Puta que pariu :(

Você alguma vez se chateou imensamente por algo completamente banal e inconsequente? Tou me referindo àquela bobagem totalmente inofensiva, e que você pode reverter com pouco ou às vezes nenhum esforço, que não deixa qualquer sequelas permanentes.

Hoje isso aconteceu comigo.

No meio dos anos 80, a Coca-Cola lançou uma promoção em que você levava algumas tampinhas de garrafa e uma quantia desprezível de dinheiro aos “postos de troca” e obtinha iô-iôs iguais a estes aí:

ioantigo

Eu nasci em 1984, então obviamente os únicos iô-iôs dessa série aí que eu tive contato foram as relíquias que meus tios deixaram pra trás nos seus antigos quartos na casa da minha avó.

Felizmente nos meus queridos anos 90 a promoção dos iô-iôs (“iô-iô” é uma palavra incrivelmente chata de digitar, tenta aí procê ver) voltou, com uma remodelação dos brinquedos:

yoyo

Foto do Roberto Tumminelli

Eu sempre tive a teoria de que a promoção dos iô-iôs (sério, não aguento mais digitar essa palavra. Tu tentou aí?) era o resultado de algum tipo de ordem judicial com o objetivo de responsabilizar a coca-cola pelos bilhões de tampinhas de garrafa que se acumulavam nas sarjetas do nosso Brasil. Nos meses seguintes ao início da campanha, não se achava mais UMA SÓ tampinha no chão em todo o solo nacional.

Então, assim como muitos de vocês, fucei todas as esquinas num raio de dez quilômetros da minha casa (não se consumia muito refrigerante lá em casa, aí tive que dar uma de indigente catador de latinha mesmo), economizei duas ou três idas à cantina da escola, e adquiri meu próprio ioio. Sim, “ioio”. Cansei mesmo.

Bons tempos. Avance a fita pra uns 15 anos mais tarde.

Em uma de minhas sessões nostálgicas, percebi num estalo que havia quase duas décadas que eu não amarrava um ioio no dedo médio da mão direita e me divertia em fazer o briquedinho desafiar a lei da gravidade.

Comentei com a muié e esta, se compadecendo da minha ânsia de reproduzir uma fase icônica da minha infância, saiu comigo à caça de um ioio. Fomos ao Walmart e achei isso aqui:

ioio

Se houvesse na prateleira do lado uma máquina que transformasse peidos em barras de ouro, pelo menos preço do ioio, e eu tivesse 2 dólares no bolso, eu teria comprado dois ioios.

Peguei o troço no ímpeto e corri pro caixa. Já no caminho pra casa, destruí a embalagem, fixei o bichim no dedo e me deleitei falhando desgraçadamente em todas as tentativas de reproduzir os truquezinhos rudimentares que eu saiba fazer quando criança.

O barbante apertava o dedo cortando a circulação e eu não tava nem aí. A cada rodopio, um grama daquela clássica habilidade infantil perdida voltava; pouco a pouco meus músculos lembravam exatamente a sequência de movimentos sutis que faziam o ioio parar a centímetros do chão e rodopiar em seu eixo sem subir de volta.

E tudo estava perfeito com o mundo.

Hoje fui jogar Magic com meus broders, como fazemos várias vezes por semana – tou vivendo um período de vício doentio no jogo.

lol

A casa do meu chegado (que não aparece nessa foto) fica próxima ao McDonalds da região, então virou tradição se empanturrar de comida porcaria após jogar com as cartinhas. Fomos à lanchonete, e eu rodopiando o ioio com alegria e explicando pros amigos a história da promoção da coca-cola, a caça das tampinhas, etcétera.

Após o lanche meu irmão recebe uma ligação do meu pai – ele estava nas redondezas, e nos ofereceu uma carona de volta pro nosso apê.

E lá estava eu, ocupando o assento da frente (que é meu direito inalienável de filho primogênito) e, enquanto meu irmão e irmã tagarelavam no banco traseiro, notei que havia algo de errado. Bati nos bolsos e detectei que havia um ioio a menos do que esperado.

