacar com impunidade, na esperança de que a parte agredida se constrangerá em revidar fogo quando que efetuou o disparo se esconde no meio da população.

E aí que tá. Quando Israel resolve retaliar ao ataque (como uma nação soberana, completamente cercada por países que a odeiam, poderia levar mísseis na cara e não fazer algo a respeito…? Que nação no mundo inteiro NÃO retaliaria…?),  num esforço pra diminuir as vítimas elas ligam pra regiões que irão bombardear com antecedência, avisando a população da iminente destruição para que tenham tempo de evacuar a área.

Essa “cortesia” não seria necessária, a propósito, se o Hamas obedecesse convenções de guerra que proíbem a prática de se esconder no meio de civis; acontece que a idéia deles é justamente (explicitamente) usar a população como escudo humano.

Agora, olha a merda. A IDF avisa pra galera (por rádio, panfletos soltos por aviões e até mesmo telefonemas) que vai retaliar contra ataques terroristas, e que eles precisam evacuar a região; o Hamas vai e fala pra galera ficar quietinha onde estão; que é “blefe” dos israelenses. Como seus dirigentes não valorizam tanto assim a vida, nem mesmo a vida de palestinos, vêem a morte como lucro espiritual e principalmente, político.

E ESSE é o ponto que eu não estou vendo ninguém comentar. Tá vendo a imagem abaixo?

Se algo serve como consolo é o fato de que as coisas tem se acalmado nos últimos anos!

Talvez você tenha visto essa:

palestina2

É inegável que Israel está provocando mais casualidades contra a Palestina, do que o contrário. A parte realmente desgraçada da equaçao é que é exatamente isso que o Hamas quer.

Para o próprio Estado de Israel, ou para qualquer pessoa que condene a ação militar israelense no solo palestino, esses números são uma desgraça nacional, uma vergonha indefensável.

Já para o Hamas, é a concretização da cartilha terrorista seguida pelo próprio Bin Laden — ataque um inimigo poderoso, e se esconda no meio de civis (ou seja, deliberadamente os colocando em perigo). Se o inimigo alertar a população sobre o iminente contra-ataque, convença-os a continuarem servindo de escudos-humanos. O inimigo então gastará tempo e dinheiro detonando os inocentes tentando te pegar, e com isso você fortalece a própria base ideológica podendo apontar para os agredidos e dizer que são ELES os reais facínoras.

Esses números não são vistos como o Hamas como uma fatalidade (como eu, você, e sim, o próprio Estado de Israel vê), e sim o resultado esperado de uma estratégia deliberada. A reação internacional forte condenando Israel é o real objetivo destes ataques débeis.

A vida humana é secundária à agenda política de grupos terroristas, e essa vida humana nem sempre precisa ser do inimigo. Às vezes provocar a morte da própria população serve também.

Israel tá cometendo cagadas na região desde que foi colocado lá por fruto das circunstâncias do final da Segunda Guerra, isso é inegável. Paz só ocorrerá no local quando/se Israel finalmente abrir mão dos territórios ocupados e reconhecer o Estado Palestino.

O povo palestino merece dignidade e segurança, e mais importante, um governo que não cometa ações deliberadas pra trocar suas vidas pela propagação de sua agenda política.

No livro The Osama bin Laden I Know, o jornalista inglês Peter Burgen explica que o real plano do Bin Laden não eram os 3000 mortos no World Trade Center, aquilo era um “bônus”. A real idéia por trás do Onze de Setembro era jogar a isca para que os EUA se enfiassem naquela guerra no Afeganistão, onde o país desperdiçaria recursos sem um fim claro e mais importante, seriam condenados pela comunidade internacional por brigar com alguém “menor”. Michael Scott Doran fez o mesmo argumento no artigo Somebody Else’s Civil War — a idéia era matar indiretamente civis no Afeganistão, o que geraria condenação global dos EUA e mais importante, do mundo islâmico em geral, e assim fortificar sua própria agenda.

O Hamas segue a mesma cartilha, ao custo de vidas inocentes israelenses E palestinas. E Israel, por sua parte, bem que poderia fazer esforços MAIORES pra aplacar a ira do mundo islâmico. É difícil mensurar quem está “mais errado”, ou quem poderia fazer mais pra resolver a situação, mas numa situação complicada como essa, eu tenho a tendência de ficar do lado que exerce democracia.

