Projeto Plutão, a mais insana arma nuclear jamais projetada

Hoje em dia, as mais brilhantes mentes da nossa geração estão projetando celulares, joguinhos de realidade virtual e uma cura para o torcicolo. Existiu um período na nossa história, no entanto, que os mais proeminentes cientistas estavam engajados na nobre atividade de “desenvolver os melhores métodos de soltar bombas atômicas na cabeça dos americanos/soviéticos”, dependendo da nacionalidade destes cientistas.

E um dos projetos que os caras tinham em suas pranchetas se chamava “Project Pluto”, ou “Projeto Plutão” na versão Herbet Richers.

O míssil levava esse nome porque eu imagino que o nome “Projeto Regaça Essa Porra Toda” já tinha sido usado pra alguma outra coisa.

project pluto

É o seguinte. O Projeto Plutão era um veículo aéreo não-tripulado movido através de um reator nuclear, que é definitivamente a forma mais METAL de locomoção, e portando dezesseis ogivas atômicas. O troço era levado à estratosfera através de foguetes convencionais; chegando lá, ligavam remotamente o reator, e o bicho ficava circulando no ar.

Como a beleza da energia nuclear é justamente a longevidade, o míssil podia ficar lá em cima indefinidamente, por MESES, até alguma merda acontecer (digamos, os russos espirrarem muito alto pro lado de Washington).

Nisso o presidente americando pegaria um telefone vermelho igual aquele do comissário Gordon, diria “arromba esses fela da puta tudo então, foda-se!“, e algum general cheio de medalhas no peito do outro lado da linha diria em seguida “SENTA O DEDO NESSA PORRA, SARGENTO“.

Uma vez ativado, o míssil pararia de rodopiar a esmo em cima do oceano Pacífico e voaria então na direção da capital soviética. Lembra as dezesseis ogivas atômicas que eu mencionei? Então, o bicho iria soltando as bombas aqui e ali pela Rússia no meio do caminho, como um carteiro da morte, causando uma linha de destruição sem precedentes da história da humanidade.

A propósito, o nome do foguete era “SLAM”, sigla de “Supersonic Low Altitude Missile”. Acontece que “slam” em inglês também significa “dar uma porrada”, ou seja: eu vi o que vocês fizeram aí, Força Aérea Americana.

E não é só isso. Quando as ogivas se esgotassem, o SLAM ficaria girando por algumas semanas em baixa altitude em cima de Moscou; as contínuas ondas de choque provocadas pelo míssil entrando e saindo de velocidade supersônica detonando a cidade abaixo. Quando acabasse a autonomia de vôo do foguete, ele se arremessaria com tudo em algum prédio da capital soviética (aquele do Tetris, provavelmente)

tetris

Pra colocarem na capa do mais distinto game soviético, deve ser um local de extrema importância

Agora que vem a parte mais louca. A arma era tão Mortal-Kombatmente exagerada em sua destruição de vidas humanas, que a Força Aérea americana teve receio que o desenvolvimento dela causasse os soviéticos a planejar o seu próprio SLAM — com algumas daquelas letras russas loucas na sigla mas igualmente destrutivo. O projeto é “muito provocatico”, foi o que finalmente decidiram.

A parada era tão absurdamente demolidora que o governo americano decidiu não abrir aquela caixa de pandora. Isso é o mesmo governo, repare, que estava disposto a se aliar com cientistas nazistas na esperança de que aquilo ajudaria a desenvolver foguetes mais eficientes.

TENSO, mermão.

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comments

14 comments

  1. Acho que esse projeto ai é citado em algum episódio da segunda temporada de Mad Men…Quando Dom vai para Califórnia mais especificamente. ..

  2. As armas nucleares salvaram vidas nos tempos da guerra fria. É daí que surge a teoria da deterrância: o imenso temor das consequências de uma guerra nuclear aberta fez com que ambas as partes ponderassem com extrema parcimônia qualquer iniciativa de ataque à parte contrária, justamente temendo desencadear um maciço ataque de destruição em massa.
    Não fosse estas ogivas (e este medo), EUA e URSS teriam embarcado em um teatro de guerra tradicional, por terra, mar e ar, ocasionando um conflito tão violento e cheio de baixas quanto foram as 2 primeiras guerras mundiais.
    Parece uma tremenda ironia, mas a arma de destruição em massa mais poderosa do mundo foi, então, o maior instrumento de paz a amparar toda a humanidade. Nem a mais impecável diplomacia poderia ser tão eficiente em evitar o derramamento de sangue quanto foi o medo -- recíproco -- de um ataque nuclear.

  3. Falso, a forma mais metal de locomoção é um tanque de guerra flamejante movido a gasolina, nitro e sangue inimigo

  4. Pingback: Blog do Lucho

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