Houve um misto de tristeza com desespero. Comecei a apalpar todos os bolsos da bermuda, do suéter, os compartimentos da mochila. Nada. O ioio havia sumido, certamente deixado pra trás na mesa do McDonalds.

Senti como se meu próprio espírito tivesse levado um chute na cara. Como uma legítima criança de 11 anos, eu havia esquecido meu brinquedo na porra de um restaurante!

A tristeza foi irresistível. Sem muita esperança, continuei tateando os bolsos, revirando a mochila, tendo a plena certeza que o brinquedo havia sido perdido, mas incapaz de parar de procurar.

“Não há motivo pra chateação”, tentei negociar comigo mesmo. “Amanhã você vai no Walmart e compra outro, aliás, foda-se, compra logo DEZ duma vez se quiser”. Afinal, a porra do ioio custa um mísero dólar. Não é um imenso prejuízo.

Mas algo ainda continuava me chateando, e eu não sabia por que. E finalmente entendi a tristeza.

A minha infância, assim como aquele ioio, foi perdida – deixada pra trás há quase duas décadas. E embora há muito tempo eu tento revive-la (aquele post dos abandonwares é um exemplo recente desse hábito, assim como a própria compra do ioio), volta e meia eu sou relembrado que o que passou passou e jamais voltará de novo. Assim como o ioio que eu deixei no McDonalds, minha idade áurea já era.

Mas lá vou eu tentar comprar outro pra mitigar a perda. Perder o ioio que me trouxe tanta alegria e planejar substitui-lo foi um triste paralelo da minha condição de estar eternamente tentando reviver minha infância esquecida.

🙁

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Deixe sua opinião aí. Você não tá fazendo nada mesmo!

comments

109 comments

  1. Tempo bom que não volta nunca mais… e sim, tive 3 iô-iôs da década de 80, mas se perderam. Nostalgia à parte, uma hora a gente ou se desprende da infância ou nunca mais se livra dela.

  2. Dá pra me identificar fácil com seu texto! 🙁
    To pra fazer 20 anos e sempre me pego pensando que não tem mais volta os anos felizes da infância.Pelo menos eu guardo a lembrança de que tive uma infância bem vivida. 🙂
    ótimo post! Abraço.

  3. Comprei um Jace Beleren e um Iô-Iô depois de ler seu blog véio. 103 Reais a menos na minha conta. Culpa sua, mate.
    Abraço, keep the good job.

  4. O da Sprite era o mais bonito. 😀
    O Galaxy, que brilhava e tinha luzes, era privilégio dos ricos. Aqui em Natal ignoravam os anéis de lata. A gente ia atrás dos selos dos copos de plástico nos lixos da praça de alimentação do shopping (pq na época, só havia um shopping na cidade)

    Tinha também o manual com os truques. “Cachorrinho Passeando”, “Volta ao mundo”, etc.

  5. Nossa… Eu sempre estragava meus io-ios e com isso minha mãe brigava muito comigo… =( Mas era uma época maravilhosa…

    Mas não deixe-se abater não… compre outro mesmo… Mesmo sabendo que esses tempos de “ouro” não voltarão, o que importa é a sua felicidade. =)

  6. Muito bom o post,

    Estou morando nos EUA a tres meses e sexta fui no Walmart e tinha visto este iô-iô mas acabei deixando pra tras e nao comprei, agora vou ser obrigado a voltar la pra comprar e relembrar a infancia perdida.
    Sou de 77 e tinha esses iô-iôs da Coca, bem como os mini engradados tb.
    Lembro que nas festas de familia era uma briga pra quem ficava com as tampinhas…

  7. Eu tive um desses da promoção da Coca-Cola…

    Mas é engraçado como a gente passa mesmo boa parte da vida adulta tentando encontrar algo que nos dê a mesma alegria que tínhamos na infância. E não sei se é pior achar algo e se prender à infância ou não achar e ser forçado a abdicar de tudo que já te fez feliz inocentemente.