Democracia é o pior método de governo, com exceção dos outros, já parafraseava Winston Churchill — e eu concordo. Eu não acho que um governo que usa morte dos próprios cidadãos como moeda política (“olha que coisa indignante Israel fazer exatamente o que nós planejamos deliberadamente que eles fizessem!”) seja a melhor escolha, ou uma digna de apoio.

Os palestinos merecem algo melhor. É uma pena que a cagada já tá feita, e que a retórica e o governo do Hamas é cada vez mais fortalecido pelas matanças de retaliação de Israel, então tá tudo fodido mesmo.

Como planejava Bin Laden contra os EUA, por mais que Israel esteja se defendendo legitimamente ele cai na arapuca do Hamas, reage desproporcionadamente, mata gente inocente, e se fode perante a comunidade internacional. É um jogo em que todos perdem.

E você achando que a política no nosso país era podre.

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comments

Categorias: papo sério

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 32 anos, também sou conhecido como "Kid", e moro no Canadá há 13 anos. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas, e sobre notícias bizarras n'O MELHOR PODCAST DO BRASIL. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

38 Comentários \o/

  1. says:

    Alguém realmente acredita que um dia não existirá mais nenhum grupo radical islâmico?
    Alguém realmente acredita que não haverá mais nenhum ataque ao ocidente como o 11/09?

    A missão desse povo é um só: ou eles ou nós!

    Olhem o território dos muçulmanos! Pq não entregam as terras a Israel? Ali não existe país nenhum, eles são um só povo. Pq não acolher seus irmãos em seus países e buscar a paz…?

    Nunca haverá trégua! Isso nunca vai acabar!

    O ocidente sempre estará em risco, junto com Israel.

    Realmente, você acreditam que esses grupos radicais não possuem apoio dos moderados? Acham que um dia eles vão ir para a praia e relaxar?

    É… Só mais uma guerra mundial para resolver tudo isso… E espero que o Brasil fique do lado do ocidente…

    Ou alguém acredita em uma solução com apertos de mãos?

    Inocente… ^_^

    • Carlos says:

      É por aí mesmo…

      E o que o Izzy disse é inocência: “Paz só ocorrerá no local quando/se Israel finalmente abrir mão dos territórios ocupados e reconhecer o Estado Palestino.”

      Paz para os muçulmanos será somente quando eles exterminarem os Judeus. A desculpa agora é a Palestina, a ocupação… Mas voltem no tempo, vejam lá no início como foi…
      Depois será a guerra contra o ocidente, e o seu modo de vita desgraçado, claramente promovida, pregada e proclamada em nome de se fazer de todos do mundo muçulmanos. E não achem que o Brasil escapará deles não, muito pelo contrário! Sendo aqui praticamente a terra da putaria!

      Os Judeus são até tranquilos, pq eles poderiam fazer igual aos árabes, e sem falhar, tentar fazer dos árabes extintos. E eles conseguiriam! rs

      Um muçulmano não é confiável, simplesmente até por eles matarem uns aos outros… Imaginem…

      Deixo aqui a entrevista do Benny Morris ao Roda Viva, muito boa:
      https://www.youtube.com/watch?v=Ko6VKUMVL30

      E o vídeo do Cauê que ficou massa também!
      https://www.youtube.com/watch?v=PX23ue3vxEA

      .

      Agora falta o seu vídeo aê Izzy, depois desse texto gravar um vídeo não é nenhum trabalho. 😉

      • João says:

        É isso mesmo. A guerra dos muçulmanos não é só contra Israel, é contra Israel e qualquer coisa “ocidental” (ONU, EUA, cristianismo, Igreja Católica, democracia liberal, capitalismo etc)

        • Clara says:

          Dá para simplificar ainda mais, só com uma pergunta: “Existe a possibilidade de acordo com mulçumanos?”

          Infelizmente não, não há nenhuma possibilidade de acordo com o povo islâmico. Eles possuem a missão deles e pronto, eles irão seguir nisso enquanto eles existirem como nações.
          Acho que só mesmo se a cultura ocidental os contaminar, o que será impossível.

          Nesse assunto do texto e em todo o mais: mulheres, gays, ateísmo etc.

          Não há jeito. Não há acordo, não há negociação com o Islã.

          Vídeo brinde: ?t=7m36s" rel="nofollow">?t=7m36s

        • Clara says:

          Dá para simplificar ainda mais, só com uma pergunta: “Existe a possibilidade de acordo com mulçumanos?”

