Quem é Izzy Nobre? A coletânea definitiva de melhores textos

Oi. Ok, irei direto ao ponto: hoje estou com preguiça.

Por isso, não atualizarei o site hoje. ENTRETANTO, supondo que o Google Analytics não é um mentiroso do caralho, noto que houve um aumento incrível no número de novos visitantes ao meu site essas últimas semanas.

E eu parei pra pensar — por que produzir conteúdo novinho em folha pra esses cornos se há uns DEZ ANOS de posts no histórico do HBD que eles não leram ainda?

Neste espírito da vagabundagem justificada por estatísticas de acesso, ofereço a vocês a coletânea definitiva de melhores posts escritos aqui neste blog.

Se você é um novo visitante e não entende quem é Izzy Nobre, estes textos servem essencialmente como minha biografia. Se pelo menos UMA pessoa que me odeia cair neste texto e curtir um dos textos, tá valendo.

Vamo lá.

Então, eu caguei no tapete do banheiro

Neste texto eu relato como sou um completo imbecil e consegui cagar sem querer no tapete do banheiro. Auto-explicativo, né?

“Amigos, não entrarei em detalhes sobre a explosão de merda pressurizada que aconteceu em meu banheiro. Este ainda é um blog de família e de classe. Direi apenas que a Terceira Lei de Newton, a mesma que rege propulsão de foguetes ou de um balão de festa quando é perfurado por um conviva malicioso, levantou meu corpo 3cm da privada.”

Verdadeiramente lamentável.

O dia em que quase morri esquiando

Minha escola canadense parabenizou os estudantes menos retardados com uma viagem a uma estação de esqui. Em resposta, eu quase cometi suicídio não-intencional.

“Bem, eu sou iniciante no mundo do esqui, mas não são um leigo completo. Quando criança, joguei muito aquele joguinho de esqui do Windows, o clássico Skifree, que era uma fonte inesgotável de conhecimento esportivo e animações composta de três pixels e duas cores que se você espremesse os olhos pareciam vagamente com esquiadores. Se esse jogo me ensinou uma coisa, é que devemos desviar de árvores, linhas coloridas no chão fazem você saltar trinta metros no ar, e que o monstro acinzentado que come esquiadores no fim da montanha é invencível.”

Exauri toda minha capacidade artística fazendo os GIFs desse texto.

Rato na Locadora

Soltei um rato dentro da locadora e o pandemônio subsequente resultou no meu banimento do local.

“Foi aí que o meu espírito empreendedor floresceu na forma da mais genial idéia que eu tive naquela tarde – e se eu usasse aquela decrépita caixa de sapatos molhada para capturar aquele pokemon selvagem e em seguida trazer o fruto da minha caçada pra locadora, permitindo que meus amiguinhos que não participaram da aventura pudessem apreciar os resultados da ida ao terreno demolido? A idéia era tão sensacional que jamais poderia resultar em algum problema.”

Acompanhe o resto dessa aventura infantil.

O dia em que fui parar no hospital por arrumar minha cama

O título diz tudo que você precisa saber sobre esse texto.

“Minha cabeça e meus ombros se enfiaram na parede mais próxima, e a essa altura meu corpo já estava num ângulo de 45 graus em relação ao chão. Com um pé ainda em cima da cama e a cabeça encostada na parede, meu corpo se tornou uma letra V maiúscula de cuecas. E finalmente minhas costas e bunda tocaram o chão, tornando o angulo da imaginária letra V ainda mais agudo. Quando isso aconteceu, ouvi um distinto CRACK vindo das minhas costas.”

Alluda Majaka: O melhor filme indiano que eu já vi

Eu encontrei um trecho de um filme indiano de ação no youtube e narrei a coisa toda pra vocês, não poupando detalhes pra descrever as cenas absurdas.

“Considerando que a Índia é um dos países mais populosos do mundo, cada uma daquelas balas deve ter matado ao menos cinco transeuntes. E se os tiros forem à queima-roupa, estamos falando de vários metros de bigodes chamuscados. O policial então é arremessado contra o primeiro de muitos parabrisas que explodirão ao longo do filme.”

Parece exagero, né? Não é. E essa nem é a melhor parte.

O velhim Testemunha de Jeová

Eu sou um cara chato pra caralho, e um Testemunha de Jeová que bateu na minha porta descobriu isso da pior forma.

“O cara era bem idoso, caquético mesmo, daqueles cuja densidade óssea se equivale a uma xicará cheia de bolinhas de algodão. Os poucos fios de cabelo que ainda lhe sobravam tentavam, futilmente, proteger aquele cocoruto enrugado das intempéries. Com um sotaque esquisito (acho que era polonês ou ucraniano, algo do leste europeu), o velhinho me lançou a pergunta:

“Meu jovem, se alguém te perguntasse quem foi o homem mais importante da história da humanidade, quem você diria que foi?”

Examinei o cara e vi a bíblia na mão. Não havia qualquer dúvida, eu estava prestes a ser evangelizado!”