  8. Cara, com imensa tristeza me identifiquei com tua situação. Por mais que eu compre meus vídeo-games, por mais que encha-os de jogos, nunca mais reviverei os momentos de minha tenra infância, tomando uma surra do meu pai no Street Fighter. Dá um puta saudosismo do caraleo, vontade de voltar no tempo e reviver aqueles momentos que, mesmo curtos, sempre estarão na minha memória.

    É Izzy, infelizmente o tempo tá passando pra nós.

    Abraços.

  9. Cara, lia seu blog há eras. O seu e muitos outros clássicos da internet (olha aí a porra da nostalgia). Hoje, de alguma forma, cheguei até aqui de novo e já estou há 2 horas lendo (6 horas da matina, tenho que dormir pra acordar às 10h30 pra trampar…fffuuu), e vejo que continua bem legal.
    Agora, passados os flashbacks e elogios, devo dizer que eu, assim como a torcida do Framengo e do Curintia, me identifiquei muito com esse post.
    Essa tristeza nostálgica, por umas 2 vezes já conseguiu me conduzir à beira das lágrimas. haha
    Os iô-iôs (uma merda mesmo escrever) da Coca-Cola eram um clássico, quando conseguia fazer algumas manobras como aquela do balanço, eu quase morria de felicidade.
    Involuntariamente você me despertou uma lembrança nostálgica um pouco mais recente: Magic. Me arrependo, mesmo não jogando mais, de ter vendido uma caixa com 1200 cartas e uns 4 decks por 180 mangos, só pq eu era um duro.
    Com isso aprendi a não tentar reviver o que passou e a se conformar que não sou mais criança… mas a verdade é que sempre vem a tona alguma memória.
    Enfim, desconsidere a grande carga de comentários aleatórios e mal organizados, são 6h17 da matina, eu mereço um desconto.
    Continue com o bom blog.
    Grande abraço.

  10. Mano, se você tá assim aos vinte e poucos anos, temo por você na meia idade. Cada fase da vida tem suas prerrogativas e saudades da infância querida que não volta mais é uma prerrogativa da idade avançada. Você vai chegar lá, não tenha pressa.

  11. Muito triste… Mas é verdade… Nós crescemos, e finalmente podemos satisfazer nossos caprichos infantis com facilidade…

    Mas daí percebemos que deixamos a infância pra trás…

  12. Legal é quando você tem uma pessoa ao seu lado que gosta de compartilhar esses gostos da infância com você. Não existe nada pior do que alguem te recriminando por gostar das coisas felizes que fizeram parte da sua vida.
    Ainda bem que minha namorada adora jogar Super mario world comigo =D

  13. Caramba. Eu tenho quase a sua idade e vivi em Fortaleza na mesma época e lembro perfeitamente da febre que foi por aqui os io-ios da coca-cola, da caça coletiva das tampinhas. E curiosamente sua namorada teve a mesma atitude que a minha, quando contei a história.

    Por tudo que você já contou por aqui, eu desenvolvi um respeito sincero por tua namorada e pelo que vocês tem. Misto de sorte e aproveitamente de oportunidade difícil demais de acontecer. Este é um lado bom, quando você acorda..

    Aposto que você derramou umas lágrimas digitando esse texto.

  14. E daí que a infância se foi? A minha se foi antes da sua, como a de um monte de gente que eu conheço aliás, e isso não impediu que muito marmanjo colecionasse o álbum da Copa, eu entre eles.

    Você pode até vir a ser um velho brincando de ioio mas pelo menos vai ter o que ensinar aos netos, como meu avô com o pião. Aliás, imaginei a cena de alguém encontrando um balconista de sexshop brincando com um ioio.

  15. Nunca tive coordenação para jogar iô-iô direito, confesso. Achava o máximo quem fazia aquelas manobras maneiras, mas nunca consegui. O máximo que fiz uma vez foi quase furar o olho do meu primo tentando fazer uma “Volta ao Mundo”. Texto maneiro, fez lembrar da infância.