          Infelizmente não, não há nenhuma possibilidade de acordo com o povo islâmico. Eles possuem a missão deles e pronto, eles irão seguir nisso enquanto eles existirem como nações.
          Acho que só mesmo se a cultura ocidental os contaminar, o que será impossível.

          Nesse assunto do texto e em todo o mais: mulheres, gays, ateísmo etc.

          Não há jeito. Não há acordo, não há negociação com o Islã.

          Vídeo brinde: ?t=7m36s" rel="nofollow">?t=7m36s

  2. Ana Dias says:

    Sem contar que o próprio Talibã está cultivando e produzindo heroína para vender aos europeus, e viciando os muçulmanos no caminho, por tabela. E também imprime em bombas um “made in USA” e atira elas contra os povos islâmicos que não aderem ao extremismo.

  3. Knux says:

    O problema é que Israel já tentou devolver territórios, a própria faixa de Gaza é resultado disso. O que o Hamas fez? Usou como nova plataforma de ataque.

    Eles não querem parte da terra, eles querem a terra toda, sem nenhum judeu dentro. Como que negocia com um treco desses?

  4. Edu says:

    1 -- O Hamas está bem longe de ser fascista ou do extremo radicalismo (informe-se sobre o ISIS). Está no poder eleito de maneira democrática. Israel não aceitou essa vitória e isolou Gaza até de ajuda humanitária (pesquise sobre a flotilha). Preferiu transformou aquilo em um gueto, com direito a um muro que lembra muito o de Berlim. Aliás, muito do apoio popular ao Hamas se deve ao seu trabalho de caridade. Em uma terra com taxa de desemprego em 40%, onde vê sua terra sendo perdida e sua família e amigos sendo mortos e mutilados não é de se estranhar o apoio popular. Aliás, o Fatah (o grupo do falecido Arafat) e o Hamas se pegam vez ou outra na disputa interna Palestina.

    2 -- Aliás, você ignora os assentamentos judaicos feitos em terras palestinas. Tanto Gaza quanto Cisjordania. E que sob o argumento de proteção a esses assentamentos, existem milícias e o próprio exército de Israel em pleno território palestino.

    3 -- Gaza é uma das áreas mais densamente povoadas do mundo, logo não há muito para onde correr. E se você apóia a causa, por qual razão correr? Se tu não morrer nesse ataque, vai morrer no próximo. Não faz muita diferença.

    4 -- Israel já algum tempo se intitula estado judeu. Ora, judaísmo é uma religião. Isto é, Israel converteu-se em uma teocracia. Só se é um verdadeiro cidadão de Israel se você descende de algum hebreu que professa o judaísmo e que tenha retornado a Israel após a segunda guerra mundial. As minorias são excluídas, cidadãos de segunda classe. E se não há muitos protestos, é porque por pior que seja sua situação a sua vizinhança está mil vezes pior.

    5 -- Não é verdade que Israel esteja cercada por inimigos. Eles possuem tratados de paz com Egito desde os anos 70, e salvo engano com a Jordânia também.

    6 -- As forças de defesa de Israel (incluindo o MOSSAD) já se provaram competentes o suficiente para eliminar e vingar atentados cometidos contra judeus mundo afora. E sem todo estardalhaço de bombas. Por que não usam o mesmo método contra o Hamas? Simples, porque Israel está viciado em guerra. Há um convencimento político da guerra e da economia de guerra, com movimentação da industria de defesa e do auxilio direto e indireto dos EUA.

    7 -- O Hamas não é um grupo armado de um país soberano, logo não espere táticas convencionais. Se houvesse real interesse em elimina-lo, usariam outras táticas do que bombardeios com toda a retroalimentação do ódio que isso gera.

    Enfim, existem muitos pontos ainda a serem abordados, e não vai ser em um blog que sequer tem como assunto principal política externa que dará para resolver os problemas do mundo 🙂

    • Izzy Nobre says:

      Vamos lá!

      1) O governo ser eleito não significa que ele não é fascista. Hitler foi eleito, Mussolini idem. Dei links que sustentam minha acusação de ser um governo facista. Você os leu?

      2) Do meu artigo:

      “Israel tá cometendo cagadas na região desde que foi colocado lá por fruto das circunstâncias do final da Segunda Guerra, isso é inegável. Paz só ocorrerá no local quando/se Israel finalmente abrir mão dos territórios ocupados e reconhecer o Estado Palestino.

      Você sequer LEU?