Relendo o texto, dá pena do cara. Sou um filho da puta mermo.

A Saga de um Empinador de Pipas

Uma emocionante crônica sobre minha ascenção e queda como aviador de pipas num bairro de periferia de Fortaleza.

Quando uma pipa cruzava os céus à deriva, saíam pivetes de TUDO QUANTO ERA BURACO numa carreira desesperada no encalço da pipa grátis. Crianças desciam de árvores, pulavam da esquina, saltavam de dentro de bueiros, chutavam o portão de casa e passavam sebo nas canelas.

Eu nem sabia que tinha tanto moleque naquele lugar. Imagino que estes passavam o tempo se escondendo e analisando o tráfego aéreo do bairro, aguardando o momento de correr. E a animação era porque, segundo o código de honra da pivetada, uma pipa cortada pelo cerol alheio pertencia ao povão. Aquele que a capturasse primeiro se tornaria o dono, e ai do dono legítimo se este se meter a reclamar a posse da pipa! Um delito dessa natureza requeria pena de pelo menos cinquenta cascudos em áreas variadas do corpo.

Spoiler: eu apanho de meninos de rua em um determinado momento do texto. Vá logo ler essa merda.

Futebol Kombat

Vários moleques, uma bola (às vezes mais), e nenhum senso de auto-preservação. Este é o futebol kombat, conhecido em outros estados como “futeporrada”.

No momento que a bola entrava em contato com seu nariz, testículo esquerdo ou qualquer outro ponto cuidadosamente premeditado pelo oponente pra causar mais dor, você se tornava automaticamente o alvo dos outros quarenta moleques que povoavam a quadra; chamemos o jogador atingido de “Infeliz”. Nesse momento, a menos que o Infeliz tocasse os “pontos salvos” ou acertasse outro jogador com a bola, qualquer pessoa num raio de dois quilômetros tinha o direito quase bíblico de descer a porrada nele.

Você que tem filhos aí, leia este texto e tema pela saúde do seu moleque.

Como descrevo o Brasil para os gringos

Mais um texto com título auto-explicativo. Vislumbre aí:

O PIB nacional triplicou este ano, quando um rapaz de Quixadá-CE finalmente conseguiu um sinal telefônico, se cadastrou no eBay e vendeu uma calça velha que ele havia encontrado flutuando no córrego atrás de sua cabana.

E prepare-se pra se revoltar.

É isso. Se você acha que eu devo adicionar algo aqui nesta listinha, me avise.

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Deixe sua opinião aí. Você não tá fazendo nada mesmo!

comments

41 comments

      1. A saga da (semi-fracassada) relação erótica na cama da sogra em 4 atos

        http://hbdia.com/wordpress/geral/314/
        http://hbdia.com/wordpress/geral/316/
        http://hbdia.com/wordpress/geral/319/
        http://hbdia.com/wordpress/geral/322/

        Ô kid, linka os post entre si.

        Ainda vale a pena conferir:

        Auto-explicativo
        http://hbdia.com/wordpress/morando-no-canada/ai-eu-fui-numa-balada-gay/

        Becca caindo na privada
        http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/mulheres-e-privadas/

        Quando George Costanza (do Seinfeld, lembra?) tentou fazer Izzy trabalhar na Herbalife
        http://hbdia.com/wordpress/geral/ainda-sobre-pilantragem/

        E um ótimo texto sobre o sexismo
        http://hbdia.com/wordpress/essa-internerd/calcinhas-cuecas-e-confusao/

  1. Como biografia, está faltando o do que fala sobre trollagem. Aquele que te nomeia o pai do trollface (e que você tem vontade de bater na bunda dele por trollar errado)

  2. Cadê os posts da época do halloween ou de quando vendia picolé na bicicleta??? asuhashuashuhaushuas
    Ou aquele da vizinha gringa que te zuou por causa do cachorro….. tem muita coisa melhor do que esses posts demasiado recentes…

  3. Faltou o texto que me fez conhecer o HBD (ainda nos seus tempos paleolíticos): aquele que você conta suas peripécias como estagiário, e como quase conseguiu levar a empresa a falência.

  4. Faltou o melhor textos de todos os tempos, acho que foi um dos primeiros que eu li. É do tempo que seu blog ainda era do weblogger e tinha o fundo preto.

    Você tentava se defender no texto pq não ia pro carnaval fora de época de São Luís (na época em que você ainda morava lá). Hilário.

  5. Se sua senhoria reparar, deu mais trabalho redigir as micro-resenhas dos posts clássicos do que uns postzinhos vagabundos cara de pau de outras feitas, quando o senhor estava com igual sentimento de preguiça. Não que eu esteja reclamando, é só uma constatação. Sou fã de artigos crássicos…

    E eu já tinha lido todos.

  6. Tente outra vez. Faltou um que tu pisou na merda do cachorro ao sair da cama, depois perdeu o onibus em um dia de muita neve…não lembro o título mas ri muito.

    Sem falar no da puta vermelha.

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