  16. Eu tenho uma lembrança muito clara de minha infância, dos momentos bons e dos ruins, justamente por isso não tenho nostalgia daquele tempo como um todo, mas sim dos momentos felizes.
    Você hoje pode simplesmente se tornar criança novamente quando quiser e voltar a ser grande quando lhe convir.
    O importante é manter tudo vivo na memória para que possamos sempre reproduzir esses sentimentos que não ficam no tempo, seja jogando abandonwares, seja reavendo alguns hábitos ou fazendo valer o sonho daquela criança que um dia profetizou: “Quando eu crescer e for rico, vou tomar cem litros de Coca e comprar quantos iô-iô quiser”

  17. Velho, acho que poucos perceberão o quão “profundo” é o texto.

    E sem putisse sentimental babaca, ou pseudo-intelectualismo. Não estou falando do saudosismo da aurora de nossa vida, da infância querida, que os anos não trazem mais. Nem sobre um análise acadêmica bazeado em filósofo X sobre a hermeutica de Y.

    É uma simples constatação que muito poucos se prestam a fazer sobre esse passeio efêmero sobre a Terra que é nossa vida. Pior para a turma descrente, que não tem o consolo de uma “vida eterna” ou reincarnação.

    No meio da histórinha dos iô-iôs (ah vá… nem é tão ruim de escrever…), de piadinhas e constatação sobre a infância perdida, eu pelo menos noto um temerismo futuro pelo que ainda perderemos. Bem aproveitados, ou não, são anos que não voltarão NUNCA mais.

    A porra do Carpe Diem deveria ser levado mais a sério, do que uma simples expressão em latim para adolescente pagar de cult.

  18. semana passada um kra aqui do trampo ganhou um fingerboard, só não passei o dia brincando pq tava “trabalhando” (não sou preguiçoso, é que aqui tem pouca coisa pra fazer) e tb pq não era meu e eu fique com medo de destruir a parada =P
    …bons 5 minutos…

  19. Existe um motivo óbvio pelo qual eu não poderia deixar de lê o hbd mesmo se quisesse. E esse motivo é que através desse post eu revivo a minha infância também, por ter quase a sua mesma idade( 1 ano de diferença) e por viver em Fortaleza. Lembro da onda dos iô-iôs(chato mesmo de digitar) como se fosse hoje, no “recreio” do colégio todos com um iô-iô na mão. Depois foi meio que substituído por um outro brinquedo com um nome meio bizarro: Os ovos do Tirica. Quando acertava na mão, infância muito boa, saudades.

  20. Lembro desses iô-iôs, mas não gostava deles pq eles eram leves d+… ai esses dias meu irmão apareceu com um feito nos EUA, de madeira pesado… pirei, vez por outra eu pego ele e fico brincando.

    A Marca de é Phantom, qdo chegar em casa, eu upo uma foto!

  21. Numa recente arrumação no meu quarto achei que havia perdido minhas bolinhas da coca cola (Atlanta 96) e suei frio, literalmente. Se eu só pudesse guardar uma recordação da minha infância, seria essas bolinhas de pano. Aliás, coca cola, faça brindes decentes novamente.

  22. Izzy, seu texto me remeteu à época que eu tinha uns 12 anos. cara, brinquei muito com esses iô-iôs. Me lembro de que o Galaxy era o sonho de consumo da pirralhada, e no dia que eu brinquei com um de um amigo, foi uma sensação inesquecível, me senti o máximo. hahaha
    Realmente é foda essa neurose que a gente tem de querer relembrar parte da nossa infância, mas creio que é uma coisa que nos acompanha toda a vida. Vide álbum de figurinhas da Copa. Vejo mais marmanjo do que criança colecionando. Enquanto isso, as crianças brincam de sexting e pulseira do sexo. Vai entender essa inversão de valores. hehehe
    Ótimo post, como sempre!
    Abraço!

  23. É… e a gente não é acostumado nem aprende a lidar com perda nenhuma.
    Eu tive um io-io que acendia luzes e soava como um disco voador. Saudades.