      3) Isso não é justificativa pra montar foguetes do lado de mesquitas, hospitais e escolas. Aliás, esse argumento é pífio visto que o Hamas admite abertamente a prática de se esconder entre os civis/usa-los como escudos humanos (algo condenado pela convenção de Genebra).

      4) Israel é uma teocracia apenas teoricamente se você quer usar esse contorcionismo semântico pra forçar essa nomenclatura. Na prática é um estado democrático que não é comandado por autoridade religiosa E permite o livre exercício de religião.

      5) Existem mais países na região além de Jordânia e Egito, e “cercado” não significa literalmnete “dividindo fronteira”. Atente a lista de países na região que não tem relações diplomáticas ou sequer reconhecem Israel como país:
      http://en.wikipedia.org/wiki/Foreign_relations_of_Israel

      6) Exemplos…?

      7) Isso é como dizer que o sujeito não é cidadão de um país, logo não precisa cumprir as leis do país, logo pode tocar o puteiro. Acho estranho alguém que relativize/dê legitimidade a um grupo que usa civis como escudos humanos porque “ah mas não são um governo ~de verdade~ então tá de boas”. Executar uma ação que você SABE que resultará na morte indireta de alguém é homicídio culposo, por que o Hamas é inocente então?

      Se você acha que eu escrevi esse artigo na esperança de “resolver os problemas do mundo” você tem problemas cognitivos.

      • Sam says:

        Izzy, vc esta argumentando contra um analfabeto funcional. Um problema bem grave no nosso pais.

      • Edu says:

        1 -- Eu não vejo fascismo no Hamas. Sério. E não é pelo fato de ser eleito democraticamente. Deveria ter deixado isso mais claro. Ter sido eleito democraticamente é apenas um ponto.

        2 -- Existem dois tipos de ocupação. A político-militar, que modificou e torna quase impossível a volta das fronteiras como estabelecido pela ONU no pós-guerra. E existe a mais lenta e indolor que é a criação das colônias, espécie de conjuntos habitacionais turbinados no território que sobrou aos palestinos. Tanto essa diferença é verdadeira que se cogita voltar as fronteiras do final dos anos 60 com demolição de diversas colônias e em todo inicio de conversas se fala do congelamento da criação de assentamentos.

        3 -- Eu quis chamar a atenção que boa parte da população de Gaza não se importa em continuar lá e de servir de escudo humano.

        4 -- Não é permitir o livre exercício de religião que torna o estado teorético ou não. O Irã mesmo tem representação parlamentar das minorias reconhecidas e eleições e não deixa de ser uma teocracia semi-ditatorial. E não consta que precise ser católico para ir ao Vaticano. https://en.wikipedia.org/wiki/Religion_in_Israel#Secular.E2.80.93religious_status_quo Sem falar da presença de partidos ortodoxos (incluindo algumas vezes chegar a participar do governo), da grande influência rabinica com suas ideias de Israel eterno e que pensam exatamente como os aiatolás sobre submissão da lei secular à lei divina etc…

        5 -- Sim. Apenas chamei a atenção para a posição de dois dos países mais relevantes da região.

        6 -- Sério? Existem inúmeras operações do Mossad. As mais famosas são a de caça a nazistas e aos responsáveis pelo atentado das olimpíadas de Munique. Penso que seria mais eficaz uma operação neste estilo que desse um golpe final e simultâneo nas lideranças do hamas. Mas como não é interessante.

        7 -- Não disse em momento algum que Hamas é inocente de nada. Muito menos endossei a visão de mundo deles. O máximo que disse foi que eles não são fascistas. Aliás, o palavrinha usada a torto e a direito hoje em dia. Só coloquei alguns pontos a mais que faltaram.

        Sério que você levou a sério meu ultimo ponto? Foi uma piada. Até coloquei a carrinha feliz.

  5. Vinícius Martarello says:

    Realmente é uma situação difícil demais pra pessoas comuns como nós bolarem planos pra resolver. :/

  6. Daniel says:

    Me sinto um imbecil pq jamais consegui entender essa merda toda, só sei de uma coisa, não tenho a menor curiosidade de conhecer um lugar desses, o máximo que tenho vontade de ir no oriente é o Japão e Dubai.

  7. André says:

    Kid, vc podia ter postado uma foto dessas pra explicar melhor: http://4.bp.blogspot.com/-XbV6jckty8Y/UaTm5G3VYII/AAAAAAAANWw/rgh-0HjUsKY/s1600/Palestina-707889.jpg

    Pq dizer que Israel se “instalou na região” não descreve a realidade.