  24. Bem,se anima pra algo tu pode pensar que algum outr tioz… digo, alguma outra criança velh.. digo, enfim, alguém como tu achou o Ioio ,e lembrou da infancia!
    -eu n vou fingir que crianças se interessariam num ioio hoje em dia-

  25. A grande merda é lembrar que quando a gente era criança não dava valor nenhum pra isso, não tinha a mínima conciência do quanto era bom e ficava ansioso pra crescer. 🙁

  26. excelente post… muito bom mesmo.

    nossa eu adorava aqueles io-iô da coca-cola, eram lindos.. não acredito que não me lembrava mais disso.

  27. Pelo menos você não mora mais aqui nessa lixeira e tem um emprego legal. O foda é ter todas essas saudades da infância e não ter nada que faça da vida atual algo prazeroso. Tipo morar no Brasil e trabalhar em um banco.

  28. Cara, pelo menos essa infância de ioio da coca-cola eu aproveitei bem, tinha um da Sprite. Eu quase me traumatizei com ele. Explico: eu queria fazer ele “dormir” por 3 dias seguidos como eu via os profissionais fazerem (ignorando o fato de que eles usavam ioios profissionais para isso). Então eu jogava ele o mais forte que eu podia. Certa vez (a última :p ) ele desceu e ao invés de dormir, imediatamente subiu de volta com velocidade mach 1.2. Aquilo bateu rodando na unha do meu dedo médio, enfiando uma fina lasca de plástico branco de cerca de 1 cm embaixo da minha unha.
    Mas poucos dias depois fiz as pazes com meu ioio. Mas nunca mais joguei ele com tanta força novamente.
    Ah, e sim, eu sabia fazer cachorrinho, volta ao mundo, pêndulo e essas porras todas, só não conseguia fazer as manobras mais fudidonas que os prós faziam com seus ioios prós. E eu ficava me achando um loser.

  29. Cara, quando li isso um turbilhão de lembranças veio na minha cabeça. Os iô-iôs, os Tazos (lembra?!), as partes do corpo nojentas da família Adams, e tantos outros brindes da época áurea que infelizmente não volta mais.

    Por muito pouco não chorei. Sério.

    Teje twittado.

  30. Devo ter algum parentesco proximo com neanthertais ou o ultimo existente, pois nunca soube fazer o iô-iô(palavrinha chata pra caceta mesmo) voltar para a minha mão, talvez não saiba desmunhecar muito bem. Tive tdos os Tazos, gelocos e iô-iôs da coca-cola, acho que pelo fato de um amigo do meu pai receber as coleções completas em casa e me da-las, foi de grande ajuda.

  31. Pingback: Hoje é dia de Nostalgia!
  32. Porra, fiquei triste agora. Eu tambem nasci em 1984 e nunca mais terei minha infância de volta. O pior é ver ela ir pelo ralo quando você faz alguma coisa de criança e nota que fazer aquilo é meio ridículo. 🙁

  33. E eu achando que esse post faria o meu dia mais feliz…
    Realmente, a infância deixada pra trás não dá pra viver novamente, por mais que a gente tente loucamente, tem algo em ser pequeno que deixa tudo “mais grande”.

    Existe um livro de um chinês de 60 anos que passou grande parte da sua vida tentando reviver os momentos e os prazeres de sua infância, não o li, mas acho que você pode encontrar algumas respostas do que você procura lá.

    E, aliás, não usem o tempo “infância perdida”, credo, usem “infância vivida”, pois creio que poucas pessoas, ou ninguém aqui tenha realmente perdido a infância… exatamente por isso que a amamos tanto.