    Israel tirou a Palestina do mapa, literalmente. Basicamente não existe mais Palestina. Esse povo que tá lutando ainda é uma meia duzia de azarados que sobrou e nos proximos anos devem ser eliminados por Israel. Se brincar, ainda esse ano, pq se eles quiserem, em uma semana eles acabam com que o pouco que sobrou.

    • Izzy Nobre says:

      Qual parte do…

      “Paz só ocorrerá no local quando/se Israel finalmente abrir mão dos territórios ocupados e reconhecer o Estado Palestino.”

      …você não entendeu?

      • André says:

        Ok, mas vc falando “territorios ocupados” continua não descrevendo a realidade da situação, que foi o meu ponto ali.

        Quem não conhece a história geografica da região COM TODA CERTEZA não vai imaginar que os “territorios ocupados” seriam, na verdade, pratica todos o território da Palestina.

        E a informação mais importante que a foto passa não é a de que territórios foram ocupados, mas sim que o Estado de Israel praticamente tirou a Palestina do mapa e que agora os palestinos estão encurralados e proximos da extinção (que nesse ritmo não deve demorar muito pra acontecer).

        Isso sem falar que, se “instalou na região” obviamente quer dizer que “terriorios [foram] ocupados”, então vc falar isso não adiciona informação nova alguma. Não teria como Israel se instalar na região ter ocupado territórios. LOL.

        No mais, a sugestão continua de pé. Colocar esse mapa ajudaria o pessoal a conhecer melhor o que tá acontecendo por lá.

        • Eucara says:

          Andre, vc falou Merda!
          Desculpe o palavrão, mas é o que melhor descreve!
          A foto que vc colocou é mentirosa pra car@#$%!
          Primeiro pq nunca existiu um ESTADO palestina. esse nome é o nome do território, que aliás, tem origem judaica!! Vem do aramaico plishti(assim era chamado na época da “guemará”) e que foi traduzido ao grego Palestinae e em seguida pelos romanos para palestina.
          Segundo que o seu argumento sensacionalista de que ISrael vai “eliminar” meia duzia de gatos pingados que sobraram e etc…
          De fato Israel teria poder bélico para dizimar toda uma população em dias, mas não sei se o senhor sabe, mas morreram menos gente durante TODO o conflito entre Israel x Árabes(desde 1913 -- 2015 foram 37.548 de acordo com o pew research center de ambos os lados!) do que por exemplo em um ano no Brasil pela violência!(aprox. 55 mil).
          A sua intenção era qual? fazer algum desinformado pensar que estão em extinção iminente?? 4.5 milhões de pessoas? vc só pode estar brincando né?
          Segundo ponto, de fato não existem territórios acupados! O nome mais correto de acordo com as leis internacionais de guerra, são territórios em disputa, já que o território da cisjordânia, era controlado pela jordânia até 1967 e foi perdido na guerra quando a jordânia atacou Israel. Portanto, o País dos árabes(jordânia) e o país dos judeus(Israel) deixaram o território com o status “em disputa” do ponto de vista legal, porem de acordo com a ONU, nas ultimas décadas, a bancada árabe tem forçado cada vez mais resoluções para reverter o resultado da guerra.
          quanto a vc dizer que Israel tirou a palestina do mapa, é que nem dizer que o Brasil tirou o pantanal do mapa!! viu como não faz sentido o que vc diz! isso é falta de conhecimento geográfico e histórico.
          Quanto ao tal mapa que vc tanto insiste e que todo o estudioso sério do assunto ri quando olha pra ele de tão manipulador e sensacionalista, eu o desafio a detalhar com fontes históricas
          ponto a ponto desta ta sequencia de mapas o porque dos nomes, e aquem pertenciam os territórios em cada um deles e ainda preencher com outros anos chaves que faltaram como 1973 e 1979.
          Enfim, manipula aquele que já perdeu a razão, portanto se o seu objetivo era fazer militância contra Israel, o tiro sai pela culatra quando as pessoas passam estudar o assunto a sério!

  8. Fábio Alves Corrêa says:

    Mais um videozin que explica o conflito e porque é difícil resolver essa bagaça: https://www.youtube.com/watch?v=T3Q7YxDcp2o . Resumindo: um lado quer o outro morto. Só vai acabar com a morte de todos os membros de um dos lados.
    Tem até nego defendendo entregar bombas nucleares para ambos os lados a fim de agilizar o processo.

    • VCR says:

      Vídeo mais que tendencioso. O cara é judeu e conhecido por defender Israel (claro), ou seja, só um “pouco” parcial, não é? O cara quer jogar a culpa de toda a merda que acontece na região nos árabes/palestinos, inocentando completamente Israel. Aliás, acho que isso ilustra bem o porquê dessa guerra: não há negociação sensata com esse tipo de gente (de ambos os lados).

  9. João says:

    Você começou a história pelo seu fim. Na verdade a história tem um aspecto religioso-teológico muito forte. Israel não sairá de lá nunca, pois eles acreditam que aquela terra foi dada à Abraão e sua descendência pelo próprio Deus.

  10. Gustavo Alves says:

    É nessas horas que temos que dar glórias por morar na “bosta” do Brasil como muitos gostam de denominar, nesses momentos a “bosta” se adaptaria perfeitamente para as pessoas vivem sem paz no aguardo de uma sirene para evacuação, devíamos ser um pouco, apenas minimamente gratos por viver em um país que não há guerras com semelhantes, que não há desastres naturais e que o seu único problema são os ocupantes do mesmo.

    • Paulo says:

      Não é porque existem países piores que o nosso que não podemos reclamar.

      Se fosse assim, só o pessoal que mora no Congo é que poderia reclamar (com o IDH de 0,304).

      E sim, dado o potencial que o país tem, somos sim um país de bosta pois, como você disse, não temos desastres naturais, não temos guerras e recursos abundantes e, mesmo assim, não saímos do lugar.

      • Gustavo Alves says:

        Concordo parcialmente com você e sim, acho certo reivindicar oque é nosso por direito perante aos impostos que pagamos, o que quero dizer é que devemos ser gratos pelo que temos atualmente, pois ele é o sonho de consumo de quem tá na merda e por hora a nossa merda é um pouco melhor que a deles, porém a nossa merda e a merda deles é um pouco diferente, estamos na merda por falta de recursos essenciais para o ser humano evoluir (hospitais, escolas, segurança e etc), eles estão em guerra, porém eu prefiro ficar nessa merda aqui do que viver com o cu na mão lá. Abraços amigo.

    • Marcel says:

      O Brasil é um país de bosta não porque é ruim, mas porque é medíocre, o que é pior que ser ruim, porque quando está ruim pode melhorar, com vários exemplos (Japão, Alemanha,Coréia do Sul), mas quando se é medíocre tende a se continuar na mediocridade.

      • Gustavo Alves says:

        Falou bem, o Brasil não é ruim, é medíocre, mas não pelo sentido de difamar o país, mas sim no sentido de que esta parado no tempo, não avança, chegamos no máximo e no mínimo do nosso país, mas não culpemos apenas um, muitos são os culpados, desde o governo estúpido que aplica alíquotas absurdas sobre os itens vendidos dentro do país até o cara que não devolve o troco errado da padaria.

  11. Sylvia says:

    O melhor texto que eu li sobre o assunto!

    O pessoal vê Israel como o grande vilão, mas se esquece da situação complicada que o país se encontra (e se encontraria, caso não revidasse). Esquecem-se que, quando os judeus começaram a se instalar ali, também sofreram muito com repressões palestinas. E, esquecem-se também que, se Israel não fosse aliado dos EUA, já teria sido bombardeado de todos os lados há muito tempo.

    Como você disse, a grande cagada deles é que eles querem combater terroristas com a mesma tática terrorista! Não sei o que os caras pensam. “Ah, ele matou um dos meus, então vou matar 200 deles, porque assim eu mostro que eu estou certo”.

    Eu acho que a única solução para isso seria se Israel desse a terra da Palestina logo, desse o braço a torcer, e assim invalidasse os argumentos do Hamas. Mas, acho difícil disso acontecer =/

  12. Marcus says:

    É um pecado você falar do conflito Israel/Palestinos sem falar sobre o movimento político chamado Sionismo. Assista esse documentário, Izzy. https://www.youtube.com/watch?v=3jNYlUj2gMU

  13. Douglas says:

    Palestina usando trollbait.

  14. Pia says:

    A verdade é que todo mundo tá torcendo que Jerusalém vire uma grande cratera flamejante. A diferença pra cada um é qual tamanho ela deve ter. Eu particularmente acho boa uma que vá da Coreia do Norte até Cabo Verde. Tô cruzando os dedos aqui.

  15. Bruno Elias says:

    Olha, me surpreendi com o Izzy. Abri o artigo esperando um ataque monstruoso contra Israel.
    É muito triste ver pessoas como esse Diogo Lopes, extremista anti-ocidental/americano, mas me conformo, até porque o PT está a 12 anos no poder no Brasil.
    Falando sobre Israel, Izzy, Israel já tentou e tenta até hoje paz com o Hamas, mas sabe quando eles terão essa paz? Nunca! Sabe qual é o lema do Hamas? “Nós amamos tanto a morte, assim como os israelenses amam a vida”, parece até brincadeira né? Mas pode ir atrás de toda a informação desse comentário e verá que essa é a triste realidade.
    O objetivo do inimigo israelense é a DESTRUIÇÃO de Israel, e não a “conquista do território perdido” como você cita no texto, a paz só se iniciará com a destruição do estado judeu.
    Agora, sobre as mortes palestinas… você já ouviu falar sobre a Pallywood? Jogue no YT e veja por si mesmo os vídeos, as farsas palestinas. Tudo que morre na Palestina, é culpa de Israel. Quem contabiliza as mortes de um ataque? Você sabia que é só remover o fuzil próximo de um corpo, que este vira inocente automaticamente na Palestina?
    Como se não bastasse tudo isso, a população local é FORÇADA a servir de escudo humano para o Hamas, tem vídeo de terroristas forçando pessoas a subir no telhado para impedir um ataque! Hoje mesmo eu escutei uma jornalista dizendo que 3 crianças palestinas haviam morrido devido a um ataque, e elas estavam no telhado, brincando… brincando? elas estavam de escudo humano para os terroristas! Tem outro vídeo no YT que mostra um desses assassinos atirando e carregando uma criança na força pra não ser baleado!
    Como se não bastassem, agora a doutrina do Hamas está até nas escolas da Palestina… esse conflito vai longe, muito longe.
    Segue alguns links pra ajudar na confirmação do que foi dito:
    https://www.youtube.com/watch?v=OFvYs1v_Ufk&list=UUawNWlihdgaycQpO3zi-jYg
    https://www.youtube.com/watch?v=7ykZQ-sosag&list=UUawNWlihdgaycQpO3zi-jYg
    https://www.youtube.com/watch?v=PuL-OA84p54&list=UUawNWlihdgaycQpO3zi-jYg
    https://www.youtube.com/watch?v=OtL5QitoSC0&list=UUawNWlihdgaycQpO3zi-jYg
    https://www.youtube.com/watch?v=VTArVIHDelg&list=UUawNWlihdgaycQpO3zi-jYg
    https://www.youtube.com/watch?v=uL8ANySuSuk

  16. Catu says:

    Sobre Israel avisar dos bombardeios com antecedência… eles fazem o “Knock on the roof”, que é atingir o alvo com um morteiro de baixa potência (mais pra fazer barulho e acordar até defunto!) e, 15 minutos depois, lançam um míssil “de verdade” pra destruir o alvo.
    O negócio é que tem pipocado na mídia alguns vídeos “provando” que esse intervalo seria na “verdade” de poucos SEGUNDOS!
    Só que qualquer um com um mínimo de acuidade visual pode perceber os pontos de edição gritantes…
    Ou os jornalistas estão cada vez mais tapados (Cocadaboa!) ou apelando descaradamente na manipulação da informação…

  17. Rodrigo says:

    Bem,estou satisfeito em saber que alguém realmente analisa os fatos para emitir um opinião na internet. Eu concordo com o que o autor escreveu e manifesto meu apoio. Opinião todo mundo tem,mas quem não analisa realmente os fatos antes de emitir realmente fala asneiras e idiotices,logo é um idiota.
    Valeu ai,autor!

  18. lolerson says:

    “Paz só ocorrerá no local quando/se Israel finalmente abrir mão dos territórios ocupados e reconhecer o Estado Palestino.” VIRGULA. O estado palestino e praticamente TODOS os países ao redor NÃO RECONHECEM O ESTADO DE ISRAEL. Mesmo que Israel reconhecesse o território palestino, os países ao redor ainda assim não reconheceriam Israel e continuariam o atacando como se fosse uma região controlada por terroristas que precisam ser destruídos. A paz só iria rolar na região se Israel reconhecesse o território palestino e os países islâmicos reconhecessem israel. Aí sim seria um grande passo em direção à paz.