  34. Realmente vc tem as manhas na arte da redacao … consegue transformar um texto de acontecimento banal de sua vida em uma bela historia, e ainda por cima com fundo nostalgico hehehehe Parabens.
    Gosto de tudo q vc escreve (nem tudo vai).
    Tbm jogo Magic … se algum dia eu for pros lados do Canada, agente pode jogar e trocar algumas cartas.
    Abs

  35. Texto de ótima qualidade.

    Realmente alguns fatos mundanos nos fazem pensar e tirar conclusões muito importantes para o indivíduo… (o nome disso é epifania)

    Mas a vida é assim mesmo. Mas o pior é para essa geração, porque a internet destruiu a infância dessa geração… Eles não tem nada memorável como a gente teve, e assim nem terão o direito de ter essa nostalgia boa mas triste de lembrar.

    Abraços, xará!

  36. Pelo visto, esse eh o ano da galera de 84 entrar em crise :/

    Eu ainda tenho uma porcao de gibis da Turma da Monica no meu quarto…

  37. Caraca. Iô-iô.
    Parace que nao existem há anos LUZ.
    xD
    Junto com as botas das paquitas e Programas da Mara Maravilha.

  38. como um antigo leitor que ja nao vem muito por aqui…, bom ver este blog voltando aos eixos. mto bom, me identifiquei com o post, continue assim 🙂

  39. Caralho, Kid. Os últimos dois parágrafos são violentamente deprimentes. Senti como se eu nunca mais fosse pegar uma mulher na vida, compartilhei da sua tristeza, amigo.

  40. Puts tmb sofro disso ae…=/ tamto que as veses procuro freneticamente jogar os meus joguinhos de infancia como,Mario Bros 3(jogar com o pai e temtar acertalo com um casco de tartaruga não tem preço!! *.*),Turok 2(ate hoje me lembro como um dos melhores jogos do N64),Super Metroid(da ate um aperto no peito a trilha sonora),Doom(a versão do SNES mesmo,mo viajem… *.*)e varios que davam pra faser uma lista…
    O fato é que,uma hora ou outra,esse sentimento nos pega! mesmo assim eu gosto disso,lembrar da época boa e muito nostalgiante! =´}

  41. sinto sua dor, Kid. vez ou outra eu me pego relembrando meus tempos de muleque, algo quase “you nostalgia, you lose” mesmo.

  42. Sinto isso com frequência também e vez ou outra, pego o meu iô-iô da Sprite (sim, o original, em estado impecável a mais de 10, 15 anos?” e dou minhas iô-iadas por ai… Vida boa… éramos felizes e não sabíamos.

  43. Há muito tempo atrás numa galáxia distante, Obi-Wan disse para Luke que ele deveria manter a cabeça no presente.
    Acho que é justamente isso que você está dizendo para você mesmo e para nós. É inevitável mesmo. Mas isso é bom, é parte da caminhada. Tem que aproveitar esses anos antes que eles também se passem. 😀

  44. Também entrei em contato com esses iô-iôs atráves de familiares que guardaram a reliquia em algum lugar da casa da vó!
    Saudades )’:

  45. Não costumo comentar aqui, mas queria compartilhar um pensamento:
    Já gastei rios de dinheiro com tralhas que me fazem lembrar a infância e a pré-adolescência onanística e não me arrependo. Vale a pena cara

  46. Pô, todos os meus primos tinham iô-iô (palavra chata de escrever mesmo) da Coca-Cola e eu só aqueles iô-iôs de festa junina. Nunca aprendi a brincar direito com eles. 🙁

    Falando em saudosismo, estou agora mesmo caçando uma fita de GB de Pokemon Yellow no Ebay. Não entendo como as pessoas conseguem jogar Pearl, Diamond e esses outros pokemons com nome de peça de joalheria. Pode ser a versão que for, nenhum deles tem a mesma emoção de ser o Ash, andar com o Pikachu a tira colo e enfrentar a Equipe Rocket que nem no desenho animado.

  47. Pô, ninguém botou aí o nome inteiro da porra do troço? Iô-iô RUSSEL Coca-Cola! Tive um vermelho da Coca (pra mim o clássico) e gozei orgasmos múltiplos quando consegui fazer o dorminhoco + estrela. Balanço tb conseguia, mas montanha-russa nunca rolou =(

  48. Porra, fiquei triste com a conclusão. Já senti esse desespero por não encontrar um bem tão querido assim =P Mas nunca havia feito essa relação com a infância que já passou =(

  49. Muita coisa mudou. Os jogos sao mais bonitos e desafiantes, mas perderam aquele auge de novidade de 1900 e bolinha. Era uma epoca que nao volta mais. Mas…afinal, todos dizem isso da sua infancia, nao é mesmo?