  19. Adrielle says:

    Muiito bom, gostaria de agradecer por este post, abriu minha mente e me fez entender muita coisa que me parecia absurda e sem explicação.

  20. Eucara says:

    Peço permissão para corrigir uma coisa e dar um enfoque histórico só para que interpretações erradas não sejam feitas:
    você escreveu que: “Israel se instalou na região após a Segunda Guerra”
    Não, isso não é verdade. O correto seria dizer que judeus e árabes residiam juntos na região por séculos, ambos em pequeno número na terra santa, porem sempre com maioria judaica se considerarmos somente a margem esquerda do jordão[1] que era infestada pela malária e o resto nos territórios em volta, como iraque, pérsia, siria e egito.
    Por volta do ano de 1850, os judeus da Europa que sofriam duras perseguições, iniciaram uma campanha de se juntar aos judeus que estavam na terra santa, que já que estava semi-abandonada[2], para iniciarem as negociações com o império otomano e comprar as terras através do fundo comunitário internacional[3], para daí então formarem um país para os judeus, já que diversos territórios aonde residiam judeus e árabes já haviam expressado tal movimento, como os casos de pérsia(atual irã), iraque e Siria.
    Esse movimento foi chamado de Aliá(Elevação em hebraico) e durou até o ano de 1936 quando os britânicos enfim proibiram as imigrações judaicas para a região.
    14 anos antes, os judeus conseguiram enfim erradicar a malária da região, o que permitiu crescer exponencialmente a potencialidade da região como terras de comércio e produção. daí então, foi a vez dos árabes iniciarem sua imigração em massa, do egito para gaza e da siria para a galiléia.
    Em 1937, a comissão Peel[4], finalmente reuniu os representantes árabes e judeus para discutirem a divisão da antiga terra santa, chamada ainda por alguns pelo nome romano palestina, ou por terra de Israel por outros.
    A comissão falhou por recusa da liga árabe e a explosão demográfica era uma das armas que os árabes tinham na manga para obter mais porcentagem territorial,
    Porem em 1939, os britânicos voltaram a permitir a imigração também de judeus e agora ambos os lados do conflito corriam contra o tempo para formar novas cidades.
    Em 1947 a Liga das nações(embrião da ONU), em uma sessão presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, decidiu por maioria de votos, dar 75% do território para o rei árabe abdullah I formar o país Jordânia e para os 25% restantes serem divididos entre judeus e árabes. este ato foi nomeado Partilha.
    A liga árabe recusou a resolução, ao contrário dos judeus que aceitaram mesmo se sentindo injustiçados de receberem somente 13% de todo o território, e em 1948 a LA ordena que todos os árabes evacuem a região e 6 exércitos árabes atacam o novo estado de Israel que consegue se defender e reverter o quadro, vencendo a guerra.
    no dia seguinte à guerra, 800 mil judeus são expulsos de suas casas em todos os países árabes e se refugiam em Israel, por outro lado, 500 mil árabes, ficam sem retornar a suas casas e se refugiam nos países vizinhos.
    outros 400 mil árabes que não aceitaram fazer guerra, ficaram em suas casas e hoje são cidadão Israelenses, e aproximadamente 30 mil judeus que conseguiram se esconder, conseguiram manter a cidadania iraquiana, egipcia, siria e libanesa.
    Gaza ficou sob dominio egipcio e a judéia e samaria, sob domínio jordaniano.
    Em 1964, os refugiados judeus conseguiram se adaptar a sua nova vida em israel, por outro lado, os refugiados árabes não são bem aceitos em seus novos países e motivados pelos princípios do Pan-arabismo de Nasser[5], passam a se organizar com o nome de palestinos, em homenagem ao nome do território. Criam a OLP e iniciam atividades visando reiniciar a guerra terminada em 1948 para tentar destruir o novo estado judeu.
    Assim se iniciou o conflito nos moldes que vemos hoje.

    Referências:
    [1] -- Census in the holyland from Moses Montefiore 1939-1966.
    [2] -- Innocents abroad -- Mark Twain 1967.
    [3] -- organização KKL criada em 1909.
    [4] -- Comissão britânica iniciada em 1936.
    [5] -- Nasser, presidente do egito na época criou em 1952 um principio de que todo o mal no mundo árabe é causado por judeus e os EUA.