  50. Poxa izzy, esse seu ultimo paragrafo eh mt triste, o que vc tem que lembrar eh que pelo menos vc teve uma infancia e te garanto que por isso vc eh um “adulto” melhor do que muitos outros por ai =)

  51. Oi Kid!
    Já tem uns dois anos que não leio o seu blog por total falta de tempo para assuntos de internet que não sejam “checar o e-mail”. Daí hj lembrei, dei um google e achei o site novamente. Li um pouquinho e já deu para perceber que continua legal. Vc escreve super bem e eu tinha q te parabenizar.
    Adorei esse post em especial sobre os ioios (preguiça tb!), falando da saudade que sentimos da infância. É inevitável, e acho que essas fases de nostalgia começam quando a gente chega aos 25. Normalmente já trabalhando, terminando a facul e tendo que fazer as coisas por si só.
    Aliás, quando eu vi esse blog pela primeira vez o que mais me chamou a atenção foi a imagem do Super Mário, que ficava passando no topo do site. Quando eu era criança eu amava esse videogame e por isso na hora eu me identifiquei de certa forma com o blog. Então parei para ler algumas coisas e vi que realmente era super bacana.
    Bom, era isso!

  52. cara eu passei dos quarenta, a mais ou menos trinta anos atras eu tambem fucei ruas e ruas para encontrar tampinhas para trocar pelo io io da coca cola, quqndo cheguei aos vinte estava de volta a onda, e apos os trinta novamente, hoje meu filho esta procurando esta peça doida e maravilhosa pois em meu condominio os pais , tios e ate avos se encontram no play ground para se divertirem com isso, deixando esposas e filhos admirados pois temos de todas as profissões, estes coroas que tambem se divertem e voltaram a ser crianças.

  53. Seri dahora se fazer truques de ioio fosse fácil.
    Você joga Magic, mas Magic e da tua época eu jogo mesmo e Yu-Gi-Oh. Até eu mesmo tendo 19 anos lembro de como era mais feliz quando criança.

  54. muito legal sua experiencia com yoyo… não sei se voce chegou a pesquisar mais sobre, mas se voce quiser comprar algum yoyo mais “moderno”, ha algumas lojas online q vendem excelentes yoyos, inclusive 2 das maiores empresas são do Canada (SPYY e Caribou Loudge Yoyo Work(CLYW)), caso se interesse, vale muito a pena…
    inclusive há campeonatos nacionais e mundial de yoyo XD
    fui campeão brasileiro de 2011…
    parabens pelo post!

    Victor Hugo

  55. Estou comentando isso uns 4 anos depois do post. Nem sei se você (ou alguém) chegará a ler este comentário, mas foda-se, não to nem aí.
    Apenas queria deixar registrado o quanto achei belo este texto (já lí muitos dos seus textos apesar de ter descoberto o seu blog recentemente), e o quanto eu me identifiquei com ele. Talvez meu caso seja ainda mais grave, pois nasci em 1976 e os io-iôs da Coca Cola foram parte da minha vida, assim como as figurinhas de jogadores de futebol que vinham nos chicletes Ping Pong; os álbuns do Campeonato Brasileiro que saiam todos os anos; os jogos de futebol de botão com mesas improvisadas em pranchas de madeira, ou às vezes até mesmo no chão da sala…
    Sou um nostálgico incorrigível e mal consigo evitar transparecer minha tristeza quando penso na minha infância que ficou para trás, principalmente sabendo que minha filha não viverá nada que seja equivalente, uma vez que os tempos são muito diferentes e muito do que viví só poderei mostrar a ela em imagens aintigas de blogs sobre nostalgia na internet.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *